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África: Os EUA são o “Parceiro Ideal” para promoção das instituições democráticas & do desenvolvimento econômico na África

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Depois de ter tido a honra de servir ao meu país como diplomata por mais de 30 anos — 22 dos quais em oito países africanos diferentes —, pela primeira vez, esta semana tenho a oportunidade de destacar os interesses e o compromisso dos EUA com o continente, na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Em dezenas de reuniões e conversações em Nova York, eu destacarei a importância de uma parceria contínua e robusta entre os EUA e a África, que dê prioridade aos seguintes objetivos:

  • Promoção de laços comerciais e mercado mais fortes entre os Estados Unidos e a África, por meio do estabelecimento de igualdade de condições de atividade em todos os mercados africanos;
  • Aproveitamento do potencial da tremenda proeminência juvenil da África como um propulsor para a inventividade e a prosperidade econômicas, que são uma contra narrativa para o extremismo violento e o desespero;
  • Avanço da paz e da segurança por meio de parcerias robustas com os governos africanos através de mecanismos bilaterais e regionais;
  • E o mais importante, reenfatizar que os Estados Unidos têm um compromisso inabalável com a África.

Longe de serem itens se excluem mutualmente, essas são prioridades que se reforçam mutualmente. O nosso falhar ou o nosso êxito depende de uma abordagem de “governo como um todo” no trabalho com os parceiros internacionais, com a sociedade civil, e com a grande diáspora africana nos Estados Unidos, na direção de um futuro orientado para a paz, estabilidade e prosperidade — agora e para as gerações futuras em toda a África.

Minha experiência, tanto na diplomacia como na área acadêmica, convenceu-me de que a África se encontra, realmente, em uma encruzilhada crítica, e a direção que tomar nos próximos poucos anos terá um grande impacto — para o bem ou para o mal — não apenas no continente, mas em todo o mundo.

Todos aqueles que observam as tendências na África sabem que uma mudança demográfica monumental acontecerá entre o agora e 2050, quando a população do continente terá dobrado, em mais de dois bilhões, e a porcentagem de jovens africanos com menos de 25 anos de idade terá ultrapassado os 75 por cento. Esses milhares e milhares de jovens africanos terão grandes aspirações de emprego e qualidade de vida — de forma similar aos jovens em qualquer outro lugar no mundo. Com a proliferação da mídia social, os jovens africanos possuem uma janela onde podem observar as inúmeras possibilidades que o mundo tem para oferecer, mas, o mais importante, poderão comparar suas próprias circunstâncias com a dos seus homólogos em todo o mundo.

Os líderes africanos estão começando a entender que o desafio mais importante, para eles, é criar empregos relevantes e duradouros para a sua juventude. E eu planejo fazer tudo o que for possível para ajudar, considerando que os Estados Unidos são o parceiro ideal para dar apoio aos africanos, no estabelecimento e fortalecimento de instituições democráticas, e de um tipo de ambiente de negócios que atraia investimentos, que fomentam o crescimento econômico.

A verdade é que, uma África mais próspera e democrática oferece enormes oportunidades comerciais e de mercado para os Estados Unidos  À medida que a economia mundial se torne cada vez mais interligada, e a África represente uma cota maior do mercado global, eu acredito firmemente que as companhias americanas possam e devam ter laços mais profundos com o continente, o que pode resultar em que nossos valores, e modo de realizar negócios, se tornem um padrão na África.

As empresas americanas colocam ênfase no Estado de Direito, na transparência, na garantia para os investidores, e na igualdade de condições de atividade.  Nossas companhias também dão prioridade ao treinamento e à contratação de africanos, para os trabalhos que eles deveriam estar fazendo nos seus países. Esse modelo operacional é o segredo de base na nossa cultura empresarial e economia de sucesso.

Conforme consideramos o futuro da África e tentamos assegurar que a proeminência juvenil beneficie o continente, em vez de se tornar um obstáculo, é importante mantermos vários aspectos críticos em mente:

  • O crescimento do número de pessoas jovens exige o aumento exponencial de empregos;
  • A criação de empregos exige o crescimento econômico, orientado em parte pelo aumento do investimento direto estrangeiro;
  • As empresas estrangeiras não investirão se houver ausência de um ambiente acolhedor, de igualdade de condições de atividade, e de mão-de-obra educada;
  • Finalmente, os governos africanos que estão mais abertos à parceria com o setor privado, principalmente com as empresas americanas, colherão os benefícios da transferências de conhecimento e do desenvolvimento de capacidades entre seu povo.

Minha carreira tem me mostrado o potencial enorme e as oportunidades abundantes para o futuro da África.  Como Secretário Assistente de Estado para Assuntos Africanos, serei guiado pela minha convicção abrangente de que devemos olhar para a África através do para-brisas, e não através do espelho retrovisor.

Conclamo às empresas americanas, também, a aceitarem esse desafio, e àqueles que têm pouca ou nenhuma experiência no continente a abraçarem as vastas oportunidades que a África oferece.  Sinto-me pequeno perante a confiança que o Presidente Trump e o Secretário de Estado Pompeo depositam em mim, ao concederem-me a honra de liderar o Escritório de Assuntos da África, e de auxiliar na liderança dos nossos engajamentos na África, num momento tão crucial para a história do continente.

O Embaixador Nagy é o Secretário Assistente de Estado para Assuntos Africanos no governo dos Estados Unidos. Ele é um oficial de carreira, do Serviço Diplomático, aposentado, que serviu ao governo americano por 32 anos, inclusive como Embaixador dos EUA na Etiópia (1999-2002) e na Guiné (1996-1999), e como Chefe Adjunto de Missão na Nigéria (1993-1995), em Camarões (1990-1993) e em Togo (1987-1990).  Ele recebeu o grau de bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Texas Tech, e o grau de mestre em Ciência de Administração pela Universidade de George Washington.


Visualizar Conteúdo Original: https://www.state.gov/p/af/rls/rm/2018/285991.htm
Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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