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Pronunciamento Do Presidente Trump Na 72a Sessão Da Assembleia Geral Das Nações Unidas

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CASA BRANCA
Escritório do Secretário de Imprensa
18 de setembro de 201

10h04 – horário de verão da Costa Leste dos EUA

Senhor secretário-geral, senhor presidente, líderes mundiais e distintos delegados: bem-vindos a Nova York. É uma honra profunda estar aqui em minha cidade natal como representante do povo americano e me dirigir às pessoas do mundo.

Enquanto milhões de nossos cidadãos continuam a sofrer os efeitos dos furacões devastadores que atingiram nosso país, quero começar expressando meu apreço a todos os líderes nesta sala que ofereceram assistência e ajuda. O povo americano é forte e resiliente, e emergirá dessas adversidades mais determinado do que nunca.

Felizmente, os Estados Unidos têm passado muito bem desde o Dia das Eleições em 8 de novembro do ano passado. O mercado de ações atingiu uma alta histórica – um recorde. O desemprego está em seu nível mais baixo em 16 anos. E, em virtude de nossas reformas regulatórias e outras, temos mais pessoas trabalhando nos Estados Unidos hoje do que jamais aconteceu antes. As empresas estão retornando, gerando crescimento de empregos como nosso país não via há muito tempo. E acabou de ser anunciado que gastaremos quase US$ 700 bilhões em nossas Forças Armadas e defesa.

As nossas Forças Armadas serão em breve mais fortes do que nunca. Por mais de 70 anos, em tempos de guerra e paz, líderes das nações, movimentos e religiões se colocaram diante desta assembleia. Como eles, pretendo abordar algumas das ameaças muito graves que temos diante de nós hoje. E também o enorme potencial à espera de ser liberado.

Vivemos em um momento de oportunidades extraordinárias. Avanços na ciência, na tecnologia e na medicina estão curando doenças e solucionando problemas que as gerações anteriores imaginavam ser impossíveis de resolver.

No entanto, cada dia também traz notícias de perigos crescentes que ameaçam tudo o que prezamos e valorizamos. Terroristas e extremistas reuniram força e se espalharam por todas as regiões do planeta. Regimes renegados representados neste órgão não apenas apoiam terroristas, mas ameaçam outras nações e seu próprio povo com as armas mais destrutivas que a humanidade conhece.

A autoridade e os poderes autoritários buscam corromper os valores, os sistemas e as alianças que evitaram conflitos e fizeram o mundo se inclinar para o caminho da liberdade desde a Segunda Guerra Mundial.

Redes criminosas internacionais traficam drogas, armas e pessoas; deslocamento à força e migração em massa ameaçam nossas fronteiras; e novas formas de agressão exploram a tecnologia a fim de ameaçar os nossos cidadãos.

Em suma, nos reunimos em um momento em que igualmente há promessas imensas e grandes perigos. Se erguemos o mundo a novos patamares, ou deixamos que ele caia em um vale de destruição, isso recai inteiramente sobre nós.

Temos em nosso poder, se assim o desejarmos, tirar milhões de pessoas da pobreza, ajudar nossos cidadãos a concretizar seus sonhos e garantir que as novas gerações de crianças sejam criadas livres da violência, do ódio e do medo.

Esta instituição foi fundada na sequência de duas guerras mundiais a fim de ajudar a moldar este futuro melhor. Baseou-se na visão de que nações diversas poderiam cooperar para proteger sua soberania, preservar sua segurança e promover sua prosperidade.

Foi durante o mesmo período, há exatamente 70 anos, que os Estados Unidos desenvolveram o Plano Marshall para ajudar a restaurar a Europa. Esses três belos pilares – são pilares de paz, soberania, segurança e prosperidade.

O Plano Marshall foi desenvolvido a partir da nobre ideia de que o mundo todo é mais seguro quando as nações são fortes, independentes e livres. Como disse o presidente Truman em sua mensagem ao Congresso à época: “Nosso apoio à recuperação europeia está totalmente de acordo com nosso apoio à ONU. O sucesso da ONU depende da força independente de seus membros.”

A fim de superar os perigos do presente e alcançar a promessa do futuro, devemos começar com a sabedoria do passado. Nosso sucesso depende de uma coalizão de nações fortes e independentes que abraçam sua soberania a fim de promover segurança, prosperidade e paz para si mesmas e para o mundo.

Não esperamos que países diversos compartilhem as mesmas culturas, tradições ou, até mesmo, sistemas de governo. Mas esperamos que todas as nações defendam estes dois deveres soberanos fundamentais: respeitar os interesses de seu próprio povo e os direitos de todas as outras nações soberanas. Essa é a bela visão desta instituição, e essa é a base para a cooperação e o sucesso.

Nações fortes e soberanas permitem que diversos países com valores diferentes, culturas diferentes e sonhos diferentes não somente coexistam, mas trabalhem lado a lado tendo por base o respeito mútuo.

Nações fortes e soberanas permitem que seu povo se aproprie do futuro e controle seu próprio destino. E nações fortes e soberanas permitem que indivíduos floresçam na plenitude da vida como desejado por Deus.

Nos Estados Unidos, não procuramos impor nosso modo de vida a ninguém, e sim permitir que esse modo de vida brilhe como exemplo para todos observarem. Esta semana oferece a nosso país uma razão especial para se orgulhar tendo por base esse exemplo. Estamos comemorando o 230o aniversário de nossa amada Constituição – a constituição mais antiga ainda em uso no mundo de hoje.

Esse documento atemporal tem sido o fundamento da paz, da prosperidade e da liberdade para americanos e para inúmeros milhões de pessoas em todo o mundo cujos próprios países encontram inspiração em seu respeito pela natureza humana, a dignidade humana e o Estado de Direito.

O principal na Constituição dos Estados Unidos são suas três primeiras belas palavras. Elas são: “Nós, o povo.”

Gerações de americanos se sacrificaram a fim de manter a promessa dessas palavras, a promessa de nosso país, de nossa grande história. Nos Estados Unidos, o povo governa, o povo decide e o povo é soberano. Fui eleito não para tomar o poder, mas para conferir poder ao povo americano, que é onde ele pertence.

No que se refere a relações exteriores, estamos renovando esse princípio fundamental da soberania. O primeiro dever de nosso governo é com seu povo, seus cidadãos – a fim de servir suas necessidades, assegurar sua segurança, preservar seus direitos e defender seus valores.

Como presidente dos Estados Unidos, sempre colocarei os Estados Unidos em primeiro lugar, assim como vocês, tal qual os líderes de seus países vão sempre e devem sempre colocar seus países em primeiro lugar. [Aplausos.]

Todos os líderes responsáveis têm a obrigação de servir seus próprios cidadãos, e o Estado-nação permanece sendo o melhor veículo para elevar a condição humana.

Mas proporcionar uma vida melhor para nosso povo também requer que trabalhemos juntos em estreita harmonia e unidade a fim de criar um futuro mais seguro e pacífico para todas as pessoas.

Os Estados Unidos serão sempre um grande amigo para o mundo, e especialmente para seus aliados. Mas não podemos mais deixar que tirem vantagem de nós ou que entremos em um acordo unilateral no qual os Estados Unidos não recebem nada em troca. Enquanto eu ocupar este cargo, defenderei os interesses dos Estados Unidos acima de tudo.

Mas no cumprimento de nossas obrigações para com nossas próprias nações, também percebemos que é do interesse de todos buscar um futuro no qual todas as nações possam ser soberanas, prósperas e seguras.

Os Estados Unidos fazem mais do que ser porta-vozes dos valores expressos na Carta das Nações Unidas. Nossos cidadãos pagaram o mais alto preço a fim de defender nossa liberdade e a liberdade de muitas nações representadas neste grande salão. A devoção dos Estados Unidos é medida nos campos de batalha onde nossos homens e mulheres jovens têm lutado e se sacrificado ao lado de nossos aliados, das praias da Europa aos desertos do Oriente Médio e passando pelas florestas da Ásia.

É um crédito eterno ao caráter americano que mesmo depois que nós e nossos aliados surgimos vitoriosos da guerra mais sangrenta da história, não buscamos expansão territorial ou tentamos nos opor e impor nosso modo de vida aos outros. Em vez disso, ajudamos a construir instituições como esta aqui a fim de defender a soberania, a segurança e a prosperidade para todos.

Para as nações diversas do mundo, esta é nossa esperança. Queremos harmonia e amizade, não conflitos e confrontos. Somos guiados por resultados, não ideologia. Temos uma política de realismo de princípios, enraizada em objetivos, interesses e valores compartilhados.

Esse realismo nos obriga a confrontar uma questão que cada líder e nação nesta sala enfrentam. É uma questão da qual não podemos escapar ou evitar. Vamos atravessar o caminho da complacência, adormecidos para os desafios, ameaças e até mesmo as guerras que enfrentamos? Ou temos força e orgulho suficientes para confrontar esses perigos hoje, a fim de que nossos cidadãos possam desfrutar de paz e prosperidade amanhã?

Se desejarmos elevar nossos cidadãos, se aspiramos à aprovação da história, então devemos cumprir nossos deveres soberanos para com as pessoas que representamos fielmente. Devemos proteger nossas nações, seus interesses e seus futuros. Devemos rejeitar as ameaças à soberania, da Ucrânia ao Mar do Sul da China. Devemos defender o respeito às leis, o respeito às fronteiras e o respeito à cultura, bem como o engajamento pacífico que isso permite. E assim como desejavam os fundadores desta organização, devemos trabalhar juntos e confrontar juntos aqueles que nos ameaçam com caos, turbulência e terror.

O flagelo de nosso planeta hoje é um grupo pequeno de regimes renegados que violam cada princípio em que a ONU se baseia. Eles não respeitam nem seus próprios cidadãos e nem os direitos soberanos de seus países.

Se a maioria dos justos não confronta a minoria dos ímpios, então o mal triunfará. Quando as pessoas e as nações decentes se tornam espectadores da história, as forças da destruição somente ganham poder e força.

Ninguém mostrou mais desprezo por outras nações e pelo bem-estar de seu próprio povo do que o regime depravado da Coreia do Norte. Ele é responsável pelas mortes por inanição de milhões de norte-coreanos, e pela prisão, tortura, assassinato e opressão de inúmeros outros.

Todos nós somos testemunhas do abuso mortal praticado pelo regime quando um americano estudante universitário inocente, Otto Warmbier, foi levado de volta aos Estados Unidos apenas para morrer dias depois. Vimos isso no assassinato do irmão do ditador por meio da utilização de agentes nervosos proibidos em um aeroporto internacional. Sabemos que o regime sequestrou uma meiga menina japonesa de 13 anos de idade, em uma praia de seu próprio país, para escravizá-la e forçá-la a servir de professora de japonês para espiões norte-coreanos.

Se isso não for perverso o suficiente, agora a busca imprudente da Coreia do Norte por armas nucleares e mísseis balísticos ameaça o mundo inteiro com uma perda inimaginável de vidas humanas.

É uma indignação o fato de algumas nações não somente negociarem com esse regime, mas também armar, abastecer e apoiar financeiramente um país que põe em risco o mundo com um conflito nuclear. Nenhuma nação na Terra tem interesse em ver essa gangue de criminosos se armar com armas e mísseis nucleares.

Os Estados Unidos têm grande força e paciência, mas se for forçado a defender a si mesmos ou seus aliados, não teremos escolha a não ser destruir completamente a Coreia do Norte. O Homem Foguete está em missão suicida contra si mesmo e contra seu regime. Os Estados Unidos estão prontos, dispostos e capazes, mas esperamos que isso não seja necessário. É disso que se trata a ONU; é para isso que ONU existe. Vejamos o que eles fazem.

É hora de a Coreia do Norte perceber que a desnuclearização é seu único futuro aceitável. Recentemente, o Conselho de Segurança das Nações Unidas realizou duas votações unânimes por 15 votos a zero e adotou resoluções contundentes contra a Coreia do Norte, e quero agradecer à China e à Rússia por aderir ao voto a fim de impor as sanções, juntamente com todos os outros membros do Conselho de Segurança. Obrigado a todos os envolvidos.

Mas devemos fazer muito mais. É hora de todas as nações trabalharem em conjunto a fim de isolar o regime de Kim até cessar seu comportamento hostil.

Enfrentamos essa decisão não somente na Coreia do Norte. Já passou da hora de as nações do mundo confrontarem um outro regime imprudente – um que fala abertamente em assassinato em massa, promessa de morte aos Estados Unidos, destruição a Israel e ruína a muitos líderes e nações nesta sala.

O governo iraniano encobre uma ditadura corrupta por trás do falso pretexto de ser uma democracia. E transformou um país riquíssimo com uma rica história e cultura em um Estado renegado e economicamente esgotado cujas principais exportações são violência, derramamento de sangue e caos. As vítimas que sofrem há mais tempo devido aos atos dos líderes iranianos são, na verdade, seu próprio povo.

Em vez de usar seus recursos para melhorar a vida dos iranianos, seus lucros advindos do petróleo são usados para financiar o Hezbollah e outros terroristas que matam muçulmanos inocentes e atacam seus pacíficos vizinhos árabes e israelenses. Essa riqueza, que merecidamente pertence ao povo do Irã, também é usada para fortalecer a ditadura de Bashar al-Assad, abastecer a guerra civil do Iêmen e minar a paz em todo o Oriente Médio.

Não podemos permitir que um regime assassino continue com essas atividades desestabilizadoras enquanto constrói mísseis perigosos, e não podemos cumprir um acordo se este fornecer cobertura para a eventual construção de um programa nuclear. [Aplausos.] O Acordo do Irã foi uma das piores e mais unilaterais transações de que os Estados Unidos já participaram. Francamente, esse acordo é um constrangimento para os Estados Unidos, e eu não acho que você tenha ouvido o final dessa história – acredite.

É hora de o mundo inteiro se juntar a nós ao exigir que o governo do Irã ponha fim à sua busca de morte e destruição. É hora de o regime libertar todos os americanos e cidadãos de outras nações que tenham sido injustamente detidos. E acima de tudo, o governo do Irã deve parar de apoiar os terroristas, começar a servir seu próprio povo e respeitar os direitos soberanos de seus vizinhos.

O mundo inteiro entende que o bom povo do Irã quer mudança e, além do vasto poder militar dos Estados Unidos, é o povo do Irã que seus líderes mais temem. Isso é o que faz com que o regime restrinja o acesso à Internet, destrua antenas parabólicas, atire em estudantes desarmados que fazem protesto e aprisione reformadores políticos.

Regimes opressivos não podem durar para sempre, e chegará o dia em que o povo iraniano enfrentará uma escolha. Continuará no caminho da pobreza, do derramamento de sangue e do terror? Ou o povo iraniano retornará às orgulhosas raízes da nação como centro da civilização, da cultura e da riqueza onde seu povo pode ser mais uma vez feliz e próspero?

O apoio do regime iraniano ao terrorismo está em nítido contraste com os recentes compromissos de muitos de seus vizinhos para combater o terrorismo e deter seu financiamento.

No início deste ano [21 de maio de 2017], na Arábia Saudita, eu tive a grande honra de me dirigir aos líderes de mais de 50 nações árabes e muçulmanas. Concordamos que todas as nações responsáveis devem trabalhar juntas para enfrentar os terroristas e o extremismo islâmico que os inspira.

Vamos deter o terrorismo radical islâmico porque não podemos permitir que ele destrua nossa nação, e na verdade, que destrua o mundo inteiro.

Devemos negar aos terroristas refúgio, trânsito, financiamento e qualquer forma de apoio para sua ideologia vil e sinistra. Devemos expulsá-los de nossas nações. É hora de expor e responsabilizar os países que apoiam e financiam grupos terroristas como Al Qaeda, Hezbollah, Talibã e outros que massacram pessoas inocentes.

Os Estados Unidos e nossos aliados estão trabalhando juntos em todo o Oriente Médio para destruir os terroristas perdedores e impedir o ressurgimento de refúgios que usam para realizar ataques contra todos os nossos povos.

No mês passado, eu anunciei uma nova estratégia para vitória na luta contra esse mal no Afeganistão. A partir de agora, nossos interesses de segurança ditarão a extensão e o alcance das operações militares, não critérios e cronogramas arbitrários estabelecidos por nossos políticos.

Eu também mudei completamente as regras de engajamento em nossa luta contra o Talibã e outros grupos terroristas. Na Síria e no Iraque, obtivemos grandes ganhos rumo a uma derrota duradoura do EI. Na verdade, nosso país conseguiu mais resultados em sua luta contra o Estado Islâmico (EI) nos últimos oito meses do que em muitos e muitos anos combinados.

Buscamos o desagravamento do conflito sírio e uma solução política que honre a vontade do povo sírio. As ações do regime criminoso de Bashar al-Assad, incluindo o uso de armas químicas contra seus próprios cidadãos – mesmo crianças inocentes – chocam a consciência de cada pessoa decente. Nenhuma sociedade pode ser segura se armas químicas proibidas puderem se proliferar. É por isso que os Estados Unidos realizaram um ataque de mísseis na base aérea que lançou o ataque.

Reconhecemos os esforços das agências da ONU que estão fornecendo assistência humanitária vital em áreas liberadas do EI, e agradecemos em especial à Jordânia, à Turquia e ao Líbano por seu papel de acolhimento aos refugiados do conflito sírio.

Os Estados Unidos são uma nação compassiva e gastaram bilhões e bilhões de dólares em ajuda para apoiar esse esforço. Buscamos uma abordagem para o reassentamento de refugiados que visa ajudar essas pessoas tratadas de maneira terrível, e que permita que um dia retornem a seus países de origem a fim de que possam fazer parte do processo de reconstrução.

Para o custo de reassentar um refugiado nos Estados Unidos, podemos ajudar mais de dez em sua região de origem. Por pura bondade e de coração, oferecemos assistência financeira aos países anfitriões da região, e apoiamos os recentes acordos das nações do G20 que buscarão acolher refugiados o mais próximo possível de seus países de origem. Essa é a abordagem segura, responsável e humanitária.

Durante décadas, os Estados Unidos lidaram com desafios da migração aqui no Continente Americano. Aprendemos que, no longo prazo, a migração descontrolada é profundamente injusta tanto para o país emissor como para o receptor.

Para os países emissores, a migração reduz a pressão doméstica para realizar as reformas políticas e econômicas necessárias, e os priva do capital humano necessário para motivar e implementar essas reformas.

Para os países receptores, os custos substanciais da migração descontrolada são suportados de forma esmagadora por cidadãos de baixa renda, cujas preocupações são frequentemente ignoradas tanto pela mídia como pelo governo.

Quero saudar o trabalho da ONU na tentativa de resolver os problemas que levam as pessoas a fugir de suas casas. A ONU e a União Africana coordenaram missões de manutenção da paz que resultaram em contribuições inestimáveis na estabilização de conflitos na África. Os Estados Unidos continuam a liderar o mundo em assistência humanitária, inclusive nos esforços de prevenção da fome e ajuda humanitária no Sudão do Sul, na Somália e no norte da Nigéria e no Iêmen.

Investimos em melhores condições de saúde e oportunidades em todo o mundo por meio de programas como o Pepfar, que financia o combate à Aids; a Iniciativa do Presidente de Combate à Malária; a Agenda Global de Segurança Sanitária; o Fundo Global para Acabar com a Escravidão Moderna; e a Iniciativa de Financiamento de Mulheres Empreendedoras, parte de nosso compromisso de empoderar as mulheres do mundo inteiro.

Também agradecemos – [aplausos] – também agradecemos ao secretário-geral por reconhecer que a ONU deve passar por uma reforma se pretende ser um parceiro eficaz no enfrentamento de ameaças à soberania, à segurança e à prosperidade. Muitas vezes o foco dessa organização não tem sido em resultados, mas em burocracia e processo.

Em alguns casos, os Estados que procuram subverter os objetivos nobres desta instituição têm sequestrado os próprios sistemas que deveriam promovê-los. Por exemplo, é uma enorme fonte de constrangimento para a ONU que alguns governos com graves registros de direitos humanos integrem o Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Os Estados Unidos são um dos 193 países da ONU, e ainda arcamos com 22% do orçamento total e muito mais. Na verdade, pagamos muito mais do que se toma conhecimento. Os Estados Unidos suportam um  encargo financeiro injusto, mas, para ser justo, se desse para realmente cumprir todos os seus objetivos declarados, especialmente o objetivo de paz, esse investimento facilmente valeria a pena.

Grandes partes do mundo estão em conflito e algumas, na verdade, estão indo para o inferno. Mas as pessoas poderosas nesta sala, sob a orientação e os auspícios da ONU, podem resolver muitos desses problemas perversos e complexos.

O povo americano espera que um dia, em breve, a ONU possa ser uma defensora mais responsável e efetiva da dignidade e da liberdade humanas em todo o mundo. Enquanto isso, acreditamos que nenhuma nação deve ter de arcar com uma parcela desproporcional do fardo, militar ou financeiramente. As nações do mundo devem assumir um papel maior na promoção de sociedades seguras e prósperas em suas próprias regiões.

É por isso que, no Continente Americano, os Estados Unidos enfrentaram o regime corrupto e desestabilizador de Cuba e abraçaram o sonho duradouro do povo cubano de viver em liberdade. Meu governo anunciou recentemente que não revogaremos as sanções contra o governo cubano até que o país faça reformas fundamentais.

Também impusemos sanções duras e calibradas ao regime socialista de Maduro na Venezuela, que levou uma nação outrora prospera à beira do colapso total.

A ditadura socialista de Nicolas Maduro infligiu dor e sofrimento terríveis às pessoas boas daquele país. Esse regime corrupto destruiu uma nação próspera, impondo uma ideologia fracassada que produziu pobreza e miséria em todos os lugares em que foi tentada. Para piorar a situação, Maduro desafiou seu próprio povo, roubando o poder de seus representantes eleitos para preservar seu desastroso regime.

O povo venezuelano está morrendo de fome e seu país está entrando em colapso. Suas instituições democráticas estão sendo destruídas. Essa situação é completamente inaceitável e não podemos ficar parados e assistir.

Como vizinhos e amigos responsáveis, nós e todos os outros temos um objetivo. Esse objetivo é ajudá-los a recuperar a liberdade, recuperar o país e restaurar sua democracia. Gostaria de agradecer aos líderes nesta sala por condenar o regime e prestar apoio vital ao povo venezuelano.

Os Estados Unidos tomaram medidas importantes para responsabilizar o regime. Estamos preparados para adotar novas medidas se o governo da Venezuela persistir em seu caminho visando impor um governo autoritário ao povo venezuelano.

Temos a sorte de ter relações comerciais incrivelmente fortes e saudáveis com muitos dos países latino-americanos reunidos aqui hoje. Nosso vínculo econômico constitui um fundamento crítico para a promoção da paz e da prosperidade para todos os nossos povos e para todos os nossos vizinhos.

Peço a todos os países aqui representados hoje que estejam preparados para fazer mais a fim de enfrentar esta crise muito real. Apelamos à restauração completa da democracia e das liberdades políticas na Venezuela. [Aplausos.]

O problema na Venezuela não é que o socialismo tenha sido mal implementado, mas que o socialismo tenha sido implementado fielmente. [Aplausos.] Da União Soviética, a Cuba, à Venezuela, onde quer que o verdadeiro socialismo ou comunismo tenha sido adotado, causou angústia, devastação e fracasso. Aqueles que pregam os princípios dessas ideologias desacreditadas só contribuem para o sofrimento contínuo das pessoas que vivem sob o jugo desses sistemas cruéis.

Os Estados Unidos estão com todas as pessoas que vivem sob a regência de um regime brutal. Nosso respeito pela soberania também é um apelo à ação. Todas as pessoas merecem um governo que se preocupe com sua segurança, seus interesses e seu bem-estar, incluindo sua prosperidade.

Nos Estados Unidos, buscamos laços mais fortes de negócios e comércio com todas as nações de boa vontade, mas esse comércio deve ser justo e recíproco.

Durante muito tempo, o povo americano foi informado de que gigantescos negócios comerciais multinacionais, tribunais internacionais irresponsáveis e poderosas burocracias globais eram a melhor maneira de promover seu sucesso. Mas à medida que essas promessas se esvaíam, milhões de empregos e milhares de fábricas desapareciam. Outros manipulavam o sistema e rompiam as regras. E nossa grande classe média, outrora a base da prosperidade americana, era esquecida e deixada para trás, mas não está mais esquecida e nunca mais será esquecida.

Embora os Estados Unidos se dedicarão à cooperação e ao comércio com outras nações, estamos renovando nosso compromisso com o primeiro dever de todos os governos: o dever perante nossos cidadãos. Esse vínculo é a fonte da força dos Estados Unidos e de todas as nações responsáveis aqui representadas hoje.

Para que esta organização tenha alguma esperança de enfrentar com êxito os desafios que temos à frente, dependerá, como disse o presidente Truman há cerca de 70 anos, da “força independente de seus membros”. Se quisermos abraçar as oportunidades do futuro e superar os perigos presentes juntos, não pode haver substituto para nações fortes, soberanas e independentes – nações enraizadas em suas histórias e investidas em seus destinos; nações que procuram aliados para forjar amizade, não inimigos para conquistar; e o mais importante de tudo, nações que abrigam patriotas, homens e mulheres que estão dispostos a se sacrificar por seus países, seus concidadãos e por tudo o que há de melhor no espírito humano.

Ao lembrar a grande vitória que levou à fundação desta organização, nunca devemos esquecer que os heróis que lutaram contra o mal também lutaram pelas nações que amavam.

O patriotismo levou os poloneses a morrer para salvar a Polônia, os franceses a lutar por uma França livre e os britânicos a defender fortemente a Grã-Bretanha.

Hoje, se não investimos nossos corações e nossas mentes em nossas nações, se não construirmos famílias fortes, comunidades seguras e sociedades saudáveis para nós mesmos, ninguém pode fazer isso por nós.

Não podemos esperar por outra pessoa, por países distantes ou burocratas distantes – não podemos fazê-lo. Devemos resolver nossos problemas, construir nossa prosperidade, garantir nosso futuro, ou seremos vulneráveis à decadência, à dominação e à derrota.

A verdadeira questão para a ONU hoje, para as pessoas de todo o mundo que esperam uma vida melhor para si e para seus filhos, é básica: Ainda somos patriotas? Nós amamos nossas nações o suficiente para proteger sua soberania e assumir as rédeas de seu futuro? Nós as reverenciamos o suficiente para defender seus interesses, preservar suas culturas e garantir um mundo pacífico para seus cidadãos?

Um dos maiores patriotas americanos, John Adams, escreveu que a Revolução Americana foi “realizada antes de a guerra começar. A Revolução estava na mente e no coração do povo.”

Aquele foi o momento em que os Estados Unidos acordaram, quando olhamos em volta e entendemos que éramos uma nação. Percebemos quem éramos, o que valorizávamos e ao que daríamos nossas vidas para defender. Desde os primeiros momentos, a história americana é a história do que é possível quando as pessoas tomam as rédeas de seu futuro.

Os Estados Unidos da América estiveram entre as maiores forças em prol do bem na história do mundo e os maiores defensores da soberania, da segurança e da prosperidade para todos.

Agora, estamos invocando um grande despertar das nações, o renascimento de seu espírito, seu orgulho, seu povo e seu patriotismo.

A história está nos perguntando se estamos à altura da tarefa. Nossa resposta será uma renovação da vontade, uma redescoberta da determinação e um renascimento da devoção. Precisamos derrotar os inimigos da humanidade e desbloquear o potencial da própria vida.

Nossa esperança é uma palavra e um mundo de nações orgulhosas e independentes que se dedicam a seus deveres, buscam amizade, respeitam os outros e defendem como causa comum o maior interesse compartilhado de todos: um futuro de dignidade e paz para as pessoas desta maravilhosa Terra.

Essa é a verdadeira visão da ONU, o desejo antigo de todo povo e o anseio mais profundo que vive dentro de cada alma sagrada.

Portanto, deixe esta ser nossa missão, e que esta seja nossa mensagem para o mundo: lutaremos juntos, nos sacrificaremos juntos e permaneceremos juntos pela paz, pela liberdade, pela justiça, pela família, pela humanidade e pelo Deus Todo-Poderoso que nos criou a todos.

Obrigado. Que Deus os abençoe. Que Deus abençoe as nações do mundo. E que Deus abençoe os Estados Unidos da América. Muito obrigado. [Aplausos.]

FIM                10h46 – horário de verão da Costa Leste dos EUA

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Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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