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Declarações para a Imprensa

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Departamento de Estado dos Estados Unidos
Gabinete da Porta-Voz
Para Divulgação Imediata
Declarações
Secretário de Estado Michael R. Pompeo
11 de março de 2019
Sala de Imprensa
Washington, D.C.

 

SECRETÁRIO POMPEO: Boa tarde a todos. Obrigado por estarem aqui. Quero fazer algumas breves observações sobre a situação, uma atualização sobre a situação na Venezuela, uma atualização sobre as atividades dos EUA relacionadas à Venezuela. Nos últimos dias, os venezuelanos foram jogados literalmente na escuridão graças a um enorme apagão elétrico. Pacientes que aguardam tratamento em hospitais estão morrendo, a comida está apodrecendo, as redes de telecomunicações estão totalmente em colapso.

Vale a pena tomar apenas um minuto para explicar como chegamos aqui. Nicolas Maduro prometeu aos venezuelanos uma vida melhor em um paraíso socialista e ele cumpriu a parte do socialismo, provando mais uma vez que aquele sistema é uma receita para a ruína econômica. Quanto ao paraíso, ele não cumpriu [com sua promessa]. Apenas considerem os fatos. O Banco Mundial classifica o ambiente de negócios da Venezuela em 188º lugar dentre 190 países de seu ranking. Apenas a Somália e a Eritreia* são piores. Os Estados Unidos não fizeram isso. As expropriações de terra e indústria e o fim do estado de direito fizeram isso. A produção agrícola caiu 70% desde 2006, a indústria manufatureira teve uma queda de 75% e a produção de petróleo caiu pela metade desde que Maduro assumiu o poder em 2013. Os Estados Unidos não fizeram nada isso. Maduro fez tudo.

Um mês de comida hoje para um venezuelano médio custa a uma família mais de 100 vezes o salário mínimo mensal. Quase 70% dos hospitais venezuelanos carecem de medicamentos básicos. Mais de 90% dos venezuelanos vivem abaixo da linha da pobreza. Tudo isso trazido a vocês pelo socialismo de Maduro.

Mas esta história – esta história não fica completa sem reconhecer o papel central que Cuba e Rússia desempenharam e continuam a desempenhar para minar os sonhos democráticos do povo venezuelano e seu bem-estar.

Primeiro, Cuba. Nenhuma nação fez mais para sustentar a morte e a miséria cotidiana dos venezuelanos comuns, incluindo os militares da Venezuela e suas famílias, do que os comunistas de Havana. Cuba é a verdadeira potência imperialista na Venezuela. O governo cubano de Miguel Diaz-Canel fornece cobertura política para Maduro e seus capangas para que eles possam permanecer no poder. É Cuba que oferece a Maduro sua solidariedade inabalável. É Cuba que chama o verdadeiro governo da Venezuela – liderado pelo presidente interino Juan Guaido e reconhecido por 54 dos países democráticos do mundo como um governo legítimo – de governo fantoche dos Estados Unidos.

No entanto, é Cuba que treinou a polícia secreta e as táticas de tortura dos venezuelanos, técnicas domésticas de espionagem e mecanismos de repressão que as autoridades cubanas exerceram contra seu próprio povo por décadas. Os membros dos serviços militares e de inteligência cubanos estão profundamente arraigados no estado venezuelano. As forças de segurança cubanas deslocaram as forças de segurança venezuelanas em clara violação da soberania venezuelana. Eu até ouço que Maduro não tem venezuelanos ao seu redor. Muitos de sua segurança pessoal e conselheiros mais próximos estão agindo não em prol do povo venezuelano e, francamente, talvez nem mesmo sob a direção de Maduro, mas sim guiados pelo regime cubano. Eles fornecem proteção física e outros materiais críticos e apoio político para Maduro e para aqueles ao seu redor. Então, quando não há eletricidade, agradeça as maravilhas da moderna engenharia liderada por Cuba. Quando não há água, agradeça aos excelentes hidrologistas de Cuba. Quando não há comida, agradeça aos senhores comunistas cubanos.

Por que Cuba tem tanta influência sobre a Venezuela? O que tem lá para eles? Siga a ideologia, siga as elites corruptas e, talvez o mais importante, siga o dinheiro. Os revolucionários comunistas de Cuba compartilham uma afinidade natural com os socialistas de Maduro. Ambos desprezam os direitos de propriedade privada, o estado de direito e eleições livres e justas. As mesmas teorias econômicas que dizimaram a economia cubana desde 1959 transformaram agora a economia da Venezuela, uma das mais ricas da América Latina, em um buraco que os economistas estudam com espanto e horror. Ambos os países violam rotineiramente os direitos humanos básicos de seus povos.

As duas nações também compartilham uma característica: uma classe dominante profundamente corrupta. Maduro aprendeu com os Castros que a melhor maneira de permanecer no poder é comprar generais suficientes para protegê-lo e garantir que a única maneira de ser rico, ou mesmo de evitar a pobreza, seja se alimentar do regime e permanecer em suas boas graças.

Por fim, há também uma relação econômica entre Cuba e Venezuela. O regime de Maduro envia até 50.000 barris de petróleo para Cuba por dia, e Cuba precisa dessa energia venezuelana barata para sustentar sua economia socialista cambaleante, enquanto Maduro precisa da perícia cubana em repressão para manter seu poder. Isso é uma combinação dos infernos.

A Rússia também criou essa crise. E, também, por suas próprias razões, está frustrando as legítimas esperanças democráticas e os sonhos do povo venezuelano. Moscou, como Havana, continua a fornecer cobertura política ao regime de Maduro, enquanto pressiona outros países a desconsiderarem a legitimidade democrática do presidente interino Guaido.

Foi a Rússia – foi a Rússia que vetou a resolução da ONU sobre a Venezuela no Conselho de Segurança em 28 de fevereiro. Esta resolução do Conselho de Segurança da ONU exigia acesso irrestrito de assistência a todos os necessitados e apoiava a restauração da democracia e do Estado de direito na Venezuela. Foi a Rússia que escolheu, em vez de apoiar esse nobre objetivo, apresentar sua própria resolução que não servia a outro propósito senão reforçar o regime ilegítimo de Maduro.

Felizmente, a comunidade internacional repreendeu severamente a Rússia por este circo crítico. A Rússia recebeu apenas quatro votos dos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU. A Rússia alegou na ONU que as entregas de ajuda humanitária eram apenas uma tentativa de passagem ilegal de fronteira para a entrega de carga desconhecida. O mundo sabe o que realmente estava acontecendo naquele dia.

A Rússia também usou seus órgãos de desinformação patrocinados pelo Estado, como Russia Today e Sputnik, para desviar a atenção do desastre humanitário causado pelo regime de Maduro. A Rússia gastou uma quantia enorme de dinheiro na Venezuela para apoiar laços estreitos com o regime. Os empréstimos e investimentos russos na Venezuela totalizam mais de US$ 17 bilhões. As companhias russas continuam até hoje a tentar ajudar o regime de Maduro a transformar as reservas de ouro do país em dinheiro, dilapidando ainda mais os ativos do povo venezuelano, bens que eles precisam para reconstruir o futuro.

A empresa petrolífera estatal russa Rosneft continua a comprar cargas de petróleo bruto da PDVSA, a companhia de petróleo estatal da Venezuela, desafiando as sanções dos EUA. E o CEO da Rosneft, Igor Sechin, continua a apoiar o regime. Recentemente, Sechin ordenou que a Rosneft vendesse ainda mais petróleo para o regime de Maduro. Você deve lembrar que a PDVSA já foi conhecida como a joia da coroa do povo venezuelano. A PDVSA é hoje um caixa eletrônico pessoal para o regime de Maduro e para os oligarcas e cleptocratas russos. E a Rússia também forneceu aos regimes de Chávez e Maduro grandes quantidades de armas, incluindo 5.000 sistemas portáteis de defesa aérea e outras formas de assistência letal. O Kremlin está ao lado de seus aliados venezuelanos contra a vontade do povo de ter uma nação soberana e protegendo o regime amigo de Moscou.

Vale a pena levar gastar um instante para comparar as ações malignas de Cuba e da Rússia com o que os Estados Unidos fizeram. Os Estados Unidos reconheceram Juan Guaido como o presidente legítimo da Venezuela e usaram a diplomacia para convencer outros países a fazer o mesmo. Hoje, mais de 50 nações fizeram essa escolha e formalmente reconheceram Juan Guaido.

Demos mais de US$ 195 milhões para ajudar os refugiados venezuelanos, incluindo US$ 152 milhões em assistência humanitária e US$ 43 milhões em assistência econômica e de desenvolvimento. Nós nos certificamos de que a riqueza derivada dos preciosos recursos da Venezuela vá para as pessoas, em vez de cobrir os bolsos da máfia de Maduro.

Os Estados Unidos revogaram mais de 250 vistos para os indivíduos responsáveis por minar a democracia na Venezuela e aqueles que se beneficiam da corrupção do regime. E hoje mesmo sancionamos um banco com sede em Moscou, de propriedade conjunta de empresas estatais russas e venezuelanas, que está ajudando a perpetuar a miséria na Venezuela ao fazer negócios com a PDVSA.

As nações que apoiam Maduro estão, pela natureza desse regime ilegítimo, realizando o intervencionismo estrangeiro do qual acusam os outros. Hoje, os Estados Unidos estão traçando uma linha clara entre aqueles que ajudam as forças da repressão e aqueles que dão vida aos sonhos democráticos do povo venezuelano. Não há ambiguidade aqui sobre a verdade. Obrigado.

É minha satisfação responder algumas perguntas.

PALLADINO:  Ok, então temos tempo para duas perguntas. Vamos começar com a Associated Press. Matt Lee.

PERGUNTA: Obrigado, Robert. Secretário, espero que senhor faça uma boa viagem ao Texas amanhã.

SECRETÁRIO POMPEO: Obrigado.

PERGUNTA:  Você – então, você mencionou que a Rússia conseguiu apenas quatro dos 15 – quatro votos a favor daquela resolução no Conselho de Segurança. Mas há outras pessoas que apontam que você só conseguiu 54, ou que o presidente interino Guaido tem apenas 54 países entre os 195 da Assembleia Geral. Estamos falando mais um menos sobre a mesma coisa. Então você está satisfeito com o ritmo dos esforços em prol de Guaido e sua liderança? E em segundo lugar, você disse “siga o dinheiro” quando estava falando sobre Cuba, seguiu a ideologia e mencionou o petróleo. Mas há muitas pessoas – você provavelmente as chamaria de teóricos da conspiração – por aí que dizem “siga o petróleo”, certo, eles dizem que tudo o que os EUA querem é o petróleo da Venezuela. Então, minha pergunta é: isso tudo tem a ver com os EUA obterem petróleo da Venezuela? E os EUA tiveram algo a ver com a queda de energia?

SECRETÁRIO POMPEO: Então deixe-me tentar levá-los em ordem cronológica inversa. Com relação aos cortes de energia, esses são um resultado direto de anos e anos de negligência com o sistema de energia venezuelano. Você pode conversar com qualquer especialista em energia internacional; eles viram isso. O sistema teve problemas por muito tempo. Sua capacidade de colocá-lo de volta nos eixos sempre se mostrou difícil e, nos últimos anos, ficou ainda pior. Essa foi a causa dos apagões que aconteceram – e acho que entender um pouco de engenharia seria importante.

A segunda pergunta foi – o que – Matt, me ajude a lembrar qual foi a segunda pergunta? O primeira foi sobre se você estava satisfeito com –

PERGUNTA: Petróleo.

SECRETÁRIO POMPEO: Petróleo.

PERGUNTA: Você pode –

SECRETÁRIO POMPEO: Estamos tentando conseguir para o povo venezuelano.

PERGUNTA: Não para você, os EUA –

SECRETÁRIO POMPEO: Para o povo venezuelano. Estamos tentando restaurar o estado de direito básico, a transparência, a democracia e a riqueza que se encontra na *bacia da propriedade* da Venezuela para o povo venezuelano.

PERGUNTA: E então o ritmo do –

SECRETÁRIO POMPEO: E então o ritmo de – sim, a primeira pergunta era sobre o ritmo da mudança. Nós sempre desejamos que as coisas possam ir mais rápido, mas estou muito confiante de ver que a maré está se movendo na direção do povo venezuelano, e assim continuará. Não é preciso – Matt, não precisa muito para você ver o que realmente está acontecendo por lá. O círculo está apertando. A crise humanitária está aumentando a cada hora. Eu conversei com um funcionário sênior nosso presente na Venezuela na noite passada por volta das 7h ou 8h da noite. Você pode ver a crescente dor e sofrimento que o povo venezuelano está enfrentando. A democracia, o estado de direito e o presidente interino, Juan Guaido, oferecem as melhores oportunidades para o povo venezuelano virar a maré e recuperar a grandeza da Venezuela. E a OEA, o Grupo Lima, com os Estados Unidos apoiando, têm como objetivo ajudar o povo a conseguir isso.

PERGUNTA: Obrigado.

PALLADINO: New York Times, David Sanger.

PERGUNTA: O seu apoio a Juan Guaido começou cedo, e gostaria de saber se o senhor poderia falar um pouco sobre o que foi feito desde então. Primeiro de tudo, [os EUA] estão fornecendo a ele alguma proteção pessoal? Eu sei que Bolton emitiu um alerta sobre sua segurança pessoal quando Guaido voltou para a Venezuela. Gostaria de saber se vocês estão fazendo com ele o que os Estados Unidos fizeram nos últimos anos no Afeganistão e em outros lugares, onde os EUA foram fundamentais no fornecimento de proteção. Gostaria de saber se vocês estão dando outros passos que podem ser vistos como formas de consolidar o poder dele.

SECRETÁRIO POMPEO:  Eu acho que sua pergunta – eu não vou falar sobre ações específicas que podemos ou não estar fazendo em relação à segurança de líderes na Venezuela, assim como eu não falo sobre a situação de segurança de qualquer líder no resto do mundo.

PERGUNTA: Você certamente falou sobre isso no caso do Afeganistão.

SECRETÁRIO POMPEO: Bem, não vamos falar no Departamento de Estado. Talvez outros governos tenham escolhido fazer isso; mas nós não vamos falar.

Quanto às ações que tomamos para apoiar Juan Guaido, acho que temos sido muito transparentes sobre nossas atividades. Estamos apoiando todos os países que desejam entrar no time e nos ajudar a chegar ao lugar certo. O povo americano tem sido extremamente generoso. Se você analisou nossa proposta de orçamento, viu que pedimos até US$ 500 milhões para ajudar a Venezuela no próximo ano se chegarmos onde será preciso um nível muito significativo de recursos americanos. Estamos começando a construir uma coalizão que também fornecerá seus recursos, porque não haverá uma proposta exclusivamente americana para restaurar a economia da nação venezuelana. Também fizemos o nosso melhor para ajudar Juan Guaido a construir sua equipe através de nossa equipe local, fornecendo o mesmo tipo de serviço que oferecemos em todos os países para ajudar outros governos a serem bem-sucedidos. E nós continuaremos – continuaremos fazendo isso enquanto nossa equipe estiver dentro da Venezuela.

PALLADINO:  Vamos concluir, Secretário?

SECRETÁRIO POMPEO:  Vou responder – vou responder a mais uma pergunta.

PERGUNTA:  Mais uma?

PALLADINO:  Lesley Wroughton da Reuters.

PERGUNTA:  Obrigada.  Oi, Secretário.

SECRETÁRIO POMPEO:  Oi, tudo bem?

PERGUNTA: Uma é: quais outros países do mundo estão escondendo ativos venezuelanos? E a segunda, o senhor se encontrou com o Secretário de relações exteriores da Índia hoje. Ele concordou em parar de comprar – comprar petróleo do governo de Maduro? Eles disseram que estavam indo – eles nos disseram que iriam falar com você sobre esse assunto. Então, o que exatamente o senhor está pedindo para eles? E se eles concordaram.

SECRETÁRIO POMPEO: Sim, estamos pedindo a mesma coisa para a Índia e para todos os países: não sejam a salvação econômica para o regime de Maduro. Então, nós falamos sobre – eu certamente não vou detalhar as conversas; são conversas privadas. Mas estou muito confiante – da mesma forma que a Índia tem apoiado incrivelmente nossos esforços no Irã, estou confiante de que eles também entendem qual é a verdadeira ameaça para o povo venezuelano. E, então, tivemos uma boa conversa sobre isso.

E sobre a questão de quais outros países estão escondendo ativos, garanto que esses países saberão onde eles estão. Mas não vou compartilhar isso com vocês hoje porque se eu mencioná-los aqui hoje, Deus sabe quantos desses ativos acabarão dentro da Rússia. Não queremos que ativos que estão ao redor do mundo sejam levados e transferidos para a Rússia, onde eles estarão ocultos da maneira que descrevi em minhas observações de abertura hoje. Temos um punhado de países que estão fornecendo ajuda e conforto para o regime de Maduro com enormes custos para o povo da Venezuela, e queremos ter certeza de que os recursos – recursos que o povo venezuelano vai precisar depois que Maduro sair – queremos para garantir que esses recursos estejam disponíveis para o povo venezuelano e não enviados para Cuba ou para a Rússia ou para o Irã.

Ótimo. Obrigado a todos.

PALLADINO:  Obrigado, pessoal.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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