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Briefing De Imprensa Pelo Assessor de Segurança Nacional John Bolton Sobre o Irã

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A Casa Branca
Gabinete da Secretária de Imprensa
Para divulgação imediata
08 de maio de 2018

 
 

Sala de Imprensa James S. Brady

14h37 Horário de verão do leste dos EUA (EDT)

EMBAIXADOR BOLTON: Bem, eu realmente não tenho muito a acrescentar ao pronunciamento do presidente. Eu acho que a decisão é muito clara. Eu acho que é uma declaração firme da determinação dos EUA para impedir não só o Irã de obter armas nucleares, mas também a capacidade de lançamento de mísseis balísticos. Limita o seu apoio contínuo ao terrorismo e causa instabilidade e distúrbios no Médio Oriente.

E eu acho que o presidente também estabeleceu o que vem a seguir. Como ele disse no final, ele está preparado para analisar as discussões sobre uma resolução muito mais ampla a respeito do comportamento maligno que vemos no Irã. E estamos mantendo um diálogo com nossos aliados sobre isso. Continuaremos [com as discussões] começando, literalmente, amanhã de manhã cedo.

Portanto, eu vou parar por aí. Fico feliz em responder qualquer pergunta. Kevin.

P          Muito obrigado. Para aqueles que não fazem parte do meio político de Washington D.C., que não estão imersos na política, a pergunta mais abrangente é: “como isto nos torna mais seguros?”. Você pode ajudar a explicar isso? E, em seguida, eu gostaria de fazer outra pergunta.

EMBAIXADOR BOLTON: Claro. Olha, este acordo estava fundamentalmente falho, como afirmou o presidente. Não faz o que pretende fazer. Não impede o Irã de desenvolver meios para lançar armas nucleares. Ele permite que o Irã dê continuidade em tecnologias como enriquecimento de urânio e reprocessamento de plutônio. Permite, mesmo que eles estejam em conformidade com o acordo, aumentar sua pesquisa e desenvolvimento sobre a sofisticação de suas capacidades nucleares. E ele simplesmente tem um tratamento totalmente inadequado da dimensão militar das aspirações do Irã.

Contrário à prática básica do acordo de controle de armas, nunca houve uma declaração de referência. Na verdade, o Irã sempre negou ter um programa militar. Isso está consagrado na Resolução 2231 do Conselho de Segurança. E como vimos nos dados que coletamos anteriormente, que Israel discutiu na semana passada, esta é uma linha plana. Também não existe uma disposição de inspeção adequada no próprio acordo que nos permita ter confiança de que detectamos todas as atividades nucleares e relacionadas do Irã.

E então, quando você adiciona o fato de que a teoria por trás do acordo, que se pudéssemos chegar a acordo para limitar as aspirações nucleares do Irã, que mudaria seu comportamento de forma geral, também provou ser completamente falso.

Portanto, ao criar essa nova realidade, reconhecendo que o Irã tem usado as negociações, o longo período que antecedeu ao acordo para aumentar a capacidade e sofisticação tanto do seu programa de armas nucleares como seu programa de mísseis balísticos, e continua a fazê-lo desde o acordo em 2015, a única maneira certa de achar o caminho para impedir o Irã de desenvolver armas nucleares e a capacidade para lançá-los é sair do acordo. E foi isso que o presidente fez.

P          Minha próxima pergunta seria simplesmente sobre uma conversa com a liderança no Irã. Vindo de sua posição, sua experiência em particular na ONU, você sabe o que pode acontecer. Está cheio de perigos, certamente diriam alguns, e outros diriam que vale a pena se envolver novamente, mesmo que apenas para a devida diligência. Você prevê que isso aconteça do ponto de vista do governo?

EMBAIXADOR BOLTON: O Presidente disse isso expressamente no final do discurso em palavras que vieram diretamente dele. A lição que a América aprendeu, dolorosamente, há muito tempo, mas que Dean Acheson uma vez disse, é que só negociamos a partir de posições de força.  Foi uma lição que p último governo não seguiu.

E eu acho que outro aspecto da retirada que foi anunciado hoje é de estabelecer posições de força para os Estados Unidos, e isso terá implicações não apenas para o Irã, mas para o próximo encontro com Kim Jong-um, da Coréia do Norte. Envia um sinal muito claro de que os Estados Unidos não aceitarão acordos inadequados, como disse o presidente.

Jonathan.

P          Em termos dos cem, o que acontece em 180 dias, o que vai acontecer com as empresas europeias com acordos comerciais com o Irã? Nós vamos sancionar essas empresas? Ou existe um período de 180 dias em que isso pode ser negociado?

EMBAIXADOR BOLTON: Bem, a decisão que o presidente assinou hoje restabelece as sanções que existiam no momento do acordo: estão imediatamente restabelecidos.

Agora, o que isso significa é que, dentro da zona de economia abrangida pelas sanções, não são permitidos novos contratos. O tesouro estará anunciando, nas próximas horas, o que eles chamam de provisões de redução progressiva para lidar com contratos existentes. E haverá períodos variados dentro destes contratos para que possam ser progressivamente reduzidos. Alguns poderão se estender por até seis meses, outros por 90 dias. Pode haver outras provisões também.

Esta contingência está publicada no site do Departamento do Tesouro desde 2015 por causa da possibilidade do uso das disposições da Resolução 2231, que nós não estamos usando porque nós estamos fora do acordo. Mas, em outras palavras, o conceito de que haverá um período de redução progressiva está lá há faz muito tempo. Basicamente, esse é o padrão que seguiremos – que estamos seguindo. Mas o restabelecimento das sanções está em vigor agora.

P     Mas isso não será negociado durante esse – para aqueles existentes –

EMBAIXADOR BOLTON: Estamos fora do acordo.

P     Estamos fora.

EMBAIXADOR BOLTON: Estamos fora do acordo. Estamos fora do acordo.

P     Nós estamos fora do acordo?

EMBAIXADOR BOLTON: Sim, é isso.

P     Se a Coréia do Norte (inaudível) as armas nucleares, e você disse que este é um sinal muito crítico para a Coréia do Norte, o que é o significado (inaudível)? Existem mais detalhes sobre questões nucleares?

EMBAIXADOR BOLTON: Bem, eu acho que a mensagem para a Coréia do Norte é que o presidente quer um acordo real; aquilo o que estamos pedindo, o secretário Pompeo estará discutindo com pessoas na Coréia do Norte quando ele chega lá em preparação para a reunião com Kim Jong-un é, em parte, repousa sobre o que a própria Coréia do Norte concordou, voltando para a Declaração Conjunta Norte‑Sul sobre a Desnuclearização da Península Coreana de 1992: a eliminação tanto da etapa inicial como da etapa final do ciclo de combustível nuclear; nenhum enriquecimento de urânio; nenhum reprocessamento de plutônio. Existem outras coisas que vamos pedir também.

Mas quando se leva a sério a eliminação da ameaça de proliferação nuclear, você tem que abordar os aspectos que permitem que um estado interessado possa obter armas nucleares. O acordo do Irã não fez isso. Um acordo que esperamos alcançar, e que presidente está otimista que podemos alcançar com a Coréia do Norte, vai tratar de todas essas questões.

Sim, senhor.

P     Obrigado, senhor embaixador. Você disse que o objetivo da administração é lidar com as atividades malignas do Irã, mas você está esperando que uma parte disso seja a mudança de regime? É esse o objetivo desta administração após esta decisão?

EMBAIXADOR BOLTON: Não, o que o presidente disse foi, após discussões com os seus pares em muitos países europeus, observando o que disse o presidente Macron, o que disse a chanceler Merkel, o que ele disse à primeira-ministra May, é que uma das críticas fundamentais que o presidente e outros fazem sobre o acordo é que ele buscou abordar apenas um aspecto limitado do comportamento inaceitável do Irã, certamente um aspecto essencial, mas não levando em consideração o fato de que isso é, e tem sido por muitos anos, o banco central do terrorismo internacional.

Portanto, levantar as sanções, como aconteceu em 2015 como resultado do acordo, ajuda a alimentar a atividade que o Irã está realizando agora na Síria. Seu apoio aos grupos terroristas na região e no mundo, como o Hezbollah e o Hamas. E que para realmente lidar com essa ameaça e para tentar trazer paz e estabilidade para o Oriente Médio, e para aliviar o mundo da ameaça nuclear, você tem que ir atrás da coisa toda. Foi sobre isso que ele falou com os líderes europeus, e nós vamos tentar buscar isso.

Sim, senhora.

P     Obrigado, embaixador Bolton. Eu queria saber se você poderia esclarecer o que vai acontecer com as empresas como a Total.

EMBAIXADOR BOLTON: Total.

P          Desculpe, agradeço. Eles estavam pedindo uma isenção porque eles fizeram um acordo com Teerã antes deste pronunciamento. Eles vão conseguir uma isenção? Alguém receberá uma isenção?

EMBAIXADOR BOLTON: Bem, eu não quero discutir casos específicos. E, como eu digo, o Tesouro vai explicar isso em mais detalhes.

Mas o propósito das provisões de redução progressiva, por exemplo, no caso das compras de petróleo do Irã, se é um contrato de longo prazo, por exemplo, o que estamos dizendo é que, embora as sanções voltem a vigorar imediatamente, impedindo quaisquer novos contratos, para aqueles afetados pela nossa jurisdição, eles têm seis meses para liquidá-lo. E se esse é o período, ou 90 dias ou outros períodos, a partir daí as sanções terão efeito sobre os contratos existentes. Por isso que é chamado de “redução progressiva”. É uma maneira de dar às empresas uma chance de sair.

P          Sobre a Coréia do Norte, você se importaria de responder isso muito rapidamente? O presidente falou rapidamente sobre isso em suas observações de hoje, mas exatamente por que o secretário de estado Pompeo vai para a Coréia do Norte? E ele está lá para trazer de volta os três prisioneiros que supostamente vinham para casa esta semana?

EMBAIXADOR BOLTON: Bem, olhe, o objetivo da missão é preparar para as próximas reuniões. O presidente disse em várias ocasiões que quer libertar os reféns, e isso não mudou.

Sim, senhor.

P          Obrigado, embaixador. Duas perguntas. Primeiro, você mencionou que este era um sinal para a Coréia do Norte. Não é também um sinal de que os Estados Unidos podem agora fazer acordos e então sair deles se os ventos políticos mudarem?

EMBAIXADOR BOLTON: Bem, não foi isso o que ele disse. A questão aqui é se os Estados Unidos vão aceitar o acordo que não está no seu interesse estratégico, que é o que aconteceu, a nosso ver, em 2015. E qualquer nação reserva-se o direito de corrigir um erro do passado.

Vou dar um exemplo: em 2001, o governo de George W. Bush retirou-se do Tratado sobre Mísseis Antibalísticos (AMB) de 1972, não porque estávamos alegando que os russos estavam violando o tratado, embora estivessem, mas porque o ambiente estratégico global havia mudado. E isso é um fato da vida, e é isso que estamos dizendo aqui.

P     Você levantou um ponto interessante sobre o Tratado ABM. Parte da objeção do presidente ao comportamento do Irã foi o desenvolvimento de mísseis balísticos. E parece que no geral, muitas de suas objeções ao acordo eram que só cobria armas nucleares e não restringia as ambições do Irã para ser uma potência regional. Nós estamos tentando ditar quem pode e não pode ser uma potência no Oriente Médio?  É isso que estamos fazendo aqui, senhor?

EMBAIXADOR BOLTON: Olhar. Penso que o presidente deixou bem claro nas suas observações de hoje como a conduta deletéria do Irã em toda a região se aplica em várias frentes, e que uma das principais inadequações do acordo nuclear foi que não tratava do outro comportamento maligno. Portanto, esse é o propósito do que estamos fazendo lá.

Sim, senhor.

P     Senhor embaixador, muito obrigado. O que você espera, depois de fazer esse pronunciamento hoje, que aliados europeus que fazem parte do acordo façam? Você está pedindo para eles, ou o presidente vai pedir para saírem do acordo? Segundo, você poderia nos dar qualquer tipo de explicação, uma visão dos bastidores, de como o presidente chegou a esta decisão?

EMBAIXADOR BOLTON: Bem, deixe-me responder a segunda pergunta primeiro. Ele vem dizendo desde os primeiros dias da campanha de 2016 que ele achava que este era um dos piores acorda já negociados na história diplomática dos EUA, de uma avaliação que eu não acho que ele poderia ser mais claro em repetidas observações, desde que ele lidou com a questão pela primeira vez.

Em relação aos aliados europeus e outros, temos estado em constante contato com eles nos últimos meses. Eu acho que desde que eu estive aqui, eu passei mais tempo em consulta com eles do que provavelmente quase qualquer outra coisa que eu tenha feito, começando com a resposta aos ataques de armas químicas da Síria, mas realmente continuando a questão do Irã. E é algo que o presidente vê como extremamente importante.

E todos os envolvidos na esfera de segurança nacional aqui estarão envolvidos em conversas com os aliados europeus e outros afetados por isso sobre como nós vamos levar isso adiante.  Não são apenas os europeus. Como o presidente disse, nós temos muitas pessoas no Oriente Médio que estão muito preocupados com o programa de armas nucleares do Irã. Eles também estarão envolvidos nas discussões.

P     Sim.  Senhor embaixador.

P     O presidente Macron, deixe-me apenas encerrar aquele assunto. O presidente Macron veio; a chanceler Merkel veio à cidade. Você diz com toda a razão que o presidente vem falando desde 2016 que queria sair do acordo. Mas não saiu até agora. Quando ele realmente decidiu?

EMBAIXADOR BOLTON: Bem, ele não saiu do acordo até agora porque ele deu repetidas oportunidades para tentar consertar o acordo. Mas eu acho que, como nós vimos nos comentários dos vários líderes iranianos ao longo das últimas semanas, o governo iraniano não tinha nenhum interesse em mudar este acordo. E por que deveriam? Foi um excelente acordo.

Eu acho que o presidente queria deixar que todos os esforços avançassem, e ele fez isso até poucos dias antes do prazo final de 12 de maio. E eu acho que, diante das evidências de que as falhas básicas do acordo não poderiam ser consertadas, ele tomou a decisão de prosseguir.

P     Senhor embaixador, algumas perguntas rápidas. Primeiro, existem aqueles que acreditam que este é apenas um precursor para os Estados Unidos enviarem tropas ao Irã. Isso é verdade?

EMBAIXADOR BOLTON:  Eles estariam seriamente enganados se é isso que eles pensam.

P     Segundo, embora tenhamos desistido deste acordo, estamos fazendo planos para voltar ao Irã para discutir o – embora você tenha mencionado Dean Acheson – isso foi Vietnã e Coréia, e esperar que tenhamos melhor sucesso…

EMBAIXADOR BOLTON: Eu não acho que o Dean estava muito envolvido no Vietnã, mas vá em frente.

P     Mas, no entanto, vamos sentar com eles e tentar negociar a partir dessa posição de força?

EMBAIXADOR BOLTON: Sim. Olha, o que o presidente disse no discurso e eu acho que muito explicitamente – eu não sei o que mais eu posso dizer para elaborar sobre isso – é que estamos preparados, juntamente com os europeus e outros, para falar sobre um acordo muito mais amplo que trata de todos os aspectos da conduta do Irã que nós consideramos questionáveis. Estamos preparados para começar agora.

P     Mas eles disseram que falariam conosco? Você falou com eles?

EMBAIXADOR BOLTON: O Presidente disse isso expressamente no discurso. Ele disse que eles disseram que não querem, e então ele disse, eu provavelmente diria que se eu estivesse no lugar deles também. Mas ele espera que eles vão [dialogar]. E nós estaremos conversando com todos sobre isso.

Sim, senhora.

P     Uma pergunta sobre o telefonema para o presidente Xi hoje. O pronunciamento do presidente Trump sobre o acordo nuclear foi discutido com o presidente Xi? E houve algum esforço para fazer com que a China participasse de qualquer negociação futura?

EMBAIXADOR BOLTON: Sim, a questão foi levantada, mas eu não quero entrar em detalhes sobre isso.

John.

P     Obrigado, senhor embaixador. Um dos pontos levantados repetidamente na Convenção de Liberdade Iraniana, o conclave dos exilados iranianos, foi a mudança de regime. E a certa altura, o prefeito Giuliani disse: se você quiser uma mudança de regime, olhe ao seu redor. Está nesta sala. A administração tem algum contato com a comunidade de exilados iranianos, como o Conselho Nacional para a Resistência Iraniana? E eles falam sobre eles como um governo no exílio ou um futuro governo no Irã?

EMBAIXADOR BOLTON: Eu não estou ciente de nada disso, e isso nunca veio à tona.

Sim, senhora.

P     Obrigado, senhor embaixador. Falando um pouco mais sobre mudanças de regime, quando o presidente Macron esteve aqui, ele falou sobre seus quatro pilares para o sucesso no acordo com o Irã, e muito disso dizia respeito à Síria e tornando a Síria politicamente estável.  Esta administração acredita que é possível alcançar a paz e estabilidade política sob Bashar al-Assad? Ou este governo apoiaria, possivelmente, uma mudança de regime lá também?

EMBAIXADOR BOLTON: Bem, eu acho que o Presidente deixou claro em seu discurso há algumas semanas quando ele anunciou a resposta ao ataque de armas químicas sírias, que o uso de força militar lá e nossas respostas diplomáticas estavam limitados à questão do uso de armas de destruição em massa. Obviamente, estamos preocupados em acabar de eliminar o califado territorial do EIIS, mas muito preocupados, também, com o Irã ampliando sua influência através do Iraque, coligando-se com o regime de Assad na Síria e o Hezbollah no Líbano. Isso é algo que o presidente Macron, a chanceler Merkel e a primeira-ministra May também tem dito.

Portanto, a perspectiva de paz duradoura e de segurança no Médio Oriente depende de abordar vários fatores complexos, mas, certamente, um fator crítico é o papel que o Irã tem desempenhado no apoio à instabilidade e conflito. E um assunto que o presidente tem conversado, como tenho dito, com vários líderes europeus, é se podemos abordar isso como parte do esforço global para reeducar o comportamento do Irã. E isso está acontecendo.

Sim, senhor.

P     Sim, só espero que você possa esclarecer o timing das sanções. Você disse que as sanções estão em vigor agora. O secretário do Tesouro acaba de divulgar uma declaração dizendo, como você falou, um período de redução progressiva de 90 dias e outro de 180 dias. Portanto, a ação de se retirar aconteceu agora, e, em seguida, as sanções entram em vigor em 90 ou 180 dias? Ou realmente existem sanções impostas neste exato segundo?

EMBAIXADOR BOLTON: Deixe-me tentar de novo. Anunciamos a nossa retirada do acordo. Portanto, estamos fora do acordo. O presidente assinou um memorando de decisão que instrui os departamentos e agências a efetivar isso. E parte disso é reinstituir todas as sanções nucleares e relacionadas que foram levantadas pelo governo Obama. Portanto, as sanções estão em vigor assim que forem promulgadas.

O que isso significa é, com relação a qualquer contrato novo ou prospectivo que esteja coberto por ela, com empresas abrangidas pela nossa jurisdição, que eles são proibidos. Em outras palavras, não haverá novos contratos nas áreas prescritas.

Para os contratos que já existem, há um período de redução progressiva para permitir uma rescisão ordenada do contrato, para que as pessoas que, de boa-fé na isenção das sanções, tenham se envolvido em negócios, não sejam totalmente surpreendidos.

Agora, como eu digo, haverá diferentes períodos de redução progressiva, dependendo da natureza das commodities, mas eu realmente não acho que ninguém no mundo dos negócios esteja surpreso com esta ação.

P     Senhor embaixador —

EMBAIXADOR BOLTON: Sim.

P     Tenho duas perguntas para você. Primeiro, você discutiria com o argumento, com a afirmação de que, para todos os efeitos e propósitos técnicos, são os EUA, com esta ação, que está violando o JCPOA?

EMBAIXADOR BOLTON: Não, não acho que estamos violando; nós estamos nos retirando dele.

P     Mas você reconhece também que o Irã está em conformidade? Este governo –

EMBAIXADOR BOLTON: Eu não acho. Não. Acho que existem muitos casos em que somos simplesmente incapazes de dizer se estão em conformidade ou não. Existem outros onde eu acho que eles estão claramente em violação.

Por exemplo, sua produção de água pesada excedeu repetidamente os limites permitidos pelo JCPOA. Estão quase no negócio da produção de água pesada. Eles vendem os excessos para Omã. Venderam para países europeus. É uma maneira de manter vivas as instalações de produção de água pesada. Eles estão quentes. E isso faz parte do perigo. E eles ultrapassaram os limites.

Eu também poderia entrar nos outras [violações].

P     Eu tenho mais uma pergunta sobre a Coréia do Norte para você, também. Mas só para finalizar, esta administração, quero dizer, os funcionários [das agências de] inteligência nesta administração, como você sabe, disseram que o Irã tecnicamente está em conformidade.

EMBAIXADOR BOLTON: Não, eu acho que eles disseram tecnicamente —

P     Então, isso é uma questão do espírito da lei ou —

EMBAIXADOR BOLTON: Não, não, não. Eu acho que eles disseram – eles caracterizaram como não conformidade técnica. Eu acho que o que você deve olhar é o padrão geral do comportamento iraniano de forçar os limites dos termos do acordo, e nossa incerteza básica, se nós realmente sabemos de tudo. Você não pode dizer que o Irã está em conformidade, a menos que você esteja 100% certo de que a AIEA e nossa inteligência são infalíveis.

P     Eu também gostaria de fazer uma pergunta sobre a Coréia do Norte, já que está tudo relacionado. Secretário —

EMBAIXADOR BOLTON: Gostaria que pudéssemos dizer isso. Mas não conheço ninguém disposto a isso.

P     Você poderia dizer isso sobre a Coréia do Norte, por exemplo, se você negociar um acordo com eles?

EMBAIXADOR BOLTON: Olha, não, isto é, os aspectos de verificação e conformidade de qualquer acordo de proliferação ou controle de armas são absolutamente essenciais. E aqui, no acordo do Irã, como disse o presidente, eles eram totalmente inadequados.

P     Muito rapidamente, sobre os detidos. O secretário Pompeo está dizendo aos repórteres que ele vai levantar esta questão em suas conversas em Pyongyang. Se os detidos não forem libertados, isso significa que o presidente não vai manter conversações com o Kim? Isso poderia impedir um acordo?

EMBAIXADOR BOLTON: Olha, eu prefiro não especular sobre isso. O secretário Pompeo está quase chegando na Coréia do Norte, ele é o negociador do presidente e eu acho que nós precisamos confiar na sua capacidade.

Sim, senhora.

P     Obrigada. Então, quando você diz que as sanções que estavam em vigor antes deste acordo estão em vigor novamente, isso significa que estamos de volta ao status quo antes do acordo de 2015? A administração pretende impor mais sanções ou fazer mais para forçar o Irã a vir para a mesa?

EMBAIXADOR BOLTON: Bem, eu acho que estamos de volta no lugar em termos do quais sanções são aplicáveis a partir da perspectiva dos EUA. Mas como você pergunta em sua pergunta, eu penso que é inteiramente possível que as novas sanções serão impostas à medida que recebemos novas informações. E isso é algo que devemos buscar com vigor porque queremos colocar o máximo de pressão econômico sobre o Irã, e negar-lhes as receitas que eles teriam obtido com as transações que estamos eliminando agora.

P     Então os EUA estão fora do acordo; isso está muito claro agora. Mas o presidente Trump apresentou uma agenda para uma iniciativa diplomática começar novos acordos porque ele ainda quer um acordo?

EMBAIXADOR BOLTON: Sim, já começou com conversas com nossos aliados europeus e outros antes do anúncio de hoje, porque procuramos ser o mais transparente possível com eles sobre a nossa posição, para ter certeza que eles entendiam que a retirada era uma opção real sendo considerada. E acho que o presidente recebeu algumas ligações hoje. Tenho certeza que ele vai ter mais nos próximos dias. Estarei discutindo isso amanhã de manhã com os meus colegas britânicos, franceses e alemães, por isso já estamos dando andamento.

Ok, muito obrigado.

FIM            15h01 EDT


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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