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Secretário de Estado Michael R. Pompeo na Assembleia sobre a República Popular Democrática da Coreia Com membros do Conselho de Segurança da ONU

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Departamento de Estado dos Estadosd Unidos
Gabinete da porta-voz
Para divulgação imediata
Pronunciamentos
27 de setembro de 2018
Organização das Nações Unidas
Nova York, estado de Nova York

 

SECRETÁRIO POMPEO: Bom dia. Tem início a 8.363a Assembleia do Conselho de Segurança.

A agenda programática desta assembleia é a não proliferação/República Popular Democrática da Coreia. A pauta de discussões foi aprovada.

Nos termos do Resolução 37, convido os representantes do Japão e da República da Coreia a participarem desta assembleia. E assim fica decidido.

É com prazer que dou as boas-vindas aos distintos ministros e representantes aqui reunidos nesta manhã. O Conselho de Segurança inicia agora as considerações do segundo item da agenda.

Neste momento, devo fazer uma declaração segundo minha capacidade como Secretário de Estado dos Estados Unidos da América.

Repetidamente, no decorrer dos últimos 25 anos, a Organização da Nações Unidas (ONU) tem deixado claro: o mundo não pode aceitar uma Coreia do Norte com armamento nuclear. Essa, não é apenas a posição dos Estados Unidos. Essa é a posição do mundo.

As tentativas anteriores de deter o desenvolvimento de mísseis balísticos e nucleares na Coreia do Norte fracassaram. Mas, encontramo-nos agora no despertar de um novo dia. Desde a sua tomada de posse, o presidente Trump tem liderado uma campanha internacional de pressão que resultou no primeiro avanço diplomático significativo em décadas.

Durante a histórica cúpula entre o presidente Trump e o líder Kim, em Singapura, o líder Kim se comprometeu a trabalhar com vistas à desnuclearização completa da península coreana. Os dois líderes compartilham um entendimento comum e pessoal sobre aquilo que deve acontecer para que as relações entre os EUA e Coreia do Norte se transformem.

Os Estados Unidos continuam o engajamento com a Coreia do Norte para implementar o compromisso assumido em Singapura. Ontem, participei de uma reunião muito positiva com o ministro do Exterior, Ri Yong Ho, para discutir formas de continuarmos avançando nos quatro compromissos descritos na declaração conjunta de Singapura. Também falamos sobre a segunda cúpula entre o presidente Trump e o líder Kim Jong-un.

Não podemos nos esquecer daquilo que nos trouxe até este momento: a histórica campanha internacional de pressão, possibilitada por esse Conselho através da imposição de sanções. Enquanto a desnuclearização final da Coreia do Norte não seja alcançada e totalmente verificada, a implementação de todas as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, relativas à Coreia do Norte, continuará sendo nossa responsabilidade coletiva e solene.

O presidente Trump deixou muito claro que, se o líder Kim continuar avançando nos seus compromissos, um futuro muito mais brilhante estará diante da Coreia do Norte e de seu povo, e os Estados Unidos estarão na vanguarda para propiciar esse futuro brilhante.

Queremos testemunhar a chegada desse tempo, tão rápido quanto o possível. Mas, o único caminho para a paz, até esse futuro mais brilhante, deve passar pela diplomacia e desnuclearização. Isso significa que, qualquer outro caminho que a Coreia do Norte decida seguir, inevitavelmente levará ao aumento do isolamento e da pressão.

É imperativo que isso seja seriamente considerado pelos membros da Organização das Nações Unidas. A aplicação das sanções pelo Conselho de Segurança da ONU deve continuar vigorosamente e sem interrupções, até que alcancemos a desnuclearização completa, final e verificada. Os membros deste conselho precisam ser um exemplo nesse esforço, e devemos cobrar nossas responsabilidades mutualmente.

Somos todos responsáveis, especialmente, pela aplicação da Resolução 2397, que diminuiu o limite máximo anual das importações de petróleo refinado para a Coreia do Norte. Os Estados Unidos avaliaram — e podemos afirmar categoricamente — que o limite máximo de 500 mil barris foi violado durante este ano.

Continuamos a observar a importação ilegal de petróleo refinado adicional, por meio da transferência de carga entre navios, que está claramente proibida na resolução da ONU. Como membros do Conselho de Segurança da ONU precisamos informar aos capitães desses navios, seus proprietários, e todas as demais pessoas envolvidas nessas transferências, que nós os estamos observando e que eles precisam por um fim nas suas atividades ilegais.

Todos devemos nos responsabilizar pelo fim das exportações ilegais de carvão da Coreia do Norte, que propiciam fundos que são utilizados diretamente nos programas de armas e materiais de destruição em massa (WMD).

Temos também a responsabilidade de diminuir o número de trabalhadores norte-coreanos com permissão para trabalhar em nossos territórios. Os Estados Unidos estão preocupados com informações recentes sobre Estados-membros, incluindo membros do Conselho de Segurança, estarem recebendo mais trabalhadores norte-coreanos. Tais atos infringem a essência e a letra das resoluções do Conselho de Segurança, que todos nós nos comprometemos a cumprir.

Embora as sanções continuem sendo parte da abordagem completa que estamos aplicando para eliminar as armas nucleares da península coreana, desejo encerrar com uma observação positiva. Temos avançado no processo diplomático, e esperamos — realmente desejamos — ver o progresso até um final de sucesso. Estou feliz por que, baseado nas recentes conversações entre o presidente Trump e o líder Kim, o presidente me orientou a viajar para Pyongyang no próximo mês, para uma reunião com o líder Kim e para acelerar o processo.

Gostaria de reiterar que o futuro pode ser muito brilhante para a Coreia do Norte, se ela for fiel aos seus compromissos de desnuclearização definitiva, completa e verificada. Isso levará a uma transformação positiva das relações entre os EUA e a Coreia do Norte, maior prosperidade para o povo norte-coreano, e paz duradoura.

Na nossa visão, para uma [região] do Indo-Pacífico livre e aberta, as nações são fortes, soberanas, conectadas, prósperas e se encontram em estado de paz. Mas, tal visão para a região, jamais será alcançada se falharmos na realização dessa transformação na península da Coreia. O povo coreano, a região e o mundo jamais conhecerão o resultado da promessa de futuro, se não aproveitarmos esta abertura diplomática sem precedentes em prol da paz.

Eu afirmei, no início do meu pronunciamento, que estamos no despertar de um novo dia para as relações entre o mundo e a Coreia do Norte. Ainda não sabemos o que este dia nos trará, mas temos esperanças de que o atual avanço da diplomacia propiciará um futuro mais brilhante para a Coreia do Norte, e um mundo mais seguro para todos nós.

Obrigado, e aguardo ansiosamente pelas discussões.

Agora, eu passo a palavra para o primeiro-ministro adjunto e ministro das Relações Internacionais do Kuwait.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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