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Nicolás Maduro: corrupção e caos na Venezuela

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Departamento de Estado dos Estados Unidos
Gabinete da porta-voz
Para divulgação imediata
Folha Informativa
5 de agosto de 2019

 

O antigo regime de Nicolás Maduro cometeu abusos e violações contínuas contra os direitos humanos e a dignidade dos cidadãos do país, saqueou seus recursos naturais, e conduziu à ruína econômica uma nação que era próspera, por meio do governo autoritário de Maduro e das políticas econômicas desastrosas. Os lacaios de Maduro, segundo relatado, engajaram-se em assassinato e abuso físico, detiveram oponentes políticos e interferiram severamente no exercício da liberdade de expressão, tudo isso em um esforço brutal para manter o poder.

A CORRUPÇÃO E A INCOMPETÊNCIA DE MADURO

  • No dia 25 de julho de 2019, os Estados Unidos impuseram sanções contra três enteados de Maduro (Walter, Yosser e Yoswal Flores) e outros sete indivíduos, bem como contra 13 entidades, envolvidos em uma rede complexa de subornos e lavagem do dinheiro que tem sido roubado do povo da Venezuela por meio do programa de distribuição de alimentos pagados, conhecido como CLAP (Comitês Locais de Abastecimento e Produção).
  • Maduro e seus associados têm sido responsáveis pela apropriação indevida e desvio de bilhões de dólares do povo venezuelano durante muitos anos. Os participantes do regime também estão envolvido no contrabando de drogas e na retirada ilícita de ouro do Banco Central da Venezuela.
  • Maduro tem financiado a si mesmo “colocando em atividade as impressoras do banco central. Essa manobra inundou o mercado nacional com a moeda, o bolívar, que perdeu mais de 99 por cento do seu valor desde 2013, tornando-se praticamente não tem valor. (Bloomberg Businessweek, 9 de março de 2019)
  • A inflação acumulada do bolívar, de 2014 a 2018, chegou a mais de vinte e dois milhões, segundo o Banco Central da Venezuela. Como resultado dos atos de Maduro, o povo da Venezuela já não pode arcar com o custo de vida em seu próprio país.  
  • De forma similar, sob Maduro, o colapso da infraestrutura da Venezuela teve início. Por exemplo, o sistema de energia elétrica do país está se deteriorando rapidamente e, desde março, tem provocado apagões nacionais generalizados e o aumento do racionamento de eletricidade em muitos estados. Em 2016, Maduro declarou que aproximadamente 12 por cento do país faz parte do “Arco Mineiro de Orinoco” e concedeu a si mesmo poderes abrangentes para supervisionar o aproveitamento dos recursos em benefício de si próprio. Maduro expulsou companhias estrangeiras da Venezuela e substituiu empregados por trabalhadores não treinados, que operam sob a liderança de autoridades militares venezuelanas de alto escalão.

A CRISE MANUFATURADA POR MADURO NA VENEZUELA

  • Declínio econômico: O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o declínio cumulativo da economia venezuelana, desde 2013, ultrapassará 60 por cento, estando entre as mais profundas contrações jamais testemunhadas pelo mundo nos últimos cinquenta anos.
  • A redução do suprimento de alimentos e medicamentos: Até 2016, um ano antes dos Estados Unidos imporem sanções contra o ex-presidente Maduro, as importações de alimentos do país haviam caído 70 por cento, desde 2013.  As importações de medicamentos e equipamentos médicos caíram até 68 por cento, entre 2013 e 2016.  (Pesquisa do Brookings Institute/Harvard)
  • Redução do acesso aos alimentos: Em dezembro de 2018, apenas 55 por cento dos venezuelanos consumiam três refeições ao dia.  (Delphos, especialista venezuelano em pesquisa)
    • O consumo de pão na Venezuela diminuiu 50 por cento e, em 2019, apenas oito navios carregados de trigo atracaram na Venezuela, segundo o presidente da Federação Venezuelana de Bancos.
  • Redução dos serviços hospitalares: Em novembro de 2018, foram detectadas deficiências em testes laboratoriais em 76 por cento dos hospitais inspecionados, 70 por cento experimentaram  falhas nos serviços de radiologia, 67 por cento sofreram cortes de eletricidade, e 70 por cento experimentaram falta de água.  (Doctors for Health)
  • Aumento da mortalidade infantil  Em 2016, a mortalidade infantil aumentou mais de 30 por cento, enquanto a mortalidade materna subiu para aproximadamente 66 por cento.  (O antigo Ministério da Saúde do regime de Maduro)

AS VIOLAÇÕES E ABUSOS DE MADURO CONTRA OS DIREITOS HUMANOS

  • Segundo relatado, o regime de Maduro se engajou em detenções generalizadas e arbitrárias, e em abuso físico, bem como em repressão para silenciar a dissidência e impor controles sociais.
  • A dependência de Maduro nas Forças de Ação Especial (FAES) da Polícia Nacional, criada por ele em 2017 para executar incursões ilegais e execuções extrajudiciais, vem aumentando.
  • A FAES, composta de 1.300 oficiais, foi acusada de assassinar mais de 100 pessoas em bairros de baixa renda, entre junho e dezembro de 2018.  (Relatório da ONG Provea, de 26 de janeiro de 2019) 
  • No dia 5 de abril de 2019, a ONG PROVEA de direitos humanos anunciou a descoberta de vários centros clandestinos de detenção, inclusive três supostamente administrados pelos colectivos, polícia, forças de segurança estaduais e agências de inteligência, onde o antigo regime, estrategicamente, detém e abusa dos cidadãos venezuelanos.
  • Em julho de 2019, a Alta Comissária de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, concluiu que o aparato de segurança e inteligência de Maduro utiliza, genérica e arbitrariamente, a repressão contra a sociedade civil e a oposição democrática. Por exemplo, o relatório do Escritório da Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos (EACDH) da ONU, de 5 de julho, indicou pelo menos 7.523 casos de execuções extrajudiciais.

Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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