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Secretário Adjunto Interino Michael Kozak, do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental sobre Acontecimentos no Hemisfério Ocidental

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Departamento de Estado dos Estados Unidos
Gabinete da Porta-Voz
Para Divulgação Imediata
Briefing para Publicação
24 de abril de 2020

 

SR. BROWN: Olá, bom dia a todos. Feliz sexta-feira. Sejam bem-vindos à coletiva com o secretário interino Michael Kozak, que chefia nosso Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental. Queríamos aproveitar a oportunidade para atualizá-los sobre os acontecimentos na Venezuela, Cuba e Guiana. O embaixador Kozak também está preparado para apresentar suas ideias sobre uma ampla gama de acontecimentos políticos e econômicos em todo o hemisfério. O embaixador Kozak começará com suas considerações iniciais e teremos tempo para algumas perguntas. Gostaria de lembrar que este briefing a está sob embargo até o fim da chamada. Embaixador Kozak, por favor, prossiga.

EMBAIXADOR KOZAK: Bem, obrigado, Cale, e bom dia. Obrigado a todos por se juntarem a nós hoje. Este é um hemisfério de liberdade. Como uma família de países com ideias semelhantes, vamos resolver isso juntos. São momentos como este que mostram a importância da nossa união.

Gostaria de começar falando sobre o desafio que estamos enfrentando juntos. Começa com o nosso compromisso com a saúde e a ajuda humanitária, que se estende por muitas décadas, os muitos sucessos e muitos bilhões de dólares nos cuidados com a saúde. Os Estados Unidos continuam demonstrando liderança global diante da pandemia de COVID-19, ajudando pessoas de todo o mundo. No Hemisfério Ocidental, o governo dos EUA dedicou um total de mais de US$ 64 milhões para ajudar mais de 30 países a combater o coronavírus de várias maneiras.

Mas nosso apoio não é simplesmente monetário. A generosidade americana não se limita à assistência que vem diretamente do governo dos Estados Unidos. Nossas empresas, nossas ONGs, nossas instituições de caridade, os grupos religiosos, todos estão profundamente envolvidos. Essa é uma abordagem de Toda a América para salvar vidas em todo o mundo e também ajuda a nos proteger aqui em casa. Estimamos que o povo americano tenha dado quase US$ 3 bilhões em doações e assistência apenas para combater esse vírus em particular. O governo dos EUA não tem prioridade maior do que a proteção dos cidadãos americanos. Quero expressar nossos agradecimentos aos governos de toda a região por terem sido grandes parceiros em nossos esforços para trazer os americanos para casa. Nossos amigos da região, como Brasil, Uruguai e Chile, permitiram que centenas de americanos desembarcassem dos navios de cruzeiro em seus portos e voassem para casa. O governo do Panamá e a Autoridade do Canal do Panamá mostraram flexibilidade enorme e compaixão ao criar uma maneira para permitir que os navios de cruzeiro chegassem aos EUA e, ao mesmo tempo, proteger os trabalhadores do Canal. Na República Dominicana, o governo trabalhou conosco para manter os voos comerciais em execução e disponíveis para os cidadãos dos EUA que tentavam voltar para casa. No Peru, nossa embaixada e autoridades peruanas cooperaram para apoiar o repatriamento de mais de 8.000 americanos, de longe o maior número no hemisfério e no mundo. Os funcionários de nossas embaixadas e consulados estiveram na linha de frente nesses esforços. Até o momento, repatriamos mais de 64.000 americanos em todo o mundo, incluindo quase 35.000 neste hemisfério.

E, enquanto nossa equipe está se levantando para enfrentar o desafio histórico imposto pela pandemia de COVID-19, o trabalho da diplomacia continua.

Na Venezuela, nossa política de pressão máxima sobre o antigo regime de Maduro continua. No início desta semana, o Departamento do Tesouro anunciou uma nova e bem limitada licença de sete meses para as empresas petrolíferas americanas na Venezuela encerrarem as operações e se envolverem apenas nas transações necessárias para a manutenção limitada de operações essenciais, segurança dos funcionários e preservação de ativos na Venezuela. Esta licença não permite negócios como de costume. Maduro não receberá dinheiro nem benefícios dessas operações. O espaço para operar no setor de petróleo da Venezuela está se estreitando e outros devem prestar atenção.

Também permanecemos firmes em nosso apoio ao povo cubano e em responsabilizar o regime cubano por seus abusos dos direitos humanos.

O regime cubano aproveitou a pandemia de COVID-19 para continuar sua exploração dos trabalhadores médicos cubanos, por isso continuaremos a defender os direitos dos médicos cubanos e a nos opormos à exploração e abuso, particularmente neste momento em que devemos proteger os médicos mais do que nunca. O regime cubano recebe até 90% do valor que eles cobram pelos médicos – de outros países para cada médico, embolsando receitas consideráveis ​​e explorando os médicos que recebem apenas uma ninharia. Aplaudimos líderes no Brasil, Bolívia, Equador e outros países que se recusam a fechar os olhos para esses abusos do regime cubano.

Finalmente, já se passaram mais de sete semanas desde as eleições na Guiana. Ainda não houve um resultado confiável. A Comissão Eleitoral da Guiana tem um plano de trabalho preliminar para uma recontagem, mas não emitiu um cronograma. Continuamos seriamente preocupados com o fato de ter passado tanto tempo sem um resultado crível. Atrasos adicionais violam os direitos do povo da Guiana a um processo eleitoral transparente, crível e oportuno.

As relações que mantemos com os governos e o povo do Hemisfério Ocidental são muito importantes para este governo. Continuaremos a apoiar nossos amigos ao enfrentar o desafio de COVID-19, estender a liberdade em toda a região e trabalhar para reacender a prosperidade econômica de nossos cidadãos. Existem muitas questões importantes sobre as quais podemos falar e estou feliz em responder às suas perguntas agora.

SR. BROWN: Ok, se você tiver –

OPERADOR: Senhoras e senhores, se vocês quiserem fazer uma pergunta, pressionem 1 e depois 0.

SR. BROWN: Ok. Para nossa primeira pergunta, podemos abrir a linha de Matt Lee?

OPERADOR: Por favor, prossiga, Matt Lee.

PERGUNTA: O senhor pode me ouvir?

EMBAIXADOR KOZAK: Sim.

PERGUNTA: Sim, tudo bem. Obrigado e bom dia. Eu tenho uma pergunta sobre Cuba. Os cubanos têm manifestado interesse recentemente – bem, há muito tempo, mas com mais afinco desde o surto do vírus – em reiniciar um grupo de trabalho sobre doenças pandêmicas. Qual é o status disso? E os EUA têm interesse em fazer isso, considerando as dezenas de milhares de pessoas que estão morrendo? Obrigado.

EMBAIXADOR KOZAK: Obrigado, e acredito que o grupo de trabalho foi estabelecido com – acredito que era o HHS. Então –não tenho certeza do status no momento. Devo dizer que sou cético em relação a boa fé de Cuba em qualquer uma dessas coisas, mas vamos descobrir se há alguma atividade nessa frente e nós entraremos em contato com você.

SR. BROWN: Ok. Voltaremos a esse tópico no futuro. Vamos para a linha de Tracy Wilkinson.

PERGUNTA: Algumas perguntas, uma sobre El Salvador e outra sobre as maquiladoras no México.

Em El Salvador, não vi nenhuma crítica de vocês sobre Bukele estar cada vez mais usando as forças armadas para prender pessoas e meio que as coloca arbitrariamente em detenção, enquanto seu próprio tribunal supremo disse para parar e ele se recusa. Então eu estou – eu me pergunto se vocês estão preocupados porque Bukele está meio que usando a COVID para se tornar um presidente autocrático, retornando ao passado negro – digo, negativo de El Salvador.

E então, sobre as maquiladoras, eu me pergunto o que vocês – o que os Estados Unidos estão fazendo para que elas voltem ao trabalho, porque eu sei que o Pentágono e outros têm se mexido para que elas voltem ao trabalho, mas há muitas pessoas doentes e as condições não são ideais, então, eu me pergunto o que os Estados Unidos estão fazendo. Obrigada.

EMBAIXADOR KOZAK: Obrigado. Bem, em El Salvador, primeiro, deixe-me dizer que estamos em contato com os três ramos do governo de lá. Todos eles têm um papel importante a desempenhar no combate ao vírus COVID. E, como na maioria dos governos democráticos, com instituições fortes, às vezes você encontra tensões e diferenças de opinião entre os diferentes ramos do governo. Mas nossa embaixada tem estado em contato próximo com todos eles. Pedimos que trabalhem juntos para encontrar o melhor caminho a seguir.

O presidente Bukele foi eleito democraticamente. Ele tem índices de popularidade extremamente altos até o momento pela maneira como está lidando com a crise. E algumas dessas questões judiciais, entre outras, têm a ver com qual é a autoridade dele versus qual é a autoridade da assembleia nacional sobre elas.

Portanto, não estamos vendo nada que poderia levar a uma tentativa de suprimir uma opinião política dissidente ou discurso político ou algo assim. Existem diferenças de opinião sobre a melhor forma de lidar com questões de quarentena e distanciamento social no país. Portanto, estamos dando muitos conselhos construtivos a todas as diferentes partes do governo, mas optamos por não fazer comentários públicos sobre o assunto por esse motivo que mencionei.

Sobre o México, acho que você viu – houve um acordo entre os Estados Unidos, o México e o Canadá sobre essa questão da manutenção de atividades transfronteiriças, comércio e assim por diante. Mas cada país tem seus próprios padrões sobre que tipos de indústrias e atividades comerciais considera essenciais ou vitais. Na prática, o México teve um conjunto de critérios muito mais restritivo do que nós. Nossa embaixada e nosso pessoal aqui em Washington têm trabalhado muito de perto com o México, defendendo empresas americanas que fazem parte do – parte disso é muito difícil de entender para as pessoas no governo detalharem e verem qual atividade realmente afeta a cadeia de suprimentos para uma atividade diferente. E acho que estamos progredindo nesse tópico.

Nunca teremos exatamente os mesmos padrões, mas há muita boa vontade e muita cooperação, colaboração e troca de informações para ver se conseguimos o equilíbrio certo entre interromper a propagação do vírus e, ao mesmo tempo, assegurar que coisas essenciais à segurança, ao bem-estar médico e assim por diante não sofram com lacunas na cadeia de suprimentos.

SR. BROWN: Ok. Para a próxima pergunta, podemos ir para a linha de Conor Finnegan?

PERGUNTA: Duas perguntas rápidas, se possível. Primeiro, o governo continuou a deportar imigrantes para a Guatemala e o Haiti, que mais tarde tiveram casos positivos de coronavírus. No caso da Guatemala, autoridades de lá dizem que o número de infectados pode estar na casa das dezenas. O senhor falou em ajudar os parceiros dos EUA na região. Por que vocês não interromperam esses voos de deportação até que existissem testes adequados para garantir que vocês não estão criando novos aglomerados de vírus lá em baixo?

Em segundo lugar, no Equador, há relatos de que o número de mortos é exponencialmente maior do que o que o governo relatou até agora. Qual é a avaliação dos EUA sobre o número de mortos?

EMBAIXADOR KOZAK: Certo. Na primeira questão, a razão pela qual estávamos tão interessados ​​em trabalhar com as nações parceiras para levar seus cidadãos de volta para casa era precisamente para não deixá-los nas instalações de detenção de imigração onde estão –

aglomerados juntos e sem poderem fazer facilmente o tipo de distanciamento social que deveriam ser; em outras palavras, seria muito mais seguro voltar para casa para perto da família e não ficar em um ambiente fechado como esse. Portanto, esse foi um esforço que não apenas nos beneficia, mas também beneficia a saúde das pessoas nesses países. Tivemos uma cooperação muito boa o tempo todo.

Obviamente, a política do Departamento de Segurança Interna não é remover quem está doente. Mas você os deixa se recuperar e depois os leva para casa. O problema, claro, é que no caso desse vírus as pessoas que podem estar infectadas – mas parecem perfeitamente bem – às vezes até as pessoas que foram testadas podem depois receber dar positivo em um novo teste. Por isso, te aconselho procurar o DHS para saber quais são exatamente os procedimentos, mas eles têm seguido certos protocolos. Esses protolocos são compartilhados com os países parceiros. O DHS tem trabalhado constantemente nisso à medida que mais equipamentos de teste e outros materiais se tornam disponíveis. Eles estão melhorando seus protocolos.

Portanto, nosso compromisso é garantir que as pessoas que estão voltando estejam saudáveis. Mas a razão pela qual eles voltam é para permanecerem saudáveis ​​e não serem mantidos por um longo período de tempo em um ambiente confinado.

Sobre o Equador, eu sei que a situação em Guayaquil, na província de Guayas, é realmente muito horrenda. Tenho visto muitas histórias sobre isso, mas não tenho certeza se temos números diferentes dos números do governo local e não estou certo se o governo está tentando minimizar o grau da doença lá. Eles mesmos se mostraram muito preocupados em todas as conversas que tivemos com eles. Então, há lacunas nos relatórios, mas é – é um problema sério, particularmente em Guayaquil.

SR. BROWN: Ok. Pessoal, se vocês puderem tentar limitar suas perguntas a apenas uma. Há muitas pessoas na fila e queremos chegar ao maior número possível de pessoas. Então, para a próxima pergunta, podemos ir para a linha de Michele Kelemen?

PERGUNTA: Uma pergunta sobre o México: gostaria de saber se vocês estão preocupados com a falta de um plano de estímulo para a economia local. O senhor está preocupado com a possibilidade de a economia do México sofrer um impacto e levar a novas migrações? E, então, rapidamente sobre a Venezuela, o senhor tem alguma indicação de que essas conversas secretas não tão secretas estão tendo algum progresso?

EMBAIXADOR KOZAK: Bem, sobre a primeira, com relação ao México, quero dizer, sim, a economia mexicana está sofrendo, nossa economia está sofrendo, e todos os outros também. Acho que o governo mexicano está trabalhando nisso. Todo mundo vai tomar suas próprias decisões sobre o que eles acham que é a melhor maneira de se recuperar dessa crise. Estamos tentando trabalhar com as instituições financeiras internacionais para ajudar os países a construir os melhores pacotes possíveis. Cada país tem um conjunto diferente de problemas. Portanto, não, neste estágio, eu não diria que estamos tentando incentivar o México a fazer algo em particular, mas estamos trabalhando com eles, colaborando com eles enquanto tentam descobrir a melhor maneira de reabrir sua economia, e nós estaremos ao lado deles enquanto tentam lidar com esses problemas daqui em diante. Todos nós teremos muito com o que lidar como consequência desse vírus na frente econômica.

Sobre a Venezuela, não tenho tanta certeza do que você está falando, conversas secretas nem tão secretas. Os EUA não estão conduzindo nenhuma conversa secreta com a Venezuela, então não sei se a referência faz sentido.

MR BROWN: Ok, vamos seguir em frente e abrir a linha de Daphne, da Reuters, por favor.

PERGUNTA: (inaudível) envio de avião do Irã. Qual é a visão do governo sobre esse tipo de cooperação entre dois governos fortemente sancionados e quais detalhes adicionais, se houver, os funcionários dos EUA encontraram no escopo dessa atividade?

EMBAIXADOR KOZAK: Sim, você se refere aos voos da Mahan Air para dentro e fora do país. É interessante como os governos que se isolam do resto do mundo acabam se unindo e então é como se fosse um jogo em que cada um está tentando salvar o outro de alguma consequência, mas eles realmente não conseguem porque não têm capacidade. Então, quero dizer, o voo é –  essa companhia aérea foi sancionada precisamente porque está ajudando e incentivando a Força Qods, que é –é uma entidade terrorista designada. Só Deus sabe como eles estão tentando ajudar os venezuelanos, mas vamos monitorá-los, e isso mostra o perigo de alguém como Maduro, que tem como melhores amigos organizações terroristas, como o IGRC [1] ou o ELN, dissidentes das FARC e assim por diante. Eles parecem ter uma grande afinidade com as organizações terroristas.

SR. BROWN: Ok. Vamos agora para Ali Rogin, da PBS.

PERGUNTA: (Inaudível) conversou com os líderes de El Salvador e Honduras e que ele estaria fornecendo ventiladores para eles e elogiando a cooperação na fronteira sul. Eles são, obviamente, dois países do Triângulo do Norte que continuaram a aceitar voos de deportação. Parece que ele não ofereceu o mesmo apoio e fornecimento de ventiladores à Guatemala, que, como o senhor sabe, suspendeu temporariamente os voos de deportação algumas vezes durante – desde o início da pandemia. Primeiro, o senhor está ciente de sob qual programa esses ventiladores serão fornecidos? É um programa sancionado pelo Departamento de Estado? E, segundo, esses ventiladores estão sendo fornecidos com a condição de os países continuarem aceitando voos de deportação, uma vez que o presidente tuitou que – ele os fornecerá a El Salvador e Honduras e não parece haver um tweet para a Guatemala?

EMBAIXADOR KOZAK: Sim. Bem, acho que o presidente tem falado sobre essas questões com os líderes que pediram para conversar com ele, e não são apenas os países do Triângulo do Norte; existem outros países na região que também telefonaram e fizeram pedidos.

Quero dizer, tem sido – isso é algo com o qual lidamos nas últimas semanas em que os governos estão dizendo, sabemos que vocês precisam cuidar de suas próprias necessidades primeiro, mas lembrem-se da gente quando vocês conseguirem começar a exportar novamente. Acho que isso é, em grande parte, uma função da força-tarefa, a força-tarefa da Casa Branca. Ele observou – quando aumentamos a produção – vocês ouviram o presidente falar sobre a General Motors e outras empresas que agora produzem ventiladores – e, quando tivermos nossas próprias necessidades atendidas, poderemos nos tornar exportadores de novo. Penso que, em muitos desses casos, os países em questão querem apenas comprá-los. Eles não estão nos pedindo financiamento. Em outros casos, como mencionei, estamos concedendo uma quantia significativa de financiamento para combater a COVID na região e talvez eles consigam direcioná-lo para esse tipo de compra, mas acho que é mais uma questão de alocação.

Ainda não sei se o presidente Giammattei telefonou e pediu ao presidente qualquer ajuda nessa frente ainda. Isso pode mudar nos próximos dias. Trabalhamos em estreita colaboração com a Guatemala. Não é que não tenhamos um relacionamento cooperativo com eles, é só que eles se depararam com alguns obstáculos e estamos trabalhando nisso com eles. De qualquer forma, acho que, como você viu, não existe uma ligação entre cooperação em deportações e ventiladores. Estamos tentando levar remédios e equipamentos médicos para qualquer pessoa que precise deles, inclusive países com os quais não temos boas relações. Mencionamos Venezuela e Cuba anteriormente, e os EUA realmente alocaram US$ 9 milhões para assistência relacionada com a COVID na Venezuela. Nosso problema é conseguir que o regime nos dê acesso para que a assistência possa ser realmente distribuída com base em necessidades e não com base em preferência política, que é o que o regime tende a fazer ou o que o regime aceita – vimos recentemente que eles conseguiram kits de teste e os exportaram para outro país para conseguir um voto deles em um fórum multilateral. Portanto, não é uma boa ideia apenas dar coisas ao regime Maduro.

Mas queremos que isso chegue ao povo venezuelano. Queremos que a assistência chegue ao povo cubano. Nós temos – esse governo ainda não recusou um único pedido de compra de suprimentos médicos feitos por Cuba desde que assumiu o cargo, de modo que milhões de dólares em remédios e equipamentos médicos foram enviados para lá e centenas de milhões de dólares foram autorizados caso os cubanos decidam usá-los. Então, basicamente, acho que o que você vê é que não estamos politizando os equipamentos ou medicamentos necessários para lidar com a crise da COVID.

SR. BROWN: Obrigado. Para a nossa próxima pergunta, vamos para a linha de Kim Dozier.

PERGUNTA: (Inaudível) os recentes movimentos econômicos contra Maduro –

EMBAIXADOR KOZAK: Você acabou de entrar. Não ouvi a primeira parte de sua pergunta, então, pode repetir.

PERGUNTA: Ok. Desculpe. Obrigada. O senhor pode nos dar uma visão dos efeitos estratégicos positivos alcançados por alguns dos recentes movimentos econômicos contra o regime de Maduro? E o senhor também pode nos dar uma atualização sobre os Seis da Citgo? O senhor já teve contato com eles? São – a prisão em que estão sendo mantidos teve casos de COVID e isso ocorreu há duas semanas.

EMBAIXADOR KOZAK: Sim, sobre os movimentos em relação a Maduro, quero dizer, acho que o que vocês viram nas últimas semanas foi um aumento significativo de nossas pressões econômicas sobre o regime. É uma campanha de pressão econômica máxima. E foi projetada para privar o regime da receita que usa para se envolver em repressão e corrupção. Nenhuma de nossas sanções aplica-se a alimentos, remédios ou qualquer coisa assim, mas as reforçamos substancialmente.

Ao mesmo tempo, nós – o Secretário propôs um quadro para transição democrática, que obteve muito apoio em todo o mundo. Tínhamos países variados, de toda a UE ao Grupo de Lima, entre outros, de modo que pessoas de ambos os lados – ou que tinham opiniões diferentes sobre qual era a melhor maneira de resolver essa questão – saíram demonstrando forte apoio ao quadro e à proposta. Então, acho que isso também teve um efeito poderoso em termos de não apenas ouvirmos essa questão ser discutida internacionalmente, mas também na Venezuela. Dentro do regime, as pessoas estão falando sobre isso, e o que elas estão dizendo é: se nos envolvermos em uma transição democrática, nós – mesmo as pessoas que fazem parte do movimento Chavista – sairíamos dessa situação em muito boa forma. Os direitos políticos deles seriam respeitados, eles teriam uma oportunidade livre e justa de concorrer ao poder, o partido deles continuaria, ninguém seria punido por qualquer coisa, exceto pelos crimes mais graves. Portanto, é um bom negócio, a menos que você seja o Maduro e só queira permanecer no poder para sempre.

Mas acho que, ao mesmo tempo, o que as sanções fazem é mostrar às pessoas que não há esperança de que algo melhore enquanto ele permanecer no poder. Enquanto ele estiver lá, as sanções serão aplicadas. A pergunta que sempre nos fazem é o que seria necessário para suspender as sanções, e o quadro de transição democrática é a resposta para essa pergunta. Se você seguir um processo como o sugerido e chegar a um resultado como o sugerido, as sanções serão suspensas em fases e todos sairão bem, exceto que Maduro e seus comparsas imediatos não permanecerão no poder, onde eles estragaram completamente o país.

Quanto ao Seis da Citgo, sim, estamos preocupados com a saúde deles há algum tempo e – e não apenas por causa de COVID. Mesmo antes da crise de COVID, essas pessoas não estavam exatamente no auge da saúde. Eles foram detidos sem motivo algum, pois o governo continua adiando qualquer tipo de julgamento e por aí vai, para que eles não precisem apresentar nenhuma evidência. Então, a nossa posição é que eles deveriam deixá-los voltar. O que eles fizeram é tomada de reféns, pura e simples, e eles não receberão nenhum tipo de concessão, mas podem ter muito mais dificuldades se persistirem nisso.

SR. BROWN: Ok. Quero respeitar seu tempo, embaixador Kozak. O senhor tem tempo para mais uma ou duas perguntas?

EMBAIXADOR KOZAK: Claro, pode continuar com a escolha.

SR. BROWN: Ok. Para a próxima pergunta, vamos para a linha de Shaun Tandon, por favor.

PERGUNTA: Bolívia. As eleições estavam marcadas para a semana que vem; mas é claro que elas foram adiadas por causa das preocupações com o coronavírus. Qual sua avaliação agora sobre como estão as coisas na Bolívia? Existe alguma preocupação com a legitimidade da presidente interina, Jeanine Anez, à luz desse atraso?

E, se o senhor pudesse responder brevemente, há relatos de que Haftar, o homem forte da Líbia – que seu jato foi flagrado em Caracas numa noite. É algo sobre o qual o senhor tem alguma informação?

EMBAIXADOR KOZAK: Primeiro, essa última questão: não, mas é incrível o que – o tipo de gente que aparece por lá. Com relação à Bolívia, é o meu entendimento – quero dizer, o calendário original para as eleições foi estabelecido pela Assembleia Nacional, que inclui a maioria dos representantes do MAS, e meu entendimento é que eles estão se reunindo e tentando chegar a um acordo sobre qual seria uma data apropriada, dada a necessidade de adiar as eleições por causa do vírus. Então eu – pelo que eu estou vendo, ainda existem os dois lados da Bolívia cooperando. Eles não estão tentando deslegitimar o governo. Eles estão tentando encontrar uma maneira de avançar para terem eleições livres e isso determinará quem governará o país daqui para frente, mas até agora eles parecem estar trabalhando nisso juntos, embora obviamente tenham diferenças políticas e por aí vai.

SR. BROWN: Ok. Para nossa última pergunta, vamos para a linha de Jennifer Hansler.

PERGUNTA: Oi, muito obrigada. Seguindo a pergunta de Ali, o senhor poderia fornecer uma estimativa de quantos ventiladores vão para cada um desses países – Equador, Honduras e El Salvador? Em segundo lugar, porque a Guatemala suspendeu esses voos de repatriação para deportados, houve um memorando presidencial há algumas semanas sugerindo que poderia haver sanções de vistos em retaliação. Isso é algo que os EUA estão se preparando para cobrar contra a Guatemala ou qualquer outro país do Hemisfério Ocidental? Obrigada.

EMBAIXADOR KOZAK: Ok, obrigado. Sobre a primeira, acho que devo encaminhá-la para a força-tarefa da Casa Branca. Mais uma vez, como eu disse, não acho que o presidente esteja negociando números de ventiladores com as pessoas. Ele está ouvindo seus colegas em outros países em questões como “quais são suas necessidades?” e assim por diante. E, então, eles serão avaliados pelos especialistas da força-tarefa, e o esforço tentará garantir que todos obtenham o que precisam e não mais do que precisam, mas também não menos do que precisam. Portanto, é um tipo de processo científico da melhor maneira possível, tentar alocar os recursos disponíveis para atender às necessidades demonstradas.

Com relação às sanções para vistos, sim, existe um artigo na lei de imigração dos EUA que diz que um país que recusa ou atrasa injustificadamente a retomada de seus próprios cidadãos, se o Secretário do DHS avisar o Secretário de Estado que isso está acontecendo, somos obrigados a cortar a emissão de visto para esses países. Mas isso – é o que o estatuto diz. Acho que é absolutamente hipotético, neste momento, falar sobre se isso seria aplicável a qualquer situação. Como eu disse anteriormente, estamos trabalhando com todos os países da região. Nós encontramos problemas aqui e ali. Obviamente eles – também estamos tentando ajudá-los a desenvolver suas capacidades do outro lado. Se eles retém as pessoas e as mantêm em instalações de quarentena, o que podemos fazer para ajudá-los a cuidar dessas pessoas e a tornar o próprio processo mais robusto no outro extremo? Este é um trabalho em andamento e há muita cooperação acontecendo. Eu não especularia sobre punições neste momento.

SR. BROWN: Ok. Embaixador Kozak, obrigado por ser tão gentil com seu tempo. Obrigado a todos por participarem da chamada. Infelizmente não foi possível atender a todos hoje. Este é o fim da chamada. O conteúdo – o embargo ao conteúdo está suspenso. Tenham um ótimo dia e um super fim de semana. Tudo bem, obrigado.

EMBAIXADOR KOZAK: Sim, obrigado a todos. Tenha um ótimo dia.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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