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Alto Funcionário do Departamento de Estado Sobre as realizações do Departamento de Estado em 2019 na região do Hemisfério Ocidental

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Departamento de Estado dos Estados Unidos
Gabinete do Porta-voz
Para divulgação imediata
Briefing para a Imprensa
8 de janeiro de 2020
Sala de Correspondentes de Imprensa
Washington, D.C.

 

MODERADOR: [Esse briefing] está ligado a uma espécie de série de retrospectivas do bureau em 2019 e olhando para 2020. Então, é claro, todos vocês já conversaram com o [alto funcionário do Departamento de Estado] antes e ele vai começar com uma declaração e, em seguida, responder a algumas de suas perguntas. A fonte desse

[briefing]

é confidencial e atribuído a um alto funcionário do Departamento de Estado.

Senhor, quando que estiver pronto, pode prosseguir…

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADO:  OK, muito bem. Bem, feliz – mais uma vez, Feliz Ano Novo para todos e boa tarde. É um prazer estar aqui hoje e falar sobre o Bureau do Hemisfério Ocidental e discutir o que é uma região que acredito ser de cada vez maior importância para esse governo. 

E 2019 foi um período histórico de cooperação em todo o Hemisfério Ocidental. 

Apenas [para citar] algumas das realizações: Os EUA, México e Canadá assinaram a USMCA.  Esse tratado alcançou os principais objetivos do governo de modernizar e reequilibrar o acordo comercial norte-americano. Uma vez em vigor, o resultado do Acordo será um comércio mais equilibrado e recíproco com o México e o Canadá. Ajudará a sustentar empregos bem remunerados para americanos e fará crescer a economia norte-americana garantindo que a nossa região continue sendo a potência econômica do mundo.

Também vimos na região um grande sucesso para a democracia na Bolívia. Em seguida, o presidente Morales ignorou a vontade de seu povo expressa em um referendo e fez sua Suprema Corte declarar inconstitucionais os limites constitucionais de mandatos. Isso é sempre interessante para mim como as pessoas podem fazer isso. Ele tinha – ele – para poder ganhar no primeiro turno, ele teria que ganhar as eleições com uma margem de pelo menos 10%. Quando ele não conseguiu fazer isso, ele tentou alterar a contagem de votos e foi pego. Protestos populares forçaram sua renúncia e seu próprio partido agora está trabalhando com o governo interino para organizar novas eleições que estão marcadas para o dia 03 de maio. Assim, estamos vendo a Bolívia novamente no caminho democrático.

Em 23 de setembro, os EUA se juntaram a 15 países para invocar o Tratado do Rio de Janeiro para uma ação coletiva contra as medidas antidemocráticas da ditadura de Maduro. Esta foi a primeira vez que o Tratado do Rio foi usado desde o 11 de setembro, desde 2000, e foi a primeira vez desde a década de 1960 que ele foi usado para lidar com uma situação no hemisfério. E isso para nós é significa muito. O Tratado do Rio foi criado para ser o tipo de autoridade do Capítulo VII do sistema interamericano, e quando você não o usa por 50 ou 60 anos, isso significa que você retirou uma ferramenta poderosa da mesa.  Portanto, estamos felizes em ver que isso está de volta e pode de ser usado como parte do sistema interamericano.

Também estamos satisfeitos por ver que as vozes do povo venezuelano continuam sendo enfatizadas pela Assembleia Nacional democraticamente eleita. Há poucos dias, reelegeu o presidente Guaidó, superando os esforços desesperados do regime para comprar votos, fisicamente impedir os deputados de entrarem na Assembleia Nacional e outras medidas.  

Maduro só permanece no poder por causa do apoio que recebe de Cuba e da Rússia. Os Estados Unidos cortarão as fontes de receita remanescentes de Cuba em resposta à sua intervenção na Venezuela. Já eliminamos as visitas a Cuba por meio de veículos de passageiros e recreativos.  Suspendemos a autorização das companhias aéreas dos EUA para operar serviços aéreos programados entre os EUA e todos os aeroportos cubanos além de Havana. Isto colocará ainda mais restrições no regime cubano para utilizar recursos para apoiar a repressão ao povo de Cuba.  Os países da região também tomaram medidas em relação ao programa do governo cubano que trafica milhares de médicos cubanos em todo o mundo para enriquecer o regime. O Brasil insistiu em pagar os médicos diretamente com um salário justo. Em resposta, o regime cubano retirou os médicos do Brasil. Os médicos também deixaram o Equador e a Bolívia. 

Os EUA têm enfrentado uma migração em massa descontrolada, como todos nós vimos. Durante 2019, negociamos a Declaração Conjunta de 7 de Junho com o México, que conta com a participação do governo mexicano na redução do número de migrantes irregulares que chegam à fronteira sul dos EUA. Isso reduziu as chegadas em 62% – de 4.600 por dia em maio para menos de 1.500 por dia em outubro. Um declínio muito acentuado. O Departamento de Estado também apoiou a criação e expansão dos Protocolos de Proteção aos Migrantes no México com o Departamento de Segurança Interna e negociou a assinatura de Acordos de Cooperação sobre Asilo com Guatemala, Honduras e El Salvador, juntamente com outras disposições para reforçar a segurança nas fronteiras, combater o contrabando de migrantes, promover o compartilhamento de informações e expandir o acesso aos vistos H-2 dos Estados Unidos. Tudo isto promete impedir os traficantes de seres humanos e canalizar a migração de volta para as vias seguras, ordenadas e legais.

Como resultado de esforços agressivos de combate ao narcotráfico dos presidentes Trump e Duque da Colômbia, a Colômbia obteve avanços na reversão dos níveis recordes de cultivo de coca e produção de cocaína. Estes – os dados indicaram a primeira queda desde 2012. 

Nosso renovado compromisso com os países do Caribe após a reunião do presidente Trump em março passado com as Bahamas, Haiti, Santa Lúcia, Jamaica e República Dominicana em Mar-a-Lago. Estabelecemos a Parceria de Resiliência EUA-Caribe, através da qual 10 agências federais compartilham conhecimentos e informações com nossos parceiros do Caribe durante desastres naturais. Nos baseamos nessa estrutura em resposta ao furacão Dorian nas Bahamas em setembro passado.

E, por fim, os Estados Unidos lançaram a iniciativa América Cresce (América Crece), uma parceria com países latino-americanos e caribenhos para atrair investimentos do setor privado para criar todo tipo de infraestrutura de alta qualidade e com segurança, incluindo energia, aeroportos, portos, estradas, telecomunicações e redes digitais. A promoção da prosperidade na região é fundamental para os nossos interesses na construção de uma vizinhança estável com parceiros democráticos estáveis. 

E em 2020, continuaremos buscando um hemisfério seguro, democrático e próspero para que todas as pessoas possam construir um futuro em seus próprios países e comunidades.

Com isso, eu lhes agradeço e gostaria de abrir para perguntas.

MODERADOR:  Sim, agora vamos responder algumas perguntas.  Quem vai ser o primeiro?  Matt?  Carol?

PERGUNTA:  O Departamento de Estado – os Estado Unidos estão esperando algum tipo de resposta na Venezuela ao que aconteceu nos últimos dias de bloquear a entrada da oposição e de Juan Guaidó na Assembleia Nacional? Que tipo de medidas você pode estar pensando em adotar?

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADO:  Que nós faríamos com a Venezuela, ou algo que eles…

PERGUNTA:  Não, a resposta dos EUA.

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADO:  Eu acho que você tem visto um aumento constante da pressão sobre o regime de Maduro em resposta a toda uma série de ações antidemocráticas, os últimos dias são apenas os mais recentes. E assim nós – como mencionei na introdução a invocação do Tratado do Rio, que está sendo implementado, que são restrições multilaterais de viagem para que não seja apenas as pessoas que estão por trás dessas coisas não venham para os Estados Unidos; eles agora vão ser proibidos de viajar para a maioria dos grandes países da região. Temos aumentado [a pressão] constantemente, e eu acho que você vai ver mais indivíduos e instituições sendo sancionadas. Estamos tentando cortar suas fontes de receita com, acho eu, sucesso significativo.

Então, não – eu não diria que temos algo especificamente ligado aos acontecimentos do outro dia, embora tenham pessoas que se envolveram em atividades corruptas que podem ter aparecido na tela do radar pela primeira vez.

PERGUNTA:  Nos últimos dias, eles fizeram…

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADO:  Então, quero dizer, quando você vê pessoas tirando dinheiro de pessoas que já estão sendo sancionadas nos Estados Unidos por atividade criminosa. Eu não quero fazer parecer que só vamos fazer alguma coisa em resposta aos seus esforços para bloquear a entrada das pessoas no edifício da Assembleia Nacional. Isso é apenas uma parte do conjunto. 

Toda a nossa política foi elaborada – quero dizer, isso é o que vem acontecendo na Venezuela, há um ano quando voltei a a estas funções, todo mundo estava dizendo que se você não conseguir tirar o Maduro em um mês, a oposição vai se desfazer. Porque essa tem sido a história da situação na Venezuela. 

E o Maduro trabalha dobrado para tentar dividir, rachar e conquistar os partidos da oposição. E ele tentou de tudo no ano passado. Ele tenta criar a uma espécie de “negociaçãozinha”, escolhe alguns pequenos partidos e diz ok, nós vamos negociar um pouco, e nós – nós podemos dar melhores condições de prisão para alguns de seus membros se você concordar conosco sobre isso e aquilo. No passado, esse tipo de atividade resultou em grandes rachas na oposição. Não aconteceu. Eles tentaram manter a possibilidade de talvez ter uma pessoa da oposição no tribunal eleitoral. O pessoal da oposição disse que não, nós queremos uma eleição genuinamente livre e justa, não apenas um pequeno pedaço de uma eleição ruim.

Então, basicamente, o que está acontecendo é que o Maduro tem tentado se valer de todos esses truques, e ele foi rejeitado em cada um deles por causa da unidade da oposição. Então, eu acho que isso tem sido a verdadeira notícia este ano. O que você está vendo agora, vamos continuar aumentando a pressão. A oposição está aumentando a pressão ao permanecer unida. E o que esperamos é que as pessoas ao seu redor olhem e concluam, digamos, olha, ele não tem saída. Ele não consegue suspender as sanções, ele não consegue rachar a oposição, ele não consegue – a única saída é uma eleição livre e justa organizada por um governo de transição que é amplamente aceito. E nós estamos tentando fazer o lado dele chegar a essa conclusão. E, na minha opinião, os acontecimentos do último dia mostram que estamos realmente fazendo um grande progresso nesse sentindo. Porque ele foi forçado a, no final, recorrer à repressão nua de tentar impedir a entrada de pessoas no prédio. E nem mesmo isso funcionou, porque eles foram e se reuniram em outro lugar e realizaram a eleição. Então, é real.

PERGUNTA:  Só para ter certeza que eu entendi, você está dizendo que está pensando em aplicar sanções a alguns dos 15 deputados que votaram contra Guaidó porque eles aceitaram subornos?

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADO:  Eu quero dizer – não, nós não impomos sanções nas pessoas pelo seu voto.

PERGUNTA:  Mas se eles aceitaram subornos?

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADO: As pessoas que trabalham com e – eu acho que você já viu isso no passado com algumas das pessoas que foram sancionadas – que se você colaborar, dar ajuda e conforto, for cúmplice, e – ou lucrar com o comportamento antidemocrático do regime, você pode estar sujeito a sanções. Isso não significa que vamos necessariamente sancionar qualquer pessoa por isso, mas você está perguntando se algo poderia acontecer, e a resposta é sim, é claro.

MODERADOR:  Obrigado. Shaun?

PERGUNTA:  Eu gostaria de falar mais sobre o que você disse sobre a Bolívia? Você falou da eleição de 3 de maio que está se aproximando.

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADO:  Sim.

PERGUNTA:  Quão confiante você está que vai ser livre e justo? Você tem alguma preocupação de que o Morales pessoalmente ou seus aliados possam desempenhar algum tipo de papel nisso? E somado a isso, qual é a sua opinião sobre o México dando asilo para ele? Os Estados Unidos mantiveram conversas com o México sobre isso? Você está bem com isso? Isso é algo que – você gostaria que ele fosse julgado, como algumas das atuais autoridades bolivianas estão buscando?

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADO:  Bem, eu acho que nós estávamos – primeiro, ficamos felizes por ele ter um lugar para ir e poder partir sem agravar ainda mais os conflitos dentro do país. E isso realmente funcionou; acabou com os conflitos. Nas eleições, seu próprio partido, o partido MAS, tem trabalhado com o governo interino para aprovar uma nova lei eleitoral. Quero dizer, acho que foi aprovado por unanimidade. Então é – não é um partido tentando impor um sistema sobre o outro. É um genuíno – quero dizer, o partido MAS tem, por exemplo, uma maioria de dois terços na Assembleia, então qualquer coisa que seja feito lá vai exigir que concordem, e até agora tudo bem. Eles marcaram as eleições para 2 de maio. Temos uma equipe da USAID – eu acho que eles estão lá agora ou… eles estão lá hoje?

EQUIPE:  Sim – Eu acho que é 3 de maio.

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADO:  OK.  Então, eles estão lá exatamente para trabalhar com o governo interino sobre o que eles precisam fazer para deixar a máquina eleitoral em boas condições para que possam realizar uma eleição livre e justa com observadores internacionais e tudo. E nós estamos bastante confiantes de que isso vai funcionar. 

O que nos preocupa é quando o Morales, que agora está na Argentina, começa a ameaçar de voltar e incitar a violência no país, e, claro, não queremos ver isso, e eu não acho que os países vizinhos também querem. Mas eu acho que também é revelador. Ele alegou que ia ter uma reunião em Buenos Aires para escolher o candidato do partido MAS para disputar as novas eleições, e pouquíssimas pessoas apareceram. A liderança do partido na Bolívia disse publicamente que o candidato do MAS seria escolhido na Bolívia, não em Buenos Aires, que era como se estivessem lhe dizendo: “Você não tem mais a moral”, que nós vamos – portanto, para mim, isso é algo muito promissor, é que os socialistas – ou o partido do Movimento ao Socialismo – está pensando no futuro. Como eles podem escolher um bom candidato e disputar as eleições ao invés de tentar voltar e lidar com o legado que ele deixou ao interferir na última eleição? 

MODERADOR:  Obrigado.

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADOÉ por isso que estamos bastante positivos sobre toda a equação.

PERGUNTA:  Claro.

MODERADOR:  Próximo.  Sim, Lara.

PERGUNTA:  Esta pode ser uma pergunta de abordagem bastante ampla, mas no final do ano passado, vimos todos os tipos de manifestações em muitos países diferentes em todo o continente, e eu – entendendo completamente que cada país tinha sua própria situação específica, eu só estou querendo saber se você acha que o momento passou. Obviamente não na Venezuela, mas esse sempre foi o problema lá. Você sente que as coisas se acalmaram no momento ou você sente que ainda estão no limite e devemos estar em alerta máximo para uma nova onda de manifestações?

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADOMais uma vez, vou citar você mesmo. Sim, cada país é diferente. E as coisas estão calmas no momento, eu acho, na maioria dos países, mas algumas das questões ainda estão lá. Cada governo tem lidado com isso de forma diferente. 

Aqueles que eu acho que foram bem-sucedidos têm, como no Equador, eles descobriram, quero dizer, ali a questão subjacente era que eles enfrentam medidas de austeridade, porque eles estão tentando sair do buraco que o governo anterior deixou para eles. E eles suspenderam aquelas, eles envolveram os grupos que tinham preocupações reais sobre esses tipos de questões, não com os grupos violentos. Então eles fizeram – eu acho que eles conseguiram separar as pessoas que tinham preocupações legítimas sobre o preço da gasolina e esse tipo de coisa daquelas que estavam apenas tentando criar violência contra o governo. E eles foram capazes de chegar a algum tipo de acordo com eles e voltar e renegociar com as instituições financeiras internacionais. Isso não significa que estejam completamente fora de perigo. Eles ainda estão tendo que impor austeridades por causa da situação fiscal, mas pelo menos eles conseguiram, eu acho, trabalhar politicamente e de forma inteligente. 

Vocês viram na Colômbia, o governo também tem procurado falar com manifestantes pacíficos. No Chile, eles estão tentando fazer o mesmo. As questões e a dinâmica e os grupos envolvidos são todos diferentes, mas eu acho que o que tem em comum é que – a maneira bem-sucedida de lidar com estes é: não ceder aos manifestantes violentos mas ouvir com atenção e tentar negociar com as pessoas que têm queixas legítimas que eles querem peticionar ao seu governo. Então, vamos ver. Eu não diria que isso, que é problema resolvido porque os problemas subjacentes ainda estão lá em cada caso, mas o processo que eles estão usando para lidar com isso parece estar funcionando, ao menos por enquanto.

PERGUNTA:  Obrigado.

MODERADOR:  Michele.

PERGUNTA:  Continuando com essa notícia, para expandir um pouco mais sobre o Chile e como eles estão lidando com isso. E então, em segundo lugar, qual é a sua preocupação com a influência do Irã no Hemisfério Ocidental? Você já viu um aumento nisso como…

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADO:  Bem, quero dizer, Chile, eu acho que você pode ver o que eles estão fazendo tão bem quanto eu. Eles estão tentando – quero dizer, uma das coisas com que eles concordaram foi fazer algumas mudanças na Constituição.  Eu não acho que as manifestações foram motivadas por uma espécie de infelicidade abstrata com a Constituição, mas você olha e diz, ok, esta constituição foi redigida pela ditadura militar do Pinochet, portanto houve, acho eu, uma espécie de reação emocional contra ela e veremos se isso se dilui. Mas essa não foi a causa subjacente dos protestos, portanto, veremos como eles fazem para lidar com eles, mas realmente tem a ver com algo que havia incomodado as pessoas por um tempo e eles parecem ter chegado a um acordo sobre isso.

Sobre os iranianos, eles continuam brincando. Não sei se diria que houve um aumento lá. Eu acho que deve ser estado estacionário – no entanto, seria a minha própria avaliação de como eles não são atores construtivos.

MODERADOR:  Sim, Rich.

PERGUNTA:  Obrigado. Qual é a sua opinião, embora isso pode ser mais uma questão sobre a aplicação da lei, mas a trajetória de violência no México, de uma forma estranha, quase parece que a violência dos carteis piorou após a extradição de El Chapo para os EUA. É só… 

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADOSim.

PERGUNTA:  Qual a sua opinião sobre a situação e em que direção as coisas podem estar indo?

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADOEu não sou especialista em aplicação da lei, mas eu meio que me lembro quando em [Washington] D.C., nos anos 80 ou algo assim, quando havia muita violência por causa das drogas e assim por diante, e parte disso foi porque o Governo Federal eliminou os principais traficantes de drogas. E então o que acontece é que você tem a – há o butim que precisa ser dividido e as pessoas começam a brigar umas com as outras, e eu acho que há um pouco disso acontecendo no México. Mas o verdadeiro problema é apenas o grau de influência, poder e capacidade para intimidar e corromper pessoas que as organizações criminosas transnacionais conseguiram alcançar lá. E é realmente preocupante. Quero dizer, nós falamos isso aos nossos colegas no México e, obviamente, eles estão preocupados com isso também. Eu acho que você viu que o procurador-geral estava lá recentemente e está tentando trabalhar com o México, e é uma espécie encarregado para nós no que podemos fazer para diminuir ainda mais ou degradar a capacidade dos cartéis de drogas para infligir esse tipo de dano ao México.

Mas a outra metade é que o México precisa fortalecer suas próprias instituições, e eu acho que eles estão trabalhando nisso. E, obviamente, estamos trabalhando com eles já há alguns anos.  Mas não há uma equação direta, na minha opinião, entre o sucesso e… a métrica não é a falta de violência. Você pode ter falta de violência porque os cartéis tomaram o controle e têm um acordo entre si e agora estão comandando tudo. Isso não seria um sucesso. Mas o derramamento de sangue em massa também não é um sinal que você está tendo sucesso.

Então, quero dizer, o que estamos vendo é que somos capazes de fortalecer as instituições de aplicação da lei do México e assim por diante para que eles não possam ser corrompidos e que sejam capazes de lidar com essas coisas de uma forma eficaz e que respeite os direitos. Os cartéis estão sendo degradados em termos de seu poder? Suas fontes de receita estão sendo cortadas ou reduzidas? Porque é daí que vem o seu poder, vem do dinheiro. As suas lideranças estão sendo desarticuladas? Agora, quando você os desarticula, isso às vezes acaba em brigas entre seus capangas, mas eles não são tão eficazes em dominar e controlar o território ou capazes de influenciar as decisões das autoridades governamentais. Então é uma grande mistura.

Mas é uma questão de grande preocupação. Quero dizer, eu não quero minimizar isso: o grau de presença e influência que essas organizações criminosas transnacionais têm no México é realmente preocupante, e nós estamos apenas procurando alguma forma de ajudar os mexicanos a controlar isso.

PERGUNTA:  Como está indo o desenvolvimento institucional? Qual é a sua avaliação desse processo?

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADOEles aprovaram uma boa legislação sobre várias coisas nos últimos anos. Eles criaram este novo ministério público federal, mas aqui novamente, você tem o longo prazo e o curto prazo. O antigo ministério público tinha a tendência de, cada vez que havia uma mudança de procurador-geral ou uma mudança nos governos, todos os investigadores e tudo era removido e substituído, para que você não tivesse como dar continuidade aos casos. 

Esse novo sistema deve resolver isso, mas significa que você está começando tudo de novo, então há um tempo de atraso lá. Eles também passaram de um tipo de lei civil, sistema baseado mais em papel, para um sistema acusatório, mais parecido com o que nós temos. Mais uma vez, eu acho que o nosso pessoal de aplicação da lei acredita que no final isso vai ser muito mais eficaz, mas há uma curva de aprendizagem para a transição entre os dois sistemas e assim por diante.

Você pode olhar para isso e ver os mexicanos realmente têm tentado essas coisas. Mas você tem o problema do plata o plomo [dinheiro ou chumbo] – que se você é o chefe de polícia em uma cidade pequena e um traficante de drogas vêm até você e diz: “Ok, você pode se aposentar em um ano com US$ 2 milhões, ou eu posso matar você, sua esposa e seus filhos amanhã”. Qual será a sua escolha? Esse é o tipo de influência que você quer eliminar.

PERGUNTA:  Eu iria com a plata.

PERGUNTA:  Você aceitaria – a plata?

MODERADOR:  Matt?

PERGUNTA:  Eu tenho uma pergunta.

PERGUNTA:  Sim. Bem, em primeiro lugar, é bom ouvi-lo – alguém neste governo enaltece as virtudes do estado profundo, como você fez.  (Inaudível.)

Mas em segundo lugar, parece que mais ou menos a cada semana, existe um novo boato – ou, na verdade, é o mesmo boato – porque circula e vem de Havana que vocês estão fechando a embaixada, que vocês vão cortar as relações – assim, não haverá nenhum tipo de interseção, esse tipo de coisa.

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADOSim.

PERGUNTA:  E os Cubanos – várias autoridades cubanas estão promovendo essa ideia.

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADOSim, eu sei.

PERGUNTA:  Que está acontecendo? Existe alguma expectativa de diminuir ainda mais a equipe que já é mínima?

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADOSim, atualmente estamos com uma equipe muito reduzida. Eu diria – quero dizer, como falei, enquanto os cubanos continuarem fazendo o que estão fazendo, especialmente na Venezuela – quero dizer, sempre tivemos problemas com o que fazem em Cuba, mas eles estão mais uma vez interferindo em outro país. Fomos bem claros com eles que a pressão sobre eles vai continuar a aumentar. E nós não descartamos qualquer [medida] em específico – eu mencionei algumas das medidas que já adotamos e haverá mais.

PERGUNTA:  Certo, eu sei. Mas, sim, mas —

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADOMas —

PERGUNTA:  — esses são relacionados a sanções. Eu estou falando sobre —

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADOMas eu não sei por que eles se valeram – a questão é por que eles se valeram desse…

PERGUNTA:  Mas existe a possibilidade e cortar todas as…

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADOSó estou dizendo que não sei por que os cubanos têm ou promovem-

PERGUNTA:  OK. Então existe uma…

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADO— Eu não acho que você está ouvindo isso de ninguém aqui. Você está ouvindo dos cubanos.

PERGUNTA:  Não. Toda vez que eu ouço isso do nosso grupo em Havana, eu pergunto aqui e me dizem…

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADOEntão, talvez eles deveriam ter cuidado, eles devem ter cuidado com o que desejam, talvez, mas…

PERGUNTA:  OK.

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADOEles são – Eu desisti de tentar explicar eles há muito tempo. (Risos.)

MODERADOR:  Muito bem.  Uma última pergunta. Jennifer?

PERGUNTA:  Você pode nos dizer qual a posição do governo sobre o TPS para os venezuelanos, agora que estamos chegando a um ano desta crise lá?

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADOSim. Acho que a situação de fato é que poucas pessoas estão sendo enviadas de volta para a Venezuela simplesmente porque é fisicamente impossível. Portanto, a questão de saber se você precisa de TPS realmente não surge. Quero dizer, eu acho que eles conseguiram enviar alguns criminosos condenados de volta, mas não é – não há voos diretos ou qualquer outra coisa, por isso não é apenas um – não é um grande problema.

Eu sei que algumas pessoas realmente entraram nisso como uma espécie de – isso é um sinal de como as coisas estão ruins na Venezuela, mas ninguém está sendo enviado de volta de qualquer maneira, por isso não é apenas uma – ou muito poucas.

PERGUNTA:  E no final, é uma decisão do DHS, certo?

PERGUNTA:  Sim, mas o Departamento de Estado tem uma opinião nisso.

MODERADOR:  OK.

PERGUNTA:  Obrigado.    

PERGUNTA:  Obrigado.

ALTO FUNCIONÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ESTADOOK. Obrigado. Novamente, Feliz Ano Novo.

PERGUNTA:  Feliz Ano Novo.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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