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Teleconferência para registro Embaixador Nathan A. Sales, coordenador de contraterrorismo na Conferência sobre a Mobilização de Esforços na Aplicação da Lei para Derrotar o EI

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Departamento de Estado dos Estados Unidos
Gabinete da Porta-voz
Para divulgação imediata
28 de fevereiro de 2018

 
 

Via teleconferência
**Não editado/Rascunho**

Sr. Greenan: Muito obrigado, e obrigado a todos por se unirem a nós nesta teleconferência. Trata-se de uma teleconferência para registro, sobre a Conferência Internacional sobre a Mobilização de Esforços na Aplicação da Lei para Derrotar o EI, de dois dias e que acaba de ser concluída. O Embaixador Nathan Sales está aqui conosco hoje. O Embaixador Sales é o coordenador de contraterrorismo do Departamento de Estado. Ele compartilhará alguns dos pontos mais relevantes do evento. Ele fará um pronunciamento de abertura e, então, responderá às suas perguntas.

Como lembrete, essa teleconferência está embargada até a conclusão dessa chamada telefônica. Agora, passo a palavra ao Embaixador Sales.

Embaixador Sales: Bem, muito obrigado. Eu gostaria de oferecer uma palavra de agradecimento a todos os jornalistas que estão participando desta teleconferência, hoje. Agradeço pelo tempo que tomaram para participar desta conversação. Esta semana, nós realizamos a conferência sobre os esforços internacionais para derrotar o EI por meio da utilização de ferramentas civis e ferramentas policiais. Realizamos essa conferência em coordenação com a INTERPOL, bem como com o Instituto Internacional para Justiça e Estado de Direito em Malta. Recebemos cerca de 90 países e organizações no edifício Harry S. Truman, aqui em Washington, para abordagem desse problema crítico.

Descrevo aqui o que tentamos alcançar com essa conferência: Conforme derrotamos o EI no campo de batalha, o grupo vem se adaptando ao nosso sucesso. É importante entender e enfatizar o fato de que essa luta, de modo algum, acabou. Ela simplesmente passou para uma nova fase. Estamos migrando, de um esforço predominantemente militar, para um esforço civil e policial aumentado. Torna-se cada vez mais importante que suplementemos as nossas linhas de esforço militar, para derrotar o EI, com ferramentas civis, iniciativas civis que garantam uma derrota permanente do grupo.

Portanto, ontem eu dei início à discussão ao partilhar uma visão geral daquilo que os Estados Unidos têm feito nesse âmbito, para combater o EI, utilizando capacidades policiais e outras capacidades civis. Então, permitam-me oferecer a vocês um sumário das três principais ferramentas que ressaltamos.

Primeiramente, designações e sanções contra terroristas; em segundo lugar, a utilização dos dados dos registros de nomes de passageiros para proteger as fronteiras; e terceiro, biometria na triagem para busca de terroristas que podem estar tentando abordar aviões ou cruzar fronteiras.

Portanto, primeiramente eu anunciei a decisão do Secretário Tillerson de designar sete grupos afiliados ao EI, e dois líderes afiliados ao EI. Os grupos são: EI na África Ocidental, EI na Somália, EI no Egito, EI em Bangladesh, EI nas Filipinas, o grupo Maute e, finalmente, Jund al-Khilafah na Tunísia. Os dois indivíduos são Mahad Moalim, líder do grupo afiliado do EI na Somália, bem como Abu Musab al-Barnawi, que é o líder do grupo afiliado do EI na África Ocidental.

Esses terroristas, tanto grupos quanto indivíduos, espalharam a campanha sangrenta do EI em todos os cantos do mundo. Concederei a vocês alguns exemplos. Em dezembro de 2016, o EI no Egito atacou a catedral Copta no Cairo, matando 28 pessoas. O EI em Bangladesh matou 22 pessoas, em julho de 2016, em um ataque contra a Holey Artisan Bakery em Dhaka. O grupo Maute foi responsável pelo cerco da cidade de Marawi nas Filipinas, e pelo ataque contra o mercado Davao em setembro de 2016.

As designações de ontem somam-se as designações anteriores de outros oito grupos afiliados ao EI. Listamos esses grupos e indivíduos para destacar a rede global do EI e para enfatizar, mais uma vez, que a campanha contra o EI está longe de ter terminado. Essas designações negarão ao EI os recursos necessários para execução de ataques terroristas, pois não queremos apenas impedir o perpetrador, também é essencial que impeçamos que o detentor do dinheiro compre a bomba.

Em segundo lugar, durante a conferência, também discutimos sobre os registros de nomes de passageiros, ou PNR. O PNR é a informação que você concede à linha aérea no momento da compra de uma passagem – número de telefone, endereço de e-mail, seleção de assento, e assim por diante. Trata-se de uma ferramenta poderosa do contraterrorismo. O PNR pode auxiliar os analistas a identificar padrões suspeitos de viagem, alertando sobre ameaças que, de outra forma, não teriam sido percebidas. Isso também põe em destaque as conexões ocultas entre ameaças conhecidas e seus associados desconhecidos. Permitam-me oferecer-lhes apenas um exemplo.

Em dezembro de 2009, um cidadão americano chamado Faisal Shahzad recebeu treinamento em explosivos, para pessoas afiliadas ao Talibã paquistanês, no Paquistão. Em fevereiro de 2010, Shahzad aterrissou no aeroporto JFK com uma passagem só para vinda, vindo de Islamabad. Ele foi referido para averiguação secundária, pois seus dados correspondiam a uma regra de segmentação, então os funcionários da alfândega o entrevistaram e liberaram. Três meses depois, em 1o de maio de 2010, a detonação de um carro-bomba no Times Square falhou. Investigadores fizeram a correlação entre o carro e Shahzad. Então, a alfândega postou no seu sistema um alerta sobre Shahzad. Assim, quando ele comprou uma passagem para deixar o país, o sistema alertou sobre isso, e ele foi detido no aeroporto JFK, enquanto tentava voar para Dubai. Ele foi condenado e agora está servindo uma pena de prisão por vida.

O sistema PNR que os EUA utilizam, o qual é pioneiro, é agora uma exigência internacional. No ano passado, a Resolução 2396 foi adotada pelo Conselho de Segurança da ONU – a propósito, por unanimidade – por incentivo e insistência dos Estados Unidos. Essa nova resolução exige que todos os membros da ONU desenvolvam o mesmo tipo de sistema que os EUA têm utilizado já há anos. Aproveitamos as discussões da conferência desta semana para insistir em que outros países cumpram com suas obrigações, segundo essa nova resolução do Conselho de Segurança, e desenvolvam e implementem tais sistemas rapidamente.

Finalmente, na conferência nós discutimos sobre biometria. A biometria é uma ferramenta essencial para verificar se os viajantes são, realmente, quem eles dizem ser. Os terroristas tentarão ocultar suas verdadeiras identidades utilizando qualquer tipo de subterfúgio, pseudônimos, passaportes falsos, e assim por diante. Falsificar suas impressões digitais é bem mais difícil para eles, é por isso que coletamos dados biométricos daqueles que visitam nosso país. Tiramos suas digitais, fazemos um esquadrinhamento facial deles, e utilizamos esses dados para comparar com a nossa lista de procurados, de terroristas conhecidos e suspeitos. Aqui vai um exemplo. Há apenas algumas semanas, as autoridades detiveram um indivíduo em Oklahoma, suspeito de haver tentado se unir a al-Qaeda. Elas conseguiram identificá-lo porque suas impressões digitais correspondiam às tiradas de um documento recuperado no Afeganistão. O documento era um formulário de ingresso no acampamento Farouq da al-Qaeda, onde quatro dos perpetradores do ataque de 9/11 foram treinados.

Mais uma vez, graças à Resolução 2396 do Conselho de Segurança da ONU, essa ferramenta civil agora é lei internacional. A resolução exige que todos os membros da ONU coletem dados biométricos, para localizar terroristas caso eles tentem abordagem de aviões ou travessia de fronteiras. Estamos insistindo que nossos parceiros implementem essa exigência o mais rápido possível.

Portanto, para conclusão, nossas discussões durante esta semana abrangeram essas três ferramentas e várias outras capacidades civis, que estamos utilizando com nossos parceiros para derrotar o EI. O EI é uma organização resiliente, e é uma organização comprometida – comprometida em continuar sua luta contra nós, ainda que às custas da perda do, assim chamado, seu território – o assim chamado califado na Síria e no Iraque. Incumbe a nós, aos Estados Unidos juntos com nossos parceiros internacionais, nos adaptarmos para fazer frente a esse novo desafio. Conforme a fase militar dessa luta na Síria e no Iraque se reduz, nos postaremos e reforçaremos nossas capacidades civis e policiais para derrotar esse grupo de forma permanente. Obrigado a todos, e aguardo ansiosamente para responder a qualquer pergunta que possam fazer.

Sr. Greenan: Obrigado, embaixador. Passaremos agora para a fase de perguntas.

Operador: Obrigado. Senhoras e senhores, se quiserem fazer uma pergunta, por favor pressionem o * e o 1 no seu telefone digital (de tom). Você ouvirá um tom, que indica que você foi colocado na fila. Você pode sair da fila a qualquer momento apenas pressionando a tecla #. Caso esteja usando o viva-voz, por favor levante o fone do aparelho antes de pressionar os números. Mais uma vez, se você tiver uma pergunta, por favor pressione *1 a qualquer momento. Um momento por favor, para nossa primeira pergunta.

A primeira pergunta vem da linha de David Clark, da AFP. Por favor, prossiga.

Pergunta: Olá. Obrigado por realizar essa conferência. Gostaria de perguntar sobre as novas designações que o senhor anunciou como parte disso, os afiliados ao EI. A decisão de listá-los, todos separados da designação mais geral do EIIL, refletiria uma crença de que eles são mais autônomos do que costumavam ser? E você poderia falar sobre a proximidade – você acredita que eles cooperam com um tipo de central do EI, se existe ainda alguma?

Embaixador Sales: Obrigado pela sua pergunta, David. Eu creio é que estamos testemunhando um aumento na descentralização do EI. Eu mencionei agora a pouco, que o EI está evoluindo e se adaptando, e creio que a tendência deles em direção à descentralização é um bom exemplo disso. Você têm visto grupos, de todos os cantos do mundo, motivados pela mesma ideologia sanguinária e mortífera do EI, que estão utilizando os mesmos tipos de técnicas que visam homens, mulheres e crianças inocentes, visando alvos vulneráveis, e portanto nós queremos designar grupos em todo o mundo para lembrar – bem, primeiramente, para refletir a realidade de que o EI é uma rede global que espalha sua propaganda e derrama sangue em âmbito global, e também para chamar a atenção – para chamar a atenção da comunidade mundial para o fato de que, a queda do falso califado no Iraque e na Síria, por si, não significa que o EI esteja impotente. Em verdade, trata-se do contrário. Estamos testemunhando uma propagação global da rede descentralizada, para continuação do trabalho sangrento.

Sr. Greenan: Obrigado. Próxima pergunta, por favor.

Operador: A próxima pergunta vem da linha de Lalit Jha, da TTI. Por favor, prossiga.

Pergunta: Olá. Olá, embaixador. Obrigado por realizar essa conferência. O senhor poderia nos conceder sua perpectiva sobre a presença do EI em Bangladesh? Além disso, no Afeganistão e Paquistão, como o senhor está coordenando com os países da região, especificamente com a Índia, para abordagem do desafio do EI no Sul da Ásia?

Embaixador Sales: Bem, obrigado por sua pergunta. O Sul da Ásia é uma das áreas do mundo onde o EI tem uma presença cada vez mais robusta. Bangladesh é um bom exemplo disso. Conforme mencionei antes, o ataque contra a Holey Artisan Bakery em julho de 2016, em Dhaka, matou 22 pessoas. Também estamos rastreando os afiliados do EI-Khorasan no Sul da Ásia que estão se tornando cada vez mais ambiciosos e ativos.

Estamos trabalhando com nossos parceiros na região para desenvolver um entendimento compartilhado da ameaça que essas organizações representam para nós, nos Estados Unidos, e para os governos locais, e também estamos trabalhando com esses parceiros para desenvolver um conjunto de respostas. Essas coisas – essas respostas incluem coisas como a troca de informação, de dados sobre terroristas conhecidos e suspeitos, melhoramento dos esforços de proteção de fronteira para localização de terroristas enquanto eles viajam de uma área de conflito para outra. Estou confiante de que estou unindo nações parceiras, que possuem um entendimento comum sobre a ameaça que enfrentamos, e que teremos a capacidade de abordar isso.

Sr. Greenan: Obrigado. Próxima pergunta, por favor.

Operador: A próxima pergunta vem da linha de Conor Finnegan, da ABC News. Por favor, prossiga.

Pergunta: Olá, muito obrigado por organizar essa teleconferência. Duas perguntas, se possível. Houve algum progresso, durante esses dois últimos dias, para convencer os outros países, que atenderam a conferência, a tomar seus combatentes estrangeiros terroristas (FTFs) e processá-los? Eu sei que isso tem sido um problema para muitos deles, e eles estão hesitando em fazê-lo. E, o senhor mencionou em seu discurso, ontem de manhã, que a prossecução nem sempre é apropriada, e essa é a razão do Presidente ter anunciado que manterá aberta a Baía de Guantánamo. A administração teria feito algum tipo de determinação sobre quando é apropriada a prossecução versus o envio de alguém para a Baía de Guantánamo? Obrigado.

Embaixador Sales: Conor, obrigado pelas duas perguntas. Primeiramente, no âmbito internacional, fomos muito claros aqui no Departamento de Estado com nossos amigos em todo o mundo, que eles não devem esperar que outros países resolvam seus problemas. Se um país percebe que seus cidadãos estão viajando para a Síria e Iraque para lutar com o EI, é esse país que deverá processar esses indivíduos, em vez de esperar que as Forças Democráticas da Síria (SDF) o faça, ou que os iraquianos o façam, ou que por fim os Estados Unidos façam isso. Portanto, temos sido consistentes em nossa expectativa, ao comunicar nossa expectativa para nossos parceiros, que eles não devem esperar que outros resolvam esse problema, que em vez disso eles devem realizar a prossecução de seus cidadãos por si mesmos.

Sobre a parte doméstica da sua pergunta, a futura abordagem dos EUA nas detenções: Conforme vocês sabem, a ordem executiva do Presidente, onde ele estabeleceu que as instalações de detenção da Baía de Guantánamo permanecem abertas, inclui a exigência de que o Secretário da Defesa, junto de outros parceiros interinstitucionais, realize uma reavaliação dos critérios para transferências futuras para a Baía de Guantánamo. No momento, esse processo está em andamento, portanto, não temos nada para anunciar neste momento, mas mantenha-se ligado.

Sr. Greenan: Obrigado. Próxima pergunta, por favor.

Operador: Sua próxima pergunta vem da linha de Tejinder Singh, da IAT. Por favor, prossiga.

Pergunta: Sim, boa tarde. Obrigado por realizar essa conferência. O embaixador mencionou Bangladesh, Paquistão em seus comentários e suas respostas, mas, parece que o senhor não se focou na Índia ou no Sri Lanka. Qual é a situação da ameaça, na sua opinião, para a Índia, especificamente a segunda maior população muçulmana, segunda maior população global? Isso é – não há ameaça vinda da Índia ou o senhor estaria – quais medidas estão sendo tomadas a esse respeito?

Embaixador Sales: Bem, obrigado pela sua pergunta. A Índia é um parceiro cada vez mais importante, incrivelmente valioso, e cada vez mais próximo dos Estados Unidos no contraterrorismo. Como vocês sabem, o Presidente teve uma série de reuniões muito, muito produtivas com o primeiro-ministro no início da sua administração e, como resposta àquela série de reuniões, o governo dos EUA e o governo da Índia forjaram o avanço para criação de uma parceria realmente poderosa. Nos Estados Unidos, nós anunciamos várias designações relativas à ameaça terrorista que a Índia enfrenta. Anteriormente, entramos num acordo com a Índia, para troca de informações sobre terroristas conhecidos e suspeitos, trocas bilaterais de informação sobre essas ameaças conhecidas ou suspeitas. Creio que o futuro é bastante brilhante para a cooperação contraterrorismo entre os EUA e a Índia, e aguardo ansiosamente para trabalhar com meus homólogos dentro do ministério indiano de Relações Exteriores para que a visão do Presidente Trump e do Primeiro-Ministro Modi frutifique.

Pergunta: Obrigado.

Sr. Greenan: Muito obrigado. Próxima pergunta, por favor.

Operador: A próxima pergunta vem da linha de Robin Wright, do The New Yorker. Por favor, prossiga.

Pergunta: Olá, obrigado por realizar essa conferência. Tenho duas perguntas. Primeiramente, o senhor falou sobre controle descentralizado, e isso suscita a questão sobre a liderança do EI e do Sr. Baghdadi. O senhor tem uma posição sobre o montante de controle que ele ou aqueles ao redor dele possuem? Existem vários relatos sobre seus ferimentos. O senhor poderia nos dar sua opinião sobre o quanto de controle sobre o EI ele ainda tem?

Segunda, o senhor teria visto um movimento dos combatentes do EI que estavam dentro – que estiveram dentro do califado, para – por exemplo, para lugares como Idlib, onde teriam se unido a outros grupos, seja ao al-Qaeda ou outras milícias? O senhor tem a impressão de que há uma certa confusão entre que é o EI e quem é o al-Qaeda?

Embaixador Sales: Obrigado pelas suas perguntas, Robin. Permita-me responder a segunda pergunta, ou grupo de perguntas primeiro. Então, o EI nasceu do al-Qaeda no Iraque. A relação entre o EI e o Iraque – ou, desculpe-me, a al-Qaeda no Iraque e o EI tem sido complexa no decorrer dos anos. Mas, o EI perdeu território, nos preocupa que os veteranos embrutecidos nas batalhas, que vivenciaram o combate na zona de guerra possam levar suas habilidades para outras organizações. Se suas unidades foram destruídas, ou se eles se desencantaram, ou o moral diminuiu, ou caso tenham sido persuadidos por outras tendências da ideologia terrorista, sempre existe o risco de que eles possam migrar para outras organizações, inclusive para a al-Qaeda. Não tenho informação [inteligência] para compartilhar com você, na medida em que isso estaria realmente acontecendo, mas, isso certamente é uma preocupação geral que nós temos e estamos bastante focados nela.

Ajude-me a lembrar qual foi sua primeira pergunta?

Pergunta: Sobre Baghdadi e –

Embaixador Sales: Ah! Sim.

Pergunta: Quanto ele ainda tem de controle e os relatos sobre seus ferimentos ou incapacitação.

Embaixador Sales: Sobre a segunda parte disso, eu devo perguntar aos colegas da Comunidade de Inteligência, que poderiam falar com mais autoridade do que eu sobre isso – ou não, como pode ser o caso. Sobre a relação entre o EI central e as redes do EI e seus afiliados por todo o mundo, estamos enfrentando uma série realmente complexa de ameaças, pois além das entidades regionais como o EI em Bangladesh ou o EI nas Filipinas, que possuem uma certa autonomia no planejamento de operações, planejamento de ataques, nós temos também que continuar a nos preocupar com as ambições do EI central de executar ataques fora da zona de conflito – as operações externas do tipo que vimos em Paris em novembro de 2015 e em Bruxelas na primavera [do hemisfério norte] de 2016.

Portanto, enquanto o EI se espalha por todo o globo, a ameaça se torna mais complexa, e isso é exatamente a razão porque tivemos essa conferência aqui em Washington, esta semana, para lembrar nossos aliados e parceiros da necessidade de uma ação contínua, agora no âmbito civil, para enfrentarmos a luta e mantermos a pressão sobre os tentáculos dispersos, mas também sobre a central.

Sr. Greenan: Ok. Muito obrigado. Próxima pergunta, por favor.

Operador: A próxima pergunta vem da linha de Jeff Seldin, do Voice of America. Por favor, prossiga.

Pergunta: Muito obrigado por essa teleconferência. Como sequência da pergunta que Robin acaba de fazer: O senhor tem a percepção que o EI central ainda – apesar do fato do EI estar se espalhando – ele ainda mantém um grau significante de comando e controle que permitiria a ele, ou que está permitindo a ele planejar e executar ataques?

E, então, minhas perguntas são: O que a utilização do PNR e da biometria – o que estão mostrando sobre os padrões de movimento dos combatentes estrangeiros ou dos pretensos jihadistas, em termos do modo como estariam se dirigindo para esses diversos grupos em todo o mundo, e para onde estariam indo? E, na África especificamente, até que ponto os grupos como os afiliados ao EI e a al-Qaeda estão competindo uns com os outros pelos militantes, ou competindo uns com os outros para conseguir mais jihadistas do seu lado, combatentes mais experientes para sua causa? Obrigado.

Embaixador Sales: Bem, a pergunta sobre movimento, eu creio que alguns países para onde os combatentes do EI podem estar viajando, ou dos quais eles podem vir, vários desses países ainda não consideraram o sistema PNR, do modo como nós o temos aqui nos Estados Unidos, e do modo como nossos parceiros mais próximos fizeram. É difícil àqueles países realizarem um rastreamento de modo autoritativo do movimento de pessoas através de suas fronteiras, especialmente incluindo o movimento de possíveis combatentes estrangeiros terroristas ou outros terroristas. Essa é uma das razões dos Estados Unidos lideram o esforço, no Conselho de Segurança da ONU, para tornar obrigatória a exigência, para todos os membros da ONU, de coleta e uso de dados PNR para desenvolver esses sistemas que temos aqui nos Estados Unido e na Europa – a União Europeia ordenou que os Estados-membros o implementem até maio deste ano.

Sobre a competitividade entre o EI e a al-Qaeda, para recrutamento de novos membros ou eliminação de membros não queridos da outra organização, isso é certamente uma preocupação. O cisma entre, a separação, a diferença entre as táticas das duas organizações – tudo isso aumenta a percepção de que eles estão competindo – um contra o outro, por adesões.

Do ponto de vista dos Estados Unidos, essa não é uma boa posição para o resto do mundo. Vivemos em um mundo onde enfrentamos a ameaça do EI central, vivemos em um mundo onde vemos cada vez mais a dispersão da rede do EI, que é capaz de organizar ataques seja independentemente ou em coordenação de uns com outros. Adicionamos a isso a resiliência da al-Qaeda, que em grande parte tem estado fora das manchetes de jornais nos últimos anos, mas, que certamente tem a capacidade e a intenção de realizar ataques com baixas em massa por si mesma.

Mais uma vez, uma das razões do nosso grande interesse em organizar essa conferência aqui em Washington, esta semana, foi chamar a atenção da comunidade internacional precisamente para essa dinâmica. Enfrentamos um ambiente de segurança perigoso com múltiplas ameaças terroristas, onde essas ameaças terroristas podem estar competindo entre si. Essas são razões para uma abordagem ainda mais séria de coisas como a biometria e o PNR, capacidades de policiamento, e assim por diante.

Sr. Greenan: Muito obrigado. A próxima para – para a próxima pergunta, por favor.

Operador: A próxima pergunta vem da linha de Ellen Nakashima, do The Washington Post. Por favor, prossiga.

Pergunta: Obrigado. E obrigado, Embaixador Sales, por essa teleconferência. Eu devo ter perdido o começo – um pouco do começo. Cheguei tarde. Mas, gostaria de voltar às perguntas sobre prossecução, especialmente porque o senhor falou sobre como estamos mobilizando a polícia para combater o terrorismo. E o senhor mencionou que estamos comunicando nossas expectativas aos parceiros, que eles deveriam ter capacidade de realizar suas próprias prossecuções, e que ao mesmo tempo o Departamento de Justiça, do qual o senhor foi parte, tem tido uma história de muito sucesso na prossecução de terroristas internacionais. A medida em que o senhor fala sobre mobilização da polícia para combate do terrorismo, qual deveria ser a função das prossecuções civis, qual a eficácia delas como dissuasão? E, então, eu tenho uma pergunta subsequente sobre os Beatles.

Embaixador Sales: Obrigado, Ellen. Eu agradeço pela pergunta. Creio que a polícia pode se tornar uma ferramenta cada vez mais eficaz. A prossecução pode ser eficaz – uma ferramenta incrivelmente eficaz do contraterrorismo. Existem circunstâncias em que a prossecução é a primeira opção. Certamente ela não é a única opção, e existem outras no conjunto de ferramentas no contraterrorismo, cujo uso devemos considerar de caso-a-caso. Uma das ferramentas pode ser a detenção militar. Se alguém é capturado no campo de batalha, e por diversas razões se considerar que a resposta policial não é apropriada, então a ordem executiva do Presidente deixa claro que nós utilizaremos a detenção militar como uma das várias opções possíveis.

A lei sobre detenção em conflito armado é uma ferramenta que as Forças Armadas dos EUA utilizam no conflito armado desde tempos imemoriais, e o Presidente está preservando essa ferramenta para utilização nesses casos. Existem outras que não incluem prossecução, respostas não-militares que também podem se tornar especialmente importantes, conforme lidamos com o problema dos FTFs que retornam para a casa de membros da família. Quando alguém retorna da zona de combate na Síria, para a Europa, trazendo consigo uma criança de seis anos de idade, o que fazemos com essa criança? Essa é uma pessoa que, em muitos casos, foi radicalizada, em muitos casos foi exposta a violência, seja na Internet ou observando as atrocidades em primeira-mão. Uma resposta policial, provavelmente, não pareceria apropriada aqui. Portanto, deveremos buscar opções que não envolvam prossecução incluindo coisas como intervenção médica, intervenção da comunidade, intervenção de organizações religiosas, para tentar aliviar parte do sofrimento que a criança vivenciou, parte do trauma que a criança vivenciou na zona de guerra.

Pergunta: Muito obrigado. Mas, no caso – voltando aos terroristas embrutecidos, no caso dos dois Beatles remanescentes, el-Sheikh e Kotey – os caras do EI, sua – a posição do Departamento de Estado foi que eles deveriam ser processados no Reino Unido. E, ao mesmo tempo, sabemos que os promotores aqui estão ansiosos por receber e processar o caso deles. Porque quereríamos que esses caras voltassem para o Reino Unido para serem processados lá, quando dois – alguns dos – eram refém americanos que foram decapitados por eles, e existe um forte (inaudível) interesse americano em que eles sejam trazidos à Justiça? E nós temos as ferramentas aqui nos tribunais civis, conforme o senhor mencionou.

Embaixador Sales: Sim, obrigado por sua pergunta.

Pergunta: Explica sua – sim.

Embaixador Sales: Sim. Então, não estou em posição para descrever quaisquer conversações diplomáticas que possamos ter tido com os britânicos sobre o futuro desses dois detentos em particular. O que posso dizer é que os tribunais de tradição anglo-americana são bastante capazes de lidar com esse tipo de caso, e nosso interesse nos Estados Unidos é ver que a justiça cumprida. Temos um par de terroristas embrutecidos na batalha, que cometeram atrocidades contra cidadãos de vários países. Cidadãos americanos foram vítimas, cidadãos britânicos foram vítimas, e cidadãos de outros países foram vítimas. Então, nosso compromisso é garantir que eles enfrentem a justiça pelos crimes que cometeram.

Sr. Greenan: Muito bem, muito obrigado. Passemos para a última pergunta, por favor.

Operador: A próxima pergunta vem da linha de Abigail Williams, da NBC News. Por favor, prossiga.

Pergunta: Olá. Obrigada por realizar a conferência. Apenas gostaria de complementar uma das perguntas feitas previamente pelo colega sobre alguns dos afiliados do EI na África, e suas conexões com grupos como o Boko Haram e o al-Shabaab. Gostaria de saber se o senhor falaria, de um modo mais geral, sobre as tendências que está vendo lá, se eles estariam se alinhando mais com o EI, e também se, considerando o que o senhor disse sobre as ferramentas – as ferramentas dos EUA, que o senhor espera que todos implemente de acordo com a resolução do Conselho de Segurança – não são eficazes lá, ou não foram implementadas lá, o que o senhor espera daqueles países na desaceleração dessa associação com o EI.

Embaixador Sales: Sim, muito obrigado. Permita-me responder primeiro à primeira pergunta. A relação entre as entidades do EI e as entidades da al-Qaeda na África – bem, como você pode esperar, trata-se de uma situação bastante fluida. Em certos momentos você vê o alinhamento de grupos, e às vezes os grupos anteriormente alinhados se dividem e se separam, e o EI na África Ocidental e sua relação, ou falta dela, com co Boko Haram é um bom exemplo disso. Grupos previamente alinhados se separam, com os remanescentes alinhando-se com lideranças internacionais diferentes.

Então, o que estamos fazendo sobre a situação – e não quero limitar isso apenas à África especificamente – mas, nos Estados Unidos o que estamos fazendo para que outros países implementem as exigências da resolução do Conselho de Segurança? Bem, uma coisa que estamos fazendo é, quando se trata de, por exemplo, dados de registro de nomes de passageiros, nós oferecemos disponibilizar o nosso sistema para os países que o desejarem. Ele é conhecido como ATSG, Automated Targeting System Global, e já há anos o disponibilizamos para os países que desejam implementar a capacidade de rastrear as pessoas que cruzam suas fronteiras. Não somos os únicos. A Holanda também está explorando as maneiras de tornar o seu próprio sistema disponível nos canais internacionais. Portanto, esse é apenas um exemplo do que estamos fazendo para auxiliar no aprimoramento das capacidades das nações parceiras que têm a vontade política de atuar, mas podem não ter os recursos que necessitam para agir.

Sr. Greenan: Muito bem, muito obrigado a todos, e obrigado a todos que se uniram a nós hoje. Agora, estamos levantando o embargo desta teleconferência. Mais uma vez, ela é para registro, com o Embaixador Nathan Sales, coordenador de contraterrorismo do Departamento de Estado. Embaixador Sales, muito obrigado ao senhor, e muito obrigado a todos. Aproveitem o resto do seu dia.

Embaixador Sales: Muito obrigado a todos.

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Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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