rss

Secretário de Estado Michael R. Pompeo Durante a reunião da 1a. Sessão dos Ministros das Relações Exteriores do Conselho do Atlântico Norte (NAC)

Español Español, English English, Français Français, Русский Русский

Departamento De Estado Dos Estados Unidos
Gabinete da Porta-voz
Para divulgação imediata
Pronunciamentos
4 de abril de 2019
Washington, D.C.


SECRETÁRIO POMPEO: Obrigado. Obrigado, Secretário-Geral Stoltenberg. É uma grande satisfação trabalhar com o senhor, até agora, durante o período de quase um ano como Secretário de Estado. E é com grande prazer que dou as boas-vindas hoje, aqui, a cada um de vocês, bem como a este local histórico, em um momento histórico. Estou orgulhoso da oportunidade de, junto a vocês, celebrar as sete décadas.

Tenho experiência pessoal com esta organização. Há duas décadas, como oficial de artilharia, eu patrulhava a fronteira entre as, então, Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental. Tenho conhecimento sobre a natureza dos regimes que desejam solapar aquilo que, aqui, hoje, viemos discutir.

Desejo, também, oferecer especiais boas-vindas ao nosso colega, Nikola Dimitrov, da Macedônia do Norte. Na noite passada, tive a oportunidade de conversar com o senhor. Esta é a nossa primeira cúpula ministerial da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), conforme nos preparamos para receber o seu país como o 30o. aliado da OTAN. Tenho a satisfação de dizer que, na última semana, submetemos formalmente os documentos, para ingresso da Macedônia do Norte na OTAN, ao Senado dos Estados Unidos.

Está é uma ocasião memorável para cada um de nós. Há setenta anos, 12 nações se uniram em um experimento histórico nas áreas de segurança e democracia. Nós firmamos o que ficou conhecido como o Tratado do Atlântico Norte, em Washington, que estabeleceu a OTAN.

Como mencionei durante a recepção, na noite passada, o Presidente Trump afirmou que tínhamos a esperança de criar um escudo contra a agressão. E isso deu resultado. Aquele escudo único, que nós carregamos durante esses 70 anos, se fortaleceu em razão da nossa confiança em dissuasão, não agressão. Ele se fortaleceu em razão do nosso alicerce democrático. Ele se fortalece por meio do nosso compromisso de defesa coletiva, conforme consagrado pelo Artigo 5º, ao nos comprometemos novamente hoje.

E nós temos, acertadamente, buscado a paz por meio da força, aqui na OTAN. E assim devemos continuar fazendo, especialmente nesta nova era de competição por grande poder, da Rússia, da China, e da República Islâmica do Irã.

Mas, existe um segundo aniversário, muito significativo para o Ocidente, que também celebramos este ano: a Queda da Cortina de Ferro. Emprestando uma frase proferida por Abraham Lincoln: 1989 marcou o renascimento da liberdade.

Aquele aniversário está intimamente conectado com a OTAN. Durante 40 anos, a aliança da OTAN foi um baluarte contra a expansão comunista da Europa. Encontrávamo-nos preparados para invocar o Artigo 5º, a qualquer momento, caso os soviéticos se projetassem através do vale do Fulda, como nós fizemos depois do 11 de Setembro.

A nossa superioridade militar os dissuadiu de atuarem conforme seus planos de domínio sobre a Europa e, enquanto isso, o aumento do poder militar alcançado pelo Presidente Reagan levou o império do mal à falência.

Há poucas semanas, eu tive a oportunidade de me reunir com um grupo de jovens na Eslováquia. Provavelmente, todos eram muito jovens para se lembrarem da história que acabo de descrever, mas estavam seguros – eles sabem o que aconteceu e não querem que tal história se repita.

Essa é a razão de termos, aqui, trabalho a fazer. Essa é a razão de termos de continuar a fortalecer nossa aliança. A boa notícia é que estamos em uma boa posição – uma posição de poder, hoje. Nossa estrutura foi planejada para empoderar cada aliado, não para subjugá-lo. Nós mantemos um nível excepcional de união.

Eu presenciei isso de primeira-mão, assim como todos vocês, quando apresentamos a denúncia unânime contra a violação russa ao Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), e com o apoio unânime dos aliados à decisão dos EUA de suspender nossas obrigações derivadas do INF e de declarar nossa intenção de nos retirar.

Esta organização continua a adicionar novos membros, e acolhemos positivamente a aspiração de outros não-membros.

Nenhuma aliança militar do mundo pode realizar, minimamente, aquilo que nós realizamos. Nenhuma aliança pode se igualar, minimamente, ao poder das nações aqui representadas hoje.

Nós todos deveríamos estar orgulhosos. Essas são grandes realizações. Mas, nossa aliança deverá ser também adaptada para confrontar as ameaças emergentes, seja a agressão russa, a migração descontrolada, os ataques cibernéticos, as ameaças à segurança de energia, a competição estratégica da China – inclusive a tecnologia 5G – e muitos outros problemas que põem em risco os ideais do nosso povo e nossa segurança coletiva.

Esses são desafios reais, devo esclarecer, e este não é o momento de repetirmos as antigas desculpas, de que nossos cidadãos não apoiam o aumento das despesas com defesa e das despesas com segurança. Cada nação tem o dever de defender esse propósito perante seu povo. Nós, como líderes, temos o dever de defender esse propósito perante nossos cidadãos, explicando como isso funciona, porque esses recursos são importantes para manter a força, não apenas do nosso próprio país, mas também da aliança. Esse trabalho de convencer nossos cidadãos da importância, da relevância, da centralidade intrínseca desta instituição, recai sobre cada um de nós, e sobre os demais líderes nos nossos países. Trata-se de um passo essencial para o confrontar dessas ameaças.

Encerro com o seguinte: Os fundadores da OTAN perceberam, com clareza absoluta e total, que a ameaça, a ameaça soviética era real, e que o comunismo representava uma verdadeira ameaça. Eles não responderam a isso com timidez.

Eles se arriscaram ao criar esta aliança, e com isso lucraram enormemente: décadas de paz e prosperidade para o Ocidente, em uma escala incomparável na história da humanidade.
Hoje, somos beneficiários daquele labor. Celebramos as suas conquistas com muito orgulho. Mas, o modo verdadeiro de honrar a genialidade do pacto que firmaram é tornando-o mais forte do que nunca, e nos comprometendo novamente com nossos princípios de dissuasão, democracia e defesa coletiva.

Aguardo ansiosamente pelas conversações de hoje, para que realizemos exatamente isso. É realmente uma grande satisfação recebê-los – sejam bem-vindos aqui em Washington. É um privilégio, para mim, poder trabalhar com cada um de vocês, meus homólogos na OTAN. Obrigado.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
Atualizações de E-mail
Para se inscrever para atualizações ou acessar suas preferências de assinante, digite abaixo suas informações de contato.