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Secretário de Estado Michael R. Pompeo “Apoiando Vozes Iranianas” Na Fundação e Biblioteca Presidencial Ronald Reagan

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Departamento De Estado Dos Estados Unidos
Gabinete da Porta-Voz
Para divulgação imediata
22 de julho de 2018
Discurso
Simi Valley, Califórnia

 

SECRETÁRIO POMPEO: Obrigado a todos. Obrigado. (Aplausos.) Muito obrigado. Bem, obrigado, Fred, por essa introdução carinhosa. Isso me lembrou de quando eu estava no processo para ser confirmado [Secretário de Estado] e eles estavam em busca de todas as pessoas que eu conheci na vida, e encontraram um dos jovens que jogaram basquete comigo em Los Amigos e ele – eles perguntaram se eu era bom. E ele disse: “Bem, ele fez o melhor possível”. (Risos)

Obrigado pela introdução carinhosa e obrigado por me receber aqui na Fundação e Biblioteca Presidencial Ronald Reagan. Este é um lugar muito especial e é uma honra para mim estar aqui.

Também quero agradecer ao meu amigo Tom por se juntar a mim aqui nesta noite. Estivemos em várias missões juntos, e estou confiante de que continuaremos fazendo assim nos próximos dias, semanas e anos.

E é ótimo ver o governador Wilson aqui. Votei em você algumas vezes tempos atrás. (Risos) E sei que temos muitos membros da comunidade irano-americana conosco esta noite. Esta é apenas uma fração dos 250 mil irano-americanos que vivem apenas no sul da Califórnia. Temos aqui também muitos convidados irano-americanos de todas as partes dos Estados Unidos. Obrigado. Estou ansioso para ouvir vocês esta noite, aprender mais sobre a situação no Irã como você a vê e entender o que seus amigos e entes queridos estão passando naquele lugar.

E eu reconheço que a diáspora iraniana é diversa. Há muitas religiões diferentes e muitos estilos de vida diferentes, e isso é uma coisa boa, e nem todos os irano-americanos veem as coisas da mesma maneira. Mas acho que todos concordam que o regime no Irã tem sido um pesadelo para o povo iraniano, e é importante que a sua união nessa questão não diminua por diferenças em outros lugares.

Para os nossos irano-americanos e – para nossos amigos irano-americanos, quero dizer esta noite que o governo Trump sonha os mesmos sonhos para o povo do Irã os mesmos sonhos que você e, através de nossos esforços e providência divina, esse dia se tornará realidade. (Aplausos)

O próximo ano marcará o 40º aniversário da Revolução Islâmica no Irã. Como vou explicar melhor já, os 40 anos de frutos da revolução foram amargos. Quarenta anos de cleptocracia. Quarenta anos com dinheiro do povo sendo desperdiçado no apoio ao terrorismo. Quarenta anos de iranianos comuns sendo presos por expressarem pacificamente seus direitos. Por que o regime se comportou de maneira tão abominável nos últimos 40 anos e sujeitou seu povo a essas condições? É uma questão importante.

A resposta está na natureza revolucionária do próprio regime. (Aplausos)

Os ideólogos que forçaram a ascensão ao poder em 1979 e permanecem no poder hoje são movidos pelo desejo de conformar toda a sociedade iraniana aos princípios da Revolução Islâmica. O regime também está comprometido em espalhar a revolução para outros países, a força, se necessário. O cumprimento total da revolução em casa e no exterior é o objetivo final do regime. Isso impulsiona o comportamento deles. Desse jeito, o regime passou quatro décadas mobilizando todos os elementos da economia iraniana, da política externa e dos mandatos políticos para esse objetivo. Para o regime, a prosperidade, a segurança e a liberdade do povo iraniano podem ser sacrificados pela revolução.

Economicamente, vemos como a decisão do regime de priorizar uma agenda ideológica sobre o bem-estar do povo iraniano colocou o Irã em uma espiral econômica de longo prazo. Durante a época do acordo nuclear, o aumento das receitas do petróleo no Irã poderiam ter melhorado a vida do povo iraniano. Em vez disso, o dinheiro foi direcionado para terroristas, ditadores e milícias relacionadas. Hoje, graças aos subsídios do regime, o combatente médio do Hezbollah ganha de duas a três vezes mais o que um bombeiro iraniano ganha nas ruas do Irã. A má administração do regime levou à queda do rial. Um terço dos jovens iranianos estão desempregados e um terço dos iranianos vivem abaixo da linha de pobreza.

A ironia amarga da situação econômica no Irã é que o regime enche seus próprios bolsos enquanto o povo clama por empregos, reformas e oportunidades. A economia iraniana está indo muito bem – mas apenas se você for um membro da elite conectada politicamente. Há dois anos, os iranianos se revoltaram, com toda razão, quando vazaram contra-cheques mostrando quantidades enormes de dinheiro inexplicavelmente fluindo para as contas bancárias de altos funcionários do governo.
E há muitos outros exemplos de corrupção generalizada.

Por exemplo, Sadeq Larijani, o chefe do judiciário iraniano. Ele tem pelo menos US$ 300 milhões. Larijani conseguiu esse dinheiro desviando fundos públicos para sua própria conta bancária. O governo Trump sancionou Larijani em janeiro por violações dos direitos humanos, porque não temos medo de enfrentar o regime em seu nível mais alto. (Aplausos) Pode me chamar de maluco – você não será o primeiro –, mas acho estranho que um bandido desses, sob sanções internacionais, é o homem certo para ser o oficial de justiça do mais alto escalão do Irã. (Risos e aplausos)

O ex-funcionário do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) e ministro do interior Sadeq Mahsouli é apelidado de “o General Bilionário”. Ele deixou de ser um funcionário pobre do IRGC no fim da guerra Irã-Iraque e hoje tem bilhões de dólares. Como isso aconteceu? De alguma forma, ele conseguia contratos lucrativos de construção e comercialização de petróleo de empresas associadas ao IRGC. Ser um antigo companheiro de faculdade de Mahmoud Ahmadinejad talvez tenha alguma coisa a ver com isso também. (Risos)

Os aiatolás também estão em ação. A julgar por suas vastas riquezas, eles parecem mais preocupados com dinheiro do que com religião. Esses homens sagrados hipócritas criaram todo tipo de esquemas desonestos para se tornar uns dos homens mais ricos do planeta enquanto seu povo sofre.

O grande aiatolá Makaram Shirazi é conhecido como o“Sultão do Açúcar” por seu comércio ilícito de açúcar, que gerou mais de US$ 100 milhões para ele. Ele pressionou o governo iraniano a reduzir os subsídios aos produtores domésticos de açúcar, enquanto inunda o mercado com seu próprio açúcar importado, mais caro. Esse tipo de atividade tira os empregos dos iranianos comuns.

Outro aiatolá, um dos líderes da oração das sexta-feiras de Teerã nos últimos 30 anos, fez o governo transferir várias minas lucrativas para sua fundação. Ele também tem agora milhões de dólares.

E não são muitas as pessoas que sabem disso, mas o aiatolá Khamenei tem seu próprio fundo de investimento pessoal chamado Setad, no valor de US$ 95 bilhões, com um B. Essa riqueza não é tributada, é ilícita e é usada como um fundo secreto para o IRGC. O aiatolá enche seus cofres devorando o que ele quiser. Em 2013, os agentes do Setad expulsaram uma mulher de 82 anos de idade de Baha’i de seu apartamento e confiscaram a propriedade após muito tempo de ameaças. A aquisição de terras de minorias religiosas e rivais políticos é apenas mais um detalhe no dia-a-dia desse monstro que tem interesse em tudo, desde o setor imobiliário, passando pelas telecomunicações, até a criação de avestruzes. Tudo isso é feito com a benção do aiatolá Khamenei.

A lista continua, mas precisamos fazer outras coisas hoje à noite. O nível de corrupção e riqueza entre os líderes iranianos mostra que o Irã é governado por algo que mais se assemelha à máfia do que a um governo.

Sobre a política externa, a missão do regime de exportar a revolução produziu uma campanha de décadas de violência e desestabilização de motivação ideológica no exterior. Assad, o Hezbollah libanês, o Hamas, grupos militantes xiitas no Iraque e os houthis no Iêmen se alimentam de bilhões do regime, enquanto o povo iraniano grita frases como “Deixe a Síria, pense em nós”.

Nossos parceiros no Oriente Médio são atormentados por ataques cibernéticos iranianos e comportamento ameaçador nas águas do Golfo Pérsico. O regime e seus aliados terroristas deixaram um rastro de sangue dissidente na Europa e no Oriente Médio.

De fato, nossos aliados europeus não estão imunes à ameaça do terrorismo apoiado pelo regime.

No início deste mês, um “diplomata” iraniano baseado em Viena foi preso e acusado de fornecer explosivos para uma bomba terrorista programada para explodir numa manifestação política na França. Isso mostra tudo o que você precisa saber sobre o regime: ao mesmo tempo em que tentam convencer a Europa a permanecer no acordo nuclear, estão planejando secretamente ataques terroristas no coração da Europa.

E porque lutar contra os Estados Unidos e destruir Israel está no cerne da ideologia do regime, eles cometeram e apoiaram muitos atos de violência e terrorismo contra os dois países e nossos cidadãos. Como apenas um exemplo, bem mais de mil membros das forças americanas foram mortos e feridos no Iraque por bombas fabricadas no Irã.

Hoje, vários americanos estão detidos e desaparecidos dentro do Irã. Baquer Namazi, Siamak Namazi e Xiyue Wang estão sendo injustamente mantidos pelo regime até hoje, e Bob Levinson está desaparecido no Irã há mais de 11 anos. Há outros também. E nós, do governo Trump, estamos trabalhando diligentemente para trazer de volta cada um desses americanos detidos indevidamente por tanto tempo. (Aplausos)

MEMBRO DA AUDIÊNCIA: (Gritando) O presidente Trump prende as crianças. O governo Trump-Pence está sequestrando crianças. Trump e Pence –
SECRETÁRIO POMPEO: Apesar – apesar de o governo –

AUDIÊNCIA: (Vaias)

MEMBRO DA AUDIÊNCIA: (Gritando fora do microfone)

AUDIÊNCIA: (Vaias)

MEMBRO DA AUDIÊNCIA: (Gritando fora do microfone)

AUDIÊNCIA: EUA, EUA, EUA, EUA, EUA, EUA, EUA, EUA, EUA, EUA.

SECRETÁRIO POMPEO: Obrigado.

MEMBRO DA AUDIÊNCIA: (Gritando fora do microfone)

SECRETÁRIO POMPEO: Se houvesse – se houvesse tanta liberdade de expressão no Irã. (Aplausos e aplausos)

Você sabe, apesar do registro claro de agressão do regime, os Estados Unidos e outros países passaram anos tentando identificar um político moderado. É como um unicórnio iraniano. (Risos) As metas revolucionárias do regime e sua disposição para cometer atos violentos não produziram ninguém para liderar o Irã que possa ser chamado remotamente de moderado ou estadista.

Alguns acreditam que o presidente Rouhani e o ministro de Relações Exteriores Zarif se encaixam nesse projeto. A verdade é que eles são apenas homens de frente polidos para disfarçar as artimanhas dos aiatolás no exterior. O contrato nuclear iraniano não os fez moderados; os fez lobos em pele de cordeiro. Governos em todo o mundo temem que o confronto com a República Islâmica prejudique a causa dos moderados, mas esses chamados moderados dentro do regime ainda são violentos revolucionários islâmicos com uma agenda antiamericana e anti-Ocidente. Você só precisa ouvir o que eles dizem sobre isso. E, neste caso, as evidências revelam que a agenda deles é contra o próprio Irã também.

A adesão absoluta do regime à Revolução Islâmica significa que não aceitam nenhuma ideia da sociedade iraniana que os contradigam ou prejudiquem – diferentemente do que acabamos de fazer aqui esta noite. É por isso que o regime tem reprimido impiedosamente por décadas os direitos humanos, a dignidade e as liberdades fundamentais de seu próprio povo.

É por isso que a polícia iraniana deteve uma ginasta iraniana adolescente por postar um vídeo no Instagram de si mesma dançando.

É por isso que o regime prende centenas de Ahwazis, membros da comunidade árabe minoritária do Irã, quando eles pedem respeito por sua língua e por suas crenças básicas. A polícia moralizadora do governo espancou mulheres nas ruas e prendeu aquelas que não querem usar o véu islâmico.

Recentemente, no evento ativista “Quarta-feira Branca” – uma ativista foi recentemente condenada a 20 anos de prisão por protestar contra o uso compulsório do véu islâmico.

O desejo de defender a Revolução Islâmica resultou especialmente na supressão grosseira da liberdade de religião no Irã, muitas vezes com consequências bárbaras.

No mês passado, um homem simples, motorista de ônibus, pai de dois filhos e membro da comunidade iraniana Gonabadi Sufi Dervish, foi condenado à morte. Sua sentença foi baseada em acusações questionáveis após confrontos violentos entre as forças de segurança e os dervixes. Ele teria negado acesso a um advogado antes, durante – antes e durante seu julgamento extremamente injusto. Este homem, o Sr. Salas – assim como as todos os seus defensores – defendeu firmemente sua inocência, declarando ter sido torturado numa confissão forçada. Infelizmente, em 18 de junho, o regime enforcou Salas na prisão.

Sua morte foi parte de uma repressão maior que começou em fevereiro, quando pelo menos 300 sufis foram presos ao exigir a libertação de seus companheiros de fé. Neste momento, centenas de muçulmanos sufis continuam presos no Irã por conta de suas crenças religiosas e há relatos de várias mortes nas mãos das forças de segurança brutais do regime.

Entre os presos, está o líder Dr. Noor Ali Tabandeh, de 91 anos, que vive em prisão domiciliar há pelo menos alguma parte dos últimos quatro meses – cerca de quatro meses. Ele precisa de cuidados médicos imediatos.

A intolerância religiosa do regime no Irã não se estende apenas aos muçulmanos sufis. O mesmo vale para cristãos e judeus, e sunitas e baha’is, e zoroastristas e membros de muitos outros grupos dentro do Irã que vivem com medo de que sua próxima oração seja realmente a última.

O que nos incomoda mais com o tratamento dado às minorias religiosas no Irã é que suas presenças são muito anteriores ao regime – suas presenças são muito anteriores ao regime. Eles são uma parte histórica de uma tela rica de uma civilização iraniana antiga e vibrante. Essa tela foi rasgada por policiais intolerantes e vestidos de preto. Quando outras religiões são suprimidas, a imagem do Irã se torna um auto-retrato dos aiatolás e do IRGC.

Em resposta a uma miríade de fracassos do governo, corrupção e desrespeito de direitos, desde dezembro os iranianos estão tomando as ruas nos protestos mais longos e fortes desde 1979. Alguns gritam o slogan: “As pessoas são indigentes enquanto os mulás vivem como deuses”. Outros optam por fechar o Grande Bazar em Teerã. As queixas específicas diferem, mas todos os que expressam insatisfação têm algo em comum: foram maltratados por um regime revolucionário. Os iranianos querem ser governados com dignidade, responsabilidade e respeito. (Aplausos)

O regime – isso é importante. A resposta brutal do regime a esses protestos pacíficos reflete a intolerância que sua visão de mundo revolucionária produziu. Em janeiro último, o regime saudou o ano novo com as prisões de até 5 mil pessoas de seu próprio povo.

Eles estavam pedindo pacificamente por uma vida melhor. Centenas supostamente permanecem atrás das grades e vários foram mortos pelas mãos de seu próprio governo. Os líderes cinicamente chamaram isso de suicídio.

No geral, está claro que a ideologia do regime levou muitos iranianos a ficarem zangados por não poderem chamar sua pátria de um país “normal”.

Eles sabem que uma constituição que consagre a exportação da revolução islâmica e a destruição de seus vizinhos e a restrição da cidadania não é normal.

Os iranianos comuns sabem que a tortura de seu próprio povo por parte de seu governo não é normal.

Receber várias rodadas de sanções pelo Conselho de Segurança da ONU não é normal.

Incitar cantos de “Morte à América” e “Morte a Israel” não é normal.

Ser o patrocinador número 1 do terror também não é normal.

Às vezes parece que o mundo perdeu a sensibilidade com o autoritarismo do regime em casa e com suas campanhas de violência no exterior, mas o povo iraniano, orgulhoso, não está calado sobre os muitos abusos de seu governo.

E os Estados Unidos, sob o governo do presidente Trump, também não ficará em silêncio. (Aplausos)

À luz desses protestos e de 40 anos de tirania do regime, tenho uma mensagem para o povo do Irã: os Estados Unidos ouvem vocês; os Estados Unidos apoiam vocês; os Estados Unidos estão com vocês.

Quando os Estados Unidos veem os brotos de liberdade subindo pelo solo rochoso, prometemos nossa solidariedade, porque também demos um primeiro passo difícil para nos tornarmos um país livre há alguns anos.

Neste momento, os Estados Unidos estão fazendo uma campanha de pressão diplomática e financeira para cortar os fundos que o regime usa para enriquecer e apoiar a morte e a destruição. (Aplausos) Temos a obrigação de exercer pressão máxima sobre a capacidade do regime de gerar e movimentar dinheiro, e faremos isso.

No centro desta campanha está a reimposição de sanções aos setores bancário e energético do Irã.

Como explicamos nas últimas semanas, nosso foco é trabalhar com países importadores de petróleo bruto iraniano para deixar as importações o mais próximo possível de zero até 4 de novembro. Zero. Recentemente – (Aplausos). Recentemente, como parte dessa campanha, designamos a organização terrorista militante xiita do Bahrein, Saraya al-Ashtar, e, junto com os Emirados Árabes, acabamos com uma rede de câmbio que estava transferindo milhões de dólares para o IRGC.

E tem mais por vir. Os líderes do regime – especialmente aqueles no topo do IRGC e da Força Quds, como Qasem Soleimani, – devem sentir as consequências dolorosas de decisões mal tomadas. (Aplausos) Estamos pedindo a todas as nações, todas as nações que estão enojadas e cansadas com o comportamento destrutivo da República Islâmica, que se juntem à nossa campanha de pressão. Isso vale especialmente para nossos aliados no Oriente Médio e na Europa, pessoas que foram aterrorizadas por atividades violentas do regime por décadas.

E você deve saber que os Estados Unidos não têm medo de espalhar nossa mensagem nas ondas de rádio e on-line dentro do Irã também. (Aplausos) Por 40 anos, o povo iraniano ouviu de seus líderes que a América é o “Grande Satã”. Não acreditamos que eles estejam interessados em ouvir notícias falsas por mais tempo. (Risos e aplausos)

Hoje, um em cada quatro iranianos – 14 milhões de pessoas – vê ou ouve as transmissões do governo dos EUA toda semana. E é mais importante do que nunca refutar as mentiras do regime e repetir nosso desejo profundo de amizade com o povo iraniano. Neste momento, o Conselho de Diretores de Radiodifusão (BBG, na sigla em inglês) dos EUA está tomando novas medidas para ajudar os iranianos a evitarem a censura na Internet também. O BBG também está lançando um novo canal de TV na língua farsi que funcionará 24 horas por dia, sete dias por semana. Ela abrangerá não apenas a televisão, mas também rádio e mídia sociais e digitais, de modo que os iranianos comuns dentro do Irã e em todo o mundo possam saber que os EUA estão ao lado deles. (Aplausos) E finalmente – e finalmente, a América não tem medo de expor violações de direitos humanos e apoiar aqueles que estão sendo silenciados.

Continuamos a mostrar nossas preocupações sobre o o recorde terrível de abusos dos direitos humanos da República Islâmica sempre que falamos na ONU e com nossos parceiros que mantêm relações diplomáticas com aquele país. Deixamos claro que o mundo está vendo, e enquanto o regime continua a transformar seu povo nas maiores vítimas, não ficaremos em silêncio. (Aplausos)

E agora nós chamamos todos aqui da plateia e nossos parceiros internacionais para ajudar a destacar os abusos do regime e apoiar o povo iraniano.

O objetivo de nossos esforços é um dia ver os iranianos no Irã desfrutando da mesma qualidade de vida que os iranianos na América desfrutam. (Aplausos e vibrações)
Os iranianos na América desfrutam de todas as liberdades asseguradas pelo seu governo, e não pisoteadas por ele. Eles são livres para buscar oportunidades econômicas que acreditam ser melhores para eles e suas famílias, e podem se orgulhar de seu país e praticar sua fé da maneira que desejam.

Há alguns indivíduos conosco que quero destacar nesta noite porque incorporam nossa esperança para o povo iraniano.

Goli Ameri veio para os Estados Unidos como um calouro em Stanford e fundou empresas de sucesso e atuou no Departamento de Estado e na ONU.

Susan Azizzadeh foi forçada a deixar tudo para trás e vir para cá em 1979. Hoje ela é a líder da Federação Judaica Irano-Americana. (Aplausos e vibrações)

Makan Delrahim – acho que o vi – veio para a América com sua família quando tinha apenas 10 anos de idade. (Aplausos) Ele é agora procurador-geral assistente do Departamento de Justiça – bastante surpreendente. (Aplausos)

Esperamos que o sucesso de Goli, Susan, Makan e de muitos outros americanos – irano-americanos entre a diáspora nos Estados Unidos – lembrem a todos os iranianos do que é possível sob um governo que respeita seu povo e governa com responsabilidade. Os iranianos não deveriam ter de fugir de sua terra natal para encontrar uma vida melhor. (Aplausos)

Enquanto cabe ao povo iraniano determinar a direção de seu país, os Estados Unidos, no espírito de nossas próprias liberdades, apoiarão a voz do povo iraniano há muito ignorada. Nossa esperança é que, em última análise, o regime faça mudanças significativas em seu comportamento tanto dentro do Irã quanto globalmente. Como o Presidente Trump disse, estamos dispostos a conversar com o regime no Irã, mas a ajuda da pressão americana virá apenas quando virmos mudanças tangíveis, demonstradas e sustentadas nas políticas de Teerã.

Eu pensei que eu fecharia esta noite de maneira perfeitamente apropriada, invocando as palavras de um homem que rotineiramente defendia a liberdade e o respeito de forma muito mais eloquente do que eu jamais poderia fazer, o presidente Ronald Reagan. Em 1982 – (aplausos).

Em 1982, o presidente Reagan fez um discurso ao Parlamento britânico que ficou conhecido como o Discurso de Westminster. Ele incentivou outros governos ocidentais a apoiarem as pessoas ao redor do mundo que tentam se libertar da tirania e da injustiça. Sua razão era simples e poderosa. Ele disse:“A liberdade não é apenas uma prerrogativa de poucos afortunados, mas o direito inalienável e universal de todo ser humano”.

É por isso que também pedimos a todos os governos que ponham fim a seus flertes com um regime revolucionário e venham rapidamente em auxílio do povo iraniano.

(Aplausos) Naquele mesmo dia, naqueles mesmos comentários, o presidente Reagan disse: “Vamos nos perguntar: ‘Que tipo de pessoas achamos que somos?’ E respondamos: ‘Pessoas livres, dignas de liberdade e determinadas não apenas a permanecer assim, mas também a ajudar os outros a ganhar sua liberdade”.

Hoje, os Estados Unidos condenam a opressão aplicada ao povo iraniano por aqueles que governam injustamente e, orgulhosamente, amplificamos as vozes dos que estão no Irã desejando que esses direitos humanos inalienáveis e universais deixem de ser ignorados e, em vez disso, sejam honrados. Fazemos isso sabendo que muitos nas ruas e mercados falam por aqueles que o regime permanentemente silenciou ao longo dos anos – que podem até ter sido entes queridos dos que estão na plateia hoje à noite.

A América espera que os próximos 40 anos da história do Irã não sejam marcados pela repressão e pelo medo – mas pela liberdade e satisfação – do povo iraniano.

Obrigado. (Aplausos)

GOVERNADOR WILSON: Bem, você respondeu a todas as perguntas.

SECRETÁRIO POMPEO: Vamos seguir em frente. Obrigado.

GOVERNADOR WILSON: Bem, Sr. Secretário, tenho algumas perguntas, mas na verdade você respondeu quase todas de forma bastante eloquente.

SECRETÁRIO POMPEO: Vamos ver se posso dar a mesma resposta quando não tenho anotações na minha frente. (Risos)

GOVERNADOR WILSON: Bem, deixa eu começar com essa. É realista pensar que o povo iraniano recuperará o controle de seu país no que podemos chamar de futuro previsível?

SECRETÁRIO POMPEO: Claro. (Aplausos) Bem, claro. Claro. Eu sempre lembro aqueles que pensam que não é possível ou quem acham que o tempo será medido em séculos e não horas, sempre lembro que as coisas mudam. Há momentos de desunião. Há momentos em que acontecem coisas inesperadas e imprevistas. Nossa revolução seria uma delas. Eu poderia continuar. Vocês também poderiam citar exemplos.

Nós não sabemos o momento exato. Nós não sabemos o dia em que o comportamento do regime iraniano vai mudar. Mas sabemos as coisas que o mundo é obrigado a fazer para que, quando chegar a hora certa, quando chegar o momento certo, essa oportunidade seja ainda mais provável de acontecer.

GOVERNADOR WILSON: Você poderia sintetizar seu excelente discurso e realmente em poucas palavras dizer qual é a melhor maneira de efetuar essa mudança dentro do governo iraniano e como o governo Trump está ajudando o povo iraniano em sua luta para se libertar do atual governo tirânico lá?

SECRETÁRIO POMPEO: Então, o presidente Trump tem sido absolutamente inequívoco nisso, não apenas na mensagem, mas também no fato de que esta é uma prioridade real para seu governo. Acho que isso é importante. Pode-se ter um – qualquer um pode ter um objetivo, mas se não o classificar, a atenção será curta e os recursos, limitados. O presidente colocou esse objetivo como algo que ele considera incrivelmente importante.

A missão definida para a nossa equipe é clara. É negar à liderança iraniana os recursos, a riqueza, os fundos, a capacidade de continuar fomentando o terrorismo em todo o mundo e negando às pessoas dentro do Irã a liberdade que tanto merecem. Como é que se diz isso em 30 segundos? (Risos)

GOVERNADOR WILSON: Está ótimo. (Aplausos) Há uma percepção entre algumas pessoas de que os iranianos, incluindo estudantes e visitantes legítimos, não podem obter vistos dos EUA por causa de uma proibição de viagem. Você esclareceria qual é a política dos EUA em relação ao que chamaremos de visitantes da sociedade civil iraniana?

SECRETÁRIO POMPEO: Claro, ficaria feliz em fazer isso. Então, o presidente Trump deixou claro em relação a vários países que não nos fornecem informações suficientes sobre riscos de segurança nos EUA que faríamos o melhor possível para trabalhar com esses países a fim de encontrar as informações de que precisávamos. O Irã continua a nos negar os sistemas básicos de compartilhamento de dados que centenas de países – ou, com licença, dezenas e dezenas de países já nos fornecem. Nós gostaríamos que o Irã fizesse isso.

Ainda permitimos que estudantes entrem. Há muitos estudantes. Tenho certeza de que há estudantes aqui hoje à noite que são iranianos que estão estudando aqui. Nós damos as boas-vindas a eles. Mas esse governo tem como uma de suas principais políticas garantir que examinemos adequadamente todos aqueles que vêm à nação para que possamos manter nosso país seguro. Esse é o plano. Essa é a política. (Aplausos)

GOVERNADOR WILSON: Bem, talvez em uma nota indevidamente otimista, o que poderia ser uma base para a reconciliação entre os Estados Unidos e o Irã?

SECRETÁRIO POMPEO: É sempre possível. (Risos) E o Presidente deixou claro o fato de que – eu não deveria ter brincado. O presidente deixou claro que ele adoraria isso, ele gostaria de fazer isso. Eu fiz agora três viagens a Pyongyang, um regime que tratou seus cidadãos também de uma maneira em que suas liberdades foram negadas. O presidente disse que, se eles conseguirmos essa mudança, se conseguirmos que a liderança tome uma decisão estratégica sobre como garantir o bem-estar do país e o bem-estar de seu povo, estaremos preparados para ter uma conversa e discutir como isso pode continuar. O presidente declarou pelo menos uma vez, talvez mais de uma vez, que está preparado para fazer o mesmo com a liderança no Irã, mas não até que haja mudanças demonstráveis, tangíveis e irreversíveis no regime iraniano. Eu não vejo acontecendo hoje. Mas tenho esperança de ver. (Aplausos)

GOVERNADOR WILSON: E qual seria o seu conselho para os estudantes – espero que muitos estejam na audiência hoje – interessados em fazer parte desse esforço e procurar uma carreira no Departamento de Estado? Como eles podem se preparar melhor e que desafios devem antecipar?

SECRETÁRIO POMPEO: Damos às boas-vindas a todas as pessoas talentosas e patrióticas na grande equipe diplomática dos Estados Unidos. É uma honra incrível. Eu estou completando 12 semanas como o secretário de estado. A equipe é fantástica. Meu conselho não é diferente do que dou ao meu filho. Se ele estivesse aqui, ele estaria revirando os olhos agora. (Risos)

Trabalhe duro, estude, diga a verdade aonde quer que você vá. Temos muitas pessoas que falam idiomas diferentes que passaram algum tempo em outros países que puderam aprender sobre outras culturas. É extremamente importante termos esse conjunto de habilidades no Departamento de Estado. Esses são os tipos de coisas que os jovens que querem uma carreira maravilhosa, empolgante, recompensadora e importante, trabalhando como um diplomata norte-americano, devem pensar em fazer, à medida que progridem na faculdade e além, e nós daremos as boas-vindas. Entre no site state.gov. É fácil de encontrar. Temos muitas ótimas oportunidades para jovens americanos talentosos em nossa grande equipe. (Aplausos)

GOVERNADOR WILSON: Bem, sr. secretário, você tem sido bem claro, e é, penso eu, óbvio para todos nós que temos o privilégio de estar nesta audiência e nesta casa dedicada à preservação e ao aprimoramento do legado de Ronald Reagan que você entende melhor do que qualquer outro que tivemos em muito tempo. (Aplausos) Acho que nós dois lembramos que, em um momento crítico na história deste país, ele disse, com um sorriso: “Confie, mas verifique.” (Risos) E parece que esta é sua mensagem também, e nós agradecemos você pelo serviço diferenciado que nos deu desde o ponto inicial nessa nossa turma. Acho isso impressionante. (Aplausos) E quem quer que seja esse adversário contra quem você jogou basquete em Los Amigos, acho que ele deveria ter dito mais do que “Bem, ele fez o melhor possível”, você fez o melhor com a generosidade do bom Senhor ao criar sua inteligência, sua coragem e sua objetividade. Nós temos sorte de ter você.

SECRETÁRIO POMPEO: Obrigado, Pete. Você é muito gentil. (Aplausos) Obrigado, obrigado. Muito gentil.

GOVERNADOR WILSON: Bem, é sincero.

SECRETÁRIO POMPEO: Muito gentil. Obrigado, senhor. (Aplausos)


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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