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COLETIVA DE IMPRENSA POR TELEFONE Mark A. Morgan Comissário Interino de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA

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Departamento de Estado dos Estados Unidos
Para Divulgação Imediata
12 de março 2020

 

Moderador: Saudações a todos daqui do Centro de mídia das Américas do Departamento de Estado dos EUA, em Miami, Flórida. Gostaria de receber nossos participantes, que ligaram dos Estados Unidos e de toda a região. Agradecemos sua paciência por iniciarmos com alguns minutos de atraso no fim desta manhã.

Esta é uma teleconferência liberada para publicação com Mark Morgan, comissário interino de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, também conhecido como CBP (sigla em inglês). O comissário interino Morgan fornecerá uma atualização sobre os esforços do CBP para lidar com a crise humanitária e de segurança na fronteira sudoeste dos EUA, para facilitar o diálogo com o objetivo de fortalecer as parcerias norte-americanas na América Latina para enfrentar a migração irregular e ilegal em sua origem e implementar vários programas de fiscalização nas fronteiras apoiando o compromisso do CBP de defender o estado de direito.

Ele fará breves comentários e depois responderá às perguntas dos jornalistas participantes. E, com isso, passo a palavra ao comissário interino Morgan.

Comissário Interino Morgan: Bom dia a todos e obrigado pela introdução. Eu vou – para aqueles que precisam de ajuda na tradução, e para avisar a todos que não precisam, falarei um pouco mais devagar para ajudar os tradutores e farei algumas pausas adicionais para que eles possam se atualizar. Só quero que todos saibam que é por isso que pode demorar um pouco mais para eu concluir meus comentários.

Então, como afirmei – ao lançar os números de fevereiro, como afirmei algumas semanas atrás, pelo nono mês consecutivo, continuamos a fazer progressos incríveis no fortalecimento de nossa fronteira, especificamente não apenas para lidar com a multiplicidade de ameaças, mas na abordagem específica ao fluxo da migração ilegal. Continuamos a expandir a rede de iniciativas e políticas nos Estados Unidos, bem como – e acho que isso é extremamente importante –, fortalecer nossas parcerias internacionais em um esforço para expandir ainda mais nossa capacidade coletiva de acabar com o contrabando humano, com a migração ilegal, com a exploração dos migrantes e com o abuso contra eles.

Estamos agora – e acho que isso é fundamental – estamos em um lugar muito diferente do que estávamos há alguns meses. Continuamos a expandir agressivamente nossa capacidade de remover, devolver e aplicar as consequências apropriadas de maneira mais eficaz e eficiente a quem entrar ilegalmente em nosso país e registrar reclamações fraudulentas ou inválidas. E esse tem sido um dos nossos principais objetivos – fechar as brechas em nosso sistema de imigração. Como ela declarou desde o início, incluir a aplicação do Estado de direito e a recuperação da integridade de nosso sistema. E não se enganem, estamos tendo sucesso nesse esforço.

Acho que essa é a mensagem-chave que espero que seja enviada para todo indivíduo que pensa em seguir esta perigosa jornada. Hoje, agora em março, se você chegar à nossa fronteira e tentar entrar ilegalmente, violar nossas leis e registrar uma reclamação com base no mérito, você será removido, retornado ou terá uma consequência apropriada. E deixe-me dar algumas estatísticas para ilustrar isso. Nos últimos cinco meses, removemos mais imigrantes ilegais do que apreendemos. Pense sobre isso. Nos últimos cinco meses, estamos removendo mais imigrantes, estrangeiros ilegais do que realmente encontramos ao longo da fronteira sudoeste. E somos muito mais eficientes e eficazes ao fazê-lo. Estamos aplicando uma via de remoção ou consequência a mais de 95% das pessoas que apreendemos. Essa é uma virada de mese m comparação com alguns meses atrás, em maio, quando a história era outra.

E o que isso significa? Eu acho que isso é importante para todos entenderem que as coisas mudaram. O significado, captura e liberação, como acho que todos sabemos e entendemos, está praticamente acabado. Trazer um filho para a fronteira dos Estados Unidos não significa mais que sua entrada será automaticamente permitida nos EUA. Simplesmente preencher, simplesmente fazer uma reivindicação não significa que sua entrada será automaticamente permitida nos Estados Unidos, como acontecia há poucos meses. Aqueles dias acabaram. E o que funcionou no ano passado – ou seja, pegar uma criança ou simplesmente preencher um pedido e você teria permissão de entrada nos Estados Unidos – isso simplesmente não funciona mais. Estamos cumprindo rigorosamente nossas leis de imigração e, mais uma vez, mantendo o estado de direito.

Agora, além das nossas – os Estados Unidos expandiram políticas e rede de iniciativas, continuamos a melhorar nossa capacidade operacional coletiva. Agentes adicionais da Patrulha da Fronteira estão fazendo operações de fiscalização na fronteira. Isso aumentou as chances de um cruzamento ilegal de fronteira ser detectado e preso, e as estatísticas provam isso. Além disso, nossas parcerias internacionais estão adicionando mais camadas de segurança à nossa fronteira sudoeste, bem como dentro do interior de seus próprios países. E, novamente, as estatísticas mostrarão isso com um aumento de apreensões no México e na América Central. E estamos coletiva e agressivamente perseguindo as organizações de contrabando de seres humanos que exploram e colocam em risco os imigrantes, além de outras atividades que ameaçam todos os países da região.

Não se engane – e quero deixar claro –, nossa estratégia para enfrentar a inundação histórica de famílias centro-americanas que atravessam ilegalmente a fronteira mudou completamente o jogo e está funcionando. Apenas de maio até este mês em fevereiro, você viu uma redução de 70%,

 quase 75% nas apreensões em um período de 30 dias. É sem precedentes. E deixe-me dar mais algumas estatísticas. As ações de fiscalização do CBP em 2019 ao longo da fronteira sudoeste totalizaram quase 1 milhão. Isso é cerca de 88% maior do que o ano fiscal de 2018, o ano anterior. Somente a Patrulha de Fronteira apreendeu quase 852.000 estrangeiros ilegais ao longo da fronteira sudoeste. Isso é 115% maior que o ano fiscal anterior, impulsionado principalmente por unidades familiares e menores não acompanhados.

Acho que a maioria de vocês se lembra de apenas um período de 24 horas em maio do passado, quando registramos mais de 5.800 passagens de fronteira e maio teve um pico, totalizando 144.000 em um mês. Foi sem precedentes e sobrecarregou o nosso sistema. Mas agora tudo mudou drasticamente. Reduzimos o fluxo significativamente. Como afirmei, estamos removendo mais imigrantes agora do que encontramos. Estamos aplicando o caminho ou a consequência da remoção a quase todos que encontramos. Não estamos mais permitindo que eles entrem nos Estados Unidos.

Como disse, reduzimos o total de apreensões em quase 75% desde o pico de maio. Reduzimos apreensões de famílias, principalmente dos países da América Central, em 92% a partir do pico de maio. Reduzimos em 66% as apreensões de menores não acompanhados em relação ao pico de maio. Isso também ilustra como estamos definitivamente trazendo de volta a integridade ao nosso sistema. Estes são fatos. As coisas mudaram. E todo mundo que está pensando em entregar suas vidas às mãos dos contrabandistas deve fazer uma pausa e entender que os contrabandistas estão mentindo para eles. Não é como era. Nossas fronteiras estão mais fortes do que nunca.

E não estamos apenas fortalecendo nossa fronteira sudoeste. Com as novas ferramentas e a parceria com, por exemplo, a Imigração e Alfândega – ICE  – estamos aplicando recursos adicionais em um esforço para aumentar também a fiscalização interna. Portanto, para os poucos imigrantes que passam ilegalmente, aumentamos nossa capacidade de encontrá-lo e prendê-lo também. Além disso, todos os dias mais quilômetros de novos sistemas e tecnologias de muro fronteiriço estão sendo implantados na fronteira. Concluímos agora mais de 135 milhas do sistema de muros fronteiriços. Em fevereiro, também recebemos fundos adicionais para continuar a construir o sistema de muros nas nossas localizações estratégicas de maior prioridade.

O apoio do governo continua forte e o Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos continua sendo um parceiro valioso. Sigo confiante de que teremos 450 milhas de sistema de muros fronteiriços até o fim de 2020. E acho que isso é fundamental: as barreiras que os imigrantes encontraram no passado não são as que encontrarão hoje. Estive em El Paso esta semana e vi em primeira mão e de perto o novo sistema de muros. Isso é mais do que apenas um muro; é um sistema completo de várias camadas, incluindo tecnologia, vias de acesso e iluminação. Está aumentando nossa capacidade operacional para impedir e negar qualquer um que tente superá-lo.

Agora, deixe-me falar um pouco sobre nossas parcerias regionais. Soluções regionais estão sendo aplicadas porque é uma crise regional. O DHS e o CBP continuam trabalhando com nossos parceiros em toda a América Central para devolver a integridade ao sistema de imigração. Como mencionei, eu estava em El Paso e, durante uma viagem por aquela região, hospedei uma delegação da Guatemala para mostrar o processamento do CBP e nossos esforços humanitários. Esses esforços e colaboração estão resultando em menos centro-americanos vítimas de organizações de contrabando de seres humanos que os veem como lucros, não como pessoas. Vamos – e quero ilustrar esse ponto, e por isso vou dizer isso devagar, com esperança, para que seja interpretado com precisão: Nós – o governo dos Estados Unidos e o CBP – continuaremos a tratar os imigrantes sob nossa custódia com humanidade e compaixão. Continuaremos a fornecer cuidados médicos, roupas, alimentos e segurança adequados, além de expandir e melhorar nossas instalações, especialmente para famílias e crianças.

Nós vamos fazer isso. Absolutamente. Esse é meu compromisso, esse é o nosso compromisso com as pessoas que encontramos na fronteira sudoeste. Mas acho que é igualmente importante, e novamente –vou dizer com firmeza – não há erro, apesar de termos fechado as brechas em nosso sistema de imigração e aplicaremos o estado de direito. Ou seja, se você tentar entrar ilegalmente em nosso país sem uma reivindicação válida, iremos removê-lo, devolvê-lo ou aplicar uma consequência. Nós podemos fazer as duas coisas. Vamos aplicar o estado de direito, garantiremos que os que entram ilegalmente sejam removidos imediatamente, mas faremos isso com humanidade e compaixão. Esse é o meu compromisso e a minha promessa.

Agora, deixe-me falar sobre um envolvimento específico com o México. O México fortaleceu os esforços de imigração em sua fronteira sul e de maneiras históricas. E, em seu interior, por exemplo, mobilizando mais de 25 (*) militares e oficiais de imigração. O México enviou milhares de agentes da lei para ajudar a deter os imigrantes enquanto se deslocam para o norte. Mais de 140.000 pessoas foram presas e removidas do México por viajar ilegalmente pelo país. Isso é realmente sem precedentes. O tempo em que grandes caravanas podiam viajar livremente pelo México terminou. Basta olhar para as caravanas que falharam em janeiro.

Nossos compromissos com países da América Central, como El Salvador, Guatemala e Honduras, que tive o prazer de visitar recentemente em fevereiro. Enquanto estivemos lá, envolvemos líderes governamentais e do setor privado, e também envolvemos algumas pessoas da mídia enquanto estávamos lá. Fizemos o possível para explicar que a era da captura e liberação acabou. Discutimos soluções regionais para conter a migração ilícita e também – o que é fundamental – para promover melhorias na segurança, porque acreditamos verdadeiramente que a segurança é a ponte para a prosperidade econômica, a qual também estávamos focados em ajudar.

Fiquei impressionado com a disposição e os esforços do governo para melhorar a segurança nas fronteiras, parar caravanas e receber mais voos de repatriamento. A Guatemala está disposta a discutir sobre a expansão da capacidade por meio de seu contrato (ACA, na sigla em inglês) conosco, e esperamos que o ACA de Honduras vire realidade a qualquer dia. Por meio do ACA, o CBP e seus parceiros transferiram mais de 800 indivíduos que alegam buscar proteção. E isso é fundamental: a maioria abandonou suas reivindicações ao chegar à Guatemala quando percebeu que sua tentativa de fraudar o sistema de imigração dos EUA falhou.

Guatemala, Honduras e El Salvador – autoridades de segurança dos três países expressaram gratidão pelo treinamento, apoio e informações que estão recebendo do pessoal da CBP no país. E, como comissário, prometo que o CBP está e continuará comprometido em contribuir com serviços regionais personalizados que operam de maneira transparente e eficiente para promover o comércio e o investimento.

Agora, gostaria de começar meus últimos comentários com uma mensagem. É uma mensagem direta – uma mensagem direta minha para todos os imigrantes que desejam fazer uma longa jornada na tentativa de entrar ilegalmente nos Estados Unidos. Não confiem nos contrabandistas humanos. Não acreditem neles. Não coloquem em risco si mesmo ou seus filhos embarcando em uma perigosa jornada para os Estados Unidos. Será em vão. Em vez de depositarem todas as suas esperanças nas mãos dos contrabandistas de seres humanos para chegar aos Estados Unidos, coloquem essas esperanças em seus próprios países e em seus próprios líderes. Apoiem suas comunidades locais e ajudem a construir seu país e seu futuro. Não os deixem para trás.

O contrabando é uma indústria multibilionária que apenas enriquece os perigosos cartéis. Esses cartéis desestabilizam os países e limitam o crescimento econômico. Os únicos que vencem com a imigração ilegal são as próprias organizações de contrabando de seres humanos, pois tratam todos que encontram como nada mais do que um meio de ganhar mais dinheiro e mais lucro. Os contrabandistas de seres humanos não têm consideração pela vida humana. Eles vão mentir para você conseguir seu dinheiro. Eles o tratam mal, abusam de você ao longo da viagem de 1.200 a 2.400 milhas para os Estados Unidos; extorquem financeiramente você e sua família, ameaçam ou sujeitam você a agressão, exploração sexual e até trabalho forçado. Se você ficar doente ou ferido, estou te dizendo: eles deixarão você para trás para morrer no deserto. Esta é uma maneira brutal de operar. A Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos, por exemplo, resgatou quase 5.000 pessoas no ano passado. Infelizmente, muitos morreram enquanto eram conduzidos em perigosas rotas de contrabando para os Estados Unidos.

Quero compartilhar uma história com vocês, se vocês tiverem paciência comigo. E essa não é uma boa história, mas é um exemplo da verdade. Na semana passada, tivemos um casal de imigrantes – um marido com sua esposa grávida – que chegou à nossa fronteira em um esforço para entrar ilegalmente. Quando se aproximaram de nossa fronteira, os contrabandistas rapidamente os deixaram sozinhos, desaparecendo na escuridão, deixando-os terminar a jornada sozinhos. O casal chegou ao muro. Enquanto tentavam escalar o muro, o marido não pôde fazer nada além de observar sua esposa grávida cair no chão. Os agentes da Patrulha de Fronteira chegaram imediatamente e prestaram assistência médica. Eles imediatamente ligaram para as autoridades médicas locais e a transportaram para um hospital. Tragicamente, a mãe e a criança morreram devido aos ferimentos causados ​​pela queda.

Isso é trágico. Isso é absolutamente trágico. Mas o que também faz parte da tragédia é que isso era evitável. Não ouça contrabandistas. Eles não se importam com vocês. Eles vão abusar de vocês e deixarão vocês para trás para morrer. Essa é a verdade. Esses são os fatos. E os perigos, eles não terminam na fronteira. Muitos são os problemas que meus – como muitos dos meus colegas internacionais me contaram enquanto eu estava na América Central – e sei disso pelo meu próprio conhecimento aqui nos Estados Unidos – as mesmas gangues que agem em seus países frequentemente vitimam migrantes quando estão nos Estados Unidos. O dinheiro que [imigrantes] enviam para casa, que eles acham que está sendo enviado para suas famílias nem sempre chega a elas ou realmente ajuda a construir um futuro. E a fiscalização das fronteiras e do interior significa que eles voltarão aos seus países de origem sem receber nenhum retorno pelos seus investimentos.

Para encerrar meus comentários, gostaria de esclarecer uma ação judicial recente nos EUA em relação ao MPP ou o que a mídia chama de política “Remain in México” (Fique no México). É um processo legal complicado aqui com os Estados Unidos, então não tentarei explicar os detalhes complexos. O básico: o MPP segue firme e totalmente operacional. De fato, continuamos a expandir nosso uso do MPP. E veja, o MPP tem sido uma iniciativa eficaz entre os Estados Unidos e o México para lidar com o fluxo da migração ilegal. Ao contrário das narrativas falsas que existem, o MPP na verdade fornece um documento judicial mais rápido. Em vez de definhar por anos nos Estados Unidos à espera de uma audiência, agora o processo é feito em poucos meses. Os migrantes podem viver e trabalhar no México e abrigos são fornecidos para eles enquanto aguardam audiência nos Estados Unidos. E aqui vai uma mensagem de vital importância: se você não tiver uma reivindicação válida, não arrisque a jornada – ela não funcionará mais.

Para finalizar, só quero enfatizar, como disse no começo, que as coisas são muito diferentes do que eram no ano passado. Temos muito mais ferramentas em nossa caixa de ferramentas para lidar com o aumento da imigração ilegal. Somos mais eficazes e mais eficientes na remoção, no retorno e na aplicação das consequências apropriadas para aqueles que tentam entrar em nosso país ilegalmente. Estamos melhorando nossa capacidade operacional e nossa capacidade de fortalecer nossa fronteira sudoeste todos os dias. Continuaremos a aplicar o estado de direito e manteremos a integridade em nosso sistema de imigração, e não pararemos.

Obrigado e, com isso, passo para as perguntas.

Moderador: Obrigado, Senhor Comissário Morgan. Agora começaremos a parte de perguntas e respostas da coletiva telefônica de hoje. Para aqueles que falam inglês, indique seu nome e afiliação e limite-se a uma pergunta relacionada ao tópico do briefing de hoje.

Nossa primeira pergunta foi enviada com antecedência por Ariel Jara, do canal 19 da TV Aire Coronel Oviedo, no Paraguai, e sua pergunta é: “Quais são os esforços do CBP para enfrentar a crise humanitária e de segurança na fronteira sudoeste dos EUA? Que medidas de segurança você adotou para o surto de pandemia de coronavírus?”

Comissário Interino Morgan: Então, obrigado por essa pergunta. Vou responder à primeira pergunta: quais são os esforços específicos para resolver? E agradeço o reconhecimento de que é uma crise humanitária e de segurança.

Então, como eu – como mencionei, acho que um dos principais fatores que realmente afetou significativamente essa crise é que nos unimos como parceiros em toda a região. Não se trata apenas dos Estados Unidos, não é apenas o México e não são apenas os países da América Central. Coletivamente, é uma crise que todos compartilhamos na região.

Portanto, uma das mudanças mais significativas que ocorreram é o fortalecimento dessas parcerias, a criação de novas políticas e iniciativas inovadoras em todos os países da região. Acho que todo mundo entende que não é apenas o MPP, ou o PACR, são os ACAs, e podemos continuar. É através desses acordos coletivos, dessa parceria coletiva que realmente tivemos um impacto positivo em toda a região.

Mas também acho importante, como mencionei, que os Estados Unidos estejam fortalecendo nossa fronteira sudoeste. Nossa capacidade operacional está melhorando, estamos investindo mais recursos, como a construção de mais sistemas de muros – assim como outros países. Quando conversamos sobre alguns dos acordos com nossos parceiros, muitos querem se concentrar apenas nos acordos de imigração como o ACA ou o MPP, mas estamos – também temos acordos de segurança fronteiriça com esses países para fortalecer nossas habilidades coletivas de direcionar e perseguir as organizações criminosas transnacionais e as organizações de contrabando também.

Então a – qual foi a segunda parte da pergunta? Oh, as medidas de segurança em relação ao coronavírus. Eu aprecio isso – eu aprecio essa pergunta também. E, como você pode imaginar: o surto continuou a crescer e se expandir. O número de países que identificaram diagnósticos positivos de coronavírus está aumentando. Meu entendimento é que Honduras hoje – por exemplo, tem alguns casos. Os casos no México aumentaram para 12.

Portanto, é – a ameaça, a ameaça de risco à saúde ao longo da fronteira sudoeste – é muito real. Estamos trabalhando diariamente com nossos serviços de saúde, nossos médicos, nosso Centro de Controle de Doenças, CDC. Somos parte integrante da força-tarefa, e estamos trabalhando com eles para expressar plenamente as condições ao longo da fronteira sudoeste, para que eles possam fazer uma avaliação precisa em relação ao risco de saúde ao longo da fronteira sudoeste. Acho que existe por aí que o objetivo é buscar agressivamente oportunidades para conter e mitigar, e sinto que é exatamente isso que estamos fazendo.

Portanto, o CBP, o DHS e o governo dos Estados Unidos está monitorando e buscando agressivamente todas as oportunidades de contenção e mitigação. À medida que a crise continuar a mudar e expandir, continuaremos a trabalhar com nossos médicos aqui e o CBP está pronto, devemos ser chamados a tomar medidas adicionais ao longo da fronteira sudoeste para proteger não apenas os cidadãos americanos, mas também os cidadãos da região, principalmente devido à questão da migração ilegal.

Moderador: Tudo bem, nossa próxima pergunta vem de Grecia Ortiz, do Diario La Hora. Operador, abra a linha 17.

Operador: Sua linha está aberta.

Pergunta: Olá. Obrigada. Grecia Ortiz, do Diario La Hora. Minha pergunta é sobre coronavírus. Quais são as ações que você está aplicando especificamente aos migrantes que chegam à fronteira?

Comissário Interino Morgan: Você pode repetir a pergunta, senhora?

Pergunta: Sim. Quais são especificamente as ações que os Estados Unidos estão implementando com migrantes na fronteira para impedir o coronavírus? O que vocês estão fazendo?

Comissário Interino Morgan: Ok, obrigado. Eu acho que é uma ótima pergunta. E às vezes há um mal-entendido, e estamos fazendo exatamente a mesma coisa que em outros locais. Então, se alguém está vindo de outro país de avião ou se está entrando por um porto marítimo ou um porto terrestre ou se está tentando entrar ilegalmente entre os portos, nosso processo é o mesmo, independentemente. Sendo assim, se encontramos alguém, fazemos perguntas. Acho que todo mundo entende agora que o presidente dos Estados Unidos, presidente Trump, anunciou proibições adicionais de viagens para os países Schengen; são mais 26 países. Por isso, estamos aplicando o mesmo processo de triagem que fazemos com todos esses países, seja em aeroporto, porto marítimo, porto terrestre ou outro.

Portanto, se encontrarmos alguém – digamos, por exemplo, se alguém tentar entrar ilegalmente na fronteira sudoeste, os agentes da Patrulha de Fronteira que fizerem essa apreensão farão a mesma triagem desses indivíduos com relação ao coronavírus que fazemos em um aeroporto. E, se considerarem apropriado, eles coordenarão com as autoridades médicas apropriadas, seja o CDC ou os prestadores de serviços de saúde locais, para garantir que o indivíduo que está mostrando sinais ou sintomas receba a contenção médica imediata e imediata – atenção e triagem necessária.

Moderador: Nossa próxima pergunta vem de Nelson Rauda, ​​do El Faro, em El Salvador. Operador, abra a linha 21.

Operador: A linha está aberta, por favor, siga em frente. Nelson, suas linhas estão abertas, por favor, prossiga.

E Nelson é —

Moderador: Tudo bem, parece que eles estão tendo dificuldades técnicas com o Nelson, que enviou sua pergunta com antecedência, então vou ler aqui. Nelson Rauda, ​​do El Faro, em El Salvador, pergunta: “Um relatório do BuzzFeed de 10 de março afirma que o governo espera que El Salvador receba 2.000 solicitantes de asilo sob o acordo de asilo assinado no ano passado, e que os retornos começarão em março. Você tem prazo e logística prontos para a implementação deste acordo?”

Comissário Interino Morgan: Então, aprecio a pergunta e acho que existem alguns fatores-chave. Acho que, se todos se lembrarem, o acordo foi realmente assinado em setembro passado, setembro de 2019. Faz vários meses desde que foi assinado. Desde então, temos negociações em andamento e acho que é muito importante ilustrar, porque queremos garantir que El Salvador esteja pronto, seja capaz e esteja preparado com logística, com tudo o que for necessário para receber os indivíduos. Queremos garantir que estejam preparados em El Salvador. O governo, as pessoas com quem conversamos, querem ter certeza de que também estão preparados.

Acho que é importante quando fazemos isso, devemos fazê-lo da maneira certa, e acho que parte disso é garantir que toda a logística seja estabelecida, que todos os planos sejam estabelecidos para que possamos fazer isso de maneira humana, maneira compassiva. E tive a sorte de ir a El Salvador em fevereiro, fui ao Centro de Recepção La Chacra e vi em primeira mão que as instalações não estavam, acho, prontas – elas pareciam boas, limpas, tinham tudo o que queriam, tudo que é necessário – mas, o mais importante, pude conversar com a equipe. E o que vi foram funcionários que têm a mentalidade certa. Eles queriam estar lá. Um comentário para mim foi: “Estamos tentando fazer o melhor trabalho possível, porque as pessoas que vêm aqui querem recebê-los e queremos tratá-los com humanidade e compaixão”. Foi realmente incrível ver não apenas as instalações que eu acho que estão prontas e capazes, mas também ouvir os próprios funcionários que estariam trabalhando nesses centros de recepção. Foi fantástico. Na verdade, levei algum tempo – eles me levaram a uma área projetada especificamente para crianças. Na verdade, nos sentamos em uma pequena poltrona e mesinha e tivemos ótimas discussões e, na verdade, o que eu vi eu levei de volta aqui para que possamos refletir um pouco sobre o que vi com relação à área infantil.

Então, acho que as negociações estão indo bem. Não tenho dúvidas de que El Salvador está preparado e estamos prevendo que o ACA vire realidade literalmente a qualquer dia.

Moderador: Nossa próxima pergunta vem de Amanda Hernandez, de La Prensa Gráfica. Por favor, abra a linha 33.

Operador: Sua linha está aberta, por favor, prossiga.

Pergunta: Sim. Ok, obrigada. Gostaria de saber se você ainda está deportando imigrantes para El Salvador e Guatemala com toda a normalidade, considerando que esses países não têm o novo coronavírus e os Estados Unidos têm. Esses governos ainda estão colaborando com os Estados Unidos para recuperar seus deportados? E também, desse casal da sua história, a imigrante grávida, de onde eles eram? Obrigada.

Comissário Interino Morgan: Permitam-me que pegue a última parte primeiro. Ela era da Guatemala. Peço desculpas, eu deveria ter mencionado isso. Mais uma vez, uma história trágica.

Assim, no que diz respeito à repatriação e ao canal de retorno do coronavírus, queremos garantir agora que as iniciativas e voos de repatriação ainda estão em andamento. No entanto, e acho que isso é importante, também estamos em negociações com todos os países com relação ao coronavírus e ao risco potencial à saúde. E vamos trabalhar juntos. Vamos trabalhar com os profissionais de saúde dos Estados Unidos e de outros países, de nossos países parceiros, e continuaremos a ter um diálogo aberto, continuaremos a monitorar e avaliar diariamente qual é a ameaça de risco à saúde e, sem dúvida, trabalharemos coletivamente para tomar as medidas necessárias para manter adequadamente todos nossos sistemas saudáveis ​​e seguros.

E acho que o coronavírus é como a crise de imigração, uma crise humanitária. É por isso que está funcionando tão bem. Fortalecemos nossas parcerias no ano passado de maneira significativa, porque o que afeta a Guatemala afeta o México e os Estados Unidos, e vice-versa. E, portanto, essas situações, seja imigração ilegal ou coronavírus, devem ser enfrentadas como os desafios e questões regionais que eles são.

Moderador: Temos tempo para uma última pergunta, e essa pergunta foi enviada com antecedência por Carolina Rivera, do Milenio, no México. Carolina pergunta: “Você pode nos dizer o que está acontecendo com o programa “Remain in México” e quantos migrantes foram devolvidos através da fronteira para o México? Porque alguns especialistas dizem que o  MPP (Protocolo de Proteção do Imigrante) está morrendo. Você espera que o fluxo de migrantes aumente nos próximos meses?

Comissário Interino Morgan: Então, neste momento, devolvemos um pouco mais de 60.000 migrantes ao México sob os Protocolos de Proteção aos Migrantes, ou como a mídia gosta de dizer, política “Remain in Mexico”. Eu acho que é importante que tenha diminuído o ritmo em relação ao número de pessoas que estamos colocando no programa. E, em grande parte, é devido porque continuamos a fortalecer nossas parcerias em toda a região e a expandir as iniciativas adicionais que temos e o que sempre me refiro como nossa rede de iniciativas. Portanto, seja ACA ou PACR ou algumas outras iniciativas que temos, estamos utilizando todas elas.

No entanto, o que vou dizer é que o MPP foi uma das iniciativas mais importantes que usamos para conter o fluxo da imigração ilegal, e continua sendo uma iniciativa muito poderosa para esse objetivo, e vou dar um exemplo. O importante é que, em vez de ser permitido – você vem com uma criança e, mesmo até em maio, sua entrada era quase automaticamente permitida nos Estados Unidos. Você ficaria nos Estados Unidos por anos antes de ter a oportunidade de ir a um tribunal e continuar seu processo. Agora, com o MPP, são necessários alguns meses. E o que é significativo: como não estamos mais permitindo a entrada nos Estados Unidos, vimos uma mudança dramática de queda nas pessoas que tentam entrar sabendo que não têm uma reivindicação válida. Foi uma iniciativa absolutamente incrível.

Então, não vai desaparecer. Nós ainda precisamos disso. Eu vou te dar outro exemplo. Como os cartéis, que continuam mudando suas táticas, é isso que quero dizer: nós reduzimos os números de famílias que fazem a perigosa jornada de quase todos países da América Central; os cartéis, as organizações de contrabando de seres humanos, perderam centenas de milhões de dólares por causa disso. Então, o que eles fizeram nos últimos dois meses foi mudar de tática. Eles mudaram suas táticas para atacar – e acho que é absolutamente a palavra certa – atacar e explorar outros grupos demográficos, extracontinentais a que nos referimos – que significam países que não são o México ou a América Central. E eles também começaram a atacar e explorar, como tradicionalmente, os cidadãos mexicanos também. E, ao vê-los mudar, o MPP usou em algumas circunstâncias algumas de nossas iniciativas que não se aplicam a esses países, e também continuamos a trabalhar com o México para expandir o MPP para outras regiões demográficas.

Vou dar um exemplo. Recentemente, vimos um aumento de brasileiros – este ano em relação ao ano passado, é quase um aumento de 400%. Então, voltamos ao México e pedimos mais apoio, se eles estariam dispostos a expandir o MPP para incluir os brasileiros. Eles fizeram isso e rapidamente vimos uma redução drástica no número de brasileiros tentando entrar ilegalmente nos Estados Unidos.

Portanto, o MPP está vivo e bem e continuaremos precisando dele e o usando.

Moderador: E isso conclui a chamada de hoje. Quero agradecer ao Comissário Interino Morgan por se juntar a nós e agradecer a todos os participantes por participarem. Se você tiver alguma dúvida sobre a ligação de hoje, entre em contato com o Centro de Mídia de Miami em [email protected] Obrigado e tenha um bom dia.

(*) 25,000


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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