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Secretário de Estado Rex Tillerson e a ministra das Relações Exteriores do Quênia, Monica Juma em conferência de imprensa conjunta

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Departamento de Estado dos Estados Unidos
Gabinete da Porta-voz
Para divulgação imediata
9 de março de 2018
COMENTÁRIOS
9 de março de 2018
Nairóbi, Quênia

 
 

SECRETÁRIO TILLERSON: Bem, muito obrigado, Secretária Juma, pela acolhida, e parabéns pela sua recente confirmação à sua nova posição. Eu fiquei muito satisfeito de ter vindo ao Quênia e de dar continuidade ao trabalho dos Estados Unidos nesta parceria duradoura entre nossos dois países. Eu gostaria de cumprimentar o presidente Kenyatta e o líder da oposição Odinga por sua reunião nesta manhã e por seu pronunciamento conjunto. Este é um passo muito positivo, em nossa opinião, e embora sabemos que abordar as divisões étnicas e políticas do Quênia levará algum tempo e esforço, hoje ambos os homens mostraram grande liderança ao se juntarem no acordo que assinaram. Os Estados Unidos esperam apoiar o processo que foi anunciado esta manhã para unir o país e abordar as várias divisões nacionais. O Quênia é um líder na África e um parceiro de longa data dos Estados Unidos e reiteramos o nosso apoio ao Quênia.

Amanhã, em nome do povo americano, eu homenagearei os que morreram há 20 anos nos ataques da embaixada dos Estados Unidos aqui e em Dar es Salaam. Tragicamente, ainda somos confrontados com a ameaça do terrorismo. Durante a nossa reunião de hoje, discutimos as ameaças que enfrentam o Quênia, África e a comunidade global. Os Estados Unidos prezam a nossa parceria de segurança com o Quênia e a nossa luta partilhada contra o terrorismo. Reconhecemos as 4.000 tropas quenianas servindo na Somália como parte da AMISOM para combater al-Shabaab e trazer estabilidade a esse país.

O Quênia é um país de tremendas oportunidades. Com um PIB em rápido crescimento em mais de 5%, uma cultura vibrante de empreendedorismo e uma posição de liderança econômica regional, estamos buscando outras maneiras de trabalhar com vocês para expandir nossa cooperação econômica. Em 2016, o comércio total entre nossos países era pouco menos de US$ 1 bilhão. Sabemos que podemos fazer muito mais e esperamos crescer nossas relações comerciais. Nós aplaudimos a iniciativa Big Four de crescimento econômico do governo e esperamos aprofundar os laços entre as comunidades empresariais americanas e quenianas para apoiar esse esforço.

Como a secretária já comentou, compartilhamos as apreensões durante nossas discussões com o presidente sobre a importância das instituições democráticas e do Quênia como uma democracia líder na África. Acreditamos que existem medidas que precisam ser tomadas no Quênia e que certas ações precisam ser corrigidas, como fechar estações de televisão e ameaçar a independência dos tribunais. Eu sei que o Quênia leva esses assuntos a sério. Uma imprensa livre e independente é essencial para salvaguardar a democracia e dar credibilidade ao governo perante o povo queniano.

Os Estados Unidos esperam desenvolver a nossa relação abrangente com o Quênia. Nosso compromisso não é com um partido, mas com todo o povo queniano. Estamos prontos para ajudar os quenianos – o Quênia e o povo queniano enquanto avançam na direção do que estamos certos que será um futuro muito brilhante. Muito obrigado.

PERGUNTA: Karibu Kenya, Secretário Tillerson. Dado o momento do compromisso com a unidade pelo presidente Uhuru Kenyatta e Raila Odinga – (inaudível) antes da sua chegada – os Estados Unidos tiveram alguma coisa a ver com essa mediação? E, como mencionou a secretária Monica Juma, os EUA reafirmaram seu compromisso com a segurança do Quênia – desculpe, com colaborar com o Quênia na área de segurança, bem como o crescimento do comércio. Mas e os outros programas, como PEPFAR, Power Africa, YALI e AGOA?

SECRETÁRIO TILLERSON: Bem, acho que é óbvio que os Estados Unidos vem apoiando a jornada de avanço do Quênia após o que foi um período eleitoral difícil. E ficamos realmente muito motivados e satisfeitos por ver os dois líderes se juntarem hoje. Mas acho que realmente queremos dar-lhes os louros. Esta foi uma ação muito importante, eu acho, de ambas as partes mostrar que estão prontas para atuar em nome de todos os quenianos, independentemente de partido, e verdadeiramente iniciar essa longa jornada tão necessária para restaurar o país e eliminar essas divisões que estão criando obstáculos para o futuro do Quênia. E então eu realmente – todo os louros vão para os dois líderes que se uniram em um acordo muito importante nesta manhã.

PERGUNTA: Obrigado. Exma. Sra. Secretária de Gabinete – (inaudível) microfone? Exma. Sra. Secretária de Gabinete, poderia responder às observações do Secretário, e o Quênia pode realmente se chamar de democracia à luz das severas restrições impostas aos meios de comunicação livres no país, começando pelo silenciamento dos veículos de televisão, a demissão de editores e a pressão sobre as agências de notícias para abafar as críticas ao governo?

E Sr. Secretário, poderia falar um pouco sobre o fato de sua administração estar operando o governo há mais de um ano e ainda vemos vagas em cargos-chave do governo, incluindo secretários-adjuntos e subsecretários, incluindo o enviado da Coréia do Norte? O que está demorando tanto para preencher essas posições e qual é a sua resposta às alegações de que algumas posições não estão sendo preenchidas intencionalmente? Obrigado.

SECRETÁRIO TILLERSON: Bem, acho que esta é uma pergunta que provavelmente você estará perguntando no último dia do final do primeiro mandato dessa administração. Nós temos vários candidatos no sistema, como vocês bem sabem. Nós temos – nós tivemos vários que foram confirmados este ano. Há vários esperando o agendamento de suas audiências perante as comissões relevantes. Mas, como vocês sabem, o processo é bastante rigoroso, desde o momento em que selecionamos um indivíduo, eles concordam em servir, em passar pelo processo de credenciamento de segurança, em passar pela habilitação, tanto do ponto de vista da segurança, mas também do credenciamento com o processo da Casa Branca, e então seguem para ser nomeados diretamente para consideração pela confirmação pelo Senado.

E, durante o processo, não é incomum, às vezes surge alguma coisa e as pessoas decidem se querem prosseguir, ou surgirão coisas que desqualificam os indivíduos. É por isso que temos um processo de credenciamento. É um elemento importante de todo o processo de nomeação e confirmação das pessoas, de modo que quando são confirmadas e estão prontas para servir, não há dúvida de que tenham cumprido todas as qualificações. E quando isso acontece, temos que reiniciar o processo, e isso aconteceu conosco em várias ocasiões.

Com relação às posições abertas eu acho que – eu já disse isso muitas, muitas vezes; Eu vou reiterar o que eu já disse e manter a minha posição – acho que se vocês olharem para os resultados que estamos obtendo em áreas políticas muito importantes, e você mencionou a Coréia do Norte e as posições abertas que temos lá, eu acho que, como vimos nas últimas 24 horas, a política que foi implementada e executada pelo Departamento de Estado ao longo do último ano tem sido bem sucedida. E fizemos isso apesar do fato de termos pessoas atuando em posições interinas, em alguns casos.

Então, como eu disse muitas vezes, não perco um pingo de sono pelo fato de que talvez não tenhamos nossos candidatos na posição, porque temos diplomatas de carreira muito capazes e habilidosos prontos para assumir e servir nessas posições. E eles estão servindo brilhantemente, e estamos avançando as políticas, e nada está sendo adiado porque as posições estão abertas.

Se eu gostaria de tê-los preenchido? É claro que eu gostaria de preencher essas vagas, porque é mais fácil para todos, incluindo os nossos diplomatas de carreira, e alguns dos diplomatas de carreira que aguardam a confirmação. É uma situação bem distinta ser confirmado pelo Senado versus assumir uma função interinamente, e nós sabemos disso. Mas, tendo dito isso, estou muito, muito orgulhoso do Departamento de Estado e do trabalho que estamos fazendo.

PERGUNTA: Obrigado. É Ferdinand da BBC. As Nações Unidas acusam o Quênia e Uganda de ajudar o conflito no Sudão do Sul fornecendo armas em um momento em que os EUA estão pressionando os vizinhos do Sudão do Sul para aplicar um embargo de armas. Qual é a posição dos EUA nisso, e quais medidas, se houver, estão sendo tomadas?

SECRETÁRIO TILLERSON: Bem, os EUA acreditam que o embargo de armas deve ser cumprido, e essa é – nossa posição tem sido bem clara sobre esse assunto.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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