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DISCURSO Secretário Michael R. Pompeo Discussão a respeito de políticas com os estudantes de Stanford sobre: “A restauração da dissuasão: o exemplo iraniano”

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Departamento de Estado dos EUA
Escritório do Porta-Voz
Washington, DC
13 de janeiro de 2020
Instituto Hoover, Universidade de Stanford
Palo Alto, Califórnia

 

Obrigado a todos. É bom vê-los. Todos estão tendo um bom dia? É difícil se sentir infeliz quando o tempo está tão bonito assim. Eu me lembro vagamente quando criança no Sul da Califórnia que todos os dias eram assim. Também tenho consciência – Tom, obrigado pela gentil introdução. Também tenho consciência quando sou apresentado como o 70º secretário de Estado, que o presidente Trump é o 45º presidente; portanto, há muito mais rotatividade no meu cargo. [Risos.]

E quero prestar reconhecimento a algumas pessoas especiais. A secretária Rice, sei que está conosco. Tom, obrigado por estar aqui. Meu ex-colega e querido amigo general McMaster está aqui conosco também. É sempre bom voltar aqui e estar com vocês na Califórnia.

Vocês têm este privilégio incrível de estudar nesta instituição extraordinária. Um de nossos primeiros formandos foi um grande americano de cujo nome este instituto, o Instituto Hoover, foi batizado.

Ele merece nosso louvor por reverenciar os Estados Unidos em todo o seu esplendor excepcional. Ele passou de órfão em Iowa para presidente dos Estados Unidos. Ele foi um engenheiro de mineração brilhante. Eu me formei como engenheiro. Ele viajou pelo mundo da Austrália para a China e ganhou uma fortuna com seu próprio trabalho árduo.

Quando a Primeira Guerra Mundial começou, ele usou seu talento para coordenar o esforço de [resgatar] dezenas de milhares de americanos presos na Europa e os ajudou a voltar para os Estados Unidos. Seu sucesso o levou a liderar os esforços para salvar a Europa da fome, durante e após a Primeira Guerra Mundial. Ele incorporou tudo nos esforços humanitários americanos nos quais mantivemos e mantemos durante décadas.

Em 1948, aos 74 anos, ele falou em seu local de nascimento sobre o que os Estados Unidos haviam lhe proporcionado como menino órfão pobre. Ele disse, palavras dele: “Tive toda a honra a que qualquer homem poderia aspirar. Não há lugar em toda a Terra, exceto nos Estados Unidos, onde todos os filhos do homem possam ter esta chance na vida.”

Eu mesmo me sinto assim muitas vezes. Os Estados Unidos são um lugar verdadeiramente especial.

Eu não quero falar sobre as ações de apenas os últimos poucos dias e semanas, mas sobre as coisas que nosso governo fez para tentar manter os Estados Unidos seguros e proteger cada um de vocês.

No dia 3 deste mês, tiramos para sempre, do campo de batalha, um dos terroristas mais letais.

Muitos de vocês provavelmente conhecem as milhões de pessoas deslocadas e as que foram mortas na Síria, na casa de centenas de milhares, as epidemias de fome e cólera no Iêmen, milícias xiitas desestabilizadoras de democracias no Líbano e no Iraque ao longo do Crescente Xiita.

O regime iraniano e seus representantes, sob a supervisão direta de Qasem Soleimani, nutriram toda essa miséria. É por isso que milhares de iraquianos saíram às ruas para comemorar quando souberam que Soleimani estava morto. Sem dúvida, muitos mais, indubitavelmente, teriam se juntado a eles, mas [não foram] por temer que os bandidos que restavam, apoiados pelo Irã, os espancariam, prenderiam ou matariam. Muitos deles estavam nos portões da Embaixada Americana nos dias anteriores.

Agora – vocês podem ver – o povo iraniano está nas ruas. E também está presente em números surpreendentes, apesar do enorme risco pessoal para si. Estão queimando cartazes e outdoors com o rosto de Soleimani e entoando: “Soleimani é um assassino”. Eles sabem que ele foi um dos principais arquitetos de sua opressão. E os Estados Unidos estão com eles em seus apelos por liberdade e justiça, em sua justificada ira contra o aiatolá e seus subordinados e o que eles destruíram dentro da República Islâmica do Irã. Quero repetir a insistência do presidente Trump de que o Irã não prejudique um único manifestante. Espero que todos façam o mesmo. Convocamos nossos aliados em todo o mundo e na região a repetir isso para eles.

Não há nenhum terrorista exceto Osama bin Laden que tenha mais sangue americano em suas mãos do que Qasem Soleimani, que matou mais de 600 de nossos patriotas americanos. Eu conheci alguns desses jovens homens.

Ele é o mandante dos ataques mais recentes contra as forças dos EUA no Iraque, incluindo o mandante do ataque que matou um americano em 27 de dezembro do ano passado.

Ele ordenou o ataque de 31 de dezembro à Embaixada, as pessoas que trabalham para o Departamento de Estado dos Estados Unidos em Bagdá. E posso garantir que o mundo está mais seguro como resultado do fato de ele não representar mais esse risco.

Mas quero mostrar isso no contexto do que estamos tentando fazer. Existe uma estratégia maior para isso.

O presidente Trump e aqueles, entre nós, que integram sua equipe de segurança nacional estão restabelecendo a dissuasão ‒ real dissuasão ‒ contra a República Islâmica. Em termos estratégicos, dissuasão significa simplesmente convencer a outra parte de que os custos de um comportamento específico excedem seus benefícios. Requer credibilidade; de fato, depende disso. Seu adversário deve entender não apenas que vocês têm a capacidade de impor custos, mas que, de fato, está disposto a fazê-lo.

Eu fui um jovem soldado durante a Guerra Fria. [Um país] pode ter o maior Exército do mundo, mas não importa se não está preparado para usá-lo a fim de alcançar seus objetivos estratégicos.

Como um de seus acadêmicos aqui, Victor Davis Hanson, disse: “É difícil estabelecer dissuasões e fácil perder.”

E vamos ser honestos. Durante décadas, os governos dos EUA de ambos os partidos políticos nunca fizeram o suficiente contra o Irã visando obter a dissuasão necessária para manter todos nós seguros. O próprio JCPOA [Plano de Ação Conjunta Abrangente] – o acordo nuclear – piorou as coisas. Permitiu que o regime criasse riqueza, abriu fluxos de receita para os aiatolás construírem as redes da milícia xiita, as próprias redes – as próprias redes – que mataram um americano e impuseram um enorme risco à nossa – à nossa Embaixada em Bagdá. Em vez de bloquear esses esforços, o acordo colocou o Irã em um caminho claro rumo a uma arma nuclear também, algo que o presidente Trump mencionou em seu pronunciamento afirmando que nunca aconteceria sob nossa supervisão.

Então, o que fizemos? Reunimos uma campanha de isolamento diplomático, pressão econômica e dissuasão militar.

O objetivo é duplo. Em primeiro lugar, queríamos privar o regime de recursos, recursos necessários para perpetuar sua atividade maligna em todo o mundo. E em segundo lugar, apenas queremos que o Irã se comporte como uma nação normal. Apenas ser como a Noruega, certo? [Risos.]

Diplomaticamente, aliados e parceiros se juntaram a nós. Hoje eles estão patrulhando o Estreito de Ormuz ao nosso lado no Golfo Pérsico a fim de impedir os ataques iranianos ao transporte marítimo. Não esqueçamos quantos navios os iranianos deixaram o estreito no mês passado.

Alemanha, França e Itália proibiram todas as viagens de uma empresa chamada Mahan Air. É uma companhia aérea iraniana que transporta armas e materiais militares iranianos para zonas de batalha.

A Argentina e o Reino Unido declararam hoje o Hezbollah como organização terrorista.

E, finalmente, vocês viram a pressão econômica que colocamos em prática visando bloquear cerca de 80% das receitas do petróleo iraniano. Também estamos determinados a bloquear aqueles 20% restantes.

O próprio presidente Rouhani disse que negamos ao regime iraniano cerca de US$ 200 bilhões em receitas e investimentos estrangeiros perdidos como resultado de nossas atividades. Esse é o dinheiro que em grande parte teria sido usado para apoiar as próprias atividades que colocariam vocês e seus concidadãos em risco.

E vocês também podem verificar. O povo iraniano está cada vez mais revoltado com seu próprio governo por roubar a riqueza deles e por expandir violentamente o regime a um custo enorme para eles.

No âmbito militar, alertamos os iranianos reiteradamente – eu mesmo o fiz pessoalmente – que um ataque que tirasse vidas americanas não seria tolerado.

E eles nos testaram, como haviam testado governos anteriores muitas vezes antes. A frouxidão passada os havia encorajado.

Mas em 27 de dezembro, sob o comando de Soleimani, mudamos isso. No dia 31, milícias apoiadas pelo Irã atacaram nossa Embaixada em Bagdá e alteramos esse cálculo para eles.

O chefe do Comando Conjunto do Estado-Maior disse que talvez foi para melhor. Se não tivéssemos feito esse ataque contra Qasem Soleimani, nossa liderança – a recomendação que fizemos ao presidente Trump – teríamos sido “culpados por negligência” se não tivéssemos feito essa recomendação, imposto um custo significativo ao regime por sua má decisão.

Qasem Soleimani descobriu nossa determinação de defender vidas americanas.

E o Irã revidou e agradecemos que nenhuma vida tenha sido perdida, e nunca subestimaremos a seriedade de qualquer ataque aos Estados Unidos ou a suas Forças Armadas. Mas, a julgar pelo tipo e intensidade do ataque, o regime certamente deve agora entender o que faremos se eles voltarem a representar um risco para vidas americanas. Se o Irã agravar a situação, nós daremos fim a isso com base em nossos termos.

O presidente Trump reforçou essa dissuasão quando fez um conjunto de pronunciamentos na semana passada. E ultimamente o Irã tem feito barulho com relação a deixar o acordo nuclear. Há uma razão pela qual o presidente teve como suas primeiras palavras durante aqueles pronunciamentos à nação dizendo o seguinte, e passo a citá-las: “Enquanto eu for presidente dos Estados Unidos, [nunca iremos] – o Irã nunca terá permissão de possuir uma arma nuclear.” Essa declaração é apoiada pela capacidade de dissuasão mais eficaz do mundo.

E nossas sanções continuarão até que o regime ponha fim à sua atividade terrorista e se comprometa a nunca ter armas nucleares, e permita um regime de verificação que possa dar ao mundo a confiança de que isso não ocorrerá.

Atualmente, desfrutamos de uma grande posição de força em relação ao Irã. E nunca esteve melhor, e o Irã nunca esteve na posição em que está hoje em dia.

Restabelecemos a dissuasão, mas sabemos que ela não é eterna, que o risco permanece. Estamos determinados a não perder essa dissuasão. Em todos os casos, temos de fazer isso.

Temos de fazer isso para defender a autonomia e a liberdade em todo o mundo. Essa é a intenção do trabalho do presidente Trump: tornar nossas forças militares as mais fortes que já existiram.

Vimos, não apenas no Irã, mas também em outros lugares, onde a dissuasão americana era fraca. Assistimos à ocupação russa da Crimeia em 2014 e o apoio à agressão contra a Ucrânia porque a dissuasão havia sido prejudicada. Retomamos o apoio letal às Forças Armadas ucranianas.

E também, a construção de ilhas [artificiais] da China no Mar do Sul da China e suas tentativas insolentes de coagir aliados americanos minaram a dissuasão. O governo Trump intensificou os exercícios navais no Mar do Sul da China, juntamente com nossos aliados, amigos e parceiros em toda a região. 

Vocês também viram que a Rússia ignorou um tratado. Nos retiramos do INF [Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário] com o apoio unânime de nossos aliados da Otan, porque havia apenas uma parte cumprindo um acordo bipartidário. Acreditamos que isso restaura novamente a credibilidade e a dissuasão com o objetivo de proteger os Estados Unidos.

Isso não acontece por si só. É por isso que o presidente insistiu que os membros da Otan fizessem sua parte, dividissem seu fardo. Cerca de US$ 400 bilhões até o final de 2024 serão adicionados ao arsenal da Otan para proteger a liberdade em todo o mundo como resultado direto dos esforços dos EUA visando incentivar nossos parceiros a reforçar o que estamos tentando realizar juntos.

Também há anos, a China tem restringido o acesso a produtos americanos em seus mercados, enquanto exigia acesso para seus produtos aqui nos EUA. Eu era proprietário de uma pequena empresa. E tinha um pequeno escritório localizado em Xangai. Deixamos claro que iremos ter um acordo comercial justo e recíproco com a China. Nós vamos exigir isso. Espero que, nas próximas horas, assinemos a primeira parte do que vai representar um acordo significativo que vai melhorar a vida dos cidadãos americanos, aumentar os salários dos cidadãos aqui [em nosso país] e aumentar a relação econômica entre nossos dois países no que se refere a um conjunto de termos que funcionam tanto para a China e como para os Estados Unidos.

Também existe uma segunda missão. A China roubou grandes quantidades de inovação americana, inovação criada em campi como este em que estou – tudo, desde sementes geneticamente modificadas até tecnologia de carro autônomo. Eles roubaram. E não precisaram investir ou correr riscos.

Estamos realizando avanços com o objetivo de garantir que a próxima parte do acordo melhore as proteções de propriedade intelectual que estão na Fase Um do acordo comercial chinês.

Encerro aqui porque quero responder ao máximo de perguntas possível. Vejam bem, não sabemos como o regime iraniano reagirá à medida que continuamos a reconstruir a dissuasão. Se fizermos a escolha certa e voltarmos a um lugar em que tenhamos respeito mútuo entre nós, será algo bom para o mundo.

Esperamos que a liderança da República Islâmica do Irã compartilhe de nossa opinião e esperamos que alcancemos isso para melhorar a segurança aqui em nosso país e a estabilidade no Oriente Médio e em todo o mundo.

Agradeço a todos por me receberem aqui hoje. Estou ansioso para tirar suas dúvidas. [Aplausos.]


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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