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Pronunciamentos do Presidente Trump Na 74ª. Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas

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Casa Branca
Escritório do Secretário de Imprensa
Washington, DC
Sede da Organização das Nações Unidas
Nova York, Nova York
24 de setembro de 2019

 

10h12 (horário de verão da Costa Leste dos EUA)

Muito obrigado sr. presidente, sr. secretário-geral, distintos membros das delegações, embaixadores e líderes mundiais:

Sete décadas de história passaram por este salão, em toda sua riqueza e drama. Do local onde estou, o mundo ouviu presidentes e primeiros-ministros durante o ápice da Guerra Fria. Nós testemunhamos o nascimento de nações. Observamos líderes de revoluções. Contemplamos os santos que nos inspiraram com esperança, rebeldes que nos encorajaram com paixão e heróis que nos estimularam com coragem – todos aqui para compartilhar planos, propostas, visões e ideias, no maior palco do mundo.

Como aqueles que se reuniram conosco anteriormente, nosso tempo é um momento de grandes contestações, altos riscos e opções claras. A principal divisão que existe no mundo todo, e durante toda a história, é mais uma vez nitidamente colocada em evidência. É a divisão entre aqueles cuja sede por controle os ludibria, levando-os a acreditar que estão destinados a impor suas regras a terceiros, e aquelas pessoas e nações que apenas desejam governar a si mesmas.

Eu tenho o imenso privilégio de me dirigir a vocês, hoje, como o líder eleito de uma nação que preza a liberdade, a independência e o autogoverno acima de tudo. Os Estados Unidos, depois de despenderem mais de US$ 2,5 trilhões desde a minha eleição para reconstruir totalmente nossas grandes forças militares, são também, sem dúvida, a nação mais poderosa do mundo. Temos esperanças de que jamais precisarão fazer uso desse poder.

Os americanos sabem que, em um mundo onde outros buscam a conquista e a dominação, nossa nação precisa ser forte em termos de riquezas, poder e espírito. Essa é a razão por que os Estados Unidos defendem vigorosamente as tradições e os costumes que fizeram de nós aquilo que somos.

À semelhança do meu amado país, cada nação representada neste salão possui uma história, uma cultura e um legado preciosos que merecem ser defendidos e celebrados, e que nos concedem nosso potencial e força singulares.

O mundo livre deve acolher suas bases nacionais. Não deve tentar eliminá-las ou substituí-las.

Olhando ao redor e para todo este planeta grande e magnífico, a verdade se encontra clara para ser vista. Se vocês desejam liberdade, tenham orgulho de seu país. Se desejam a democracia, mantenham sua soberania. E se desejam a paz, amem sua nação. Os líderes sábios sempre colocam o bem de seu próprio povo e de seu próprio país em primeiro lugar.

O futuro não pertence aos globalistas. O futuro pertence aos patriotas. O futuro pertence às nações soberanas e independentes que protegem seus cidadãos, respeitam seus vizinhos e honram as diferenças que tornam cada país especial e único.

Essa é a razão de nós termos, nos Estados Unidos, embarcado em um programa empolgante de reavivamento nacional. Em tudo o que fazemos, estamos focados no empoderamento dos sonhos e das aspirações de nossos cidadãos.

Graças às nossas políticas pró-crescimento econômico, os índices de desemprego nacional alcançaram os níveis mais baixos em mais de cinquenta anos. Nutridos por reduções fiscais e cortes gigantescos nas regulamentações, empregos estão sendo criados em um ritmo histórico. Seis milhões de americanos foram adicionados às folhas de pagamento em menos de três anos.

No mês passado, o desemprego entre afro-americanos, hispano-americanos e asiático-americanos alcançou os índices mais baixos já registrados. Estamos aproveitando a vasta abundância energética de nossa nação; e os Estados Unidos são agora o produtor número um de petróleo e gás natural do mundo. Os salários estão aumentando, os rendimentos estão altíssimos e 2,5 milhões de americanos foram retirados da pobreza em menos de três anos.

Enquanto reconstruímos o poder inigualável das forças militares americanas, estamos também revitalizando nossas alianças, deixando muito claro que esperamos que todos os nossos parceiros paguem a sua quota justa do ônus tremendo que os Estados Unidos estavam arcando no passado em defesa.

No centro da nossa perspectiva para reavivamento nacional se encontra uma campanha ambiciosa de reforma do comércio internacional. Por décadas, o sistema de comércio internacional tem sido facilmente explorado por nações que atuam com má-fé. Conforme os empregos eram terceirizados, um pequeno grupo se enriquecia às custas da classe média.

Nos Estados Unidos, o resultado foi a perda de 4,2 milhões de empregos em empresas de produtos manufaturados, e US$ 15 trilhões em déficit comercial durante os últimos vinte e cinco anos. Os Estados Unidos estão agora adotando uma ação decisiva para pôr fim a essa grave injustiça econômica. Nosso objetivo é simples: almejamos um equilíbrio comercial que seja ao mesmo tempo justo e recíproco.

Temos trabalhado estreitamente com nossos parceiros no México e no Canadá para substituir o Nafta pelo completamente novo e, esperamos, multipartidário, Acordo entre EUA, México e Canadá.

Amanhã, vou me reunir com o primeiro-ministro Abe, do Japão, para dar continuidade ao nosso progresso na finalização de um novo e excelente acordo comercial.

Enquanto o Reino Unido se prepara para deixar a União Europeia, eu tenho deixado claro que estamos preparados para concluir um novo e excepcional acordo comercial com o Reino Unido, que trará benefícios tremendos para os [nossos] países. Estamos trabalhando estreitamente com o primeiro-ministro Boris Johnson em um acordo comercial magnífico.

A diferença mais importante da nova abordagem dos Estados Unidos, em relação ao comércio, envolve nossa relação com a China. Em 2001, a China foi admitida na Organização Mundial do Comércio. Naquela época, nossos líderes alegaram que tal decisão compeliria a China a liberalizar sua economia e a fortalecer as proteções para nos fornecer itens que nos eram inaceitáveis, e em favor da propriedade privada e do Estado de Direito. Passadas duas décadas, tal teoria foi testada e provou estar completamente errada.

A China não apenas se negou a adotar as reformas prometidas, ela abraçou um modelo econômico que depende de grandes barreiras de mercado, altos subsídios do Estado, manipulação de moeda, dumping de produtos, transferências forçadas de tecnologia, e roubo de propriedade intelectual e de segredos comerciais em grande escala.

Como apenas um exemplo, recentemente me reuni com o CEO de uma excelente empresa americana, Micron Technology, na Casa Branca. A Micron produz chips de memória utilizados em incontáveis produtos eletrônicos. Visando promover o plano quinquenal do governo chinês, uma empresa pertencente ao Estado chinês supostamente roubou os projetos da Micron, avaliados em mais de US$ 8,7 bilhões de dólares. Pouco depois, a empresa chinesa obteve a patente para um produto quase idêntico e a Micron foi proibida de vender seus próprios produtos na China. Mas estamos buscando justiça.

Os Estados Unidos perderam 60 mil fábricas depois que a China entrou para a OMC. Isso está acontecendo em outros países no mundo todo.

A Organização Mundial do Comércio precisa de uma mudança drástica. Não deveria ser permitido que a segunda maior economia do mundo se autodeclare como “país em desenvolvimento”, com o objetivo de fraudar o sistema às custas dos demais.

Por anos, esses abusos foram tolerados, ignorados ou até encorajados. O globalismo exerceu um impulso religioso sobre os líderes passados, levando-os a ignorar seus próprios interesses nacionais.

Porém, no que diz respeito aos Estados Unidos, esses dias acabaram. Para confrontar essas práticas injustas, eu impus tarifas significativas sobre mais de US$ 500 bilhões em mercadorias manufaturadas na China. Como resultado dessas tarifas, cadeias de suprimentos já estão retornando para os Estados Unidos e para outras nações, e bilhões de dólares estão sendo pagos ao Tesouro.

O povo americano está absolutamente comprometido em restaurar o equilíbrio de nossa relação com a China. Temos esperança de chegar a um acordo que seria benéfico para os dois países. Mas, como já deixei bastante claro, não aceitarei um acordo que seja ruim para o povo americano.

Enquanto nos empenhamos em estabilizar nossa relação, estamos também monitorando cuidadosamente a situação em Hong Kong. O mundo todo espera firmemente que o governo chinês honre o tratado vinculativo, feito com a Grã-Bretanha e registrado nas Nações Unidas, no qual a China se compromete em proteger a liberdade, o sistema legal e o estilo de vida democrático de Hong Kong. O modo escolhido pela China para enfrentar essa situação definirá amplamente o papel que ela desempenhará no mundo do futuro. Estamos todos contando com o presidente Xi como um grande líder.

Os Estados Unidos não buscam conflito com nenhuma outra nação. Nós ansiamos por paz, cooperação e benefício mútuo com todos. Mas, jamais deixarei de defender os interesses americanos.

Uma das maiores ameaças à segurança enfrentadas hoje pelas nações amantes da paz é o regime repressivo do Irã. O histórico do regime, que envolve morte e destruição, é bem conhecido por todos nós.  O Irã não é apenas o apoiador número um do terrorismo no mundo, mas os líderes iranianos têm nutrido as trágicas guerras na Síria e no Iêmen.

Ao mesmo tempo, o regime vem saqueando as riquezas e o futuro da nação, em sua busca fanática de armas nucleares e dos meios para lançá-las. Não podemos deixar, jamais, que isso aconteça.

Para impedir o caminho do Irã rumo a armas nucleares e mísseis, eu retirei os Estados Unidos do terrível acordo nuclear com o Irã, que possuía um prazo restante muito curto, não permitia a inspeção de instalações importantes e não incluía mísseis balísticos.

Depois de nossa saída, implementamos sanções econômicas severas contra o país. Na esperança de libertar o país das sanções, o regime vem escalando sua agressão violenta e gratuita. Como resposta ao recente ataque do Irã contra as instalações petrolíferas da Arábia Saudita, acabamos de impor os mais altos níveis de sanções sobre o Banco Central e o Fundo Soberano de Riquezas do Irã.

Agir é dever de todas as nações. Nenhum governo responsável deveria subsidiar a sede de sangue do Irã. Enquanto o comportamento ameaçador do Irã prevalecer, as sanções não serão suspensas; elas serão aumentadas. Os líderes iranianos terão transformado uma nação orgulhosa simplesmente em outra história exemplar a ser aprendida sobre aquilo que acontece quando a classe dominante abandona seu povo e embarca em uma cruzada por poder e riqueza pessoais.

Por 40 anos, o mundo tem ouvido os líderes do Irã, enquanto esses acusam todos os outros pelos problemas que, sozinhos, eles mesmos criaram. Eles realizam rituais de cantos de morte contra os Estados Unidos, e se envolvem em um antissemitismo monstruoso. No ano passado, os supremos líderes do país declararam: “Israel é um tumor canceroso maligno (…) que precisa ser removido e erradicado: isso é possível e vai acontecer.” Os Estados Unidos jamais tolerarão tal ódio antissemita.

Fanáticos têm utilizado, há muito, o ódio contra Israel para distrair de seus próprios fracassos. Felizmente, existe um reconhecimento crescente no âmbito mais amplo do Oriente Médio, de que os países da região partilham do interesse no combate ao extremismo e no desencadeamento de oportunidades econômicas. É por isso que é tão importante manter relações completas e normalizadas entre Israel e seus vizinhos. Apenas uma relação calcada em interesses comuns, respeito mútuo e tolerância religiosa pode forjar um futuro melhor.

Os cidadãos iranianos merecem um governo que se preocupe em reduzir a pobreza, eliminar a corrupção e aumentar o número de empregos – sem roubar seu dinheiro para financiar massacres no exterior e dentro país.

Depois de quatro décadas de fracasso, já é tempo para que os líderes iranianos evoluam e parem de ameaçar outros países, se concentrando na construção de seu próprio país. Já é hora de os líderes iranianos finalmente colocarem o povo iraniano em primeiro lugar.

Os Estados Unidos estão prontos para aceitar a amizade de todos aqueles que genuinamente estejam em busca da paz e do respeito.

Muitos dos amigos mais próximos dos Estados Unidos de hoje foram nossos maiores inimigos no passado. Os Estados Unidos jamais acreditaram em inimigos permanentes. Queremos parceiros, não adversários. Os Estados Unidos sabem que, embora qualquer um possa travar uma guerra, apenas os mais corajosos podem criar a paz.

Por essa mesma razão, temos aplicado uma diplomacia ousada na Península da Coreia. Eu disse a Kim Jong Un que acredito verdadeiramente: que, como o Irã, o país dele possui um potencial tremendo e inexplorado, mas, para que tal promessa se realize a Coreia do Norte deve se desnuclearizar. 

No mundo todo, nossa mensagem é clara: o objetivo dos Estados Unidos é de longo prazo, o objetivo dos Estados Unidos é a harmonia e o objetivo dos Estados Unidos não é continuar essas guerras sem fim – guerras que nunca terminam.

Tendo esse objetivo em mente, meu governo também está buscando a esperança de um futuro mais brilhante para o Afeganistão. Infelizmente, o Talibã optou pela continuação de seus ataques selvagens. E continuaremos a trabalhar com nossa coalizão de parceiros no Afeganistão, a fim de eliminar o terrorismo, e nunca deixaremos de trabalhar para fazer da paz uma realidade.

Aqui no Continente Americano, estamos nos unindo a nossos parceiros com o objetivo de garantir a estabilidade e a oportunidade em toda a região. Nessa missão, um dos desafios mais cruciais é a imigração ilegal, que compromete a prosperidade, dilacera as sociedades e empodera os impiedosos cartéis criminosos.

A migração ilegal em massa é injusta, perigosa e não sustentável para todos os envolvidos: países que exportam migrantes e países empobrecidos. E eles se empobrecem rapidamente. Porém, sua juventude não é protegida e o capital humano não é aproveitado.

Os países que os recebem ficam sobrecarregados com mais migrantes do que podem aceitar de modo responsável. E os próprios migrantes são explorados, assaltados e abusados por coiotes cruéis. Aproximadamente um terço das mulheres que empreendem a jornada rumo ao norte, até nossa fronteira, sofrem violência sexual no trajeto. No entanto, nos Estados Unidos e no mundo todo existe uma crescente indústria caseira de ativistas radicais e organizações não governamentais que promovem o contrabando de pessoas. Esses grupos incentivam a migração ilegal e exigem a eliminação das fronteiras nacionais.

Hoje, eu tenho uma mensagem para esses ativistas que defendem fronteiras abertas, e que se escondem atrás da retórica da justiça social. Suas políticas não são justas. Suas políticas são cruéis e malignas. Vocês estão empoderando organizações criminosas que exploram homens, mulheres e crianças inocentes. Vocês colocam o seu próprio falso senso de virtude antes das vidas, do bem-estar e de incontáveis pessoas inocentes. Quando vocês comprometem a segurança das fronteiras, vocês solapam os direitos humanos e a dignidade humana.

Muitos dos países presentes aqui hoje estão enfrentando os desafios da migração descontrolada. Cada um de vocês tem o direito absoluto de proteger suas fronteiras, e assim, é claro, também o nosso país. Hoje, devemos decidir pelo trabalho em conjunto para pôr fim ao contrabando de pessoas, pôr fim ao tráfico de pessoas, eliminando para sempre as atividades dessas redes criminosas.

Para nosso país, posso dizer sinceramente: estamos trabalhando estreitamente com nossos amigos na região – incluindo o México, Canadá, Guatemala, Honduras, El Salvador e Panamá – visando manter a integridade das fronteiras e garantir a segurança e a prosperidade de nosso povo. Gostaria de agradecer ao presidente López Obrador, do México, pela grande cooperação que estamos recebendo, e por ter posicionado, no momento, 27 mil tropas em nossa fronteira sul. O México tem demonstrado muito respeito por nós, e eu os respeito de modo recíproco.

Os EUA, nós tomamos medidas sem precedentes para interromper o fluxo de imigração ilegal. Para qualquer pessoa que esteja considerando cruzar nossas fronteiras ilegalmente, por favor, ouça estas palavras: não pague aos contrabandistas. Não pague aos coiotes. Não se coloque em situação de perigo. Não coloque seus filhos em situação de perigo. Porque se você chegar até aqui, não terá permissão para entrar; será imediatamente deportado para seu país. Você não terá entrada livre para dentro de nosso país. Enquanto eu for presidente dos Estados Unidos, nós aplicaremos as nossas leis e protegeremos a nossa fronteira.

Para todos os países do Continente Americano, nosso objetivo é auxiliar as pessoas a investirem no futuro brilhante de sua própria nação. Nossa região está repleta dessa promessa incrível: sonhos esperando para serem concretizados e destinos nacionais para todos. E eles estão esperando para serem implementados.

Em todo o continente existem milhões de trabalhadores esforçados, jovens patriotas, ávidos por construírem, inovarem e alcançarem. No entanto, essas nações não poderão alcançar seu potencial se a geração jovem abandonar seu país natal em busca de uma vida em outro lugar. Queremos que todas as nações na nossa região floresçam, e que seu povo prospere em liberdade e paz.

Nessa missão, estamos também comprometidos em apoiar essas pessoas no Continente Americano, que vivem sob opressão brutal, como aquelas em Cuba, Nicarágua e Venezuela.

Segundo um relatório recente do Conselho de Direitos Humanos da ONU, as mulheres na Venezuela enfrentam dez horas de filas todos os dias esperando por comida. Mais de 15 mil pessoas foram detidas como prisioneiros políticos. Esquadrões da morte modernos estão executando milhares de homicídios extrajudiciais.

O ditador Maduro é uma marionete de Cuba, protegido por guarda-costas cubanos, que se esconde de seu próprio povo, enquanto Cuba saqueia as riquezas petrolíferas de Venezuela para sustentar seu próprio governo comunista corrupto.

Desde a última vez que me pronunciei neste salão, os Estados Unidos e nossos parceiros construíram uma coalizão histórica de 55 países que reconhecem o governo legítimo da Venezuela.

Para os venezuelanos encurralados nesse pesadelo: por favor, saibam que os Estados Unidos estão unidos em apoio a vocês. Os Estados Unidos têm vasta quantidades de assistência humanitária prontas e esperando para serem entregues. Estamos acompanhando a situação na Venezuela atentamente. Esperamos pelo dia, quando a democracia será restaurada, quando a Venezuela estará livre e quando a liberdade prevalecerá em todo este continente.

Um dos desafios mais sérios que nossos países enfrentam é o espectro do socialismo. Ele é o devastador das nações e o destruidor das sociedades.

Os eventos na Venezuela nos lembram, a todos, que o socialismo e o comunismo não objetivam a justiça, não objetivam a igualdade, não objetivam a diminuição da pobreza e, certamente, não objetivam o bem da nação. O socialismo e o comunismo objetivam apenas uma coisa, o poder para a classe dominante.

Hoje, eu repito uma mensagem para o mundo que eu já pronunciei em nosso país: os Estados Unidos jamais serão um país socialista.

No século passado, o socialismo e o comunismo mataram 100 milhões de pessoas. Infelizmente, conforme observamos na Venezuela, o número de mortes continua a aumentar no país. Essas ideologias totalitárias, combinadas com a tecnologia moderna, têm o poder de impor formas novas e perturbadoras de supressão e dominação. 

Por essa razão, os Estados Unidos vêm tomando medidas para melhor examinar tecnologias e investimentos estrangeiros, e proteger nossos dados e nossa segurança. Nós conclamamos todas as nações aqui presentes a fazerem o mesmo.

A liberdade e a democracia têm de ser constantemente protegidas e guardadas, tanto no exterior quando internamente. Devemos ser sempre céticos em relação àqueles que desejam conformidade e controle. Mesmo nas nações livres, vemos sinais alarmantes de novos desafios à liberdade.

Um pequeno número de plataformas de mídias sociais está adquirindo um poder imenso sobre aquilo que podemos ver, ou sobre aquilo que estamos autorizados a dizer. Uma classe política permanente se tornou abertamente desdenhosa, arrogante e desafiadora perante a vontade do povo. Uma burocracia sem face opera em segredo e enfraquece o governo democrático. Os meios de comunicação e as instituições acadêmicas realizam, a toda velocidade, ataques contra nossa história, tradições e valores.

Nos Estados Unidos, meu governo deixou claro para as empresas que controlam as mídias sociais que defenderemos o direito de livre expressão. Uma sociedade livre não pode permitir que as gigantes das mídias sociais silenciem a voz do povo, e um povo livre não pode jamais, nunca, ser recrutado para a causa de silenciar, coagir, cancelar ou colocar seus próprios vizinhos na lista negra.

À medida que defendermos os valores americanos, afirmamos o direito de todas as pessoas de viver com dignidade.  Por essa razão, meu governo está trabalhando com outras nações para eliminar a criminalização da homossexualidade, e oferecemos solidariedade às pessoas LGBTQ que vivem em países que punem, prendem ou executam indivíduos com base em sua orientação sexual.

Também estamos promovendo o papel desempenhado pela mulher em nossas sociedades. Nações que empoderam as mulheres são mais prósperas, seguras e muito mais estáveis politicamente. Portanto, a busca do desenvolvimento econômico das mulheres é vital, não apenas para a prosperidade de uma nação, mas também para a segurança nacional.

Orientado por esses princípios, meu governo lançou a Iniciativa Global de Desenvolvimento e Prosperidade das Mulheres (WDGP). A WDGP é a primeira abordagem, no âmbito governamental, de empoderamento econômico feminino com o objetivo de garantir que as mulheres, em todo o planeta, tenham direito de adquirir e herdar propriedades, trabalhar nos mesmos setores que os homens, viajar livremente e ter acesso ao crédito e às instituições.

Ontem, eu tive a satisfação de receber líderes para uma discussão sobre o compromisso inabalável dos Estados Unidos com a proteção de líderes religiosos e a proteção da liberdade religiosa. Esse direito fundamental se encontra sob ameaça crescente no mundo todo. É difícil acreditar, mas 80% da população mundial vive em países onde a liberdade religiosa está sob perigo significativo ou até mesmo completamente proibida por lei. Os americanos jamais se cansarão de nosso esforço visando defender e promover a liberdade de culto e de religião. Queremos apoiar a liberdade religiosa para todos.

Os americanos também nunca se cansarão de defender a vida dos inocentes. Temos consciência de que muitos projetos das Nações Unidas tentaram garantir o direito mundial a abortos financiados com o dinheiro do contribuinte, disponível até o momento do parto. Os burocratas mundiais não têm absolutamente nenhum direito de atacar a soberania das nações que desejam proteger a vida dos inocentes. Como muitas nações aqui representadas hoje, os Estados Unidos acreditam que cada criança – nascida ou antes de nascer – é um presente sagrado de Deus.

Sob nenhuma circunstância os Estados Unidos permitirão que protagonistas internacionais se sobreponham aos direitos de nossos cidadãos, inclusive ao direito de autodefesa. Por essa razão, este ano eu anuncio que jamais ratificaremos o Tratado de Comércio de Armas da ONU, que ameaçaria as liberdades dos cidadãos americanos que obedecem às leis. Os Estados Unidos sempre irão defender nosso direito constitucional de manter e portar armas. Sempre defenderemos nossa Segunda Emenda.

Os direitos e valores fundamentais que os Estados Unidos defendem hoje, foram inscritos nos documentos que remontam à fundação dos Estados Unidos. Os fundadores de nossa nação entenderam que sempre existirão aqueles que acreditam ter o direito de exercer poder e controle real sobre os demais. A tirania vem sob muitos nomes e muitas teorias. No entanto, ela sempre envolve o desejo de dominação. Ela não protege os interesses de muitos, mas, o privilégio de poucos.

Nossos fundadores nos concederam um sistema projetado para restringir tais impulsos perigosos. Eles escolheram confiar o poder americano àqueles que estão mais investidos no destino de nossa nação, o povo orgulhoso e destemidamente independente.

O verdadeiro bem de uma nação só pode ser buscado por aqueles que a amam: por cidadãos que possuem raízes em sua história, que são nutridos por sua cultura, comprometidos com seus valores, apegados a seu povo e que sabem que o futuro cabe a eles construir ou desperdiçar. Os patriotas enxergam a nação e seu destino de maneiras que outros não conseguem.

A liberdade só é preservada, a soberania só está segura, a democracia só é sustentável, a grandeza só é concretizada pela vontade e pela devoção dos patriotas. Em seus espíritos se encontram a força para resistir à opressão, a inspiração para forjar o legado, a boa vontade para buscar amizade e a bravura para alcançar a paz. O amor por nossas nações torna o mundo melhor para todas as nações.

Portanto, para todos os líderes aqui, hoje, juntem-se a nós na missão mais gratificante que uma pessoa pode participar. A contribuição mais profunda que qualquer um pode fazer: elevem suas nações. Valorizem sua cultura. Honrem suas histórias. Apreciem seus cidadãos. Façam seus países fortes e prósperos e justos. Honrem a dignidade de seu povo e nada estará fora de seu alcance.

Quando nossas nações forem mais grandiosas, o futuro será mais brilhante, nosso povo será mais feliz e nossas parcerias serão mais fortes.

Com o auxílio de Deus, juntos expulsaremos os inimigos da liberdade e suplantaremos os opressores da dignidade. Estabeleceremos novas referências de vida e alcançaremos níveis mais altos de realização humana. Redescobriremos antigas verdades, desvendaremos velhos mistérios e faremos novas descobertas incríveis. E encontraremos amizades mais belas e mais harmonia entre as nações do que nunca.

Meus colegas líderes, o caminho para a paz e o progresso, a liberdade e a justiça, e um mundo melhor para toda a humanidade, começa em casa.

Obrigado. Que Deus os abençoe. Que Deus abençoe as nações do mundo e que Deus abençoe os Estados Unidos. Muito obrigado a todos. [Aplausos.]

FIM                 10h49 (horário de verão da Costa Leste dos EUA)


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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