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PROMOVER A LIDERANÇA E CONTRIBUIÇÃO DO SOBREVIVENTE DE TRÁFICO HUMANO

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Avoz do sobrevivente é parte vital no estabelecimento de estratégias antitráfico efetivas e abrangentes que representem progresso nos esforços de processo penal, proteção e prevenção. Agora mais do que nunca, os sobreviventes são líderes no movimento antitráfico, quer estejam

à frente de organizações, defendam a causa perante as legislaturas, capacitem autoridades policiais, dialoguem com o público ou colaborem com os governos para melhorar os programas nacionais e estrangeiros. Os sobreviventes sabem em primeira mão o que é necessário para melhorar a resposta dos governos e sua contribuição é essencial para assegurar que as políticas antitráfico reflitam a perspectiva que só pode ser fornecida por aqueles que viveram a experiência.

Para qualquer entidade, seja o governo, um negócio ou uma organização da sociedade civil, a adoção de um enfoque que incorpore a perspectiva do sobrevivente significa buscar contribuições valiosas de uma comunidade diversa de sobreviventes a cada estágio do programa ou projeto. Isso inclui uma ampla gama de oportunidades, do estágio inicial de formulação e desenvolvimento do programa à sua implementação, assim como durante as atividades de avaliação. O Conselho Consultivo sobre Tráfico de Pessoas dos Estados Unidos — que inclui líderes sobreviventes indicados pelo presidente para assessorar o Executivo sobre políticas antitráfico — definiu o sentido de “perspectiva do sobrevivente” em seu relatório anual de 2019 como a incorporação dos conhecimentos do sobrevivente desde o início até o desenvolvimento e conclusão dos esforços relacionados a todas as formas de trabalho antitráfico. Em especial, governos e organizações devem evitar fazer pedidos que envolvam produtos finais ou quase finais, restrições de tempo ou outros fatores que possam prejudicar a qualidade da contribuição e ser contraproducentes no estabelecimento de um produto que verdadeiramente incorpore a perspectiva do sobrevivente.

As entidades devem tomar medidas para incorporar a perspectiva do sobrevivente em todos os aspectos de sua resposta antitráfico. O primeiro passo é compreender se e quão bem uma entidade busca e incorpora a contribuição do sobrevivente, bem como identificar as brechas e oportunidades para fazê-lo de modo efetivo.

Saber como comunicar-se com sobreviventes de modo apropriado e responsável é também essencial para estabelecer uma prática que incorpore sua perspectiva. O engajamento e a comunicação devem ser sensíveis ao trauma, o que significa compreender o impacto físico, social e emocional do trauma sobre o indivíduo, bem como sobre os profissionais que trabalham com ele. As entidades devem também promover o empoderamento e a autossuficiência do sobrevivente, considerando meios de empregá-lo em posições de liderança como membro do quadro de funcionários, consultor ou capacitador. O aumento das oportunidades de liderança para sobreviventes é não só uma resposta apropriada para essa comunidade, mas também proporciona maior eficácia em todos os esforços de combate ao tráfico de pessoas. Como qualquer outro funcionário ou consultor, o sobrevivente deve receber compensação financeira por seu tempo e conhecimentos. Além do mais, os sobreviventes devem representar perspectivas diversas, incluindo experiências de tráfico sexual e de mão de obra, e diferentes idades, gênero, raça, origem nacional e orientação sexual.

As organizações devem também buscar capacitação em melhores práticas de comunicação com os sobreviventes e criação de parcerias com entidades dirigidas por eles e grupos que tenham modelos bem-sucedidos de liderança de sobreviventes e conhecimento no campo de desenvolvimento profissional e de liderança. Por exemplo, a ONG Survivors’ Network, da República dos Camarões, criou um enfoque singular ao empoderamento de sobreviventes ao concentrar-se na independência econômica e incentivo ao empreendedorismo entre mulheres e meninas. Francisca Awah Mbuli, heroína do Relatório TIP, fundou essa organização e, sob sua liderança, a Survivors’ Network ajudou a criar oportunidades econômicas para sobreviventes em todo o país, fornecendo microfinanciamento a pequenos negócios e projetos geradores de renda, bem como capacitação para o trabalho e pequenos negócios.

Os sobreviventes têm trabalhado duro para conseguir uma voz de liderança no movimento antitráfico. Os governos e a sociedade civil devem dar prioridade a parcerias com sobreviventes que reflitam um engajamento positivo e significativo que promova a liderança. A voz do sobrevivente deve estar no centro de qualquer resposta abrangente de combate ao tráfico de pessoas.

LISTA DE CONTROLE PARA INSTITUIR UMA PRÁTICA QUE INCORPORE A PERSPECTIVA DO SOBREVIVENTE:

Avaliar o grau de incorporação da perspectiva do sobrevivente na sua organização
» Identificar falhas e oportunidades

Propiciar oportunidades de emprego aos sobreviventes
» Postos no quadro de funcionários
» Consultores
» Capacitadores

Buscar a contribuição de uma comunidade diversa de sobreviventes
» Perspectivas do tráfico sexual e de mão de obra
» Diversidade de idade, gênero, raça, origem nacional, orientação sexual, deficiência, etc.

Criar um plano para obter a colaboração do sobrevivente a cada estágio do projeto
» Formulação e desenvolvimento do programa
» Implementação
» Avaliação


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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