rss

TRANSCRIÇÃO: Teleconferência de imprensa com o secretário adjunto do Bureau de Assuntos Africanos, Tibor P. Nagy Jr., sobre a viagem do Vice-Secretário de Estado, John Sullivan, para a África

Facebooktwittergoogle_plusmail
English English

Departamento de Estado dos EUA
Entrevista coletiva
Tibor P. Nagy, Jr.
Secretário Adjunto, Bureau de Assuntos Africanos
Via teleconferência
12 de março de 2019

 

MODERADOR: Bom dia a todos do Centro de Mídia Regional da África do Departamento de Estado dos EUA. Eu gostaria de dar as boas-vindas aos nossos participantes que estão telefonando de todo o continente africano e agradecer a todos por se juntarem à discussão. Hoje, temos o prazer da participação do Secretário de Estado Adjunto para o Bureau de Assuntos Africanos, Tibor Nagy, de Kigali, Ruanda.

O secretário adjunto Nagy fará uma prévia da viagem do Vice-Secretário de Estado Sullivan para a África do Sul e Angola. Esta visita estará focada na promoção do comércio e investimento dos EUA, no avanço da paz e segurança, inclusive no que diz respeito à crise humanitária na Venezuela, bem como o engajamento com jovens e a sociedade civil. Pedimos para que, durante a sessão de perguntas e respostas, suas perguntas sejam sobre a viagem do vice-secretário Sullivan.

Vamos começar com as observações iniciais do secretário adjunto Nagy e, em seguida, abriremos para suas perguntas. Vamos procurar responder o máximo de perguntas com o tempo que temos hoje. No Twitter, estamos usando o hashtag #AFHubPress e vocês podem nos seguir em @africamediahub.

Só para lembrar a todos, a chamada de hoje é oficial, e com isso, vou passar a palavra para o secretário adjunto Tibor Nagy. Senhor, pode prosseguir.

SECRETÁRIO ADJUNTO NAGY: Bom dia. Muito obrigado. Como foi anunciado, estou falando com vocês esta manhã de Kigali, em Ruanda. Tínhamos acabado de visitar o Memorial do Genocídio, e foi muito, muito marcante. Mas eu tenho boas notícias para vocês esta manhã, e eu queria ressaltar que o nosso vice-secretário de Estado, John Sullivan, o Vice-secretário é a segunda autoridade do Departamento de Estado, viajará para a África do Sul e Angola de 12 a 18 de março.

Na África do Sul, o Vice-secretário visitará Pretória e Joanesburgo e, além de se reunir com autoridades do governo sul-africano para discutir nossos laços bilaterais, ele também vai se reunir com vários grupos, como, por exemplo, jovens líderes, beneficiários do Plano de Emergência do Presidente para Alívio da AIDS, empresários, e também estará discutindo com especialistas questões polêmicas como a reforma agrária, as próximas eleições, entre outros.

Em seguida, o Vice-secretário irá para Luanda, na Angola, onde confirmamos que ele se reunirá com o presidente Lourenço para discutir, novamente, uma série de questões bilaterais, incluindo algumas questões de segurança, e também irá presidir a sessão do Diálogo Estratégico EUA-Angola junto com o ministro das Relações Exteriores Augusto. Também é interessante que ele estará focando em algumas questões ambientais muito, muito críticas relacionadas com o Delta do Okavango, causa de grande preocupação para Angola e vários outros países na África Austral.

Esta viagem se encaixa com a nossa estratégia Estados Unidos-África. Estamos muito satisfeitos que recentemente várias autoridades dos EUA, além do Vice-secretário, têm visitado a África. O subsecretário de assuntos políticos esteve lá nos últimos meses, visitando uma parte totalmente diferente do continente. Eu estou fazendo a minha terceira viagem desde que assumi minhas funções há sete meses. Desta vez eu estou visitando a região central da África, e eu espero voltar em alguns meses para poder visitar a região sul da África. Eu espero que no decorrer deste ano possamos ter algumas outras autoridades do governo dos EUA visitando o continente.

Então, com isso, não quero tomar muito tempo: quero abrir para aqueles que estão aguardando. E gostaria de acrescentar mais uma coisa: do nosso coração, as nossas condolências pelas perdas da Ethiopian Airlines.

MODERADOR: Muito obrigado, secretário adjunto Nagy. Vamos voltar para a parte de perguntas e respostas da chamada de hoje. Sei que temos várias pessoas aguardando na linha.

Vejo que temos o nosso amigo Peter Fabricius na linha. Vá em frente. Apresente-se e faça a sua pergunta, Peter.

PERGUNTA: Muito obrigado, Brian. Obrigado, secretário adjunto. Sou o Peter Fabricius, do Daily Maverick, um jornal online na África do Sul. Eu queria perguntar como você vê as discussões do Vice-secretário com o governo sul-africano em uma série de questões. Você falou da reforma agrária, onde no passado houve algumas diferenças sobre essa interpretação. Existem também algumas questões sobre as importações de aço e alumínio para os EUA, onde as tarifas são impostas, mas não removidas em todos os casos. E também, eu acho, em uma questão extracontinental, algumas diferenças bastante nítidas de opinião sobre o tratamento da crise da Venezuela, e se você poderia esclarecer a natureza das relações e discussões sobre esses assuntos. Obrigado.

SECRETÁRIO ADJUNTO NAGY: Claro. Você entrou em todos os assuntos, não é? Muito obrigado. Vamos começar com a Venezuela. Como você sabe, não é nenhum segredo que muitas vezes votamos de forma diferente, os sul-africanos e nós. Eu acho que o recorde de votos coincidentes desde 2017 era de 18%, entre os Estados Unidos e África do Sul, o que coloca a África do Sul nos 10% inferiores de países com posições coincidentes com as nossas.

E a Venezuela foi especialmente decepcionante; a única coisa decepcionante de um ponto de vista bilateral ou um ponto de vista da política dos EUA, e que foi muito decepcionante para mim, é que a África do Sul foi um dos três países que votaram contra a nossa resolução. O único país africano a votar contra a nossa resolução.

E, você sabe, você começa com aquilo que é o mais importante. Os Estados são soberanos. Os Estados tomam decisões sobre coisas como cotas de aço ou importações ou esses tipos de coisas, e isso é absolutamente sobre questões da ONU. Mas a África do Sul, dada a sua história, o seu sofrimento, e ver o que o povo venezuelano está passando. E eu também sei, no passado, a África do Sul realmente tem relações muito fortes entre partidos com certos partidos em todo o mundo, mas o que o Maduro está fazendo na Venezuela é, quero dizer, na minha opinião, é literalmente um crime. E o presidente interino Guaidó está oferecendo uma solução; seus poderes foram conferidos pela Assembleia Nacional, e por que os países não podem se juntar para ver que, para mim isso é muito intrigante, e eu tenho absoluta certeza de que isso será um tema de discussão.

Você sabe, fundamentalmente, no comércio e AGOA, novamente, temos algumas diferenças, especialmente relacionadas com as tarifas de alumínio e aço. Quero dizer, Estados Unidos da América, o presidente dos Estados Unidos decidiu corretamente que as importações de aço e alumínio ameaçam a nossa segurança nacional, portanto, ele tomou medidas agressivas para resolver essas questões. E para ser justo, o Departamento de Comércio considera pedidos para o eu acho que chamam de “isenções específicos de produtos”, e aprovaram tais isenções para muitos importadores de produtos da África do Sul no passado.

Portanto, existem mecanismos em torno disso, mas como eu disse, os países são soberanos. Os países tomam decisões sobre o que é verdadeiramente importante para eles, e a África do Sul continuará fazendo isso e os Estados Unidos continuarão fazendo isso.

MODERADOR: Obrigado, secretário adjunto Nagy. Vamos ao grupo de participantes na Embaixada dos EUA em Adis Abeba. Se você puder, por favor, peça ao seu jornalista para se apresentar e se ater uma pergunta.

PERGUNTA: Olá, embaixador. Obrigado pelo seu tempo. Meu nome é [inaudível] da embaixada dos EUA. Sou jornalista aqui. Minha pergunta é, com o novo governo aqui na Etiópia, há alguns meses atrás nós conversamos muito com a mesma coletiva de imprensa, e nós estávamos esperançosos de que havia esperança no horizonte e nós conversamos muito sobre isso, e agora o governo está tentando trazer a democracia aqui para a Etiópia, mas ao mesmo tempo, o governo quer permanecer no poder. Então, qual é a sua posição sobre esta questão aqui na Etiópia, onde o governo está tentando trazer a democracia, mas, ao mesmo tempo, ele tem que ficar no poder, porque as duas coisas não podem caminhar juntas. Então nós…

MODERADOR: Eu acho que… vamos deixar o secretário adjunto responder a essa pergunta. Obrigado pela sua pergunta.

SECRETÁRIO ADJUNTO NAGY: Sim, muito obrigado pela pergunta. Mesmo não sendo sobre a África do Sul ou Angola, eu vou responder. Como você sabe, lá na Etiópia, os Estados Unidos da América estão tentando fazer de tudo possível para apoiar as iniciativas do primeiro-ministro Abiy, tanto externamente na região quanto internamente no que diz respeito à democratização, à abertura do espaço político na Etiópia.

Eleições são sempre um assunto complicado; o tempo adequado para se realizar eleições é um assunto complicado. Nós ficaríamos muito felizes se, você sabe, o primeiro-ministro, EPRDF, negociasse uma agenda com os partidos da oposição. Porque, você sabe, o primeiro-ministro foi colocado em uma posição extremamente precária com toda a dinâmica acontecendo lá, e, você sabe, muitas vezes é tão prejudicial tentar realizar eleições muito cedo como realiza-las tarde demais. Quero dizer, é muito difícil, mas há o que poderíamos chamar de “período de Cachinhos Dourados” [período de ouro] nessas situações para a realização de eleições.

Por isso, obviamente, muitas vezes continuaremos as nossas consultas de um lado para outro. Temos uma troca muita aberta, honesta e franca com o governo etíope e continuaremos a fazer isso. Mas, novamente, desejamos a todos na Etiópia o melhor para seguir em frente, dado o que vocês tiveram que passar na sua história.

MODERADOR: Obrigado, secretário adjunto. Recebemos com antecedência perguntas de um jornalista em Angola. Vou fazer uma das perguntas em nome de Domingo João Antônio, com o Balamuka. Ele é repórter da Rádio Nacional de Angola, e pergunta: como os Estados Unidos veem as reformas em curso em Angola, destinadas a combater a corrupção, nepotismo e impunidade?

SECRETÁRIO ADJUNTO NAGY: Bem, isso é novamente outra boa notícia no mundo inteiro. Você sabe, nós conversamos sobre a Etiópia há um minuto atrás. Agora, como eu digo às pessoas, das atuais boas notícias sobre o nosso continente, uma é definitivamente o que está acontecendo no Chifre da África, mas a outra é o que está acontecendo em Angola. Penso que todos os observadores ficaram absolutamente, agradavelmente surpreendidos com o que o presidente Lourenço e o seu governo têm feito. Apoiamos absolutamente os seus esforços para combater a corrupção. Sabemos que há um longo caminho a percorrer, porque essa tem sido uma das queixas perenes dos investidores americanos.

E, como você sabe, um dos nossos principais objetivos na África é aumentar o comércio e investimento americano para que não haja apenas alguns investidores lá, por isso estamos muito felizes. Vamos trabalhar com o governo de Angola. Daremos todo o apoio possível, e faremos o nosso melhor para trazer ainda mais comércio e investimento para a Angola. Estaremos realizando uma das coisas que, como eu disse, o Vice-secretário estará fazendo: ele vai presidir uma sessão do Diálogo Estratégico EUA-Angola, o que é bastante significativo quando temos um diálogo estratégico com um país africano. Você sabe, isso basicamente significa que os Estados Unidos, não que nós não levamos nossas relações com todos a sério, Ok, vamos colocar isso registrado, mas que isso significa realmente um tipo de, mas eu também não quero usar a palavra “upgrade”, mas é um estado elevado de relações em que estamos muito, muito focados em vários aspectos da nossa relação, e estamos ansiosos para fazer isso com Angola. Então, no geral, muito positivo. Estamos muito gratos pelas medidas que estão sendo tomadas. Somos todos a favor de reformas.

MODERADOR: Obrigado, secretário adjunto. Enquanto estamos falando sobre a Angola, tivemos uma outra pergunta de Antônio Chocolate Mangovo, também com a Rádio Nacional de Angola, perguntando sobre a decisão do Governo Trump para que os bancos correspondentes dos EUA retomem operações com os bancos de contrapartes angolanos. Há alguma atualização sobre isso? Isso é algo que o Vice-secretário pode discutir em Angola?

SECRETÁRIO ADJUNTO NAGY: Ok, ainda não foi tomada uma decisão final. Existe uma consulta em curso sobre isso, então, eu acho que seria incorreto caracterizar que há uma decisão final.

MODERADOR: Muito Obrigado. Vamos agora para uma pergunta do Le Monde. Você pode se apresentar e fazer sua pergunta. Por favor, vá em frente.

PERGUNTA: Sim, meu nome é Cyril Bensimon, do jornal francês Le Monde. Sr. Tibor Nagy, no fim da semana você estará no Camarões onde há uma crise política, onde os principais oponentes foram [inaudível] na cadeia, e há também uma crise mais geral na região anglófona. Qual será a mensagem que você dará para as autoridades em Yaoundé sobre isso, e se você não enxergar vontade alguma de avançar, o governo dos EUA pode impor sanções individuais?

SECRETÁRIO ADJUNTO NAGY: Sim. Antes de responder a essa pergunta, que é muito interessante, quero acrescentar mais uma coisa à pergunta sobre os bancos. É muito, muito importante observar que são os bancos que, no final, decidem onde fazer negócios; não os Estados Unidos da América. Você sabe, alguns países podem dizer às suas empresas que “Ah, você vai investir na Gâmbia”, “Você vai investir em Angola” ou “este banco vai para tal lugar”. Nos Estados Unidos não fazemos isso; são os bancos que decidem e onde eles veem oportunidades. Ok.

Agora, aos Camarões. Muito obrigado, Le Monde. Toda vez que eu falo sobre esta questão eu acabo tendo mais problemas com o governo camaronês, portanto, veremos, mas sim, eu estarei nos Camarões. E esta é situação com os Camarões: antes de iniciarmos esta viagem, tive a oportunidade de estar em Paris e encontrar meus colegas do G7, ou seja, devemos dizer os diretores do G7 para a África, e eu estava absolutamente encantado que nós realmente temos convergências em Camarões, e como você deve ter visto na semana passada, a UE emitiu uma declaração sobre os Camarões. Estamos todos extremamente preocupados porque é uma crise muito séria; todos os dias pessoas estão morrendo, todos os dias pessoas estão sofrendo. Você sabe, quando há uma crise nacional como essa, nem sempre é positivo prender membros da oposição.

Mais uma vez, eu sei que o governo dos Camarões tomou algumas medidas, mas você não acreditaria na quantidade de mensagens que recebo todos os dias sobre os Camarões, e também o nível muito, muito elevado de interesse político em Washington e em todos os ramos do governo dos Estados Unidos, incluindo o Congresso, que estão sempre entrando em contato comigo sobre os Camarões.

Eu servi em Camarões, assim que eu digo com toda a sinceridade que meu coração se parte para os Camarões. Eu conheço as áreas muito bem e conheço algumas das pessoas envolvidas, e eu simplesmente não entendo por que essa crise continua sem fim quando, na verdade, um diálogo nacional aberto e ilimitado é necessário para se chegar a uma resolução, porque aquelas pobres pessoas no noroeste e sudoeste, podemos chamá-los assim, podemos chamá-los de povo da região anglófona, estão sofrendo demais. Então, precisamos estar focados nisso e talvez levá-lo adiante para análise em uma instância internacional.

MODERADOR: Obrigado, secretário adjunto. Vamos agora para Esther Rose. Você pode se apresentar, e, por favor, limite-se a uma pergunta. Vá em frente.

PERGUNTA: Ok, meu nome é Esther Rose. Eu sou da AllAfrica. Apenas uma pergunta: Eu acho interessante que você diz que a África do Sul vai tomar decisões. Como isso se relaciona com a criação de frangos na África do Sul e a maneira como as pessoas estão dizendo que os EUA forçaram a África do Sul a tomar suas galinhas? E os fazendeiros sul-africanos estão pedindo ajuda nos mercados locais; o que você diz aos fazendeiros locais?

SECRETÁRIO ADJUNTO NAGY: Bem, o que eu digo aos fazendeiros locais é o que eu diria aos fazendeiros americanos, que também poderiam estar infelizes, você sabe, e isso pode afetar todos os países do mundo. Quero dizer, o fato é que o estabelecimento da cota tarifária foi um acordo entre as indústrias avícolas dos Estados Unidos e da África do Sul, e não foi um acordo entre governos, portanto, esses tipos de acordos acontecem também o tempo todo. O acordo foi feito assim, e você pode entrar em novas negociações para levá-lo adiante, mas agora que é onde estamos, e eu sei que o Vice-secretário será capaz de discutir essa questão quando ele estiver lá com seus interlocutores sul-africanos.

MODERADOR: Agora vamos falar com outro amigo, Brooks Spector, do Daily Maverick na África do Sul. Vá em frente e faça sua pergunta.

PERGUNTA: Bom dia e obrigado por atender minha chamada. Eu quero falar sobre comércio, mas gostaria que você fosse mais prospectivo. Como você sabe, como a maioria de seus ouvintes sabem, a atual legislação da AGOA vence em 2025, eu acredito. Como o atual Governo vê uma extensão, revisão, ou, por outro lado, acordos individuais de livre comércio? E esta questão fará parte das discussões do Vice-secretário na África Austral esta semana?

SECRETÁRIO ADJUNTO NAGY: Sim, eu adoro essa pergunta, por isso vamos colocá-lo na lista de pessoas permanentes para fazer perguntas.

Sim, o Vice-secretário estará preparado para discutir essa questão, mas não para negociar para o período pós-AGOA, porque, como você pode imaginar, estamos a mais de cinco anos do vencimento do AGOA, e a melhor palavra que eu poderia usar para caracterizar o ambiente pós-AGOA é “incerteza”. Todas as coisas que você mencionou são possibilidades, mas o Governo está muito focado em uma das questões que você mencionou, que são os acordos bilaterais de livre comércio.

Ok, tendo dito isso, eu também quero declarar oficialmente que os Estados Unidos da América apoiam o acordo de livre comércio em todo o continente. Portanto, não estamos tentando competir com isso, mas o Governo apoia muito fortemente os acordos bilaterais de livre comércio para os Estados Unidos da América, e neste momento estamos ativamente procurando um país para servir de modelo. Os Estados Unidos da América agora têm apenas um acordo de livre comércio, FTA, com um país africano, o Marrocos, então, na verdade não temos nenhum acordo com a África Subsaariana.

Devemos observar também, é claro, nossos profundos laços comerciais com a África do Sul. Acho que temos 600, e fiquei surpreso ao saber das 600 empresas americanas com presença na África do Sul empregando, acredito, mais de 200 mil pessoas e responsáveis por 10% do PIB da África do Sul. Portanto, é uma questão muito importante, e uma que precisa da nossa atenção ao seguirmos adiante, porque para nós, a África do Sul é um parceiro comercial essencial na África. Então, obviamente, estaremos muito focados nisso.

MODERADOR: Vamos para um grupo de colegas participando na embaixada dos EUA em Abuja, Nigéria. Você pode se apresentar e fazer uma pergunta. Novamente, faça uma pergunta pertinente à viagem do Vice-secretário para a África do Sul e Angola. Vá em frente.

PERGUNTA: Bom dia de Abuja, embaixador Nagy. Eu sou [inaudível] do jornal [inaudível]. Minha pergunta é: Eu gostaria de saber se existem planos do governo dos EUA para [inaudível] o governo nigeriano sobre a realização das eleições gerais de 2019.

Então, se você me permitir, como o antigo embaixador para a Etiópia, os visitantes estão agora restritos a US$ 3.000, visitantes viajando pela Etiópia. [Inaudível] a regra geral de US$ 10.000 que é padrão internacional? Como você vê este desenvolvimento, particularmente porque o dinheiro de alguns viajantes foi apreendido nesse país? Obrigado.

SECRETÁRIO ADJUNTO NAGY: Ok, a pergunta sobre a Etiópia eu não posso responder, mas a pergunta sobre a Nigéria eu posso, e, por favor, cumprimente todos os meus bons amigos em Abuja por mim.

Você sabe, nossa embaixada, quero dizer, você sabe por estar aí em Abuja, como o embaixador Symington e a nossa equipe da embaixada estiveram ocupados no período pré-eleitoral, no período eleitoral e agora no período pós-eleitoral. Eles estão apresentando orientações fenomenais a Washington sobre como devemos ou não responder aos eventos relacionados às eleições. Como você provavelmente se lembra, eu estava aí antes das eleições, encontrando com várias pessoas, ONGs, o comissário eleitoral, então, tenha certeza de que a Embaixada e o Consulado dos Estados Unidos da América em Lagos estão ativamente envolvidos e são fazendo um trabalho absolutamente soberbo com toda a equipe para acompanhar os eventos, para informar sobre os acontecimentos e para apresentar orientações sobre como Washington deve reagir a quaisquer eventos que houver, com declarações e com chamadas telefônicas. Como você sabe, o nosso secretário fez uma chamada telefônica, assim, a Nigéria, novamente, um país muito importante assim como a África do Sul, assim como a Angola, por isso estamos muito envolvidos lá.

MODERADOR: Obrigado. Novamente, restam cerca de cinco minutos. O secretário adjunto tem uma agenda cheia; é claro, ele está de viagem pelo continente enquanto falamos e ele conversa conosco de Kigali. Quero agora passar para a Anita, da Voice of America. Você pode se apresentar e fazer a sua pergunta. Vá em frente.

PERGUNTA: Sim, Olá. Anita Powell com a Voice of America em Joburg. Tenho duas perguntas rápidas. Quero lhe perguntar sobre as possíveis discussões com o governo sul-africano sobre o ex-ministro das finanças de Moçambique, Manuel Chang. Vocês vão falar a respeito? Por que você acredita que ele deve ser extraditado para os Estados Unidos? Sinta-se à vontade para nos dar o máximo possível de detalhes suculentos sobre por que você acredita que ele deve ser [inaudível].

SECRETÁRIO ADJUNTO NAGY: [inaudível]

PERGUNTA: Também [inaudível]

SECRETÁRIO ADJUNTO NAGY: Deixe-me responder isso primeiro. Deixe-me responder isso, e se houver tempo, chegaremos ao outro.

PERGUNTA: Certo, apenas uma complementar. Ok, vá em frente.

SECRETÁRIO ADJUNTO NAGY: Ok, prossiga. Prossiga.

PERGUNTA: Apenas uma complementar e depois uma segunda pergunta atrevida. Eu só quero ter sua reação à notícia de que o presidente do Congo, Felix Tshisekedi, está formando uma coalizão com Joseph Kabila. Como vocês se sentem sobre isso? [inaudível]

SECRETÁRIO ADJUNTO NAGY: Ok, essas são duas muito diferentes [inaudível]…

PERGUNTA: Muito diferentes.

SECRETÁRIO ADJUNTO NAGY: Sim, duas perguntas muito diferentes. Ok. Sobre pedido de extradição, como sabem, temos um tratado de extradição com a África do Sul. Estamos agindo de acordo com esse tratado de extradição. Nós esperamos, vocês sabem, que nesses acordos ambas as partes honrem o tratado, portanto, esperamos muito que isso aconteça. No momento, não tenho detalhes suculentos. O que eu posso lhe dizer oficialmente é que os EUA esperam que o governo sul-africano responda extraditando o Sr. Chang aos Estados Unidos. E isso é tudo o que posso dizer sobre isso, sem nenhum outro detalhe suculento.

Sobre o Congo, serei muito claro porque estamos quase sem tempo. O Congo é uma dinâmica política em evolução; é muito importante ver isso como um processo em desenvolvimento e não olhar apenas para eventos isolados. Temos que colocar esses eventos no processo; como todos sabemos, existem todos os tipos de negociações em curso nos bastidores. Existem coalizões sendo formadas entre as partes e a Assembleia Nacional. Sabemos como o governo é nomeado; não é nomeado pelo presidente, mas o presidente basicamente tem poder de veto, portanto, isso vai seguir adiante. Continuaremos a ter discussões muito francas, abertas e honestas com o presidente Tshisekedi. Fazemos a nossa voz ser ouvida e vamos aguardar na esperança de que em um ano e meio, possamos estar falando sobre a RDC em termos positivos, assim como estamos falando de Angola hoje.

MODERADOR: Obrigado, secretário adjunto. Estamos praticamente sem tempo. Se você tiver alguma observação final que você gostaria de oferecer aos nossos participantes.

SECRETÁRIO ADJUNTO NAGY: O destaque é que, obviamente, consideramos a África do Sul um parceiro muito, muito importante na África. Acreditamos que temos muitas coisas em comum. Às vezes lamento que o foco tem a tendência de ser em áreas onde podemos ter divergências. Como eu disse, a comunidade empresarial EUA é extremamente positiva sobre a África do Sul. Aguardamos ansiosamente a evolução política lá e vemos um maior crescimento para o comércio, investimento e envolvimento dos EUA. Estamos muito satisfeitos com a nossa parceria no PEPFAR.

E a mesma coisa com Angola. Estamos encantados com a nossa parceria; queremos fazê-la crescer, desenvolvê-la, e agradecemos especialmente aos jornalistas pelo seu envolvimento e seu interesse, e sabemos o quão difícil é o seu trabalho.

MODERADOR: Muito obrigado pelo seu tempo hoje, secretário adjunto Nagy. Isso conclui a chamada de hoje. Quero agradecer novamente ao secretário adjunto por se juntar a nós, novamente, no meio de sua viagem. Ele participa desta chamada da embaixada dos EUA em Kigali, Ruanda. Obrigado aos jornalistas e a todos os participantes. Se vocês tiverem alguma dúvida ou complementos para a chamada de hoje, você pode sempre entrar em contato com o Centro de Mídia Regional da África por e-mail em [email protected] Como sempre, disponibilizaremos a transcrição e arquivos de áudio o mais rapidamente possível. Enviaremos essa informação por meio de uma nota à imprensa, bem como no Twitter. Obrigado.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
Atualizações de E-mail
Para se inscrever para atualizações ou acessar suas preferências de assinante, digite abaixo suas informações de contato.