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Pronunciamentos do Embaixador Carlos Trujillo Representante Permanente dos Estados Unidos na Organização dos Estados Americanos (OEA) durante a Reunião Extraordinária do Conselho Permanente para receber o Ministro do Exterior da Bolívia, Diego Pary Rodriguez

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24 de outubro de 2019

Senhora Presidente, Ministros Pary e Arce, caros representantes permanentes da Organização dos Estados Americanos, senhoras e senhores…

Os Estados Unidos tomam a palavra para destacar nosso apoio às conclusões da Missão de Observação Eleitoral (MOE) da OEA nas eleições bolivianas realizadas no dia 20 de outubro.

Antes de citarmos os fatos neste caso, os Estados Unidos rejeitam firmemente todas as afirmações de que a missão da OEA seria uma “intervenção” nos assuntos internos da Bolívia, conforme alegado ontem por algumas das delegações, relembrando-as de que a missão da OEA foi convidada, pelo governo de Morales, para observar essas eleições e para apresentar suas conclusões perante este Conselho.

Conforme divulgado ontem, a missão da OEA encontrou irregularidades em todo o processo eleitoral, sobretudo na suspensão altamente suspeita e inexplicável da Transmissão dos Resultados Preliminares da Eleição (TREP) por quase 24 horas.

Antes da suspensão do TREP, os resultados indicavam a necessidade de um segundo turno nas eleições. Depois da reativação do TREP, quase 24 horas mais tarde, eis que o segundo turno não será mais necessário e Evo Morales encontra-se marcadamente à frente na contagem de votos!

De repente o governo de Morales se desagradou com as conclusões da missão da OEA: irregularidades amplamente disseminadas, provável manipulação da contagem de votos, falta de transparência, o senso geral de desconfiança entre o eleitorado boliviano em relação ao Supremo Tribunal Eleitoral, e a necessidade de um segundo turno nas eleições.

Senhora Presidente, meus caros representantes permanentes, talvez os Ministros Pary e Arce devam defender o indefensável, mas, esse Conselho não deve.


Parabenizamos a Missão de Observação Eleitoral da OEA pela diligência e imparcialidade, e estamos com o povo da Bolívia para garantir que a sua vontade soberana seja respeitada.

O Conselho deve fazer o mesmo.

Finalmente, gostaria de ler a seguinte declaração conjunta da Argentina, Brasil, Colômbia e Estados Unidos:

Os Estados Unidos, a Argentina, o Brasil e a Colômbia se pronunciam em relação às anomalias durante a eleição presidencial da Bolívia

A Argentina, o Brasil, a Colômbia e os Estados Unidos acreditam que o povo boliviano tem  o direito de escolher seus líderes por meio de eleições livres e justas. Esse direito é reconhecido pela Carta Democrática Interamericana e pela Constituição da Bolívia. Portanto, estamos profundamente preocupados com as anomalias durante o processo de contagem de votos na eleição do dia 20 de outubro na Bolívia.

Conclamamos as autoridades eleitorais bolivianas a trabalharem com a Missão de Observação Eleitoral (MOE) da Organização dos Estados Americanos para garantir um processo de contagem de votos transparente e confiável. Caso seja impossível que a MOE verifique os resultados do primeiro turno, então conclamamos o governo da Bolívia para que restaure a credibilidade do seu sistema eleitoral, realizando um segundo turno eleitoral entre os dois candidatos mais votados, de forma livre, justa, transparente e confiável.

A Argentina, o Brasil, a Colômbia e os Estados Unidos, em conjunto com a comunidade mundial de democracias, somente reconhecerão os resultados que reflitam realmente a vontade do povo boliviano.

Neste ínterim, pedimos calma e respeito contínuo ao Estado de Direito. O mundo está observando as instituições e os líderes da Bolívia com o objetivo de garantir que sejam honradas a voz e a vontade do povo boliviano.

Muito obrigado.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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