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Vice-Secretário de Estado John J. Sullivan em “Aumentando o impacto por meio da transparência, prestação de contas e parcerias”

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Departamento de Estado dos Estados Unidos
Gabinete da Porta-Voz
Para divulgação imediata
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30 de novembro de 2017
Centro George C. Marshall
Washington, D.C.

 

 

SUBSECRETÁRIO SULLIVAN: Obrigado, embaixadora Birx. A senhora e sua equipe no departamento, e as iniciativas que a senhora coordena entre as agências, são o motivo que nos permite estar aqui hoje e refletir sobre tantas histórias positivas. Obrigado por tudo o que a senhora fez, a senhora e a sua equipe. Somos gratos por sua liderança e pelo seu compromisso de livrar o mundo do HIV/da AIDS.

E permitam-me agradecer também a muitas pessoas que tornaram este evento possível: dirigentes do Governo dos Estados Unidos e do Congresso, membros do Corpo Diplomático, o setor privado, a comunidade religiosa e a sociedade civil.

Este grupo representa toda uma comunidade de pessoas que estão nos ajudando a compreender melhor a epidemia e a criar uma linha de ação para o modo de podermos agilizar ainda mais nossa luta contra ela.

Portanto, é uma honra estar aqui hoje enquanto comemoramos o Dia Mundial da Luta contra a AIDS – homenageando aqueles que perderam suas vidas para a AIDS, celebrando o progresso que obtivemos e tendo uma boa perspectiva de outras áreas em que podemos trabalhar juntos no sentido de alcançarmos nosso objetivo, que é livrar o mundo dessa doença.

O programa de hoje destaca a resposta dos Estados Unidos à AIDS e o sucesso que observamos em todo o mundo, o qual se deve, em grande parte, ao compromisso do programa com a transparência, a prestação de contas e a promoção de parcerias, e, em última análise, é claro, é devido à extraordinária compaixão e generosidade do povo americano.

Por coincidência, viajei para a Nigéria, na semana passada, e uma coisa que priorizei na minha viagem foi ver, pessoalmente, o trabalho imprescindível do Plano de Emergência do Presidente para o Combate à AIDS, conhecido como PEPFAR. Visitei o Hospital Asokoro, em Abuja, onde encontrei um programa de aconselhamento — de “mães mentoras”, mães que têm vivido com AIDS, que são empoderadas para ajudar a melhorar as vidas de outras pessoas. Essas mulheres, e tantas outras como elas em todo o mundo, estão fazendo o que precisam fazer para ajudar a si mesmas e suas crianças — e, ao fazerem isso, também ajudam seu país.

Foi mesmo uma coisa incrível ter ido àquele estabelecimento que acabei de lhe descrever, embaixadora Birx; ver aquelas mulheres e suas crianças, estar com elas naquele estabelecimento, ver aquelas vidas que foram transformadas por meio das políticas que foram adotadas — eu atuei no governo, anteriormente, durante a 43ª administração, do presidente Bush; na verdade, estava no Departamento de Comércio, como subsecretário —, ver o que o Governo dos EUA foi capar de realizar, as vidas que se transformaram; as mulheres, homens e crianças que estão vivos hoje por causa das decisões que foram tomadas aqui, em Washington, e implementadas tão habilmente por dirigentes como a embaixadora Birx.

Além disso, em virtude das parcerias que estabelecemos com governos como o Governo da Nigéria — nossas relações com o Governo da Nigéria, em colaboração com o Departamento de Estado, o Centro de Controle de Doenças, o programa do Walter Reed do Departamento de Defesa e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional —, todos trabalhamos juntos para desenvolver as capacidades de instituições e países para realizarmos o controle da epidemia.

Hoje, temos sorte de termos uma das jovens embaixadoras do programa DREAMS, do PEPFAR, que está participando conosco, vinda da África do Sul. Nontokozo, seu trabalho para apoiar e empoderar seus pares a fim de protegê-los contra o HIV é uma inspiração. É também uma lembrança de que, no fundo, estamos vencendo esta batalha por meio de iniciativas corajosas de milhares de indivíduos empenhados como você e como as “mães mentoras” que encontrei na Nigéria. Obrigado pelo ensinamento incrível que você proporcionou a todos nós aqui, hoje.

Desde a sua origem, em 2003, o PEPFAR tem transformado a resposta global ao HIV/à AIDS e salvado milhões de vidas. Hoje, nós continuamos a nos basear nesse legado, e continuamos empenhados no controle da epidemia por meio do uso de uma abordagem baseada em dados, que enfoca os países, as regiões geográficas e as populações com os mais altos ônus. E, como muitos de vocês sabem, nós progredimos muito.

Quando o presidente George W. Bush iniciou o PEPFAR, há quase 15 anos, apenas 50.000 pessoas na África recebiam tratamento através do programa. Ser diagnosticado com HIV/AIDS era uma sentença de morte.

Hoje, resultados recentes do PEPFAR indicam que o programa alcançou recordes históricos por meio da agilização de suas iniciativas de prevenção e tratamento do HIV. Através do PEPFAR, o Governo dos EUA apoia mais de 13 milhões de pessoas com tratamentos antirretrovirais que salvam vidas.

À medida que continuamos a buscar outras maneiras de apoiar as comunidades mais atingidas por essa doença, o PEPFAR continua a expandir suas iniciativas de prevenção.

A fim de assegurar que bebês nasçam sem o HIV, a assistência direta do PEPFAR dá apoio a mais de 2,2 milhões de bebês que nasceram livres de HIV, de mães positivas para o HIV.

Para proteger homens e garotos, o PEPFAR tem dado apoio a mais de 15 milhões de homens e garotos através de métodos preventivos, a fim de reduzir o risco de transmissão do HIV.

Para assegurar que as crianças se desenvolvam e estejam protegidas contra o HIV, o PEPFAR está dando apoio a mais de 6,4 milhões de órfãos, crianças vulneráveis e seus cuidadores a fim de ajudá-los a atenuar o enorme impacto físico, emocional e econômico do HIV/da AIDS.

E, nos 10 países africanos que implementam a parceria pública-privada DREAMS, do PEPFAR, a maioria dos distritos com os ônus mais altos de HIV testemunharam um declínio de mais de 40 por cento nos novos diagnósticos de HIV entre mulheres jovens. É importante ressaltar que os novos diagnósticos sofreram um declínio em quase todos os distritos em que houve a intervenção do programa DREAMS.

Com o progresso crucial que obtivemos nas pesquisas sobre a cura do HIV e no desenvolvimento de vacinas, estamos mais próximos de acabar com a pandemia de HIV/AIDS como uma ameaça à saúde pública — permitindo que as comunidades, os cientistas e os dirigentes políticos visualizem um futuro muito diferente.

O sucesso desse programa se tornou uma realidade devido ao apoio de nossos parceiros na sociedade civil, em muitos governos, e mediante a assistência significativa do setor privado. Essas parcerias são essenciais para desenvolvermos a capacidade necessária para realizarmos o controle da epidemia.

Quero agradecer a todos esses parceiros e quero deixar um agradecimento especial àqueles de vocês que estão aqui conosco, hoje.

O PEPFAR continua a trabalhar incansavelmente para salvar todas as vidas. Ainda estamos criando métodos para combater essa doença e levar esperança a muitas pessoas mais. E estamos mais perto do que nunca de acabar com essa pandemia.

Em setembro passado, na Assembleia Geral da ONU, o secretário Tillerson anunciou a nova Estratégia de Agilização do Controle da Epidemia de HIV/AIDS do PEPFAR. Acreditamos que seja possível controlar essa pandemia. E, em parceria com países que compartilham nossa perspectiva, estamos criando um plano para o controle.

Por meio dessa estratégia, o PEPFAR irá investir seus recursos para continuar a diminuir o número de novas infecções por HIV, usando programas baseados em dados, a fim de nos concentrarmos nas populações e localidades com os ônus mais altos.

Nossos dados são melhores e mais refinados do que nunca, o que nos permite avaliar o progresso e concentrar nossos esforços com base no sexo, idade e área geográfica. Estamos empenhados em explorar ao máximo esses dados, usando-os para melhorar nosso programa e para que nós e nossos parceiros prestemos contas dos resultados.

Essa estratégia reafirma a liderança e o empenho do Governo dos EUA, por meio do PEPFAR, em apoiar o progresso contínuo do controle da epidemia de HIV/AIDS em mais de 50 países, e em assegurar o acesso a serviços por todas as populações, inclusive as mais vulneráveis e os grupos de risco.

Estamos colocando essa estratégia em prática, tendo diversos objetivos concretos em mente.

Em primeiro lugar, visamos a manutenção do tratamento que salva vidas para todos aqueles que apoiamos. Uma forma de podermos servir melhor as populações que enfrentam a doença é tornar os serviços essenciais, como tratamento e a realização de testes, mais acessíveis a todos. Nos países visados, o PEPFAR irá ampliar tanto a prevenção ao HIV quanto o seu tratamento, por meio de um maior desempenho, de uma maior eficácia no fornecimento do tratamento e da divisão da responsabilidade entre mais parceiros.

Em segundo lugar, pretendemos ampliar os serviços de saúde relacionados ao HIV para órfãos e crianças vulneráveis, os quais são afetados permanentemente quando se perde um genitor ou cuidador para a doença. Trabalharemos arduamente a fim de propiciar outras possibilidades e um apoio melhor a este grupo crítico de jovens.

Em terceiro lugar, iremos agilizar a implementação nos 13 países com alto ônus, que têm o maior potencial para realizar o controle epidêmico, até 2020. Esse é um objetivo significativo, o qual só poderemos realizar trabalhando de maneira estreita com muitos parceiros. Ao colaborarmos com os governos anfitriões; com o Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária; com a UNAIDS e com outros parceiros, esperamos não só controlar a epidemia como também reduzir futuros custos, necessários para manter a resposta ao HIV/à AIDS. Afinal de contas, nosso objetivo final é um mundo em que não precisemos de recursos para combater o HIV/a AIDS pois ela não irá representar mais uma ameaça à saúde global.

E já estamos vendo resultados.

 

Dados recentes do PEPFAR mostram que cinco desses 13 países com alto ônus já estão perto de controlar sua epidemia de HIV/AIDS — uma proeza que já pareceu impossível, não muito tempo atrás.

À medida que consideramos o futuro do PEPFAR, continuamos a ilustrar nossa abordagem, que envolve todo o governo; aliada a medidas rígidas de prestação de contas e ao respeito mútuo de nossos parceiros, podemos e iremos mudar o futuro para melhor.

Portanto, nessa véspera do Dia Mundial da Luta contra a AIDS 2017, estamos em um momento sem precedente. Pela primeira vez na história moderna, temos, de fato, a oportunidade de controlar uma pandemia sem uma vacina ou uma cura, estabelecendo a base para uma eventual eliminação ou erradicação do HIV, com o auxílio de avanços científicos.

O Governo dos EUA, sob o comando do presidente Trump, continua a mostrar o caminho da resposta global ao HIV/à AIDS. Sei que há muitos aqui que estão empenhados nesses desafios; na verdade, para muitos de vocês, isso é o trabalho da sua vida ou sua vocação. Por favor, saibam que estamos com vocês. Vocês têm o apoio do Governo dos EUA à medida que colaboramos com governos aliados, o setor privado, organizações religiosas e da sociedade civil, e as redes de pessoas que vivem com o HIV para controlar essa pandemia de uma vez por todas.

Com compromisso, dedicação e trabalho árduo incessantes, nós cumpriremos esse objetivo e acabaremos com essa epidemia, de forma perene. Obrigado a todos por sua dedicação constante em dividir essa responsabilidade e por compartilhar nossa visão de um mundo livre de HIV/AIDS.

A exibição inaugurada hoje, no Centro de Diplomacia dos EUA, ajuda a contar essa história — uma história de esperança, que todos estamos escrevendo, sobre nosso trabalho de levar coragem a milhões de pessoas em todo o mundo, ao continuarmos a comandar e agilizar nossa luta contra essa doença. Espero que todos possam tirar um tempo para ver a cronologia, os dados e as histórias, e realmente contemplar as exposições na recepção.

Então, em nome do secretário Tillerson, obrigado novamente por estarem aqui, hoje, e por tudo o que estão fazendo para nos ajudar a acabar com o HIV/a AIDS para sempre. Obrigado. (Aplauso).


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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