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Secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson Sessão Ministerial do Conselho de Segurança da ONU sobre a RPDC

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DEPARTAMENTO DE ESTADO DOS EUA
Escritório do Porta-Voz
28 de abril de 2017

Secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson
Sessão Ministerial do Conselho de Segurança da ONU sobre a RPDC
28 de abril de 2017
Nações Unidas
Nova York, Nova York
SECRETÁRIO TILLERSON: Obrigado, secretário-geral, pela sessão informativa extremamente útil. Faço agora uma declaração na qualidade de secretário de Estado dos Estados Unidos e lhe agradeço pela oportunidade de me dirigir ao Conselho de Segurança.

De acordo com a Resolução 2321 do Conselho de Segurança da ONU, um objetivo declarado deste Conselho é o abandono por parte da Coreia do Norte de seus programas de armas nucleares e mísseis balísticos.

Nos últimos 20 anos, esforços diplomáticos bem-intencionados para pôr fim a esses programas falharam. Somente desmantelando-os primeiro poderá haver paz, estabilidade e prosperidade econômica para todo o Nordeste da Ásia.

Com cada teste sucessivo de detonação e de mísseis, a Coreia do Norte exerce pressão para que o Nordeste da Ásia e o mundo estejam mais próximos da instabilidade e de um conflito mais amplo.

A ameaça de um ataque nuclear norte-coreano contra Seul, ou Tóquio, é real.

E é provável que seja só uma questão de tempo até que a Coreia do Norte desenvolva a capacidade de atingir o continente americano.

De fato, a RPDC [República Popular Democrática da Coreia] tem afirmado repetidamente que planeja conduzir tal ataque. Dada essa retórica, os Estados Unidos não podem ficar de braços cruzados. Nem outros membros deste Conselho que estejam a uma distância de ataque dos mísseis norte-coreanos.

Tendo mostrado durante anos um padrão de comportamento que desafia várias Resoluções do Conselho de Segurança da ONU, incluindo a 2321 e a 2270, e mina o progresso global em relação à não proliferação nuclear, não há razão para pensar que a Coreia do Norte mudará seu comportamento nos termos do atual quadro multilateral de sanções.

Durante muito tempo, a comunidade internacional tem sido reativa quando se trata de enfrentar a Coreia do Norte. Esses dias têm de chegar ao fim.

Não agir agora em relação à questão de segurança mais urgente do mundo pode resultar em consequências catastróficas.

Dissemos isto antes e vale repetir: a política de paciência estratégica acabou. Paciência adicional apenas significará aceitação de uma Coreia do Norte nuclear.

Quanto mais dermos tempo ao tempo, mais cedo ficaremos sem ele.

À luz da crescente ameaça, chegou a hora de todos pressionarmos a Coreia do Norte para que abandone seu caminho perigoso.

Eu exorto este Conselho a agir antes que a Coreia do Norte aja.

Temos de trabalhar em conjunto para adotar uma nova abordagem e impor uma maior pressão diplomática e econômica sobre o regime norte-coreano.

A nova campanha que os Estados Unidos estão empreendendo é impulsionada por nossas próprias considerações de segurança nacional e é bem recebida por muitas nações que estão preocupadas com sua própria segurança, e questionam por que a Coreia do Norte se prende às capacidades nucleares das quais não precisa.

Nosso objetivo não é a mudança de regime. Nem desejamos ameaçar o povo norte-coreano ou desestabilizar a região da Ásia-Pacífico. Ao longo dos anos, retiramos nossas próprias armas nucleares da Coreia do Sul e oferecemos ajuda à Coreia do Norte como prova da nossa intenção de desagravar a situação e normalizar as relações. Desde 1995, os Estados Unidos forneceram mais de US$ 1,3 bilhão em ajuda à Coreia do Norte e estamos ansiosos para retomar nossas contribuições assim que a RPDC começar a desmantelar seus programas de armas nucleares e tecnologia de mísseis.

A RPDC, por sua própria causa, deve desmantelar seus programas nucleares e de mísseis se quiser alcançar a segurança, o desenvolvimento econômico e o reconhecimento internacional que procura. A Coreia do Norte deve entender que o respeito nunca seguirá a imprudência. A Coreia do Norte deve tomar medidas concretas para reduzir a ameaça que seus programas de armas ilegais representam para os Estados Unidos e nossos aliados antes que possamos considerar as negociações.

Proponho que todas as nações tomem estas três medidas a partir de hoje:

Primeiro, pedimos aos Estados-membros da ONU que implementem integralmente os compromissos que assumiram em relação à Coreia do Norte. Isso inclui todas as medidas requeridas nas Resoluções 2321 e 2270.

As nações que não cumpriram plenamente essas resoluções desacreditam completamente este órgão.

Em segundo lugar, pedimos aos países que suspendam ou reduzam as relações diplomáticas com a Coreia do Norte. A Coreia do Norte explora privilégios diplomáticos para financiar seus programas de tecnologia nuclear e de mísseis ilícitos, e restringir sua atividade diplomática cortará um fluxo de recursos necessários. À luz das recentes ações da Coreia do Norte, relações normais com a RPDC são inaceitáveis.

Terceiro, devemos aumentar o isolamento financeiro da Coreia do Norte. Devemos impor novas sanções às entidades da RPDC e às pessoas que apoiam seus programas de armas e de mísseis, e reforçar as que já estão em vigor. Os Estados Unidos também prefeririam que os países e as pessoas em questão admitam seus lapsos e corrijam seu comportamento, mas não hesitaremos em sancionar as entidades e pessoas de países terceiros que apoiam as atividades ilegais da RPDC.

Devemos exercer uma pressão econômica máxima cortando relações comerciais que financiam diretamente o programa nuclear e de mísseis da RPDC. Apelo à comunidade internacional para que suspenda o fluxo de trabalhadores convidados norte-coreanos e imponha proibições às importações norte-coreanas, em especial de carvão.

Todos nós devemos fazer a nossa parte, mas a China, responsável por 90% do comércio norte-coreano, somente ela exerce uma influência econômica sobre Pyongyang que é única, e seu papel é, portanto, particularmente importante. Os EUA e a China mantiveram intercâmbios muito produtivos nessa questão, e esperamos novas ações que deem continuidade ao que a China já realizou.

Finalmente, como dissemos antes, todas as opções para responder a futuras provocações devem permanecer em pauta. Influências diplomáticas e financeiras de poder serão apoiadas por uma disposição para combater a agressão da Coreia do Norte com ações militares, se necessário. Preferimos uma solução negociada para esse problema. Mas estamos empenhados em defender a nós mesmos e a nossos aliados contra a agressão da Coreia do Norte.

Esta nova campanha de pressão será rapidamente implementada e dolorosa para os interesses norte-coreanos.

Eu entendo que algumas nações para as quais um relacionamento com a Coreia do Norte tem tido em alguns aspectos um resultado líquido positivo podem estar relutantes em implementar as medidas de pressão sobre a Coreia do Norte.

Mas os efeitos catastróficos de um ataque nuclear norte-coreano superam todos os benefícios econômicos. Devemos estar dispostos a enfrentar as duras verdades e fazer escolhas difíceis agora para evitar resultados desastrosos no futuro.

Manter o status quo não é uma opção.

Há também uma dimensão moral para esse problema. Os países devem saber até agora que ajudar o regime norte-coreano significa permitir a crueldade e o sofrimento.

A Coreia do Norte investe bilhões de dólares em um programa nuclear de que não precisa, enquanto seu próprio povo passa fome.

O empenho do regime por armas nucleares não serve à sua própria segurança nacional ou ao bem-estar de um povo aprisionado na tirania.

Peço à comunidade das nações que nos ajude a preservar a segurança e a proteger a dignidade humana.

Em uma de minhas primeiras viagens como secretário de Estado dos Estados Unidos, olhei para a zona desmilitarizada na terra assombrada da Coreia do Norte. Além da fronteira é uma nação de tristeza, congelada no tempo.

Enquanto o mundo vê os edifícios reluzentes de Pyongyang, a praga da opressão e da fome varre essa terra há mais de 60 anos.

Mas embora a condição atual desse país seja desoladora, os Estados Unidos acreditam em um novo futuro para a Coreia do Norte. Esses primeiros passos rumo a um futuro mais esperançoso acontecerão mais rapidamente se outros atores no âmbito da segurança regional e global se juntarem a nós.

Durante anos, a Coreia do Norte vem ditando os termos de sua perigosa linha de ação.

É hora de retomar o controle da situação.

Pedimos aos membros deste Conselho e a todos os outros parceiros que implementem uma nova estratégia para desnuclearizar a Coreia do Norte.

Obrigado.

Neste momento, retomo minha função como presidente do Conselho. Passo agora a palavra à Sua Excelência, o senhor Fumio Kishida, ministro das Relações Exteriores do Japão.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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