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Conferência de imprensa do presidente Trump

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Casa Branca
Gabinete da secretária de imprensa
Para divulgação imediata
12 de junho de 2018

 

 
Capella Hotel
Singapura

04:15 A.M. EDT

O presidente: Bem, muito obrigado a todos vocês. Agradecemos. Estamos nos preparando para regressar. Tivemos 24 horas formidáveis. De fato, tivemos 3 meses formidáveis, pois esse evento vinha sendo preparado já por algum tempo. Aquela foi uma gravação que entregamos ao líder Kim e seu povo, seus representantes. Nela, muito foi capturado. Nela, foi capturado aquilo que pode ser feito. E isso é ótimo – um ótimo lugar. Tem o potencial de ser um lugar incrível. Situado entre a Coreia do Sul – considerem isso – e a China, tem um potencial formidável. Creio que ele compreende isso e deseja fazer o que é certo.

Hoje, eu tenho a honra de me dirigir aos povos do mundo, depois dessa cúpula verdadeiramente histórica, com o líder Kim Jong-un da Coreia do Norte. Nós despendemos juntos horas muito intensas, e eu creio que a maioria de vocês receberam o documento assinado, ou o receberão muito em breve. Ele é muito abrangente. Isso se tornará realidade.

Eu me posto perante vocês como um emissário do povo americano para apresentar uma mensagem de esperança e visão, e uma mensagem de paz.

Permitam-me iniciar agradecendo nossos incríveis anfitriões em Singapura, especialmente o primeiro-ministro Lee, um amigo meu. Este é um país de profunda graça e beleza, e nós apresentamos nossos desejos mais calorosos a todos os cidadãos de Singapura, que fizeram dessa visita algo tão importante e tão prazeroso, apesar de todo o trabalho e de todas as longas horas.

Gostaria também de agradecer o presidente Moon, da Coreia do Sul. Ele está trabalhando arduamente. Na verdade, estarei conversando com ele imediatamente depois que tenhamos terminado [aqui]. O primeiro-ministro Abe do Japão – um amigo meu – acaba de deixar o nosso país, e ele quer o que é correto para o Japão e para o mundo. Ele é um homem bom. E uma pessoa muito especial, o presidente Xi da China, que realmente fechou aquela fronteira – talvez um pouco menos durante os dois últimos meses, mas, isso está bem. Mas, ele o fez realmente. Ele é uma pessoa incrível e um amigo meu, e realmente um grande líder do seu povo. Eu quero agradecê-los por seus esforços, nos auxiliando a chegar a esse dia verdadeiramente histórico.

O mais importante, eu quero agradecer o líder Kim por ter dado esse primeiro passo arrojado na direção de um futuro novo e brilhante para o seu povo. Nossa reunião, sem precedentes – a primeira entre um presidente americano e um líder da Coreia do Norte – prova que uma mudança verdadeira é de fato possível.

Minha reunião com o líder Kim foi honesta, direta e produtiva. Nós conseguimos nos conhecer bem num período muito limitado de tempo, sob circunstâncias intensas, muito intensas. Estamos preparados para iniciar uma nova história e estamos preparados para escrever um novo capítulo entre as nossas nações.

Aproximadamente 70 anos atrás – considerem isso, 70 anos atrás – um conflito extremamente sangrento assolou a península coreana. No conflito, um número incontável de pessoas morreram, incluindo dezenas de milhares de corajosos americanos. No entanto, embora o armistício tenha sido assinado, a guerra nunca acabou. Até a presente data, nunca acabou. Mas, agora, todos podemos ter a esperança de que acabará muito em breve. E ela acabará. Ela acabará muito em breve.

O passado não precisa definir o futuro. Os conflitos de ontem, não precisam ser as guerras de amanhã. Como a história tem provado, repetidamente, adversários podem de fato se tornarem amigos. Nós podemos honrar os sacrifícios dos nossos antepassados ao substituirmos os horrores da batalha pelas bênçãos da paz. E isso é o que estamos fazendo, e isso é o que realizamos.

Não existem limites para o que a Coreia do Norte pode alcançar, quando ela desiste das suas armas nucleares e abarca o comércio e o engajamento com o resto do mundo – que realmente deseja se engajar. O líder Kim tem à sua frente uma oportunidade, como nenhuma outra: de ser lembrado como o líder que propiciou ao seu povo uma nova e gloriosa era de segurança e prosperidade.

O líder Kim e eu acabamos de assinar uma declaração conjunta na qual ele reafirmou seu “compromisso inabalável de completar a desnuclearização da península coreana”. Também concordamos em negociações vigorosas para implementação do acordo o mais breve possível. E ele quer realizar isso. Este não é o passado. Essa não é mais uma administração que nunca deu início e por isso nunca realizou esse feito.

O líder Kim me disse que a Coreia do Norte já está desmantelando uma das mais importantes instalações de testes de engenharia de mísseis. Isso não está no documento assinado, que vocês receberam. Nós concordamos na realização disso depois que o acordo foi assinado. Isso é algo importante – pois os mísseis que eles estavam testando, as instalações serão desmanteladas muito em breve.

Hoje, um processo árduo tem início. Nossos olhos estão completamente abertos, mas, a paz é sempre merecedora do esforço, especialmente neste caso. Isso deveria ter sido feito há anos. Isso deveria ter sido solucionado há muito tempo, mas, estamos solucionando isso agora.

O líder Kim tem a oportunidade de assegurar um futuro incrível para o seu povo. Qualquer um pode criar guerras, mas, apenas o corajoso pode criar a paz.

O presente estado de coisas não pode prevalecer para sempre. Os povos das Coreias – do Norte e do Sul – são extremamente talentosos, trabalhadores e bem-dotados. São pessoas verdadeiramente bem-dotadas. Elas compartilham o mesmo patrimônio, linguagem, tradições, cultura e destino. Mas, para que realizem seu extraordinário destino, para que reúnam sua família nacional, a ameaça das armas nucleares, agora, será removida.

Durante esse período, as sanções continuarão em vigor. Sonhamos com um futuro onde todos os coreanos possam viver juntos, em harmonia, onde as famílias sejam reunidas e as esperanças tenham renascido, e onde a luz da paz afugente a escuridão da guerra. Este futuro brilhante está neles – e isso é o que está se realizando. Ele está aqui. Ele está ao nosso alcance. Ele se realizará lá. Isso se tornará realidade. As pessoas pensavam que isso nunca aconteceria. Agora, isso está acontecendo. Este é um dia importante. Este é um momento importante da história do mundo.

O líder Kim está retornando à Coreia do Norte. Tenho certeza que, assim que chegue lá, ele dará início a um processo que fará muitas pessoas muito felizes e muito seguras.

Portanto, é uma honra estar com todos vocês, hoje. A mídia – esse é um evento de grande aglomeração da mídia, eu diria. Isso me faz sentir muito desconfortável. (Risadas.) Mas, isso é como é. As pessoas compreendem que esse evento é algo muito importante para todos nós, incluindo para vocês e para as suas famílias.

Portanto, agradeço a todos vocês por estarem aqui. Eu responderei a algumas perguntas. Nossa! São muitas perguntas. Prossiga. Por favor, prossiga. NBC.

P – Muito obrigado, senhor presidente. Farei duas perguntas, se não for incômodo para o senhor. Em primeiro lugar, o homem que o senhor conheceu hoje, Kim Jong-un, como o senhor sabe, ele matou membros da própria família, mata seu próprio povo de fome, e é responsável pela morte de Otto Warmbier. Por que o senhor se sente tão confortável em dizer que ele é “muito talentoso”?

Presidente Trump: Bem, ele é muito talentoso. Qualquer um que assuma uma situação como ele fez, aos 26 anos de idade, e tem a capacidade de administrar isso, e administra de forma vigorosa – eu não digo que ele é bonzinho, eu não digo nada sobre isso – ele administra isso. São poucas as pessoas que, nessa idade – você pode tirar um de cada mil, provavelmente, não conseguiria realizar isso.

Otto Warmbier é uma pessoa muito especial e, assim, será por muito tempo na minha vida. Os pais dele são meus bons amigos. Eu penso que, sem o Otto, esse evento não teria ocorrido. Algo aconteceu, a partir daquele dia. Foi algo terrível. Foi brutal. Mas, muitas pessoas começaram a focar a atenção naquilo que estava acontecendo, inclusive na Coreia do Norte.

Eu realmente acredito que Otto foi uma pessoa que não morreu em vão. Eu disse isso aos pais dele. Um jovem especial. E devo dizer, pais especiais, pessoas especiais. Otto não morreu em vão. O fato de estarmos aqui hoje tem muito a ver com ele. Ok? Muito, muito obrigado.

P – Sr. Presidente, a segunda pergunta para o senhor, foi sobre segurança – a segunda pergunta, senhor –

Presidente Trump: Prossiga.

P – sobre as garantias de segurança que o senhor citou no seu pronunciamento. Poderia ser específico sobre as garantias que o senhor está disposto a conceder a Kim Jong-un? Elas incluiriam a redução das capacidades militares?

Presidente Trump: Não.

P – Apenas para dar prosseguimento à sua resposta –

Presidente Trump: Não, não estamos reduzindo nada. Não estamos reduzindo nada. Em um dado momento, devo ser honesto – e eu costumava dizer isso durante minha campanha, como você sabe, provavelmente, mais do que tudo – eu quero retirar os nossos soldados. Eu quero trazer nossos soldados de volta para casa. Agora mesmo, temos 32 mil soldados na Coreia do Sul, e eu gostaria de trazê-los de volta para casa. Mas, isso não é parte da equação no momento. Em um dado momento, eu espero que seja, mas, não nesse momento.

Estaremos pondo um fim aos jogos de guerra, o que economizará para nós grande quantia em dinheiro, a menos que, ou no caso em que as futuras negociações não prossigam da forma como deveriam. Mas, estaremos economizando grande quantia em dinheiro. Além disso, eu creio que elas são muito provocadores.

Sim, John. Sim, John, prossiga. Oh, prossiga. Perdoe-me, eu pensei que você fosse John Roberts. Eu olhei para você, você se parece –

P – Está bem.

Presidente Trump: Muito melhor, correto?

P – Frequentemente – somos confundidos com frequência, senhor presidente.

Presidente Trump: Sim.

P – Sr. Presidente, esse pronunciamento conjunto não cita a desnuclearização verificável ou irreversível.

Presidente Trump: Sim.

P – Isso teria sido uma concessão por parte dos Estados Unidos?

Presidente Trump: Não, absolutamente não. Pois, se você olhar nele, quero dizer, ele afirma que faremos isso – vejamos aqui – isso deixará de existir. Eu não creio que podamos ser mais claros do que isso – “assuntos relativos ao estabelecimento de novas relações entre os EUA e a Coreia do Norte” – o desenvolvimento. Falamos das garantias, e falamos sobre os “compromissos inabaláveis para a completa desnuclearização da península coreana”. Este é o documento que acabamos de assinar.

P – O senhor conversou com o líder Kim sobre os métodos de verificação, com os Estados Unidos ou com organizações internacionais, o processo em si mesmo? Existiria um cronograma –

O presidente: Sim, conversamos. Sim, conversamos. Estaremos verificando.

P. Poderia nos fornecer isso?

Presidente Trump: Sim, estaremos verificando. Será verificado.

P. Como isso será realizado, Sr. Presidente?

O presidente: Bem, isso será realizado com a presença de muitas pessoas lá, e conforme estabeleçamos certa confiança. Acreditamos termos conseguido isso. O secretário Pompeo vem realmente executando um trabalho fantástico – sua equipe, todos. Conforme fazemos isso, teremos muitas pessoas lá, e estaremos trabalhando com eles em muitas outras coisas. Mas, trata-se da completa desnuclearização da Coreia do Norte, e será verificada.

P. Essas pessoas, serão americanas ou estrangeiras –

O presidente: Ah, a combinações de ambas. Combinações de ambas. Conversamos sobre isso, sim.

Sim, prossiga. Seja gentil. Seja respeitoso.

P. Serei muito respeitoso, senhor. O que Kim Jong-un disse ao senhor, que teria propiciado confiança de que, pela primeira vez na história da Coreia do Norte, eles não estariam fraudando o sistema e jogando com o mundo, e jogando com as pessoas que terão de ir até lá para confirmar que eles estariam, de fato, desistindo de seu arsenal nuclear? O que ele disse ao senhor?

O presidente: Sim, quero dizer, uma pergunta muito justa. O fato é que ele mencionou que eles procederam, no passado, por um caminho e, por fim, como vocês sabem, nada foi feito. Em um dos casos, eles receberam bilhões de dólares – durante o regime de Clinton – receberam bilhões de dólares e nada aconteceu. Isso foi algo terrível, e ele levantou esse assunto comigo.

Ele disse, também, que nunca chegamos tão longe. Acredito, francamente, que eles nunca tiveram confiança em um presidente, como têm agora, para realizar feitos, e que tenha a habilidade verdadeira de fazer que elas aconteçam. Ele foi muito categórico ao afirmar que deseja realizar esse feito. Acredito que, possivelmente, ele deseja isso tanto quanto eu, ou mesmo mais do que eu, eles veem um futuro muito brilhante para a Coreia do Norte.

Portanto, nunca se sabe. Correto? Nunca se sabe. Mas, eu digo a vocês que, hoje, nós assinamos um documento muito abrangente, e acredito que a maioria de vocês recebeu esse documento. Mas, assinamos um documento muito, muito abrangente, e acredito que ele cumprirá o que determina esse documento. De fato, quando ele aterrissar – o que acontecerá em breve – eu penso que ele dará inicio ao processo, imediatamente.

P. O senhor confia nele, Sr. Presidente?

O presidente: Eu confio. Eu confio. Posso apenas dizer que eu o conheço por – muito bem, isso tem sido muito retórico, como vocês sabem. Eu creio que sem a retórica, isso não teria acontecido. Eu creio que sem os outros fatos que acompanharam – creio que o estabelecimento de uma nova equipe foi muito importante. Temos uma equipe excelente. Mas, eu confio, eu acredito que ele quer realizar esse feito. Realmente, eu sinto isso de forma muito forte.

Oh, lá está o John. Creio – vocês sabem, vocês dois se parecem quando a luz está exatamente sobre – o cabelo é muito parecido. Deixe-me ver, quem tem o melhor cabelo? Ele tem um cabelo muito bonito, John, desculpe-me –

P. É o brilho angelical da luz de fundo, Sr. Presidente, isso nos faz tão parecidos. Com certeza, a desnuclearização – armas nucleares e armas biológicas e outras coisas – é um problema na Coreia do Norte. Outro problema é o terrível histórico que eles tem em relação aos direitos humanos. Isso foi discutido?

O presidente: Sim.

P. Isso seria algo que o senhor abordará no futuro?

O presidente: Sim, isso foi discutido. Conversaremos mais sobre isso no futuro – direitos humanos. O que também foi discutido detalhadamente, John, foi o fato de, você sabe, tivemos – eu devo ter tido um número incontável de chamadas e cartas e tweets, qualquer coisa que possa ser feita – eles querem os restos mortais de seus filhos de volta. Eles querem os restos mortais dos seus pais, suas mães, e de todas as pessoas que foram mortas durante aquela guerra brutal, que aconteceu, em grande medida, na Coreia do Norte. Fiz essa solicitação hoje, com resultado positivo. Isso aconteceu na última hora. Os restos mortais estarão regressando para casa. Eles darão início a esse processo, imediatamente.

Mas, tantas pessoas, mesmo durante a campanha, elas diziam, “existe alguma possibilidade de se trabalhar com a Coreia do Norte para conseguir os restos mortais do meu filho ou do meu pai de volta?” Tantas pessoas me fizeram essa pergunta. Vocês sabem, eu disse, “perceba que não nos damos muito bem com aquele grupo particular de pessoas”. Mas, agora sim, e ele concordou com isso tão rapidamente e tão gentilmente – foi algo realmente muito bom, e ele compreende isso. Ele entende isso.

Assim, para os milhares e milhares – creio que bem mais de 6 mil dos que sabemos, em termos de restos mortais, eles serão retornados.

P. O problema dos prisioneiros de guerra e desaparecidos (POW-MIA) é, claramente, muito importante para milhares de americanos.

O presidente: Especialmente para muitas pessoas que estão –

P. Mas, o que o Sr. Presidente Trump espera que Kim Jong-un faça em relação ao histórico de direitos humanos que envolve o povo norte-coreano?

O presidente: Correto. Isso foi discutido. Isso foi discutido de forma relativamente breve, comparado à desnuclearização. Bem, obviamente, foi aí que começamos e aí que encerramos. Mas, eles estarão realizando atividades, e eu creio que ele deseja realizar feitos. Eu creio que ele deseja – você ficaria muito surpreso. Muito inteligente. Muito bom negociador. Deseja fazer o que é certo.

Você sabe, ele trouxe à tona o fato de que, no passado, eles chegaram ao diálogo – eles nunca fizeram – que eles nunca chegaram onde nós chegamos. Nunca houve nada parecido com o que aconteceu agora. Mas, eles seguiram o plano. Bilhões de dólares foram concedidos, e você sabe, no próximo dia o programa nuclear teve seguimento. Mas, este é um momento muito diferente, e este é um presidente muito diferente, de modo justo. Isso é muito importante para mim. Esta é uma das – talvez, uma das razões porque eu – uma, eu fiz campanha sobre esse assunto, como você sabe muito bem, John.

Ok. Sejam quem forem, vocês. Não posso ver com todas essas luzes, mas você não se parece com nenhum deles dois. Sim, prossiga. Claro. Prossiga.

P. Muito agradecido, Sr. Presidente. Em primeiro lugar, parabéns.

O presidente: Muito obrigado. Agradeço.

P. O senhor pode tocar no assunto de um tratado de paz? Além disso, o senhor viajará a Pyongyang brevemente?

O presidente: Bem, em um dado momento, o farei. Eu disse que esse será um dia que aguardo com muita expectativa, em um momento adequado. Também estarei convidando o líder Kim, em um momento adequado, à Casa Branca. Creio que isso será algo muito importante. E ele aceitou. Eu disse, em um momento adequado. Queremos seguir um pouco mais adiante nesse caminho.

Mas, o que assinamos hoje inclui muitas coisas. Além disso, temos coisas que foram incluídas, que conseguimos depois de que o acordo foi assinado. Anteriormente, já fiz isso na minha vida. Não incluímos essas coisas no acordo porque não tivemos tempo. Acredito que a maioria de vocês recebeu o acordo, ou o receberão brevemente. Mas, eu –

P. (Inaudível.)

O presidente: Oh, vocês não receberam? Ok. Bem, se você puder distribuir os acordos. Apenas concluímos os mesmos, apenas há alguns momentos. Mas, se você puder distribuir os acordos, nós – vocês saberão sobre o que estamos falando.

Sim, senhor. Prossiga.

P. Quero ser o segundo a dar os parabéns, Presidente.

O presidente: Obrigado.

P. Qual foi o papel desempenhado pelo Japão? E o assunto das abduções foi trazido à tona?

O presidente: Sim.

P. Além disso, o destino dos cristãos?

O presidente: Sim.

P. A pergunta na sequência é: o senhor dará uma entrevista para a TV japonesa? Cinquenta mil tropas americanas estão no Japão. Parabéns, mais uma vez.

O presidente: Isso é verdade. Cinquenta mil tropas excelentes. Isso é verdade. Sim, foi – as abduções. Absolutamente. Este é, certamente, o assunto principal para o primeiro-ministro Abe – um deles, certamente – além do assunto da total desnuclearização. E eu trouxe o assunto à tona. Absolutamente. E eles estarão trabalhando nisso. Será trabalhado – isso não foi incluído no documento, mas trabalharemos nisso.

P. (Inaudível.)

O presidente: Cristãos, sim. Nós estamos – abordando isso de forma vigorosa. Você sabe, Franklin Graham despendeu – despendeu e despende um longo período na Coreia do Norte. Esse assunto é muito importante para ele. Isso veio à tona, e estarão acontecendo coisas. Ok? Obrigado. Pergunta excelente.

Sim, Jon. Prossiga.

P. Muito agradecido, Sr. Presidente.

O presidente: Obrigado, Jon.

P. Retornando ao assunto dos direitos humanos, o senhor falou sobre o assunto, de forma poderosa, durante o discurso do Estado da União. O Senhor mostrou isso – o Senhor tinha um dissidente com muletas, que escapou, no balcão com a primeira-dama. E o senhor, naquele momento, disse que a Coreia do Norte tem oprimido brutalmente seu próprio povo, mais do que qualquer outro regime na Terra. O senhor ainda acredita nisso, depois de ter se sentado com Kim Jong-un? Ele teria que mudar isso?

O presidente: Correto. Jon, creio que, lá, a situação é difícil. Não há dúvida sobre isso. E nós conversamos sobre isso, hoje, muito intensamente. Quero dizer, tendo ciência de que o objetivo principal do que estamos fazendo é a desnuclearização. Mas, conversamos sobre isso por um bom período. Faremos algo sobre isso. Está difícil. A propósito, está difícil em vários lugares. Não apenas lá. Mas está difícil, e nós continuaremos nisso. Eu penso que, por fim, concordaremos em fazer algo. Mas, isso foi discutido longamente, separado do assunto da situação nuclear, um dos tópicos principais.

P. Mas, o senhor acredita que isso precisa mudar para que essa nova era gloriosa, que citou, aconteça. Eles terão que –

O presidente: Penso que isso mudará. Sim. Penso que, provavelmente, isso tem que acontecer, mas, creio que acontecerá. Sim. Obrigado. Muito obrigado.

Steve. É você, Steve? Ali.

P. Sim, senhor. Obrigado. Qual é o cronograma que o senhor espera para a desnuclearização deles? Durante a transição, o Senhor pensa em atenuar alguma das sanções?

O presidente: Bem, você sabe, cientificamente, eu tenho assistido e lido muito sobre isso, isso demora um longo tempo, conseguir uma desnuclearização completa. Isso demora um longo tempo. Cientificamente, você precisa esperar determinados períodos, e muitas coisas acontecem. Mas…

Tendo me sentado com Kim Jong-un. Ele teria que mudar isso?

O presidente: Jon, eu creio que, lá, a situação é difícil. Não há dúvida sobre isso. E nós discutimos sobre isso, hoje, muito intensamente. Quero dizer, tendo ciência de que o objetivo principal do que estamos fazendo que é a desnuclearização. Mas, conversamos por um bom período. Faremos algo sobre isso. Está difícil. A propósito, está difícil em vários lugares – não apenas lá. Mas, está difícil. E nós continuaremos com isso, penso que, por fim, concordaremos em fazer algo. Mas, isso foi discutido longamente. Fora do – fora do assunto da situação nuclear, um dos tópicos principais.

P. Mas, o senhor acredita que isso precisa mudar para que essa nova era gloriosa, que citou, aconteça? Eles terão que –

O presidente: Penso que isso mudará, sim. Creio que, provavelmente, tem que mudar. Mas, creio que mudará. Sim.

Obrigado. Muito obrigado.

Steve? É você, Steve? Ali.

P. Sim, senhor. Obrigado. Qual é o cronograma que o senhor espera para a desnuclearização deles? Durante a transição, o senhor pensa em atenuar alguma das sanções?

O presidente: Bem, você sabe, cientificamente, eu tenho assistido e lido muito sobre isso, isso demora um longo tempo, conseguir uma desnuclearização completa. Isso demora um longo tempo. Cientificamente, você precisa esperar determinados períodos, e muitas coisas acontecem. Mas, apesar disso, uma vez o processo seja iniciado, isso significa que está praticamente concluído; você não pode mais reativá-los. Essa é a boa notícia. E isso terá início muito, muito em breve. Eu acredito que isso terá início muito em breve. Faremos isso o mais rápido possível, mecânica e fisicamente, Steve.

P. E as sanções?

O presidente: As sanções serão revogadas assim que nos assegurarmos de que as armas nucleares deixaram de ser um fator. As sanções desempenharam um papel importante, mas serão revogadas em um dado momento. Espero que isso aconteça em breve, mas, elas serão revogadas. Como você sabe, e como eu disse, no momento as sanções permanecem. Mas, em um dado momento, eu na verdade tenho expectativas de revogá-las. Elas serão revogadas quando soubermos que avançamos no processo – onde isso não acontecer, nada acontecerá. Ok?

Sim, prossiga. Por favor.

P. Muito obrigado, Sr. Presidente.

O presidente: Obrigado.

P. Parabéns por essa cúpula histórica.

O presidente: Muito obrigado. A propósito, parabéns a todos. Parabéns a todos.

Prossiga.

P. O senhor assinou um documento com Kim Jong-un. Na essência, isso é um pedaço de papel. Ontem, tivemos uma conferência com o secretário de Estado Mike Pompeo. Ele disse o seguinte: “Muitos presidentes, anteriores, assinaram em pedaços de papel, apenas para descobrir que os norte-coreanos, ou não prometeram o que eles pensavam que eles prometeram, ou de fato rejeitaram aquelas promessas . O que faz que isso seja diferente desta vez, Sr. Presidente?

O presidente: Bem, você tem um governo diferente. Você tem um presidente diferente. Você tem um secretário de Estado diferente. Você tem pessoas que são – você sabe, isso é muito importante para eles. E nós fazemos as coisas acontecerem. Os outros grupos, talvez isso não fosse a prioridade para eles. Francamente, eu não acredito que eles conseguiriam fazer isso, ainda que isso fosse uma prioridade. Eu penso que eles não poderiam, honestamente, fazer isso ainda que isso fosse uma prioridade.

E isso teria sido mais fácil, naquele tempo. Isso teria sido – para mim, isso teria sido muito mais fácil se fosse há dez anos ou há cinco anos. Não estou culpando apenas o presidente Obama. Quero dizer, isso abrange o passado – isso deveria ter acontecido há 25 anos. Eu recebi uma situação muito difícil. Eu recebi isso, recebi o acordo do Irã, e muitos outros problemas.

Mas, nós estamos – estamos nos saindo muito bem. O acordo do Irã, eu tenho que ser honesto, eu realizei isso porque o [problema] nuclear é para mim sempre o número um. O [problema] nuclear é número um.

Mas, sobre o acordo do Irã, creio que o Irã hoje é um país diferente do que era há três ou quatro meses atrás. Eu não creio que eles ainda estejam tão focados no Mediterrâneo. Eu não creio que eles ainda estejam tão focados na Síria, como estavam, com tanta confiança. Eu não creio que estejam tão confiantes neste momento.

Mas, espero – considerando isso, eu espero que, em um dado momento, depois que as sanções produzam resultados – e elas são brutais, as que impusemos ao Irã – eu espero que eles voltem e negociem um acordo verdadeiro, porque eu adoraria poder fazer isso. Mas, este momento, é muito cedo para isso.

Sim, por favor.

P. Sr. Presidente, o senhor também não citou o estabelecimento de relações diplomáticas, intercâmbio de embaixadores. Quanto demorará até que aconteça isso?

O presidente: Boa pergunta. Esperamos que brevemente. Mas, primeiro teremos que ver o andamento do processo. Muito – um pouco cedo para isso. Teremos que ver o andamento do processo.

Sim, prossiga. Olá.

P. O senhor por esclarecer, quando o senhor diz que está encerrando os “jogos de guerra”, significa que está encerrando os exercícios militares com a Coreia do Sul?

O presidente: Sim, fizemos exercícios por um longo período, trabalhando com a Coreia do Sul. Nós os chamamos “jogos de guerra”, e eu os denomino “jogos de guerra”. Eles são extremamente dispendiosos. O montante em dinheiro que despendemos neles é inacreditável. A Coreia do Sul contribui, mas não 100 por cento, o que certamente também é um assunto que teremos que conversar com eles. E isso envolve as despesas militares e, também, o comércio.

Portanto, estamos fazendo isso. Na verdade, temos um novo acordo com a Coreia do Sul, em termos de negociações comerciais, mas, precisamos conversar com eles. Temos que conversar com muitos países sobre sermos tratados com justiça.

Mas, os jogos de guerra são muito dispendiosos. Pagamos pela grande maioria deles. Nossos bombardeiros voam para lá desde Guam. Eu disse – quando comecei, eu disse, “de onde vem os bombardeiros?” “Guam, nas imediações.” Eu disse, “Oh! Ótimo, nas imediações. Onde estão “as imediações”? “Há seis horas e meia.” Seis horas e meia – isso é um período longo para aquelas aeronaves massivas estarem voando até a Coreia do Sul, para exercício e então lançar bombas por todos os lugares, e depois voltar para Guam. Eu sei muito sobre aeronaves, isso é muito dispendioso. E eu não gostei disso.

E o que eu disse foi – e eu creio que são muito provocativos, tenho que dizer a você, Jennifer, é uma situação muito provocativa quando observo isso, e você tem um país, ali mesmo como vizinho. Portanto, consideradas as circunstâncias, estamos negociando um acordo completo, bastante abrangente, creio que a continuação dos jogos de guerra não é adequada .

Assim, primeiramente, economizamos muito dinheiro – muito. Em segundo lugar, eu penso que isso é algo que eles apreciam muito.

P. A Coreia do Norte concede, então, ao senhor algo em troca?

Presidente Trump: Bem, nós recebemos – você sabe, eu ouvi sobre isso. Quero dizer, algumas das pessoas que – eu não sei, talvez eles realmente queiram isso. Eu não quero ir sempre contra a imprensa, pois apenas não quero – especialmente não hoje, o evento é demasiadamente importante. Mas, eu observei que alguns estavam dizendo que o presidente tinha concordado com a reunião, e que teria concedido demais. Eu não concedi nada. Aqui estou. Não dormi nas últimas 25 horas, mas, acredito que isso foi adequado – pois estivemos, literalmente, negociando continuamente com eles, e conosco, e com John, e com Mike, e com uma equipe completa de pessoas muito talentosas.

Mas, não concedemos nada, além de – você está correta, eu concordei com a reunião. E acredito que a reunião foi tão boa para os Estados Unidos como o foi para a Coreia do Norte. Mas, acabo de anotar algumas coisas que conseguimos. Eles – você sabe, eles – com certeza conseguiram uma reunião. Mas, só uma pessoa que não gosta de Donald Trump diria que eu concordei em assumir um grande compromisso.

Com certeza, nós concordamos em conceder um período, vir até aqui e nos reunirmos, e isso é bom. Mas, penso que isso é ótimo para nós, como país, e eu penso que isso é bom para eles.

Mas, o que eles fizeram que justifica essa reunião? Assumiram o compromisso de uma desnuclearização completa, e isso é algo grandioso. Eles realizaram a soltura de três reféns americanos. Eles nos enviaram os mesmos, já há dois meses. Essas pessoas se encontram agora felizes, vivendo nas suas casas com suas famílias. Isso foi muito difícil para eles, expressando isso de forma branda.

Se comprometeram em recuperar os restos mortais, inclusive – esses são heróis falecidos. Se comprometeram, estão dando início imediatamente à recuperação dos restos mortais dos mesmos. Eu acabo de verificar quantas pessoas me pediram isso. Eu fiquei espantado, de fato. Tantas pessoas me perguntaram, “isso seria possível”? “Isso é possível?” Naquele momento, não tínhamos nenhuma relação com o líder Kim ou com ninguém na Coreia do Norte. Você sabe, era uma sociedade muito fechada. Assim, estaremos recebendo de volta os restos mortais.

Garantimos o fim dos testes com mísseis e nucleares por – quanto tempo já se passou? Sete meses? Nenhum míssil foi lançado. Por sete meses, vocês não observaram nenhum teste nuclear, vocês não observaram nenhuma explosão. Eu me lembro de um evento que ocorreu – um 8,8 na escala Richter. Eles anunciaram – eu ouvi sobre isso pelo rádio – eles anunciaram aquele massivo – você sabe, um terremoto aconteceu em algum lugar na Ásia. E então disseram que havia sido na Coreia do Norte. Depois descobriram que havia sido um teste nuclear. Eu disse, “nunca ouvi falar em escala Richter acima de 8,5”.

Se você observar, não houve nenhum lançamento de míssil. Eles explodiram aquela área de mísseis. Isso está acontecendo. Isso não foi incluído no contrato. Nós forneceremos a vocês os detalhes exatos sobre isso. Mas, eles se comprometeram em por fim a todos os mísseis e todos os testes nucleares. Eles garantiram que fecharão sua única área primária de testes nucleares. Todos os três – eles se encontram em uma área comum, próximos uns aos outros – eles garantiram o fechamento.

Eles se comprometeram em destruir a área de teste de engenharia de mísseis. Isso não estava em nosso acordo. Eu consegui isso depois de assinarmos o acordo. Eu disse, “faça-me um favor. Você tem essa área de teste de engenharia de mísseis. Nós sabemos onde está por causa da temperatura.” O equipamento que temos é incrível, para ser honesto com você. Eu disse, “você poderia fechá-la”? Ele vai fechá-la.

Continuamos a ter a habilidade de impor sanções. Portanto, estamos impondo sanções. No momento, eu tenho 300 sanções, que estava preparando para impor na semana passada. E eu disse, você sabe, eu realmente não posso impor sanções quando estou me reunindo com – eu pensei que seria muito desrespeitoso. Trezentas, muito intensas, poderosas. Eu disse, seria desrespeitoso.

Portanto, Jennifer, quando você olha para todas essas coisas que conseguimos – e quando os reféns foram libertados, eu não paguei 1,8 bilhões de dólares em dinheiro, como no caso dos reféns libertados pelo Irã, o que foi uma situação vergonhosa, o que aconteceu.

Portanto, recebemos muito. Assim, quando ouço alguém na mídia dizendo que o presidente Trump concordou em se reunir – como, se isso não fosse algo importante, se reunir. Eu creio que deveríamos nos reunir para [discutir] muitos outros tópicos, não apenas esse. Eu realmente acredito que muitas coisas boas podem acontecer.

Sim. Por favor, prossiga.

P. O senhor acaba de listar muitas coisas que diz ter conseguido durante essa reunião. Mas, não faz muito tempo, que o senhor disse que definiria o sucesso dessa cúpula pela desistência das armas nucleares pela Coreia do Norte.

Presidente Trump: Bem, isso é o que estão fazendo.

P. O senhor poderia falar sobre como –

Presidente Trump: Claro. Isso é o que estão fazendo. Quero dizer, não creio que o –

P. Como o senhor pressionou Kim Jong-un por uma desnuclearização completa, verificável e irreversível?

Presidente Trump: Sim, fiz isso, honestamente –

P. Poderia explicar porque não assegurou esses detalhes nesse acordo?

Presidente Trump: Porque não houve tempo. Estou aqui por um dia. Estivemos juntos por muitas horas, intensivamente, mas, o processo agora será executado. Eu me surpreenderia, Mike, se o processo já não tivesse sido iniciado. Eles deram início, eles explodiram as suas instalações. Eles explodiram sua área de testes.

Mas, eu diria, antes de vir ele sabia – você sabe, isso não foi uma surpresa. Não foi como se nunca tivéssemos discutido sobre isso. Nós conversamos sobre isso. Mike conversou sobre esse assunto, muito intensamente, com seu homólogo na Coreia do Norte. Eles sabiam do que se tratava – digamos, se eles não concordassem com isso, eu não poderia assinar nenhum acordo. Não haveria nenhum acordo que pudesse ser assinado. Portanto, eles entenderam isso.

Hoje, isso não foi um ponto muito importante, na verdade, isso já havia sido preparado, mais do que qualquer outra coisa. Pois, tudo revolvia em torno disso. Isso foi decidido antes que pudéssemos chegar aqui. Portanto, quanto trouxemos o assunto à tona hoje, você vê a linguagem. Ela é muito intensa. Está no documento.

Sim, senhora.

P. Muito obrigada, Sr. Presidente. O senhor poderia falar sobre as consequências militares para a Coreia do Norte, caso eles não cumpram os compromissos sobre os quais o senhor vem discorrendo? Poderia haver uma ação militar?

O presidente: Bem, não quero falar. Sim, eu entendo. Isso é algo difícil de se comentar, pois eu não quero fazer ameaças. Não quero fazer ameaças. Eles entenderam isso. Você viu o que iria, talvez, acontecer.

Você sabe, Seul tem uma população de 28 milhões de habitantes. Pensamos que nós temos cidades grandes. Você observa Nova York, que possui 8 milhões de habitantes Pensamos que é uma cidade grande. Seul tem 28 milhões de habitantes. Pense nisso. E está situada imediatamente ao lado da fronteira. Está situada ao lado da Zona Desmilitarizada (DMZ). Está ali mesmo. Quero dizer, se isso tivesse acontecido, eu creio – você sabe, eu ouvi dizer, oh, cem mil pessoas. Eu creio que poderíamos ter perdido 20 milhões de pessoas, 30 milhões de pessoas. É uma verdadeira honra para mim, estar fazendo isso, porque eu creio, você sabe, potencialmente, você poderia ter perdido, você sabe, 30, 40, 50 milhões de pessoas. A cidade de Seul, uma das maiores cidades do mundo, está situada imediatamente ao lado da fronteira.

P. Uma vez o senhor falou sobre fogo e fúria. Já não é mais o caso?

O presidente: Bem, naquele momento, talvez, precisássemos de fogo e fúria. Pois não poderíamos ter permitido aquele tipo de capacidade, da perspectiva dos Estados Unidos. Certamente, também o Japão não teria permitido isso. O Japão é um vizinho próximo.

P. Mais um assunto. O Sr. Presidente poderia falar sobre o vídeo que nos mostrou anteriormente?

O presidente: Sim.

P. Quando o senhor o mostrou a Kim? Qual foi o objetivo disso?

O presidente: Hoje. Sim, nós solicitamos que fosse criado por alguns – espero que tenham gostado. Creio que está bom. Creio que estava interessante o bastante para ser mostrado. Um em inglês e um em coreano. Nós encomendamos sua gravação. Hoje, eu o mostrei para ele. De fato, durante a reunião – mais para o final da reunião. Creio que ele gostou. Eles estavam oferecendo – nós não tínhamos uma tela ampla como vocês tiveram o luxo de ter. Não precisávamos disso, pois a tínhamos em cassete e – no iPad. E eles a colocaram. Cerca de oito dos representantes deles estavam assistindo, e eu creio que estavam fascinados.

Mas, eu creio que está bem feito. Eu o mostrei a vocês, pois este é o futuro. Quero dizer, poderia muito bem ser o futuro. As demais alternativas são, apenas, alternativas não muito boas. Simplesmente não são boas. Mas, eu o mostrei porque realmente desejo que ele realize algo. Agora, eu não creio que precisava mostrar, pois acredito realmente que ele deseja realizar – eu creio que ele deseja realizar um feito.

Sim. Prossiga. Como vai a Staten Island Ferry? Ok? Ele escreveu a melhor história sobre mim e a Staten Island Ferry. Depois disso, ele jamais escreveu outra história boa.

P. Isso foi há muito tempo, senhor.

O presidente: Não sei o que aconteceu. Foi há muito tempo.

P. Sr. Presidente, está foi uma semana ocupada para o senhor na área internacional. O senhor está partindo dessa cúpula, aqui em Singapura, tendo determinado que Kim Jong-un é um homem de talento. Há alguns dias, o deixou a cúpula do G-7, no Canadá, tendo determinado que o primeiro-ministro Trudeau é fraco e desonesto. O que o senhor diria aos nossos aliados, que podem estar preocupados com que o senhor esteja colocando em risco as nossas alianças de longo termo, e que se preocupam com que o senhor possa estar tratando nossos amigos históricos como inimigos e nossos inimigos históricos como amigos?

O presidente: Bem, primeiramente, creio que esta é uma pergunta muito justa. Eu tive uma reunião muito boa no G-7. Eu deixei a reunião, e vou ser honesto, praticamente todos aqueles países estão se aproveitando de nós. Muito, muito seriamente. Agora, os Estados Unidos, devido à má administração nos altos escalões, em razão de presidentes que não se importavam com o comércio, ou não entendiam, ou seja, por qualquer outra razão. Por muito anos, sendo a China, obviamente, o que teve mais sucesso com isso, mas com a União Europeia em segundo lugar – US$ 151 bilhões em perdas. Eles estavam representados na reunião. Estão se aproveitando de nós no comércio.

O Canadá possui grandes vantagens sobre nós em termos de déficits de comércio. Temos um grande déficit de comércio com o Canadá, eu estava lendo, onde, oh, de fato é um excedente. Não um excedente. Pode ser 17, mas poderia na verdade ser 100. Vocês sabem, eles publicam um documento. Eu não sei se você viu isso. Eles não queriam que eu visse, mas eu o encontrei. Talvez, eles estariam tentando mostrar o poder que eles têm. São aproximadamente US$ 100 bilhões por ano, que perdemos para o Canadá.

Eles não aceitam nossos produtos agrícolas – muitos deles. Eles cobram o que era 270 por cento, mas, alguém me disse outro dia que há poucos meses eles aumentaram para 295 por cento, sobre os produtos laticínios. Isso é muito injusto com os nossos fazendeiros, e é muito injusto com o povo do nosso país – os trabalhadores, os fazendeiros e as companhias. Não podemos comercializar. Eles levantaram barreiras imensas. Eles cobram tarifas enormes.

Então, quando eu estabeleço tarifas de compensação, apenas para subir um pouco de forma que a diferença não seja tão grande – é assim – eles dizem, “oh, isso é terrível”. Eu perguntei, “o que é terrível”? Temos que alcançá-los, um pouco. Temos que ter um pouco de equilíbrio. Ainda que não seja perfeito, temos que ter um pouco de equilíbrio. Eu digo isso para muitos países.

De qualquer forma, viemos – terminamos a reunião. De fato, todos estavam contentes. E eu concordei em assinar algo. Eu solicitei mudanças, eu exigi mudanças. E as mudanças foram feitas. De fato, a foto com Angela Merkel, com quem me entendo muito bem, onde eu estou sentado nessa posição, naquela foto nós estávamos esperando pelo documento, pois eu queria ver o documento final, modificado conforme as alterações que eu requisitei.

Foi muito amigável – eu sei que não parece muito amigável, e eu sei que foi reportado como sendo algo ruim das duas partes. Eu estava aborrecido com ela ou ela – na verdade, nós estávamos apenas conversando, o grupo todo, sobre assunto não relacionado a nada, muito amigavelmente, esperando pelo documento para que eu pudesse ler antes de partir.

De qualquer forma, eu parti e foi muito amistoso. Quando eu cheguei à aeronave, creio que Justin provavelmente não sabia que o Air Force One tem aproximadamente 20 televisores, eu que eu assisto televisão. E ele está falando numa conferência de imprensa que ele não será manipulado pelos Estados Unidos. E eu digo, manipulado? Acabamos de apertar as mãos. Foi muito amistoso.

Veja, os países não podem continuar a se aproveitarem de nós no comércio. O dado foi lançado. Durante os dois últimos anos, e durante os últimos muitos anos – mas, durante os dois últimos anos, nosso país perdeu US$ 800 bilhões no comércio com outros países, sendo o maior deles a China. Oitocentos bilhões de dólares. Cento e cinquenta e um bilhões para a União Europeia. Eles praticamente não aceitam nossos produtos agrícolas. Eles não aceitam muitas dos itens que temos, no entanto nos enviam Mercedes, nos enviam BMWs, aos milhares. É muito injusto, é injusto com os nossos trabalhadores. Eu vou endireitar isso. E não será difícil. Ok? Obrigado.

Prossiga. Prossiga.

P. (Inaudível.)

O presidente: Eu gostaria de envolver o Congresso, sim. Não, eu tenho um bom relacionamento com Justin Trudeau. Realmente, tive. A não ser quando ele deu uma conferência de imprensa, que fez porque assumiu que eu estava na aeronave e não estava assistindo. Ele aprendeu. Isso vai custar muito dinheiro para o povo do Canadá. Ele aprendeu. Você não pode fazer isso Você não pode fazer isso

Nós rimos. Nós tivemos um relacionamento muito bom. Eu tive um bom relacionamento com Justin. Eu tive um bom relacionamento com Justin Trudeau. Eu tive um bom relacionamento com Angela Merkel. Mas, na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), estamos pagando 4,2 por cento; ela está pagando 1 por cento sobre um PIB muito menor do que o nosso. Estamos pagando 4,2 por cento sobre muito mais – estamos pagando – quero dizer, qualquer um pode falar – de 60 a 90 por cento da OTAN. E estamos protegendo países da Europa. Além de tudo isso, eles nos matam no comércio. Portanto, simplesmente não podemos continuar com isso. Não é justo para os nossos contribuintes e para o nosso povo.

Mas, não, eu tenho um bom relacionamento com Justin. E tenho, eu creio, um bom relacionamento com o líder Kim, nesse momento. Realmente tenho. Eu creio – eu espero que seja bom porque se for, nós resolveremos um problema muito grande. Eu penso que avançamos muito na solução disso, hoje.

Deveríamos continuar por um pouco mais? Sarah? Eu não sei. Fica a critério da legendária Sarah Huckabee Sanders. Sarah, deveríamos continuar? Ok, continuaremos. Bem, não me importa. Ah, você sabe, isso significa que nós chegaremos em casa um pouco mais tarde esta noite. Correto?

Sim. Prossiga. Claro. Prossiga. Prossiga.

P. Olá, Sr. Presidente.

O presidente: Como vai?

P. Eu estou bem.

O presidente: É bom ver você.

P. Do The Straits Times de Singapura. Bem-vindo ao país.

O presidente: Muito obrigado.

P. Espero que tenha gostado da nossa comida.

O presidente: Lindo país. Eu gostei.

P. Gostaria apenas de descobrir. O senhor descreveu isso como um processo. Qual é o próximo passo imediato? Existe algum diálogo em andamento –

O presidente: Sim. Estamos nos reunindo na próxima semana para discutir os detalhes.

P. E isso (inaudível)?

O presidente: Secretário Pompeo. Sim. Na próxima semana, com John Bolton e nossa equipe completa, para discutir sobre os detalhes e para realizar este feito. Queremos realizar esse feito; ele quer realizar esse feito. Estamos, também, trabalhando muito com a Coreia do Sul. Estamos trabalhando com o Japão. Estamos trabalhando com a China, de forma menos intensa, mas estamos trabalhando com a China.

P. E o senhor estará regressando a Singapura?

O presidente: Eu voltaria com prazer. O seu primeiro-ministro é fantástico. Estivemos com ele, ontem. Ele fez um ótimo trabalho. Foi uma ótima acolhida. Isso realmente, provavelmente fez – isso provavelmente fez a diferença, de fato. É um excelente lugar.

Muito obrigado.

P. Muito obrigada, Sr. Presidente.

O presidente: Sim, senhora.

P. Muito agradecida, Sr. Presidente. O que teria sido, durante sua primeira interação com o líder Kim esta manhã, que teria feito o senhor decidir a não partir depois de ter dito que o senhor saberia no primeiro minuto se ele estaria ou não sendo sincero?

O presidente: Sim. Eu disse isso sobre os relacionamentos. Eu disse isso sobre as pessoas. Eu sei no primeiro segundo. Agora, eu fui generoso. Eu disse cinco segundos. Mas, em alguns casos, eu sei no primeiro segundo. Algumas vezes, isso não funciona. Mas, algumas vezes funciona.

Desde o início, nos entendemos bem. Mas, ouve bastante preparação. Não foi como, fomos lá e começamos a conversar – como você sabe, correto? Não entramos simplesmente e começamos a conversar sobre esses assuntos muito complexos que vêm se desenvolvendo por 70 anos. Temos conversado sobre isso há meses. Você sabe, uma vez a retórica foi encerrada, uma vez eles realizaram algo importante – você sabe, a Coreia do Norte fez algo importante ao participar das Olimpíadas. Por causa das Olimpíadas – e o presidente Moon falará com você sobre isso – as Olimpíadas não estavam indo, exatamente, muito bem. As pessoas não queriam ser bombardeadas durante as cerimônias de abertura. Você sabe, eles não estavam, exatamente, vendendo ingressos. Assim que o líder – líder Kim – disse, “vamos participar das Olimpíadas”, as vendas explodiram e as Olimpíadas foram um grande sucesso. Foi um grande sucesso. Ele fez algo grandioso.
Mas, desde aquele momento, praticamente desde aquele momento – porque, como você sabe, a delegação veio à Coreia do Sul, que acabava de realizar um encontro com a Coreia do Norte. Eles vieram até a Casa Branca. Eles me disseram muitas coisas, incluindo o fato de estarem dispostos a realizar a desnuclearização. Temos um dos membros desse grande povo hoje aqui conosco. Que estavam dispostos a realizar a desnuclearização. Uma vez isso teve início, temos estado realmente conversando sobre isso, desde o final das Olimpíadas, quando a delegação completa veio falar sobre várias coisas, inclusive sobre desnuclearização.

P. Se eu puder fazer uma segunda pergunta. No documento que o senhor assinou anteriormente, hoje, a Coreia do Norte concordou em se comprometer com a desnuclearização. Emprestando uma sentença que o senhor utilizou para criticar seus antecessores e oponentes políticos, como o senhor garante que a Coreia do Norte não está apenas falando, sem ações posteriores?

O presidente: Bem, eu penso, você pode garantir alguma coisa? Eu poderia garantir que você vai se sentar adequadamente, quando você se sentar? Quero dizer, você não pode garantir nada. Tudo o que eu posso dizer é que eles quiseram fazer o acordo. Isso é o que eu faço. Minha vida toda tem sido negociações. Tenho sucesso nisso, e isso é o que eu faço. Eu sei quando alguém quer um acordo, e eu sei quando alguém não o quer. Muitos políticos não sabem. Isso não é o negócio deles, mas é o meu negócio.

Quero dizer, outra vez, isso poderia realmente ter sido feito mais facilmente há muito tempo, eu creio. Mas, eu sei – apenas sinto muito intensamente – meu instinto, minha habilidade ou talento – que eles querem fazer o acordo. Fazer esse acordo é algo importante para o mundo. Também é algo importante para a China, pois eu não posso imaginar que a China esteja, você sabe, esteja feliz com alguém, tão próximo, que possuía armas nucleares. Assim, você sabe que – a China auxiliou muito.

Portanto, creio que ele deseja fazer um acordo. Alguém poderia ter certeza? Mas, em breve teremos certeza, pois as negociações continuam. Ok? Muito obrigado.

Prossiga.

P. O senhor mencionou ter trazido à tona, de forma extensa, o problema dos direitos humanos com o líder Kim.

O presidente: Sim.

P. Eu imagino o que o senhor diria a um grupo de pessoas que não tem a capacidade de ouvir, nem de ver essa conferência de imprensa – os 100 mil norte-coreanos que são mantidos em uma rede de campos de trabalho forçado. O senhor não os teria traído ao legitimar o regime de Pyongyang?

O presidente: Não, creio que os estou ajudando, pois acredito que as circunstâncias mudarão. Creio que os auxiliei. Não há nada que eu possa dizer. Tudo que posso é fazer o que posso fazer. Temos que por um fim à nuclearização. Temos que fazer outras coisas, e isso é muito importante. Portanto, em um dado momento, esperamos, você terá a oportunidade de me fazer uma pergunta muito mais positiva ou fazer uma declaração.

Mas, não há muito que eu possa fazer neste momento. Em um dado momento, eu sinceramente acredito que ele fará algo sobre isso. Creio que eles são alguns dos grandes vencedores, hoje, esse grande grupo de pessoas de quem você está falando. Acredito que no final, eles serão um dos grandes vencedores como grupo.

Sim, senhora. Prossiga. Prossiga. Sim.

P. O senhor consideraria a revogação das sanções sem que haja uma melhora significante da situação dos direitos humanos?

O presidente: Não. Eu quero uma melhora significativa. Quero saber se isso não estiver acontecendo. Mais uma vez, uma vez se inicie o processo, haverá um momento quanto, ainda que não seja completado por algum tempo, porque isso não pode ocorrer cientifica ou mecanicamente, não será possível uma reativação. Você sabe, uma vez tenhamos alcançado esse ponto, começarei a pensar sobre isso seriamente.

Sim. Prossiga. Prossiga. Prossiga. Você primeiro.

P. O Sr. Presidente teria discutido também sobre o custo da desnuclearização, e como a Coreia do Norte poderá suportar o custo, enquanto as sanções restritivas permaneçam em vigor? Eu sou (inaudível) News Agency Singapore.

O presidente: Bem, creio que a Coreia do Sul, e creio que o Japão irão auxiliá-los bastante. Creio que eles estão preparados para auxiliar. Eles sabem que terão que auxiliá-los. Creio que eles os auxiliarão bastante. Não teremos que auxiliá-los. Os Estados Unidos vêm pagando um preço alto em vários lugares diferentes. Mas, a Coreia do Sul que, obviamente, é vizinha imediata, e o Japão que basicamente é um vizinho próximo, eles os estarão auxiliando. Acredito que eles estarão desempenhando um trabalho muito generoso e muito bom. Portanto, eles os estarão auxiliando.

Sim, senhora. Prossiga. Atrás. Sim.

P. Muito obrigada, Sr. Presidente.

O presidente: Obrigado.

P. Gostaria de dar seguimento à pergunta do Steve. Ele perguntou quanto tempo demorará para desnuclearização da península coreana. O senhor disse, um longo período. O que isso significa?

O presidente: Bem, eu não sei, quando se diz um período longo. Creio que faremos isso tão rápido quanto seja cientificamente possível, tão rápido quanto seja mecanicamente possível. Não creio – quero dizer, eu escutei histórias de horror. É um processo de 15 anos. Ok? Assumindo que se deseja fazer isso rapidamente, eu não acredito nisso. Creio que quem escreveu isso está errado. Mas, haverá um momento quando, quando o processo está em 20 por cento, não se pode reativar.

Tive um tio que foi um grande professor, eu creio por 40 anos na MIT. Eu costumava discutir sobre [energia] nuclear com ele o tempo todo. Ele era um grande especialista. Era um grande gênio, brilhante. Dr. John Trump na MIT. Creio que ele trabalhou lá por 40 anos, me disseram. De fato, o diretor da MIT me enviou um livro sobre o meu tio. Mas, costumávamos conversar sobre [energia] nuclear. Estamos falando sobre um assunto muito complexo. Não é apenas como dizer, “oh, cara, vamos nos livrar das ogivas”. Isso exige um tempo.

Mas, o principal período, sobre o qual estou falando, é aquele primeiro período, quando se alcança um certo estágio a reativação é impossível. A reativação é muito difícil.

P. E quanto tempo demorará?

O presidente: Não sabemos, mas será bem rápido.

Prossiga. Claro.

P. Obrigada, Sr. Presidente. Gostaria de perguntar outra vez sobre a campanha de sanções.

O presidente: Sim.

P. O senhor comentou, bem no início, que os chineses não estão fazendo um bom trabalho na proteção da fronteira, como faziam anteriormente. O senhor expressou algumas dúvidas, quando Kim foi visitar o presidente Xi. O ministro das Relações Exteriores da Rússia estava em Pyongyang, e disse que não deveria haver nenhuma sanção enquanto as negociações estão em andamento. E os sul-coreanos estão falando sobre a restauração de alguma forma de comércio. Assim, com todos esses envolvidos, que parecem estar querendo violar as sanções, como o senhor pode manter as sanções em vigor? Que influência o senhor exerce sobre esses países?

O presidente: Bem, creio que temos muita influência. Acredito que temos uma influência formidável. Creio que a China, apesar do meu relacionamento com o presidente Xi – um homem que eu gosto muito e por quem também tenho muito respeito. Você sabe, estamos tendo discussões intensas sobre comércio. Creio que isso, provavelmente, afeta a China de alguma forma. Mas, tenho que fazer o que tenho que fazer. Creio que, durante os últimos dois meses, a fronteira está mais aberta do que estava quando começamos. Mas, isso é como é. Temos que fazer isso. Temos um déficit imenso no comércio, conhecido comumente como déficit comercial. Temos um déficit comercial imenso com a China, e temos que fazer algo sobre isso. Não podemos aceitar que isso continue.

Acredito que isso causou um impacto no meu relacionamento, em relação à fronteira. Não creio que isso inclua o relacionamento – você sabe, não creio que isso afete meus sentimentos ou minha relação com o presidente Xi. Mas, no início, não estávamos preparados para avançar nessa direção. Quando começamos a nos preparar, para estarmos prontos para isso, creio que isso teve um impacto, francamente, na fronteira. O que é uma lástima. Mas, tenho que fazer isso. Não tenho outra escolha. Pelo nosso país, tenho que fazer isso.

A Coreia do Sul fará qualquer coisa necessária para implementar o acordo. E se isso significar que não podemos comercializar, então não comercializaremos. Eles, definitivamente, não comercializarão. Se eles pensam – e fariam isso com nossa concordância – se eles pensam que podem fazer algum trabalho, porque estamos bem avançados no processo – estamos de fato muito longe. Você sabe, o documento, quando você o lê, hoje, o processo está avançado. Isso não foi algo que foi estabelecido de repente. Isso foi realizado durante meses. Mais uma vez, a retórica foi importante, e as sanções foram importantes. Eu nem sei qual teria sido mais importante. Foram ambos importantes.

Sim. Prossiga.

P. Sr. Presidente, David Sanger do New York Times. Eu estava pensando se poderia nos dar um senso sobre aquilo que o líder Kim disse, quantas armas nucleares ele acredita ter feito, se ele estaria disposto a entregá-las primeiro, e então se, na sua mente, o senhor precisa fazer mais do que foi feito no acordo do Irã, para de fato desmantelar os – ambos os processos de urânio e de plutônio. E se o senhor tem ou não a impressão de que o líder Kim realmente entendeu o que está envolvido, e tem um cronograma próprio na mente dele para o encerramento disso.

O presidente: Posso dizer a você que ele entende. Ele entende isso muito bem. Ele entende isso melhor do que as pessoas que estão fazendo o trabalho para ele. Essa é fácil. Sobre aquilo que ele tem, isso é substancial. Muito substancial. O tempo passará rapidamente. Eu acredito que você verá atividade positiva. Quero dizer, por exemplo, uma observação sobre a instalação de mísseis, creio que provavelmente você se surpreenderá ao ouvir isso – isso foi incluído no final, a área de mísseis.

Mas, eu realmente acredito David, isso ocorrerá muito rapidamente. Eu realmente acredito isso ocorrerá rapidamente. Trata-se de um arsenal bastante substancial. Não há dúvida sobre isso. Você sabe, eu costumava dizer, talvez seja muita fala e pouca ação. Mas, temos informações muito boas sobre isso. Embora, provavelmente, menos lá do que em qualquer outro país. Você entende isso, talvez melhor que qualquer outra pessoa na sala. Provavelmente, menos lá do que em qualquer outro país. Mas, temos informações suficientes para saber que, o que eles têm, é muito substancial.

Está é a razão, David, de eu sempre dizer que isso não deveria ter acontecido tão tarde no processo. Não teria sido melhor ter sido feito há 5 anos ou há 20 anos, ou há 15 anos, e não teríamos que nos preocupar sobre ter uma cúpula de sucesso hoje? Portanto – e eu ainda amo minha primeira entrevista com você, David. Ainda tenho aquela entrevista, de fato.

Sim. Prossiga.

P. Muito obrigado, Sr. Presidente.

O presidente: Obrigado.

P. (Inaudível) a segunda cúpula – se houver uma segunda cúpula com o líder Kim Jong-un, ela aconteceria em Pyongyang ou em Washington?

O presidente: Isso não foi estabelecido. Provavelmente, precisaremos de outra cúpula. Provavelmente precisaremos – ou reunião. Podemos utilizar um termo diferente. Mas, provavelmente, precisaremos de outra. Provavelmente – eu diria isso, nós avançamos muito mais do que imaginávamos. Eu não pensei se estaríamos aqui. Eu pensei – e disse às pessoas – eu não quero aumentar demais a expectativa do povo. Eu disse às pessoas que pensava que essa seria uma reunião de sucesso, se nos entendêssemos bem, desenvolvêssemos um relacionamento, e que talvez poderíamos chegar a esse ponto, em três ou quatro meses, desde então. Mas, isso realmente aconteceu muito rapidamente. Muito disso aconteceu em razão da base que foi, você sabe, estabelecida antes do nosso encontro. Muitas coisas aconteceram, muito rapidamente.

Não tínhamos – por exemplo – o retorno dos restos mortais. Isso não era uma das coisas que estavam na agenda de hoje. Eu toquei nesse assunto bem no final, porque tantas pessoas haviam falado comigo sobre isso. E eu toquei no assunto bem no final. E ele foi realmente muito gentil. Em vez de dizer, “bem, vamos conversar sobre isso numa próxima ocasião”. Ele disse, “isso faz sentido. Faremos isso”.

E ele sabia – você sabe, eles sabem onde muitas daquelas pessoas incríveis estão. Onde eles foram enterrados ao longo das estradas, das rodovias, dos caminhos, usualmente, porque nossos soldados estavam indo e vindo e eles tinham que se mover rapidamente. Isso é muito triste. Mas, ele sabia. O assunto veio à tona bem no final. E você sabe, foi muito bom ele ter podido fazer isso. Muitas pessoas ficarão muito felizes por isso.

Sim. Por favor, prossiga.

P. Muito Obrigado, Sr. Presidente.

O presidente: Obrigado.

P. Emerald Robinson, One America News. Parabéns,

O presidente: Obrigado. Obrigado pelo modo gentil como nos trata. Agradecemos. Realmente, é muito bom. É realmente belo o que você faz. Prossiga.

P. Então o senhor –

O presidente: E agora, provavelmente, você fará essa pergunta de matar.

P. (Risadas) Bem, eu quero falar sobre o futuro da Coreia do Norte.

O presidente: Sim. Está bem.

P. Especificamente o povo está – Kim Jong-un está dizendo que gostaria de um futuro mais brilhante, com prosperidade para o seu povo, no entanto sabemos que eles vivem oprimidos. O senhor mostrou para ele esse vídeo, sobre um futuro que pode se realizar. Mas, o senhor tem uma ideia específica de um modelo que gostaria de buscar? Economicamente, ele está aberto a mais liberdade econômica?

O presidente: Sim, está é uma boa pergunta. Então, você viu a gravação hoje, e creio que ela foi muito bem feita. Mas, ela foi feita no mais alto nível de um futuro desenvolvimento. Eu disse a ele, talvez você não deseje isso. Você pode querer realizar uma versão bem menor do que essa. Quero dizer, você vai realizar algum feito. Mas, você pode querer realizar uma versão menor. Você pode não querer aquela com os trens e tudo mais. Você sabe, é super – tudo no topo. E talvez você não queira isso. Isso dependerá deles. Isso dependerá deles. Isso dependerá do povo, do que eles queiram. Talvez, eles não queiram isso. Eu posso também entender isso.

Mas, essa é uma versão do que pode acontecer, que poderia acontecer. Por exemplo, eles possuem ótimas praias. Você vê isso, sempre que eles explodem seus canhões no oceano, correto? Eu disse, “cara, olha essa vista. Não seria ótimo um grande complexo ali atrás? E eu expliquei, eu disse, “você sabe, ao invés de fazer isso, você poderia ter os melhores hotéis do mundo ali mesmo”. Pense nisso, da perspectiva imobiliária. Você tem a Coreia do Sul, você tem a China, e eles são donos das terras do meio. Como isso é ruim, correto? Isso é ótimo. Mas, eu disse a ele, eu disse, você pode não querer fazer o que está aí. Você pode querer uma versão menor disso – você sabe. E isso pode ser.

Embora, digo a você – ele olhou para a gravação, ele olhou para o iPad, e estou dizendo a você, eles realmente gostaram , eu acredito. Ok?

Sim. Prossiga. Mais um par. Ok. Bem, responderei mais três. Sim. Prossiga. Prossiga.

P. Brian Bennett da revista Time.

O presidente: Sim. Olá, Brian. Estou na capa outra vez esta semana? Cara, eu tenho – tantas capas.

P. Isso é totalmente possível.

O presidente: O quê? Eu sei. Está bem.

P. Agora o senhor vê Kim Jong-un como um igual?

O presidente: Em que sentido?

P. O senhor acaba de mostrar um vídeo que mostrou a Kim Jong-un em nível igualitário, discutindo o futuro da –

O presidente: Não. Eu penso que – Eu não vejo isso dessa forma. Vê, eu não vejo isso dessa forma. Eu farei o que for necessário para tornar o mundo um lugar mais seguro. Se eu tiver que dizer que estou sentado em um palco – quero dizer que eu sei onde você quer chegar. Se eu tiver que dizer que estou sentado em um palco com o líder Kim, e isso fará com que salvemos 30 milhões de vidas – poderia ser mais que isso – eu estou disposto a me sentar no palco. Estou disposto a viajar para Singapura, muito orgulhoso, muito satisfeito.

Outra vez, eu – você sabe, além do fato de isso estar tomando o meu tempo, eles fizeram uma grande quantidade de concessões. Eles concederam mesmo antes. Além disso, some a isso as Olimpíadas. Você sabe, poderia ter adicionado as Olimpíadas à pergunta. Eles foram às Olimpíadas. Eles participaram das Olimpíadas que teriam sido um fracasso massivo, que talvez não tivesse sido iniciada, e eles fizeram dela um tremendo sucesso ao concordarem em participar. Adicione isso à lista de coisas que eles fizeram.

Portanto, Brian, se eu puder salvar milhões de vidas vindo aqui, me sentando e estabelecendo um relacionamento com alguém que é um homem muito poderoso, que conseguiu o controle firme de um país, e aquele país possui armas nucleares muito poderosas, é minha honra fazer isso.

P. O senhor está preocupado de que o vídeo que acaba de nos mostrar possa ser usado por Kim como propaganda para mostrá-lo como um igual.

O presidente: Não, não estou nem um pouco preocupado. Podemos usar aquele vídeo para outros países.

Prossiga.

P. Sr. Presidente, no ano dois mil, o presidente Clinton recebeu um pedido de Kim Jong-il.

O presidente: Ficou impressionado?

P. Recebeu um pedido –

O presidente: Ah.

P. De Kim Jong-il para viajar até Pyongyang e reunir-se com ele. E Clinton recusou. Ele enviou o secretário de Estado Albright.

O presidente: Sim. Ele fez algo grandioso. Gastou US$ 3 bilhões e nada conseguiu. E ele começou a fabricar armas nucleares no dia seguinte.

P. Por outro lado, o Sr. Presidente recebeu o pedido e imediatamente foi se reunir com ele. O senhor entende aquelas pessoas que dizem que o senhor deu para ele um presente definitivo – a legitimidade a um regime que oprime seu povo, sem um processo antecedente, como presidente dos EUA, como líder do mundo livre, se encontrar e apertar a mão desse líder da Coreia do Norte, que é conhecido por oprimir brutalmente seu próprio povo?

O presidente: Ok. Bom. Creio que acabamos de responder essa pergunta.

P. Mas, o senhor entende essas pessoas?

O presidente: Oh, eu os entendo muito melhor do que você.

Ok. Sim. Prossiga. Prossiga. Muito, muito obrigado. Sim.

P. Sr. Presidente, Eliana Johnson da Político.

O presidente: Claro. Olá.

P. Olá. O senhor citou um par de concessões que recebeu de Kim: o retorno dos restos mortais e a destruição da instalação nuclear. Eu sei que falou que isso foi adicionado –

O presidente: E muito mais. E muito mais que isso.

P. Sim. Eu sei que o senhor disse que foi algo adicionado, e que não está no acordo, mas, que ele deu a sua palavra. Caso ele não cumpra esses itens, o que o senhor estaria preparado para fazer como resposta? E o senhor perderia a confiança neste processo?

O presidente: Não, acredito que ele fará isso. Realmente acredito nisso. Caso contrário, eu não estaria fazendo isso. Eu realmente acredito nisso. Realmente, foi a área de testes de engenharia, além de todas as outras coisas que eles concordaram em fazer. Foi a – eles possuem uma área muito poderosa de teste de engenharia que, repito, nós conseguimos ver por causa do calor que ela emite. E, sim, eu posso – estou muito feliz. Eu digo a você – estou muito feliz com esses dois itens – os dois itens que você mencionou.

Mas, eu creio de você está se referindo aos itens que não estão incluídos, que é a área de testes de engenharia. Creio que ele – eu creio – honestamente, que ele fará essas coisas. Posso estar errado. Quero dizer, em seis meses poderei estar na sua frente dizendo, “olha, eu estava errado”. Não sei se jamais eu admitiria isso, mas, eu encontrarei algum tipo de desculpa. (Risadas.)

Ok, uma ou duas. Mais uma. Por favor. Sim, prossiga. Claro.

P. Muito obrigado, Sr. Presidente.

O presidente: Obrigado. Obrigado.

P. (Inaudível) da Xinhua Media Group China Apenas gostaria de saber, o senhor chamaria o presidente Xi, quando voltar para o D.C. para conversar sobre as conquistas que fez hoje, com o líder Kim?

O presidente: Sim. O farei.

P. Qual é a sua expectativa sobre o papel da China na aceleração do processo para estabelecer um mecanismo de paz de longo termo.

O presidente: Bem, minha expectativa com a China é de que a China é um grande país com uma grande líder, e um amigo meu. Eu realmente acredito que ele está feliz por termos tido esse tipo de sucesso. E eu ouvi dele, mas, estarei chamando-o muito brevemente. Talvez mesmo antes de aterrissar. Ok?

Eu tenho que dizer, você sabe – e os Estados Unidos são um grande país. Nós batemos recordes econômicos – mais de US$ 7 trilhões em patrimônio líquido além do que temos. E somos quase duas vezes o tamanho, a economia dos Estados Unidos. Ninguém fala sobre isso, porque você ouve muito sobre a China, justamente. Mas, no momento, a economia dos Estados Unidos é quase duas vezes a economia da China. Temos um grande país e estamos no caminho certo.

Ok. Mais uma. Será a última.

P. Sr. Presidente, da Coreia do Sul.

O presidente: Oh, Coreia do Sul? Onde é a Coreia do Sul? Creio que você merece – prossiga. Prossiga. Você merece uma. Sim. Você merece uma.

P. Eu tenho duas perguntas para o Sr. Presidente. Primeira, o senhor mencionou anteriormente que conversará com o presidente Moon Jae-in, da Coreia do Sul, pelo telefone.

O presidente: Sim.

P. O que planeja discutir com ele?

O presidente: Apenas quero conversar com ele sobre a reunião. De muito sucesso. Eles estará bastante envolvido na negociação final. Ele é um cavalheiro muito, muito fino. Também, um amigo meu. Aguardo ansiosamente poder falar com ele. Ele ficará feliz quando ouvir sobre – eu já enviei para ele notícias sobre o que ocorreu. De fato, eu enviei o documento para ele, com todos os detalhes atrás do documento. Portanto, estarei conversando com ele muito brevemente.

P. Se eu puder fazer outra pergunta. Ao assinar o tratado de paz, o senhor espera – planeja resolver isso com o líder Kim da Coreia do Norte apenas, ou o que o senhor pensa no envolvimento da Coreia do Sul e da China como signatários?

O presidente: Eu também gostaria que eles se envolvessem. Existe uma questão sobre se nós devemos ou não fazer isso, ou se temos que legalmente fazer isso. Eu não me importo. Creio que seria ótimo ter a China envolvida e, claro, a Coreia do Sul. Ok?

P. Existe uma transcrição do (inaudível)?

O presidente: O quê?

P. Existe uma transcrição do (inaudível)?

O presidente: Mike, eles tem a transcrição? Provavelmente eles tem um rascunho da transcrição, que você pode nos fornecer, se houver uma.

P. Então isso foi gravado?

O presidente: Não, eles não gravaram. Não creio que eles gravaram. Existe alguma gravação disso? Gostaria que houvesse. Porque são coisas interessantes.

P. (Inaudível.)

O presidente: Diga?

P. (Inaudível.)

O presidente: Eu não. Provavelmente temos algumas anotações ou alguma coisa, Mas, eles têm, de fato, anotações detalhadas, eu imagino. Mas, tivemos uma ótima conversa. Foi uma conversa muito sincera.

P. Como o senhor acredita (inaudível) verificação –

O presidente: Bem, eu não preciso verificar porque eu tenho uma das melhores memórias de todos os tempos. Portanto, eu já não preciso fazer isso. Ok? Ok?

P. E sobre as chamadas telefônicas anteriores que o senhor teve com Kim Jong-un? Houveram chamadas telefônicas (inaudível)

O presidente: Sim, mas não quero conversar sobre isso. Mas, fizemos isso, foram várias conversas. Tivemos vários relacionamentos importantes estabelecidos, no nível do Mike e em outros níveis. Na verdade, algumas pessoas estão aqui, como você sabe, da Coreia do Norte. Estão na sala. Tivemos também algumas pessoas na retaguarda, na sala.

Portanto, quando chegamos ao acordo final, muito importante, realmente não chegamos despreparados. Fomos para dentro com um relacionamento formidável e com conhecimentos formidáveis. Creio que foi por isso que realizamos esse feito.

Assim, eu estou partindo. Não sei sobre vocês, pessoal, mas faz muito tempo desde que descansei . Assim, agora, podemos relaxar um pouco, e depois o trabalho se reinicia. Agradeço a presença de todos aqui. Espero ter respondido às suas perguntas. Muito obrigado. E, de certa forma, parabéns a todos, pois isso é realmente – para mim é um evento muito importante na história do mundo. Para ser bem sincero comigo mesmo, devo adicionar, eu quero que isso se complete. ‘’

Portanto, Mike, nossa equipe toda precisa trabalhar para completar isso. Pois até agora, fizemos um trabalho excelente. Mas, se você não passar a bola sobre a linha de gol, não significa muito. Ok?

Então, muito obrigado, e parabéns a todos que estão nesta sala. Muito obrigado. Agradeço. Obrigado. (Aplausos)

FIM 05:20 A.M. EDT


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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