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Alta Funcionária do Governo Sobre o COVID-19 em África e a Resposta dos E.U.

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Departamento de Estado dos Estados Unidos
Para Divulgação Imediata
22 de abril de 2020

 

Moderador:  Boa tarde a todos da parte do Centro Regional de Média de África do Departamento de Estado dos E.U. Gostava de dar as boas vindas aos participantes que ligam a partir de todo o continente e agradecer a todos por participarem desta discussão.

Antes de começarmos a conferência de hoje, gostaria de estabelecer as regras básicas. Esta conferência é em background. A atribuição de autoria será feita a uma alta funcionária do Governo dos E.U. As declarações do funcionário podem ser diretamente citadas ou parafraseadas, mas devem sempre ser atribuídas a uma alta funcionária. Os conteúdos ficam embargados até ao final da chamada.

Temos hoje o prazer de ter conosco uma alta funcionária do Conselho de Segurança Nacional do Governo dos E.U. que falará sobre a resposta dos E.U. à pandemia do COVID-19 em África. Vamos iniciar a chamada de hoje com considerações iniciais do nosso interlocutor e depois passaremos às vossas questões. Tentaremos responder ao máximo de questões durante o tempo que temos disponível, que são aproximadamente 45 minutos.

Volto a lembrar, a chamada de hoje é em background. E agora, passo à palavra a nossa interlocutora. Nossa alta funcionária do Governo dos E.U., por favor faça as suas considerações iniciais.

Alta Funcionária do Governo:  Bom dia e muito obrigada pela apresentação. Gostaria de agradecer a todos por se juntarem a esta chamada hoje. Em primeiro lugar, quero dizer que espero que vocês e os vossos entes queridos estejam bem neste momento, num momento de pandemia global pela qual todos estamos a passar, a sobreviver, na esperança de que ultrapassemos isto juntos, e com grande encorajamento e esperança e com a ajuda de todos vós, conseguiremos.

O povo americano nutre um amor profundo e duradouro por África e pelo povo de África, e mostramo-lo de forma muitas vezes humilde, pessoal e direta. Na verdade, os cidadãos americanos deram-lhe mais, tanto em assistência direta a governos, como informalmente, com base em voluntariado, dinheiro e energia, do que a qualquer outra parte do mundo. Isto não é qualquer tipo de esquema de governo centralizado; é aquilo que somos como povo e representa um desejo genuinamente americano de partilhar as bençãos da liberdade e independência económica com o continente do qual vieram muitos dos nossos cidadãos e os seus ancestrais. E, no entanto, os meios de comunicação raramente falam do bom trabalho que fazemos em todo o continente – as décadas de trabalho, na verdade, educando, formando, alimentando, vacinando e investindo no povo de África para construir um futuro melhor.

Gostaria de partilhar convosco alguns dos factos e números que ilustram gerações de bom trabalho feito pelos americanos para ajudar o povo de África. Também gostaria de partilhar convosco a visão do Presidente Trump para uma África próspera e saudável. Todos os dias, chega a hospitais e laboratórios em África nova assistência técnica e material dos E.U. Estes esforços, por sua vez, assentam numa base de décadas de conhecimento especializado, generosidade e planeamento americano que não tem rival na história. Os Estados Unidos investiram mais de 100 biliões de dólares nos últimos 20 anos para apoiar a saúde pública no continente africano – são de longe a maior nação doadora. Mais de 3.000 laboratórios em África são custeados com fundos de ajuda dos E.U., incluindo 28 laboratórios de referência nacional que estão na base da testagem e resposta ao coronavírus. Além disso, 285.000 profissionais de saúde foram formados nos últimos 17 anos em todo o continente.

Anualmente, os Estados Unidos gastaram 900 milhões em infraestruturas laboratoriais físicas nos últimos anos para construir e manter esta rede, demonstrando o nosso contínuo compromisso com a parceria com nações africanas na área crucial da saúde pública. O Presidente tem uma visão arrojada para erradicar o SIDA e tal reflete-se no seu apoio a África. O Plano de Emergência do Presidente para Ajuda contra o SIDA, PEPFAR, como muitos de vós sabem, tem sido uma das maiores fontes de financiamento de assistência dos E.U. para a saúde pública africana, bem como fonte de financiamento substancial noutras regiões. O investimento global de 85 biliões da PEPFAR, dos quais 75 biliões foram gastos em África, salvaram mais de 18 milhões de vidas nos últimos 17 anos.

Mais de sete – 15,7 milhões de pessoas realizam tratamentos antivirais que salvam vidas graças ao PEPFAR. Mais de 2,6 milhões de bebés nasceram livres de VIH de mães seropositivas graças ao PEPFAR. Na última década, o PEPFAR também ajudou a formar 280.000 profissionais de saúde, quase todos em África. Desde de 30 de setembro de 2019, o PEPFAR apoia mais de 15 milhões de homens, mulheres e crianças com terapia antiviral que salva vidas em África. O PEPFAR também apoia quase 6,2 milhões de órfãos, crianças vulneráveis e seus tutores em África, para que possam sobreviver e prosperar.

Dados recentes mostram que o PEPFAR investe – investimentos impulsionaram vários países africanos para conseguir controlar a epidemia de VIH até ao final do ano. Os esforços do PEPFAR, igualmente, melhoraram a capacidade de países africanos particularmente afetados pelo VIH a lidarem com outros surtos, tais como o ébola, gripe das aves, cólera, e fortaleceram a plataforma para a segurança global de saúde e proteção das fronteiras americanas.

E creio que esta é uma questão muito importante no que toca à construção da plataforma para a segurança global de saúde. E esses investimentos que foram feitos nos últimos 20 anos construíram a base para que África comece a combater este coronavírus. De facto, a Dra. Deborah Birx, da qual muitos de vós ouviram falar, é a coordenadora em relação ao vírus COVID aqui nos Estados Unidos. Trabalha para o Presidente e Vice-Presidente dos Estados Unidos. E a Dra. Debbie Birx passou três semanas em África, na verdade, mesmo antes de assumir esta nova posição aqui. Tem-se focado em África nos últimos 20 anos, nos programas PEPFAR como diretora, então tem um profundo conhecimento das necessidades de África, e o Presidente está muito, muito empenhado no apoio ao trabalho em África, enquanto continuamos a lutar juntos.

O Presidente tem igualmente uma agenda ousada para salvar vidas em África contra a malária, ébola, gripe das aves, cólera e outros surtos. Juntos com a comunidade global contra a malária, a Iniciativa Presidencial dos E.U. Contra a Malária, PMI, ajudou a salvar mais de 7 milhões de vidas e preveniu mais de um bilião de casos de malária desde 2000. Em países em que o PMI atua, verificou-se um decréscimo de 60% de mortes por malária – nas taxas de mortes desde 2006. O apoio dos E.U. para a erradicação global da pólio aumentou de 134 milhões no Ano Fiscal de 2009 para 235 milhões no Ano Fiscal de 2019. Mais uma vez, os Estados Unidos têm sido um líder global na erradicação da pólio, tendo desenvolvido a primeira vacina há mais de 50 anos.

Os Estados Unidos continuam a estabelecer parcerias com Centros de Controlo de Doenças africanos e instituições nacionais de saúde pública em África para apoiar e preparar a construção de capacidade de resposta à atual emergência de saúde pública global relacionada com o coronavírus. Na verdade, tenho uma conversa telefónica semanalmente com o CDC de África e com a equipa que temos na UA para falar sobre o que se passa no continente africano e saber quais são as necessidades atuais, então tem sido muito útil para obter informação de que precisamos para ajudar a apoiar a vossa – a nossa resposta e a vossa resposta ao COVID.

A nossa ajuda vai muito além de dinheiro e materiais; são os peritos que enviámos a todo o mundo e aqueles que ainda continuam a dar tutoriais por vídeo-conferência nos dias de hoje. São os médicos e profissionais de saúde pública que formámos, e graças a dinheiro dos E.U. e instituições educacionais, fizemo-lo. São as cadeias de distribuição que se mantêm abertas e em movimento para empresas dos E.U. que produzem e distribuem materiais de alta qualidade e de crucial importância em todo o mundo.

Não é somente a liderança do nosso governo; temos também uma abordagem de toda a América “all-of-America.”  Empresas, ONGs e instituições religiosas doaram. Juntos, os americanos deram quase 3 biliões em doações e ajuda ao exterior, além do dado pelo Governo dos E.U.

Continuaremos a trabalhar de forma próxima com os nossos parceiros africanos para lidar com a situação de emergência desta pandemia e para proteger a segurança de saúde do nosso país e dos estados africanos.

Moderador:  Ok senhora, chegámos ao final das considerações iniciais da [Alto Funcionária do Governo]. Prosseguimos e passamos a palavra.

Moderador:  Obrigado. Iniciaremos agora as questões para a chamada de hoje. Para os que querem colocar questões, por favor declarem o vosso nome e filiação e limitem-se a uma questão relacionada com o assunto da conferência de hoje: a resposta dos E.U. à pandemia de COVID-19 em África.

Para os que escutam a chamada em francês, recebemos algumas das vossas questões enviadas com antecedência por email e podem continuar a submeter questões em inglês via email para [email protected] .

A nossa primeira questão é da Julia Steers da Vice News. A sua questão é: Na semana passada, numa conferência de imprensa telefónica, a Dra. Moeti da OMS disse que a suspensão de financiamento dos E.U. à OMS afetará a luta contra doenças como a pólio, malária e SIDA. Ao mesmo tempo verificamos pela imprensa que a USAID, o CDC e os Centros para Controlo de Doenças dos E.U.  estão a contribuir para os esforços de combate ao COVID e outras doenças; como é que os E.U. defendem a suspensão do financiamento à OMS, deixando a organização menos capaz de combater de forma adequada doenças que os E.U. se têm empenhado em combater há anos?”

Alta Funcionária do Governo: Obrigada pela sua questão. Quero apenas dizer que o financiamento dos E.U. à OMS para o combate da pólio é – isso é enganador e é falso, o que ela disse. As nossas ações para responsabilizar a OMS não diminuem de forma alguma o empenho dos E.U. na erradicação da pólio, tal como me ouviu descrever o nosso investimento que fizemos desde há décadas para a erradicação da pólio. O nosso objetivo foi e continuará a ser a erradicação da pólio em todo o mundo, incluindo em África.

As declarações recentes da Dra. Moeti de que a decisão do Governo Trump de suspender o financiamento da OMS colocará em perigo vidas em África são erradas e enganadoras. Décadas de liderança dos E.U., generosidade e conhecimento especializado têm sido essenciais para a redução de casos de pólio a níveis historicamente baixos. Qualquer pessoa que duvide deste empenho devia consultar os nossos registos. Os Estados Unidos são o maior contribuidor do mundo para a saúde pública global de qualquer nação. Desde 2001, os Estados Unidos deram mais de 142 biliões para assistência à saúde global. O apoio dos E.U. à erradicação global da pólio, como já mencionei, passou de 134 milhões a 234 milhões em 2019.

Moderador:  Próxima questão, por favor.

Moderador:  Obrigado. A próxima questão é da Marlene Panara do Le Point Afrique. “Pensa que governos africanos irão reconsiderar orçamentos de saúde após a crise do COVID?”

Alta Funcionária do GovernoEstou absolutamente convicta que sim, que os governos farão isso. Apesar de terem recebido uma quantidade gigantesca de assistência ao longo dos anos, penso que é tempo de os governos africanos tomarem a decisão de investir mais em cuidados de saúde. África tem 16% da população mundial e, no entanto, apenas 1% de gastos com saúde global, nos seus próprios sistemas de saúde, em média no continente africano, e creio que compreenderão a importância crucial de se focarem de facto nos cuidados de saúde do seu próprio povo e em serviços de saúde.

Moderador:  A próxima questão é de Michael Gwasira do Health Times do Zimbabué. “Os Estados Unidos estão a apoiar de algum modo esforços de pesquisa para identificar uma vacina contra o coronavírus em África?”

Alta Funcionária do GovernoObrigada por essa questão. Sim, temos de facto uma abordagem de toda a América all-of-America. No momento estamos a a trabalhar aqui para obter uma vacina – o CDC, NIH estão a trabalhar nesse sentido – mas como eu disse, todos estão a trabalhar para encontrar a terapêutica correta e uma vacina. Temos especialistas renomados no governo que estão trabalhando nisso, nossas empresas inovadoras e nossa colaboração contínua com a comunidade científica de todo o mundo. Nosso trabalho com nossos parceiros no G7, por exemplo, é outra área em que continuamos trabalhando e pesquisando esta vacina.

O ponto essencial é que o Presidente Trump está a envidar todos os esforços para que se avance com pesquisa e se desenvolvam vacinas, tratamentos e terapêuticas para o COVID-19.

Moderador:  Obrigado. A próxima questão é da Pearl Matibe. Pearl, está em linha?

Questão:  Sim, estou em linha. Muito obrigada. Sou a Pearl, estou em Washington. Tenho uma questão para si: a 9 de abril, o Governo do Reino Unido disse, e cito: “Acabámos de anunciar quase 44 milhões, o que nos torna nos maiores contribuidores para a resposta ao COVID-19 aqui no Zimbabué”. A minha questão para si é: Eles também se oferecem para fazer transferências de dinheiro às comunidades  mais pobres e vulneráveis. São vocês capazes de fazer o mesmo para médicos zimbabuenses que não estão motivados, pois apenas recebem uns meros 30 dólares de subsídio de risco por se colocarem em risco como profissionais de saúde? São capazes de fazer transferências em dinheiro como o RU está a fazer através do PAM? E ainda, por que não ajudaram a Serra Leoa com qualquer financiamento de ajuda para o COVID-19 mais cedo, como fizeram com a Etiópia, a África do Sul e o Zimbabué? Obrigada.

Alto Funcionário do Governo:  Muito obrigada pela questão. Em relação ao Zimbabué, vamos tratar disso. Desconhecia essa questão da transferência de dinheiro, mas vou verificar isso, com todo o prazer.

No que diz respeito à Serra Leoa, os Estados Unidos deram até agora 400 milhões em assistência de saúde – 400.000 em assistência de saúde para lidar com o surto. A Serra Leoa, na verdade, recebeu um total de 5,2 biliões de dólares em assistência, incluindo 260 milhões na área da saúde, nos últimos 20 anos. Então continuaremos a focar-nos nas nossas doações à Serra Leoa.

Moderador:  Obrigado. A próxima questão é de Nick Turse do The Intercept.

Questão:  Obrigado por receber a chamada hoje. O Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou repetidamente para um cessar-fogo global durante a pandemia do COVID-19, mas alguns beligerantes em conflitos no continente africano continuaram ou até mesmo aumentaram os seus ataques durante a pandemia. Pode comentar sobre como isto afeta a assistência de saúde em resposta ao COVID-19? Over.

Moderador:  Peço desculpa.

Moderador:  [Moderador], deseja [inaudível] – ok.

Moderador:  Sim, eu – peço desculpa. Houve uma pequena interrupção. Acho que percebemos a questão. Pode repetir, por favor?

Questão:  Sim. O Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou repetidamente para um cessar-fogo global durante a pandemia do COVID-19, mas alguns beligerantes em conflitos no continente africano continuaram ou até mesmo aumentaram os seus ataques durante a pandemia. Pode comentar sobre como isto afeta a assistência de saúde em resposta ao COVID-19?

Alta Funcionária do GovernoCerto. Claro, sempre que há um conflito numa zona, complica a distribuição de bens. Também estamos focados nos nossos próprios problemas de segurança nacional, então podemos tratar de ambos ao mesmo tempo. Direi apenas que sei o quão complicado é; passei um ano e meio numa zona de guerra e a trabalhar com a UNICEF em resposta de emergência. Então há tantas coisas a considerar em termos de logística e segurança das pessoas, então muitas vezes ocorrem aquelas trocas, que são muito difíceis de efetuar para quem está no terreno.

Esperamos que as pessoas adiram ao apelo do Secretário Geral e de outros líderes para um cessar-fogo, mas compreendemos as complicações.

Moderador:  A próxima questão – a próxima questão é da Anna, Cara, da Associated Press. Anna?

Question: Olá, sim. Olá, sim, obrigada. Quantos ventiladores, concentradores de oxigénio e kits de testes ao coronavírus foram fornecidos a nações africanas desde que esta pandemia começou?

Alta Funcionária do GovernoObrigada. Na verdade, o nosso foco até agora tem sido – gastámos quase um bilião de dólares com África, em todo o continente. Muito desse valor destinou-se a água e saneamento, comunicação. O que vimos por nós mesmos e em muitos outros países é, frequentemente, que onde existem sistemas de saúde fracos ou onde não existem essas coisas – certamente viram isto nos Estados Unidos, em áreas onde houve falta de ventiladores e tentámos obtê-los – nenhuma pessoa, até agora, ficou sem ventilador e outras coisas de que necessitasse, mas ao mesmo tempo, é importante que todos façamos a nossa parte, desde a lavagem de mãos até ao distanciamento social. E isso também fez parte da nossa abordagem em relação a África. Também estamos a tratar do EPP e ventiladores, e tomaremos essas decisões muito rapidamente, na verdade. Mas, como disse, conseguimos levar até lá e até aos laboratórios o básico, e ainda mais formação que fizemos com as plataformas que já existem – PMI e PEPFAR.

Moderador:  Obrigado. Temos outra questão de um especial – “Como é que os E.U. estão a proteger os seus próprios interesses nacionais achatando a curva do COVID-19 e reforçando o seu papel como líder global na resposta?”

Alta Funcionária do GovernoEntão, nos Estados Unidos, suspendemos imediatamente as viagens da China e depois suspendemos – o Presidente Trump suspendeu as viagens da Europa. O nosso foco tem sido, obviamente, baixar a curva, e fizemos tudo – como pode ver a forma como este vírus se propaga, fomos muito atingidos no estado de Washington e depois no estado de Nova Ioque, depois apareceu no Louisiana. Então há – vem em tempos diferentes e em ondas, e se as pessoas tomarem as medidas necessárias de forma a ficarem em casa, bem como em teletrabalho, lavaren as mãos, a limpeza, as lojas fechadas – estamos basicamente em lockdown aqui nos Estados Unidos, e então realmente creio que isso ajudou a baixar a curva, e esperamos abrir a nossa economia em breve, mas não sem – o Presidente Trump reune-se com médicos todos os dias e com peritos nos Estados Unidos, para determinar, estado a estado e em conjunto com os governadores, como está a situação.

A nível de resposta global, mais uma vez, como disse, não parámos. Fomos duramente atingidos pelo COVID-19, mas ao mesmo tempo os Estados Unidos enviavam coisas para outros países. Também estamos a partilhar as nossas experiências conforme vamos vivenciando isto aqui. E infelizmente, se esta doença tivesse sido reconhecida pela OMS e se os chineses tivessem partilhado esta informação atempadamente, nenhum de nós estaria nesta situação hoje. Então é uma situação extremamente lamentável. Houve falta de transparência nisto, e é por isso que os Estados Unidos estão a reagir com extremo vigor no nosso próprio país e a trabalhar para ajudar outros países também.

Moderador:  Obrigado. Eu sei que disse só mais uma questão, mas se nos permitir mais esta dos nossos contatos na Radio France International, de Stanislas Ndayishimiye. Ele diz “ Refere que os Estados Unidos deram a maior assistência médica em África. Foi através da contribuição da OMS, que agora está suspensa?”

Alta Funcionária do Governo?

Moderador:  Sim, obrigado.

Alta Funcionária do GovernoSim. Então na verdade o financiamento da OMS é muito – é na realidade uma porção muito pequena do que os Estados Unidos dão em assistência global para África e para o resto do mundo. É cerca de três a quatro milhões de dólares por ano; tanto em contribuições institucionais como voluntárias. A maior parte dos nossos fundos chega através de programas que temos – como referi, PEPFAR, PMI. Damos enormes quantias a ONGs internacionais, como a Cruz Vermelha. Também damos à UNICEF, Médicos Sem Fronteiras/Medecins Sans Frontieres, e uma série de organizações religiosas.

Então, as nossas despesas com saúde por ano são extraordinárias. Como disse, até agora só no COVID já foi quase um bilião de dólares que saiu, e há mais alguns biliões a caminho. Então a OMS é uma pequena quantia – quero dizer, é uma quantia grande, somos de longe os maiores doadores à OMS, mas mais uma vez, comparada com o resto das nossas doações, não é uma grande quantia.

Moderador:  Obrigado. Obrigado a todos por participarem. E gostaria de perguntar a nossa interlocutora se tem algumas palavras para finalizar.

Alto Funcionário do GovernoA única coisa que quero dizer é, uma vez mais, desejo apenas agradecer a todos por participarem na chamada de hoje. Desejamos a todos o melhor, o melhor, e a Casa Branca, o Presidente Trump e o povo americano desejam muito ajudar África e os africanos e as pessoas em todo o mundo. Então estaremos a trabalhar de mãos dadas enquanto vivenciamos isto, e mais uma vez obrigado pela vossa participação.

Moderador:  Obrigado. Agora que encerramos, gostaria de reiterar que esta chamada foi em background, e as regras são que as declarações que ouviram desta funcionária, as que ouviram hoje, podem ser citadas diretamente ou parafraseadas, mas têm de ser atribuídas a uma alta funcionária do Governo dos E.U.

Com isto, concluímos a chamada de hoje. Quero agradecer a nossa alta funcionária do governo dos E.U. por participar e a todos os que se juntaram a nós para participar. Se têm qualquer questão sobre a chamada de hoje, podem contatar o Centro de Média Regional de África através do endereço [email protected].  Obrigado.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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