rss

Comentários Secretário de Estado Rex Tillerson e o ministro das Relações Exteriores do Chade, Mahamat Zene Cherif em conferência de imprensa conjunta

Facebooktwittergoogle_plusmail
English English, العربية العربية, Français Français, Español Español

Departamento de Estado dos Estados Unidos
Gabinete da Porta-voz
Para divulgação imediata 12 de março de 2018

 

Palácio Presidencial
N’Djamena, Chade

SECRETÁRIO TILLERSON: Bem, muito obrigado, Ministro das Relações Exteriores Cherif, é um prazer estar de volta ao Chade e estar fazendo a minha primeira viagem como Secretário, a primeira visita ao Chade feita por qualquer Secretário de Estado americano.

Conheço o presidente Deby há muitos anos e agradeço por ele estar me recebendo e pela hospitalidade que me estendeu hoje. Minha visita segue a dedicação de um novo prédio da embaixada dos EUA aqui em N’Djamena em outubro passado. Essa dedicação e minha visita demonstram o compromisso dos Estados Unidos em estreitar nosso relacionamento com o Chade. Como eu disse ao presidente Deby, os Estados Unidos valorizam o Chade como um parceiro estratégico nesta região.

Sabemos que o Chade enfrenta muitas ameaças de segurança em cada uma das suas fronteiras. Reconhecemos o importante papel do Chade no fornecimento de segurança para seus próprios cidadãos e na sua contribuição para a segurança dos seus vizinhos também. O Chade desempenha um papel vital na luta contra o terrorismo e o extremismo violento na bacia do lago Chade e no Sahel maior. Chade contribui com mais de 4.000 soldados para as forças regionais que protegem os chadianos e outras nações parceiras. Reconhecemos os muitos sacrifícios de tantos soldados chadianos que serviram com a Missão Multidimensional de Estabilização Integrada das Nações Unidas no Mali e a Força-Tarefa Conjunta Multinacional, bem como seus compromissos com a Força Conjunta G5 do Sahel. Todos estes são esforços importantes para combater o terrorismo na África e promover uma maior estabilidade.

Os conflitos na região infligiram demandas domésticas ao Chade, e o Chade acolhe muitos refugiados e pessoas internamente deslocadas como resultado da instabilidade regional. Durante nossas conversas, o presidente Deby e eu discutimos a importância do contínuo envolvimento do Chade nos esforços antiterroristas em toda a região e o compromisso dos Estados Unidos de fortalecer nossa parceria com o Chade.

Também discutimos o compromisso dos Estados Unidos com as reformas democráticas. A constituição chadiana prevê a liberdade de expressão e de reunião. Reuniões pacíficas e protestos não-violentos permitem que os cidadãos compartilhem suas apreensões com seu governo. Este tipo de envolvimento do cidadão deve ser permitido. Também encorajamos o Chade a tomar medidas proativas para se juntar à luta internacional contra o tráfico humano. Esperamos uma maior cooperação com o Chade em todas as frentes, incluindo o combate ao terrorismo, o incentivo às reformas democráticas e o fortalecimento dos laços econômicos entre nossos países.

Agradeço novamente ao Ministro Cherif, por me receber em seu país, e eu também gostaria de reiterar a minha gratidão ao presidente Deby por se disponibilizar para a nossa conversa tão importante. Obrigado.

PERGUNTA: (em francês)

SECRETÁRIO TILLERSON: Sim, com respeito à proibição de viagem, o presidente Deby e eu tivemos uma troca muito positiva, e eu quero que o povo chadiano saiba que são bem vindos nos Estados Unidos. As medidas que foram tomadas são necessárias por causa de todo o conflito que existe nas fronteiras do Chade. Nós reconhecemos os desafios que isso representa para o Chade e o Governo do Chade para garantir que o Chade tenha o controle total indivíduos que viajam para dentro e fora de suas próprias fronteiras.

Tivemos uma visita positiva do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos e do Departamento de Estado no final do ano passado – visitamos o Chade – e tivemos uma troca muito boa, e várias medidas importantes e positivas foram tomadas pelo Governo do Chade para fortalecer o controle sobre seus próprios passaportes, para fortalecer o compartilhamento de informações em torno de pessoas suspeitas, possíveis terroristas. E essas medidas, penso eu, nos permitirão tomar medidas para começar a normalizar a relação de viagem com o Chade. Haverá um relatório preparado nos Estados Unidos no final deste mês e este será revisado com o presidente em abril e esperamos – esperamos poder retornar a uma normalização da situação de viagem, mas teremos que esperar pelo relatório final.

PERGUNTA: (em francês)

SECRETÁRIO TILLERSON: Bem, acho que como acabei de indicar em resposta à questão anterior, o ímpeto para a ação tomada na proibição de viagem – e o Chade não foi escolhido como o único país – teve que ver com uma avaliação da capacidade do Chade para garantir que a emissão de passaportes, o cancelamento de passaportes, o rastreamento de passaportes perdidos, que houve um processo muito sólido dentro do governo do Chade para garantir o controle dos passaportes. A segunda foi a emissão de novos passaportes e a garantia de que as mais modernas tecnologias estavam sendo utilizadas na emissão de novos passaportes. E a terceira foi a partilha de informações em torno de indivíduos suspeitos.

E eu realmente penso que todas essas medidas também representam os interesses do Chade, porque isso fortalece a segurança interna para o Chade, além de atender a algumas preocupações de segurança que os Estados Unidos têm de forma mais abrangente. E, novamente, como já indiquei, todas essas áreas foram abordadas pelo Chade e avanços significativos foram feitos em nosso encontro mais recente no final do ano passado.

Portanto – não houve qualquer outra motivação por trás das medidas que foram tomadas além de melhorar a segurança em ambos os nossos países.

PERGUNTA: Senhor Secretário, o presidente autorizou o departamento a gastar US$ 120 milhões para combater a intromissão russa nas democracias ocidentais. Mas, mais de um ano depois, não gastamos nenhum desses recursos. Por quê? E essa falha não é parte do amplo conjunto de (inaudível) sob o seu comando, incluindo uma paralisia – especificamente (inaudível) e (inaudível) incapacidade de sequer se aproximar de uma liderança completa instaurada até agora?

E o Sr. Ministro das Relações Exteriores, o senhor ficou insultado quando soube que o presidente Trump descreveu a África como países de merda (inaudíveis)?

SECRETÁRIO TILLERSON: Os fundos aos quais você está se referindo, alguns desses fundos estavam no orçamento do Departamento de Defesa e o Congresso autorizou a transferência de fundos, e um memorando de entendimento foi desenvolvido para transferir esses fundos. Esse memorando foi, na verdade, solicitado em março do ano passado. Só recebemos a aprovação do Departamento de Defesa nos últimos dois meses, de modo que uma grande parte desses fundos estava empatada no Departamento de Defesa.

Em termos do uso dos fundos, agora que temos o nosso subsecretário de relações diplomáticas confirmado – para relações diplomáticas públicas, há um esforço muito ativo no âmbito do Centro de Engajamento Global, agora usando as mídias sociais e outras ferramentas para começar a responder à Rússia – em particular a intromissão e a interferência da Rússia em eleições não apenas aqui, mas no exterior. Então, estamos nos estágios iniciais do desenvolvimento desse esforço e desses programas, e alguns desses fundos estão sendo usados – valores muito pequenos neste momento – à medida que nos equipamos para poder responder de forma mais proativa.

Dito isto, houveram outras ações tomadas por meio de processos interagências para responder, então não tem sido ignorado.

PERGUNTA: Sr. Secretário, (inaudível) que o ministro das Relações Exteriores, quão preocupado o senhor está com a ameaça do ISIS na Líbia, bem como no Sahel (inaudível)? E quais garantias o senhor deu (inaudível)?

E Sr. Ministro das Relações Exteriores, o senhor se sentiu tranquilizado (inaudível)? E (inaudível) seu desejo (inaudível) os EUA (inaudível)?

SECRETÁRIO TILLERSON: Bem, como imaginávamos, como tivemos sucesso na derrota do ISIS no Iraque e na Síria, sabíamos que os combatentes fugiriam dessa área e sabíamos que a África seria um lugar que eles viriam. Agora eles se estabeleceram em várias regiões e eles estão – na verdade, eles tem esforços de recrutamento em andamento. Então, estamos preocupados com a presença do ISIS na Líbia, mas também com a presença de elementos do ISIS em outros lugares do Sahel. É o motivo pelo qual apoiamos fortemente as forças do G5 do Sahel, mas também as forças no Mali, para controlar a disseminação do ISIS nesta região. Como já dissemos várias vezes, esta é uma luta global para derrotar o ISIS, tanto no campo de batalha, mas também ideologicamente, e essa luta continua ativamente aqui na África, com nosso importante parceiro Chade contribuindo significativamente para esse esforço.

###


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
Atualizações de E-mail
Para se inscrever para atualizações ou acessar suas preferências de assinante, digite abaixo suas informações de contato.