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Secretário Michael R. Pompeo e Presidente Ivan Duque da Colômbia na conferência de imprensa

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Pronunciamentos
Michael R. Pompeo, Secretário de Estado
Academia de Polícia General Santander
Bogotá, Colômbia
20 de janeiro de 2020

 

Presidente Duque  (Em espanhol)

SECRETÁRIO POMPEO:  Obrigado, Presidente Duque.  Bom ver você outra vez.  Bom dia a todos.  Hoje, nos Estados Unidos é o Dia de Martin Luther King.  Reconhecimento alegre das conquistas de um grande líder americano.

Antes de recapitular minha reunião com o Presidente, gostaria de comentar sobre uma trágica perda para Missão da Colômbia, que acometeu todo o Departamento de Estado na semana passada.  Como talvez você já saibam, um dos funcionários da nossa equipe, um americano, está perdido e presumido morto como resultado de um acidente de barco ocorrido no sábado.  Nós notificamos os familiares, mas estamos mantendo o nome da vítima em sigilo por razões de privacidade.  Outros membros da missão do governo – alguns atribuídos e outros em visita à Colômbia – também foram resgatados da cena do acidente.  Alguns sofreram ferimentos leves, e um foi levado ontem para os Estados Unidos para tratamento, depois de içamento aéreo.

Gostaria de agradecer o Presidente Duque – você e a sua equipe, e o seu governo, e também os cidadãos privados da Colômbia – pela assistência excepcional que concederam durante o curso das operações de resgate.  Para a equipe completa do Departamento de Estado: Susan e eu estamos com vocês na sua dor.  Vocês têm a minha palavra, o Departamento fará todo o possível e em seu poder para confortar e apoiar àqueles que sofreram com essa perda devastadora.

Retornando à minha reunião com o Presidente Duque, sempre é um privilégio vir aqui, à Colômbia, e visitar os queridos amigos dos Estados Unidos da América.   É muito bom estar aqui já no início do ano novo.  Como disse o Presidente Duque, eu estive na Colômbia várias vezes.  De fato, esta é a minha nona visita à região.  Esta região é nosso lar compartilhado.  O que acontece aqui na Colômbia afeta todos nós nos Estados Unidos.  E nós dissemos repetidamente, mais recentemente na Organização dos Estados Americanos (OEA), há poucos dias, vejo com satisfação que a cooperação entre os países democráticos do Ocidente encontra-se mais elevada que nunca.  Os cidadãos estão rejeitando o autoritarismo e adotando a liberdade, e isso é bom para todos nós.  Nós aspiramos por um hemisfério de liberdade.

A amizade de longa data entre os Estados Unidos e a Colômbia tem sido essencial para essa perspectiva democrática, e para sua evolução durante os últimos anos.  O Presidente Duque e eu acabamos de conversar sobre nosso compromisso, nossa confirmação de compromisso e nossos princípios compartilhados.  Como prioridade da agenda está a enorme crise humanitária na Venezuela causada por Nicolas Maduro e seu regime.  Eu testemunhei em primeira-mão as consequências devastadores daquilo que Maduro criou quando viajei até Cúcuta, alguns meses atrás.  O mundo deve continuar apoiando os esforços do povo venezuelanos para restaurar sua democracia, e para por um fim à tirania de Maduro, que prejudica milhões de venezuelanos e tem impacto sobre a Colômbia, e de fato sobre toda a região.  Os Estados Unidos são gratos pela generosidade do povo colombiano.  O esforço excepcional que fazem para cuidar de 1,6 milhões de refugiados é realmente admirável, se destacando agudamente quando comparado à miséria infligida por Maduro.

Também estou orgulhoso do que fizemos juntos, no ano passado, na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.  De acordo com o Tratado do Rio, unimos forças com 13 países para compartilhar informação e impor sanções contra membros atuais e passados do regime e às suas famílias.  Os Estados Unidos e a Colômbia continuarão a trabalhar com esses países, de forma bilateral, para auxiliar o povo venezuelano a restaurar a democracia.

Considerando os assuntos de segurança, o propósito maior desta viagem é desenvolver um bom trabalho de combate ao terrorismo no hemisfério, como fizemos em Buenos Aires, em julho passado.  Isso faremos novamente em nossa conferência ministerial aqui, daqui a pouco, esta manhã.   Esta cooperação multilateral, muito dela com foco na atividade financeira de grupos apoiados e influenciados pelo Irã, seria improvável apenas há alguns anos.  O papel ativo da Colômbia reflete a sua parceria duradoura em segurança, e o seu compromisso exemplar de combate a todas as formas de terrorismo são profundamente valorizados e beneficiam todos na região.

A realização disso teve um alto custo para a Colômbia.  Em apenas alguns minutos atenderei a uma cerimônia em memória dos 22 cadetes policiais assassinados e dezenas de feridos pelos terroristas do ELN, há apenas um ano.  O Presidente Duque e eu sabemos que aquelas fatalidades e aquele sofrimento não foram em vão.

Nossas conversações também confirmam nossa decisão compartilhada de combater o tráfico de drogas e outras formas de crime organizado.  Como resultado de esforços agressivos de combate ao narcotráfico do Presidente Trump e do Presidente Duque, o governo do Presidente Duque reduziu os níveis recordes de cultivo de coca e de produção de cocaína.  Ainda há muito trabalho a fazer; manteremos o rumo do progresso.  Eu sei que podemos.

Para finalizar, a Colômbia é também uma patrocinadora da liberdade no hemisfério.  Por meio do nosso compromisso compartilhado com a governança democrática, o Estado de Direito, e o respeito aos direitos humanos, enaltecemos o modo como o governo colombiano respondeu aos protestos do ano passado, com profissionalismo, bom planejamento, respeito pela dignidade humana e decência, e pelo chamamento para o diálogo nacional.  Os Estados Unidos valorizam essa importante amizade.  Continuaremos a dar prioridade a isso e a priorizar nossas relações aqui na região, e continuaremos desenvolvendo parcerias para um hemisfério de liberdade.

Obrigado Sr. Presidente, por estar comigo nesta manhã.

Presidente Duque:  (Em espanhol)

(Via intérprete) Muito obrigado, caro Secretário Pompeo.  Primeiramente, gostaria de expressar nossa solidariedade e condolências.  Nossa solidariedade pelo incidente ocorrido durante o final de semana, que foi um acidente e que afetou alguns cidadãos americanos e, naturalmente, expressar nossas condolências pelo que tem abrangido vários dias de busca por membros da missão diplomática.

Conforme todos vocês sabem, engajamos as equipes nacionais da Marinha, bem como todos os serviços locais da Guarda Costeira na investigação correspondente, num esforço para alcançar resultados positivos, para que encontremos o corpo da pessoa que ainda não foi encontrada.  Você sabe, Secretário Pompeo, que temos uma solidariedade compartilhada em relação a isso, e o povo da Colômbia lamenta o incidente.

Em seguida, eu gostaria de agradecer a sua vinda à Colômbia, e quero agradecer por visitar esta escola, a Academia de Polícia General Santander.  Este é um centro de treinamento de cadetes da Polícia Nacional da Colômbia – homens e mulheres, homens e mulheres jovens que tomaram a decisão de seguir o caminho do bem, do serviço à comunidade, do serviço ao povo, dispostos a arriscarem as próprias vidas pelos demais.

Portanto, hoje, a sua visita é recebida como homenagem àqueles 22 anjos que foram, brutal e cruelmente, assassinados pelo terrorismo, mas eles nos acompanham do céu e esperam que desenvolvamos na Colômbia, e em outras partes do mundo, um conceito de paz com legalidade onde enxergamos o Estado de Direito, para impor sanções exemplares contra qualquer um que recorra a essas ações desprezíveis.  Eu agradeço a sua participação nesta homenagem.  Acredito que este esforço hemisférico contra o terrorismo é de extrema importância.  Ele é importante porque existem muitos países latino-americanos, porque temos muitos países latino-americanos hoje presentes, e eles continuarão os esforços que teve início não apenas em Buenos Aires e em Santiago, na reunião preparatória, mas em D.C., para que tivéssemos a melhor coordenação para enfrentar esse flagelo mundial.

Mais uma vez, Sr. Secretário Pompeo, se esta deve ser a reunião onde os países da América Latina podem avançar na implantação de todos os instrumentos derivados do Conselho de Segurança da ONU na luta contra o terrorismo, com base na Resolução 1372 do ano de 2001, então todos nós condenamos, censuramos, sancionamos e adotamos as medidas necessárias onde quer que verifiquemos a ocorrência de patrocínio, proteção ou permissão de atividades terroristas nos seus países.

Na conversa desta manhã, pudemos compartilhar nossas preocupações relativas ao apoio que a tirania e a ditadura de Nicolás Maduro tem concedido aos terroristas em seu território.  Abordarei esse tópico durante a conferência.  Mas, estou convencido de que esta reunião, na qual também participam países membros do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), permitirá um aumento das denúncias e sanções, e que a comunidade internacional será mais estrita no seu combate ao terrorismo.

Permita-me adicionar nossa mais profunda gratidão pela visita, na semana passada, do Dr. Adam Boehler, que se reporta ao Sr. diretamente.  Atualmente, o Sr. Adam é líder do novo instrumento financeiro para desenvolvimento, que representa uma evolução do que costumava ser a Corporação de Investimentos Privados Estrangeiros (OPIC).  A visita dele à Colômbia foi muito, muito importante, pois deixou claro que os Estados Unidos têm uma agenda para apoiar os projetos de desenvolvimento de abordagem territorial, bem como de desenvolvimento da paz com legalidade, por meio das ferramentas financeiras e do desenvolvimento para as regiões, com objetivo de aperfeiçoar o fornecimento de benefícios públicos em regiões gravemente afetadas pela violência e pobreza.  Eu acredito que o esforço realizado na semana passada, com o importantíssimo anúncio para os próximos anos, confirma que chegaremos às regiões com segurança e justiça e, ao mesmo tempo, com propostas de fornecimento de benefícios públicos.  Portanto, agradecemos verdadeiramente pelo seu apoio.

Gostaria também de expressar – conforme você mesmo disse – que o trabalho de combate às drogas continuará.  Ele é abrangente e responde à uma política  governamental, e a uma política de estado que combina uma pluralidade de ferramentas.  Mas, podemos claramente dizer que o ano de 2019 foi o ano em que a Colômbia alcançou os mais altos números em erradicação manual e apreensões, tendo também alcançado números recordes na destruição de laboratórios ilegais e capacidades desses grupos criminosos  Em 2019, também fizemos grande progresso no desenvolvimento de projetos nas regiões gravemente afetadas por esse flagelo.  Existe ainda muito pela frente, mas todos os dias precisamos melhorar nossas capacidades.  Eu acredito que essa aliança de responsabilidade e coordenação compartilhada deve ser preservada para podermos combater um dos piores flagelos que as nossas sociedades enfrentam.

Sr. Secretário Pompeo, permita-me agora abordar o assunto da assistência humanitária propiciada aos migrantes venezuelanos na Colômbia.  O apoio dos EUA tem sido muito importante.  Temos que mobilizar mais recursos da comunidade internacional para servir à população migrante, especialmente àqueles que chegam ao nosso país buscando cuidado médico ou vacinação que eles sabem que não podem encontrar na Venezuela.  Precisamos também mobilizar esforços adicionais da comunidade internacional para tratar a má-nutrição das crianças que chagam no nosso país.  Por isso estamos tão interessados nos próximos poucos dias, em incitar e clamar para que os demais países se unam a nós nessa causa comum.

Mas, eu gostaria de agradecer a real coordenação na denúncia dos efeitos maléficos que a ditadura de Nicolás Maduro, na pior crise humanitária e migratória já testemunhada na história recente da América Latina.  Hoje, nós conversamos sobre isso, pois estamos falado sobre mais de 6 milhões de pessoas que fugiram da Venezuela em anos recentes.  A Colômbia recebeu 1,6 milhões de migrantes venezuelanos, e nós sabemos da pressão fiscal, social e econômica que isso gera.  Mas, sabemos que o único caminho para resolver isso é acontecer uma transição credível na Venezuela.  Portanto, a importância daquilo que nós conversamos hoje e do que nós anunciamos publicamente em dias recentes: o clamor urgente para a realização e o chamado – o chamado e a realização de eleições credíveis e livres na Venezuela.  E para tais eleições credíveis e livres na Venezuela, precisaremos também de um plano de reativação econômica, e nisso vemos a convergência de toda a comunidade internacional.

Defendemos esta posição firmemente, Secretário Pompeo, e faremos o mesmo em todos os aspectos internacionais.  Repetiremos este clamor, este chamado, e gostaria de dizer que o progresso conquistado pelo TIAR para denúncia de tudo o que a ditadura venezuelana tem feito por meio de suas estruturas criminosas deve ser traduzida em pressão para uma transição política tão rápido quanto possível.

Os outros assuntos que analisamos hoje são de natureza bilateral e hemisférica.  Mas, permita-me finalizar dizendo o seguinte: Está reunião que nos trouxe aqui, hoje, onde discutiremos sobre a agenda binacional confirma o compromisso dos dois países de fortalecer suas laços comerciais, seus investimentos, seu trabalho conjunto em favor da segurança, no combate ao terrorismo e na luta contra o narcotráfico.  A Colômbia e os Estados Unidos possuem uma aliança histórica, e esta será preservada, mantida e aperfeiçoada.  Hoje, estamos fortalecidos pois desejamos defender a liberdade no país assim como em nossa nação irmã, a Venezuela.

Muito obrigado, Secretário Pompeo.  E, mais uma vez, ofereço nossa solidariedade pelo incidente ocorrido em dias recentes.  Muito obrigado a todos.  (Aplausos)


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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