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Vice-Presidente Michael R. Pence

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Vice-Presidente Michael R. Pence
Pronunciamento Formal para o Grupo de Lima
Palácio de San Carlos – Bogotá, Colômbia – 25 de fevereiro de 2019

 

Presidente Duque, presidente Varela, presidente Morales e especialmente presidente Guaidó, da República Bolivariana da Venezuela, – vice-presidente Mourão, vossas excelências –, é uma honra dirigir-me às nações reunidas aqui neste momento importante para o povo da Venezuela e para o progresso da liberdade neste hemisfério.

Trago saudações de um grande defensor da liberdade na Venezuela e em todo este hemisfério de liberdade, o 45º presidente dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump.
Há apenas alguns dias, enquanto o mundo assistia, o tirano em Caracas dançou quando seus capangas assassinaram civis e queimaram caminhões de comida e remédios destinados ao povo venezuelano. O sábado foi um dia trágico para as famílias daqueles que perderam suas vidas e para o povo sofrido da Venezuela. Mas foi apenas mais um dia na longa e inevitável jornada da tirania à liberdade na Venezuela.
Como o presidente Trump disse há uma semana, eu digo a todos vocês hoje que, apesar da brutalidade que o mundo testemunhou neste fim de semana, “um novo dia está chegando na América Latina. Na Venezuela e em todo o hemisfério ocidental, o socialismo está morrendo e a liberdade, a prosperidade e a democracia estão renascendo”.

E o presidente Trump me pediu para vir aqui hoje e entregar uma mensagem simples ao povo da Venezuela: Estamos con ustedes. Nós estamos com vocês 100%. Nós estamos com vocês e, juntos com todas as nações reunidas aqui hoje, vamos continuar com vocês até que a democracia e a liberdade sejam restauradas.

E, como o presidente Trump disse, “não haverá volta”. E os acontecimentos dos últimos dois dias apenas fortaleceram nossa determinação.

Dois anos atrás, líderes de 12 nações do hemisfério ocidental se reuniram no Peru e assumiram uma posição corajosa pela liberdade quando assinaram a Declaração de Lima e criaram esse grupo que agora leva seu nome.
Hoje, graças em grande parte à liderança de nossos parceiros no Grupo Lima, mais de 50 nações uniram-se a nós para reconhecer o único presidente legítimo da Venezuela, o presidente interino Juan Guaidó.
Vocês ouviram as vozes dos patriotas venezuelanos clamando por liberdade. Vocês apoiaram o esforço corajoso deles para enfrentar a ditadura brutal de Nicolas Maduro. E, por tudo isso, vocês têm o maior respeito dos Estados Unidos e a gratidão do povo venezuelano.
Aos países representados aqui hoje, e especialmente aos nossos amigos da Colômbia e do Brasil, os Estados Unidos são gratos pela forma como vocês deram um passo à frente para ajudar o povo venezuelano no momento em que eles precisaram.

Presidente Duque, seu país aceitou mais de 1 milhão de venezuelanos de braços abertos e combateu os contrabandistas de drogas, as gangues e os traficantes de seres humanos que invadiram sua república irmã. Os Estados Unidos têm a mais profunda gratidão aos líderes do seu país.

E deixe-me aproveitar esta oportunidade para dizer a todos aqueles que ameaçaram nossos amigos por assumirem uma posição corajosa em defesa da democracia: a Colômbia é nosso parceiro mais forte na região e ninguém deveria ameaçar sua soberania ou segurança ou testar a determinação e o comprometimento dos Estados Unidos com nosso aliado.

Vice-presidente Mourão, como vi em primeira mão em Manaus, o povo brasileiro demonstrou grande compaixão ao fornecer ajuda ao povo venezuelano. E essa compaixão estava em exposição em meio aos trágicos acontecimentos deste final de semana.

Mas o que nos une hoje é o reconhecimento, por todas as nações reunidas aqui, de que Nicolas Maduro é um usurpador sem direito legítimo ao poder, e Nicolas Maduro deve sair fora.

A luta na Venezuela é entre ditadura e democracia, entre opressão e liberdade, entre o sofrimento de milhões de venezuelanos e um “novo futuro” de liberdade e prosperidade.

É inaceitável que Maduro tenha bloqueado centenas de toneladas de ajuda dos Estados Unidos e de outras nações que prezam a liberdade. Hoje, mais de 9 entre 10 pessoas vivem na pobreza na Venezuela, o venezuelano médio perdeu nove quilos por privação e desnutrição, e a economia encolheu pela metade. Milhares de crianças estão morrendo de fome neste momento. E, por meses, comida, remédios e outros suprimentos se acumularam ao longo da fronteira, até mesmo quando Maduro enviou ajuda a seus mestres em Cuba.

Em contraste, o verdadeiro líder do povo venezuelano tomou medidas decisivas para pôr fim ao sofrimento. O presidente Juan Guaidó emitiu uma ordem direta às forças armadas da Venezuela para permitir que toda a ajuda humanitária entrasse no país no sábado, 23 de fevereiro, e pediu que o povo venezuelano demonstrasse seu desejo ao fazer protestos pacíficos fora das bases militares do país.

Em resposta, milhares de venezuelanos se reuniram em frente à Base Aérea de La Carlota, em Caracas, para levantar suas vozes em apoio à liberdade. E muitos dos militares de base mostraram sua verdadeira lealdade quando se recusaram a atirar em seus compatriotas. Até agora, mais de 100 membros das forças armadas escolheram se posicionar ao lado dos cidadãos da Venezuela e desertaram do regime de Maduro, e conseguiram fazer com que alguma ajuda cruzasse a fronteira do Brasil com a Venezuela.
Como um dos militares que desertaram para o governo do presidente Guaidó disse neste fim de semana: “São milhões contra mais ou menos 30 deles”. E 30 usurpadores não devem negar a liberdade a 30 milhões de pessoas. Como o presidente Trump disse, “a luta pela liberdade começou”.
Mas os partidários de Maduro se voltaram contra seu próprio povo. Enquanto o mundo assistia, atearam fogo a caminhões carregados de comida e remédios extremamente necessários ao povo venezuelano. Os bandidos com máscaras de esqui treinados por cubanos – conhecidos como “colectivos” – perambularam por cidades fronteiriças, atirando aleatoriamente em inocentes. Mais de 300 pessoas ficaram feridas e pelo menos cinco venezuelanos faleceram.
O que vimos nos últimos dois dias não foi um golpe ousado de líder vitorioso; foi o ato desesperado de um tirano que empobreceu sua nação através da opressão e do socialismo… apegando-se ao poder com violência e intimidação.

Desde o primeiro dia, o presidente Trump reconheceu a ameaça que Nicolas Maduro representava para o povo venezuelano e as nações em toda a região – e nosso governo tomou medidas decisivas para se posicionar ao lado do povo da Venezuela que busca recuperar sua liberdade.

Nós impusemos sanções a mais de 50 funcionários de alto escalão, além da companhia de petróleo estatal da Venezuela, a PDVSA, para impedir que os companheiros de Maduro enriqueçam às custas do povo venezuelano.
Ao discursar para a Assembleia Geral das Nações Unidas em 2017 e 2018, o presidente Trump pediu a todas as nações que nos apoiassem na condenação e isolamento da ditadura de Maduro.
E, em 23 de janeiro, quando o povo venezuelano foi às ruas pedir a liberdade e a democracia, os Estados Unidos foram a primeira nação a reconhecer Juan Guaidó como presidente legítimo da Venezuela.

Tem sido uma honra viajar para a América Latina cinco vezes – em nome do presidente – para fortalecer a coalizão de apoio a uma Venezuela livre, e os Estados Unidos cumpriram a promessa de apoiar o povo sofredor da Venezuela com sua determinação e generosidade.

Sob a liderança do presidente Trump, os Estados Unidos forneceram mais de US$ 139 milhões em ajuda ao povo da Venezuela até agora – mais do que qualquer nação. Apenas nas últimas duas semanas, enviamos cinco aviões de transporte militar com 400 toneladas de alimentos e medicamentos para a Colômbia e o Brasil.

E como o presidente Duque e eu discutimos hoje, nossos esforços não apenas continuarão, eles serão aumentados. Apesar da brutalidade de Maduro, vamos continuar. Estamos identificando novas áreas ao longo da fronteira para entregar ajuda adicional ao povo venezuelano.

E hoje tenho o privilégio de anunciar que os Estados Unidos fornecerão US$ 56 milhões adicionais para apoiar nossos parceiros na região, à medida que vão em auxílio do povo venezuelano.

Nos próximos dias e semanas, os Estados Unidos continuarão a fornecer alimentos que salvam vidas para os famintos, remédios para os doentes desesperados e abrigos para os deslocados pela brutalidade e privação do regime de Maduro.

E enquanto nos posicionamos ao lado do povo venezuelano, devemos também nos posicionar diante de todos aqueles que o oprimem. Muitos de seus países – como Panamá, Canadá e Colômbia – congelaram os bens de oficiais militares ainda leais a Maduro. Este é um passo importante para tirar do regime os milhões que eles roubaram do povo da Venezuela – e pedimos que outros países que prezam a liberdade façam o mesmo.

Mas é hora de fazer mais. Muitos de seus países se comprometeram a reprimir a lavagem de dinheiro e outras atividades corruptas do regime – e a cortar completamente os piores criminosos do sistema financeiro. Enquanto o povo da Venezuela sai às ruas para recuperar sua liberdade, é hora de cumprir essas promessas.
E assim, os Estados Unidos apelam a todas as nações reunidas aqui hoje para intensificar os esforços contra o acesso do regime de Maduro ao financiamento e tomar as seguintes medidas para isolar a ditadura de Maduro. Pedimos a todas as nações do Grupo Lima que congelem imediatamente os ativos da PDVSA. Em segundo lugar, pedimos que transfiram a posse de ativos venezuelanos em seu país dos capangas de Maduro para o governo do presidente Guaidó. Pedimos a todas as nações presentes que também restrinjam os vistos para o círculo interno de Maduro e votem para reconhecer o representante do presidente Guaidó no Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Chegou a hora.

E para apoiá-los nesses esforços, seguindo instruções do presidente Trump, a partir de hoje, os Estados Unidos irão impor sanções a oficiais adicionais do regime – incluindo três governadores dos estados fronteiriços implicados na violência do último fim de semana e um membro do círculo interno de Maduro. Esses homens trabalharam para bloquear as pessoas necessitadas e reprimir protestos pacíficos – e suas ações não ficarão impunes.

Nos próximos dias, os Estados Unidos anunciarão ainda mais sanções às redes corruptas de financiamento do regime. Encontraremos todos os dólares que eles roubaram e devolveremos esse dinheiro ao povo venezuelano.

À medida que continuamos a exercer pressões econômicas e diplomáticas sobre o regime de Maduro, esperamos uma transição pacífica para a democracia, mas, como o presidente Trump deixou claro, todas as opções estão na mesa.

E para os membros das forças armadas da Venezuela que continuam apoiando Maduro … Tenho outra mensagem do presidente dos Estados Unidos: “Você pode optar por aceitar a generosa oferta de anistia do presidente Guaidó e viver sua vida em paz com sua família e compatriotas”.

Mas se vocês “escolher o segundo caminho: continuar a apoiar Maduro” … você acabará sendo responsabilizado por suas ações. Como o presidente Trump disse: “Você não encontrará porto seguro, nem um caminho fácil, nem saída. Você vai perder tudo.

O presidente Guaidó não pede retribuição, nem os Estados Unidos pedem. Se você assumir a bandeira da democracia, os Estados Unidos receberão seu apoio e concederão um alívio real às sanções.

Sabemos que o que está prendendo muitos de vocês não é a lealdade a Maduro, mas o medo por suas famílias – que a polícia secreta treinada por cubanos manteve sob constante vigilância.

Mas a verdade é que, após anos de opressão e pobreza e e após a brutalidade deste fim de semana, o regime de Maduro enfraquece a cada dia.

Então, para aqueles membros das forças armadas venezuelanas … para vocês, suas famílias e seu país, nós dizemos: Façam a escolha certa. Aceitem a oferta sincera do presidente Guaidó de anistia e uma transição inclusiva para a democracia. Como o presidente Trump disse na semana passada, “agora é a hora de todos os patriotas venezuelanos agirem juntos como um povo unido”.

E para os líderes de todo o mundo, chegou a hora: não pode haver espectadores na luta pela liberdade da Venezuela. Os Estados Unidos pedem a todas as nações que reconheçam Juan Guaidó como o presidente da Venezuela e avancem para apoiar a luta do povo venezuelano para recuperar sua liberdade e reconstruir sua democracia.

E para aquelas nações que têm apoiado o regime de Maduro – na esteira da brutalidade que o mundo presenciou neste fim de semana – nós pedimos que vocês se juntem às nações que prezam a liberdade em todo o mundo, apoiem o povo venezuelano e parem de apoiar o regime de Maduro. Se vocês continuarem endossando esse regime, isso apenas isolará suas nações no cenário mundial.
Nós nos reunimos aqui para reafirmar nosso compromisso com a liberdade neste hemisfério. Como o presidente Trump disse: “O povo da Venezuela está defendendo a liberdade e a democracia, e os Estados Unidos da América estão bem ao lado deles”.
E enquanto o povo da Venezuela se prepara para voltar às ruas, dizemos do fundo de nossos corações que vocês não vão sozinhos. Você vão com o apoio e orações do povo americano, as pessoas das nações reunidas aqui e com pessoas que prezam a liberdade em todo o mundo.

E eu também acredito que vocês irão com o Autor da Liberdade, que disse: “Não tenha medo; permanecei firme e vereis a libertação do Senhor que Ele hoje vos fará … onde quer que o Espírito esteja, ali há liberdade”.

A liberdade brota dos corações de todas as pessoas deste Novo Mundo – e, como disse Simon Bolivar, “o povo que ama a liberdade será, no final, livre”.

E com fé nessa grande promessa, fé na coragem e força do povo venezuelano, fé em todos os que se juntaram a nós neste Hemisfério de Liberdade, e fé na generosidade e determinação do povo americano e do nosso presidente, acredito com todo o coração: Chegará o dia em que o longo pesadelo da Venezuela terminará, quando a Venezuela voltará a ser livre, quando seu povo verá um “renascimento da libertação” em uma nação que renasceu para a libertad.

Então, digo para os venezuelanos do bem: Quando for buscar sua liberdade, nós iremos com você. Vá com Deus – Vayan con Dios.

Obrigado.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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