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“Agressão Iraniana: O Mundo Acorda”

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Departamento de Estado dos EUA
Escritório do Porta-Voz
Secretário Michael R. Pompeo
Pronunciamento na Cúpula sobre o Irã 2019 do grupo Unidos Contra o Irã Nuclear
Palace Hotel
Cidade de Nova York, Nova York
25 de setembro de 2019

 

Bom dia. Bom dia a todos. Obrigado. Bom dia. Obrigado, senador Lieberman, por me convidar para discursar pelo segundo ano consecutivo. Mark, é ótimo estar com você também. Vocês pegaram as cadeiras confortáveis aqui esta manhã.

Também quero dar as boas-vindas a alguns convidados especiais. Como disse o senador Lieberman, o ministro al-Sabhan da Arábia Saudita; os embaixadores do Bahrein e o embaixador Dermer; Susan Azizadeh da Federação Judaica Irano-Americana. [Aplausos.] Sim, obrigado. [Risos.] E Maziar Bahari, um grande defensor dos direitos humanos no Irã. E quero dizer ‘Salaam’ a todos os iranianos que estão nos ouvindo hoje. Tem muita coisa que eu quero dizer ao povo iraniano esta manhã.

Quero que todos vocês imaginem a cena em Abqaiq, Arábia Saudita, no início deste mês. Foi um pouco antes do amanhecer, mísseis e drones despencaram sobre a maior instalação de processamento de petróleo da Arábia Saudita. Havia muitos estrangeiros, inclusive americanos, não muito longe dali. Os trabalhadores ouviram as explosões, e também seus filhos. A propósito, meu filho não achou tão engraçado como vocês o fato de que eu estaria no Tribunal Penal Internacional. [Risos.] Embora ele tenha dito que gostaria de participar pelo menos da abertura. [Risos.]

Mas falando sério. Os filhos deles (…) graças a Deus não houve nenhuma vítima fatal, mas poderia facilmente ter havido. Nesse sentido, todos na região, na verdade no mundo, tiveram sorte.

Eu imediatamente considerei um “ato de guerra”, um Estado soberano contra outro, porque de fato foi. Foi um ataque à Arábia Saudita, um Estado soberano. Também foi de fato um ataque à economia global.

Alguns disseram que foi precipitado julgar, aquele anúncio. A história – seis dias de história – provou que estávamos certos, que os Estados Unidos estavam certos. Não agimos de forma precipitada.

Fomos pacientes. Falamos com nossos parceiros. Estabelecemos os fatos. Queríamos garantir que todos tivessem a oportunidade de ver o que sabíamos.

E como disse o senador Lieberman esta semana, Grã-Bretanha, França e Alemanha divulgaram um comunicado com suas conclusões.

Esses três países disseram: “Está claro para nós que o Irã tem responsabilidade por esse ataque. Não há outra explicação plausível.”

Eles continuaram: “Esses ataques podem ter sido contra a Arábia Saudita, mas dizem respeito a todos os países e aumentam o risco de um grande conflito.”

E declararam: “Chegou a hora de o Irã aceitar negociações sobre uma estrutura de longo prazo para seu programa nuclear e também sobre questões relacionadas com a segurança regional.”

Alguns disseram que eles concordaram com os Estados Unidos. Acho que eles concordaram com a realidade. Acho que concordaram com os fatos como todos os vemos. E isso é um avanço.

As nações estão defendendo a realidade. Estão chamando-a pelo que é, algo que todos neste recinto sabemos há muito tempo.

Este é o começo de um despertar – para a verdade de que o Irã é o agressor e não o agredido, como alegam ao circular por Washington – ou, desculpem-me, ao circular por Nova York esta semana.

E é isso que a democracia e a diplomacia americanas conseguiram.

Quando o presidente Trump se retirou do JCPOA, o acordo nuclear, ele não se limitou a defender a segurança nacional americana. Ele disse à época que o acordo apenas tornou “as ambições [sanguinárias] do Irã (…) mais descaradas”.

De fato, o Irã tem uma longa história de agressão não provocada, 40 anos já, contra seu próprio povo, contra seus vizinhos e, na verdade, contra a própria civilização.

A lista é longa. Desde assassinar e torturar seu próprio povo, matar americanos do Líbano ao Iraque, até abrigar a Al Qaeda ainda hoje, o Irã promove violência há quatro décadas, e infelizmente com pouquíssimas consequências.

Durante as negociações desse acordo nuclear, a atividade maligna do Irã não diminuiu nenhum pouco, embora essa tenha sido a teoria do caso. Graças a Israel, agora sabemos que ao mesmo tempo eles também estavam protegendo, escondendo e preservando seu conhecimento nuclear.

De fato, depois que o acordo foi assinado e os paletes de dinheiro foram entregues, eles continuaram apoiando o Hezbollah, o Hamas, os houthis e as milícias xiitas em toda a região. O mundo os aplacou demais e depois subscreveu seu terrorismo.

Quando o presidente Trump assumiu, o Irã não havia se juntado à comunidade de nações, como previsto pelo governo anterior.

O que encontramos: encontramos uma crise de refugiados na Síria, graças ao apoio do Irã a Assad; um atoleiro humanitário no Iêmen, graças à transferência de armas do Irã para os houthis; um Iraque frágil, graças ao apoio do Irã a milícias xiitas; um Estado cliente do Irã, também conhecido como Líbano.

Vimos iranianos presos e torturados; cidadãos americanos, e também cidadãos de muitos outros países, detidos injustamente.

Ainda ontem, o presidente Trump fez uma distinção entre aqueles que pensam que “estão destinados a governar os outros” e “aquelas pessoas e nações que querem se governar”. Está abundantemente claro em qual campo a República Islâmica do Irã se enquadra.

É por isso que, no ano passado, depois de nos retirarmos do acordo nuclear, começamos a executar a estratégia do presidente Trump – resumidamente, tem sido considerada a campanha de pressão máxima. Mas é muito mais do que isso.

Começamos a cortar as receitas que o regime utiliza para financiar a morte e a destruição, e vimos os benefícios disso. Começamos a pressionar o regime a fazer um acordo de verdade, que garanta que o regime mais temerário do mundo nunca possua a maioria dos sistemas de armas de destruição da história.

E, como disse o presidente ontem, “é hora de os líderes do Irã darem um passo à frente e pararem de ameaçar outros países e se concentrarem em construir seu próprio país”, para o seu próprio povo. “É hora de os líderes do Irã finalmente colocarem” aquelas pessoas, “o povo iraniano em primeiro lugar”. E estou confiante de que o povo iraniano exigirá isso também. [Aplausos.] E, quando o fizerem, vocês devem saber que este governo os apoiará. [Aplausos.]

Vejam, implementamos medidas sem precedentes para alcançar nossa meta de paz:

Impusemos sanções a criminosos de alto nível pelo sangue que têm em suas mãos. O líder supremo, o ministro das Relações Exteriores Zarif e a Guarda Revolucionária do Irã são apenas alguns deles.

Atingimos o setor petroquímico e o setor de metais e o setor bancário do Irã com sanções para privar o regime de bilhões de dólares, e a aplicação dessas sanções tem sido e continuará sendo implacável.

Milhares de empresas em todo o mundo estão seguindo nossas sanções porque sabem que seu sucesso reside com os Estados Unidos e não com o aiatolá.

E ao impor sanções ao setor petrolífero do regime, cortamos a fonte de receita número um do Irã. Mais de 30 nações zeraram as importações de petróleo iraniano. E, daqui para frente, nossas sanções ao setor petrolífero iraniano privarão o regime de até US$ 50 bilhões todos os anos. Vale a pena observar que essas sanções, em seu pico, estão em vigor somente desde o início de maio, cerca de cinco meses. Ainda há muito trabalho a fazer.

E somos abençoados. A força americana significa que nenhuma outra nação poderia ter imposto tamanha pressão.

Essa pressão sem precedentes também está forçando o regime a agressões por pânico, como vimos, mentiras públicas.

Eles estão usando todas as lições de seu manual de estratégias para incitar o conflito, para criar divisão entre as nações e forçá-las à ação. E vocês devem saber que o manual deles não terá sucesso.

Neste terceiro trimestre, o Irã atacou petroleiros em águas internacionais, abateu um veículo aéreo não tripulado americano, desprezou e ameaçou desprezar seus compromissos nucleares e continua a declarar morte a Israel.

E ainda ontem, o regime adicionou a organização de vocês – como disse o senador Lieberman, uma organização sem fins lucrativos pacífica ‒ à sua lista de grupos terroristas, assim como fez com nossos amigos da FDD algumas semanas antes.

Isso é ultrajante. É ultrajante até mesmo para esse regime, o que realmente significa que vocês estão fazendo algo certo.

E o Irã simplesmente mente, e cada um de nós precisa mostrar essas mentiras toda vez que são ditas.

Liguei na Fox News ontem à noite e vi o presidente Rouhani conversando com Chris Wallace, uma coisa esquisitíssima. [Risos.]

Rouhani afirmou que o Irã derrota o terrorismo aonde quer que ele vá.

Afirmou, “certamente, sem dúvida” que Israel apoia o Estado Islâmico.

E, é incrível, preciso citar isso, ele disse que “o Irã é um país que levou paz à região”. E, apesar disso, muitas pessoas ouvem Rouhani e Zarif e consideram suas palavras relevantes, importantes, pertinentes ou precisas.

Rouhani está desesperado para iludir porque o mundo está acordando para a verdade. A verdade é que o Irã responde à força e não à súplica. O presidente Trump sabe disso.

Cada vez mais nações estão começando a enfrentar o comportamento agressivo do Irã e a se libertar economicamente. Vamos garantir que todas elas o façam. Estão começando a perceber, citando o presidente, que “nenhum governo responsável deve subsidiar a sede de sangue do Irã”.

Fizemos alguns progressos. A França proibiu a Mahan Air de voar de e para seu país.

A Alemanha, também, proibiu esses aviões de pousar em seu território.

A Argentina recentemente designou o Hezbollah como grupo terrorista.

E o Reino Unido disse que não mais aceitaria a falsa distinção entre as alas política e militar do Hezbollah.

A Grécia se recusou a permitir que um superpetroleiro iraniano transportando petróleo para a Síria reabastecesse em seus portos.

A Holanda, pela primeira vez, anunciou que o Irã provavelmente estava por trás do assassinato de dois cidadãos holandeses que eram dissidentes iranianos.

Austrália, Bahrein, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e o Reino Unido se uniram aos nossos esforços para proteger a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.

Estive com as nações do Conselho de Cooperação do Golfo ontem. Elas sabem da ameaça que o Irã representa para a paz e estão unidas para impedi-lo. Também ficou claro, quando o presidente Trump se reuniu com elas ontem, que estão preparadas para fazer o que for necessário para garantir estabilidade em sua região.

Sei também que haverá debate quando eu falar isso, mas isso é multilateralismo efetivo. É o que o governo Trump tentou fazer, multilateralismo baseado na realidade e nos fatos, e com clareza de propósito.

Os países estão se mostrando ser o que o presidente Trump elogiou ontem, “nações soberanas e independentes que protegem seus cidadãos, [respeitam] seus vizinhos e honram as diferenças que tornam cada país especial e único”.

Foi isso que a diplomacia americana conseguiu; há mais trabalho para ser feito.

Mas os países estão de fato acordando para a verdade de que quanto mais o Irã atacar, maior nossa pressão será e deverá ser.

E vocês podem contar com a liderança dos Estados Unidos; todas as nações podem. Como disse o presidente Trump ontem: “Enquanto o comportamento ameaçador do Irã continuar, as sanções não serão retiradas, elas serão endurecidas.” O caminho a seguir começa agora com duas novas ações:

Primeiro, estamos adotando novas medidas para separar a Guarda Revolucionária Islâmica da economia iraniana. Os Estados Unidos intensificarão os esforços para orientar países e empresas sobre os riscos de fazer negócios com entidades da Guarda Revolucionária Islâmica e vamos puni-los caso persistam, desafiando nossas advertências.

Segundo, hoje estamos impondo sanções a determinas entidades chinesas por sabidamente transportarem petróleo do Irã, contrariando as sanções dos Estados Unidos. [Aplausos.] E, importante, também estamos impondo sanções aos presidentes dessas empresas. E estamos dizendo à China e a todas as nações, saibam que vamos impor sanções a todas as violações de atividades passíveis de sanção.

Assim, ao encerrar esta manhã, pergunto às nações responsáveis: Vocês condenarão publicamente a atividade maligna do Irã? Nós precisamos que vocês façam isso; o mundo precisa.

Vocês trabalharão conosco para restabelecer os meios de intimidação? Nós precisamos que vocês façam isso; o mundo precisa.

Vocês vão nos ajudar a proteger a liberdade de navegação no comércio global? Nós precisamos que vocês façam isso; o mundo precisa.

E, mais importante, vocês vão nos ajudar a fazer com que o Irã volte para a mesa de negociação? Nós precisamos da sua ajuda; o mundo precisa.

E vocês estarão conosco ao lado de Israel? Nós precisamos que façam isso; o mundo precisa que vocês se unam a nós. [Aplausos.]

Nossa meta é bastante direta, embora não seja simples. Mas sabemos que a diplomacia está funcionando, nossa determinação é forte e nossos olhos estão abertos. Acho que o despertar no mundo começou.

Para citar o presidente uma última vez – pelo menos uma última vez esta manhã: “Todas as nações têm o dever de agir.” O que vocês farão?

Obrigado.

Que Deus os abençoe.

E que Deus abençoe o povo do Irã. [Aplausos.]


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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