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Secretário de Estado Michael R. Pompeo na Organização dos Estados Americanos

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Departamento de Estado dos Estados Unidos
Escritório da Porta-Voz
Para divulgação imediata
24 de janeiro de 2019
Observações

Organização dos Estados Americanos
Washington, D.C.

 

 

SECRETÁRIO POMPEO:  Muito obrigado.  Os Estados Unidos são um amigo da Venezuela e do povo venezuelano. Nós temos assistido venezuelanos sofrerem durante demasiado tempo. Nós sabemos o que eles sabem; que a tirania do agora defunto regime Maduro por muito tempo – por muito tempo tem asfixiado o país e seus cidadãos.

Ontem, em solidariedade ao povo venezuelano e em respeito à democracia venezuelana, os Estados Unidos orgulhosamente reconheceram o presidente da Assembleia Nacional Juan Guaido como presidente interino da Venezuela. Vocês viram as declarações do presidente Trump e as minhas.

Muitos outros países, incluindo vários Estados da OEA, também reconheceram o presidente interino. Nós agradecemos a eles por seu apoio.

Agora, é o momento de a OEA como uma instituição no seu conjunto fazer o mesmo. Todos os Estados membros da OEA devem se alinhar com a democracia e respeitar o Estado de direito.  Todos os Estados membros que se comprometeram a defender a Carta Democrática Interamericana devem agora reconhecer o presidente interino.

O tempo para debates já passou. O regime do ex-presidente Nicolas Maduro é ilegítimo. O seu regime é moralmente falido, economicamente incompetente e profundamente corrupto.  Ele é não democrático no seu âmago. Repito: o regime do ex-presidente Nicolas Maduro é ilegítimo. Nós, portanto, consideramos todas as suas declarações e ações como sendo ilegítimas e inválidas.

Sob a luz desses fatos, convocamos as forças de segurança venezuelanas para garantir a proteção da integridade física do presidente interino Guaido e a sua segurança. Vimos ontem inúmeros relatos de protestantes mortos e mais de cem que foram presos; portanto, reitero o nosso aviso acerca de quaisquer decisões tomadas por elementos remanescentes do regime Maduro de usar a violência, a fim de reprimir a transição pacífica e democrática.

Os Estados Unidos não chegaram a essa conclusão de um dia para o outro. Chegamos a essa conclusão depois de uma experiência longa e amarga e seguindo uma avaliação ponderada dos fatos. E não estamos sós. A própria Assembleia Geral da OEA concordou com esses fatos. Em junho do ano passado, a Assembleia Geral da OEA declarou a reeleição do ex-presidente Maduro como sendo um inválido simulacro. Em 10 de janeiro passado, o Conselho Permanente da OEA declarou como ilegítimo o segundo mandato do ex-presidente Maduro.

A Assembleia Nacional da Venezuela tornou-se o único órgão legítimo eleito democrática e devidamente no país. Em 23 de janeiro, o presidente da Assembleia Nacional Juan Guaido declarou-se como presidente interino da Venezuela, em conformidade com os artigos 333 e 350 da constituição da Venezuela. Ele fez essa declaração com apoio total da Assembleia Nacional e, mais importante, com o apoio do povo venezuelano.

Em sua declaração pública, o presidente interino Guaido também descreveu os passos que planeja tomar para restabelecer a democracia no seu país e eleições verdadeiramente democráticas.

Os Estados Unidos se mantêm firmes na sua retaguarda. Estamos prontos para apoiar os esforços da Assembleia Nacional, o povo venezuelano e o presidente interino, a fim de restabelecer a democracia e o respeito pelo Estado de direito na Venezuela.

Também estamos prontos para oferecer assistência humanitária ao povo da Venezuela tão logo seja logisticamente possível. Hoje, estou anunciando que os Estados Unidos estão prontos para oferecer mais do que 20 milhões de dólares em assistência humanitária ao povo venezuelano. Esses fundos são para ajudá-lo a enfrentar a grave escassez de alimentos e remédios e outros impactos terríveis da crise econômica e política de seu país. O nosso anúncio de ajuda é uma resposta à solicitação da Assembleia Nacional, liderada pelo presidente interino.

Como amigo do povo venezuelano, estamos prontos para ajudá-lo ainda mais, para ajudá-lo a iniciar o processo de reconstrução de seu país e de sua economia da destruição motivada pelo regime criminalmente incompetente e ilegítimo de Maduro.

O nosso apoio às esperanças e sonhos democráticos da Venezuela está em evidente contraste com os regimes autoritários em todo o mundo que se alinharam para apoiar o ex-presidente Maduro. E não há nenhum regime que ajudou e encorajou a tirania de Maduro como o fez o regime de Havana. O governo ilegítimo de Maduro foi, por anos, sustentado por um influxo de segurança cubana e funcionários de inteligência. Eles orientaram a polícia secreta da Venezuela nas artes obscuras da tortura, repressão e controle dos cidadãos. Maduro foi um excelente aluno da academia cubana de opressão.

Convocamos a OEA e todos os seus Estados membros a agirem a partir de princípios básicos, democráticos e decentes em vista dos indiscutíveis fatos vistos no terreno.

Cada um de nós – cada um de nós – deve cumprir com o nosso chamado de promover e defender a democracia, como expressa nos pilares da Carta Democrática Interamericana, da qual cada um nessa sala é signatário.

E convocamos os nossos parceiros e os responsáveis Estados membros da OEA a mostrarem liderança e empenharem-se no apoio à transição democrática da Venezuela e ao papel central do presidente interino Guaido nesse contexto.

Esperamos receber a Venezuela de volta ao grupo de nações democráticas e responsáveis, ​e que ela permaneça em nossa comunidade interamericana. Esperamos dar as boas-vindas à representação do Governo venezuelano interino à OEA na mais breve oportunidade. E esperamos trabalhar com todos os responsáveis Estados membros da OEA, com o povo venezuelano, com o nosso sistema interamericano e com o governo interino do presidente Guaido para restaurar a democracia na Venezuela.

Nós – cada um de nós – temos uma oportunidade fundamental de ajudar o povo venezuelano a viver livre novamente. Eu peço aos meus colegas que convoquem mais uma vez uma reunião de ministros das Relações Exteriores para continuar a nossa conversa acerca da transição democrática e pacífica na Venezuela. A História nos lembrará se os ajudamos ou não. Os Estados Unidos convocam todas as nações da OEA a fazerem a escolha certa e a fazerem nesse exato momento.  Obrigado.   (Aplausos.)


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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