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Anunciadas as ganhadoras do Prêmio Internacional Mulheres da Coragem 2020

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Departamento de Estado dos Estados Unidos
Nota à Imprensa
Gabinete da Porta-voz
3 de março de 2020

 

O Secretário de Estado, Michael R. Pompeo, homenageará as premiadas em 4 de março de 2020, que contará com comentários especiais da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump

Na quarta-feira, 4 de março, o Secretário de Estado, Michael R. Pompeo, será o anfitrião da cerimônia de premiação do Prêmio Internacional Mulheres de Coragem (IWOC) no Departamento de Estado dos EUA realizado a cada ano para homenagear 12 mulheres extraordinárias de todo o mundo.  A primeira-dama dos Estados Unidos Melania Trump fará observações para reconhecer as extraordinárias realizações dessas mulheres.

Agora em seu 14º ano, o Prêmio IWOC do Secretario de Estado reconhece mulheres em todo o mundo que demonstraram coragem e liderança excepcionais na defesa da paz, justiça, direitos humanos, igualdade de gênero e empoderamento das mulheres, muitas vezes com grande risco e sacrifício pessoal.  Desde a criação deste prêmio em março de 2007, o Departamento de Estado reconheceu 134 mulheres de 73 países. Este ano, o total chegará a 146 premiadas de 77 países. Missões diplomáticas dos EUA no exterior indicam uma mulher de coragem de seus respectivos países anfitriões. As finalistas são selecionadas e aprovadas por altos funcionários do Departamento. Após a cerimônia do IWOC, as 12 premiadas participarão de um Programa de Liderança de Visitantes Internacionais (IVLP) visitando várias cidades do país, antes de se reunirem em Los Angeles para a conclusão de seu programa em 16 de março. Os premiados de 2020 são:

Zarifa Ghafari (Afeganistão)

Depois de lançar e operar com sucesso uma estação de rádio voltada para as mulheres, a afegã Zarifa Ghafari tornou-se prefeita de Maidan Shar, na província conservadora de Wardak, aos 26 anos.  Quando apareceu para começar a trabalhar, uma multidão de homens surgiu e ela foi forçada a fugir.  Apesar das ameaças de morte, Ghafari voltou, desafiando seus críticos conservadores e sua narrativa de que uma mulher é incapaz de liderar.  Em seguida, ela resistiu a uma greve de todos os funcionários homens de seu escritório.  Mais tarde, ela demonstrou habilidade e coragem para lidar com os problemas de sua cidade.  Apesar da forte oposição de determinados interesses particulares, ela lançou com sucesso a campanha “Cidade Limpa, Cidade Verde” que reduziu o lixo.  A coragem de Ghafari inspirou meninas e mulheres não apenas em sua comunidade e em toda a província, mas em todo o país.  Como pioneira e abridora de portas para uma nova geração de jovens mulheres, ela ajudou a empoderar as mulheres do Afeganistão.

Lucy Kocharyan (Armênia) 

Usando sua plataforma como jornalista, Kocharyan defendeu crianças com problemas de saúde mental e emergiu como uma das principais vozes na luta contra a violência psicológica, física e doméstica contra mulheres e crianças.  Com dedicação e determinação, Kocharyan ficou famosa por lançar “Vozes da Violência” em agosto de 2018.  Ela se tornou porta-voz da violência de gênero na Armênia e não se cala diante das duras críticas – de pessoas na rua que gritam “vergonha” quando ela passa aos parlamentares que se opõe a ela e a ameaçam com processos na justiça.  Ela iniciou com sucesso um diálogo sobre violência doméstica e sexual que está lentamente levando a alguma ação. A violência de gênero é um problema generalizado em toda a Armênia, onde as normas sociais tradicionais sobre masculinidade, feminilidade, igualdade de gênero e divisão das tarefas domésticas permanecem rígidas, tornando seu impacto e suas conquistas ainda mais impressionantes.

Shahla Humbatova (Azerbaijão) 

Shahla Humbatova trabalha como advogada de defesa no Azerbaijão desde 2013 e é uma das poucas advogadas dispostas a defender consistentemente indivíduos que sofrem punições por exercerem suas liberdades fundamentais.  Ela defende corajosamente defensores dos direitos humanos, jornalistas, blogueiros, jovens ativistas e membros da oposição política, entre outros.  Seu exemplo inspirou outros advogados a defender melhor seus clientes em casos politicamente sensíveis e sua coragem em representar clientes LGBT em uma cultura conservadora levou a sociedade civil a seguir o caminho da tolerância.  Ela é uma das duas únicas advogadas a aceitar esses casos em um ambiente difícil no qual advogados de direitos humanos têm sido regularmente hostilizados e ameaçados nas redes sociais, suspensos de praticar o direito e tendo cassadas suas licenças de advogado.

Ximena Galarza (Bolívia)

Ximena Galarza é uma jornalista boliviana com mais de 25 anos de experiência. Ela trabalhou como repórter, apresentadora de televisão e editora de notícias em alguns dos canais de notícias mais importantes da Bolívia, incluindo Red UNO, Cadena A e TVU. Ao longo de sua extensa carreira, Galarza entrevistou centenas de políticos, acadêmicos, intelectuais, artistas e especialistas. Ela também treinou jornalistas para melhor informar o público sobre seus direitos e obrigações. O trabalho de Galarza apoiou a democracia na Bolívia e expôs a corrupção e as violações das liberdades democráticas. Desde 2015, Galarza apresenta o programa Jaque Mate (Check Mate) na TVU, um dos programas de notícias mais prestigiados da Bolívia. Em 2019, duas entrevistas de Galarza impactaram a história da Bolívia ao demonstrar fraude nas eleições presidenciais de 20 de outubro.  Posteriormente, as irregularidades eleitorais foram confirmadas por uma análise independente da Organização dos Estados Americanos.

Claire Ouedraogo (Burkina Faso)

Claire Ouedraogo é presidente da Associação Songmanegre para o Desenvolvimento da Mulher (Association féminine songmanegre pour le développement), uma organização que ela fundou que se visa eliminar a mutilação/corte genital feminina (FGM/C) e promover o empoderamento da mulher por meio da educação em planejamento familiar, treinamento profissional e microcrédito para mulheres na região rural e carente do Centro Norte de Burkina Faso. Ela também atua como conselheira sênior no Conselho Nacional de Combate à Mutilação Genital Feminina. Ela é um membro ativo do Movimento Burkinabe para os Direitos Humanos e do Povo. Em 2016, o primeiro-ministro de Burkina Faso a nomeou Embaixadora da Paz por seu trabalho no empoderamento das mulheres rurais. Apesar da ameaça crescente de ataques terroristas e atos violentos contra civis na província de Bam, a senhora Ouedraogo continua seu trabalho corajoso em prol das mulheres vulneráveis ameaçadas tanto pela FGM/C quanto pelo terrorismo.

Sayragul Sauytbay (Cazaquistão)

Sayragul Sauytbay nasceu na província autônoma de Ele Cazaque, Xinjiang, China.  Estudou medicina e trabalhou como médica, professora, diretora de educação e diretora escolar. Em julho de 2016, Sayragul e sua família tentaram mudar para o Cazaquistão, mas o Partido Comunista Chinês (PCC) confiscou seu passaporte e a impediu de ir com seu marido e filhos.  De novembro de 2017 a março de 2018, Sayragul foi forçada pelo PCC a ensinar chinês a minorias étnicas em um campo de detenção.  Em março de 2018, Sauytbay fugiu para o Cazaquistão para evitar ser enviada de volta aos campos, onde temia morrer.  Posteriormente, Sauytbay se tornou uma das primeiras vítimas do mundo a falar publicamente sobre a campanha repressiva do PCC contra os muçulmanos, dando início a um movimento contra esses abusos.  Seu testemunho foi uma das primeiras evidências que alcançaram a comunidade internacional mais ampla sobre a política repressiva do PCC, incluindo os campos e os métodos coercitivos usados contra minorias muçulmanas.  Sayragul e sua família receberam asilo na Suécia, onde atualmente vivem.

Susanna Liew (Malásia)

Em fevereiro de 2017, após o sequestro de seu marido, o pastor cristão Raymond Koh, por agentes do Estado, Susanna Liew lutou em nome de membros de minorias religiosas que desapareceram na Malásia em circunstâncias semelhantes, incluindo Amri Che Mat, Joshua Hilmy e Ruth Sitepu, ou aqueles que enfrentam perseguição por suas crenças. Susanna buscou ativamente justiça para o seu marido e outros durante o inquérito público da Comissão de Direitos Humanos da Malásia (SUHAKAM) de 2018-2019 sobre desaparecimentos forçados e continua pressionando o governo a investigar esses casos e a processar os responsáveis. Apesar da perseguição policial e das ameaças de morte, ela continua defendendo seu marido e outros, não por causa de sua fé ou da deles, mas por causa de seus direitos como malaios.  Susanna e Raymond fundaram a Hope Community em 2004, uma organização sem fins lucrativos que trabalha com os pobres, carentes e marginalizados.  Anteriormente, ela atuou como diretora e educadora da escola.

Amaya Coppens (Nicarágua)

Coppens é uma das líderes do Movimento Estudantil de 19 de abril na Nicarágua. Ela participou de várias manifestações contra o governo sandinista e as táticas violentas e repressivas implantadas por suas forças de segurança. Em setembro de 2018, ela foi sequestrada pela polícia nicaraguense de sua residência depois de participar de uma manifestação pacífica. Ela foi libertada em junho e continuou a se pronunciar contra o regime na Nicarágua. Ela teve a oportunidade de repatriar para a Bélgica durante seu primeiro cativeiro, mas recusou. Em 14 de novembro, Coppens foi presa novamente quando ela e outros 12 ativistas tentaram levar água para as mães de presos políticos em greve de fome. Ela e outros presos políticos foram libertados pelo regime em 30 de dezembro de 2019.

Jalila Haider (Paquistão)

Conhecida como a Dama de Ferro do Baluchistão, Jalila Haider é advogada de direitos humanos e fundadora do “Nós, os Humanos – Paquistão”, uma organização sem fins lucrativos para elevar comunidades locais, fortalecendo oportunidades para mulheres e crianças vulneráveis. Ela é especialista na defesa dos direitos das mulheres e presta consultoria e serviços jurídicos gratuitos às mulheres afetadas pela pobreza. A primeira advogada da sua comunidade Hazara, Haider liderou uma greve de fome pacífica para reconhecer o direito à vida dos Hazara após uma série de ataques direcionados. Haider assumiu a causa de muitas outras comunidades vulneráveis. Como presidente da Frente Democrática das Mulheres do Baluchistão e filial da Marcha de Aurat (Mulher) do Baluchistão, ela lutou contra a violência contra as mulheres em espaços públicos, no trabalho e em casa.

Amina Khoulani (Síria)

Khoulani é uma sobrevivente dos centros de detenção e tortura do regime de Assad, que detiveram arbitrariamente mais de 140 mil sírios, e dedicou sua vida a ajudar as famílias de sírios desaparecidos à força. Ativista de longa data da sociedade civil, ela fugiu da Síria em 2014 após sua libertação da prisão. Ela ficou presa por seis meses por “ativismo pacífico” e seu marido detido por dois anos e meio na famosa Prisão de Sadnaya. Eles sobreviveram, mas seus três irmãos morreram enquanto detidos pelo regime.  A partir dessa experiência devastadora, Khoulani dedicou sua vida a buscar informações e justiça para as famílias dos desaparecidos. Ela é membro fundadora do “Famílias pela Liberdade”, um movimento liderado por mulheres criado em 2017 por parentes de detidos e desaparecidos na Síria. Forçada a fugir de sua casa e país, vivendo sob constante ameaça como refugiada sem representação governamental, ela continua a defender os direitos humanos, a democracia e a paz na Síria.

Yasmin al Qadhi (Iêmen) 

Depois de obter seu diploma de jornalismo, Yasmin Al-Qadhi foi uma das primeiras mulheres a escrever artigos para jornais locais durante as manifestações pró-democracia da Primavera Árabe em Saná.  Quando eclodiu a guerra civil no Iêmen em 2015, Yasmine e sua irmã Entisar criaram a Fundação Marib Girls.  Por meio da fundação, ela trabalha com altos funcionários do exército para combater o recrutamento de crianças e obteve o comprometimento dos militares de libertar qualquer criança recrutada ou detida.  Ela promoveu o apoio às mulheres deslocadas pelo conflito, coordenando com a comunidade local e internacional.  Ela também aumentou a conscientização ao coproduzir um filme sobre os efeitos negativos do deslocamento em mulheres e crianças. Yasmine ainda mora no Iêmen, uma sociedade tribal onde as mulheres são desencorajadas a trabalhar em espaços públicos. Ela está trabalhando para mudar as normas sociais e tornou-se um exemplo a seguir em sua sociedade. Tanto em seu país quanto no exterior, ela incentiva o empoderamento das mulheres e a participação significativa na sociedade civil e o processo de paz liderado pela ONU.

Dr. Rita Nyampinga (Zimbabwe)

A Dra. Rita Nyampinga é defensora dos direitos humanos há mais de 35 anos, lutando pela igualdade de gênero no local de trabalho desde que ingressou em um sindicato em 1983. Ela também é uma mediadora treinada e mentora em liderança para meninas e jovens. Suas experiências durante a detenção a levaram a formar o Fundo de Apoio às Prisioneiras Femininas para apoiar mulheres e crianças detidas e aumentar a conscientização sobre as terríveis condições que enfrentam. A Dra. Nyampinga continua atuando em vários conselhos, incluindo a Coalizão Feminina do Zimbábue, a Coalizão de Crises no Zimbábue, a Academia das Mulheres sobre Excelência em Liderança Política e a Rede de Apoio à Aids par Mulheres. Seu objetivo é ver um mundo que protege e respeita os direitos dos prisioneiros por meio de um sistema legal justo e imparcial sem discriminação por gênero.  Em 2010, ela tornou-se embaixadora da Justiça Social e Econômica da Coligação do Zimbabwe sobre Dívida e Desenvolvimento. Nyampinga ganhou o prêmio de Ativista dos Direitos Humanos do Ano em 2014 da Alpha Media House.

Convidamos vocês a usar as hashtags #IWOC2020 e #WomenofCourage para obter mais notícias e atualizações sobre os prêmios deste ano.  Para consultas da imprensa, entre em contato com a Assessoria de Imprensa ([email protected] e 202-647-2492).  Para informações sobre a cerimônia, por favor, entre em contato com o Escritório de Questões Globais das Mulheres ([email protected]). Para consultas IVLP, por favor, entre em contato em mailto:[email protected].


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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