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Secretário de Estado Rex Tillerson Com Bret Baier, da Fox News

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DEPARTAMENTO DE ESTADO DOS EUA
Gabinete do Porta-voz
Para divulgação imediata
Entrevista
Departamento de Estado
Washington, D.C.

27 de abril de 2017

PERGUNTA: Está aqui comigo agora o secretário de Estado Rex Tillerson.  Secretário, obrigado por sua presença.

SECRETÁRIO TILLERSON: O prazer é meu.

PERGUNTA: Bem, em primeiro lugar, quero falar com você sobre a questão do dia. Parece que a Coreia do Norte, esta situação, está ficando muito grave.

SECRETÁRIO TILLERSON: Bem, Bret, você sabe, quando o presidente tomou posse e assumiu o cargo, nós assumimos diante de uma ameaça muito séria da Coreia do Norte. Sabíamos ao assumir, e o presidente deu uma atenção imediata. Um dos primeiros tópicos que ele pediu ao Conselho de Segurança Nacional foi abordar a ameaça da Coreia do Norte. Nós colocamos em vigor uma estratégia muito deliberada, que estamos apenas na fase inicial de execução, e envolve pressionar significativamente o regime de Pyongyang. Envolve também a convocação da China para desempenhar um papel sobre como vamos lidar com esta ameaça.

Então, mais uma vez, você está certo; as tensões estão um pouco maiores agora. Esperávamos que sim. E nossa abordagem para avaliar a questão, sabemos que vai haver riscos envolvidos. Esses riscos são muito medidos. Nós os compartilhamos com o presidente. Ele tem sido muito deliberado sobre as ações que nos pediu para tomar e vamos ver como tudo isso se desenrola.

PERGUNTA: Até agora, a política parece muito com a política que esteve em vigor nos últimos oito anos, que é a imposição de sanções, ou a tentativa de impor sanções, em um país já fortemente sancionado e pedindo que a China faça mais, ou pressioná-la para fazer mais. Como isso é diferente, ou é em tudo diferente, do que o governo Obama estava tentando fazer?

SECRETÁRIO TILLERSON: Bem, Bret, acho que é diferente em termos de intensidade e das expectativas que temos para a participação global. Obviamente, tivemos conversações diretas com os chineses durante a visita do presidente Xi a Mar-a-Lago. Eu falei primeiro com os chineses na minha primeira viagem a Pequim para lhes deixar claro que não estávamos dispostos a negociar da nossa forma à mesa de negociações. E acho que estes foram os erros do passado… que o regime da Coreia do Norte teria que se posicionar em um lugar diferente para que ficássemos dispostos a participar em conversações.

Estamos pedindo muito aos chineses. Acho que, no passado, a suposição era que os chineses só tomariam uma ação limitada. Vamos testar essa suposição. Vamos testar a sua disponibilidade de nos ajudar a resolver esta grave ameaça que não é apenas para a região e para todos nós, mas está se tornando uma ameaça para a própria China. E é por isso que estamos pedindo que eles avaliem a situação.

Mas acho que o que é diferente é que expandimos a rede para chamar outros para implantar  integralmente as sanções sob as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que nunca foram totalmente implantadas. Então, estamos responsabilizando as pessoas para implantar tais sanções e estamos ampliando nossa chamada para outras nações para exercer pressão sobre Pyongyang, porque os mísseis de Pyongyang agora podem ir a qualquer direção. E isto é uma ameaça que, agora, está deixando a região e se tornando global.

PERGUNTA: O chefe do Comando do Pacífico dos EUA, Almirante Harry Harris, foi no Capitólio hoje e aqui está o que ele disse: “Parece que somos confrontados com uma ameaça e um líder que tem a intenção de alcançar seu objetivo de uma capacidade nuclear contra os Estados Unidos”. [E o senador McCain disse]: “E está claro que seu objetivo é uma arma nuclear e os meios para lançá-la nos Estados Unidos da América. Há alguma dúvida em sua mente?” [Almirante Harris disse]: “Não há nenhuma dúvida em minha mente, Chefe.”

Considerando que, o que podemos oferecer à Coreia do Norte para que, de alguma forma, eles recuem de seus objetivos nucleares?

SECRETÁRIO TILLERSON: Bem, no passado, o regime indicou que a razão pela qual perseguem armas nucleares é que eles acham que é a única forma de garantir a sobrevivência como um regime. Nós queremos mudar seu ponto de vista. Queremos mudar seu cálculo. E dissemos a eles que o caminho para a sobrevivência e a segurança é eliminar suas armas nucleares, e nós e os outros países estaremos preparado para ajudá-los em um caminho de desenvolvimento econômico e torná-los uma parte segura, estável de um estável e próspero nordeste da Ásia.

Agora, é como eliminamos o risco da Coreia do Norte para China também, como acho que foi bem compreendido, a China tem preocupações sobre como desestabilizar o regime da Coreia do Norte devido a possíveis impactos de um regime fracassado. Temos sido muito claros que não queremos mudar o regime da Coreia do Norte, nós não estamos buscando um colapso do regime, não estamos tentando encontrar uma desculpa para uma reunificação acelerada da Península. O que estamos buscando é a mesma coisa que China afirmou que procura: uma completa desnuclearização da península coreana.

PERGUNTA: Você está indo ao Conselho de Segurança da ONU amanhã.

SECRETÁRIO TILLERSON: Sim, vou estar lá amanhã para enfrentar o Conselho de Segurança da ONU.

PERGUNTA: E o que você espera que façam?

SECRETÁRIO TILLERSON: Vamos reforçar estas mesmas mensagens da necessidade que todos cumpram com suas obrigações sob os acordos de sanções e apliquem integralmente tais sanções, e vamos discutir quais os próximos passos que podem ser necessários para aumentar a pressão sobre o regime de Pyongyang para que reconsiderem sua postura atual.

PERGUNTA: A China está fazendo o suficiente? Na semana passada, em uma coletiva de imprensa, o presidente disse que está fazendo várias coisas incomuns que aconteceram em relação à assistência da China neste esforço. O que eram essas coisas? O que a China está fazendo?

SECRETÁRIO TILLERSON: Bem, sem entrar em muitos detalhes por uma questão de confidencialidade, Bret, o que eu diria é que há uma comunicação significativa acontecendo semanalmente entre nós e nossos homólogos na China. Sabemos que a China está em comunicação com o regime de Pyongyang. Eles nos confirmaram que solicitaram ao regime para não realizar mais nenhum teste nuclear; e, na verdade, os chineses disseram que informaram ao regime que se eles realizassem mais um teste nuclear, a China estaria aplicando sanções ações por conta própria. Então, acho que os chineses parecem estar dispostos a trabalhar com a gente. Esperamos que estejam. Nós acreditamos que eles são um elemento importante para nós, fazendo com que o regime tenha uma visão diferente para futuras negociações.

PERGUNTA: Mais algumas coisas sobre isso. Hoje, seu porta-voz, Mark Toner, disse que você queria ver o progresso a curto prazo, mas pressionado sobre isso, “O que é a curto prazo, qual é o progresso”, não houve resposta. Então, acho que a pergunta é: quanto tempo os Estados Unidos vão esperar?

SECRETÁRIO TILLERSON: Bem, temos que ver uma mudança real por parte da postura do regime da Coreia do Norte. Agora, como vemos isso? Bem, vamos esperar o tempo que for, desde que a ameaça seja gerenciável.

Agora, o que vimos até agora é que duas datas significativas passaram no 105º aniversário do fundador, bem como seu significativo dia das Forças Armadas, no dia 25. Em nenhum desses dias foi realizado o que consideramos ser sérios testes. Não houve nenhum teste de ICBM (Míssil Balístico Intercontinental).  Não houve mais nenhum teste nuclear.  E pedimos e dissemos a eles, antes de mais nada, que devem acabar com estes testes provocativos. Além disso, então vamos falar com eles sobre outras indicações que estaremos buscando deles que eles realmente estejam prontos para se envolver em uma base completamente diferente para futuras negociações.

PERGUNTA: Isso não é uma versão de paciência estratégica?

SECRETÁRIO TILLERSON: Saberemos quando a virmos.

PERGUNTA: Você receia que Kim Jong-un seja instável, que não seja capaz de tomar decisões razoáveis nessa frente?

SECRETÁRIO TILLERSON: Todos os indicadores, Bret, de agências de inteligência… e há inúmeros psicólogos independentes que fizeram uma análise da melhor forma possível… todos os indicadores são que ele não é louco. Ele pode ser cruel. Ele pode ser um assassino. Ele pode ser alguém que, em muitos aspectos, conforme nossos padrões, é irracional. Mas ele não é insano. E os indicadores são do passado e quando determinados eventos aconteceram, ele tomou… ele fez escolhas racionais. Agora, não temos uma longa história com este jovem líder, apenas há cerca de cinco anos, então, reconhecemos que estamos lidando com um nível relativo de desconhecimento e incerteza. Essa é a parte do risco que o presidente se dispôs a levar nesta abordagem.

PERGUNTA: Você teve senadores na Casa Branca para esta coletiva. Havia alguns democratas, como Tammy Duckworth, que disse que achou que foi uma apresentação muito bem elaborada. Mas a maioria deles… Democratas e Republicanos… a valorizaram. O Democrata Chris Coons disse isto: “Não é a hora de cortar o investimento em diplomacia e desenvolvimento ao redor do mundo. As propostas orçamentais iniciais do governo Trump sugerem um corte de quase 3% para o Departamento de Estado. Este é exatamente o momento onde precisamos estar liderando com diplomacia. ”

Então, ele tem algum propósito?  Você está preocupado com cortes?

SECRETÁRIO TILLERSON: Bem, estou preocupado com cortes de longo prazo. Assumimos um exercício orçamentário para acomodar da melhor forma possível objetivo do presidente de reduzir o custo do que fazemos aqui no Departamento de Estado. E estaremos envolvidos com pessoas adequadas no Capitólio para falar sobre como vamos gerenciar isso.

Claramente, Bret, programas assistenciais são uma parte importante dos nossos esforços diplomáticos em todo o mundo e queremos protegê-los. Mas importante, queremos entregá-los eficazmente. Queremos assegurar que os contribuintes americanos estejam obtendo um bom valor dos dólares que nos confiam para nos dedicar a esses programas.

PERGUNTA: Então, não é um negócio fechado ainda, a respeito de que número é?

SECRETÁRIO TILLERSON: Como você sabe, estamos passando por um processo orçamentário com as pessoas adequadas no Capitólio e, o que espero é que eles vão ouvir cuidadosamente nossa abordagem e que também nos permitiram uma flexibilidade significativa para que possamos direcionar tais verbas para as áreas que, acreditamos, tenham uma maior necessidade.

PERGUNTA: A administração do Departamento de Estado está bem atrás de predecessores na nomeação de posições-chave. Quando o departamento não possui tais nomeados políticos, funcionários de carreira então preenchem essas funções. Você se preocupa que o Departamento de Estado não está executando a política de relações exteriores do presidente totalmente ou mais completamente porque lá não estão apenas as pessoas e estão cheios de funcionários de carreira?

SECRETÁRIO TILLERSON: Bret, acho que, até agora, estou bastante satisfeito com o desempenho do Departamento de Estado. Tem sido um desafio. Pedimos muito a menos pessoas para nos ajudar a submeter essas políticas, quer se trate da Coreia do Norte, seja revendo nossa política do Irã, seja reagindo a situações na Síria, Rússia, ou outros locais em todo o mundo. Sim, estou ansioso para receber nossos indicados aqui no Departamento de Estado. Acho que, claramente, serão mais eficazes e vão ajudar a melhorar os nossos esforços.

Mas, quero adicionar rapidamente que estou extremamente satisfeito com os profissionais de carreira que chegaram a essas funções. Eles sabem que estão desempenhando uma função interina e chegaram e realmente ofereceram a mim, e a todos que estão trabalhando comigo, o que precisamos aconselhar o presidente e sermos eficazes em tais políticas.

PERGUNTA: Então, você não detecta qualquer hostilidade para com a política de relações exteriores do presidente Trump da burocracia do Departamento de Estado?

SECRETÁRIO TILLERSON: Bret, são pessoas de carreira e eu diria – é o que eu disse para todos eles no dia em que cheguei – eu entendo que alguns de vocês, isto não saiu do jeito que vocês queriam; estou chamando seu profissionalismo, que confio que cada um de vocês exponham. E eu diria que, em grande parte, Bret, com raríssimas exceções, as pessoas chegaram e realmente fizeram o que precisamos que fizessem.

PERGUNTA: Os funcionários do governo nos contam que os funcionários da Casa Branca pressionaram o Departamento de Estado para reescrever o JCPOA (Pano de Ação Conjunta Global), o acordo nuclear do Irã, a carta de certificação para incluir uma linguagem bastante agressiva sobre comportamento desestabilizador do Irã. Quanto foi – a Casa Branca chegou dizendo que vocês teriam que fazer algo diferente? Quanto você colocou nessa decisão inicial?

SECRETÁRIO TILLERSON: Bem, eu estava diretamente envolvido nisso. E acho que o que era importante para mim foi entender que a perspectiva da Casa Branca foi que não podemos pensar sobre o Irã em termos do JCPOA apenas, e eu concordo com isso. E acho que uma das falhas por trás de todo o processo do JCPOA é que parecia ter sido realizado com a exclusão de todos os outros aspectos do comportamento do Irã como um estado patrocinador do terrorismo, seu comportamento perturbador em toda a região. Hoje, o Irã é uma séria ameaça aos EUA e à estabilidade na região. E acho que a preocupação era que a emissão de um requisito legal de 90 dias indicando a conformidade no JCPOA iria sinalizar que, de alguma forma, estava tudo bem com o Irã e conosco, mas não estava tudo bem entre o Irã e nós.

PERGUNTA: E há outros fatores, o Irã desempenha um papel no Iêmen…

SECRETÁRIO TILLERSON: Fatores muito, muito sérios que vamos ter que abordar e acho que… e isso é o que estávamos tentando refletir. E foi apenas uma questão: ou você coloca isso em uma carta ao Congresso ou sai e faz uma forte declaração no dia seguinte, e optamos pelo último.

PERGUNTA: Sei que você tem um dia atarefado. Tenho mais algumas coisas. Sua relação com o secretário de Defesa Mattis e sua comunicação… quanto você conversam?

SECRETÁRIO TILLERSON: Bem, eu jantei com ele ontem à noite. Tomei café com ele esta manhã.  Quando não estamos viajando, o secretário e eu nos falamos praticamente todos os dias. Gostaria… não quero ir tão longe ao ponto de dizer que estamos juntinhos, mas nem um de nós faz um movimento sequer sem falar com o outro. E vou dizer, é realmente um dos relacionamentos mais gratificantes que tenho neste momento no gabinete.

PERGUNTA: Todos vocês tomaram uma decisão sobre o acordo do clima em Paris?

SECRETÁRIO TILLERSON: Ainda está em consideração. Houve uma reunião esta tarde para discutir todos os aspectos disso. E o secretário… ou diretor Cohn está liderando o esforço em torno de chegar a uma conclusão sobre isso.

PERGUNTA: Uma última coisa: passaram-se 100 dias. Agora, você gerencia uma grande empresa, muito grande, e eles tinham algumas… você tinha algumas coisas complexas para lidar com todo o mundo sobre petróleo e a Exxon. Você colocaria este trabalho em perspectiva?

SECRETÁRIO TILLERSON: Acho que é só… Bret, é a enormidade do que eu sei que sou responsável. É uma coisa… e senti uma profunda responsabilidade com meus acionistas e com os empregados quando eu estava na Exxon Mobil Corporation. Eu desfrutei de 41 anos e meio fantástico anos lá. Mas quando você está representando mais de 300 milhões de americanos e você percebe que está lidando com coisas que vão colocar vidas em risco e você está lidando com decisões que podem custar vidas, o fardo é bem mais pesado e as questões são muito mais complexas. Então, isto é significativamente muito mais difícil, muito mais complexo, e as consequências são bem maiores… e agradeço plenamente a diferença entre os dois.

PERGUNTA: E nós agradecemos o seu serviço. Secretário, obrigado pelo tempo gasto aqui no Departamento de Estado.

SECRETÁRIO TILLERSON: Obrigado, Bret.  É sempre bom te ver.

 

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Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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