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Secretário de Estado Mike Pompeo Discurso Unidos Contra um Irã Nuclear (UANI): “Promessas Quebradas do Irã”

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Boa tarde.

Eu sei que faço parte do terrível problema de trânsito em Nova York durante a semana da UNGA, então agradeço e peço desculpas a todas as almas corajosas que lutaram contra o engarrafamento para chegar até aqui. Espero que vocês não me culpem por isso. Na próxima vez, vou pegar o metrô.

Tenho a honra de me dirigir aos patriotas deste grupo. O grupo Unidos Contra um Irã Nuclear (UANI) está fazendo um trabalho vital para garantir que o regime iraniano não possa desenvolver uma arma nuclear, não possa continuar suas campanhas terroristas apoiado pelo estado e não possa continuar a angariar fundos de maneira imoral enquanto o povo do Irã sofre.

Gostaria de agradecer especialmente ao presidente do UANI, o senador Lieberman, pelo convite e pela introdução.

Ele continua a ser uma voz implacável para a sanidade da segurança nacional, assim como foi durante seus muitos anos no Senado.

Senador, precisamos de mais pessoas como você no Capitólio, pessoas que realmente compreendam a ameaça do regime iraniano.
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É uma ironia apropriada, mas triste, que estamos falando sobre o Irã durante a semana da 73ª Assembleia Geral da ONU, ou UNGA.

Tantas vezes ao longo dos anos, durante a UNGA, líderes e diplomatas do regime iraniano usaram essa ocasião para jogar charme para governos estrangeiros e obscurecer o que eles realmente fazem em casa e no exterior. O presidente iraniano Rouhani, o chanceler Zarif e outras figuras iranianas aproveitam a oportunidade para se apresentar como estadistas moderados. Mas o mundo sabe a verdade – sua polida valsa diplomática é uma tentativa óbvia de fazer com que as nações responsáveis pensem erroneamente: “Talvez eles não sejam tão ruins”.

Na verdade, esses são dois dos oficiais de mais alto escalão de um regime que descaradamente desafia a visão da Organização das Nações Unidas, as exigências do direito internacional e os princípios da soberania nacional. O histórico do regime iraniano nos últimos 40 anos mostra que aquele país está entre os piores violadores da Carta da ONU e das resoluções do Conselho de Segurança da ONU – se não for o pior absoluto. É realmente um regime fora da lei.

Vamos primeiro olhar para a Carta da ONU. Este documento exige que as nossas nações “vivam em paz umas com as outras como bons vizinhos”. E onde há uma ameaça a essa paz, exige que os Estados-membros da ONU executem as decisões tomadas pelo Conselho de Segurança sobre o que deve ser feito sobre essa ameaça.

O Irã tem convivido com outras nações em paz? Tem sido um bom vizinho? Tem contribuído para a manutenção da paz e segurança internacionais, respeitando integralmente as decisões do Conselho de Segurança? Vamos dar uma pequena volta ao mundo e você verá que a resposta é um “não” ensurdecedor.

Vamos começar pela Europa.

Apenas alguns meses atrás, autoridades em toda a Europa prenderam vários agentes iranianos – incluindo uma autoridade iraniana baseada na Áustria – como parte de um plano para colocar uma bomba em uma manifestação política na França. Isso aconteceu justamente quando o regime vem fazendo toda uma pressão para que países europeus permaneçam no acordo nuclear. Como uma resposta justa a esse apoio ao terrorismo, há algumas semanas nossa aliada França adiou indefinidamente todas as viagens diplomáticas não essenciais ao Irã. Esse é um bom primeiro passo, e esperamos ver mais ações como essa de outras nações. Devemos pressionar o regime para controlar a destruição e exigir que o Irã aja como um país normal.

Infelizmente, ontem à noite, os Estados Unidos ficaram perturbados e profundamente desapontados ao ouvir as partes restantes do acordo anunciarem que estão estabelecendo um sistema de pagamento especial para contornar as sanções dos EUA. Esta é uma das medidas mais contraproducentes que se pode imaginar para a paz e a segurança regional e global. Ao sustentar as receitas para o regime, você está solidificando a classificação do Irã como o patrocinador estatal número 1 do terror, permitindo a exportação violenta da Revolução do Irã e tornando o regime ainda mais rico enquanto o povo iraniano sofre. Eu imagino que os aiatolás corruptos e o IRGC estavam rindo hoje de manhã.

Esta decisão é ainda mais inaceitável, dada à longa lista de atividades terroristas apoiadas pelo Irã na Europa.

Em 2012, quatro operários da Força Qods entraram na Turquia para atacar alvos israelenses, mas felizmente o ataque foi interrompido pelas autoridades turcas.

No mesmo ano, o Hezbollah libanês – um dos grupos representantes mais leais do regime – bombardeou um ônibus com turistas israelenses na Bulgária. Seis morreram, incluindo o motorista búlgaro, e pelo menos 32 ficaram feridos.

Em 1992, o Irã forneceu apoio logístico a militantes do Hezbollah libanês que assassinaram quatro dissidentes curdos iranianos em um café em Berlim.

Mas o terror sem lei e apoiado pelo Estado do Irã não se limita à Europa. Está em todo o mundo. Nossa jornada continua na África.

Em 2013, três agentes iranianos foram presos na Nigéria por planejarem ataques contra escritórios da USAID, uma empresa israelense, um centro cultural judaico e hotéis frequentados por israelenses e americanos.

Em 2012, dois agentes da Força Qods foram presos em Nairobi, no Quênia, por planejarem ataques a bomba contra alvos ocidentais; 15 quilos de materiais explosivos foram descobertos.

E na América do Sul? No Uruguai, em 2015, um alto diplomata iraniano foi expulso por planejar um ataque perto da embaixada israelense. Em Buenos Aires, na Argentina, o Irã forneceu apoio logístico para dois ataques suicidas com veículos; um em 1992 e um em 1994. Estes ataques mataram um total de 114 pessoas e feriram quase 500, sendo que o atentado de 1994 se tornou o ataque terrorista mais mortal na história da Argentina.

A próxima parada da nossa turnê terrorista apoiada pelo regime iraniano é a Ásia:

Em Katmandu, no Nepal, em 2013, um iraniano que viajava com um passaporte israelense falso foi preso por espionar a embaixada israelense.

Em Nova Déli, em 2012, a Força Quds comandou um ataque a bomba que visava diplomatas israelenses.

Em Karachi, em 2011, agentes iranianos assassinaram o diplomata saudita Hassan al-Qahtani. Desde 2006, o Irã vem fornecendo uma ampla gama de armas ao Talibã, incluindo granadas de propulsão por foguete, morteiros, foguetes e explosivos plásticos.

O Irã tentou aplicar os mesmos golpes em nosso próprio continente. Em 2011, a Força Qods apoiou um plano para assassinar o embaixador saudita nos Estados Unidos.

Em agosto passado, os Estados Unidos prenderam dois supostos agentes do Irã por espionagem e coleta de informações secretas contra alvos israelenses e americanos.

No ciberespaço, o Irã tem explorado a internet para alimentar a opinião pública negativa e tentar jogar os americanos uns contra os outros. No mês passado, o Facebook, o Twitter, o Instagram e o YouTube coletivamente removeram milhares de contas originárias do Irã relacionadas com atividades de desinformação.

Os hackers ligados ao regime não hesitam em atacar e penetrar nos sistemas americanos. Em março deste ano, nove hackers iranianos foram acusados de fazer uma campanha de ameaças cibernéticas que teve como alvo 144 universidades norte-americanas, 30 empresas norte-americanas e cinco agências do governo dos EUA.

Em junho de 2013, hackers iranianos conduziram uma invasão cibernética no sistema de controle de uma represa a menos de 20 milhas de… adivinhem onde… cidade de Nova York.

Na Austrália, hackers ligados ao IRGC tentaram roubar pesquisas importantes de universidades.

E, claro, o regime iraniano dirigiu uma série de atividades violentas e destrutivas em seus vizinhos do Oriente Médio:

Ele fornece ao Hezbollah libanês, uma organização terrorista, US$ 700 milhões por ano.

O Hezbollah é responsável por alguns dos ataques terroristas mais letais contra americanos no Oriente Médio. Em 1983 – com a aprovação e financiamento do regime iraniano – o Hezbollah bombardeou a embaixada dos EUA em Beirute, matando 63 pessoas, incluindo 17 americanos.

E novamente, em 1996, o Hezbollah bombardeou o complexo habitacional das Torres Khobar na Arábia Saudita, matando 19 membros da Força Aérea dos EUA.

O regime fornece mais de US$ 100 milhões por ano para grupos terroristas como o HAMAS e a Jihad Islâmica Palestina. A parte mais hipócrita de tudo isso é que o aiatolá alega que ele se preocupa com os palestinos, mas, de 2008 a 2017, o Irã apenas doou apenas US$ 20 mil à agência de assistência da ONU para refugiados palestinos. Enquanto isso, os Estados Unidos doaram quase 3 bilhões de dólares no mesmo período – isso é 150 mil vezes mais.

O regime recruta jovens de baixa renda em lugares como Afeganistão, Iraque e Paquistão, mostra uma visão sedutora do martírio para eles e depois os envia para lutar na Síria, sob a direção de Qasem Soleimani e da Força Qods. O regime tem atraído crianças afegãs a partir de 14 anos para lutar na Síria.

Os navios iranianos assediam navios em vias navegáveis internacionais com base em reivindicações marítimas que desafiam o direito internacional, conforme refletido na Convenção sobre o Direito do Mar. Se o regime iraniano acha que o Estreito de Hormuz pertence exclusivamente a eles, podem apostar seu último rial que os Estados Unidos nunca vão aceitar isso.

E apenas algumas semanas atrás, milícias apoiadas pelo Irã no Iraque lançaram ataques com foguetes com risco de morte contra o complexo da embaixada americana em Bagdá e o consulado dos EUA em Basra. O Irã não parou esses ataques, que foram feitos por representantes do regime, apoiados com verba, treinamento e armas.

Os Estados Unidos vão responsabilizar o regime de Teerã por qualquer ataque que resulte em ferimentos aos nossos funcionários ou danos a nossas instalações. A América responderá de maneira rápida e decisiva em defesa das vidas americanas.

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Todas essas atividades maliciosas – no mínimo – desafiam o espírito da Carta da ONU. Mas e quanto à letra da lei das Resoluções do Conselho de Segurança da ONU e outros instrumentos do direito internacional? Mais uma vez as evidências confirmam que o Irã é um regime fora da lei.

As exportações de armas pelo Irã estão proibidas pela UNSCR 2231. O fornecimento de armas aos Houthis é proibido pela UNSCR 2216. Mas o Irã fez o oposto e armou os houthis até os dentes.

A Resolução 1373 exige que todos os Estados-membros da ONU se abstenham de fornecer qualquer forma de apoio a entidades envolvidas em atos terroristas. A Resolução 1701 exige que todos os Estados-membros da ONU impeçam o fornecimento de armas direto ou indireto por seus nacionais ou de seu território ao Líbano, com algumas exceções. Nenhuma dessas resoluções impede que o regime iraniano seja o fornecedor número 1 do arsenal do Hezbollah libanês.

De 2006 a 2010, o Conselho de Segurança da ONU aprovou seis resoluções diferentes que governam os programas nucleares e de mísseis balísticos do Irã. Mas, de 2007 a 2015, o Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica emitiu nada menos que 33 relatórios descrevendo o não-cumprimento do Irã em cada resolução.

A Resolução UNSCR 1929 afirmou que “o Irã não deve realizar qualquer atividade relacionada a mísseis balísticos capaz de gerar armas nucleares, incluindo lançamentos usando tecnologia de mísseis balísticos”. Mas o Irã fez vários lançamentos de mísseis balísticos entre 2010 e 2015 – cada um deles uma flagrante violação desta cláusula.

E mesmo quando, em conexão com o alívio de sanções do JCPOA, o Conselho de Segurança substituiu esta cláusula da UNSCR 2231 com um apelo ao Irã para não realizar qualquer atividade relacionada a tais mísseis, o ritmo do Irã de lançamentos de mísseis e testes não diminuiu. O Irã fez vários lançamentos de mísseis balísticos desde janeiro de 2016, quando o acordo foi implementado. Hoje o Irã possui a maior força de mísseis balísticos do Oriente Médio. Cada um desses mísseis balísticos custou US$ 1 milhão ou mais.

Eu me pergunto como as pessoas em dificuldades do Irã se sentem em relação a um programa de mísseis que drena seu tesouro público e provoca sanções econômicas que restringem a prosperidade do país.

E, recentemente, o Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária das Nações Unidas concluiu que o governo do Irã não tem base legal para a prisão e detenção do estudante americano Xiyue Wang.

No ano passado, o mesmo grupo de trabalho da ONU pediu a libertação imediata de outro norte-americano, Siamak Namazi, que foi arbitrariamente preso em 2015 quando visitava seus pais no Irã. Em 2016, o grupo de trabalho também concluiu que Bob Levinson – que está desaparecido há mais de 11 anos no Irã – foi preso sem motivos legais e deve ser imediatamente libertado.

Continuamos a pressionar o Irã a manter seu compromisso de ajudar os Estados Unidos a localizar Bob para que ele possa voltar para sua família. Todos esses americanos e outros detidos erroneamente no Irã devem voltar para casa.

O Irã está perdendo muito tempo hoje em dia tentando desacreditar os Estados Unidos sobre nossa decisão legal e justificada de deixar o acordo nuclear com o Irã. Mas o histórico do Irã de violar a lei internacional está entre os piores – se não é o pior – do mundo. O Irã se comporta sem consideração pelo direito internacional, por fronteiras ou por vidas.
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Eu não sei quantas mais provas preciso oferecer. Não pode haver dúvida de que as atividades destrutivas iranianas são verdadeiramente globais em escopo. Portanto, cabe a todos os países unirem esforços para mudar o comportamento sem lei do regime. A natureza contínua, multi-nacional e multi-continental da atividade maligna iraniana não deixa espaço para preguiça ou indecisão.

Os Estados Unidos continuarão a unir esforços internacionais para mudar o comportamento iraniano por meio de pressão, dissuasão e apoio ao povo iraniano. Queremos todos os países a bordo. Esta é uma das maiores prioridades diplomáticas do presidente Trump.

O consenso que já existe sobre as atividades não-nucleares do Irã está refletido nas Resoluções do Conselho de Segurança que acabei de mencionar, bem como em outros instrumentos do Direito Internacional.

Mas o cumprimento dessas Resoluções deveria ser a primeira de nossas ações para responsabilizar o Irã.

Na esteira da decisão do presidente Trump de retirar os Estados Unidos do acordo nuclear, os países agora enfrentam a opção de continuar fazendo negócios com o Irã. Impor novamente sanções e desestimular os negócios internacionais com o Irã não é algo que estamos fazendo por despeito – essa é uma medida de segurança necessária. O regime não deve mais poder receber bilhões de dólares que, como já foi provado, serão entregues aos estados clientes aliados, grupos rebeldes e terroristas. Fazer negócios no Irã apenas despeja dinheiro em um regime que o adquire para si mesmo e usa indevidamente para fins violentos: foi isso que aconteceu durante o acordo, e continuará a acontecer se não agirmos juntos.

Por décadas, o mundo tem procurado atingir a meta elusiva de um Oriente Médio estável. Que melhor maneira de proceder em relação a isso do que negar recursos ao regime mais responsável pela instabilidade na região? Devemos fazer o que pudermos para impedir o financiamento do IRGC e do Ministério da Inteligência a fim de que seus agentes não possam sustentar o terrorismo e a subversão em todos os continentes. Não se enganem – essas sanções e nossa pressão econômica são direcionadas ao regime e seus procuradores malignos, não ao povo iraniano.

É por isso que temos isenções, para fins humanitários, de todas as nossas sanções estatutárias que estão sendo impostas novamente, e temos uma série de autorizações para permitir certas atividades que beneficiem o povo iraniano.

Se o mundo quiser ver por si mesmo a extensão da atividade maligna do regime iraniano, os EUA acabam de publicar um folheto que registra as atividades destrutivas que esse regime ilegal tem perpetrado ao longo dos anos em todo o mundo.

É um ótimo recurso para quem quer ver quais são realmente as prioridades revolucionárias desse regime – visite State.gov para fazer o download.
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Hoje, eu falei muito sobre as promessas quebradas do regime com os Estados-membros da ONU. Mas há outro eleitorado que não pode acreditar nas palavras dos líderes do Irã: o próprio povo iraniano.

Em 1978, antes de retornar do exílio, o aiatolá Khomeini deu uma entrevista sobre os tempos gloriosos que estavam por vir para o povo iraniano sob os princípios da República Islâmica.
Entre outras coisas, ele prometeu a “erradicação da pobreza” e a “melhoria da condição de vida da maioria das pessoas que foram oprimidas de várias maneiras”.

Como isso tem sido? Há linhas diretas de videntes com previsões mais precisas.

O próprio presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse que “muitas pessoas perderam a fé no futuro da República Islâmica e estão em dúvida sobre seu poder”. Essa atitude é compreensível quando um terço dos jovens iranianos estão desempregados, enquanto as garagens dos prédios governamentais estão cheias de Range Rovers e BMWs.

Graças às políticas fracassadas do regime, o povo iraniano está enfrentando uma drástica escassez de água e crises ambientais.

No ano passado, o ministro da energia do Irã disse que 295 cidades estão enfrentando secas e escassez de água. Enquanto isso, o regime gastou incontáveis bilhões de dólares em seu programa nuclear ao longo dos anos. O regime iraniano está mais preocupado com a água pesada do que com a água potável.

Em termos de “melhorar a condição daqueles que foram oprimidos”:

O Irã ainda joga pessoas na prisão sob acusações estapafúrdias como “comportamento anti-revolucionário”, “corrupção na terra”, “apoio à arrogância global” e “crimes contra o Islã”. Vans do regime circulam pelas ruas das principais cidades em busca de mulheres que não obedecem às leis restritivas do hijab. Como parte de uma maior perseguição à minoria sunita, no ano passado, um tribunal condenou quatro sunitas a cinco anos de prisão pelo crime de … correr.

A lei proíbe os cidadãos muçulmanos de mudar ou renunciar às suas crenças religiosas. Até mesmo o ensino de música – música – é desencorajado nas escolas.

Se as nações não são movidas pelas evidências para mudar suas políticas em relação ao Irã, isso é um direito delas. Mas como pode qualquer nação que alega simpatizar com o povo do Irã manter relações comerciais com os aiatolás fora da lei e opressivos?

Os Estados Unidos dizem o seguinte ao povo do Irã: nossas promessas de apoio não terminam com nossas palavras. Os Estados Unidos ouvem vocês; os Estados Unidos apoiam vocês; os Estados Unidos estão com vocês. Apoiamos seus direitos de viver como pessoas livres, sob um governo que exerce responsabilidade e os tratam com respeito.

Vocês merecem mais do que a revolução infrutífera imposta por teocratas corruptos.

Nossa mensagem é consistente com o que os manifestantes nas ruas do Irã estão clamando e o que milhões de iranianos na diáspora mundial disseram por quase 40 anos. Os Estados Unidos buscam uma maneira melhor de avançar com o Irã e o Oriente Médio. Também sabemos que os vizinhos do Irã querem que seus líderes sigam um caminho diferente. O mundo inteiro também quer.

Como o presidente Trump e eu dissemos muitas vezes, um novo acordo é possível, mas a mudança deve acontecer nas 12 áreas que apresentei em maio, bem como no histórico de direitos humanos do Irã.

Esta semana nosso novo Representante Especial para o Irã, Brian Hook, se reunirá com membros da diáspora iraniana aqui em Nova York. Eles vão compartilhar suas histórias pessoais sobre o que eles, suas famílias e seus amigos passaram e suportaram. Eles compartilharão suas esperanças para o futuro de seu país de origem e da próxima geração de iranianos. E eles compartilharão o que podemos fazer para continuar apoiando, defendendo e capacitando o povo iraniano. Todos os iranianos que anseiam por um governo normal no Irã devem ser ouvidos. Vamos continuar essas conversas para deixar o regime iraniano saber de forma inequívoca de que lado estamos.

***
Gostaria de encerrar com uma citação de um americano que muitas vezes cruzou as linhas partidárias para defender a verdade – muito parecido com nosso amigo senador Lieberman. Daniel Patrick Moynihan representou o grande estado de Nova York por 24 anos no Senado dos EUA. Ele também serviu como Embaixador dos Estados Unidos nas Nações Unidas sob o comando do presidente Ford.

Ele disse uma vez que “a Carta das Nações Unidas impõe duas obrigações a seus membros. A primeira, que é bem conhecida, é ser cumpridor das leis em suas relações com outras nações: não atacá-las, não subvertê-las, e assim por diante. Mas há uma segunda obrigação que é simplesmente ser cumpridora da lei no tratamento de seus próprios cidadãos”.

O Irã fracassou em ambas as obrigações.

O embaixador Moynihan também disse uma vez que “todo mundo tem direito a suas próprias opiniões, mas não a seus próprios fatos”.

O fato é que a ofensiva do Irã por trás de portas fechadas não pode encobrir sua série de promessas quebradas no Conselho de Segurança.

O fato é que o regime iraniano rouba seu próprio povo para pagar a morte e a destruição no exterior.

O fato é que o regime fora da lei iraniano sabotou a capacidade das pessoas em todos os continentes de viver em paz e com dignidade, inclusive a sua própria.

Os Estados Unidos pedem a todas as nações que aceitem esses fatos e responsabilizem o Irã de maneiras que nunca fizeram antes.

Só então poderemos dar passos novos e verdadeiros em direção a uma maior segurança para nosso próprio povo amante da paz e maior liberdade para aqueles que estão dentro do Irã.

Obrigado.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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