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Coletiva de imprensa com Nikki Haley, embaixadora dos EUA para a Organização Das Nações Unidas

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Casa Branca
Gabinete da Secretária de Imprensa
Para divulgação imediata
21 de setembro de 2017

 

16:37. EDT

 

EMBAIXADORA HALEY:  Boa tarde a todos. Bem, tivemos uma semana muito intensa e produtiva na ONU. Vocês viram que os Estados Unidos tiveram uma presença muito forte com o presidente, o vice-presidente e muitos membros da equipe de segurança nacional, assim como a sua equipe econômica. Os Estados Unidos estavam lá em plena força, e acho que a ONU percebeu isso, mas acho que foi extremamente produtivo.

Se vocês olharem para o início da semana, nós começamos com a reforma da ONU. Vocês tiveram o presidente e o secretário-geral anunciando reformas massivas para a ONU. O extraordinário foi que 130 países assinaram esse reforma. Isso é mais de dois terços da Assembleia Geral, que no final é quem vai votar sobre isso. Então, esse foi um ótimo começo de  semana.

Depois vocês viram o discurso do presidente perante a Assembleia Geral, e acho que isso mostrou a força dos Estados Unidos, mas também pediu ao mundo para se unir e pediu a todos os países para se unirem enquanto lutamos contra esses regimes perigosos, principalmente a Coreia do Norte e o Irã. E acho que o que vocês viram foi que vários países responderam, eles foram muito receptivos ao discurso e apreciaram o quanto o presidente foi direto e honesto. Acho que esse foi o tema geral da comunidade internacional nesta semana, é o quanto ele foi direto e reanimador enquanto eles ouviram o seu discurso.

Hoje nós também nos reunimos com os nossos aliados, o Japão e a Coreia do Sul. Obviamente, houve muita discussão sobre a Coreia do Norte. E então tivemos boas discussões com eles. E o presidente assegurou o Japão e a Coreia do Sul, obviamente, mas eles também conversaram sobre estratégias futuras para a Coreia do Norte.

Sobre o Irã, esse foi um tema de discussão durante toda a semana. Acho que todos estavam falando sobre as atividades desestabilizantes que eles continuam realizando em todo o Oriente Médio, seja na Síria, no Iraque, no Líbano, no Iêmen, e por aí vai. Então, é algo sobre o qual continuaremos falando e vamos seguir em frente para garantir que eles cessem qualquer comportamento imprudente também.

Nós também promovemos em conjunto uma reunião com o secretário Boris Johnson, além do ministro de Relações Exteriores da Holanda, Bert Koenders, sobre reforma [do conselho] dos direitos humanos, e discutimos o fato de que é necessário que ele faça jus ao seu nome. Temos muitos maus atores nesse conselho. Tanto o presidente quando o vice-presidente falaram sobre isso em seus discursos e sobre a necessidade de ver países de melhor qualidade nesse conselho para que ele seja eficiente e, obviamente, para que os Estados Unidos continuem nele. Se nós vão virmos mudanças no Conselho dos Direitos Humanos, continuaremos defendendo os direitos humanos, mas faremos isso por conta própria, se preciso.

E depois o vice-presidente participou de uma reunião do Conselho de Segurança ontem sobre reforma da manutenção da paz. Tivemos grande progresso nestes últimos meses em termos de reforma da manutenção da paz, para que ela realmente avance rumo a uma solução política, seja transparente, seja responsável por prestar contas, mas também vamos dar às tropas os equipamentos de que precisam e a possibilidade de serem treinadas a fim de realizarem o seu trabalho. E então vamos ver uma manutenção da paz mais inteligente, e acho que isso tudo foi contemplado na votação da reforma da manutenção da paz que tivemos ontem.

Um dos assuntos que todos precisaram discutir nesta semana e sobre o qual todos opinaram foi Birmânia. E, enquanto lidamos com a crise na Birmânia e vemos o tamanho da migração que ocorreu, de rohingyas saindo da Birmânia, todos os países estão preocupados. Eles temem que o exército continue sendo agressivo e temem que o governo continue em atitude de negação. E portanto acho que vocês continuarão vendo a comunidade internacional falar sobre isso. Acho que vocês apenas verão ela se tornar mais ativa daqui para a frente.

E finalmente, hoje, o Conselho de Segurança deu um grande passo à frente. Foi uma medida na qual eu acho que a comunidade internacional vem trabalhando há muito tempo, certamente trabalhamos com os nossos amigos britânicos nisso – e trata-se da responsabilidade de prestação de contas do ISIS (Estado Islâmico) no Iraque. Se vocês olharem para o fato de que houve valas coletivas, houve todos os tipos de conduta terrível com mulheres e meninas naquelas áreas.

Seja o que aconteceu com os yazidis, com os cristãos, com os sunitas ou com os muçulmanos shia, o que temos agora é uma parte da instituição ONU que será capaz de entrar lá, coletar provas e garantir que possam ser usadas em um julgamento para que as vítimas finalmente tenham voz e cheguem aos tribunais, ou pelo menos suas famílias o façam, caso tenham perdido entes queridos. Então, foi um grande dia para o Conselho de Segurança hoje.

E com isso – obviamente houve muito mais. Acho que o presidente se reuniu com inúmeros países. Houve muitas reuniões bilaterais. Houve muita discussão, planejamento e produtividade. Mas, de forma geral, podemos dizer que esta semana foi uma semana sólida na ONU e foi altamente bem-sucedida.

Mas então vou responder às perguntas de vocês. Sim.

P   Muito obrigado.  Por que vocês esperam que esta última rodada de sanções funcione, já que várias sanções contra a Coreia do Norte fracassaram no passado?

EMBAIXADORA HALEY:  Isso tem a ver com o que o secretário Mnuchin falou ontem? Isso é incrível, porque, quando você olha para as sanções que adotamos, a Coreia do Norte já está sentido [o efeito]. Vocês já podem ouvir sobre as filas formadas nas estações de gás deles, e o fato de que eles estão tendo uma forte redução das receitas indica que as sanções estão funcionando.

O que isso faz é levar a uma nova etapa. Isso diz: qualquer pessoa que negociar com a Coreia do Norte, qualquer instituição financeira que negociar com a Coreia do Norte será punida. E então acho que é importante. E como o secretário Mnuchin disse: “Se vocês apoiarem a Coreia do Norte, precisarão estar preparados para serem sancionados também”.

P    E você disse que as sanções vêm funcionando, mas a Coreia do Norte ainda não parou com as suas provocações nucleares. Você acha que essas sanções vão realmente fazer a Coreia do Norte (inaudível)?

EMBAIXADORA HALEY:  Nós sempre soubemos que as sanções poderiam não funcionar. O objetivo das sanções sempre foi cortar as receitas, para que eles reduzissem o seu comportamento imprudente. Se eles não tiverem financiamento para os mísseis balísticos, para a produção nuclear, eles reduzirão a produção. Esse é o objetivo das sanções. Não significa que vai mudar necessariamente a atitude de Kim [Jong-un] ou sua crença no que ele quer fazer, mas desacelerar a produção do processo nuclear no futuro.

P    Obrigado, embaixadora.  Quando o presidente falou, em seu discurso, sobre destruir totalmente a Coreia do Norte, se fosse obrigado a defender-nos ou a defender nossos aliados, o que ele quis dizer exatamente? Sob quais circunstâncias ele consideraria destruir totalmente a Coreia do Norte?

EMBAIXADORA HALEY:  Bem, acho que é apenas um senso comum. Quero dizer, se você olhar para isso, nós dissemos inúmeras vezes, o presidente disse, membros de sua equipe disseram: nós não queremos guerra. Isso é a última coisa que todo mundo quer. Não queremos perder vidas. Isso é a última coisa que todo mundo quer.

Mas, ao mesmo tempo, não vamos correr apavorados. Se por qualquer razão a Coreia do Norte atacar os Estados Unidos ou seus aliados, os EUA responderão, ponto final. Isso é o que vai acontecer. O que vocês estão vendo agora é que continuamos usando medidas diplomáticas, continuamos esgotando todas as opções que temos. E o fundamental neste momento é que outros países realmente apoiem as sanções e as apliquem. E também continuem isolando a Coreia do Norte até que eles venham para a mesa de negociações. Mas até lá essa é a realidade. Se eles atacassem os Estados Unidos, é claro que teríamos de responder.

P    Então, só para esclarecer, você está especificamente dizendo que isso acontecerá se a Coreia do Norte atacar primeiro?

EMBAIXADORA HALEY:  Quero dizer, nós não podemos representar cenários sobre o que vai acontecer, mas obviamente seria preciso algo muito grave para que o presidente tomasse a decisão de fazer algo em resposta. Mas há muitas coisas entre onde estamos agora e a situação que precisa ser criada. Há muitas opções militares que podem ser adotadas.

E, então, o presidente não vai soletrar especificamente o que ele vai fazer, quando ele vai fazer ou onde ele vai fazer isso. Mas existem muitas opções que ele discutiu com sua equipe de segurança nacional que, caso a Coreia do Norte faça qualquer coisa irresponsável ou imprudente, ele poderia escolher.

P   Obrigado, embaixadora. Apenas uma pergunta rápida sobre as sanções à Coreia do Norte e depois uma pergunta sobre o Irã. Sobre a Coreia, o governo disse que isso não é dirigido à China, mas você ouviu o presidente dizer hoje que a China ordenou, você sabe, ao seu banco central que não fizesse negócios com a Coreia do Norte. O secretário Mnuchin disse que telefonou para os chineses. Então, como isso não – e você falou especialmente sobre como a China é o principal suporte financeiro da Coreia do Norte. Então como isso pode não ser dirigido realmente à China?

E então sobre o Irã: existe uma forma de falar sobre – de aumentar a pressão – com relação ao que você estava falando sobre as atividades do Irã em todo o Oriente Médio, assunto sobre o qual acho que muitos dos seus aliados concordam – sem violar o acordo, por si só, como o secretário disse? Quero dizer, existe uma forma de os aliados se mobilizarem em torno de sanções para terrorismo e outras sanções e ao mesmo tempo manter as cláusulas nucleares?

EMBAIXADORA HALEY:  Então, primeiramente, com as sanções à Coreia do Norte, elas apenas impactam aqueles que continuam realizando negócios com a Coreia do Norte. Então, se a China faz negócios com a Coreia do Norte, sim, as sanções a impactarão. Se houver países na África que fazem negócios com a Coreia do Norte, as sanções irão impactá-los.

Então realmente depende dos países que escolhem continuar apoiando a Coreia do Norte contra o resto do mundo que está lhes pedindo para não apoiarem.

Com relação ao Irã, você tem alguns processos ocorrendo. Em 15 de outubro, o presidente deve tomar a decisão de certificar ou não [o acordo do Irã], e isso é a lei americana. Não tem nada a ver com o JCPOA [Plano de Ação Abrangente Conjunto], ou Acordo do Irã. É a lei americana. E a lei americana exige que a cada 90 dias o presidente decida se o Acordo do Irã e outros elementos da resolução da ONU – que incluiriam testes de mísseis balísticos, que incluiriam contrabando de armas, que incluiriam apoio ao terrorismo, essas coisas – [a lei] pede que o presidente avalie todas essas coisas.

E se ele ainda achar que o acordo é do maior interesse dos Estados Unidos, ele certifica. Se ele achar que o acordo é – que a situação não é do maior interesse do público americano, ele não certifica.

Nesse ponto, [o tema] vai para o Congresso, e ele [o presidente] trabalha com o Congresso no sentido de como remodelar a situação. Mas o Acordo do Irã e a lei americana são coisas diferentes.

P    Você está dizendo que ele poderia não certificar o acordo sem especificamente se retirar do acordo??

EMBAIXADORA HALEY:  Está correto. Quero dizer, essa é a opção que ele tem, e foi a lei Corker-Cardin que entrou em vigor que permitiu que isso acontecesse.

O que eu diria a vocês de uma perspectiva da ONU, o que estamos vendo e o que vocês vão ouvir de nós muito claramente, é o fato de que a 2331, a resolução que estava em vigor, o que nós vimos foi que ela basicamente cobria o acordo nuclear; ela dizia que se o Irã fizesse qualquer uma dessas coisas estaria em violação.

E desde então o secretário-geral apresentou um relatório que diz que eles violaram todas essas coisas – seu apoio ao terrorismo, seu contrabando de armas, a ideia de que eles continuam testando mísseis balísticos – e eles precisam ser repreendidos por isso.

E isso é algo que vocês nos verão fazer enquanto seguimos em frente na ONU, para garantir que eles saibam que o fato de termos feito este acordo não lhes dá uma carta branca para todas as coisas erradas que eles vêm fazendo.

P    Embaixadora, você disse em seu discurso de abertura que um dos temas sobre o qual todo mundo tinha uma opinião e está falando esta semana é a Birmânia. O presidente fez um pronunciamento de 4.600 palavras ao órgão global da ONU, no qual ele não mencionou a palavra Birmânia ou Mianmar. Você teve alguma contribuição direta no discurso? Você o pressionou para abordar a Birmânia no discurso?  E você ficou desapontada por ele não ter feito?

EmbaixadorA HALEY: Bem, posso lhe dizer que ele está muito preocupado com a Birmânia, porque ele tem falado com a equipe de segurança nacional e perguntou exatamente o que iria ser feito. Ele pediu que o vice-presidente falasse sobre isso em seu discurso e foi por isso que o vice-presidente o fez. E ele está muito envolvido nos processos de decisão. Acho que, como todos os outros líderes, posso lhe dizer que todos nós estamos coçando a cabeça sobre a Birmânia, porque tudo isso aconteceu em três semanas.

Você tem quase meio milhão de pessoas que fugiram, e as tragédias e os abusos que aconteceram lá são algo que muitos de nós não conseguem suportar. Então, não é principalmente — se você ouvir todos os líderes, todo mundo está tentando descobrir quem pode mover os dirigentes na Birmânia e para onde ir. Então –

P  Você pediu ao presidente que tentasse resolver isso? E (inaudível) falou publicamente sobre isso.

EmbaixadorA HALEY: Bem, ele está muito preocupado com a Birmânia. E acho que eu falei com o vice-presidente sobre isso um pouco e é por isso ele se dedicou tanto. Mas realmente, ele falou porque o presidente lhe pediu.

P   Você ou o presidente Trump falou diretamente com Aung San Suu Kyi, e você fez isso nos últimos dias? Ou alguém do governo falou com ela sobre o que está acontecendo? E você (inaudível) publicamente para fazer mais em seu papel como conselheira de Estado?

EmbaixadorA HALEY: Nós não só a pressionamos, pressionamos os militares. Então, tivemos duas coisas acontecendo. O secretário Tillerson ligou para ela e falou sobre a situação com ela, mas depois também, o General Dunford ligou para o chefe das Forças Armadas para dizer: “Olhe, tivemos um relacionamento com você, mas isto não pode continuar e precisamos saber o que você vai fazer sobre isso”.

P    Sim, senhora embaixadora, você está sendo muito veemente sobre as deficiências do Acordo do Irã e seu comportamento, talvez além dos limites estritos do seu trabalho aqui. De onde vem isso? É seu próprio tipo de opinião direta depois de ouvir sobre comportamento iraniano aqui, ou através de conversas com o presidente? Ou simplesmente, fale um pouco sobre isso.

EmbaixadorA HALEY: Eu conversei com o presidente. Ele estava muito preocupado com o Irã. Ele estava muito preocupado com o acordo. E então, eu fui aprender sobre o assunto e descobrir sobre a AIEA, ver a resolução, ver as violações. E então, foi apenas escavar profundamente a situação que encontramos e então, é por isso que fiz o discurso sobre o cenário que o presidente está sendo confrontado, sobre as decisões a serem tomadas.

Esta situação, não é uma situação fácil, de forma nenhuma, porque você olha para a Coreia do Norte e você olha para o fato de que, há 25 anos, estávamos vendo um mau negócio depois do outro, e promessas quebradas, promessas quebradas, promessas quebradas.

Então, aqui estamos de novo, e não queremos estar lidando com a próxima Coreia do Norte. E é por isso que ele está levando tão a sério e dizendo que precisamos olhar para todos os aspectos disso e garantir que, realmente, é do melhor interesse do público americano.

P     O ministro alemão das Relações Exteriores disse hoje que qualquer retratação do Acordo do Irã reduziria a probabilidade de obter qualquer acordo semelhante de desarmamento com a Coreia do Norte. Você compartilha com estas preocupações que qualquer ação sobre o Acordo do Irã pode reduzir a possibilidade de conseguir um acordo com a Coreia do Norte?

E separadamente, como um ponto de esclarecimento, você apoia um embargo total do petróleo na Coreia do Norte?

Embaixadora HALEY: Então, acho que vamos voltar ao Irã em primeiro lugar. O que vou lhe dizer é, muitos países vão ter suas opiniões sobre se os EUA devem permanecer no acordo ou não. Mas esses países não têm os iranianos dizendo “morte à América”. Eles não dizem “morte à Alemanha”.  Não estão dizendo todas essas coisas. O que podemos ver é ataques terroristas, acontecendo em todos os lugares com laços ao Irã. E isso é algo que precisamos ter cuidado.

E então, isso nunca levou os EUA a se importar com o que dizem os outros países. O que leva o presidente é, estamos fazendo tudo no melhor dos interesses – interesse de segurança para o povo americano. E isso o que você está vendo é o que está acontecendo.

Em termos de comparação entre o Irã e a Coreia do Norte, isso é exatamente o que estamos fazendo, é que tivemos tantos acordos ruins com a Coreia do Norte e todos viram de outra forma. E sempre que eles quebraram um acordo, eles viram de outra forma. Bem, onde estamos agora? Agora, eles têm uma bomba de hidrogênio. Agora, eles têm ICBM (Míssil Balístico Intercontinental). Então, se não fizermos algo e podemos cometer os mesmos erros que fizemos com a Coreia do Norte, estaremos lindando com um Irã que tem tecnologia de mísseis balísticos e armas nucleares. E então, essa é a preocupação e isso é o que estamos tentando fazer com isso.

P     Senhora embaixadora, o presidente disse esta semana que ele tomou uma decisão sobre o Irã. Você pode nos dizer qual é?

Embaixadora HALEY: Não.

P   Tudo bem. Eu só queria tentar. Sobre um assunto à parte, o presidente também abordou a Venezuela em seu discurso esta semana na ONU e também teve uma reunião com os líderes latino-americanos. Você pode nos falar um pouco mais sobre o que ele disse a eles? E eu entendo, em particular, que sugeriram que se o presidente colocasse um embargo de petróleo na Venezuela seria a maneira mais eficaz de abordar esse problema. Isso é algo que os Estados Unidos considerariam?

Embaixadora HALEY: Bem, acho que – eu estava no jantar com nossos amigos latino-americanos e percebi havia vária preocupações de todos eles sobre o que está acontecendo na Venezuela. Eles tentaram de tudo; Nós vimos que eles tentaram através da OEA, e a Venezuela saiu. Nós tentamos fazer através de vários caminhos para chegar a Maduro e deixá-lo saber o que não é aceitável. Os Estados Unidos seguiram em frente com as sanções e eles não se opuseram.

Então, sim, houve algumas conversas sobre o que eles recomendariam para seguir em frente, mas não acho que eu deveria compartilhar isso. Posso lhe dizer que há um monte de apoio na América Latina para ver a Venezuela começar a respeitar seu povo e voltar à democracia que deveria ser. E acho que cada um deles estava preocupado com o que está acontecendo agora.

P     Você pode compartilhar apenas seus próprios pensamentos sobre um embargo de petróleo na Venezuela?  É algo que –

Embaixadora HALEY: Bem, você sabe – quer dizer, olhe, se as coisas não melhorarem, todas essas opções estão sempre lá e então, isso é o que estamos assistindo para ver. Primeiro, foram as sanções e, agora, vamos olhar e ver. Não está fora da mesa, posso lhe dizer.

P   Embaixadora, obrigado. Tem havido muita especulação sobre seu futuro político e seu futuro no seio do governo Trump. Algumas pessoas estão até dizendo que você está lutando para ser a secretária de Estado e tentando expulsar Rex Tillerson. Por favor, poderia abordar essas especulações?

EmbaixadorA HALEY: Quer dizer, vai ser a conversa sobre as coisas. Desde que eu era uma legisladora, as pessoas falavam sobre o que eu tentava fazer ou o que deveria fazer. O que estou tentando fazer é fazer um bom trabalho e estou tentando ser responsável no meu trabalho, e estou tentando garantir que informarei tudo o que sei ao o povo americano. Isso é o que estou tentando fazer e estou tentando servir o presidente e este país da melhor maneira possível.

Se as pessoas querem levar para outro lado, é problema delas – não é algo com o que vou perder meu tempo.

P    Mas você quer ser a secretária de Estado?

EmbaixadorA HALEY: Não, não quero.

P   Então, não quer ser – (risos) –

P   Embaixadora, como os Estados Unidos podem manter sua credibilidade diplomática e obter um acordo nuclear com a Coreia do Norte, quando estão dispostos a considerar explodir, danificar, colocar em perigo o acordo diplomático existente com o Irã em seu programa? Isto não mina a credibilidade dos EUA?

Embaixadora HALEY: Isso não prejudica a credibilidade dos EUA. O que demonstra é que os Estados Unidos vão sempre cuidar do seu povo e isso só porque havia um acordo que foi assinado – a coisa mais inteligente que qualquer país pode fazer é voltar e olhar e dizer, “está funcionando?”; não ter muito orgulho de dizer, “Oh, eu assinei, tenho que continuar a ser uma líder de torcida.” Está funcionando?

E eu vou lhe perguntar, você acha que esse acordo está funcionando quando o Irã continua a testar mísseis balísticos? Você acha que esse acordo está funcionando quando eles estão apoiando os terroristas em todos os lugares, do Líbano ao Iêmen, à Síria e ao Iraque? Você acha que ainda está funcionando? E você acha que ainda está funcionando quando eles estão contrabandeando armas e, agora, trabalhando com a Coreia do Norte? Está no melhor interesse dos Estados Unidos? Eu questionaria isso. Porque o que vemos é um país que diz “morte à América”, trabalhando com outros países que também podem querer a mesma coisa. E o presidente tem a responsabilidade de garantir de que nada aconteça com os americanos. E acho que isso é o que ele está tentando fazer.

Voltando lá atrás.

P Obrigado, embaixadora Haley. Eu sou de Bangladesh. Só queria saber – eu tenho duas perguntas sobre Mianmar, Birmânia. A primeira-ministra de Bangladesh teve uma conversa com o presidente Trump e, após a conversa, ela disse à agência internacional de notícias que o presidente Trump não está disposto a resolver esse problema. Mas podemos entender que os Estados Unidos estão fazendo muita coisa para resolver esse problema. Então, você vai fazer algum comentário sobre isso (inaudível) à Agência Internacional de Notícias?

Em segundo lugar, você dará qualquer limite de tempo para a autoridade da Birmânia, Birmânia, trazer de volta os refugiados, já que Bangladesh está enfrentando uma crise enorme para acomodar esses inúmeros refugiados no território de Bangladesh?

Embaixadora HALEY: Eu acho que os Estados Unidos têm sido surpreendidos que tantas coisas têm acontecido e foi em uma direção tão terrível nas últimas três ou quatro semanas. E acho que o que você está vendo é cada membro da equipe de segurança nacional falando sobre isso e cada membro da equipe de segurança nacional agora chamando seus contatos e seus colegas na Birmânia, bem como garantir que estamos apoiando Bangladesh no que estão fazendo.

Bangladesh tem sido inacreditável em assumir estes refugiados. Mas, ao mesmo tempo, temos de olhar para os refugiados, como agora eles não têm um lar. E não tem como qualquer um sobreviver. A situação dos direitos humanos é terrível e queremos ter a certeza de que estamos fazendo tudo o que podermos.

Então, o que eu posso dizer a você é toda ajuda possível em termos do Conselho de Segurança Nacional tentando olhar e dizer, que medidas vamos tomar em seguida.

Certo, última pergunta.

P Depois de perder terreno no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico está vendo a Líbia como uma nova base possível. Você é a favor de mandar de volta o sistema da ONU para a Líbia – o ACNUR para gerenciar os campos de refugiados? E o que os Estados Unidos estão prontos para fazer para impedir a infiltração (inaudível) na Líbia?

Embaixadora HALEY: Bem, em primeiro lugar, vou lhe dizer que se você vir a situação, acho que fizemos progressos incríveis no Iraque e na Síria, em termos de derrotar o ISIS. E isso tem sido quase completo e estamos muito orgulhosos disso.

Em termos de Líbia, que tem sido algo que o Conselho de Segurança Nacional está em reunião e decidindo quais serão nossos próximos planos, e tenho certeza que eles vai desenrolar quando estiverem prontos.

Muito Obrigado.

FIM 16h 59min (Horário Leste dos EUA)

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Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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