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Coletiva de Imprensa por Telefone com a Dra. Sarah Bennett, chefe da Força-Tarefa Internacional para COVID-19, no Centros de Controle e Prevenção de Doenças

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Departamento de Estado dos E.U.A
Coletiva Especial via Telefone
Sarah Bennett, Comandante do Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos e Chefe da Força-Tarefa Internacional para COVID-19, Centros de Controle e Prevenção de Doenças
26 de março de 2020

 

Moderador: Bom dia a todos, estamos aqui no Gabinete de Relações com a Mídia Internacional do Departamento de Estado dos EUA. Gostaria de dar as boas-vindas aos nossos participantes, que estão discando de todo o mundo.

Hoje, temos o prazer de receber a Dra. Sarah Bennett, comandante do Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos e chefe da Força-Tarefa Internacional para COVID-19 dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA – o CDC. Infelizmente, a Dra. Messonnier não poderá mais se juntar a nós hoje.

A Dra. Bennett nesta manhã discutirá a coordenação do CDC com parceiros internacionais e a cooperação com os ministérios da saúde em torno da pandemia de COVID-19. Pedimos que vocês limitem suas perguntas à resposta internacional do CDC a COVID-19. A Dra. Bennett não poderá falar sobre a atuação interna do CDC nos EUA e estamos trabalhando para reagendar uma ligação com a Dra. Messonnier para falar com jornalistas em outra ocasião.

Começaremos a ligação de hoje com as considerações iniciais da Dra. Bennett e, em seguida, abordaremos suas perguntas. Tentaremos responder ao maior número possível de perguntas durante o tempo que temos disponível, ou seja, aproximadamente 30 minutos.

Por fim, como lembrete, a ligação de hoje está sendo gravada e, com isso, passo a palavra à Dra. Bennett. Por favor, prossiga, doutora.

Dra. Bennett: Obrigada. Bom dia a todos e obrigada por participar da chamada hoje. Para a maioria de nós, vocês, eu e nossas respectivas comunidades, a pandemia de COVID-19 é um evento histórico sem igual desde a pandemia de influenza de 1918.

Entendemos o quão assustador ou estressante isso pode ser para muitas pessoas, principalmente para quem tem entes queridos idosos ou que sofreriam complicações subjacentes se tivessem COVID-19. O governo dos EUA trabalha em estreita colaboração com parceiros internacionais e governos de todo o mundo para dar apoio aos países na preparação, prevenção, identificação e resposta às ameaças à saúde.

Para esta pandemia em particular, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, ou CDC, estão trabalhando em estreita colaboração com a Organização Mundial da Saúde, a OMS, nossos colegas ministros da saúde e outros parceiros para responder pedidos de assistência a países na preparação e resposta para a pandemia de COVID-19.

Temos funcionários em mais de 60 países em todo o mundo trabalhando com nossos parceiros locais para abordar suas prioridades de saúde pública e salvar vidas.

O CDC está apoiando os países a cumprir as recomendações da OMS sobre a identificação de pessoas que podem ter COVID-19, diagnóstico e atendimento aos pacientes e rastreamento da pandemia. Muitos países que receberam assistência do CDC no passado estão usando essas lições e habilidades para se prepararem, detectarem e responderem à pandemia de COVID-19.

Exemplos incluem apoio à coordenação de respostas de emergência, treinamento para profissionais de saúde pública e apoio a laboratórios. Nossa equipe nos Estados Unidos e no exterior está fazendo todo o possível para apoiar a resposta à pandemia de COVID-19.

Vou parar por aqui e ficarei feliz em responder suas perguntas.

Moderador: Muito obrigado. Agora começaremos a parte de perguntas e respostas da ligação de hoje. Para as perguntas, diga seu nome e veículo de mídia e limite-se a uma pergunta.

Como lembrete, peço que vocês limitem suas perguntas à resposta internacional do CDC, já que a Dra. Bennett não pode falar sobre a resposta interna dos EUA.

Nossa primeira pergunta é de Nick Turse. Por favor, prossiga.

Pergunta: Aqui é Nick Turse, de The Intercept. O presidente Trump disse que queria liberar grandes partes do país até a Páscoa. Gostaria de saber se isso é algo realista e também que mensagem ele passa para o resto do mundo ao liberar o país tão rapidamente.

Dra. Bennett: Atualmente, o CDC está apoiando muitos parceiros em outros países para implementar ou usar as medidas consideradas melhores práticas para controlar a pandemia em seus países. No momento, não posso comentar sobre a resposta interna.

Moderador: Obrigado. Mais uma vez, peço que vocês limitem suas perguntas à resposta internacional do CDC, não à resposta interna.

Nossa próxima pergunta é no Vietanh Phan, do VnExpress de Hanói. Por favor, siga em frente.

Pergunta: Olá. Gostaria de pedir que a senhora compartilhe o plano dos EUA de importar equipamentos médicos do Vietnã. Obrigado.

Dra. Bennett: Olá. Então, novamente, esta é Sarah Bennett. No momento, não estou envolvida em planos para a resposta doméstica dos EUA para importar ventiladores do Vietnã; portanto, solicitamos que você encaminhe sua pergunta ao Departamento de Estado.

Moderador: Obrigado. Nossa próxima pergunta é de Thomas Nehls. Operador, por favor, abra a linha.

Operador: Qual é a linha, por favor?

Moderador: Thomas Nehls.

Pergunta: Senhora?

Moderador: Olá, sim, estamos ouvindo você.

Pergunta: As sanções internacionais impedem a ajuda humanitária às vítimas no Irã por parte dos EUA, dos países europeus e principalmente da Alemanha?

Dra. Bennett: Olá. Atualmente, o CDC não está em posição de abordar sanções e o que elas podem impedir em termos de ajuda humanitária aos países. Essa questão é melhor abordada pelo Departamento de Estado dos EUA.

Moderador: Obrigado. Nossa próxima pergunta é de John Power. John Power, acho que sua linha está aberta. Você pode, por favor, prosseguir?

Pergunta: Sim. Algumas figuras nos EUA, incluindo o secretário de Estado, criticaram o que consideram falta de informação e cooperação da China. E, do ponto de vista do CDC, existe alguma cooperação ou informação que o CDC gostaria que fosse compartilhada ou se há espaço para melhorias nessa área para que ambos os lados pudessem trabalhar juntos nesse problema?

Dra. Bennett: Então, o CDC e o governo da China colaboram nos últimos 30 anos para abordar as prioridades de saúde pública que afetam os Estados Unidos, a China e o mundo. O CDC trabalha em estreita parceria com a China, os Centros Nacionais de Epidemiologia da Influenza, Virologia e Preparação para Pandemia do CDC, os CDCs provinciais e locais da China, hospitais e instituições acadêmicas. Além disso, o CDC apoia os parceiros chineses no monitoramento dos vírus sazonais da influenza e de novos vírus, além de aprimorar os esforços para detectar e responder aos vírus sazonais aviários e outros novos vírus influenza com potencial pandêmico.

A equipe do CDC também se juntou à missão da OMS na China, apoiando os esforços para entender melhor a gravidade e a disseminação de COVID-19. O CDC está constantemente se preparando para os surtos, não importa onde eles comecem ou o que os causa, e esperamos aprender com as melhores práticas e lições aprendidas em muitos países que estão combatendo a COVID-19.

Moderador: Obrigado, doutora. Farei uma pergunta que recebemos antecipadamente de Sam Mednick. A pergunta é: “O que o CDC recomenda para estados frágeis onde as pessoas não conseguem se isolar e o estado não consegue criar hotéis ou áreas de isolamento para as pessoas?”

Dra. Bennett: O CDC continua comprometido em ajudar os ministérios da saúde e parceiros como a OMS a adaptar e usar as melhores práticas para controlar a propagação da pandemia de COVID-19. A prática de medidas preventivas é a melhor maneira de evitar o vírus. É por isso que continuamos enfatizando a lavagem frequente das mãos, e quem pensa que está doente deve usar uma máscara. Na ausência de uma máscara, eles devem cobrir o nariz e a boca com uma bandana ou item similar.

O CDC tem um – e a OMS tem um número de documentos de orientação em seu site que podem ser usados ​​pelos governos para adaptar as melhores práticas e medidas de controle para seus países, e o CDC está comprometido em ajudar os países a fazer isso.

Moderador: Ótimo. Obrigado. Nossa próxima pergunta é de James McCarten.

Pergunta: Ah, oi. Estou ligando da Canadian Press e gostaria de saber se há algo que a senhora possa dizer sobre o que o CDC aconselhou o Canadá em termos de proteção contra qualquer tipo de importação de casos, dada a proximidade desse país com os Estados Unidos.

Dra. Bennett: O Canadá continua sendo um parceiro forte, dada a proximidade com os Estados Unidos. Em geral, recomendamos que todos os países implementem as melhores práticas e as lições aprendidas com os países que passaram por tudo antes de nós, em termos de combate à pandemia de COVID-19 e à disseminação do vírus.

Com relação a medidas específicas para controlar a importação dos Estados Unidos para o Canadá, eu não participei dessas conversas, portanto não posso comentar sobre isso no momento.

Moderador: Obrigado. Nossa próxima pergunta vem de Michel Ghandour, do Al Hurra. Michel, sua linha está aberta.

Operador: Por favor, me dê o número da linha.

Moderador: 44.

Pergunta: Olá?

Moderador: Olá, Michel. Nós podemos ouvi-lo. Por favor, prossiga.

Pergunta: Sim. Eu tenho duas perguntas. Primeiro, que tipo de ajuda os EUA estão fornecendo aos países? Vocês são capazes de fornecer suprimentos médicos? Vocês têm o suficiente? E, segundo, em relação ao medicamento, vocês começaram a receber resultados– ou depois de começar a usar a cloroquina e outros medicamentos nos EUA? Eles são positivos? Eles são úteis?

Dra. Bennett: Então, sobre a segunda pergunta, vou abordar essa questão primeiro. Acho que essa pergunta deve ser melhor respondida pela Dra. Messonnier quando pudermos reagendar sua entrevista coletiva.

Com relação à primeira pergunta, o CDC tem escritórios em mais de 60 países ao redor do mundo, e continuaremos a trabalhar com nossos parceiros nesses países para abordar suas prioridades de saúde pública e salvar vidas durante a pandemia de COVID. No momento, estamos trabalhando com nossos parceiros de agências do governo dos EUA, a OMS e os ministérios de saúde para determinar a melhor maneira de atender às necessidades específicas de cada país e continuaremos comprometidos em fornecer qualquer apoio que possamos oferecer.

Moderador: Obrigado. Nossa próxima pergunta é de Sangmin Lee.

Pergunta: [Inaudível] COVID na Coreia do Norte. A Coreia do Norte alegou que não tem nenhum caso de COVID-19, mas Robert Abrams, comandante das Forças dos EUA na Coreia, mencionou que está confiante de que há casos de COVID-19 na Coreia do Norte. Então, vocês têm alguma informação sobre a Coreia do Norte e casos de COVID-19?

E a segunda pergunta é sobre o presidente Trump ter mencionado que está disposto a ajudar a Coreia do Norte a combater a COVID-19. Então, que tipo de ajuda o CDC pode oferecer à Coreia do Norte?

Dra. Bennett: Continuamos a consultar a Organização Mundial da Saúde para saber os números oficiais de casos relatados por seus estados membros. Então, eu realmente não posso – eu realmente não sei se a Coreia do Norte está relatando algo diferente em sua mídia do que o que foi relatado à Organização Mundial da Saúde. Eu recomendaria entrar em contato com a Coreia do Norte para descobrir a situação atual de COVID-19 naquele país.

Com relação à ajuda do CDC à Coreia do Norte, o CDC continua comprometido em ajudar os países com nossos parceiros, como a OMS e outros parceiros internacionais, continua comprometido em ajudar os países a combater a pandemia de COVID-19. E se os países pedirem ajuda, consideraremos essas solicitações.

Moderador: Obrigado. E, novamente, eu pediria que vocês se limitassem a uma pergunta relacionada à resposta internacional do CDC.

Nossa próxima pergunta é de Jacqueline Charles.

Pergunta: Obrigada. A senhora poderia falar sobre o que o CDC está fazendo em relação ao Haiti e sobre a assistência que está fornecendo? E, caso a senhora saiba, esse país tem kits de teste suficientes para testar a população?

Dra. Bennett: Desculpe. Então, hum – eu não tenho os números na minha frente para falar sobre a situação atual do Haiti em relação a COVID-19. No entanto, acho que, se os países estão tendo dificuldades com o fornecimento de kits de teste, existem parceiros que podem ajudar esses países a adquirir kits adicionais.

No momento, recomendamos que, já que o CDC não está enviando kits internacionalmente, entrem em contato com a Organização Mundial da Saúde ou o escritório regional da OMS para solicitar assistência na aquisição de kits de teste adicionais.

Moderador: Obrigado. Nossa próxima pergunta é de Tim Culpan, da Bloomberg.

Pergunta: Obrigado por seu tempo. Eu gostaria de perguntar especificamente sobre Taiwan. Dada sua situação política única, o país não é membro da OMS, mas o CDC dos EUA historicamente mantém um relacionamento muito bom com Taiwan e o CDC de Taiwan. A senhora poderia descrever brevemente, em relação a COVID-19, quais comunicações específicas vocês tiveram com as autoridades de Taiwan sobre compartilhamento de informações sobre o nível logístico dos casos ou mesmo no nível médico? Obrigado.

Dra. Bennett: Obrigada pela pergunta. Continuamos a procurar outros países com mais experiência em COVID-19 para compartilhar informações sobre populações de risco, pessoas com risco crescente de infecção ou morte, experiência com medidas comunitárias, medidas de controle, e também com atendimento clínico.

Não posso dizer quais são as informações tiradas de nossas conversas com Taiwan, mas acho importante que todos os países, ao reconhecer informações adicionais que possam beneficiar outros países, que compartilhemos o mais rapidamente possível para que os demais possam considerar usar essas informações em seu próprio contexto.

Moderador: Obrigado. Nossa próxima pergunta é de Alejandra Arredondo.

Pergunta: Minha pergunta está relacionada à resposta do CDC na América Latina. Como exatamente o CDC está ajudando os governos latino-americanos a combater a COVID-19? Muito obrigada.

Dra. Bennett: Então, o CDC está comprometido em ajudar os países que solicitam assistência com a pandemia de COVID-19. Especificamente na região da América Latina, temos um grande escritório regional na Guatemala que presta assistência técnica à região em diversas atividades, incluindo rastreamento de contatos, investigação epidemiológica e fortalecimento de seus laboratórios.

À medida que o surto avança na região da Organização Pan-Americana da Saúde, mantemos o compromisso de ajudar nossos países vizinhos com as melhores práticas e a implementação das diretrizes da OMS.

Moderador: Ótimo, obrigado. Nossa próxima pergunta é de Bingru Wang.

Pergunta: A assistência internacional que a senhora mencionou no início inclui assistência à China?

Além disso, o CDC, como a senhora mencionou, tem uma parceria de longa data com a China. O CDC ainda tem um escritório na China. Então, o CDC estava ciente do surto de COVID-19 na China desde o estágio inicial o que daria aos Estados Unidos tempo suficiente para se preparar e lutar contra o vírus? Obrigado.

Dra. Bennett: Sim, o CDC e o Governo da China estão em estreita colaboração nos últimos 30 anos para abordar várias prioridades de saúde pública que afetam os Estados Unidos, a China e o mundo. Temos um escritório na China representado por funcionários muito dedicados do CDC comprometidos em ajudar a China e também aprender com a experiência na China para auxiliar com informações a resposta dos EUA. Isso também nos ajuda a informar as atividades que ajudamos outros países a implementar em seus próprios contextos e a adaptar as diretrizes da OMS a esses contextos.

Os EUA participaram da missão da OMS na China e as descobertas comunicadas nesse relatório estão disponíveis publicamente no site da OMS.

Moderador: Obrigado. Nossa próxima pergunta é Monalisa Freiha.

Pergunta: Sobre o Líbano, como a senhora sabe, o país está em uma grave crise financeira. Existe alguma chance de enviar medicamentos – de os EUA enviar equipamentos médicos ao Líbano para combater esse coronavírus?

Dra. Bennett: Obrigado por essa pergunta. Neste momento, acho que o CDC está entrando em contato com vários parceiros de nosso país para ver o que é mais necessário em cada um dos países, e trabalharemos com nossos parceiros da Organização Mundial da Saúde e outros parceiros regionais para ajudar os países a acessar os recursos, suprimentos e equipamentos necessários.

Moderador: Obrigado. Nossa próxima pergunta é de Eanna Kelly. Eanna Kelly, acho que sua linha está aberta.

Pergunta: Desculpe, sim. Vocês podem me ouvir agora? Eu estava muda, desculpe.

Moderador: Sim.

Pergunta: Olá. Minha pergunta é sobre os esforços de pesquisa do CDC, se existe um orçamento para o coronavírus e como isso está sendo gasto em todo o mundo. Eu gostaria de obter uma descrição disso, se possível. Obrigada.

Dra. Bennett: Você menciona um ponto realmente importante: existem várias perguntas sobre esse vírus que permanecem sem resposta. E o CDC ajudará os países interessados ​​em gerar parte desse conhecimento a coletar essas informações e compartilhá-las com o mundo.

No momento, não posso fornecer uma descrição específica das atividades de pesquisa que planejamos globalmente. Mas essas atividades de pesquisa farão parte de atividades futuras.

Moderador: Nossa próxima pergunta é de Tsoanelo Jomane.

Pergunta: A questão é com relação a Lesoto. Obviamente, o país é cercado pela África do Sul, e sabendo que há casos de COVID-19 na África do Sul, que ocorreram por causa de viajantes que viajaram para a Itália e sabendo – o país sabe que a cepa de COVID-19 na China e na Itália são diferentes e há relatos [inaudíveis] de que Lesoto poderia, mais cedo ou mais tarde, lidar com a mesma cepa que causou problemas na Itália. Que conselho o CDC daria a Lesoto de como se preparar, ainda que não há casos relatados ou confirmados de COVID-19 no país?

Dra. Bennett: Atualmente, existem várias medidas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde e pelos Centros de Controle de Doenças dos EUA que outros países podem considerar implementar a fim de ajudar a impedir a importação do vírus dentro de seus territórios, e também, uma vez importados, para controlar a disseminação na comunidade.

E acho que os jornalistas têm um papel realmente importante a desempenhar para divulgar informações às pessoas sobre algumas das coisas que elas podem fazer para ajudar a diminuir a disseminação de COVID-19, como lembrar as pessoas sobre lavar as mãos com frequência e manter distanciamento de outras, cobrir a tosse e o espirro com a parte interna do braço ou o ombro, ou usar um lenço de papel – usar um lenço de papel e depois lavar as mãos e limpar as superfícies frequentemente tocadas.

Os governos devem pensar nas medidas que podem ser necessárias para controlar a propagação do surto e não devem esperar para depois se preparar para responder ao surto. Eles deveriam estar se preparando agora. O CDC continua comprometido em ajudar os governos nessa preparação.

Moderador: Muito obrigado. Nossa próxima pergunta é para Natasha Khan.

Pergunta: Do Wall Street Journal. Gostaria de saber se a senhora considera a divulgação de informações do CDC da China nos primeiros dias do surto – portanto, em janeiro – oportuna e completa.

Dra. Bennett: Acho que há várias lições aprendidas com a experiência na China. Estamos tentando acompanhar as informações que estão chegando da China agora que estamos envolvidos com a resposta interna nos EUA e também nossas atividades em outros países. Fizemos parte da missão da OMS que foi à China para tentar aprender mais sobre o vírus e entender melhor a gravidade e a disseminação de COVID-19, e os relatórios que foram produzidos pela equipe do CDC e por outros membros daquela missão estão disponíveis publicamente no site da OMS.

Moderador: Ótimo. Nossa próxima pergunta irá para Shujun Yu.

Pergunta: Conte-nos sobre a cooperação do CDC com a China. Então, em quais áreas vocês acham que o CDC e a China poderiam trabalhar juntos neste momento, já que a China tem a situação sob controle, mas os EUA devem se tornar o epicentro? E há algum obstáculo para que os dois lados trabalhem juntos? Obrigada.

Dra. Bennett: O CDC e o governo dos EUA têm uma longa história de colaboração em atividades de saúde pública, para responder a surtos nos Estados Unidos, mas também na China e em outros países. Continuamos a procurar a China para compartilhar suas melhores práticas e as lições aprendidas com o surto, para que possamos usar melhor essas medidas para controlar o surto nos Estados Unidos e também para aprender as melhores práticas para implementar algumas dessas atividades em outras áreas e países.

Moderador: Nossa próxima pergunta será sobre Gonzalo Zegarra. Por favor, prossiga, sua linha está aberta.

Pergunta: Olá, bom dia. O mundo está em uma situação em que cada país tem uma metodologia diferente e [inaudível] em massa enquanto outros não relatam o número de resultados negativos dos testes. Como o CDC trabalha para avaliar a expansão da pandemia com essas diferentes abordagens?

Dra. Bennett: É verdade que os países estão usando diferentes estratégias de teste e diferentes kits de teste para detectar o vírus em seus territórios e entender mais sobre a propagação do vírus internamente. No momento, acho que é realmente importante continuar trabalhando com os países, independentemente do número de casos, para implementar e usar as melhores medidas de controle que temos disponíveis, usar as lições aprendidas de países que já estão combatendo esse vírus por mais tempo e fazer o melhor possível para controlar a propagação do vírus em todos os países.

Moderador: Nossa próxima pergunta é de Melo Acuna.

Pergunta: Das Filipinas. Qual foi seu sucesso do CDC em sua parceria com vários governos para interromper a COVID-19, especialmente na Ásia, onde existem diferenças culturais? E que lições aprendemos dessa pandemia? Obrigado.

Dra. Bennett: Então, é realmente importante ter em mente as diferenças culturais e sociais ao responder a qualquer surto de qualquer doença infecciosa, e acho que é por isso que é realmente importante que os governos e parceiros estejam familiarizados com as orientações recomendadas pela OMS e pelo CDC, e todo esse material está disponível no site. Todo país precisa pensar em como adaptar esses documentos de orientação para melhor implementar as medidas em seu país para controlar a propagação do vírus.

Nosso CDC possui vários funcionários dedicados em muitos países, comprometidos em ajudar os governos a descobrir o melhor caminho a seguir em termos de uso dessas medidas e controle da propagação do vírus.

Moderador: Obrigado. E nossa última pergunta é de Sergio Morales.

Pergunta: Estou ligando da Guatemala. Então, em nosso país, a principal preocupação é que o vírus entre no país através dos voos dos deportados. A senhora sabe que tratamento de emergência está sendo feito nos centros de detenção de migrantes para impedir que isso aconteça?

Dra. Bennett: Vários países se concentraram nas restrições de viagem para impedir a importação ou a entrada do vírus em seus territórios, mas nós do CDC e da OMS consideramos que as restrições de viagem por si só não são suficientes para impedir a propagação do vírus COVID-19 em todo o mundo. Os países devem pensar nas medidas que tomarão depois que o vírus entrar para controlar a disseminação em suas comunidades. Existem vários documentos disponíveis para os países no site da OMS e no site do CDC que eles podem adaptar aos seus contextos para implementar as melhores medidas em seus territórios, e o CDC continua comprometido em ajudar esses países a descobrir quais medidas serão necessárias, adaptando de acordo.

Moderador: Muito obrigado. Infelizmente, não temos mais tempo para perguntas. Sei que ainda há muitas perguntas na fila, então peço desculpas se não respondemos à sua pergunta, mas a Dra. Bennett tem outras coisas para fazer hoje.

Dra. Bennett, passo a palavra para as observações finais que gostaria de compartilhar com o grupo.

Dra. Bennett: Obrigada a todos que participaram da chamada hoje. O trabalho do CDC para apoiar os países continuará e todos continuamos vulneráveis ​​até que todos os países estejam livres de COVID-19. Continuem fazendo sua parte, lavando as mãos frequentemente com água e sabão, mantendo distância de outras pessoas, ficando em casa se estiver doente e praticando outras medidas de proteção que discutimos hoje.

Obrigada novamente, jornalistas, por se juntarem a nós. Mantenham-se saudáveis, se protejam.

Moderador: Muito obrigada, Dra. Bennett. Isso conclui a ligação de hoje. Quero agradecer à Dra. Bennett por sua participação e também agradeço a todos por participarem hoje. Se vocês tiverem alguma dúvida sobre a ligação de hoje, entrem em contato com o Gabinete de Relações com a Mídia Internacional em [email protected] Muito obrigada.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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