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Secretário Michael R. Pompeo com o Presidente Interino da Venezuela Juan Guaidó

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Michael R. Pompeo, Secretário de Estado
Bogotá, Colômbia
Academia de Policia General Santander

 

PRESIDENTE INTERINO GUAIDÓ:  (Em espanhol)

SECRETÁRIO POMPEO:  Presidente Guaidó, muito obrigado pela sua presença aqui, hoje.  E obrigado por unir-se hoje a um enorme grupo de países que têm combatido o terrorismo no mundo todo, inclusive na Venezuela.

Algumas considerações.  Primeiro, para o povo venezuelano, gostaria que soubesse que o seu presidente é um grande líder que deseja orientar o país na direção correta, na direção da liberdade, da democracia, para restaurar a prosperidade.  Vocês precisam saber que países no mundo todo – na América Latina, onde estamos hoje, aqui na Colômbia, na Europa, nos Estados Unidos e em toda a América do Norte – o povo, as pessoas democráticas desses países, estão do seu lado.  Estamos aqui para garantir, para fazer todo o possível para garantir que vocês tenham a oportunidade, que tenham a chance de simplesmente viver as vidas que desejam, com democracia e liberdade, de forma que possam cuidar de suas famílias.  O Presidente Guaidó está trabalhando diligentemente para alcançar esse objetivo.

Por outro lado, Maduro se engajou em atividades que causaram a fuga de milhões de pessoas da Venezuela.  Ele destruiu vidas.  Ele destruiu famílias.  Agora, ele adicionou terror ao seu regime, atuando ao lado de organizações terroristas dentro do seu próprio país.  Agora, ele está coordenando uma operação que parece mais um cartel do que qualquer outra coisa que poderíamos descrever.  Isto não é bom para a Venezuela, isso não é bom para os países que estão ao redor da Venezuela, aqui na Colômbia, no Equador ou em todos os países da região, para o Peru, para o Brasil.  Agora, essas pessoas tiveram que fugir para esses países para poderem fazer uma coisa simples que é cuidar de suas famílias, por causa do terrorismo de Maduro.

Os Estados Unidos e os países que se reúnem aqui, hoje, para esta conferência ministerial de combate ao terrorismo continuarão a trabalhar na solução desse conjunto de problemas.  Temos uma oportunidade real de expandir a democracia e as liberdades por toda a América do Sul.  Vimos, nos últimos anos, vimos isso se expandir e crescer.  Nós teremos este hemisfério de liberdade, e estamos preparados para trabalhar ao lado do Presidente Guaidó e do povo de bem da Venezuela para o retorno da democracia.

Agradeço a (inaudível).

SRA. ORTAGUS  Ok.  Humeyra, prossiga.

Pergunta:  Alô.  Você poderia falar algo sobre a sua reunião em Davos?  Você vai se reunir com o Presidente Trump?  E qual é o seu plano para entrar novamente no país?  Você não tem medo de ser preso?

E para o Secretário Pompeo:  Você está preparado para impor sanções contra a Rússia por estar apoiando o governo de Maduro?  Por exemplo, a companhia petrolífera Rosneft. Obrigado.

PRESIDENTE INTERINO GUAIDÓ:  (Via intérprete) (Inaudível) com o risco de ser preso ou assassinado.  A ditadura é brutal e existem milhares que estão sendo mantidos (inaudível)  em prisão em vários outros.  O risco existe na Venezuela.  Temos consciência disso, e nós temos o dever de fazer a transição (inaudível).  Sim, existe um risco que assumimos em benefício dos venezuelanos, em benefício da democracia.  Esse é – e isso é importante porque não estamos sozinhos, os venezuelanos.  Estamos lutando na Venezuela.  Estamos enfrentando grupos armados, grupos paramilitares que são financiados por ditadores.  Nós nos unimos à causa.  Somos um país unido, lutando para recuperar a democracia.  Não há problemas entra as tendências deológicas.  Trata-se de um problema de terrorismo, uma virada contra a democracia e a liberdade.

Conforme avançamos, eu falarei sobre os detalhes das nossas importantes reuniões na Europa com a União Europeia.  sim, elas acontecerão em Davos.

SECRETÁRIO POMPEO:  Nós não falamos sobre sanções específicas, mas todos podem ter plena confiança de que os Estados Unidos não terminaram.  Os trabalhos que executamos nesses últimos meses tem levado à posição que nos encontramos hoje, e tenho plena confiança de que haverá medidas mais amplas que os Estados Unidos tomarão para continuar a apoiar o Presidente Guaidó e o povo da Venezuela.

SRA. ORTAGUS  Ok.  RCN?

Pergunta:  Sim, olá.  Como vai?  Sr. Guaidó, Sr. Secretário Pompeo, obrigado por estarem aqui.  Se é – se houver evidência da presença do Hezbollah na Venezuela, o Departamento de Estado dos Estados Unidos considerará a colocação do regimento da Venezuela na lista de países que apoiam o terrorismo?

SECRETÁRIO POMPEO:  Então, estamos avaliando constantemente quais são os países a serem designados como entidades terroristas.  Mas, não se engane sobre isso, seja o Exército de Libertação Nacional (ELN) ou as FARC, existem elementos do Hezbollah em muitos países da América do Sul.  Muito feliz hoje de ver que os colombianos adicionaram, hoje, o Hezbollah à sua lista de organizações  terroristas.  Vimos agora que vários países da América Central e do Sul seguiram a liderança dos Estados Unidos e designaram o Hezbollah como organização terrorista.  E os Estados Unidos estão constantemente revendo o modo como podemos, mais efetivamente, eliminar esse terrorismo não apenas dos Estados Unidos, mas de todo o continente norte americano.

SRA. ORTAGUS  Cami, CBS.

Pergunta:  Apenas dando sequência à primeira pergunta, o que os líderes europeus podem especificamente fazer para ajudar?  Você sente que perdeu o impulso no seu país?

PRESIDENTE INTERINO GUAIDÓ:  (Via intérprete) A luta pela democracia não perde o impulso.  Encontramos alternativas, caminhos diferentes, reforçamos mecanismos.  E nós – quando a ditadura com conexões com o ELN e o Hezbollah, e quem não tem vergonha de infiltrar diversas instituições assassinando líderes políticos na Venezuela.  Eles estão bem ativos.  A Venezuela se mobilizou para (inaudível) está na Europa.  Amanhã ele estará em Londres.  Teremos [reuniões] bilaterais durante o Fórum Econômico Mundial.

Mas, prefiro falar sobre isso mais tarde.  Vivemos em uma ditadura, portanto, estamos implementando estratégias para alcançar objetivos, aumentar a pressão contra as ditaduras.  Os ditadores não quererão desistir do poder que tomaram.  Eles deram causa às maiores migrações no continente.  Somos muito mais semelhantes a Síria do que a Cuba.  Os indicadores em relação à migração, acesso a serviços, inflação, não há vacinas para as nossas crianças – elas estão morrendo por não terem alimento.

Portanto, esta é uma estratégia de longo termo.  Estamos enfrentando isso.  Existem forças que não podem ser detidas quando você busca a democracia.  Isso é o que estamos vendo na Venezuela.  Estamos nos mobilizando.  Estamos protestando, e isso não vai mudar nos próximos poucos meses.

SRA. ORTAGUS  Blu Radio.

Pergunta:  Sr. Secretário Pompeo, aqui mesmo.  A Colômbia agora possui a mesma lista de terroristas que os Estados Unidos, mas, o governo teve que deixar claro que as FARC não estão na nossa lista de terroristas, desde que o acordo de pacificação foi assinado.  Por que, depois de três anos do processo de paz, as FARC continuam na lista de terroristas dos Estados Unidos?

SECRETÁRIO POMPEO:  Cada país toma suas próprias decisões soberanas, e hoje eu conversei com o Presidente Duque.  Não existe uma separação entre nossas percepções em relação a como o terrorismo deve ser combatido.  Estamos trabalhando em conjunto nisso.  As nossas equipes, dentre múltiplas instituições, estão trabalhando para contribuir com os esforços de levar o combate ao terrorismo não apenas para fora da Colômbia, mas para fora das províncias adjacentes à Colômbia e Venezuela.  Estamos unidos nessa missão.  Não há clareza entre o modo como a Colômbia e os Estados Unidos consideram a luta pela liberdade e combate aos terroristas.

Pergunta:  Mas, você está considerando a eliminação das FARC?

SECRETÁRIO POMPEO:  Eu poderia – eu poderia voltar um pouco?  Você fez uma pergunta sobre o que os europeus poderiam fazer. Ali – foi sugerido naquela pergunta, de alguma forma, que existe uma separação entre como os europeus e os americanos, e outros consideram esse assunto.  Eu acabo de me encontrar com os líderes da Europa, na noite passada, em Berlim.  Eles compartilham da nossa perspectiva. Trata-se de um Estado fracassado, e a luta pela democracia é valiosa e real.  Ela é tão valiosa e real para os europeus quanto é para os americanos.  Portanto, estamos trabalhando de perto e junto com eles para devolver a democracia ao povo da Venezuela.  Ninguém deve – eu ouvi ideias, algo sobre nós subestimarmos Maduro.  O que tem sido subestimado é o desejo de liberdade que existe nos corações dos venezuelanos.  Nós estamos – os europeus, os outros países da América do Sul e os Estados Unidos – determinados a conceder esse resultado ao povo da Venezuela.

Pergunta:  E você não tem medo de que ao perder o impulso –

SRA. ORTAGUS  Obrigada, imprensa.

Pergunta:  Muito obrigado.

SRA. ORTAGUS  Obrigada a todos.

Pergunta:  Muito obrigado.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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