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Discurso do Presidente Trump na Cúpula de Ceos do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec)

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Casa Branca
Escritório do Secretário de Imprensa
19 de novembro de 2017
Centro de Exibições Ariyana Da Nang
Da Nang, Vietnã
13h19 – horário local da Indochina

 

 

PRESIDENTE TRUMP: Que honra é estar aqui no Vietnã — no coração da região do Indo-Pacífico — e poder me dirigir às pessoas e aos líderes empresariais desta região.

Esta tem sido uma semana notável para os Estados Unidos nesta maravilhosa parte do mundo. Iniciando no Havaí, Melania e eu viajamos para o Japão, a Coreia do Sul e a China, e agora para o Vietnã, a fim de estar aqui com todos vocês hoje.

Antes de começar, quero falar sobre todas as pessoas afetadas pelo tufão Damrey. Os americanos estão orando por vocês e por sua recuperação nos próximos meses. Nossos corações estão unidos com o povo vietnamita que sofre na sequência dessa terrível tempestade.

Esta viagem acontece em um momento de muito entusiasmo para os Estados Unidos. Um novo otimismo arrebatou todo o nosso país. O crescimento econômico atingiu 3,2% e continua a aumentar. O desemprego registra seu nível mais baixo em 17 anos. O mercado de ações atingiu um recorde histórico. E o mundo inteiro se inspira através da renovação dos Estados Unidos.

Em todo lugar que viajei nesta jornada, tive o prazer de compartilhar as boas notícias advindas dos Estados Unidos. Porém, ainda mais, tive a honra de compartilhar nossa visão para uma região do Indo-Pacífico livre e aberta — um lugar onde nações soberanas e independentes, com culturas diversas e muitos sonhos diferentes, possam todas prosperar lado a lado e crescer em liberdade e em paz.

Estou tão emocionado por estar aqui hoje no Apec, porque esta organização foi fundada para ajudar a alcançar esse objetivo específico. Os Estados Unidos são um membro orgulhoso da comunidade de nações que faz do Pacífico um lar. Temos sido um parceiro ativo nesta região desde a primeira vez que nós mesmos conquistamos a independência.

Em 1784, o primeiro navio americano partiu para a China advindo dos recém-independentes Estados Unidos. Foi carregado de mercadorias para vender na Ásia, e voltou cheio de porcelana e chá. Nosso primeiro presidente, George Washington, possuía um conjunto de louças daquele navio.

Em 1804, Thomas Jefferson enviou os exploradores Lewis e Clark em uma expedição para a nossa Costa do Pacífico. Eles foram os primeiros dentre milhões de americanos que se aventuraram a caminho do Oeste a fim de viver a doutrina do Destino Manifesto dos Estados Unidos em todo nosso vasto continente.

Em 1817, nosso Congresso aprovou o primeiro desenvolvimento [destacamento] a longo prazo de um navio de guerra americano no Pacífico. Essa presença naval inicial logo se transformou em um esquadrão e, em seguida, uma frota, com o objetivo de garantir a liberdade de navegação para o crescente número de navios, enfrentando o alto mar a fim de alcançar mercados nas Filipinas, em Cingapura e na Índia.

Em 1818, iniciamos nossa relação com o Reino da Tailândia e, 15 anos depois, nossos dois países assinaram um tratado de amizade e comércio — nosso primeiro com uma nação asiática.

No século seguinte, quando as potências imperialistas ameaçaram esta região, os Estados Unidos se opuseram a um grande custo a nós mesmos. Entendemos que a segurança e a prosperidade dependiam disso.

Somos amigos, parceiros e aliados no Indo-Pacífico há muito tempo, e seremos amigos, parceiros e aliados por muitos e muitos anos.

Como velhos amigos na região, ninguém ficou mais satisfeito do que os Estados Unidos ao testemunhar, ajudar e compartilhar o extraordinário progresso que vocês conquistaram ao longo dos últimos 50 anos.

O que os países e economias representados aqui hoje construíram nesta parte do mundo é nada menos do que milagroso. A história desta região nas últimas décadas é a história do que é possível quando as pessoas tomam as rédeas de seu futuro.

Poucos teriam imaginado há apenas uma geração que os líderes destas nações se uniriam aqui em Da Nang para aprofundar nossas amizades, expandir nossas parcerias e celebrar as impressionantes conquistas de nosso povo.

Esta cidade outrora sediou uma base militar americana, em um país onde muitos americanos e vietnamitas perderam a vida em uma guerra muito sangrenta.

Hoje, já não somos inimigos; somos amigos. E esta cidade portuária está repleta de navios de todo o mundo. As maravilhas da engenharia, como a Ponte do Dragão, recebem milhões de pessoas que vêm visitar as deslumbrantes praias de Da Nang, suas luzes brilhantes e encantos antigos.

No início da década de 1990, quase metade do Vietnã sobreviveu com apenas uns poucos dólares por dia, e uma em cada quatro pessoas não tinha eletricidade [em suas casas]. Hoje, uma economia vietnamita em abertura é uma das economias de mais rápido crescimento da Terra. Já aumentou mais de 30 vezes, e os estudantes vietnamitas estão entre os melhores estudantes do mundo. [Aplausos.] E isso é muito impressionante.

Esta é a mesma história de transformação incrível que vimos em toda a região. Há décadas, os indonésios têm criado instituições nacionais e democráticas para governar seu vasto arquipélago de mais de 13 mil ilhas. Desde a década de 1990, o povo da Indonésia vem superando a pobreza para se tornar uma das nações de mais rápido crescimento do G20. Hoje, é a terceira maior democracia da Terra.

As Filipinas emergiram como uma nação orgulhosa de famílias fortes e devotas. Durante 11 anos consecutivos, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, as Filipinas se classificaram em primeiro entre os países asiáticos ao diminuir a desigualdade de gênero e acolher as mulheres líderes em negócios e na política. [Aplausos.]

O Reino da Tailândia se tornou um país de renda média alta em menos de uma geração. Bangcoc, sua majestosa capital, é agora a cidade mais visitada da Terra. E isso é muito impressionante. Muitas pessoas aqui são da Tailândia. [Aplausos.]

A Malásia se desenvolveu rapidamente ao longo das últimas décadas, e agora é classificada como um dos melhores lugares do mundo para fazer negócios.

Em Cingapura, os cidadãos nascidos de pais que sobreviveram com US$ 500 por ano estão agora entre as pessoas de rendimentos mais elevados do mundo — uma transformação que se tornou possível graças à visão de Lee Kwan Yew sobre governança honesta e Estado de Direito. [Aplausos.] E seu fantástico filho agora está fazendo um trabalho incrível.

Como observei recentemente na Coreia do Sul, o povo daquela República tomou um país pobre devastado pela guerra e, em poucas décadas, o transformou em uma das democracias mais ricas da Terra. Hoje, os sul-coreanos desfrutam de rendimentos superiores ao de cidadãos de muitos países da União Europeia. Foi ótimo passar tempo com o presidente Moon.

Todos conhecem as realizações impressionantes da China nas últimas décadas. Durante esse período — e foi um período de grandes reformas de mercado — grande parte da China teve um rápido crescimento econômico, os empregos cresceram e mais de 800 milhões de cidadãos saíram da pobreza. Acabei de sair da China esta manhã e tive uma reunião muito produtiva e desfrutei de momentos maravilhosos com nosso cortês anfitrião, o presidente Xi Jinping.

E, como vi na minha primeira parada desta viagem, no Japão vemos uma democracia dinâmica em uma terra de maravilhas industriais, tecnológicas e culturais. Em menos de 60 anos, esse país insular produziu 24 vencedores do Prêmio Nobel por realizações em Física, Química, Medicina, Literatura e promoção da paz. [Aplausos.] O presidente Abe e eu concordamos em muitas coisas.

Na região mais ampla, países fora do Apec também estão fazendo grande progresso neste novo capítulo para o Indo-Pacífico.

A Índia celebra o 70º aniversário de sua independência. É uma democracia soberana, bem como — pensem nisto — tem mais de 1 bilhão de habitantes. É a maior democracia do mundo. [Aplausos.] Desde que a Índia abriu sua economia, o país alcançou um crescimento impressionante e um novo mundo de oportunidades para sua classe média em expansão. E o primeiro-ministro Modi trabalha para unir esse vasto país e todas as pessoas, em conjunto. E ele está trabalhando nisso de maneira muito, muito bem-sucedida, certamente.

Como podemos ver, em cada vez mais lugares em toda a região, cidadãos de nações soberanas e independentes controlam seus destinos e revelam o potencial de seu povo.

Eles buscam visões de justiça e responsabilidade, promovem a propriedade privada e o Estado de Direito, e adotam sistemas que valorizam o trabalho árduo e o empreendimento individual.

Eles construíram negócios, construíram cidades, construíram países inteiros a partir do nada. Muitos de vocês neste salão têm participado desses grandes e edificantes projetos nacionais de construção. Eles têm sido seus projetos desde o início até a conclusão, do sonho à realidade.

Com sua ajuda, toda esta região emergiu — e ainda está emergindo — como uma bela constelação de nações, cada uma com suas próprias estrelas brilhantes, satélites incomparáveis — e cada um, um povo, uma cultura, um modo de vida e um país.

Aqueles de vocês que viveram essas transformações entendem melhor do que ninguém o valor do que vocês conquistaram. Vocês também entendem que seu país é seu legado, e vocês sempre devem protegê-lo.

No processo de seu desenvolvimento econômico, vocês buscaram comércio e negócios com outras nações e criaram parcerias baseadas no respeito mútuo e voltadas para o ganho mútuo.

Hoje, estou aqui para oferecer uma parceria renovada com os Estados Unidos para trabalhar em conjunto a fim de fortalecer os laços de amizade e comércio entre todas as nações do Indo-Pacífico, e juntos, promover nossa prosperidade e segurança.

No cerne dessa parceria, buscamos relações comerciais robustas enraizadas nos princípios de equidade e reciprocidade. Quando os Estados Unidos adentram uma relação comercial com outros países ou outros povos, vamos esperar, a partir de agora, que nossos parceiros respeitem fielmente as regras exatamente como o fazemos. Esperamos que os mercados estejam abertos no mesmo nível em ambos os lados, e que a indústria privada, e não os planejadores governamentais, direcionem os investimentos.

Infelizmente, durante muito tempo e em muitos lugares, aconteceu o contrário. Por muitos anos, os Estados Unidos abriram sistematicamente nossa economia com poucas condições. Diminuímos ou acabamos com tarifas, reduzimos barreiras comerciais e permitimos que bens estrangeiros fluíssem livremente para nosso país.

Mas enquanto diminuíamos os entraves ao mercado, outros países não abriam seus mercados para nós.

MEMBRO DE PLATEIA: [Inaudível.]

PRESIDENTE TRUMP: Engraçado. Devem ter sido um dos beneficiários. [Aplausos.] De que país você é, senhor?

Os países foram acolhidos pela Organização Mundial do Comércio, mesmo que não respeitassem seus princípios declarados. Em suma, não fomos tratados de maneira justa pela Organização Mundial do Comércio. Organizações como a OMC só podem funcionar corretamente quando todos os membros seguem as regras e respeitam os direitos soberanos de cada membro. Não podemos alcançar mercados abertos se não assegurarmos o justo acesso ao mercado. No final, o comércio injusto prejudica a todos nós.

Os Estados Unidos promoveram iniciativas, inovações e indústrias privadas. Outros países fizeram uso de planejamentos industriais administrados pelo governo e empresas estatais.

Aderimos aos princípios da OMC relativos à proteção da propriedade intelectual e à garantia de acesso justo e igualitário ao mercado. Eles se engajaram em dumping de produtos, bens subsidiados, manipulação monetária e políticas industriais predatórias.

Eles ignoraram as regras a fim de ganhar vantagem sobre aqueles que seguiram as regras, causando enormes distorções no comércio e ameaçando os fundamentos do próprio comércio internacional.

Tais práticas, juntamente com nossa incapacidade coletiva de responder a elas, prejudicaram muitas pessoas em nosso país e também em outros países. Empregos, fábricas e indústrias foram retirados dos Estados Unidos e, adicionalmente, de muitos países. E muitas oportunidades para investimentos mutualmente benéficos foram perdidas porque as pessoas não podiam confiar no sistema.

Não podemos mais tolerar esses abusos comerciais crônicos, e não os toleraremos. Apesar de anos de promessas quebradas, nos disseram que algum dia em breve todos se comportariam de forma justa e responsável. As pessoas nos Estados Unidos e em toda a região do Indo-Pacífico esperaram pela chegada desse dia. Mas nunca chegou, e é por isso que estou aqui — para falar francamente sobre nossos desafios e trabalhar rumo a um futuro melhor para todos nós.

Recentemente, fiz uma excelente viagem à China, onde falei aberta e diretamente com o presidente Xi Jinping sobre as práticas comerciais injustas da China e os déficits comerciais que produziram com os Estados Unidos. Expressei nosso forte desejo de trabalhar com a China a fim de alcançar uma relação comercial que seja conduzida de forma verdadeiramente justa e igualitária.

O atual desequilíbrio comercial não é aceitável. Eu não culpo a China ou nenhum outro país, dos quais há muitos, por tirar proveito dos Estados Unidos na esfera comercial. Se seus representantes são capazes de sair impunes, eles estão apenas fazendo o trabalho deles. Quem dera governos anteriores em meu país tivessem visto o que estava acontecendo e feito algo a respeito. Não fizeram, mas eu farei.

A partir de hoje, competiremos de forma justa e igualitária. Não vamos mais permitir que tirem proveito dos Estados Unidos. Sempre vou colocar os Estados Unidos em primeiro lugar da mesma forma que espero que todos vocês neste salão coloquem seus países em primeiro lugar. [Aplausos.]

Os Estados Unidos estão preparados para trabalhar com cada um dos líderes presentes aqui hoje a fim de alcançar um comércio mutualmente benéfico que seja do interesse de seus países e do meu. Esta é a mensagem que estou aqui para transmitir.

Farei acordos de comércio bilateral com qualquer país do Indo-Pacífico que queira ser nosso parceiro e que respeite os princípios de comércio justo e recíproco. O que não faremos mais é celebrar grandes acordos que nos deixem de mãos atadas, nos façam renunciar nossa soberania e tornem seu cumprimento significativo praticamente impossível.

Em vez disso, negociaremos com base no respeito e no benefício mútuos. Respeitaremos sua independência e sua soberania. Queremos que vocês sejam fortes, prósperos e autossuficientes, enraizados em sua história e se expandindo para o futuro. É assim que prosperaremos e cresceremos juntos, em parcerias de valor real e duradouras.

Mas para isso — e eu o chamo de sonho indo-pacífico — se é para ser realizado, devemos assegurar que todos sigamos as regras, que eles não seguem agora. Aqueles que seguirem, serão nossos parceiros econômicos mais próximos. Os que não, podem ter a certeza de que os Estados Unidos não farão vista grossa para violações, trapaças ou agressões econômicas. Esses dias acabaram.

Não vamos mais tolerar o roubo audacioso de propriedade intelectual. Confrontaremos as práticas destrutivas de forçar as empresas a entregar sua tecnologia ao Estado e de forçá-las a fazer empreendimentos conjuntos em troca de acesso ao mercado.

Abordaremos o subsídio maciço de indústrias através de empreendimentos estatais colossais que fazem os competidores privados fecharem as portas — o que ocorre o tempo todo.

Não permaneceremos em silêncio enquanto empresas americanas são alvo de atores afiliados ao Estado que visam ganhos econômicos, quer seja através de ataques cibernéticos, espionagem corporativa ou quaisquer outras práticas anticoncorrenciais. Incentivaremos todas as nações a se expressar energicamente quando os princípios de justiça e reciprocidade forem violados.

Sabemos que é do interesse dos Estados Unidos ter parceiros em toda esta região que estejam em expansão, prósperos e sem depender de ninguém. Não tomaremos decisões visando o poder ou o clientelismo. Nunca pediremos a nossos parceiros que renunciem sua soberania, privacidade e propriedade intelectual, ou que limitem contratos a fornecedores estatais.

Encontraremos oportunidades para que nosso setor privado trabalhe com os seus a fim de criar empregos e riqueza para todos nós. Buscamos parceiros fortes, não parceiros fracos. Buscamos vizinhos fortes, não vizinhos fracos. Acima de tudo, buscamos amizades, e não almejamos a dominação.

Por esse motivo, estamos também reorientando nossos esforços de desenvolvimentos existentes. Pedimos ao Banco Mundial e ao Banco Asiático de Desenvolvimento que direcionem seus esforços a investimentos em infraestrutura de alta qualidade que promovam crescimento econômico.

Os Estados Unidos também farão sua parte. Também estamos empenhados em reformar nossas instituições financeiras de desenvolvimento para que elas possam melhor incentivar o investimento no setor privado em suas economias, e fornecer fortes alternativas a iniciativas de origem estatal que venham com muitas condições limitativas.

Os Estados Unidos foram lembrados reiteradamente nos últimos anos de que a segurança econômica não está meramente relacionada à segurança nacional. A segurança econômica é a segurança nacional. É vital — [aplausos] — para nossa força nacional.

 

Também sabemos que não teremos uma prosperidade duradoura se não enfrentarmos as graves ameaças à segurança, à soberania e à estabilidade que nosso mundo enfrenta hoje.

No início desta semana, eu fiz um pronunciamento na Assembleia Nacional em Seul, Coreia do Sul, e exortei todas as nações responsáveis a permanecerem unidas ao declarar que cada passo do regime norte-coreano visando obter mais armas é um passo que representa um perigo cada vez maior. O futuro desta região e de seu lindo povo não deve ser refém das fantasias distorcidas de conquistas violentas e chantagem nuclear por parte de um ditador.

Além disso, devemos defender princípios que nos têm beneficiado a todos, como o respeito pelo Estado de Direito — [aplausos] — direitos individuais, liberdade de navegação e sobrevoo, inclusive rotas marítimas abertas. Três princípios e esses princípios — [aplausos] — criam estabilidade e geram confiança, segurança e prosperidade entre nações com ideais semelhantes.

Devemos também lidar de forma decisiva com outras ameaças à nossa segurança e ao futuro de nossos filhos, como cartéis criminosos, tráfico humano, drogas, corrupção, crimes cibernéticos e expansão territorial. Conforme eu já disse muitas vezes antes: todos os povos civilizados devem se reunir para expulsar os terroristas e extremistas de nossas sociedades, despojando-os de financiamento, território e apoio ideológico. Devemos pôr fim ao terrorismo radical islâmico.

Portanto, vamos trabalhar juntos pela paz, pela prosperidade e pela liberdade da região do Indo-Pacífico. Estou confiante de que, juntos, todos os problemas que abordamos hoje podem ser resolvidos e todos os desafios que enfrentamos podem ser superados.

Se tivermos êxito nesse esforço, se aproveitarmos as oportunidades que temos diante de nós e fundamentarmos nossas parcerias firmemente nos interesses de nosso próprio povo, então juntos alcançaremos tudo o que sonhamos para nossas nações e nossos filhos.

Seremos abençoados com um mundo de nações fortes, soberanas e independentes, prosperando em paz e no comércio com terceiros. Haverá lugares onde poderemos construir nossas casas e onde famílias, empresas e pessoas poderão prosperar e crescer.

Se fizermos isso, olharemos para o mundo daqui a meio século, e nos maravilharemos com a bela constelação de nações — cada uma diferente, cada uma singular e cada uma brilhando de forma reluzente e orgulhosa por toda esta região do mundo. E assim como quando olhamos as estrelas brilhando no céu à noite, a distância do tempo fará com que a maioria dos desafios que temos e dos quais falamos hoje pareça muito ínfima.

O que não parecerão ínfimas — o que não são ínfimas — são as grandes escolhas que nossas nações terão de fazer para manter suas estrelas brilhando muito intensamente.

Nos Estados Unidos, como todas as nações que conquistaram e defenderam sua soberania, entendemos que não temos nada tão precioso como nosso direito inato, nossa preciosa independência e nossa liberdade.

Esse conhecimento nos guiou por toda a história americana. Isso nos inspirou a nos sacrificar e a inovar. E é por isso que hoje, centenas de anos depois da nossa vitória na Guerra da Independência, ainda lembramos as palavras de um fundador americano e nosso segundo presidente dos Estados Unidos, John Adams. Já idoso, pouco antes de sua morte, esse grande patriota foi convidado a oferecer suas reflexões sobre o 50º aniversário da gloriosa liberdade americana. Ele respondeu com as palavras: independência para sempre.

É um sentimento que arde no coração de cada patriota e de cada nação. Nossos anfitriões aqui no Vietnã conhecem esse sentimento não somente há 200 anos, mas há quase 2 mil anos. [Aplausos.] Foi em cerca de 40 d.C. quando duas irmãs vietnamitas, as irmãs Trung, inicialmente despertaram o espírito das pessoas desta terra. Foi então que, pela primeira vez, o povo do Vietnã defendeu sua independência e seu orgulho.

Hoje, os patriotas e heróis — [aplausos] — de nossas histórias possuem as respostas às grandes questões de nosso futuro e de nosso tempo. Eles nos lembram quem somos e o que somos chamados a fazer.

Juntos, temos o poder de elevar nosso povo e nosso mundo a novas alturas — alturas que nunca foram alcançadas.

Então, devemos escolher um futuro de patriotismo, prosperidade e orgulho. Devemos escolher riqueza e liberdade em vez de pobreza e servidão. Devemos escolher um Indo-Pacífico livre e aberto.

Finalmente, nunca esqueçamos de que o mundo tem muitos lugares — [aplausos] — muitos sonhos e muitas estradas. Mas em todo o mundo, não há lugar como a nossa casa.

E assim, em nome da família, do país, da liberdade, da história e em nome da glória de Deus, protejam sua casa, defendam seu lar e amem seu lar hoje e para sempre. [Aplausos.]

Obrigado. Que Deus os abençoe. Que Deus abençoe a região do Pacífico. E que Deus abençoe os Estados Unidos da América. Muito obrigado. Obrigado. [Aplausos.]

FIM                        13h51 – horário local da Indochina


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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