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Desconstrução das lendas sobre o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) Contestação à propaganda russa sobre o Tratado INF

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Departamento de Estado dos Estados Unidos
Folha Informativa
Bureau de Controle, Verificação e Conformidade Normativa de Armamento
30 de julho de 2019

 

Lenda russa:  A demonstração russa do 9M729, no dia 23 de janeiro de 2019, provou que o sistema está em conformidade com o Tratado INF e deixou claro que a Rússia tem atuado com transparência.

Fato:  A assim chamada “demonstração” russa, do dia 23 de janeiro de 2019, daquilo que alegadamente seria um lançador e canhão de míssil 9M729, não muda o fato do sistema violar o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), pois nos testes de voo ele alcançou distâncias proibidas pelas disposições do tratado. Os Estados Unidos e a maioria dos nossos aliados não atenderam à tal conferência, pois todos nós reconhecemos aquilo que ela realmente fui, outra tentativa de tornar [o assunto] menos claro, enquanto concedia uma aparência de transparência.  A “demonstração” foi totalmente controlada pela Rússia. Não existe nada que a Rússia possa dizer ou mostrar que mudará o fato de que a Rússia já testou o míssil de cruzeiro 9M729 em distâncias superiores a 500 quilômetros, violando o Tratado INF.  Os Estados Unidos apresentaram um quadro ilustrativo, por escrito, à Rússia, dos atos que seriam necessários para reinstaurar a conformidade normativa e salvar o Tratado INF.  Apenas a destruição completa e verificável dos lançadores e dos mísseis 9M729 russos, e de seu equipamento acessório, resolverá as questões com os EUA.

Lenda russa:  A Rússia está interessada no diálogo sobre o tratado, enquanto os Estados Unidos o rejeitam.

Fato:  Os Estados Unidos despenderam mais de seis anos em diálogos com a Federação Russa na tentativa de resolver a não-conformidade normativa da Rússia.  Antes do dia 2 de fevereiro, quando os EUA suspenderam suas obrigações, os Estados Unidos tocaram no assunto do descumprimento do Tratado INF pelos russos, em mais de 30 engajamentos, inclusive nos mais altos escalões do governo.  Desde 2014, os Estados Unidos convocaram seis reuniões de peritos técnicos para discussões sobre a violação do Tratado INF pela Rússia.  Aí se incluem duas reuniões da Comissão Especial de Verificação, a entidade responsável pela abordagem das questões sobre o cumprimento do tratado, em novembro de 2016 e em dezembro de 2017, e quatro reuniões bilaterais entre peritos técnicos dos EUA e da Rússia, em setembro de 2014, abril de 2015, junho de 2018 e janeiro de 2019.  Em cada uma dessas reuniões, os Estados Unidos pressionaram a Rússia em relação ao míssil que viola [o tratado], instaram-na a reinstaurar a conformidade, e ressaltaram a natureza crítica das nossas preocupações.  No entanto, fomos brindados apenas com falta de clareza, falsidades e negativas.  Durante os últimos seis meses, autoridades governamentais do alto escalão dos EUA continuaram a discutir os problemas com o INF com seus homólogos russos, inclusive com o Secretário de Estado Pompeo em Sochi, no dia 14 de maio de 2019, e durante o Diálogo Estratégico de Segurança, no dia 17 de julho de 2019, quando o Vice-Secretário de Estado Sullivan liderou a delegação interinstitucional dos EUA.

Lenda russa:  Nós concedemos, aos americanos, informações completamente detalhadas sobre as datas de realização dos testes e sobre o alcance desse míssil.

Fato:  Por mais de 4 anos, a Rússia negou a existência desse míssil, e não concedeu nenhuma informação sobre o mesmo, apesar dos Estados Unidos terem fornecido a localização dos testes e os nomes das companhias envolvidas no desenvolvimento e produção do míssil.  Só depois de termos anunciado publicamente a designação do sistema de míssil russo, a Rússia admitiu a existência do míssil, e desde então tem alterado sua narrativa alegando que o míssil não tem capacidade para alcançar distâncisa superiores a 500 quilômetros.  A Rússia alega não estar obrigada a conceder mais nenhuma informação sobre o míssil, sua capacidade, ou seu histórico de testes aos Estados Unidos, como apoio à sua afirmação de que o míssil obedece às disposições do tratado.  Apesar de tanta falta de clareza, a Rússia alega que seu desejo é preservar o tratado.

Durante os últimos seis anos, os Estados Unidos apresentaram à Rússia vários conjuntos de questões, sempre abordando o mesmo conjunto de fatos relativos ao contínuo descumprimento, que a Rússia se recusa a discutir.  A Rússia se recusou a responder questões essenciais dos EUA sobre o míssil que viola [as disposições do tratado]. Primeiramente, os russos alegam que não puderam identificar o míssil objeto de preocupação dos Estados Unidos, apesar dos Estados Unidos terem concedido informações detalhadas sobre suas características e histórico de testes.  Somente mais tarde, quando os Estados Unidos forçaram a Rússia a reconhecer a existência do míssil, ao divulgarem publicamente seu designador russo, é que os russos alegaram que o míssil não estaria violando o Tratado INF, pois seu alcance não excede os 500 km.  Agora, a Rússia alega não estar obrigada a prover nenhuma informação adicional sobre o míssil.

Lenda russa:  Os Estados Unidos desejam dar início a uma corrida armamentista.

Fato:  De fato, a Federação Russa está produzindo e mobilizando uma nova capacidade ofensiva que foi proibida pelo Tratado INF.  Os Estados Unidos não estão fazendo isso.  A atual situação não é uma preferência nem uma criação dos Estados Unidos.  O ônus recai claramente sobre a Rússia.  Conforme afirmou o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Jens Stoltenberg, em pronunciamento perante o Congresso dos Estados Unidos, no dia 2 de abril de 2019, a posição da OTAN é coesa e clara.  “A Rússia infringiu o Tratado INF.  Não há novos mísseis americanos na Europa.  Mas, existem novos mísseis russos.”  Os Estados Unidos não estão dando início a uma corrida armamentista.

Além disso, quem tem priorizado um programa massivo de rearmamento militar, quem anunciou o desenvolvimento de cinco novas armas nucleares ofensivas estratégicas em março de 2018, brandindo constantemente o valor das armas nucleares russas, e quem abertamente ameaça atacar a Europa com mísseis russos é o Presidente Vladimir Putin, da Rússia.

Lenda russa:  Os Estados Unidos estão trapaceando, não a Rússia.

Fato:  Os Estados Unidos continuam cumprindo suas obrigações de acordo com o Tratado INF. Assim afirmaram os Aliados, muito recentemente, em uma declaração emitida pelos Ministros das Relações Exteriores da OTAN, no dia 4 de dezembro de 2018.  A Rússia está violando [o tratado] e tem ignorado os pedidos de transparência dos Estados Unidos e da Europa.  Ao contrário da Rússia, que se recusa a responder questões fundamentalmente essenciais dos EUA sobre o SSC-8/9M729, os Estados Unidos têm fornecido à Rússia informações detalhadas explicando como os Estados Unidos estão cumprindo o Tratado INF.  Os Estados Unidos apresentaram inclusive algumas informações publicamente, incluindo uma folha informativa em uma página do sítio eletrónico do Departamento de Estado dos EUA.

Lenda russa:  Os Estados Unidos estão abalando a segurança europeia.

Fato:  A Rússia está abalando a segurança europeia com seu míssil que viola o INF, que foi desenvolvido especificamente para destruir alvos-chave, militares e económicos, na Europa, e para coagir governos da OTAN.  Como afirmou o secretário-geral da OTAN, Stoltenberg: “O problema é o destacamento de novos mísseis russos.  Não há novos mísseis americanos na Europa, mas, existem mais mísseis russos capazes de portar ogivas nucleares, e tais mísseis colocam o Tratado INF em perigo.”

A disposição da Rússia para corroer a segurança europeia e rejeitar as normas internacionais, descumprindo o mais importante tratado de controle de armamento, não deveria surpreender.  O descumprimento do Tratado INF segue o padrão perturbador russo de atividades ameaçadoras que incluem a suposta anexação da Crimeia, a tentativa de golpe em Montenegro, múltiplos ataques e intrusões cibernéticos, interferências em eleições do Ocidente, e a tentativa de assassinato de Sergey e Yulia Skripal, com um agente nervoso de grau militar, em território de um aliado da OTAN.

Lenda russa:  Os Estados Unidos estão abandonando o controle de armamento.

Fato:  Conforme descrito no Nuclear Posture Review de 2018, os Estados Unidos estão comprometidos com os esforços de controle de armamento que promovem a segurança dos EUA, dos aliados e dos parceiros; que sejam verificáveis e executáveis; e que incluam participantes que cumpram suas obrigações com responsabilidade.  Um tratado de controle de armamento que restrinja apenas uma das partes, enquanto a outra parte o descumpra em impunidade, não é eficaz para nos proteger.  Em vez disso, ele compromete a ideia central de controle de armamento, como uma ferramenta que visa aperfeiçoar nossa segurança coletiva.  Os Estados Unidos estão atuando na preservação da função do controle de armamento, que reduz o risco de guerra e evita a competição militar desnecessária e desestabilizante.

Lenda russa:  Os Estados estão inventando suas alegações contra a Rússia como uma desculpa para deixar o tratado.

Fato:  A Federação Russa está produzindo e mobilizando uma nova capacidade ofensiva proibida pelo Tratado INF.  A Federação Russa criou esse problema, não os Estados Unidos.  Os Estados Unidos vêm afirmando há tempos que o Tratado INF, se cumprido por todas os participantes, contribui para a segurança e estabilidade global.  Os Estados Unidos vêm discutindo esse descumprimento com a Rússia, por mais de seis anos, em um esforço para convencer a Rússia a reinstaurar a conformidade com o tratado.  Já há tempos nós afirmamos que a situação é insustentável, e que a nossa paciência é limitada.  Infelizmente, a Rússia não tomou nenhuma medida significativa com vistas a resolver esse problema. le 7 C


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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