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Secretário de Estado, Rex Tillerson; secretário de Segurança Interna, John Kelly; secretário de Relações Exteriores do México, Luis Videgaray Caso; e secretário de Governo do México, Miguel Angel Osorio Chong, em conferência de imprensa

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DEPARTAMENTO DE ESTADO DOS EUA
Gabinete da Porta-Voz
Para divulgação imediata
18 de maio de 2017
COMENTÁRIOS

18 de maio de 2017
Auditório Dean Acheson
Washington, D.C.

SECRETÁRIO TILLERSON:  Bom dia a todos, e obrigado por terem vindo. Aprecio a oportunidade de me reunir novamente com o secretário Videgaray e o secretário Osorio. E também quero expressar meu apreço por toda a delegação mexicana que viajou até Washington, D.C., hoje, pelas conversas muito, muito úteis e frutíferas. Também quero agradecer ao meu colega, o secretário Kelly, e aos representantes do Departamento de Segurança Interna que participaram hoje, assim como ao Departamento do Tesouro, que teve participantes aqui em nosso diálogo.

O México e os Estados Unidos estão focados em destruir as organizações criminosas que trazem drogas aos Estados Unidos e desencadeiam a violência em todo o México. Manteremos os nossos compromissos de proteger nossa população da ilegalidade, das drogas e da violência criminosa. Quase 20.000 americanos morreram de overdose de heroína ou opioides sintéticos, incluindo o fentanil, em 2015. Estima-se que 100.000 mexicanos morreram devido à violência relacionada às drogas desde 2006, muitos deles bravos integrantes das forças de segurança que morreram no cumprimento do seu dever, e nós honramos o seu sacrifício.

Os Estados Unidos também devem confrontar a realidade de que nós somos o mercado, mas, para a aparentemente interminável demanda por parte de usuários dependentes e pelo bem-sucedido recrutamento de novos usuários jovens e vulneráveis, tal mercado não deveria existir. Nós, como americanos, pais e amigos daqueles que se viciaram ou se tornariam alvos, também devemos adotar novas abordagens. Nós, americanos, temos de assumir este problema. Ele é nosso.

Interromper o fluxo de drogas através da fronteira é um passo essencial para colocar um fim no vício amplamente disseminado e na violência relacionada às drogas. Famílias demais nos Estados Unidos foram arrasadas pelas drogas ilegais, e nós devemos deter o avanço dessa epidemia. Nenhum pai deveria enfrentar o pesadelo de um filho sucumbir à dependência de drogas. Ao confrontar agressivamente os cartéis que operam nos Estados Unidos e no México, estamos lutando para deter os mercadores da morte que já ajudaram a causar uma inexprimível dor a tantas pessoas em ambos os lados da fronteira.

Hoje, identificamos novas estratégias para atacar o modelo de negócios das organizações criminosas multibilionárias, com ênfase particular no fluxo de dinheiro e no fluxo de armas. Trabalharemos com o México a fim de redirecionar a assistência para melhor deter o modelo de negócio dos traficantes. Atacaremos os seus meios de produção, suas redes de distribuição através da fronteira, seu fluxo de dinheiro e sua aquisição de armas.

Os esforços do governo Trump para combater a demanda por essas drogas devastadoras, a atividade criminosa e o tráfico de drogas na fronteira mexicana e em outras áreas apenas começaram. Continuaremos a trabalhar em parceria com o México para deter e destruir as organizações criminosas que ameaçam os nossos cidadãos, nossas comunidades e nosso país. E nos comprometeremos a enfrentar a difundida demanda por drogas ilícitas entre os nossos cidadãos. Obrigado.

SECRETÁRIO KELLY:  Bem, obrigado a você por isso. É certamente um grande prazer para mim estar reunido com os nossos bons amigos do México novamente. Em minha experiência anterior, servi no SOUTHCOM [Comando Sul dos EUA] – como comandante do SOUTHCOM. Durante esse período, construí relações com o governo do México e particularmente com as forças armadas e a polícia que servem ao México, e gostaria de somar minha voz à voz do ministro, à voz do secretário, sobre os bravos homens e mulheres das forças armadas e da polícia mexicanas que tanto fizeram para proteger seu país e proporcionar liderança na região. Vocês perderam muitas, muitas centenas de homens e mulheres nesta batalha contra estes terríveis flagelos.

Uma das minhas primeiras viagens – bem, minha primeira viagem, na verdade, como secretário de Segurança Interna foi para a Cidade do México, como foi mencionado, para me reunir com o secretário de Relações Exteriores e muitos outros no governo mexicano, incluindo o Presidente. Estamos em constante contato – eu estou, meu departamento está – com nossos colegas no México, e as nossas pessoas, mexicanos e americanos, trabalham diariamente, seja para lidar com o tráfico de drogas ou com o tráfico de pessoas ou o terrorismo.

Nossa relação de trabalho é vitalmente importante e é uma relação muito, muito boa. Parte disso se deve à nossa colaboração e é construída com base na responsabilidade compartilhada. Devemos assumir os problemas dos cartéis e as soluções para lidar com esses cartéis. Embora os Estados Unidos sejam de fato o ímã que alimenta o tráfico de drogas através da América Central e da América do Sul e todos os males associados a essa atividade, são principalmente os nossos amigos no México e ao sul que mais sofrem com a violência ea criminalidade.

Estamos atacando os cartéis de muitas formas, incluindo atacar seus modelos de negócios, atacando suas finanças, atacando seu financiamento, atacando sua capacidade de conduzir um negócio criminoso lucrativo, e isso foi bem-sucedido em certa medida. E continuaremos – como vocês ouviram aqui, continuaremos isso, aprofundaremos isso, ampliaremos isso, com ideias muito, muito inovadoras.

Agora, apesar de o foco específico hoje ter sido nos cartéis e em outros aspectos do comércio de drogas, isso é apenas um indicação do amplo número de problemas com que nós – os Estados Unidos e o México – trabalhamos todos os dias.

Estou ansioso por trabalhar com meus amigos mexicanos posteriormente neste verão [na América do Norte], quando eles estiverem participando – de fato, patrocinando conosco uma conferência sobre Segurança e Prosperidade Centro-Americana em Miami, onde várias questões de segurança estarão na pauta de discussões, incluindo as organizações criminosas transnacionais. Essa será uma oportunidade de reunir o México e a sua fantástica equipe de liderança em torno dessas questões enquanto lidamos com os problemas de segurança e as condições econômicas nos países do Triângulo do Norte. E tentaremos tratar das ameaças regionais à segurança e à estabilidade. Estamos entusiasmados – estou pessoalmente entusiasmado em ter o México como um parceiro nessa conferência.

E, então, encerrarei dizendo obrigado a vocês, secretários, e também a Rex Tillerson, por esta oportunidade de colaborar nesse empreendimento muito, muito importante. Obrigado.

NAUERT:  Abriremos para perguntas agora. Se vocês puderem, por favor, façam suas perguntas – dirijam suas perguntas a um ministro de cada vez. Vamos começar com Felicia Schwartz , do The Wall Street Journal.  Felicia.

PERGUNTA:  Obrigada.  Secretário Tillerson, esta é a terceira vez que o presidente faz um anúncio antes de suas conversas com os mexicanos que poderia azedá-las. Quando você viajou para o México, ele disse que deportaria todos os imigrantes lá, e os mexicanos não gostaram. Ele assinou um decreto sobre o muro quando o ministro de Relações Exteriores estava na cidade e, na manhã de hoje, disse ao Congresso que renegociaria o NAFTA. Você conseguirá negociar com o México com o presidente pisando nos seus pés?

SECRETÁRIO TILLERSON: Bem, espero que o que esta conferência de imprensa com vocês na manhã de hoje está demonstrando seja que existe um grande conjunto de questões de grande importância e preocupação comum entre os Estados Unidos e o México. Obviamente, o comércio é uma questão importante, extremamente importante. E acho que a apresentação das autoridades [de promoção comercial] ao Congresso nesta manhã para começar a avançar rumo a uma autoridade de fast-track [autoridade presidencial para negociar tratados comerciais] é uma iniciativa muito positiva, e acho que isso demonstra um esforço sincero da parte do presidente. E eu deixarei que aqueles que se envolverão diretamente nessas discussões as comentem no futuro.

Mas o que eu diria a vocês é que espero que o que vocês levarão [da entrevista] de hoje é um entendimento de que há muito mais para a relação dos EUA – a relação EUA-México do que apenas o NAFTA. O muro não define a nossa relação. Temos muitas áreas de interesse mútuo, e acho que o foco nas organizações criminosas internacionais, o foco no efeito devastador que o tráfico de drogas, o tráfico de drogas ilícitas e outros tipos de tráfico através do crime organizado estão afetando ambos os nossos países de formas muito trágicas. E acho que o que – nós tivemos hoje conversas muito abertas, muito francas e muito honestas sobre onde tivemos sucesso no passado, o que se vislumbra no caminho do nosso sucesso no futuro, e acho que uma disposição muito forte – e vocês ouviram isso ser expressado, eu acho, nas declarações de ambos os secretários do México – um compromisso muito forte de superar quaisquer que sejam os obstáculos que possam ter havido no passado. Seja no compartilhamento de informações de inteligência ou no compartilhamento de recursos, temos um objetivo comum aqui, e este é acabar com os impactos trágicos do comércio de drogas ilegais em ambos os lados da nossa fronteira. Sabemos o que possuímos e, como americanos, precisamos confrontar que somos o mercado. Não existe outro mercado para essas atividades. Tudo está vindo para cá. Se não fosse por nós, o México não teria o problema do crime organizado transnacional e a violência que eles estão sofrendo. E é – nós realmente temos de reconhecer isso francamente.

Então, acho que tivemos conversas muito abertas e francas. Existem muitas áreas de cooperação entre os nossos dois países, e nós vamos nos focar nessas áreas em que podemos progredir agora. E haverá outras conversas para fazer progressos em outras áreas de importância, incluindo a renegociação, a reestruturação do NAFTA.

MODERADOR:  (Via intérprete) Passaremos a palavra a Jose Diaz Briseño, do jornal Reforma.

PERGUNTA:  Secretário Videgaray, o [governo] mexicano – desculpe – o governo dos Estados Unidos continua considerando a ideia de dividir o NAFTA em dois acordos bilaterais, e não apenas um acordo trilateral. Isso é um salto por cima do México?

E Tillerson: os jornalistas no México estão sendo mortos em números recordes. Nesta semana, provavelmente um dos mais importantes repórteres que cobrem o narcotráfico foi morto no México. Você discutirá com o governo mexicano esta questão de efetivamente levar a juízo esses crimes?

SECRETÁRIO TILLERSON: Com relação à trágica morte do importante jornalista no México, oferecemos as nossas mais profundas condolências aos entes queridos e aos familiares. E esta é, novamente, outra perda trágica entre os jornalistas, mas também [há] muitas outras como resultado da violência ligada ao tráfico de drogas ilegais. Acho que, em termos de como tratamos disso, tivemos uma discussão muito boa sobre como melhorar o compartilhamento de informações entre os órgãos de segurança em ambos os lados da fronteira, porque esses cartéis e organizações também operam além das fronteiras. E discutimos como identificar essas conexões internacionais, como compartilhar informações que nos permitirão melhor identificar quem é responsável, prender essas pessoas e levá-las à justiça.

De forma semelhante, tivemos discussões sobre como fortalecer o sistema judiciário, e sabemos que o México tem um projeto de lei e – uma proposta que permitiria a apreensão dos bens e ativos daqueles que foram presos e acusados de comércio de drogas ilegais. Temos leis semelhantes neste país e também incentivamos o México a promulgar essa lei. Então, houve um compartilhamento muito bom de ideias do lado dos órgãos de segurança, assim como do lado da justiça, então estamos trabalhando juntos cooperativamente para atacar o problema.

NAUERT:  Rich Edson, da Fox News.

PERGUNTA:  Secretário Kelly e secretário Tillerson, considerando a frequência com a qual vocês dois interagem com seus respectivos colegas estrangeiros, conforme evidenciado pelo dia de hoje e por muito do que envolve o seu trabalho diário, e considerando as investigações, o memorando do ex-diretor do FMI, e tudo isso que está acontecendo domesticamente antes da primeira viagem internacional do Presidente, com importantes reuniões agendadas com líderes estrangeiros, o presidente perdeu a influência ou a credibilidade, e esses problemas atrapalharam os esforços que vocês fizeram com seus colegas internacionais? Obrigado.

SECRETÁRIO KELLY:  Posso responder primeiro?

SECRETÁRIO TILLERSON: Claro, continue.  Vou responder quando —

SECRETÁRIO KELLY:  Não. Eu diria a você, eu na verdade acabei de retornar de uma viagem que fiz à Jordânia e à Arábia Saudita, e eles estão ansiosos, naquela parte do mundo, pela chegada do Presidente e pelo gesto indicando aonde ele irá primeiro. Posso dizer o mesmo dos israelenses e outros. Deixarei o secretário de Estado responder isso.

Mas não, eu interajo com um número razoavelmente grande de protagonistas internacionais, geralmente – principalmente por telefone, mas europeus, latino-americanos, centro-americanos, africanos, quero dizer, em todo o mundo – e eles estão trabalhando conosco como parceiros em várias questões – segurança na aviação, drogas, como vocês ouviram aqui hoje, imigração. Então, não vejo nenhum efeito em – como resultado de quando o presidente é, digamos, criticado na imprensa sobre algo que ele pode ou não ter dito, e certamente algo que ele pode ou não ter pretendido. Então —

PERGUNTA:  Sobre compartilhamento de informações de inteligência?

SECRETÁRIO KELLY:  Eu estou preocupado com compartilhamento de informações de inteligência?

PERGUNTA:  Os países estrangeiros estão preocupados com o compartilhamento de informações de inteligência com os EUA?

SECRETÁRIO KELLY:  Nós compartilhamos – e, como eu digo, eu interajo com muitos grandes líderes estrangeiros em nível ministerial, meus colegas, e compartilho o máximo de informações como eles como nossa lei permite, e eles estão abertos a isso. Nesses lugares, não posso compartilhar mais, eles compreendem isso e o fato de que este país, o meu departamento e o nosso presidente têm a segurança dos nossos cidadãos e dos seus cidadãos como a prioridade número 1.

SECRETÁRIO TILLERSON: Acho que eu caracterizaria a expectativa entre o resto do mundo e se – e eu tive a oportunidade agora de interagir muito bem e de me reunir com líderes desde a Europa até a Rússia, a América Central, o Oriente Médio, a África, o sudeste da Ásia, então, tenho uma exposição muito boa agora ao – globalmente à forma como o mundo está vendo o atual governo.

E o que eu diria a você é que lá existe um ótimo senso de expectativa e acho que uma ótima aceitação do fato dos Estados Unidos estarem voltando à cena. Muito líderes, particularmente na parte do mundo pela qual vamos viajar – o Oriente Médio, a Ásia Central e até partes da África – estão prontos para um período daquilo que eles acreditam que foi negligenciado, em uma completa rejeição das preocupações deles. Eles estão prontos para uma reaproximação dos EUA.

E, então, acho que existe uma ótima expectativa quanto à viagem do presidente com relação ao que poderia ser realizado e nós, em nossos diálogos, identificamos que muito disso pode ser realizado quando trabalhamos juntos. E esse é o propósito dessa viagem, é realmente transmitir uma mensagem de que os Estados Unidos estão de volta em termos do nosso papel como um agregador, nosso papel como um facilitador para resolver os assombrosos desafios que existem naquela parte do mundo, principalmente o desafio do terrorismo global e como confrontamos o terrorismo global como povos globais. Não é o desafio de um único país; é um desafio compartilhado de todos nós.

E eu acho que a importância dessa viagem e da liderança do presidente Trump é reunir as pessoas de todo o mundo para entender que estamos nisso juntos. Esta não é uma batalha de religiões. Não é uma batalha de culturas. É uma batalha entre bem e mal. E – a bondade das pessoas de todas as crenças prevalecerá sobre esse mal, e essa é a mensagem que o presidente levará. E ele agregará as pessoas globalmente para confrontarem essa face do mal onde quer que ela se apresente no mundo. Existe uma ótima expectativa em torno dessa liderança.

PERGUNTA:  E é a (inaudible) doméstica?

SECRETÁRIO TILLERSON: Acho que as pessoas no resto do mundo levam – não têm tempo para prestar atenção ao que está acontecendo aqui domesticamente. Elas estão mais preocupadas com o que veem que está acontecendo na relação com o seu país e com o que estamos trazendo para resolver esses desafios muito sérios que estão afetando a todos nós.

NAUERT:  Rich, obrigado.

MODERADOR:  (Via intérprete) A última pergunta é de Ruben Barrera, da Notimex.  Por favor, pode falar.

PERGUNTA:  (Via intérprete) Obrigado.  Secretário Osorio, eu gostaria de saber se você poderia explicar, quando você disse que gostaria de ver um esforço binacional mais equilibrado, o que você quer dizer com isso? E o que seriam as mudanças possíveis que poderiam acontecer em relação à forma que o governo mexicano está combatendo as organizações de narcotráfico com base no início desses comentários.

(Em inglês)  E para você, secretário Kelly: o governo Trump vem falando muito sobre a queda nos casos de travessia ilegal [da fronteira] devido à política que o presidente Trump anunciou na área da imigração. Mas nós não ouvimos nada com relação a drogas. Minha pergunta é por que e se – podemos esperar ver uma queda significativa no problema das drogas ao longo da fronteira sul depois que o muro for terminado, talvez até o fim deste governo?

SECRETÁRIO KELLY:  Sobre a questão do tráfico de drogas para os Estados Unidos, já fazemos muito na fronteira e não fazemos sozinhos. Fazemos isso com os nossos colegas mexicanos ao sul. A grande maioria das drogas pesadas – metanfetaminas, cocaína e heroína – é contrabandeada principalmente em veículos – caminhões, esse tipo de coisa – muitas vezes com os – particularmente em caminhões comerciais. Muitas vezes, o motorista nem sabe que elas estão lá.

Então, o primeiro ponto, ou o – me deixe começar pelo objetivo. O objetivo é chegar às TCOs, as redes criminosas transnacionais, as redes no México e nos Estados Unidos. Essa é a última coisa. A primeira coisa que precisamos fazer, porque isso é – isso gera todos os problemas, e isso é a demanda de drogas nos Estados Unidos. E não apenas as drogas que são usadas pelos dependentes, mas o uso recreativo de drogas – se os americanos entenderam que usar drogas em um fim de semana por diversão acaba ou resulta em vidas perdidas no México pelas forças de segurança e pelas forças armadas, nossas vidas perdidas na Colômbia ou na América Central – se os americanos que usam drogas como recreação entenderam isso e pararam de fazer isso, isso reduziria significativamente a quantidade de drogas e, consequentemente, a quantia dos lucros que saem dos Estados Unidos.

Então, a coisa mais importante que podemos fazer é reduzir a demanda por drogas. Nunca tentamos isso, nunca fizemos isso. Temos de ter – desenvolver um programa de redução de drogas abrangente nos Estados Unidos que envolva todos – envolva esportes profissionais, Hollywood; envolva governadores, prefeitos; envolva pais; padres; envolva todo mundo. Podemos reduzir significativamente o volume de drogas consumido nos Estados Unidos – nunca chegaremos a zero, mas podemos reduzir. Mas, até fazermos isso, vamos lutar, na melhor das hipóteses, uma batalha neutra na fronteira. Os narcotraficantes são extremamente ágeis, extremamente inovadores na forma como fazem negócios, incrivelmente brutais. Se você não aceita os subornos e o dinheiro deles, eles matam sua filha e dão o recado deles dessa forma. Então, tudo envolve demanda por drogas e redução da demanda por drogas.

PERGUNTA:  (Sem microfone.)

SECRETÁRIO KELLY:  Não, as barreiras físicas funcionam. Onde existe – já existem 650 milhas [402 quilômetros] de barreira física na fronteira sudoeste entre os Estados Unidos e o México, tudo isso construído antes do governo atual. Então, usamos barreira física. Também usamos tecnologia. Existe – para dizer o mínimo, colaboração entre as autoridades mexicanas e as autoridades dos EUA. E então, obviamente, tudo envolve as pessoas que patrulham, que conversam umas com as outras; as ações da política em ambos os lados da fronteira. Então, não existe uma única solução para isso. É um problema multifacetado e precisa de soluções multifacetadas.

NAUERT:  Obrigado. Isso é todo o tempo que tínhamos.

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Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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