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Com O Representante Especial Para A Venezuela, Elliott Abrams

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Departamento de Estado dos Estados Unidos
Gabinete da Porta-voz
Para divulgação imediata
25 de junho de 2019
Sala de conferência da imprensa
Washington, D.C.

 

Sr. Palladino:  Agradeço por seu comparecimento. Somos afortunados por termos aqui conosco nosso Representante Especial para a Venezuela, Elliott Abrams. O Sr. Abrams fará alguns pronunciamentos de abertura e então responderá com prazer a algumas perguntas. Por favor.

Sr. Abrams:  Obrigado.  Obrigado.  Bom dia. Vários são os comentários a serem feitos sobre a situação. Primeiramente, a Alta Comissionada de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet visitou Caracas durante a semana passada. Na Venezuela, existem mais de 715 prisioneiros políticos e prisioneiros militares que permanecem arbitrariamente detidos, e temos a esperança de que os representantes da Alta Comissionada, que se encontram atualmente na Venezuela e lá permaneceram depois que ela partiu, visitarão as prisões mais conhecidas do país e visitarão os prisioneiros políticos. Esperamos que o seu relatório, que deve ser entregue no dia 5 de julho, revelará a verdade brutal sobre o sofrimento que as vítimas do regime enfrentam todos os dias. Esperamos que o relatório clame, como muitas democracias têm feito no mundo todo, por eleições livres, como ponto central da solução da crise na Venezuela.

Algumas palavras sobre a situação humanitária:  Em vez de cuidar ou de se preocupar com os milhões de cidadãos pobres, enfermos ou famintos, o regime de Maduro vem gastando milhões de dólares na compra de suprimentos militares. Recentemente, tomamos conhecimento de uma compra de 38 milhões de dólares em uniformes militares. Em maio, a Venezuela assinou um contrato, com a Rússia, de 209 milhões de dólares em defesa aérea, para reparar um sistema de defesa aérea, comprar nove caças Sukhoi, e comprar oito helicópteros de transporte. O regime também continua a propiciar assistência internacional para Cuba, fornecendo óleo sem receber pagamento, a menos que o pagamento seja executado na forma do mecanismo repressivo de inteligência, guarnecido com cerca de 2.500 agentes cubanos que são mantidos por Cuba na Venezuela, e que auxiliam na manutenção do regime no poder.

Ontem, uma aeronave militar russa aterrissou em Caracas. Segundo os russos, ela transportava técnicos adicionais para trabalharem nos sistemas de armamento que foram previamente vendidos. O que sabemos com certeza é que não transportava assistência humanitária. E, neste momento, o navio-hospital USNS Comfort se dirige para o Caribe e a América do Sul, e atracará em vários portos propiciando cuidados médicos para os refugiados venezuelanos e para os residentes das áreas, enquanto a Rússia está enviando o seu navio de guerra Gorshkov e mais técnicos militares para a Venezuela.

Dentro da Venezuela, o regime de Maduro continua a minar as instituições democráticas para levar a cabo os abusos contra os direitos humanos, e para se engajar em corrupção desenfreada e extremamente disseminada. O regime de Maduro continua conduzindo a economia ao descalabro. Até mesmo as autoridades russas e chinesas têm expressado frustração em relação às decisões medíocres de Maduro. Já está claro que Maduro é incapaz de resolver as muitas crises na Venezuela.

A última instituição democrática remanescente na Venezuela é a Assembleia Nacional, mas agora, vinte dos representantes da Assembleia Nacional foram destituídos de suas imunidades.  Mais de uma dúzia deles foram forçados para o exílio; dois foram detidos arbitrariamente.  O regime está trabalhando metodicamente para destruir o parlamento democraticamente eleito na Venezuela.  Por isso, solicitamos às nações do Grupo Lima, ao Grupo de Contato Internacional e aos membros da União Europeia, e de fato a todas as democracias, que apoiem a Assembleia Nacional e denunciem a perseguição sistemática do regime.

Está é a razão por que a ideia de necessidade de permanência de Maduro como presidente, para presidir sobre eleições livres e sobre a transição democrática, é absurda. Esses ataques, contra a única instituição democrática remanescente na Venezuela, são mais uma prova de que não podemos confiar no regime de Maduro para organizar eleições livres e justas.

O Presidente Interino Juan Guaidó continua a viajar por todo o país distribuindo assistência humanitária, organizando clínicas de saúde e disseminando uma mensagem importante: que ele busca uma transição democrática pacífica. As forças de segurança de Maduro oprimem os venezuelanos que exigem um futuro melhor, e elas censuram as comunicações que envolvem Guaidó. Mas, têm sido incapazes de suprimir os comícios, quando o Presidente Interino Guaidó viaja por todo o país. Esses comícios têm sido expressivos e impressionantes incluindo, muito recentemente, por exemplo, cidades como Barinas, a cidade natal de Hugo Chaves, cidades que já foram redutos de Chavez. Nós apoiamos os esforços do Presidente Interino Guaidó. A  recusa de Maduro de se afastar continua sendo o obstáculo para uma solução pacífica.


Visualizar Conteúdo Original: https://www.state.gov/on-the-record-briefing-2/
Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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