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O secretário de Estado, Rex Tillerson, e o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir, em uma coletiva de imprensa

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DEPARTAMENTO DE ESTADO DOS EUA
Gabinete da Porta-Voz
Para divulgação imediata
DECLARAÇÕES

21 de maio de 2017

21 de maio de 2017
Riad, Arábia Saudita

MINISTRO AL-JUBEIR:  (Em árabe.)

SECRETÁRIO TILLERSON:  Bem, muito obrigado a você, Sua Excelência, e acho que foi, em muitos aspectos, um evento histórico na tarde de hoje, este Encontro Árabe-Islâmico-Americano. Primeiramente, quero agradecer ao Rei, em primeiro lugar por realizar este evento histórico, mas também pelas suas palavras.

E, de muitas formas, você, tenho certeza, encontrou paralelos entre as palavras do Rei e as do Presidente. Eu fiquei particularmente impressionado com o compromisso firme do rei, como o Presidente expressou, de lutar contra essas forças que são a causa do terrorismo, das atividades extremistas, e me senti particularmente encorajado com a sua grande motivação, também, para tratar de muitas das causas-raízes e dos aspectos de reforma que são necessários em toda a região: um forte apoio para o desenvolvimento dos jovens, da educação, capacitando as mulheres. Esses são elementos importantes para uma nova sociedade avançada. E eu achei as palavras do Rei a esse respeito realmente marcantes.

Acho que, com relação às palavras do presidente Trump na tarde de hoje sobre o encontro, o que vocês ouviram é a expressão da política e das visões deste governo não apenas para esta região, mas para a relação americana com o mundo muçulmano aqui e também em termos mais amplos. E acho que o Presidente claramente estava estendendo a mão e compreendendo que apenas juntos poderemos enfrentar essa ameaça do terrorismo que se abateu sobre todos nós, não apenas nesta região, mas no mundo inteiro.

E acho que todos vocês sabem que o presidente parte amanhã para Tel Aviv e depois para o Vaticano, para ter uma audiência com o Papa. E acho que o contexto de tudo isso onde o Presidente começa a sua viagem no lar da fé muçulmana sob a liderança do Guardião das Duas Mesquitas Sagradas – esta grande fé, os muçulmanos – então para viajar ao lar do judaísmo e depois para o grande líder do cristianismo, que o Presidente está claramente indicando que esta luta do bem contra o mal não tem nada a ver com religião. Não tem nada a ver com país. Não tem nada a ver com etnicidade. Esta é claramente uma luta entre bem e mal.

E o Presidente está convencido, com toda a sinceridade, de que, quando as três grandes religiones deste mundo e os milhões de americanos que praticam essas três grandes religiones – quando nos unimos com nossos irmãos na fé em todo o mundo, podemos vencer estas – essas forças do mal e estas forças do terrorismo e da desestabilização. E, quando temos sucesso em desarticular essas forças, criamos condições extremamente positivas para o avanço dos direitos humanos em todos os lugares, porque são essas forças que são as mais opressivas para as pessoas. São essas forças que são as mais opressivas para as mulheres. São essas forças que se nutrem daqueles menos capazes de cuidar de si mesmos. Então, acho que, em nossa visão, e eu conheço a visão do presidente, derrotar essas forças do mal é o primeiro passo para promover o avanço dos direitos humanos em todo o mundo, e ele claramente tem isso em mente também.

Então, acho que foi um evento histórico hoje. Novamente, agradeço à Sua Alteza, o Rei, por convocarem este evento. Acho que apenas o Rei e o Presidente dos Estados Unidos poderiam ter convocado um evento sobre questões muçulmano-islâmico-americanas com tanta participação. Então, novamente, agradecemos à Sua Alteza e acho, mais uma vez, que foi uma tarde extraordinária para todos nós e uma tarde que, eu diria, me dá grandes esperanças quanto à nossa capacidade de finalmente enfrentar o desafio mais atemorizante do nosso tempo.

PERGUNTA: (Em árabe.)

(Em inglês). E outra pergunta para Sua Excelência (inaudível). O senhor tem – o senhor disse muito (inaudível) com relação ao Irã. Quando vocês irão (inaudível) enquanto você está dizendo (inaudível)? Quero dizer, (inaudível), o Irã?

SECRETÁRIO TILLERSON:  Com relação ao Irã e à sua ausência aqui – acho que Sua Excelência claramente abordou por que o Irã não está aqui hoje – o Irã continua suas atividades hegemônicas nesta região no Iêmen, no Iraque, na Síria e o seu apoio ao Hezbollah no Líbano. E, até que o Irã mostre disposição para ser um bom vizinho, acho que as palavras que foram usadas por muitos, até que mostre sua disposição para parar de patrocinar as atividades desestabilizantes que continuam acontecendo, o pagamento de combatentes estrangeiros, o pagamento de milícias que entram em outros países e desestabilizam esses países, o Irã não terá um lugar nesta mesa de discussões que foi estabelecida hoje.

Então, nossa esperança é que – e nós temos uma nova liderança ou uma liderança renovada que começa outro período no Irã – é que eles comecem a avaliar o que este comportamento está trazendo de positivo para eles e, especificamente, que eles encontrem um caminho de volta para o lugar do qual o Irã historicamente desfrutou: boas relações com os seus vizinhos. E é isto o que esperamos, que eles também encontrem um caminho de volta.

Enquanto isso, nós continuaremos a tomar medidas a fim de deixar claro para o Irã quando o seu comportamento é inaceitável – e isso significa praticar e dar apoio a atos de terrorismo, continuar o desenvolvimento dos seus programas de mísseis balísticos –, nós continuaremos a tomar medidas através de sanções e continuaremos a incentivar outros na comunidade global a também tomar medidas para que o Irã entenda que isso não é aceitável.

Então, vamos lidar com o Irã em uma frente de sanção econômica e vamos lidar com o Irã nestes países onde eles decidiram estabelecer sua presença militarmente.

MINISTRO AL-JUBEIR:  (Em árabe.)

PERGUNTA: (Em árabe.)

MINISTRO AL-JUBEIR:  (Em árabe.)

PERGUNTA: Muito obrigado (inaudível). Viajando desde o Paquistão (inaudível), [o] encontro de hoje. Minha pergunta, Sua Excelência, ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita, é que o Paquistão vem lutando contra este terrorismo desde 11 de setembro [de 2001], e nós (inaudível) mais de 50.000 vidas inocentes. Qual foi a avaliação, nesta conferência, de que poderia haver um aprendizado comum a partir das experiências do Paquistão em sua luta nesta guerra contra o terror?

E minha pergunta para Sua Excelência é: a parceria desejada hoje com o mundo muçulmano precisa ter certos processos para avançar. Existe muito temor entre a comunidade muçulmana, incluindo eu próprio e meus amigos, existe uma noção de islamofobia em toda parte em diferentes países. Quando parcerias são buscadas e desejadas e existe uma grande resposta a partir de todas – a maioria dos países muçulmanos que estavam presentes hoje, como esses processos, então, tem (inaudível) aprender a resolver as divergências e (inaudível) os temores entre as comunidades muçulmanas? Obrigado.

MINISTRO AL-JUBEIR:  Posso responder à segunda parte?

SECRETÁRIO TILLERSON:  Não, eu ia responder à – você pode —

MINISTRO AL-JUBEIR:  Ah, não, continue. Você pode —

SECRETÁRIO TILLERSON : Fico feliz [por responder].  Com relação, acho, à relação e a como o mundo muçulmano é visto, se – eu presumo que você ouviu o discurso do presidente Trump na tarde de hoje. Espero que ele tenha dissipado as preocupações que muitos possam ter tido com esse discurso.

E, em termos de processos específicos, muito do que surgiu dos dois dias que passamos aqui em Riad, trabalhando com nossos colegas no reino e também com os países do CCG [Conselho de Cooperação do Golfo] – e tivemos uma reunião muito boa na manhã de hoje com os países do CCG – foi desenvolver planos de ação específicos que, trabalhando juntos, acho que também melhoraremos o entendimento entre nós mesmos: a criação do centro para combater a transmissão de mensagens extremistas, o trabalho conjunto para cortar as redes de financiamento do terror, claramente as atividades econômicas entre esta região e os Estados Unidos são todas úteis em termos de fortalecer essas relações.

Mas acho que talvez a questão que você está levantando, e é uma questão importante, é que todos nós temos de nos esforçar para entender melhor as culturas um do outro, entender melhor as perspectivas um do outro. E acho que, nesta viagem, sei que toda a delegação que está viajando com o Presidente ganhou uma compreensão muito maior desta região, da rica história, das ricas tradições e culturas desta região, o lugar especial dos dois pontos mais sagrados. Tudo isso, acho, é útil para que nós entendamos melhor todos aqui, e nós esperamos – esperamos que as pessoas na comunidade muçulmana façam um esforço semelhante para entender os interesses do povo americano e e as preocupações que eles possam ter.

Mas acho que, sobretudo, como resultado do discurso que o Presidente fez na tarde de hoje, o que ele disse, novamente, é que esta luta é nossa, juntos. Não é entre nós. É uma luta nossa, juntos. E é apenas juntos que finalmente venceremos, e esta não é uma luta entre religiões, não é uma luta entre xiitas, sunitas, não é uma luta entre cristãos, judeus, nenhuma crença. Esta é uma luta do bem contra o mal e, em todas essas grandes crenças que milhões de americanos seguem, somos guiados pelo mesmo princípio. Isso é o que nos une em atacar esta face maligna do terrorismo que se abateu sobre nós e feriu tantas pessoas pelo mundo.

MINISTRO AL-JUBEIR:  Acho que o Paquistão teve – pode desempenhar um grande papel na guerra contra o terrorismo e compartilhando suas experiências e aprendendo com as experiências dos outros. Quero somar minha voz ao que Rex disse sobre a questão da importância da tolerância e (inaudível). Acredito que o fato de este encontro ter ocorrido é histórica. Não posso enfatizar mais a importância dele para a história do mundo.

Isto é um – a menos que sejamos capazes de passar das noções de um choque de civilizações para uma parceria entre civilizações, não seremos capazes de erradicar o flagelo do terrorismo ou – que emana do extremismo, e o extremismo emana da ignorância. As pessoas no mundo muçulmano acreditam que existe uma hostilidade a eles no Ocidente e, então, usam isso para recrutar psicopatas que assassinam pessoas que então aumentam a atitude negativa das pessoas no Ocidente em relação ao islã. Isso leva os países ocidentais a tomar medidas que alimentam o ciclo no mundo islâmico e vice-versa. Você tem extremistas no Ocidente que adotam posições intolerantes ou posições ignorantes em relação ao mundo islâmico, o que os leva a recrutar psicopatas que exigem coisas ou tentam fazer coisas que provocam uma reação no mundo islâmico, e o ciclo vicioso continuará a menos que nós nos afastemos disso.

E então, se formos capazes de nos afastar disso, seremos capazes de isolar os terroristas como meros criminosos e psicopatas. E então isso se torna uma questão de manutenção da ordem pela lei, e podemos lidar com isso muito mais eficientemente. O Presidente merece muito crédito por ter dado este passo, fazendo sua primeira visita internacional ao Reino da Arábia Saudita, o local de nascimento do islã e a terra das Duas Mesquitas Sagradas, e então indo a Israel e depois ao Vaticano para tratar com o mundo judeu e com o mundo cristão a fim de tentar reunir essas religiões.

Este é o caminho a seguir. Este é o caminho para passar da hostilidade à parceria. Esta é uma luta – não um choque de civilizações, esta é uma luta pela civilização. É, como o Presidente disse, o bem contra o mal, e o bem inclui todos – cristãos, judeus, muçulmanos, budistas, hindus, todos. E o mal inclui todos os que buscam a morte e a destruição, independentemente de sua fé. E, portanto, a importância e a significância desta conferência hoje é que é o primeiro passo onde existe um alcance e existe um desejo de dizer que precisamos trabalhar juntos, e precisamos trabalhar juntos para dar apoio ao bem contra o mal, e precisamos tomar medidas concretas para fazer isso – para fazer isso, e acho que temos várias medidas concretas que saíram da conferência: o lançamento do centro de contraterrorismo global – que é a parte mais importante –, o reconhecimento de que temos de trabalhar juntos a fim de construir um futuro melhor para os nossos filhos e os filhos deles. Esse é o primeiro passo no processo para lidar com este – com este problema.

Eles dizem, na medicina, que é diagnóstico é metade da cura. Bem, nós já diagnosticamos o problema, e o diagnóstico do problema é que precisamos “puxar o tapete” embaixo das forças do mal enxergando isso como um problema comum que exige uma solução comum e enxergando a nós mesmos como filhos de Deus, independentemente da nossa religião. É assim que enfrentamos este problema. Obrigado.

MODERADOR:  Acho que não temos muito tempo porque vocês têm outro compromisso.

MINISTRO AL-JUBEIR:  Você quer responder a outra pergunta ou —

SECRETÁRIO TILLERSON:  Não, está bom.

MINISTRO AL-JUBEIR:  Ok. Muito obrigado.

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Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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