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Ao vivo do Departamento de Estado com o embaixador Nathan Sales, Coordenador de Contraterrorismo

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12 de dezembro de 2018

 

Anfitrião:  Bem-vindos ao LiveAtState, uma plataforma interativa virtual de videoconferência de imprensa do Departamento de Estado dos EUA.  É com prazer que dou as boas-vindas aos participantes, que se unem a nós, de todas as regiões do hemisfério ocidental e de todo o mundo.   Hoje, conversaremos com o embaixador Nathan A. Sales, o Coordenador de Contraterrorismo dos EUA.

O embaixador Sales lidera o Bureau de Contraterrorismo do Departamento de Estado e desempenha a função de principal conselheiro do secretário de Estado nos assuntos que envolvem contraterrorismo. Antes de assumir seu cargo no Departamento de Estado, o embaixador Sales foi um ilustre erudito jurista e, anteriormente, desempenhou a função de vice-secretário assistente para políticas no Departamento de Segurança Interna dos EUA. Ele também trabalhou em política de contraterrorismo no Departamento de Justiça. Ele responderá, com satisfação, às suas perguntas de hoje sobre as ameaças que os grupos terroristas transnacionais, incluindo o ISIS, al-Qaeda, e Hezbollah libanês, representam na – para a proteção e a segurança coletiva dos países do Ocidente e de seus cidadãos. Ele fará também, com satisfação, comentários sobre os resultados do marcante encontro ministerial sobre o contraterrorismo na região do hemisfério ocidental, ocorrida ontem, sediada no Departamento de Estado.

Antes de passar a palavra ao embaixador Sales, para seu pronunciamento de abertura, eu gostaria de fazer alguns comentários sobre procedimentos para perguntas. Vocês podem submeter suas perguntas agora, na caixa à direita, no canto superior da sua tela, onde se lê “Escreva a sua pergunta”.  Por favor, sintam-se livres para escrever as perguntas em inglês, espanhol ou português, e nossos moderadores as traduzirão conforme necessário. Caso você observe que um colega fez a pergunta que você gostaria que respondêssemos, você pode votar por ela clicando no botão “Like” à direita da pergunta. Tentaremos responder tantas perguntas quanto sejam possíveis, mas nosso tempo é limitado, portanto, mostre-nos o seu apoio às perguntas que mais gostariam de terem respondidas.

Também, uma rápida observação sobre a interpretação. Este programa está sendo apresentado via online em inglês, com narração em espanhol. No entanto, a transmissão é feita em estéreo para que você possa isolar um idioma ao selecionar o canal de áudio específico, no seu dispositivo. Se você estiver usando fones de ouvido, você deverá ouvir inglês em um fone de ouvido e espanhol no outro.

Se você deseja receber uma transcrição do briefing de hoje, e links para arquivos de áudio e vídeo com qualidade para transmissão, por favor preencha o pequeno questionário clicando na aba “Pesquisas” no topo da página do evento. Você pode também submeter perguntas e pedidos de transcrição pelo e-mail [email protected].

Com isso, daremos início. Embaixador Sales, obrigado ao senhor por se reunir conosco, hoje.  Passo-lhe a palavra para o seu pronunciamento de abertura.

Embaixador Sales:  Bem, muito obrigado.  Alô e bom dia.  Ontem, o Departamento de Estado sediou o diálogo em nível de encontro ministerial focado no contraterrorismo no Ocidente.  Treze parceiros-chave das Américas do Norte, Central e do Sul uniram-se aos Estados Unidos para essa reunião marcante. Gostaríamos de poder ver o terrorismo como um problema confinado às regiões longínquas do globo, mas, esses parceiros e os Estados Unidos sabem que os grupos terroristas transnacionais representam uma ameaça aqui, no nosso próprio hemisfério, seja o ISIS ou o al-Qaeda, ou um grupo terrorista apoiado pelo Irã como o Hezbollah. Essas ameaças devem ser consideradas com seriedade.

Aguardo ansiosamente poder responder às suas perguntas de hoje, sobre o encontro ministerial e o trabalho que estaremos fazendo para manter nossos bairros protegidos contra as ameaças terroristas transnacionais.

Anfitrião:  Ótimo!  Com isso, daremos início às perguntas.  Nossa primeira pergunta vem de Monalisa Freiha do An-Nahar Newspaper, e é assim:  Vocês perceberam alguma mudança nas atividades do Hezbollah, desde a imposição das sanções adicionais contra a organização e da reimposição das sanções dos EUA contra o Irã?

Embaixador Sales:  Sabemos que o Irã é o principal patrocinador do Hezbollah.  O Hezbollah recebe – no passado recebeu cerca de US$ 700 milhões por ano. Trata-se de um montante imenso de dinheiro, e esse dinheiro deveria ser destinado adequadamente ao povo iraniano, para responder às suas necessidades e abordando suas prioridades. Em vez disso, sabemos qual é a prioridade do regime iraniano. É espalhar o derramamento de sangue pelo mundo por meio de seus representantes. Sabemos disso – observamos evidências disso, conforme apertávamos o cinto do Irã por meio da reimposição das sanções, sabemos que o dinheiro, que de outra forma teria sido colocado à disposição do Hezbollah, teve que ser desviado para outros fins. Isso torna ainda mais importante, para nós e para nossos parceiros, que utilizemos nossos próprios esforços para suspender os recursos em dinheiro que o Hezbollah estará buscando para compensar os proventos que eles estão perdendo, como resultado das sanções contra o Irã.

Anfitrião:  Obrigado. A próxima pergunta vem de O Estado de São Paulo no Brasil. A pergunta é:  Sempre existiram rumores sobre a atividade do Hezbollah na tríplice fronteira entre – desculpem-me, acabo de perder a pergunta.  Vamos lá, encontrei-a.  Sempre existiram rumores sobre a atividade do Hezbollah na região da tríplice fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.  Qual é a situação atual?  Existe algum – Existem alguma nova descoberta sobre as atividades naquela área?

Embaixador Sales:  Sim. Bem, o Hezbollah libanês possui redes de financiamento em todo o mundo, não apenas no Oriente Médio, mas também na África e na América do Sul, e uma das regiões onde eles têm estado mais ativos, na canalização de dinheiro para sua sede, é a região da tríplice fronteira, entre Argentina, Paraguai e Brasil. Apenas um par de semanas atrás, a Argentina congelou os bens do Clã Barakat, que é uma das redes de financiamento mais prolíficas que o Hezbollah possui na região, e nós parabenizamos a Argentina pela ação que realizou.

Além disso, logo depois o governo do Brasil prendeu um líder do clã Barakat, o próprio Barakat, em conexão a essa rede de financiamento. Também parabenizamos o Brasil pelo esforço e esperamos ansiosamente por uma solução de sucesso nesse caso.

Anfitrião:  Outra pergunta vinda agora do Brasil, de Patrícia Campos Mello da Folha de São Paulo: O Governo eleito no Brasil declarou que a proteção das fronteiras tem prioridade máxima. Como os EUA poderiam trabalhar com o Brasil para fortalecer a proteção de fronteira, e quais são as principais ameaças terroristas atualmente no Brasil?

Embaixador Sales:  Acredito que a recente eleição no Brasil gera uma nova oportunidade para renovação e expansão da relação de parceria entre os nossos países, e aguardo ansiosamente para explorar as possibilidades dessa relação, conforme a nova administração toma posse no Brasil.

Quando consideramos a segurança de fronteira, uma das coisas mais importantes que podemos fazer para proteger nossas fronteiras, ou que qualquer país pode fazer para proteger suas fronteiras, é assegurar a posse dos dados necessários para análise dos viajantes internacionais para dentro e fora do país.

Em dezembro passado, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou uma nova resolução, a Resolução 2396, que conclama todos os Estados-membros da ONU a analisarem os dados de reconhecimento de nome de passageiro.  Trata-se, em essência, dos dados que você fornece para a linha aérea quando compra uma passagem.  Essa é uma ferramenta muito poderosa que podemos utilizar para encontrar terroristas conhecidos, mas, é tão importante quanto para encontrar terroristas desconhecidos ao identificarmos elos entre protagonistas malévolos, que já conhecemos, e os indivíduos que ainda não se encontram na tela do nosso radar.   Estaremos trabalhando com o Brasil, Argentina, Paraguai e qualquer país da região, qualquer país do mundo, na aplicação dessas capacidades.

Anfitrião:  Continuando com o Brasil, outra pergunta de O Estado de São Paulo: Atualmente, existem células do EI operando no Brasil?

Embaixador Sales:  Bem, sabemos que o ISIS tem estado ativo no Ocidente. Só no último – apenas este ano, o plano descoberto no Carnaval de Trinidade e Tobago abriu os olhos de muita gente sobre a necessidade de estarmos atentos a essa ameaça, aqui em nossa região. O ISIS não se limita à Síria e ao Iraque. Não está apenas em Mindanao, nas Filipinas. O plano descoberto em Trinidade é um lembrete de que precisamos estar conscientes dessa ameaça, aqui, e para tomarmos medidas decisivas contra a mesma. Nós trabalhamos bem de perto com Trinidade e Tobago, nesse plano e na sequência da sua descoberta, e estamos também ansiosos para trabalhar com nossos parceiros do Ocidente em relação a essa ameaça.

Anfitrião:  Então, a próxima pergunta vem de Beatriz Pascual Macias, da agência de notícias EFE. Ela pergunta: No Ocidente, qual é a possível conexão entre organizações transnacionais, como o Exército de Libertação Nacional (ELN), e grupos terroristas como o Hezbollah? Esse tópico foi considerado ontem no encontro ministerial?

Embaixador Sales:  Em grande parte, concentramo-nos nos grupos terroristas transnacionais, que são apoiados por Estados patrocinadores, como os grupos terroristas apoiados pelo Irã, incluindo o Hezbollah, bem como os grupos terroristas transnacionais, nos quais estamos focados desde o 11 de setembro, especificamente o al-Qaeda e suas ramificações, bem como o ISIS e sua rede global de afiliados.

Anfitrião:  Outra pergunta similar, uma pergunta antecipada que recebemos da repórter Maria Zupello, que se encontra também em São Paulo, que é: Existe alguma informação sobre parcerias entre grupos como a máfia da Calábria e jihadistas na América Latina?

Embaixador Sales: Sabemos que os terroristas são oportunistas. Sabemos que eles buscarão qualquer oportunidade a eles disponível para angariar fundos, movimentar armamento, movimentar pessoal. Por isso, devemos estar atentos a qualquer possível elo com o crime organizado ou outros negócios escusos, tendo como finalidade a suspensão do fluxo de dinheiro, a finalidade de interromper o fluxo de pessoas e material.

Anfitrião: Uma nova pergunta vinda de Cristobal Vasquez da Rádio Caracol, na Colômbia. A pergunta é:  A organização guerrilheira, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), será excluída da lista de terroristas dos EUA, considerado o acordo de paz recentemente assinado na Colômbia? As FARC continuaram suas atividades de tráfico de drogas?

Embaixador Sales:  Bem, nossa esperança é que o acordo recente conceda ao povo da Colômbia aquilo que ele merece, que é paz e estabilidade. Estaremos observando de muito perto, para nos assegurarmos de que os termos do acordo sejam implementados fielmente por todos os participantes.

Anfitrião:  Voltando-nos agora para a Europa, temos uma pergunta de Anton Chudakov da Agência de Notícias TASS, na Rússia.

Ele diz: O vice-secretário Sullivan liderará o diálogo interinstitucional sobre contraterrorismo com o ministro adjunto das Relações Exteriores, Syromolotov, em Viena, dia 13 de dezembro.  O senhor poderia dizer algo sobre suas expectativas em relação à reunião e quais os tópicos que poderão ser discutidos?

Embaixador Sales:  Correto. Então, continuamos preocupados com o comportamento desestabilizante da Rússia. Apesar dessas preocupações, o Vice-secretário estará se reunindo com seu homólogo russo para ver se existem áreas de cooperação mútua, que podemos abordar para melhorar a segurança e proteção do povo americano. Se um país tem a posse de informações que possam salvar vivas de cidadãos americanos, queremos ouvir sobre isso.

Anfitrião:  A pergunta que vem agora – vejamos, voltemo-nos ao Oriente Médio, uma pergunta vinda do jornal Al Zaman:  Os EUA denominam o Hamas como grupo terrorista. Que dizer sobre as bombas israelitas em Gaza, que matam crianças?

Embaixador Sales:  Bem, o Hamas tem sido muito claro sobre suas ambições. Trata-se de um grupo que prega a eliminação de Israel, negando a ela o direito de existir. Essa é a razão dos Estados Unidos nunca hesitarem na condenação desse grupo como uma organização terrorista.  Ele foi um dos primeiros grupos que nós designamos como organização terrorista, em 1997, e as sucessivos governos o têm considerado como aquilo que ele é: um grupo dedicado à destruição de Israel, e que utiliza o terrorismo como ferramenta para alcançar tal objetivo.

Anfitrião:  Continuando no Oriente Médio, também do jornal Al Zaman.  Eles mencionam:  Israel descobriu um segundo túnel entre o Líbano e os territórios palestinos.  Como o senhor descreveria tal conexão?

Embaixador Sales:  Conexão entre o quê?

Anfitrião:  Essa é uma boa pergunta, e infelizmente, talvez possamos enviar a pergunta para que o repórter possa esclarecer a pergunta e voltaremos a ela.

Embaixador Sales:  Correto. Enquanto isso, permitam-me dizer que os Estados Unidos apoiam qualquer esforço razoável, que qualquer país deva fazer para defender-se contra ameaças externas. Sabemos que esses túneis são utilizados para movimentação de pessoal, para movimentação de armamento utilizado em ataques terroristas contra Israel, e nós reconhecemos o direito à autodefesa de Israel.

Anfitrião:  Outra pergunta antecipada vinda de Maria Zupello de São Paulo, retornando o foco ao nosso hemisfério ocidental: Sabemos que o Hezbollah fez parceria com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e alguns carteis colombianos, como os Urabenos. Sobre isso – que conexão existe entre esses grupos criminosos e os jihadistas na América Latina?

Embaixador Sales:  Bem, devemos sempre estar atentos a esse risco, pois os grupos terroristas buscarão relações vantajosas, de modo oportunista, com o crime organizado, negócios escusos, ou com outros protagonistas malévolos. Os grupos terroristas são oportunistas. Eles buscarão oportunidades de angariar fundos para apoio das suas operações, para contrabandear pessoas com fins de perpetrar ataques terroristas. Também temos que estar atentos à natureza adaptativa dos nossos adversários. Eles trabalharão com qualquer um que sirva aos seus propósitos.  Devemos estar atentos a isso, observando e tomando medidas contra isso.

Anfitrião:  Outra vez, continuando na região do Ocidente, Valentina Antolinez da Rádio RCN pergunta:  Os Estados Unidos têm alguma evidência de alianças entra as guerrilhas colombianas e o governo da Venezuela?

Embaixador Sales:  Bem, temos conclamado o governo da Venezuela a respeitar os direitos humanos de seus cidadãos. Temos assistimos angustiados aos desenvolvimentos da situação humanitária na Venezuela. Também temos a esperança, como indiquei anteriormente, de que o acordo de paz na Colômbia seja mantido, e que o povo da Colômbia colha os benefícios do acordo: paz, estabilidade, ordem e tranquilidade.

Anfitrião:  Continuando no tópico, outra pergunta, se existe algo a adicionar, de O Estado de São Paulo no Brasil, sobre:  Existe alguma evidência de conluio entre as guerrilhas colombianas, sobretudo o ELN, e o exército da Venezuela, especificamente no tráfico de drogas nos Andes?

Embaixador Sales:  Creio que minha resposta anterior também abrange esta.

Anfitrião:  Abrange esta, ótimo. Continuando na Venezuela, uma pergunta de Jesus La Patilla – Jesus de lapatilla.com:  Como o senhor vê a relação do governo venezuelano com o Irã?  Qual seria a abordagem do governo dos EUA nos próximos meses e anos?

Embaixador Sales:  Bem, o governo da Venezuela não hesita em associar-se com alguns dos protagonistas mais sórdidos do mundo, estando o Irã entre eles.  O Irã é, todos sabemos, o mais proeminente país patrocinador de terrorismo do mundo.  Ele utiliza o terrorismo como ferramenta governamental, perpetrando ataques e executando planejamento operacional em lugares tão distantes quanto a África, a América do Sul, a Europa.  Só nos últimos poucos meses temos visto os diplomatas iranianos – utilizo o termo deliberadamente – orquestrando planos terroristas no coração da Europa Ocidental – um plano de ataque a bomba contra um comício político nas proximidades de Paris, um plano de assassinato contra personalidades na Dinamarca.  Esse não é um tipo de regime com que uma nação respeitável estaria buscando realizar negócios.

Anfitrião:  Outra pergunta vinda de Patrícia Campos Mello em São Paulo, que diz:  Além do financiamento do Hezbollah, que outras atividades terroristas o senhor vê acontecendo no Brasil atualmente?

Embaixador Sales:  Permitam-me falar sobre os tipos de ameaças cuja abordagem exige nossa preparação. Devemos estar preparados para abordar o financiamento do terrorismo, seja o financiamento do Hezbollah, do al-Qaeda ou do Irã. E eu não estou falando apenas do Brasil e região, mas, globalmente. Devemos também estar atentos para o risco das viagens dos terroristas. Os terroristas dependem de viagens para angariar fundos, para observar seus alvos, para receber treinamento. Portanto, devemos implementar ferramentas que identifiquem os terroristas, conforme eles tentem cruzar nossas fronteiras, para evitar que eles o façam.

Devemos também estar atentos para a utilização das ações penais. Temos a tendência de pensar em contraterrorismo como algo cinético, como algo militar, e os esforços da Coalizão para derrotar o EI, contra o mesmo, no seu falso califado na Síria e Iraque são um exemplo excelente disso. Mas, o terrorismo não é apenas para as forças militares. Ele é também um crime, abordado efetivamente por meio de processos no judiciário. Logo, devemos estar cientes da conduta que os terroristas e seus apoiadores podem estar praticando, e que infringem as nossas leis, e da necessidade de utilizarmos nossas leis penais para eliminar a ameaça contra nós e contra nossos aliados.

Anfitrião:  Outra pergunta vinda da Rádio Caracol, de Cristobal Vasquez:  Os Estados Unidos estariam dispostos a conceder apoio militar à Colômbia, considerando que Maduro ameaça a segurança na região?  Considerando também que os russos estão fornecendo aviões para a Venezuela.

Embaixador Sales: Vou transferir para meus colegas do Pentágono, e do nosso Bureau dos Assuntos do Hemisfério Ocidental, pois minha competência é mais limitada e focada nos problemas de terrorismo, em particular.

Anfitrião: Então, voltando à questão central dos problemas do terrorismo, Alfredo Crespo pergunta:  O que são – que elos importantes existem, ou se existem, entre al-Qaeda e ISIS atualmente?

Embaixador Sales:  O ISIS é uma ramificação do al-Qaeda.  O grupo que hoje conhecemos como ISIS formou-se originalmente no Iraque, na década de 2000, início da década de 2000, quando era conhecido como al-Qaeda no Iraque. Esses grupos se diferenciam em aspectos importantes, em termos de aspirações e táticas, mas, estão fundamentalmente alinhados entre si, uma vez que ambos buscam utilizar a violência como ferramenta para alcançar seus objetivos políticos.  Essa é a própria definição de terrorismo. O al-Qaeda e o ISIS são exemplos disso, sem competição nesse mundo.

Anfitrião:  Ótimo!  Posso ver que o tempo está chegando ao fim, portanto gostaria de perguntar aos participantes se vocês têm uma última pergunta para submeter, por favor submetam-nas agora.  Temos o embaixador Sales por mais alguns minutos, pronto para responder às suas perguntas.

Permitam que me dirija a outra pergunta sobre a Venezuela, de Duda Teixeira. Ele pergunta, simplesmente: Quais são os grupos terroristas que estão sendo apoiados pela Venezuela atualmente?

Embaixador Sales:  Bem, temos uma estrutura estatutária nos Estados Unidos que descreve os critérios que devem ser cumpridos para que um país, qualquer país, seja designado como país patrocinador de terrorismo.  Isso se resume em que o secretário de Estado deva determinar se um país, em particular, forneceu apoio repetitivo a atos de terrorismo internacional. Agora, aqui no Departamento de Estado nós estamos constantemente monitorando todos os países no mundo todo para avaliar se existe informação credível que indicaria se o país atende ou não aos limites descritos no estatuto.

Anfitrião:  Temos que – vamos nos dirigir à pergunta antecipada da repórter Carmen Chamorro.  Ela está perguntando sobre os movimentos sociais violentos que estão ocorrendo na Europa, no momento, em lugares como a Espanha e a França.  O senhor acredita que isso seria evidência de um padrão específico de terrorismo, ou existe a possibilidade de um poder central estar patrocinando esses movimentos sociais?

Embaixador Sales:  Torna-se difícil responder a esta pergunta sem saber um pouco mais, especificamente, quais movimentos a pessoa que pergunta tem em mente. O que eu posso dizer a você é que no Departamento de Estado, e em toda a burocracia contraterrorismo do governo dos EUA, o que temos focado como nossa principal prioridade são os grupos terroristas transnacionais que representam ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos, e que representam ameaça aos interesses do nosso país, e que representam ameaça à proteção e segurança dos cidadãos americanos no exterior.

Anfitrião:  Nós falamos sobre conexões entre grupos terroristas e crime organizado em vários países diferentes.  Sobre isso, temos uma pergunta vinda de Carolina Rivera, que pergunta: O senhor possui qualquer informação sobre grupos terroristas conectados ao crime organizado, especificamente no México?

Embaixador Sales:  Bem, creio que voltarei às respostas que concedi para perguntas similares, anteriormente.  Sabemos que, globalmente, os terroristas são oportunistas. Sabemos que eles buscam oportunidades de trabalho com entidades e indivíduos que os auxiliarão na facilitação da sua agenda terrorista. Eles buscam criminosos que os auxiliem na movimentação de dinheiro, movimentação de armamento, movimentação de pessoas. Devemos estar atentos a essa ameaça, seja no nosso hemisfério ou em outra área no mundo todo.

Anfitrião:  E creio que temos tempo para uma última pergunta, outra vez, dirijo-me a Patrícia Campos Mello da Folha de São Paulo. O Congresso brasileiro está debatendo uma legislação nova para processo judicial de atividade terrorista. Anteriormente, esse tipo de crime não era previsto no Código Penal. Qual é a importância da legislação antiterrorista, e os Estados Unidos estariam consultando com as autoridades brasileiras sobre esse assunto?

Embaixador Sales:  É realmente importante para o Brasil, ou qualquer outro país, que tenha estatutos legais adequados para abordagem da ameaça terrorista. Aqui, nos Estados Unidos, temos uma lei conhecida como estatutos de apoio material, que descreve como crime o fornecimento de armamento, dinheiro, conselho e assistência de perícia, e vários outros tipos de apoio às organizações terroristas. Isso nos possibilitou impedir que cidadãos americanos, que podem se sentir atraídos pela ideia de ir combater pelo ISIS, que poderiam fazer planos para ir combater com o ISIS, que poderiam estar angariando fundos para o al-Qaeda, e outras coisas.  Creio que esse tipo de lei seja um modelo para que outros países possam equipar seus promotores com as ferramentas que necessitam para abordar, seja o Hezbollah, o ISIS, ou al-Qaeda, ou qualquer outro grupo terrorista transnacional.

Anfitrião:  Bem, obrigado ao senhor.  Infelizmente, este é todo o tempo que tínhamos hoje.  Agradeço os participantes por suas perguntas e, é claro, agradeço o embaixador Sales por ter participado conosco.  Para aqueles que estão assistindo via online, permita-me lembrar-lhes, se desejarem um clip de áudio ou vídeo do programa de hoje, poderemos enviar links de arquivos com qualidade para transmissão, logo mais.  Forneceremos a transcrição, assim que esteja disponível, em inglês, espanhol e português.  Caso vocês desejem receber quaisquer desses produtos, por favor, lembrem-se de preencher a pesquisa localizada na aba “Pesquisas” da página deste evento, ou vocês podem enviar um e-mail para [email protected]  Mais uma vez, agradecemos pela sua participação e esperamos que vocês possam participar de outro programa LiveAtState muito em breve.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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