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Secretário de Estado Michael R. Pompeo com Hugh Hewitt da MSNBC

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Departamento de Estado dos EUA
Gabinete da Porta-voz
Para divulgação imediata
Entrevista
22 de junho de 2018
Salão de Tratados
Washington DC

 

PERGUNTA: Secretário Pompeo, obrigado por nos receber.

SECRETÁRIO POMPEO: Hugh, é ótimo estar com você. Bem-vindo ao Departamento de Estado.

PERGUNTA: Deixe-me começar sendo prático. É muito bom estar aqui. Deixe-me ser prático: O Senhor tem alguns escritórios vazios no Departamento de Estado. O Senado está trabalhando com o senhor para preenchê-los, para que possa ter um grupo de líderes prontos e aptos para atuar como o melhor corpo diplomático do mundo?

SECRETÁRIO POMPEO: Então, a resposta é que precisamos nos movimentar com mais rapidez. Isso inclui todos involvidos no processo. Temos que levar nossos diplomatas a todos os cantos do mundo e temos que fazer isso o mais rápido possível. Foi o caso, quando assumi, haviam algumas lacunas grandes em lugares importantes. Em breve teremos nosso embaixador na Coréia do Sul e alguns dos lugares absolutamente essenciais. Mas precisamos de todos ajudando, e estou confiante de que os senadores Menendez e Corker vão me ajudar a conseguir isso.

PERGUNTA: E quanto ao líder? O senhor conversa com o líder McConnell sobre isso também?

SECRETÁRIO POMPEO: Sim. Ele está totalmente de acordo. Ele está movimentando nosso pessoal o mais rápido possível. Talvez tenhamos algumas semanas adicionais em agosto, onde teremos uma oportunidade de conseguir colocar mais pessoas executando os planos do presidente, certo? – liderando para disseminar sua política externa em todos os cantos do mundo.

PERGUNTA: O senhor é um ex-congressista. O senhor não deve invejar seus colegas do Senado que estarão aqui em agosto, não é?

SECRETÁRIO POMPEO: Vai estar quente, mas eu vou estar aqui ao lado deles.

PERGUNTA: Tudo bem.

SECRETÁRIO POMPEO: Os nossos diplomatas também estarão.

PERGUNTA: Vamos falar sobre geopolítica. Quarenta anos atrás, neste mês, Alexandr Solzhenitsyn falou sobre um mundo dividido e a União Soviética. Setenta e um anos atrás, outro personagem do Exército, George Marshall, deu o Plano Marshall. Ambos estavam falando sobre a União Soviética. Está na hora de reorientar, do adversário com capacidades similares, sendo a Rússia – ou na época a União Soviética – para a República Popular da China agora? Eles são os primeiros em nosso ambiente competitivo?

SECRETÁRIO POMPEO: Eu acho que eles representam a ameaça mais séria e, francamente, uma oportunidade para a América se conseguirmos acertar. Se você comparar e contrastar os dois, não a União Soviética, mas a Rússia e a China, temos um que tem riqueza e recursos, e o outro que é um poder que está lutando com todas as suas forças.

Precisamos ter certeza de que entendemos o que a China está fazendo. O presidente tem sido muito claro sobre o risco para a América associado à sua disposição em roubar nossa propriedade, nossa propriedade intelectual e outros. Olhos bem abertos em relação aos esforços da Rússia no Mar do Sul da China e em todo o mundo para construir um país muito maior, mais forte e mais resistente. Há coisas que claramente precisamos fazer junto com eles, e em que compartilhamos interesses, mas onde isso não existe, precisamos garantir que os EUA estejam adequadamente posicionados para discutir com eles sobre os papéis respectivos de cada um dos dois países no mundo.

PERGUNTA: Quando o senhor se sentou com o Presidente Xi há pouco tempo, foi cordial? Foi amigável? Ele se dá tão bem com o presidente Trump. O senhor é o diplomata, talvez fazendo a linha mais dura em comparação ao presidente Trump. Como foi?

SECRETÁRIO POMPEO: Foi ótimo. Foi muito gentil da parte dele se disponibilizar a uma visita comigo. Era tarde da noite. Eu estava voltando para os Estados Unidos, mas não queria deixar de dar uma parada. A China terá um papel importante a desempenhar enquanto lidamos com a difícil questão de desnuclearizar a Coréia do Norte, e eu não queria deixar de explicar a eles as conversas que o presidente teve com o líder Kim, para garantir que eles entendessem o que precisávamos deles, que nesse momento é continuar a garantir que as sanções econômicas em vigor permaneçam em vigor. E então, tivemos várias outras questões que eu queria falar a respeito com o presidente Xi. Foi uma reunião boa, calorosa e cordial. Eu acho que nós dois expressamos nossas opiniões, e eu sou grato a ele por ter se disponibilizado para esse encontro com o Secretário de Estado dos Estados Unidos.

PERGUNTA: Quando pensamos nele, ele será presidente por muito tempo – pensamos em Mao e Deng. Estamos falando de 20, 25 anos com o presidente Xi, o povo americano compreende plenamente a importância dele agora, não só para este ano, mas para a próxima década ou duas?

SECRETÁRIO POMPEO: Sim, é sem dúvida o caso. Ele consolidou o poder de uma maneira que seus antecessores imediatos não fizeram, de uma maneira verdadeiramente histórica. E os Estados Unidos e os outros países da região também precisam reconhecer isso. Eu acho que alguns estão acordando para esse fato de maneiras que talvez não tenham há dois ou cinco anos. Todos nós precisamos reconhecer o que a China representa em termos de oportunidade e desafio.

PERGUNTA: Em 1972, o Presidente Nixon meio que inverteu o roteiro com relação a União Soviética ao ir visitar Mao, apesar de Mao ter sido o maior assassino do século XX. É possível que o senhor e o presidente estejam trabalhando para inverter o roteiro novamente e, talvez, ficar bem com a Rússia, porque a China representa para os Estados Unidos um concorrente maior?

SECRETÁRIO POMPEO: O presidente tem sido inequívoco desde que assumiu o cargo que há situações em que a Rússia está trabalhando contra os Estados Unidos, mas existem varias áreas onde trabalhamos juntos. Eu tive a oportunidade de fazer isso no meu papel anterior como diretor da CIA, onde trabalhamos com os russos em questões de contraterrorismo, onde os dois países compartilhavam interesses. E assim, estamos tendo conversas com nossos homólogos russos tentando encontrar lugares onde temos interesses sobrepostos, mas protegendo os interesses americanos onde não temos.

PERGUNTA: O senhor vai a Moscou neste verão?

SECRETÁRIO POMPEO: Eu não sei se vou para Moscou. Eu vou me encontrar com meu homólogo russo em algum lugar, tenho certeza. Já falei com Sergey Lavrov algumas vezes, já como Secretário de Estado. Boas conversas, cada um de nós expressando nosso descontentamento com o outro sobre várias questões, enquanto assegurando que as coisas que mais importam para os Estados Unidos, certo – você não pode se involver nas eleições americanas. Alguns dos comportamentos que eles estão apresentando em lugares como a Síria e a Ucrânia são – eles não são úteis, eles não são construtivos em relação aos valores que os americanos prezam. E nessas questões, nós continuaremos a trabalhar para garantir que eles saibam dos nossos interesses e das nossas apreensões. E nas questões onde podemos encontrar um interesse comum, certamente tentaremos —

PERGUNTA: Devemos ficar surpresos se o presidente Trump for a Moscou neste verão?

SECRETÁRIO POMPEO: Eu não sei qual será a agenda do presidente. Eu sei que o embaixador Bolton planeja viajar para Moscou no domingo ou na segunda-feira. Ele vai se encontrar com seu homólogo, e acho que é provável que o presidente Trump se reúna com seu homólogo em um futuro não muito distante, após essa reunião.

PERGUNTA: Interessante. Deixe-me perguntar sobre o presidente Xi. Qual é o seu papel em relação ao líder Un e ao acordo? Ele tem poder de veto sobre o que a Coreia do Norte está fazendo com vocês em suas conversas?

SECRETÁRIO POMPEO: As conversas entre os Estados Unidos e a Coréia do Norte tem sido conversas bilaterais, apenas nós dois. Estamos trabalhando para fechar um acordo, um acordo do qual o líder Kim participou, onde haverá uma barganha onde ele irá desnuclearizar completamente, nos permitirá verificar a completa desnuclearização e, em troca disso, forneceremos garantias de segurança.

Você conhece bem a história. Durante décadas, a liderança norte-coreana – o líder Kim, seu pai e seu avô – acreditavam que o programa nuclear era sua garantia de segurança; proporcionou-lhes a estabilidade e segurança do regime. E agora nós invertemos essa narrativa. Acredito que o convencemos de que esse programa nuclear, de fato, representa uma ameaça para ele e que desistir desse programa é o caminho para um futuro mais promissor para o povo norte-coreano.

PERGUNTA: Como ele é, Sr. Secretário, quando as câmeras não estão ligadas e a porta está fechada? Quando o senhor foi a Pyongyang pela primeira vez, como era – o que – ele tem senso de humor? Ele brincou com o senhor?

SECRETÁRIO POMPEO: Sim, ele tem senso de humor. Ele é versado em coisas ocidentais, então está prestando muita atenção no que acontece. Estou confiante de que ele assistirá a este programa. Ele está ouvindo as coisas que os americanos estão dizendo. Ele está olhando para determinar se, de fato, a América está levando isso a sério.

Se ele fizer isso, se der esse passo e se reorientar, estabelecer uma nova direção estratégica para a Coréia do Norte, onde se concentram na economia e em seu povo, ao invés de sua máquina de guerra – se ele fizer essa mudança estratégica, ele terá um parceiro confiável na América, que se comportará da maneira que o presidente Trump se comprometeu durante o encontro em Singapura?

Então ele é inteligente. Ele conhece a história. Ele conhece muito bem o assunto. Ele não está se voltando para os outros em busca de orientação. Foi o líder Kim que estava claramente articulando o que vocês ouviram quando ele esteve em Singapura, que ele está preparado para desnuclearizar completamente.

PERGUNTA: Secretário Pompeo, quando o senhor se encontra com alguém como o líder Kim ou o presidente Xi, o senhor está se encontrando com pessoas que têm históricos de direitos humanos que são terríveis. Mas o FDR encontrou-se com Stalin e Nixon com Mao e o presidente Reagan com Gorbachev. O que passa pela cabeça do senhor ao se reunir com alguém que sabe que foi responsável por tantas mortes, mas com quem temos que lidar?

SECRETÁRIO POMPEO: Sim, nós sabemos das histórias. Este governo tem sido muito claro na defesa dos direitos humanos. Onde quer que vamos, falamos sobre isso, quando nos reunimos com países que não estão cumprindo os direitos humanos da maneira que gostaríamos, que não são consistentes com nossos conjuntos de valores. Nós fizemos isso com o líder Kim. Eu sei que o presidente falou sobre isso com Xi também.

Mas você tem que lembrar que esses desafios dos direitos humanos existiam muito antes da chegada desse governo, quando nossas políticas com relação a esses países eram muito diferentes; isto é, os esforços anteriores para melhorar as condições dos direitos humanos falharam. Estamos confiantes de que a maior ameaça aos Estados Unidos, o programa nuclear do líder Kim, é o lugar onde precisamos começar. E se formos bem sucedidos, se conseguirmos o resultado que esperamos ter, achamos que criaremos uma maior probabilidade de que as condições dos direitos humanos, não só na Coreia do Norte, mas em todo o mundo, possam melhorar.

PERGUNTA: Existem protocolos assinados para o comunicado da cúpula de Singapura que não temos conhecimento?

SECRETÁRIO POMPEO: Eu não quero entrar nos detalhes das negociações que aconteceram antes, em Singapura, e continuaram desde então. Eu acho que é justo dizer que há uma série de coisas, uma série de princípios que foram acordados, que eu acho que ambas as partes entendem, linhas vermelhas, coisas que nós – nenhum dos dois países está preparado para transpor, que nos dão um oportunidade de acreditar que realmente poderíamos, pela primeira vez – este não é a primeira rodada de negociações com a Coreia do Norte – que talvez desta vez seja diferente.

Sabemos, também, que podemos estar errados, e o presidente disse isso muito claramente. Se isso não for – se for o caso de o líder Kim não conseguir ou não estar preparado para desnuclearizar, as sanções permanecerão em vigor, a aplicação dessas sanções continuará, e voltaremos com rigor se as negociações se confirmarem não serem de boa fé ou improdutivas.

PERGUNTA: Voltando ao presidente Xi para mais uma ou duas perguntas. Nós sempre nos preocupamos com nossos amigos em Taiwan. O senhor acredita que o presidente Xi, que fez esse discurso de duas horas e meia, de três horas, quando se tornou presidente vitalício na China, acha que ele descartou a força em relação ao Taiwan, e os Estados Unidos mantem seus acordos históricos com Taiwan em relação a sua defesa?

SECRETÁRIO POMPEO: Sim, mantemos. O presidente Trump não teve nenhuma mudança em sua política em relação à China. A política de “uma única China”, os três comunicados que se seguiram, permanecerão em vigor. Saiba que o presidente falou com Xi sobre isso em várias ocasiões. Dissemos a ele que esse é o caminho a seguir, um caminho não violento é o caminho certo a seguir, e acho que cada um dos nossos dois países entende as posições um do outro muito claramente.

PERGUNTA: Falando sobre o uso da força, vamos ao Irã, provavelmente o maior exportador de violência do mundo, diariamente (inaudível). O senhor prevê ter que usar a força se eles continuarem em um caminho nuclear?

SECRETÁRIO POMPEO: Bom, espero que não. Espero que o aiatolá e Soleimani, os principais impulsionadores da postura de ameaça iraniana, espero que reconheçam que, seja qual for a decisão tomada por outros países em permanecer no JCPOA ou seja lá como forem agir, espero que ele – eles compreendam que se começarem a aumentar o seu programa nuclear, a ira do mundo inteiro cairá sobre eles. Sendo assim, não é do seu interesse prático começar isso.

Aconteça o que acontecer ao JCPOA, acho que os iranianos entendem isso. Seria – totalmente separado do fato de girarem um par de centrífugas extras, se eles começassem a se movimentar na direção de um programa de armas, isso seria algo que o mundo inteiro acharia inaceitável, e acabaríamos seguindo um caminho que eu não acho que seria o melhor para os interesses do Irã, de outros atores do Oriente Médio, ou mesmo do mundo.

PERGUNTA: Quando o senhor diz “a ira do mundo inteiro”, penso na nova entente – e estou falando para o benefício do público – não apenas de Israel, mas do Bahrein, do Egito, da Jordânia e do Iraque ou Arábia Saudita. Os Emirados Árabes Unidos são ótimos amigos no Oriente Médio. Eles apoiariam essa ira que cairia sobre o Irã na forma de ação militar americana se eles prosseguirem nesse sentido?

SECRETÁRIO POMPEO: Sim, quando eu digo “ira”, não confunda isso com ação militar. Esses são – quando eu digo “ira”, quero dizer o opróbrio moral e poder econômico que cairá sobre eles. É a isso que me refiro. Eu não estou falando de ação militar aqui. Só espero, sinceramente, que nunca seja o caso. Isso não seria do interesse de ninguém. Mas esteja certo, o presidente Trump tem sido muito claro: o Irã não conseguirá uma arma nuclear nem iniciará seu programa de armas na vigília deste presidente.

E eu já ouvi algumas pessoas dizerem que nos separamos de nossos aliados nesta questão do Irã. Eu não acho que seja o caso. Quando falo com meus amigos árabes, os israelenses, todos da região, estão ao nosso lado. E mesmo quando falo com os europeus, com quem temos uma diferença sobre o JCPOA, eles também entendem a ameaça que o Irã representa, seja sua atividade maligna com o Hezbollah ou no Iêmen, ou na Síria ou no Iraque, ou seu programa de mísseis que está lançando mísseis em aeroportos pelos quais os ocidentais transitam. Há um entendimento unificado do comportamento malévolo do Irã, e será um mundo incrivelmente unido se o Irã decidir seguir um caminho de armas nucleares.

PERGUNTA: O senhor mencionou o general Soleimani. Às vezes, eles só entendem a força. Eles estão tentando entrar na Síria, onde colocaram a Guarda Revolucionária e a Força Qods novamente, mas o senhor está dizendo – quero apenas entender – se necessário, os Estados Unidos estão preparados para fazer o que for preciso para impedi-los de ter uma arma nuclear.

SECRETÁRIO POMPEO: O presidente Trump tem sido claro sobre – em suas declarações que dizem que o Irã não conseguirá uma arma nuclear.

PERGUNTA: Agora –

SECRETÁRIO POMPEO: Lembre-se também, Hugh, é importante lembrar aos seus espectadores que o acordo anterior lhes permitia continuar a enriquecer o urânio, certo? Nós fizemos um acordo mais duro com nossos aliados, os Emirados, do que com os iranianos em relação à energia nuclear. Eu coloquei uma dúzia de itens que estamos pedindo que o Irã faça. Se seus espectadores forem analisá-los, são todos bem simples.

Eles simplesmente dizem para que se tornem um membro da comunidade das nações, certo? Pare de lançar mísseis em nações não hostis, cesse o apoio ao terrorismo em todo o mundo, não siga o caminho de um sistema de armas nucleares. O pedido dos Estados Unidos para que o Irã retorne à comunidade das nações, é tudo que pedimos de outros países do mundo, para que façam parte do sistema internacional.

PERGUNTA: Qualquer um que segue seu feed do Twitter – e eu o sigo, Secretário Pompeo – sabe que nas últimas duas semanas o senhor fez mais apoio à democracia no Irã do que aconteceu durante a Revolução Verde sob o governo anterior. Isso vai ser um marco dos anos do secretário Pompeo no Departamento de Estado, que o senhor vai apoiar o movimento democrático no Irã?

SECRETÁRIO POMPEO: Eu acho que será um marco do presidente Trump e da nossa administração. Estamos muito esperançosos de que haverá um aumento nos valores democráticos e na capacidade dos iranianos falarem o que pensam dentro da República Islâmica do Irã.

PERGUNTA: Deixe-me, finalmente, mudar para a questão de como a diplomacia mudou. Antes, podíamos contar os exércitos ou mísseis ou aviões; agora, as armas não são visíveis. O senhor os via em Langley, quando era diretor da CIA. Como sabemos quem tem as armas no mundo cibernético, e como o senhor está trabalhando com o secretário Mattis para avaliar e usar a diplomacia em relação a essas armas?

SECRETÁRIO POMPEO: Então, essa é uma ótima pergunta, Hugh. A gama de instrumentos do – o escopo do campo de batalha mudou com o advento da atividade cibernética. A boa notícia é que os Estados Unidos são inigualáveis em nossa capacidade de identificar comportamentos malignos – não significa que pegamos todos, não significa que não podemos ser enganados – mas temos equipes cibernéticas incrivelmente capazes espalhadas por todo o governo dos Estados Unidos, tanto no Departamento de Defesa quanto em outros lugares, que estão monitorando. Eles estão observando o que os outros estão fazendo no espaço cibernético ao redor do mundo. Nós temos a capacidade de responder.

Como diplomata, uma das coisas fundamentais com as quais eu e o secretário Mattis concordamos é que um ataque cibernético não precisa necessariamente ser respondido através – apenas através de meios cibernéticos. Isto é, se eles se envolvem em algo que se aproxima ou se torna um verdadeiro ato de guerra, então a resposta que os Estados Unidos precisam tomar – não está limitada apenas a uma resposta cibernética. Haverá ocasiões em que o governo dos Estados Unidos decidirá que este é o local mais apropriado, porque você pode, de fato, fazê-lo em silêncio. Você pode responder no mundo cibernético enviando uma mensagem que o mundo inteiro não vê necessariamente, mas que o seu adversário pode ver. Mas também há momentos em que as respostas no espaço cibernético exigirão resposta diplomática ou outros tipos de respostas de nosso governo.

PERGUNTA: Umas últimas perguntas: o público precisa saber quando fomos atacados? Acabamos de descobrir esta semana em depoimentos, que recebemos ordens de nos exonerar durante a interferência russa na eleição – nossas forças. O público precisa saber que estamos agindo, quando agimos, para saber como julgar as respostas do presidente, e as suas respostas e as respostas do secretário Mattis?

SECRETÁRIO POMPEO: É um desafio difícil determinar precisamente – da mesma forma que a Comunidade de Inteligência tem coisas que não compartilhamos porque vão contra os interesses americanos quando o fazemos, ou o Departamento de Defesa realiza atividades que eles querem fazer de forma sutil, que talvez nossos adversários apenas saibam e possamos proteger os interesses americanos ao proteger os segredos americanos. É um cálculo complicado de se fazer em cada situação, sobre quanto divulgar e o momento oportuno para essas divulgações.

No entanto, quando se trata de questões domésticas dos EUA, como foi nesse caso, eu acho que há uma influencia maior no sentido de divulgação. Isto é – eu estava me referindo mais às coisas que aconteceram internacionalmente no âmbito da segurança. Quando se trata de nossas eleições e da democracia dos EUA, eu definitivamente acho que a influencia está no sentido de compartilhar com o povo americano as ameaças que estão ao seu redor.

PERGUNTA: Secretário Mike Pompeo, obrigado por nos receber no programa de hoje.

SECRETÁRIO POMPEO: Muito obrigado. É maravilhoso estar com você.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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