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Declarações do Vice-secretário John J. Sullivan em coletiva de imprensa

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Departamento De Estado dos Eua
Gabinete da Porta-Voz
2017/06/20

Para divulgação imediata

MODERADOR: (Via intérprete) Boa tarde. Bem-vindos a esta coletiva de imprensa do vice-secretário de Estado John Sullivan. Ele começará com uma breve declaração e depois responderá a algumas perguntas. Eu indicarei as pessoas que terão permissão para fazer perguntas. Por favor, usem seus microfones.

VICE-SECRETÁRIO SULLIVAN: Bem, muito obrigado a todos por estarem aqui, estou muito feliz por ver vocês. Boa tarde. Novamente, – eu sou John Sullivan, vice-secretário de Estado, quero começar agradecendo ao presidente Peña Nieto e ao chanceler Videgaray e ao povo do México por promoverem a Assembleia Geral da OEA este ano. Também quero agradecer ao secretário-geral Almagro por sua arrojada liderança da OEA e agradecer a ele e a sua equipe por organizarem esta assembleia geral.

O governo Trump reconhece a enorme importância dos nossos vizinhos das Américas na construção de prosperidade de longo prazo para os Estados Unidos. Nossas parcerias no Hemisfério Ocidental são vitais para a nossa competitividade econômica e essenciais para a nossa capacidade de resolver os desafios transnacionais e garantir a estabilidade na região. O governo Trump está comprometido com os nossos parceiros das Américas a derrotar as organizações criminosas transnacionais, manter os nossos países livres das drogas e acabar com a violência, as vendas de drogas ilegais e o tráfico de pessoas que são subprodutos letais do narcotráfico. Sabemos, nos Estados Unidos, que temos o nosso próprio trabalho a fazer para reduzir a demanda, mas pedimos aos países do Hemisfério Ocidental que rapidamente pressionem os cartéis de drogas e assumam novos compromissos para derrotá-los.

A prosperidade duradoura e a segurança coletiva também exigem instituições democráticas que entreguem resultados para seus povos, proporcionem oportunidades econômicas e sociais e salvaguardem a segurança dos cidadãos. Os países-membros da OEA estão promovendo cada vez mais o acordo, ajudando a Venezuela a encontrar uma solução pacífica, democrática e abrangente para os seus problemas atuais e responsabilizando o governo por seus abusos. Nós todos ficamos alarmados com a dramática deterioração da regra democrática na Venezuela, com a violência e a ruptura das normas civis que a acompanha. Em nome dos Estados Unidos, nós dizemos ao povo venezuelano que a sua causa não foi esquecida. Estamos ao seu lado em suas aspirações de recuperar uma sociedade que garanta os direitos civis e a expressão política.

O governo da Venezuela deve entender que as tentativas de silenciar as vozes dos cidadãos não impedirão que outros no mundo falem por eles. Os Estados Unidos se unem a seus parceiros na OEA em pedir ao governo venezuelano que cumpra os compromissos assumidos sob a Carta da OEA. Esse compromissos incluem realizar eleições livres, respeitar a independência da Assembleia Nacional, libertar todos os presos políticos da Venezuela e atender diretamente às necessidades do povo venezuelano. Ao acompanhar o espírito da Carta Democrática Interamericana, nosso objetivo permanece sendo um retorno ao pleno respeito pelo estado de direito e ao pleno respeito pelas liberdades de expressão política e participação na Venezuela.

Incentivamos todas as nações da OEA que estão comprometidas a preservar esses valores em seus próprios países a se unir aos Estados Unidos para responsabilizar o governo da Venezuela.

O nível de acordo entre os parceiros da OEA para confrontar a situação na Venezuela é uma vitória para os valores democráticos, e esperamos manter este nível de unidade enquanto trabalhamos para solucionar os desafios de segurança comuns e obter prosperidade para todos os nossos cidadãos.

Obrigado. Ficarei feliz em responder a perguntas.

MODERADOR:  (Via intérprete) Obrigado.  A primeira pergunta será de JC Wilson*, do LA Times.

PERGUNTA:  Oi, muito obrigado. Você falou com muito entusiasmo hoje, eu diria, sobre a necessidade de esta organização ser relevante, mas vocês não conseguiram chegar a um acordo – vocês não conseguiram chegar a um acordo sobre um resolução para a Venezuela. Como você explica esse fracasso? E você acha que a recente reversão [da política] dos Estados Unidos para Cuba enfraqueceu a sua influência em um fórum como este?

VICE-SECRETÁRIO SULLIVAN:  Bem, eu não acho – eu não descreveria – isso é um processo em andamento. Houve uma reunião ontem e uma votação ontem na qual o maior número de estados-membros – 20 – votaram pela resolução – ela foi apresentada, posso acrescentar, sob a liderança eficaz e entusiasmada do chanceler Videgaray. Então, 20 países votando por isso é o maior número que expressou apoio para essa questão, e essa resolução ainda está sendo considerada na assembleia geral. Sob a liderança do governo mexicano, nossos anfitriões, esperamos que essa resolução seja apresentada amanhã para votação e aprovação.

Como eu descrevi em meu discurso no plenário há algum tempo, na minha opinião, esta resolução é um passo muito modesto para resolver o que apenas pode ser descrito como uma crise humanitária na Venezuela – pessoas sendo – perdendo suas vidas, repressão aos direitos humanos e civis e uma economia em colapso. É realmente uma situação horrenda. O que a resolução faz é propor que um grupo chamado de amigos, de países que seriam – um grupo equilibrado de países que estaria interessado em ajudar a gerar uma resolução para a crise na Venezuela em nome do povo venezuelano.

A resolução – eu a caracterizaria como um passo modesto apenas porque a resolução simplesmente autoriza a criação desse grupo sem determinar quem seriam os membros ou quaisquer passos futuros que seriam necessários. Então, é um passo modesto e um passo – mas um passo que achamos que é necessário para resolver a crise.

Com relação à mudança dos EUA na – que o presidente anunciou em seu – em nossa política com relação a Cuba, não sei que isso teve algum efeito nos votos. Ela não foi mencionada a mim. Tive quase 10 – nove ou 10 reuniões bilaterais hoje para discutir esta resolução, e isso não foi mencionado por nenhum país. Eu – então, os pensamentos que eu deixaria com vocês são que este é um processo em andamento. Conseguimos 20 votos. Esperamos conseguir mais. Mas o processo vai continuar sob a liderança capaz dos nossos anfitriões, o governo mexicano. Obrigado.

MODERADOR:  (Via intérprete) Obrigado.  A segunda pergunta será da Televisa.

PERGUNTA:  (Via intérprete) Sim, muito obrigado. Você poderia nos dizer qual é a situação deste grupo? Isso é parte das propostas que não avançaram ontem? Ou qual seria o seu papel neste grupo? Quais seriam os membros e quais seriam os objetivos disso e se isso vai ser definido novamente no futuro? E – desculpe-me, e qual é a posição dos EUA? Qual é o seu maior interesse? Eu sei que todos os países, como a Venezuela e o México, foram muito claros sobre qual é o interesse deles após a assembleia constitucional na Venezuela. Mas, para os EUA, qual é a coisa mais importante com relação à crise na Venezuela?

VICE-SECRETÁRIO SULLIVAN:  Obrigado. Bem, como eu disse, a resolução é realmente um passo modesto. Ela, por si só, não cria nem constitui um grupo. Ela simplesmente autoriza a criação dele e não é um passo que os Estados Unidos estejam dando; é um passo que a OEA está dando em nossa resposta coletiva à esta crise na Venezuela.

Então, como eu disse, é um passo modesto. Os membros desse grupo serão definidos em consultas futuras entre os membros da OEA. Ele poderá incluir partes externas, como o Vaticano ou a ONU. Isso tudo ainda será definido. O passo que está sendo – que foi discutido ontem e que esperamos que seja aprovado e votado aqui é simplesmente autorizar a criação desse grupo sem definir seus membros antecipadamente ou sua carta.

Nosso objetivo final é a restauração do estado de direito e da expressão política, dos direitos civis para o povo da Venezuela. Isso é o que Estados Unidos – isso é o objetivo dos Estados Unidos em seu apelo para que – nossos companheiros membros da OEA votem nessa resolução como um passo que nós, como uma organização, podemos dar para facilitar uma solução para a crise na Venezuela. É um passo modesto, mas achamos que é necessário.

MODERADOR:  (Via intérprete) Muito obrigado. A terceira pergunta será da EFE.

PERGUNTA:  Oi, gostaria de saber se, mesmo que a resolução seja aprovada, a Venezuela já rejeitou algum grupo vindo da OEA, então, como isso pode ser útil?

VICE- SECRETÁRIO SULLIVAN:  Bem, em primeiro lugar, é uma reafirmação da Carta da OEA e de nossos valores democráticos que todos compartilhamos. Esperamos incluir outros – potencialmente outras partes poderiam ser incluídas. O governo da Venezuela, no passado, participou de um diálogo com grupos externos.

Ele não cumpriu os compromissos que assumiu, então, a afirmação agora de que não acatou nenhuma resolução que seja adotada pela OEA não surpreende, mas isso não nos exime, como membros da OEA, tanto individual quanto coletivamente, de tomar todas as medidas que podemos para proporcionar meios para a redução da escala de violência, do caos na Venezuela, e proporcionar meios para facilitar uma resolução pelas partes, pelos próprios venezuelanos. É em última análise o povo venezuelano que precisará decidir esse problema, porque isso é o nosso compromisso com os valores democráticos.

Isso não é uma intervenção por parte da OEA ou do governo dos Estados Unidos. É simplesmente uma oferta dos países da região; uma organização responsável, a OEA, com uma carta dedicada, entre outras coisas, à promoção dos direitos humanos e individuais, reunindo um grupo de – um grupo equilibrado de países para ajudar a facilitar uma solução para o que é um sério problema em um país vizinho. E acho que isso é o mínimo que a OEA pode fazer para ajudar a resolver essa situação.

MODERADOR:  (Via intérprete)  Muito obrigado.

VICE-SECRETÁRIO SULLIVAN:  Obrigado.

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Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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