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Secretário de Estado Mike Pompeo em coletiva de imprensa

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Departamento de Estado dos EUA
Escritório da Porta-Voz
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Comentários
22 de maio de 2018
Sala de Imprensa
Washington, D.C.

 

SRA. NAUERT: Oi, pessoal. Como estão todos hoje?

PERGUNTA: Bem…

SRA. NAUERT: Eu trouxe um convidado especial comigo hoje, nosso 70o secretário de Estado, Mike Pompeo, que fará um breve briefing sobre as reuniões que ele teve hoje na Casa Branca. Sei que alguns de vocês poderão ter perguntas depois do discurso que o Secretário fez ontem sobre o Irã. Ele terá apenas alguns minutos para responder às suas perguntas, e depois eu ficarei a cargo do resto dessa sessão informativa.

Seja bem-vindo, secretário Pompeo. Esta é a nossa sala de imprensa. É um prazer tê-lo aqui.

SECRETÁRIO POMPEO: Obrigado, obrigado. Boa tarde a todos. Eu queria na verdade começar falando – faz quase exatamente um mês que estou aqui, e assumi vários compromissos no início, e um dos mais importantes foi que eu colocaria o time de volta no campo. E já tomamos medidas significativas nesse sentido. Ainda há muito trabalho a fazer, mas quero que saibam que estou me empenhando nisso e que chegaremos lá.

Suspendemos o congelamento das contratações. Podemos agora contratar a pessoa mais talentosa, inclusive parentes, aqui – e essas duas coisas não eram possíveis quando cheguei. Fizemos muitos avanços em alguns dos nossos processos de nível sênior para que tenhamos nossos embaixadores e pessoal de nível sênior trabalhando aqui no prédio. Ainda não tenho nenhuma novidade, mas conforme me comprometi quando prestei juramento na minha audiência de confirmação, vamos inundar a área. Vamos trabalhar nisso com afinco. Uma de minhas maiores prioridades é garantir que tenhamos as pessoas certas nos lugares certos em todos os lugares do mundo, e aqui no principal estado também, para que possamos cumprir a nossa missão diplomática. Espero ter, em uma semana ou duas, vários anúncios significativos sobre quem serão alguns dos novos líderes de nível sênior.

A segunda coisa é que venho da Casa Branca. Estava em uma reunião bilateral com os sul-coreanos. Eles foram construtivos. Acho que Sanders já fez uma coletiva de imprensa sobre isso, então eu gostaria apenas de responder às suas perguntas a respeito. Mas basta dizer que estamos dando continuidade aos preparativos tanto da nossa equipe quanto da Casa Branca para estarmos totalmente preparados caso a reunião de 12 de junho aconteça, e a declaração de missão não sofreu nenhuma alteração. Nosso compromisso é obter a desnuclearização e criar condições para que o regime da Coreia do Norte deixe de ser uma ameaça para o mundo.

Uma última coisa. Fiz alguns comentários ontem sobre a estratégia do presidente com respeito à República Islâmica do Irã e penso que é importante que eu enfatize novamente que as tarefas que o Irã precisa executar não são difíceis. Vi matérias dizendo que elas são fantasiosas e que não podem acontecer, mas pedimos coisas que são na verdade bastante simples e que, francamente, a maioria dos países do mundo fazem. Pedimos a eles que parem de lançar mísseis em Riad. Isso não é – não é fantasioso imaginar que os iranianos tomem a decisão de não lançar mísseis em outro país e ameaçar vidas de americanos que viajam e transitam por aquele aeroporto. Não é fantasioso pedir a eles que deixem de participar do terror. Trata-se de um conjunto de exigências, exigências que fazemos ao resto do mundo.

Se algum outro país no Oriente Médio desejasse construir um sistema de armas nucleares, nós tentaríamos detê-lo também. Essas são exigências simples às quais o regime iraniano poderia atender com muita facilidade, e que beneficiariam bastante o povo iraniano. E por isso, francamente, o que apresentamos pareceu um conjunto de exigências bastante claro que faríamos a qualquer outro país no mundo – para deter o comportamento maligno que ameaça outro de seus vizinhos e outras partes do mundo.

E agora, Heather, será um prazer responder a algumas perguntas.

SRA. NAUERT: Certo. Apenas alguns minutos para perguntas. Conheceu Matt na sua última viagem. Então, Matt.

SECRETÁRIO POMPEO: Sim. Olá, Matt, é um prazer encontrá-lo…

PERGUNTA: O prazer é meu, senhor.

SECRETÁRIO POMPEO: … em Washington. (Risadas.) Tive de parar um segundo para pensar onde eu estava.

PERGUNTA: Bem, certamente não em Pyongyang. Sobre a Coreia do Norte e as reuniões de hoje, não encontramos – eu o conheço há pouco tempo e não sei se é um homem que gosta de fazer apostas. Mas se for, quais seriam, na sua opinião, as chances de essa reunião realmente acontecer e na data e no local que foram acordados? E se – está preparado para voltar ou ter outra reunião, onde quer que seja, com Kim Jong-un, se for decidido assim – se isso for necessário para uma preparação completa para uma reunião?

SECRETÁRIO POMPEO: Responderei à sua segunda pergunta primeiro. A segunda é que faremos o que for preciso para garantir que essa reunião tenha sucesso, seja uma reunião com os norte-coreanos em algum terceiro país ou o que for necessário. Estamos preparados. O presidente nos pedirá para garantir que façamos todo o possível para que tenhamos a oportunidade verdadeira de ter esse resultado histórico de sucesso.

E não gosto de apostar – (risada) – e por isso não faria previsões sobre acontecer ou não, apenas digo que estaremos prontos caso aconteça.

SRA. NAUERT: Nick, da Bloomberg.

PERGUNTA: Sr. Secretário …

SECRETÁRIO POMPEO: Sim, senhor.

PERGUNTA: …muito obrigado. Ouvimos dizer que quando o senhor se reuniu com Kim Jong-un o senhor estava olhando para o pôr-do-sol e ele supostamente disse: “Não seria maravilhoso ter hotéis americanos pontuando esta cena?”. O senhor acredita que ele está aberto à ideia de um investimento americano na Coreia do Norte? E poderia também nos dizer qual, na sua opinião, seria a explicação para a mudança de tom da Coreia do Norte? O presidente disse que ele pensou que a China tivesse alguma coisa a ver com isso.

SECRETÁRIO POMPEO: Quer dizer o tom nessa semana passada, em comparação com…

PERGUNTA: Na semana passada, correto.

SECRETÁRIO POMPEO: … a trajetória. Não, não falarei sobre isso, não farei especulações a respeito. Estamos nos preparando. Continuamos fazendo o nosso trabalho e lançando as bases para uma reunião de sucesso. Estou certo de que chegaremos lá.

Com respeito ao presidente Kim, não falei publicamente sobre as conversas que tivemos. Elas foram entre ele e eu. Mas tenho a impressão de que ele consideraria o investimento americano, a tecnologia americana, o know-how americano de grande valor para seu povo, e é um assunto que ele e eu tivemos a chance de discutir, em linhas gerais. E penso que é algo que, se fizermos isso direito e conseguirmos a desnuclearização, que os Estados Unidos seriam bem capazes de entregar a eles com muitas coisas que tornariam a vida dos norte-coreanos melhor.

SRA. NAUERT: Rich Edson, da Fox News.

PERGUNTA: Obrigado. Obrigado, sr. secretário.

SECRETÁRIO POMPEO: Oi, Rich.

PERGUNTA: O governo da Coreia do Sul afirmou hoje que as chances são – não estamos falando de números específicos aqui, mas eles disseram 99 por cento.

SECRETÁRIO POMPEO: Eu soube. Soube que disseram 99.

PERGUNTA: Houve alguma coisa que fez com que o presidente Trump interrompesse as conversas diretas que este governo estava tendo com os norte-coreanos? E como o senhor descreveria, já que deixou Pyongyang, que tipo de comunicação os Estados Unidos tiveram com o governo da Coreia do Norte?

SECRETÁRIO POMPEO: É, eu não falarei disso. Não penso que tenha havido nada que nos tenha feito interromper. O líder Kim solicitou essa reunião. O presidente Trump concordou em realizá-la. E temos avançado desde então.

Está claro que estamos trabalhando para garantir que haja um entendimento comum sobre o conteúdo do que será discutido, mas estou otimista. Mas, novamente, poderia – poderia ser algo que chegue até o final e não aconteça. Como o presidente disse, veremos. E penso que é nessa posição que estamos.

SRA. NAUERT: Francesco, da AFP.

PERGUNTA: Sim. Então, o presidente disse…

SECRETÁRIO POMPEO: Sim, senhor.

PERGUNTA: Obrigado por estar fazendo isso. O presidente disse que a reunião poderá ser adiada. Estão discutindo agora a – a possível nova data ou está sendo adiada com os norte-coreanos? E quais são os problemas que impediriam que fosse realizada em 12 de junho? São – são logísticos ou sobre as coisas que vocês querem discutir com eles?

SECRETÁRIO POMPEO: Ainda estamos tentando ter a reunião em 12 de junho.

PERGUNTA: Mas estão discutindo isso com eles?

SECRETÁRIO POMPEO: Estamos tentando ter a reunião em 12 de junho.

SRA. NAUERT: Conor Finnegan, da ABC.

PERGUNTA: Obrigado, sr. Secretário. Se eu pudesse voltar ao Irã, no seu discurso ontem, o senhor falou sobre essa pressão financeira sem precedentes que quer fazer sobre o Irã. Penso que os seus críticos, quando falam da ideia de ser fantasioso, dizem que é porque os europeus não o acompanharão nessas sanções, e que, portanto, o senhor não conseguirá reprisar essa tremenda pressão financeira. Como o senhor – o que diz a esses críticos? Como conseguir que os europeus participem, e depois outros como a China ou Rússia, que continuam aceitando o acordo?

SECRETÁRIO POMPEO: É realmente simples. Este é um desafio mundial. Este é um desafio mundial. Mencionei no meu discurso ontem, certo, os assassinatos da Força Quds nos países europeus. Trata-se de uma ameaça compartilhada em todo o mundo. Estou certo de que podemos criar coletivamente uma resposta diplomática que consiga resultados simples que apresentamos. Se a Islândia fizesse o que os iranianos estão fazendo, nós não iríamos tolerar.

PERGUNTA: Por que…

SECRETÁRIO POMPEO: Não iríamos tolerar se o Chade fizesse o que – ou seja, eu poderia simplesmente escolher alguns. Estou pulando pelo alfabeto, certo? Não iríamos tolerar se outro país se comportasse com atividades terroristas, colocando forças por procuração que ameaçam os americanos no Iraque. Não iríamos tolerar isso, certo?

Se outra pessoa criasse um equivalente ao Hezbollah, nós aceitaríamos? Não. Os europeus também não. Nem os outros países árabes. A Rússia e a China também não consideram isso um impacto positive no seu mundo. Por isso estou confiante de que há um grupo – um conjunto de interesses e valores comuns que nos levarão à mesma conclusão sobre a necessidade de responder às ameaças da República Islâmica do Irã ao mundo.

PERGUNTA: Tenho certeza de que viu algumas das respostas…

SRA. NAUERT: Conor, temos que agilizar.

PERGUNTA: Claro.

SRA. NAUERT: Kylie, pode falar, da CBS News.

PERGUNTA: Se pudéssemos só voltar aos comentários que o presidente fez hoje sobre a China. E ele foi – ele causou um certo alarme quando falou sobre a segunda reunião de Xi com Kim Jong-un. O senhor sabe mais alguma coisa sobre aquela reunião e por que ele está tão relutante em dizer que os chineses ajudaram naquela reunião?

SECRETÁRIO POMPEO: Não tenho nada a acrescentar ao que o presidente disse.

PERGUNTA: Certo. Os chineses estão ajudando a promover a reunião entre os Estados Unidos e Kim Jong-un? O senhor poderia falar sobre o papel deles?

SECRETÁRIO POMPEO: Os chineses ofereceram uma assistência histórica à campanha de pressão – uma assistência verdadeiramente histórica. O presidente Trump deixou claro, e eu também, que é incrivelmente importante que essa pressão continue e que a China continue participando dessa campanha de pressão. E temos todos os motivos para esperar que continuem fazendo isso.

SRA. NAUERT: Carol Morello, do The Washington Post.

PERGUNTA: Olá.

SECRETÁRIO POMPEO: Oi.

SRA. NAUERT: E já conhece a Carol.

PERGUNTA: (Inaudível.) O presidente Rouhani disse ontem que ele questionava, quem era o senhor para dizer a outro país o que fazer na sua política externa. Então, quem é o senhor para lhes dizer o que fazer? Que resposta o senhor tem a dar a ele?

SECRETÁRIO POMPEO: É, eu não vi esse comentário. O povo iraniano é que escolhe. O povo iraniano é que escolhe, ele mesmo, o tipo de liderança que deseja, o tipo de governo que deseja. Eles escolhem as pessoas que lideram seu país e depois vivem com as escolhas que esses líderes fazem. Eu não estava descrevendo o que o sr. Rouhani deveria fazer ou o que o sr. Zarif deveria fazer. Eu só estava explicando o que os Estados Unidos pretendem fazer.

SRA. NAUERT: E a última pergunta, Nike Chang, da VOA.

PERGUNTA: Muito obrigado, sr. Secretário. Minha pergunta é sobre o refém iraniano. O senhor disse ontem que o governo está se empenhando muito para trazer o refém americano de volta para casa. Poderia nos dar informações atualizadas e mais detalhes sobre os esforços que estão sendo feitos, considerando-se as relações frias entre os dois? Obrigado.

SECRETÁRIO POMPEO: Sim. Suponho que dois meses atrás poderíamos ter descrito o relacionamento entre os Estados Unidos e a República Democrática Popular da Coreia como frio, e trouxemos de volta três americanos. Quase sempre temos cidadãos nossos detidos por países com quem não temos relações amigáveis. Nós nos empenhamos para encontrar mecanismos que consigam esses resultados importantes. Falei com vários parentes e sei como isso é importante. Você pode ter certeza de que não só o Departamento de Estado, mas todo o governo dos Estados Unidos está trabalhando com afinco para trazer cada — mencionei vários nomes ontem; existem mais no mundo todo, não identifiquei todos no discurso de ontem. Saiba que estamos trabalhando com afinco em todos os aspectos que podemos para trazer essas pessoas de volta para casa, de volta para suas famílias.

Sim, responderei a mais uma, Heather. Sim.

SRA. NAUERT: Certo. Michelle Kosinski, da CNN.

PERGUNTA: Está bem, obrigada. Estou tentando usar bem o seu tempo. Sobre o Irã…

SECRETARY POMPEO: Esse seria um bom uso. Isso seria bom, sim.

PERGUNTA: (Risada.) Já que é a nossa última pergunta. As demandas, ou como preferir chamá-las, que o senhor definiu ontem para o Irã – parece que há – parcialmente, porque o senhor as apresentou todas e parcialmente porque, devido à sua natureza, não há muito espaço para negociação, se for o caso, de nenhuma delas. O senhor concordaria com isso? E por causa da maneira como foram apresentadas, o que o faz pensar que o Irã estará disposto a colaborar com os Estados Unidos nisso? Se são sanções, isso não demoraria muito tempo, a esta altura?

SECRETÁRIO POMPEO: Não sei quais dessas demandas – deveríamos permitir que sejam terroristas? Essa é uma que deveríamos negociar?

PERGUNTA: Mas é isso que estou dizendo. Não há espaço para negociação…

SECRETÁRIO POMPEO: Deveríamos – quantos mísseis eles estão autorizados a lançar? Ou seja, eu…

PERGUNTA: Certo. Então, onde está o espaço para negociação?

SECRETÁRIO POMPEO: A resposta é – o padrão de referência – o padrão de referência que eu estabeleci ontem é muito baixo. É o comportamento padrão que esperamos de países em todo o mundo. Há – não existe um conjunto especial de normas que definimos ontem para o Irã. Nós simplesmente pedimos que eles se comportem da maneira normal, como os países não beligerantes fazem. É isso. É simples. Nós não – não existe uma categoria especial de pessoas que têm permissão para lançar mísseis em Riad. Nós só pedimos a eles que se comportem como um país normal.

E por isso tenho todos os motivos para acreditar que o povo iraniano também quer isso para seu país. Trata-se de um país rico com uma grande civilização e uma história maravilhosa, e estou convencido – estou convencido de que o povo do Irã, quando eles puderem ver um caminho à frente que fará com que seu país pare de se comportar desse jeito, eles escolherão esse caminho.

Obrigado a todos. Será um prazer vê-los todos aqui.

PERGUNTA: Obrigada.

PERGUNTA: Sim.

SECRETÁRIO POMPEO: Tenham todos um ótimo dia.

PERGUNTA: Nos veremos em breve, até a próxima.

SECRETÁRIO POMPEO: Não posso prometer que será em breve, mas nos veremos novamente. (Risada.)

PERGUNTA: (Fora do microfone.)

SRA. NAUERT: Obrigada, senhor.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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