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O secretário de Estado Rex Tillerson E o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki, em um comunicado de imprensa

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Departamento de Estado dos Estados Unidos
Gabinete da Porta-voz
Para divulgação imediata
8 de março de 2018
Observações
Sede da União Africana
Adis Abeba, Etiópia

 
 

**VERSÃO/NÃO EDITADA**

SECRETÁRIO TILLERSON: Bem, em primeiro lugar, deixe-me agradecer ao presidente Faki por se disponibilizar para esse encontro comigo. Tivemos uma reunião muito positiva quando tive a oportunidade de recebê-lo durante o diálogo de alto nível em Washington em novembro passado, ocasião em que nos encontramos também com muitos outros líderes africanos. Estou muito satisfeito por estar aqui no continente e eu comentei com o presidente e demais colegas que era apropriado que eu começasse a minha visita à África aqui, junto com os líderes da União Africana, para avançar nossa parceria com a União Africana.

Eu também gostaria de reconhecer e celebrar o Dia Internacional da Mulher, um dia em que reconhecemos as conquistas sociais, econômicas, culturais e políticas das mulheres em todo o mundo. E também quero estender o nosso apoio às fortes declarações que foram manifestadas pela União Africana em seus esforços para incentivar o empoderamento das mulheres e sua participação na atividade econômica em todo o continente. Sabemos que, quando possibilitamos a participação econômica e o empreendedorismo das mulheres nas comunidades locais, realmente tem um efeito transformador não apenas nas suas famílias, mas na comunidade em geral, e eu tenho visto isso em primeira mão ao redor do mundo. Então celebramos as Mulheres – o Dia Internacional da Mulher hoje, com todos.

A União Africana é realmente uma força para o bem, e agradecemos o papel da União Africana na busca de soluções para ajudar este continente a avançar para uma maior estabilidade. O reconhecimento da segurança da saúde também avança a segurança nacional, o desenvolvimento econômico e a estabilidade política. Nós aplaudimos os Centros de Controle de Doenças da África, que tem tido muito êxito em rastrear e responder a surtos de doenças no continente. Temos muita honra em continuar nossa estreita cooperação com a União Africana nesta importante iniciativa e estamos atualmente em discussões muito importantes no sentido de atualizar nosso memorando de entendimento conjunto para orientar nossos esforços futuros, nossos esforços colaborativos nesse sentido.

No que diz respeito ao comércio, também apoiamos os esforços de integração regional econômica da União Africana para reduzir as barreiras do comércio intracomunitário no continente, avançar o comércio intra-regional, o que sabemos que vem sendo um objetivo central das negociações em torno do acordo continental de livre comércio, o qual apoiamos. Aguardamos a oportunidade de engajar ainda mais com a União Africana, quando esse acordo estiver em vigor, sobre como isso também promoverá uma maior participação dos interesses comerciais do setor privado dos EUA também.

Eu mencionei ao presidente Faki que agradecemos as fortes declarações da União Africana sobre o Sudão do Sul na recente cúpula da UA. Realmente pedimos a todas as partes que respeitem a cessação das hostilidades e que estejam abertas a acordos para o bem do povo sul-sudanês. Instamos a UA e a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento a manter seus esforços máximos ativos no sentindo de pressionar por uma solução para este conflito pelo bem das pessoas no Sudão do Sul.

Também agradeço o papel do presidente Faki em liderar a União Africana através de uma série de desafios de segurança, e, como vocês podem imaginar, essa também foi uma parte substancial da nossa conversa de hoje. A Missão da União Africana na Somália é claramente um exemplo de países que se unem para combater o terrorismo, promover a estabilidade e permitir a entrega de assistência tão necessária ao povo somali. Encorajamos a União Africana a continuar estes esforços. Continuaremos com os nossos próprios esforços também. Ainda não vencemos essa batalha na Somália, e devemos perseverar.

Nós também discutimos formas de garantir que as forças do G5 Sahel tenham os recursos necessários para continuar sua luta contra o terrorismo e maneiras de implementar modelos de financiamento mais sustentáveis ​​onde haja – eles tenham maior certeza sobre como planejar a futura luta contra o terrorismo na região do Sahel. E aplaudimos os valentes esforços da – por parte das forças do G5 Sahel.

Discutimos a reforma da União Africana e os esforços do presidente para aumentar o financiamento dos Estados membros para a União Africana e de fato implementar um modelo de financiamento mais sustentável e também mais confiável. O autofinanciamento do ano passado dos programas da União Africana expandiu-se para mais de 40%, o que representa um aumento de 26% somente no ano anterior, portanto está claro que os esforços do presidente estão produzindo resultados muito bons.

A luta contra a corrupção é outra área de causa comum, e estamos muito satisfeitos ao ver que a União Africana designou 2018 como o ano para vencer a luta contra a corrupção. Desde acordos secretos de alto nível até pequenos subornos na rua, a corrupção realmente rouba os preciosos recursos dos geradores de emprego e empresários e outros que promoveriam benefícios para a sociedade em geral e para os cidadãos desses países. A boa governança e a transparência são essenciais para criar as condições que levam ao crescimento econômico e a prosperidade, e estamos na expectativa de continuar nossos esforços conjuntos com a União Africana para melhorar o ambiente de negócios no continente. Mas a transparência realmente é um requisito essencial para boas condições de negócios e também para atrair maior investimento e atividade econômica. Isso inclui o apoio a maiores investimentos no comércio intracomunitário e global na África, à medida que o ambiente se torne propicio para as condições competitivas.

E, finalmente, reitero nosso desejo para que mais nações africanas apliquem pressões diplomáticas e econômicas concretas sobre a Coréia do Norte. O objetivo da campanha de pressão máxima global, que vem sendo apoiada por diversas resoluções do Conselho de Segurança da ONU, é motivar a Coréia do Norte a alcançar a desnuclearização completa, verificável e irreversível da Península Coreana. As nações africanas podem contribuir para esse objetivo, e nós precisamos, país por país, que as nações tomem medidas para apoiar este esforço internacional para uma desnuclearização da Península Coreana.

Mais uma vez, quero agradecer ao Presidente Faki por sua calorosa recepção e pela hospitalidade durante as nossas discussões aqui na União Africana e, o mais importante, por sua liderança da União Africana. Muito obrigado, Senhor Presidente.

PERGUNTA: Senhor Secretário, esta é a sua primeira viagem à África como o principal diplomata dos EUA. O senhor está se referindo a essa visita como uma oportunidade para “ouvir”, mas quanto o senhor espera ouvir sobre as observações alegadamente depreciativas do presidente? Qual é o grau de comprometimento dos Estados Unidos com a segurança e o investimento na África? E outra pergunta, qual é a sua mensagem para a UA e a proposta de autofinanciamento, cobrando tarifas sobre as importações?

Presidente Faki, se possível, quanto a primeira pergunta: A Etiópia é a sede da UA e também um membro. Até onde o senhor está preocupado com a decisão de impor um estado de emergência que restrinja a liberdade de expressão? E o senhor acredita que as detenções arbitrárias violaram os direitos das pessoas? E mais, a UA solicitou um pedido de desculpa para os recentes comentários do presidente dos Estados Unidos?

Muito obrigado.

SECRETÁRIO TILLERSON: Bem, os Estados Unidos e o continente africano têm desfrutado de muitos e muitos anos de relações fortes e positivas. De fato, temos relações diplomáticas com alguns países do continente que existem há mais de um século. Com a criação da União Africana, encontramos mais uma área em que podemos cooperar e colaborar para abordar as questões de segurança no continente de forma mais ampla, como discutimos em ambas as nossas observações, e trazer maior estabilidade para o continente e discutir maneiras pelas quais podemos criar prosperidade econômica que atrairá investimentos estrangeiros diretos dos EUA.

Então, o propósito da minha viagem a este continente é ouvir. Penso que é importante saber quais são as prioridades dos países aqui no continente e analisar onde há um bom alinhamento entre suas prioridades e nossas áreas de maior interesse também. E eu acho que já descobrimos que há muitas, e isso não deve surpreender ninguém. Temos importantes atividades de segurança conjunta em andamento e agradecemos o compromisso assumido por muitos países do continente, não apenas com seus próprios recursos financeiros, mas com seus próprios homens e mulheres de uniforme que estão indo para a linha de frente para lutar nesta guerra contra o terror que todos estamos combatendo globalmente.

Então, esta é uma viagem importante. Eu acho que é uma indicação da importância que o continente desempenha no futuro dos Estados Unidos, tanto de um ponto de vista de segurança, quanto econômico. A África, como um continente, vai sofrer um crescimento significativo da população. Cinco dos crescimentos mais rápidos do mundo – 12 economias de mais rápido crescimento estão aqui na África, então, claramente, há uma oportunidade significativa para o interesse americano no futuro. Portanto, é importante que tenhamos um diálogo muito aberto entre nós para entender nossas prioridades e para entender como podemos alinhar essas prioridades e nos apoiar mutuamente. Portanto, este é um continente de vital importância para os EUA e também para os nossos futuros interesses.

Penso que, no que diz respeito ao apoio aos esforços de combate ao terrorismo, temos tido uma troca muito boa sobre as várias formas em que podemos considerar a criação de um modelo de financiamento mais sustentável e seguro para os esforços de contraterrorismo de ambos – não apenas através do G5 Sahel, mas também a AMISOM e outras atividades para vencer a luta contra o terror no campo de batalha. Mas também discutimos a necessidade de vencer a luta nas mídias sociais e no espaço cibernético também. Com a grande e crescente população jovem da África, devemos criar boas oportunidades de educação, para futuros empregos, para que os jovens da África não se tornem alvos fáceis para mensagens extremistas violentas de recrutamento, e também tivemos uma boa discussão sobre isso hoje.

Então, esse é um quadro muito amplo de interesses comuns que temos para discutir.

PERGUNTA: Muito obrigado, Presidente e Secretário. Senhor Presidente, a minha pergunta é: No momento, não existe nenhuma política clara em relação à África do governo do presidente Donald Trump. O senhor se incomoda com isso? O senhor quer mais do governo dos EUA no momento?

E a segunda pergunta, Sr. Tillerson, o senhor fez uma declaração sobre a China, dizendo que a China encorajava a dependência, fazia negócios corruptos e ameaçava os recursos naturais africanos. É algo que o senhor gostaria de repetir, e qual é a base disso? E Sr. Presidente, concorda com os comentários do Sr. Tillerson?

Pergunta final: O presidente Donald Trump, já ouvimos, chamou a África de um “buraco de merda”, e os africanos. Isso é algo que a África ainda está digerindo. O senhor concorda com isso e acredita que a África – quero dizer, que o presidente Donald Trump deve um pedido de desculpas aos africanos?

Muito obrigado.

SECRETÁRIO TILLERSON: Penso que o compromisso dos Estados Unidos com a África é bastante claro em termos da importância que colocamos no relacionamento. O próprio presidente escreveu uma carta pessoal ao presidente, reafirmando a importância desta relação do ponto de vista de todos os aspectos que abordei na resposta a uma pergunta anterior.

No que diz respeito à abordagem da China, como mencionei ao redor do mundo, não estamos de forma alguma tentando manter os dólares de investimentos chineses fora da África. Eles são muito necessários. No entanto, pensamos que é importante que os países africanos considerem cuidadosamente os termos desses investimentos, e observamos o modelo que os chineses seguem. Eles não trazem criação significativa de emprego localmente; eles não trazem programas de treinamento significativos que permitam aos cidadãos africanos participarem mais plenamente no futuro; e, muitas vezes, os modelos de financiamento estão estruturados de forma a que o país, quando sofra problemas financeiros, perca o controle de sua própria infraestrutura ou seus próprios recursos como consequência.

Portanto, nossa mensagem é para que os países considerem cuidadosamente quais são os termos desses acordos e não abdiquem de quaisquer elementos de sua soberania ao entrar em tais acordos com a China. A participação chinesa é bem recebida, mas esperamos que sigam regras internacionais, normas internacionais e respeitem a soberania dos países e respeitem a necessidade de desenvolver os cidadãos desses países e criar um futuro próprio – também para os povos desses países.

PERGUNTA: Eu acho que o lado dos EUA tem mais uma pergunta.

MODERADOR: Ok. Receberemos as perguntas depois, eles precisam passar para a próxima sessão. Muito obrigado.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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