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Observações Comentários do Administrador da USAID, Mark Green, na Quarta Reunião Anual da Power Africa

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Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional
Assessoria de imprensa
Para divulgação imediata
1º de março de 2018
Hotel Marriott Marquis
Washington D.C.

 
 

Sejam todos bem-vindos. É bom ver todos vocês aqui, sua presença enaltece a Power Africa, e as oportunidades que todos nós observamos. Sabe, muitas vezes me perguntam, como Administrador, o que é que mais me motiva no trabalho que fazemos e nas oportunidades que vemos. E, é claro, a tecnologia e o fato de que agora podemos alcançar lugares e ferramentas de design que jamais imaginamos possível.

Como alguns de vocês sabem, eu comecei minha própria jornada de carreira em desenvolvimento na África há cerca de 30 anos. Eu era um professor voluntário – minha esposa e eu em uma pequena aldeia do Quênia. Os tempos eram bem diferentes trinta anos atrás. Em nossa pequena aldeia, havia apenas um telefone, um telefone de dar corda. Tínhamos que literalmente ir até lá, rodar a manivela, pegar o fone e dizer: “Operador, ligue para Nairóbi 662”. Depois colocávamos o fone no gancho, íamos lá fora sentar debaixo da mangueira para esperar o telefone tocar, e o operador então informava que a nossa ligação havia sido completada. Trinta anos atrás.

Uma dúzia de anos depois, visitei a mesma pequena aldeia. Enquanto caminhava ao longo de uma das ruas de barro, encontrei um menino e perguntei: “Você conhece o Niva?” Um dos meus alunos, e ele disse: “Sim”. E eu disse: “Você pode chamar o Niva para mim?” E, claro, ele pegou seu celular e o chamou.

Cinco anos depois, eu servia como um embaixador na África Oriental e meus funcionários africanos usavam telefones celulares baratos para fazer negócios, pagar suas contas e fazer ligações para todas as partes do mundo. E essa é a lente pessoal através da qual vejo a tecnologia na África – a revolução tecnológica. É uma época de grande oportunidade. É um momento em que as inovações em tecnologia tornam o impossível muito possível, e o insolúvel ao alcance. Uma onda de oportunidades que todos vocês conhecem está sendo desencadeada.

Mas na verdade não é a tecnologia que mais me move como Administrador – esse assunto atrai mais atenção – mas não acho que esse seja o desenvolvimento mais importante. O avanço mais importante no desenvolvimento é a nova e crescente relação entre a comunidade de desenvolvimento e todos vocês – o setor privado, a empresa privada. Penso que os líderes em ambos os setores estão finalmente descobrindo como aproveitar as capacidades únicas que cada um deles possui e aplicá-los a desafios que nem um pode assumir completamente por si próprio. Assumir desafios e problemas que, há pouco tempo, pareciam insuperáveis.

E, com isso, durante anos, conscientemente ou não, a USAID, a MCC – acho que muitos de nós no setor público considerávamos os doadores, ONGs e governos, como os mais importantes, se não os únicos impulsionadores do progresso no mundo em desenvolvimento. As empresas privadas eram algo para se manter a distância, ou talvez para tentar moldar à nossa vontade. As doações eram bem recebidas por nós – ficávamos sempre gratos em receber doações – e até mesmo dispostos a contratar com empresas privadas para obter bens e serviços, mas não muito mais do que isso.

E hoje, a ótima notícia, o que traz todos vocês aqui, é que isso tudo está mudando. Isso está mudando fundamentalmente. Na USAID, estamos indo além da contratação e da concessão de subvenções, buscando colaboração, financiamento conjunto e a projeção conjunta de programas, ferramentas e iniciativas. Estamos repensando como as iniciativas de desenvolvimento internacional foram projetadas e testadas, financiadas e lançadas. Estamos abraçando a criatividade e o empreendedorismo que a empresa privada traz. Estamos abraçando a ideia de que o setor privado, não doadores e governos – mas o setor privado – será o principal movedor e sustentador do desenvolvimento, e sabemos que precisamos adequar o nosso papel. Estamos adotando um modelo de desenvolvimento impulsionado pelo empreendedorismo.

Esta manhã, estamos todos falando sobre expandir o acesso à energia elétrica economicamente viável e confiável na África. Talvez nenhum continente e nenhum setor esteja melhor posicionado para alavancar a combinação de inovação tecnológica e desenvolvimento impulsionado pelo empreendedorismo e o que pode ser feito para erguer vidas e construir comunidades. E estou confiante de que é na Power Africa que essas forças se conectam.

E já estamos posicionados para atingir o objetivo da Electrify Africa Act (Lei de eletrificação da África) de acrescentar 20 mil megawatts de geração de energia nova até 2020. E isso significará que mais 50 milhões de pessoas irão receber acesso à energia elétrica, o que no mundo de hoje é realmente uma transformação de vida. No século 21, a energia elétrica é vida.

A energia elétrica também é um ingrediente crucial na nossa resposta ao que talvez seja o maior desafio de desenvolvimento do nosso tempo: o deslocamento de famílias e comunidades ao redor do mundo. Neste momento, existem 70 milhões de pessoas deslocadas ao redor do mundo. Lembro-me de uma viagem que fiz há alguns anos para um centro de processamento de refugiados na Sérvia, Europa. Lembro de ter visto centenas de sírios e iraquianos reunidos nesta parada em sua jornada para uma nova casa na Europa Ocidental.

E eu me lembro que ao caminhar por esse centro de processamento, me deparei com uma multidão de refugiados, pensei que estariam buscando comida ou procurando roupas limpas ou talvez um lugar para dormir. E quando me aproximei, é claro, vi que estavam simplesmente carregando seus telefones celulares. Eles precisavam de energia elétrica para que pudessem entrar em contato com seus entes queridos. Eles precisavam de energia elétrica para que pudessem começar a organizar suas vidas antes de partir para um novo país e uma nova casa. A energia elétrica e a conectividade estão mantendo nosso mundo moderno unidos.

É claro que a África e suas comunidades deslocadas apresentam seus próprios desafios especiais. Acho que todos sabemos que existem milhões de africanos deslocados – sul-sudaneses, burundinenses e outros – vivendo indefinidamente em campos – cidades realmente improvisadas – sem energia elétrica e apenas com as necessidades mais básicas. Em janeiro, tive a honra de anunciar uma nova parceria que a Power Africa tem com a MasterCard, com o objetivo de ajudar a conectar essas milhões de pessoas deslocadas à eletricidade.

Através da Power Africa, ajudamos a reunir mais de 15 parceiros – do Mastercard até o Mercy Corps e a Energy Peace Partners. Juntos, estamos trabalhando para levar energia elétrica e conectar cinco campos de refugiados diferentes – três na Uganda e dois no Quênia.

A Power Africa está ajudando nossos parceiros do setor privado a criar micro grades, que trarão energia elétrica confiável e econômica para esses campos pela primeira vez. Uma vez que os campos tenham energia elétrica, a equipe de inovação da USAID e outros membros da coalizão trabalharão para conectá-los à internet. E, finalmente, com o apoio da Mastercard e outros parceiros, estamos criando ferramentas digitais que utilizam os telefones celulares dos residentes para rastrear registros de saúde, fornecer identidades digitais e habilitar a possibilidade de pagar por energia elétrica conforme necessário, taxas escolares e outros vales digitais para serviços. No total, esperamos dar acesso a mais de 600 mil pessoas a energia economicamente viável, internet e essas ferramentas digitais.

A Power Africa funciona, como vocês sabem, porque é incentivada por empresas, não por governos. Ajudou 58 milhões de pessoas a ter acesso à eletricidade usando as forças do mercado e os princípios do empreendedorismo. A Power Africa buscou mais de 140 parceiros do setor privado e usou as autoridades de convocação e definição de políticas que são o papel legítimo do governo para ajudar a facilitar negócios no valor de USD 14,5 bilhões.

Para citar apenas um exemplo, a Power Africa está atualmente trabalhando em um acordo em Gana com a GE e a Endeavour Energy para construir a maior usina de energia desse tipo. Uma vez concluída, ela operará em três tipos diferentes de combustível. Devido ao seu design, a nova usina poderá mitigar a escassez de combustível e fornecer de forma confiável 17% da energia da nação.

O papel do governo: A USAID está fornecendo assistência técnica e garantia de empréstimo. A MCC está buscando reformas do setor de energia que tornem este projeto possível. O Departamento de Estado está trabalhando com o Governo de Gana para garantir todas as aprovações necessárias. E a Overseas Private Investment Corporation, OPIC, está considerando a ampliação de crédito adicional necessário. Mas a força subjacente vem da GE e da Endeavor. Eles estão construindo a infraestrutura e criando uma usina de energia que será totalmente autossuficiente.

Cada setor – o setor público, o setor privado – fazendo o que fazem de melhor, resultando em empregos para os cidadãos, comunidades conectadas e o país de Gana avançando em sua jornada para a autossuficiência e prosperidade.

É por causa de projetos como esses – que dependem da Power Africa para se radicar – que tenho muito prazer em anunciar que nesta semana, estaremos lançando a estratégia da Administração para a Power Africa 2.0. Esta estratégia garantirá que a Power Africa possa continuar a trazer ideias inovadoras e abordagens orientadas por empresas para ajudar a atender as necessidades de energia da África, mas, mais importante, ajudar a expandir as oportunidades de energia da Power Africa. No âmbito da Power Africa 2.0, expandiremos para além dos nossos objetivos anteriores de aumentar a geração e o acesso de energia elétrica e procuramos obter ganhos nas áreas de distribuição e transmissão. E talvez o mais importante, estaremos avocando os ambientes habilitadores que permitem que a iniciativa privada cresça e floresça completamente.

A estratégia apoia a prosperidade econômica dos EUA, expandindo o número de empresas americanas com as quais trabalhamos, em particular, empresas de pequeno e médio porte. A estratégia fortalece a liderança do engajamento americano promovendo mercados livres e abertos, bem como práticas comerciais sustentáveis ​​e justas. E melhorará a estabilidade regional à medida que as economias africanas continuem a crescer e expandir e a criar oportunidades para os seus jovens. Aguardo com muito entusiasmo o desenrolar dos próximos capítulos da Power Africa.

Este deve ser o momento da África. O continente africano possui potencial, um potencial enorme. Seus recursos, suas terras agrícolas e pastagens, mas o mais importante é o espírito inspirador de resiliência e alegria que permeia o seu povo. Como o presidente Trump disse no último outono na época da Assembleia Geral da ONU, quando se trata de África, “O futuro é brilhante”. A Power Africa e as parcerias das quais depende – todos vocês – representam um caminho para transformar essa visão em uma realidade de vida.

Ao longo destes próximos dias, especificamente, espero que vocês se comuniquem com nossa equipe da Power Africa, Andy e outros, para saber mais sobre o que nossas ferramentas e assistência podem trazer. E o mais importante, espero que possamos trabalhar juntos para erguer vidas, construir comunidades e maximizar o alcance da Power Africa. Queremos trabalhar com todos vocês, queremos caminhar com todos vocês na jornada de autossuficiência em todo o continente. Este é o momento da África, mas somente se todos nós aqui trabalharmos juntos. Obrigado. Boa sorte.

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Contato de imprensa: Assessoria de imprensa da USAID

Telefone: +1.202.712.4320

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Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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