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O Secretário de Estado Michael R. Pompeo na Cerimônia de Lançamento do Relatório 2018 sobre o Tráfico de Pessoas

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Departamento de Estado dos EUA
Gabinete da Porta-voz
Para divulgação imediata
Discurso
28 de junho de 2018

 

Auditório Dean Acheson

Washington DC

SA JOHNSTONE: Olá, bem-vindo ao Departamento de Estado. Meu nome é Kari Johnstone e sou a diretora interina do Escritório de Monitoramento e Combate ao Tráfico de Pessoas.

Obrigado a todos por se juntarem a nós hoje para marcar a divulgação do 18º Relatório anual sobre Tráfico de Pessoas, ou TIP. É uma honra estar aqui hoje com o secretário Pompeo e a assessora do presidente, Ivanka Trump. Agradecemos a ambos por elevar a questão do tráfico de pessoas e pelo seu apoio ao nosso escritório.

Uma palavra rápida sobre o programa de hoje. Em primeiro lugar, o secretário Pompeo fará os comentários de abertura. Depois disso, o secretário Pompeo e a Sra. Trump homenagearão nossos 10 notáveis ​​heróis do relatório TIP e ouviremos breves comentários de um deles. Após o término do evento, eu os convidarei a pegar uma cópia do relatório na saída do auditório. E agora, senhoras e senhores, o Secretário de Estado, Michael R. Pompeo. (Aplausos)

SECRETÁRIO POMPEO: Bem-vindos todos ao Departamento de Estado. Estamos incrivelmente orgulhosos de estar organizando este evento hoje.

Quero agradecer a Ivanka Trump por se juntar a nós neste evento pelo segundo ano consecutivo. Seu envolvimento pessoal com esse problema é muito importante. Ilustra o compromisso total do governo, e a prioridade que atribuímos, ao tráfico de seres humanos, tanto no nosso país quanto no exterior, então muito obrigado por estar conosco hoje. Seu apoio é importante, e falaremos sobre isso hoje.

Eu também estou honrado com a presença do senador Corker. Eu vi o representante Smith e o representante Donovan. Obrigado a todos por estarem aqui conosco hoje. Sabemos que acabar com o tráfico de pessoas é um objetivo bipartidário. Ele está acima de qualquer política aqui nos Estados Unidos. Nosso compromisso de lutar e acabar com isso juntos é incrivelmente forte.

Também quero saudar todos os embaixadores e representantes do corpo diplomático estrangeiro aqui presentes hoje. Vocês também são parceiros importantes nessa questão.

E nada disso acontece apenas com o trabalho do Departamento de Estado. Somos gratos pelas muitas agências federais, indivíduos, organizações não-governamentais e organizações internacionais que continuam a nos ajudar a entender melhor as muitas manifestações do tráfico humano e as maneiras mais eficazes de combatê-lo.

Por fim, somos gratos pelo trabalho do Conselho Consultivo sobre Tráfico Humano dos Estados Unidos. Em março deste ano, o presidente Trump indicou nove membros para este conselho consultivo. Cada membro é um sobrevivente do tráfico de pessoas, representando muitas origens e experiências diferentes, e aconselha o governo Trump sobre políticas e programas federais de combate ao tráfico.

O conselho também serve como um modelo, que esperamos que outros governos considerem criar também. Isso dá aos sobreviventes uma posição de destaque no debate para ajudar a orientar a criação de políticas de combate ao tráfico e garantir que os governos adotem uma abordagem centrada na vítima para resolver isso.

E hoje também temos a incrível e extraordinária oportunidade de homenagear 10 pessoas que dedicaram suas vidas à esse esforço e, muitas vezes, colocaram suas próprias vidas em risco ao fazê-lo. Os Heróis do Relatório TIP 2018 serão reconhecidos formalmente em poucos minutos, mas eu gostaria de agradecê-los pessoalmente e expressar minha admiração pelo trabalho tremendo e inspirador que cada um de vocês faz. Para os heróis deste ano, nós o saudamos. (Aplausos)

Todos os anos, nosso relatório se concentra em algo específico. O Relatório TIP deste ano destaca o trabalho crítico das comunidades locais em impedir a ação dos traficantes e prestar apoio às vítimas. O tráfego humano é um problema global, mas também é um problema local. O tráfico humano pode ocorrer em um restaurante favorito, um hotel, no centro da cidade, em uma fazenda ou na casa do vizinho.

Eu posso falar sobre isso pessoalmente. Quando eu era membro do Congresso do centro-sul do Kansas, francamente, sob a tutela do agora embaixador, e então governador Brownback, vimos o impacto do tráfico de pessoas em um lugar como Wichita, Kansas. A autoestrada I-35 atravessa a cidade ao sul, e vimos o impacto que isso teve em nossa comunidade, mas mais importante, nas pessoas sendo traficadas por nossa comunidade. Tem sido importante para mim desde então, e estou orgulhoso de estar aqui hoje para apresentar este relatório.

Se vamos vencer essa luta, os governos nacionais devem capacitar as comunidades locais para identificar pro ativamente o tráfico humano e desenvolver soluções locais para enfrentá-lo.

Como temos todos os anos, o relatório também aponta quais países estão aprimorando esforços – seus esforços para combater o crime e quais países estão facilitando sua realização. Fico feliz em dizer que temos várias boas notícias – avanços para relatar.

Na Estônia, o governo implementou uma nova lei que ajudará as vítimas a se manifestarem e obter o apoio que as vítimas precisam para se recuperar.

O governo da Argentina condenou funcionários do governo que eram cúmplices de crimes de tráfico, estabeleceu proteção legal adicional para as vítimas e reforçou os esforços para treinar os profissionais de resposta da linha de frente.

No Bahrein, o governo trabalhou para responsabilizar criminalmente os traficantes locais e desenvolveu um mecanismo para obter abrigo para as vítimas.

O governo de Chipre reforçou os esforços para condenar os traficantes e melhorar as proteções para as vítimas também.

Também vimos alguns movimentos positivos em regiões inteiras. Dos 48 países africanos incluídos no relatório, 14 receberam menções de avanços – o que significa que observamos uma forte tendência de aumento de esforços para melhorar sua resposta geral. Apesar das significativas ameaças de segurança, desafios de migração, outras restrições financeiras e outros obstáculos, a região melhorou significativamente.

Cumprimentamos os países que agiram, mas também nunca deixaremos de apontar os países que precisam se posicionar melhor.

Nós lemos os relatos horríveis do tráfico humano e abuso de migrantes africanos, refugiados e requerentes de asilo na Líbia, resultando em mercados de escravos modernos. Envolvemos o governo de acordo nacional da Líbia para levar os responsáveis ​​à justiça, incluindo funcionários do governo cúmplices. Congratulamo-nos com o seu compromisso de fazê-lo e aguardamos para ver a ação real.

No Sudeste Asiático, as forças armadas de Mianmar e outras no Estado de Rakhine deslocaram centenas de milhares de Rohingya e membros de outros grupos étnicos, muitos dos quais foram explorados na região como resultado. Alguns militares birmaneses também recrutaram crianças-soldados e submeteram adultos e crianças de grupos étnicos minoritários ao trabalho forçado.

Também vemos os trágicos exemplos de trabalho forçado na Coreia do Norte. Um número incontável de cidadãos norte-coreanos é submetido a trabalhos forçados no exterior por seu próprio governo, em muitos casos com a aprovação tácita dos governos anfitriões.

E no Irã, vítimas de tráfico são punidas – as vítimas são punidas – por atos que são forçados a cometer. Por exemplo, vítimas de tráfico sexual podem enfrentar a pena de morte por cometer adultério. Esta é uma horrível perversão da justiça por um regime corrupto.

Nós levamos essas histórias a sério. Nós os usamos como combustível para nos motivar a agir enquanto trabalhamos juntos para acabar com o tráfico humano de uma vez por todas.

Você verá no relatório de hoje que ainda resta muito trabalho a fazer. O mundo deve entender que não vamos parar até que o tráfico humano seja coisa do passado.

Antes de concluir, gostaria de agradecer à Diretora Interina Johnstone por liderar o Escritório TIP no último ano. Obrigado Kari. Obrigado pela sua equipe dedicada e talentosa no Escritório TIP. Suas longas horas e trabalho árduo produziram um relatório que não passará despercebido. É um esforço de equipe e de todo o dDepartamento. Obrigado a você e sua equipe. (Aplausos)

Com isso, por favor, junte-se a mim para dar as boas-vindas à Assessora do Presidente, a Sra. Ivanka Trump, ao apresentarmos os prêmios para os Heróis TIP de 2018. (Aplausos)

SRTA JOHNSTONE: Obrigada, Sr. Secretário, pelas suas palavras tão expressivas e por emprestar sua voz para esta questão de suma importância. E agora vamos pedir para cada Herói do Relatório TIP se levantar quando eu chamar seu nome e país, e se juntar a nós para receber o prêmio.

Sr. Ausamah AlAbsi do Bahrein. (Aplausos.) Em reconhecimento à sua perseverança na defesa de políticas centradas nas vítimas dentro do governo, estabelecendo um dos principais abrigos da região para vítimas de tráfico, lançando o novo mecanismo nacional de encaminhamento do governo para vítimas de tráfico e liderando esforços para reduzir a vulnerabilidade dos trabalhadores estrangeiros através da reforma do sistema de patrocínio do governo.

O próximo é o Sr. Josue Ango, do Burkina Faso. (Aplausos.) Em reconhecimento ao seu excepcional compromisso de combater o tráfico de pessoas ao longo de sua carreira, seu papel fundamental na construção da rede abrangente e multinacional de combate ao tráfico de Burkina Faso e suas inestimáveis ​​contribuições para fortalecer a resposta da governança ao combate ao trabalho infantil e para apoiar os jovens que são vulneráveis ​​ao tráfico humano. (Aplausos)

Francisca Awah Mbuli dos Camarões. (Aplausos.) Em reconhecimento à sua firme determinação de impedir o trabalho forçado nas comunidades vulneráveis ​​de Camarões, seu compromisso de conscientizar o país e o mundo em parceria com meios de comunicação e organizações internacionais e seus programas inovadores para capacitar economicamente mulheres que são sobreviventes do tráfico humano. (Aplausos.)

Yanira Violeta Olivares Pineda de El Salvador. (Aplausos) Reconhecendo sua liderança dinâmica no combate à escravidão moderna como chefe da unidade especializada em tráfico de pessoas de El Salvador, seu sucesso em processar traficantes e desmantelar suas operações criminosas domésticas e internacionais, apesar dos recursos limitados, e seu papel vital em elevar os esforços de tráfico como prioridade do governo. (Aplausos)

Maizidah Salas da Indonésia. (Aplausos.) Em reconhecimento aos seus esforços inabaláveis ​​para capacitar os trabalhadores migrantes indonésios através de treinamento de habilidades, conscientização pública e assistência familiar. Seu papel central na formação da primeira comunidade de trabalhadores migrantes na Indonésia e sua coragem em exigir proteções mais robustas para trabalhadores vulneráveis ​​e sobreviventes do tráfico, por meio do envolvimento contínuo com as autoridades e o público. (Aplausos)

Sunita Danuwar, do Nepal. (Aplausos.) Em reconhecimento à sua liderança excepcional na fundação da primeira organização abrangente de serviços às vítimas no Nepal, estabelecida e administrada por sobreviventes do tráfico; seu persistente contato com a comunidade e envolvimento com comunidades vulneráveis ​​para prevenir o tráfico de pessoas; e seu compromisso inigualável para proteger e fortalecer os sobreviventes. (Aplausos)

Blessing Okoedion, da Nigéria. (Aplausos.) Reconhecendo sua extraordinária coragem e usando suas experiências vividas para difundir a conscientização e prevenir o tráfico de pessoas, seus esforços altruístas para ajudar os sobreviventes e ajudar os que ainda estão sujeitos ao crime, e sua defesa inabalável por maiores proteções para grupos vulneráveis ​​e vítimas de tráfico em toda a Itália e Nigéria. (Aplausos)

Ivana Radovic, da Sérvia. (Aplausos.) Reconhecendo seu papel central na condução do trabalho de uma das principais organizações de combate ao tráfico da Sérvia, seus esforços persistentes de defesa das vítimas do tráfico e suas incomparáveis ​​contribuições para fortalecer a resposta de combate ao tráfico da Sérvia, fortalecendo a capacidade do governo e das instituições do setor privado. (Aplausos)

Kim Jong-chul, da Coreia do Sul. (Aplausos.) Em reconhecimento ao seu compromisso de expor condições e práticas de trabalho forçado através de sua inovadora pesquisa investigativa sobre tráfico humano na Coréia do Sul e globalmente, particularmente de pescadores migrantes em navios sul-coreanos, e seu trabalho incansável na luta pelos direitos de grupos vulneráveis ​​e vítimas de tráfico de pessoas. (Aplausos)

Dr. Yosief Abrham Mehari, do Sudão. (Aplausos.) Em reconhecimento ao seu serviço altruísta como médico e defensor de prestar assistência crítica às vítimas de tráfico, sua generosidade incomparável em dedicar seu tempo e recursos para garantir que os sobreviventes recebam assistência médica e apoio de qualidade, e sua colaboração com as autoridades sudanesas para conectar as vítimas do tráfico humano com serviços para ajudá-los a reconstruir suas vidas com sucesso. (Aplausos)

E agora, tenho o prazer de apresentar a Heroína do TIP Report, Francisca Awah Mbuli, uma sobrevivente do tráfico humano e diretora fundadora da Rede de Sobreviventes em Camarões. (Aplausos.) Como sobrevivente da servidão doméstica, a Srta. Awah Mbuli usa sua experiência e criatividade para conscientizar as comunidades dos Camarões e defender melhores serviços para as vítimas do tráfico. Sua organização construiu uma abordagem única para o empoderamento de sobreviventes, concentrando-se na independência econômica e fomentando o empreendedorismo entre mulheres e meninas. Temos a honra de tê-la aqui conosco hoje para falar em nome dos heróis do Relatório sobre o Tráfico de Pessoas deste ano.

SRTA AWAH MBULI: Prezado secretário de Estado Pompeo e distintos convidados, em nome de todos os sobreviventes e Heróis TIP, o reconhecimento que o senhor nos concede é uma honra. Obrigado senhor. (Aplausos)

O Escritório TIP é reconhecido internacionalmente por sua liderança em acabar com a atrocidade da escravidão. O destaque dado ao nosso esforço para acabar com o tráfico humano fortalece nossa credibilidade internacionalmente e nos coloca em uma rede de combatentes da liberdade em todo o mundo.

Alguns anos atrás, eu apenas sonharia com tal homenagem. Há três anos, aceitei uma oferta de emprego para ensinar inglês no Conselho de Cooperação do Golfo. Isso foi depois de regressar da Noruega, onde eu estava cursando um mestrado em direitos humanos e multiculturalidade, mas não podia me sustentar por lá.

Quando cheguei ao Conselho de Cooperação do Golfo, não havia emprego ensinando inglês. Fui traficada para a escravidão como trabalhadora doméstica, onde não ganhei nada além de tratamento desumano e abusos sexuais. Quando eu disse que queria ir para casa, eles me disseram que eu tinha uma dívida de USD 3.000 dólares que eu tinha que pagar, e depois ainda teria que pagar o meu voo de volta para casa. Isso era mentira.

No entanto, considerei vender um rim para pagar os USD 3.000 dólares e ir embora. Outras garotas estavam em situações tão desesperadoras, que recorriam a bordéis. Algumas nunca mais apareceram. Todas as mulheres que encontrei a caminho do Conselho de Cooperação do Golfo receberam promessas de empregos com salários mais altos do que jamais poderíamos receber em nosso país de origem. Nenhuma tinha recebido emprego ou pagamento conforme prometido.

Todos nós saímos de nossas casas para que pudéssemos encontrar uma maneira de sustentar nossas famílias. Em muitos casos, éramos a esperança de nossas famílias, aquela que teve ensino superior. Com a ajuda de uma ONG, consegui escapar dos meus captores e voltar para casa. Então ajudamos outras 27 mulheres a voltarem para casa. Muitas outras não tiveram a mesma sorte.

Existem recursos limitados disponíveis através da ajuda internacional. Por isso, fiz disso a minha missão, e minha organização, a missão da Rede de Sobreviventes, para criar um movimento de base na África para criar um programa de conscientização para evitar o tráfico de pessoas. Minhas irmãs e irmãos precisam aprender os sinais de falsas promessas de trabalho. Para evitar o tráfico, as pessoas precisam de treinamento vocacional para desenvolver habilidades para que possam trabalhar e se tornar autossuficientes em seus países de origem.

O microfinanciamento pode ajudar aqueles que têm habilidades a iniciar negócios, porém ainda mais do que isso é necessário. É preciso haver educação de empoderamento social e econômico para que os homens não possam controlar o futuro das mulheres. Talvez um grande exemplo de uma maneira que as organizações de combate ao tráfico historicamente impactaram a autossuficiência de muitas mulheres.

Quando se trata de comunidades, campanhas de conscientização sobre tráfico humano e escravidão moderna podem ajudar a educar e proteger pessoas de todas as idades. Atividades de base em cidades, escolas, igrejas, pontos de ônibus, estações de rádio e televisão, na internet e nas mídias sociais, todas contribuem para a conscientização e aumentam a possibilidade de um espectador intervir ou de um agressor pensar duas vezes.

Isso de forma alguma diminui a importância de resgatar e cuidar dos 25 milhões de pessoas que estão atualmente escravizadas. É especialmente importante que, uma vez que as vítimas sejam resgatadas, elas tenham uma rede de apoio e uma infraestrutura em que possam se apoiar para evitar o novo tráfico.

Obrigado por me apoiar e por apoiar aos meus colegas Heróis do TIP Report em nossa missão. Esse reconhecimento significa muito para todos nós e revalida nossos esforços e amplifica nossas habilidades para combater esse crime terrível. Apesar de sermos nomeados heróis, não apenas nós, mas qualquer um pode e deve se envolver no combate ao tráfico humano. Todos podemos falar sobre essa questão em nossas escolas e locais de trabalho e durante o jantar com nossas famílias. Quanto mais pessoas souberem e se importarem, mais pessoas salvaremos.

Estamos apenas começando o movimento de combate ao tráfico nos Camarões. Mas sei que juntos, podemos acabar com a escravidão moderna.

Obrigada. Obrigadao a todos. (Aplausos.)

SRTA JOHNSTONE: Obrigada, Francisca, pelas suas palavras inspiradoras. Temos muito a aprender com sua jornada. Sua força e perseverança ajudam a garantir que outros possam viver uma vida cheia de promessas.

É uma honra e uma experiência introspectiva compartilhar essa plataforma com tantos defensores dos direitos humanos que são destemidos em sua busca pela liberdade. Fico muito feliz que esses heróis terão a oportunidade de compartilhar suas ideias além dos corredores do Departamento de Estado quando se encontrarem com líderes e organizações locais. Conectar líderes, especialistas e ativistas de comunidades em todo o mundo para trocar histórias, práticas promissoras e lições aprendidas, promove nossa luta global contra o tráfico humano.

Acreditamos tão fortemente na colaboração e parceria, especialmente em nível estadual e local, que enfocamos a introdução do Relatório TIP deste ano em torno desse tema. Minha equipe e eu aprendemos que algumas das ideias, estratégias e soluções mais inovadoras vêm de organizações de base, seja nos Estados Unidos ou no exterior. Temos visto repetidas vezes que os indivíduos fazem a diferença. Seja o motorista do Uber em Sacramento que ouviu uma conversa entre um passageiro adolescente e seus traficantes e chamou a polícia, ou o gerente do restaurante de Chicago que notou dois funcionários com queimaduras idênticas em seus rostos e os incentivou a contatar a polícia, que denunciou o proprietário do imóvel por trabalho forçado.

No ano passado, fiquei emocionado ao ver líderes tradicionais e anciãos em Gana trabalhando com voluntários e assistentes sociais para desenvolver uma abordagem proativa da comunidade no combate ao tráfico de pessoas. Os trabalhos coletivos desses indivíduos e outros como eles ajudaram a remover mais de 180 crianças do trabalho forçado, e impediu que muitos outros sofressem tal exploração. Seja um bom samaritano, um líder local ou alguém que fez do trabalho de combate ao tráfico sua missão de vida, as ações individuais são importantes.

No Departamento de Estado, estamos comprometidos em formar parcerias com uma ampla gama de partes interessadas para que, juntos, possamos ser mais eficientes na prevenção do crime, responsabilizar os traficantes e ajudar os sobreviventes do tráfico por meio de uma abordagem centrada na vítima e informada ao trauma. Vamos todos nos inspirar com todos esses heróis no palco hoje e com aqueles que fazem o que podem em suas comunidades e ao redor do mundo para combater o tráfico. Embora a magnitude do crime e a miríade de desafios às vezes pareçam assustadores, devemos arregaçar as mangas e trabalhar juntos para romper os laços da escravidão moderna. Coletivamente, vamos garantir que a justiça e a liberdade prevaleçam.

Obrigada a todos por estarem aqui hoje. Por favor, permaneçam em seus lugares até que o Secretário, a Sra. Trump e nossos heróis tenham saído, e então eu os convido a ficar por alguns minutos e se conhecerem, e então saírem em direção aos fundos onde poderão pegar sua cópia do Relatório 2018 sobre o Tráfico de Pessoas. Muito obrigada. (Aplausos.)


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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