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Kenneth T. Cuccinelli Funcionário Sênior desempenhando as funções de Vice-Secretário Interino Departamento de Segurança Interna dos EUA e Mark A. Morgan Comissário Interino de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP)

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Departamento de Estado dos Estados Unidos
Para Divulgação Imediata
Coletiva Especial Via Telefone
29 de junho de 2020
Centro de Mídia de Miami (The Miami Hub)

 

Moderadora: Saudações a todos do Centro de Mídia das Américas do Departamento de Estado dos EUA, em Miami, na Flórida. Gostaria de receber nossos participantes que ligaram dos Estados Unidos e de toda a região. Esta é uma teleconferência liberada para publicação com Ken Cuccinelli, funcionário sênior que está desempenhando as funções de vice-secretário interino do Departamento de Segurança Interna, e Mark Morgan, comissário interino de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.

O oficial sênior Cuccinelli e o comissário interino Morgan discutirão o evento “200 milhas de parede” do presidente Trump, que ocorreu em 23 de junho. Cada um fará breves comentários e responderá às perguntas dos jornalistas participantes.

E com isso, vou passar a palavra para o oficial sênior Cuccinelli.

Sr. Cuccinelli: Bem, obrigado, Kristina. Aqui é Ken Cuccinelli, e agradeço a todos por se juntarem a nós nesta conversa. Tenho o prazer de participar com o comissário do CBP Mark Morgan. Eu começarei conversando com vocês sobre a Ordem Executiva (O.E.) do presidente Trump, que completa hoje uma semana e se refere ao que chamamos de imigrante e não-imigrante – pessoas não-imigrantes que vêm aqui acobertadas por esta ordem – e estariam trabalhando em  esquema temporário. Vou abordar alguns vistos e explicar o que essa ordem faz, mas primeiro gostaria de colocá-la em seu contexto.

A taxa de desemprego saltou de 3,5% em fevereiro para mais de 14%. Depois diminuiu um pouco, chegando a 13 pontos, mas para os padrões dos EUA essa taxa de desemprego é muito alta. O presidente tomou medidas decisivas na semana passada para acelerar nossa recuperação econômica, principalmente no que diz respeito a trabalhadores, trabalhadores dos EUA. O Departamento de Segurança Interna – não é de se surpreender – tem o orgulho de se unir ao governo para colocar os trabalhadores americanos em primeiro lugar no trabalho de recuperação.

Então, na segunda-feira passada, o presidente Trump usou sua autoridade sob a Seção 212 (f) da nossa Lei de Imigração e Nacionalidade. Essa é a mesma autoridade que ele usa para outras ordens executivas que vocês já viram antes. E, com essa O.E., ele ordenou que o governo dos EUA suspendesse temporariamente os vistos de trabalhadores estrangeiros até o fim do ano civil – 31 de dezembro de 2020.

Especificamente, para aqueles que conhecem os vistos, isso abrange os vistos H-1B, considerados vistos de alta tecnologia; os vistos H-2B, que abrangem uma variedade de aplicações sazonais, mas isentamos aquelas pessoas que trabalham com alimentos; os vistos J, que têm 12 ou 15 categorias associadas, muitas de trabalho; e, então, os vistos L, que também são referentes a transferências dentro das empresas. A pausa desses vistos são além da extensão da pausa daqueles que chegam aos EUA para obter um green card, que o presidente pausou em abril por 60 dias. O número total de trabalhadores que terão uma pausa será superior a 500.000, e a expectativa e a esperança do presidente com essas vagas são que trabalhadores americanos possam voltar à força de trabalho mais rapidamente com os mais de 500.000 empregos ainda em aberto.

Em um momento em que a taxa de desemprego é de dois dígitos, o presidente procura garantir que os americanos não enfrentem o que domesticamente parece uma concorrência desleal à medida que nossa economia começa a reabrir com segurança. Todos vocês assistiram às notícias enquanto avançamos no processo de aprendizado de como trabalhar em uma economia diante do coronavírus, e o presidente tem sido muito agressivo ao nos empurrar nessa direção. Nós – mencionei a taxa de desemprego e estamos fazendo o que podemos no Departamento de Segurança Interna para garantir que os americanos voltem ao trabalho o mais rápido possível, e nosso papel nessa ordem executiva é reforçar os obstáculos de viagem para aqueles que têm esses vistos específicos que eu mencionei. Você notará que, para aqueles que conhecem essa área, não mencionei os vistos H-2A. Eles não são afetados pela ordem executiva do presidente, e a simples razão disso é que queremos ter certeza de que não há interferência no suprimento de alimentos dos EUA. É também por isso que, na categoria H-2B, os portadores de visto H-2B que entram para trabalhar no fornecimento de alimentos também estão isentos. Isso representa cerca de 10 a 15% desses H-2Bs.

O presidente fez campanha como o presidente da “América em primeiro lugar”, e esse “primeiro” significa trabalhadores americanos, e ele acredita que os cidadãos americanos deveriam estar na linha da frente dos empregos americanos. A consideração de trabalhadores imigrantes é muito diferente com uma taxa de desemprego de 3,5% e uma de 13,5%, e nós – o presidente vê a segurança econômica como parte da segurança nacional, e ele e todo o seu governo estão empenhados em garantir que o mercado de trabalho aqui nos EUA permaneça aberto, viável ​​e acessível a todos os cidadãos americanos. E eu apontaria o fato de que os vistos sobre os quais estamos falando abrangem uma ampla gama de habilidades. Esta não é uma parte específica da força de trabalho. Mas também gostaria de observar que, se você puder tolerar esse nível de estatística, se consultar os dados de desemprego do Departamento do Trabalho, encontrará muitas demissões em todas as áreas em que esses vistos entram em funcionamento –

todos eles. E isso é particularmente preocupante para o que o presidente chamaria de pessoas que são as últimas a entrar e as primeiras a sair para a economia dos EUA. Estes tendem a ser americanos pobres, talvez tenham menos habilidades e, em uma economia robusta como a que tivemos no início de 2020, eles estavam indo bem.

Este presidente alcançou as mais baixas taxas de desemprego entre hispânicos e afro-americanos da minha vida, e eu tenho idade suficiente para afirmar que isso não é pouco. Gostaria de observar que, quando você olha para o desemprego entre afro-americanos, o desempenho do presidente tem sido histórico. Passamos mais tempo com menos de 8% de desemprego entre afro-americanos no governo do presidente Donald Trump do que somados os anos restantes de vida de todos nessa teleconferência. Isso é incrível. Ele não alcançou apenas o menor desemprego entre afro-americanos, manteve-o por mais tempo do que todos os seus antecessores nos últimos 50 anos juntos. E acredito que isso remonta a quando esses dados eram mantidos separadamente. Portanto, a preocupação do presidente com as pessoas à margem de nossa economia é muito significativa.

Todos vocês devem se lembrar no início do ano e de volta a 2019, o presidente estava orgulhoso de ter conseguido trabalhar com mais partes da economia americana ativa do que anteriormente. E a taxa de desemprego de pessoas em comunidades mais pobres, pessoas em comunidades minoritárias, estavam nos níveis mais baixos já vistos. E tudo isso sob o governo do presidente Trump, e ele está determinado a nos levar de volta para lá novamente, e não há ninguém melhor para conseguir isso. Através da ação executiva na segunda-feira passada, o presidente Trump está provando novamente que seu governo não deixará o povo americano para trás, principalmente os trabalhadores americanos. E ele deixou bem claro que todo americano, independente de raça, gênero ou idade, é essencial para a nossa recuperação econômica, e foi isso que o motivou a assinar essa Ordem Executiva na semana passada.

E com isso, passo a palavra ao meu colega e amigo Mark Morgan e estou ansioso para responder às suas perguntas.

Sr. Morgan: Obrigado, vice-secretário, e boa tarde a todos. Penso que todos nesta chamada compreendem que os desafios e ameaças que enfrentamos em nossas fronteiras são vastos, complexos e estão sempre mudando. O ponto principal é que precisamos saber quem e o que está atravessando nossas fronteiras para proteger efetivamente a saúde e a segurança de todos os cidadãos. E observe que este é um conjunto complicado de desafios, mas, como Kristina disse, o que eu quero fazer é focar apenas em algumas áreas, e o sistema de muros da fronteira é um deles.

Imagino que, para alguns de vocês que viram as notícias na semana passada, participamos de um evento em Yuma, no Arizona, com o presidente dos Estados Unidos, em que comemoramos a conclusão de mais de 220 milhas do novo sistema de muros de fronteira ao sul. No fim das contas, com essa ferramenta, tornamos mais difícil para os cartéis continuar seu reinado de sofrimento humano e impactamos suas contas bancárias, que é tudo o que os move – ganância e poder. Isso é absolutamente um fato. Com ferramentas como o sistema de muros fronteiriços, conseguimos alterar e moldar o comportamento dos contrabandistas com mais eficiência. Isso fornece à Patrulha da Fronteira dos EUA uma grande vantagem operacional para poder parar e interpor o que está atravessando nossa fronteira e, de fato, nos diz – e é fato – quais atividades ilegais diminuem em áreas onde temos um muro eficaz como parte de nossa estratégia multicamada de infraestrutura, tecnologia e pessoal.

A história mostra isso. Não foi apenas durante esse governo, mas em governos anteriores, quando tínhamos centenas de quilômetros de barreiras sendo construídas em determinados locais, em todos os lugares onde isso acontecia, juntamente com tecnologia e pessoal, vimos nossa capacidade de impedir a entrada de coisas ruins e pessoas más.

De Yuma – novamente, estávamos lá na semana passada – gostaria de citar apenas uma estatística. No ano passado, na mesma área, tivemos cerca de 68.000 apreensões no ano fiscal de 2019. Até agora, neste ano, tivemos pouco mais de 6.500, e o muro era a parte crítica disso. E continuo confiante – como disse na semana passada, estou absolutamente confiante de que teremos 450 milhas de novo sistema de muros fronteiriços concluídas até o fim de 2020.

Agora, eu não poderia deixar de falar sobre o que estamos vivendo, essa pandemia global, COVID-19. E durante essa pandemia global, indivíduos – acho que é apenas uma questão de bom senso, certo? Os indivíduos que chegam às nossas fronteiras apresentam riscos potenciais à saúde pública para o povo americano – para o nosso pessoal na linha de frente, nossos profissionais de saúde e nossas comunidades. O mesmo vale para todos os países. O CDC aqui na América emitiu uma ordem de saúde pública que tem sido uma – tem sido uma ferramenta extremamente importante na luta contra a crise de saúde pública.

E vamos deixar claro, e acho que essa é uma declaração importante: essa O.E. não se refere à imigração. Pelo contrário, trata-se de tomar ações imediatas e decisivas, que este presidente tomou, para enfrentar a ameaça à saúde pública que continua hoje. Não se trata – não se trata de imigração; isso é sobre saúde pública. E, em vez de introduzir estrangeiros ilegais em nossas instalações, aumentando a exposição à nossa força de trabalho, ao nosso país e aos próprios imigrantes – este é o elemento-chave – o CBP, em vez disso, está retornando aproximadamente 95% dos que são encontrados tentando entrar ilegalmente no país rapidamente de volta ao último país onde estiveram.

Eu já disse isso algumas vezes e acho importante mencionar. Vocês podem imaginar se estivéssemos atravessando essa pandemia global de agora há um ano, quando nossas instalações fronteiriças do sudoeste estavam sobrecarregadas e superlotadas de famílias e crianças? Em certo momento, tínhamos mais de 20.000 pessoas em custódia e uma média diária na casa dos milhares. A introdução de um único migrante com COVID nessas condições seria catastrófica. Agora, pense nisso: 20.000 em certo momento no ano passado e agora temos uma média de 150 a 200 pessoas sob custódia a qualquer momento. Vimos uma redução de menores não acompanhados em 70%.

É importante observar que o CBP como um todo já estava melhor posicionado para lidar com a pandemia global por causa do presidente e da rede de políticas e iniciativas de imigração desse governo que estavam em vigor quase 10 meses antes da pandemia de COVID. Essas iniciativas, bem como nossas parcerias com o México e outros países da América Central, já reduziram o fluxo de imigração ilegal em 76% a partir da alta de maio de 2019. E a força motriz por trás da crise, famílias provenientes da área do Triângulo Norte, foi reduzida em 94% devido ao fim do sistema de captura e liberação. Isso tudo foi antes da COVID. E no mês passado, 82% de nossos encontros das equipes de segurança de fronteiras foram com imigrantes do México, enquanto apenas 13% ocorreram com migrantes do norte da América Central. Quando você pensa sobre isso, pode notar que é uma mudança completa em relação ao que ocorreu em maio de 2019, quando 16% eram do México e 72% eram do norte da América Central. E, portanto, há quase uma mudança completa de 180 graus em quem realmente vemos atravessar nossas fronteiras.

E acho que é importante notar também que, mesmo com o CBP, mudamos nossos recursos para mitigar a propagação dessa doença mortal, continuamos a fazer e lidar com outras ameaças ao longo de nossas fronteiras. Até o momento, apreendemos mais de 500.000 libras de medicamentos. Isso é um aumento em relação ao mesmo período do ano passado, e após uma pequena queda no início do ano por causa da COVID e dos cartéis terem que ajustar suas táticas – depois de uma pequena redução nas apreensões de drogas em todo o país –, o país realmente aumentou bastante em maio em comparação com o mês anterior – as apreensões de metanfetamina somaram 66%. No mês passado, na nossa fronteira sul, o CBP interceptou quase 60.000 libras de drogas, contra aproximadamente 41.000 em abril.

E é por isso que, como disse o vice-secretário – vou pisar forte – acho que vale a pena fazer isso. É por isso que dizemos que segurança nas fronteiras é segurança nacional, porque segurança nas fronteiras e segurança econômica também são segurança nacional. É por isso que as fronteiras são importantes e, mais importante, é por isso que o muro é importante.

Agora, finalmente, gostaria de encerrar o que falamosda maneira que faço toda vez que falamos sobre isso, e isso é uma mensagem de dissuasão. Olha, nós – no CBP e no DHS –, continuamos trabalhando com nossos parceiros do Departamento de Estado para comunicar claramente os muitos perigos da jornada para as pessoas que estão pensando em fazer essa viagem perigosa.

Conversamos sobre isso o tempo todo, mas isso não parece ressoar nos países onde essas pessoas estão tentando fazer essa jornada perigosa. Os cartéis – é claro, são incontroversos – continuam a explorar aqueles que procuram uma vida diferente. Eles estão mentindo para eles, estão abusando deles, e como eu disse, inúmeras vezes os cartéis os tratam como nada além de uma mercadoria. Os cartéis trocam dignidade e sofrimento humanos por dinheiro, e a COVID-19 não os parou. Eles apenas mudam suas táticas, e todos devemos nos unir em nossos esforços para persegui-los. Agora, mais do que nunca, os migrantes devem estar cientes dos novos riscos à saúde que oa COVID-19 apresenta e ficar em casa, cuidar de si, cuidar de suas famílias.

E eu já disse isso antes. No momento, não é apenas a vida deles que eles estão arriscando, mas a vida de todos com quem entram em contato durante sua jornada perigosa e ilegal para os Estados Unidos. E para aqueles que chegarem à nossa fronteira, eles serão enviados rapidamente de volta e não terão a entrada permitida nos Estados Unidos. Na maioria dos casos, eles serão removidos em algumas horas. Essa é a mensagem que precisamos divulgar.

Agora, vejam, enquanto eu termino, sei que a maioria de nós se lembra da foto comovente de um homem e sua filha pequena encontrada afogada nas margens do rio, perto da passagem de Brownsville-Matamoros. O que não foi amplamente divulgado foi que, naquele mesmo dia, a 80 quilômetros a oeste, os agentes da Patrulha da Fronteira encontraram mais quatro corpos ao longo do Rio Grande. Três crianças, uma criança e dois bebês morreram junto com uma mulher de 20 anos. Até agora, neste ano fiscal, agentes resgataram mais de 2.600 pessoas ao longo de nossa fronteira sudoeste, muitas delas perdidas no deserto ou se afogando nos rios, abandonadas para se defenderem em alguns dos terrenos mais perigosos e implacáveis ​​que existem. Todos devemos estar unidos para parar essas tragédias, e podemos.

Com isso, vou terminar e agradeço sua participação e estou ansioso para responder suas perguntas.

Moderadora: Obrigado. Agora começaremos a parte de perguntas e respostas da teleconferência de hoje. Para as perguntas, diga seu nome e afiliação e limite-se a uma pergunta relacionada ao tópico da entrevista de hoje. Nossa primeira pergunta foi enviada com antecedência. Na verdade, eram duas perguntas da Publinews Guatemala que vou juntar em uma. “Qual foi a diminuição da detenção guatemalteca neste semestre em comparação aos anos anteriores? E como está indo o processo do acordo de cooperação em asilo com a Guatemala?”

Sr. Cuccinelli: Mark, se você quiser responder a primeira, terei prazer em responder a segunda.

Sr. Morgan: Sim, senhor. Então, [a diminuição] tem sido significativa – voltarei aos meus comentários iniciais – em duas frentes. Uma é a redução geral anterior à pandemia de COVID. Vimos uma redução de indivíduos vindos de vários países: Honduras, El Salvador, Guatemala. No geral, a redução foi de 76%, incluindo a Guatemala. Então, novamente, vimos uma redução significativa pré-COVID. Desde a COVID, ainda vimos uma redução adicional. Logo após a COVID, observamos uma redução adicional de 50% em nossos números gerais, novamente, com apenas uma parte da Guatemala, de El Salvador e de Honduras.

Então, vimos uma queda significativa nos indivíduos que estão ilegalmente – tentando entrar ilegalmente no país, o que, obviamente, reflete em menos gente sob custódia. Novamente, agora, só temos de 150 a 200 em qualquer dia sob nossa custódia, de modo que seriam apenas algumas pessoas da Guatemala. A maioria das pessoas que encontramos agora, como eu disse, sob o Título 42 estão sendo devolvidas imediatamente à Guatemala ou ao México.

Sr. Cuccinelli: Então, com relação à segunda parte da pergunta – aqui é Ken Cuccinelli – o acordo de cooperação para asilo na Guatemala foi o primeiro que foi efetivado entre os Estados Unidos e qualquer um dos países do Triângulo do Norte, e ficamos muito felizes por isso ter começado em novembro de 2019 e seguiu de maneira muito eficaz até a COVID chegar em meados de março. E está em pausa na Guatemala desde 16 de março devido aos efeitos da COVID-19. Estamos trabalhando com a Guatemala para garantir que possamos reiniciar o programa quando for seguro fazer isso.

O governo dos EUA trabalhou em estreita colaboração com o nosso – com o governo do presidente Giammattei para garantir que estamos prontos para avançar com uma implementação em fases que não sobrecarregará o sistema de asilo guatemalteco. Obviamente, isso também foi muito importante para nós. Então, parado por enquanto, planejando um reinício quando a COVID se acalmar, mas apreciamos a parceria, que teve troca de ideias de ambos os lados para tornar a ACA eficaz como foi por quatro meses, antes da COVID chegar. Obrigado.

Moderadora: Nossa próxima pergunta vem da Carla Angola da EVTV Miami.

Pergunta: Bom dia a todos. Obrigada por esta oportunidade. Esta pergunta é para ambos, se puder, secretário Cuccinelli e comissário Morgan. A embaixada venezuelana nos Estados Unidos informou que mais de 60% dos venezuelanos detidos ao entrar no país por casos migratórios foram libertados. Conhecemos a posição desse governo no TPS, mas sempre se pensou que o TPS para os venezuelanos, devido ao perigo que eles enfrentariam ao retornar, poderia ser aprovado. Mas esse benefício está estagnado no Congresso. O presidente Trump poderia aprovar esse TPS por meio de uma ordem executiva? Muito obrigada.

Sr. Cuccinelli: Então, irei abordar este caso, se puder. Portanto, o status de TPS nas leis americanas é o que a lei diz que o Poder Executivo, o presidente, tem autoridade exclusiva sobre isso. Infelizmente, os tribunais intervieram na tentativa do presidente de gerenciar o status do TPS para outros países. E até que os Tribunais parem de intervir, é muito improvável que esse governo use o processo do TPS novamente porque não tem controle sobre ele. Uma vez iniciados, os tribunais assumem o controle e, portanto, os tribunais efetivamente destruíram essa ferramenta como instrumento de política externa para o governo.

E, como vocês devem ter visto, sem dúvida, nos empenhamos no governo para encerrar os outros acordos de TPS que estavam em vigor quando o presidente Trump jurou e não criou novos, e não prevejo que novos entrem online. Particularmente – e essa discussão é uma que, certamente, eu não esperaria continuar com qualquer perspectiva de avançar até depois do COVID, independentemente. Obrigado por sua pergunta.

Pergunta: Muito obrigada.

Moderadora: Aqui está outra pergunta, como privilégio do Moderadora. “Por que os cidadãos mexicanos agora representam a maior parte dos encontros de fiscalização da CBP?” Comissário Morgan.

Sr. Morgan: Vice-secretário, se você não se importa, eu posso aceitar.

Moderadora: Sim, por favor, siga em frente.

Sr. Morgan: Ok. Então, existem dois fatores realmente principais. Um é pré-COVID, e depois vou falar sobre a COVID. Então, antes da COVID, como eu disse em minhas declarações de abertura, porque este presidente e seu governo, as políticas e iniciativas de imigração que tínhamos, nós estávamos – 10 meses antes da COVID, fomos capazes de reduzir o fluxo de pessoas provenientes do Triângulo Norte, principalmente as famílias e crianças que realmente estavam impulsionando esta crise. Conseguimos reduzir em 76%. E, então, o que os cartéis, o que as organizações de contrabando fizeram – nós tiramos bilhões de dólares de suas contas bancárias por causa disso. E então o que eles começaram a fazer em parte foi apenas mudar suas táticas. Em vez de focar e atacar as famílias e crianças dos países do Triângulo Norte, eles começaram a se concentrar em seus próprios cidadãos. E os mesmos fatores que têm impulsionado a maior parte dessa crise ainda estão lá, vivos e bem, e esse fator é econômico. Assim, os cartéis mudaram seu foco para os mexicanos.

Então, antes da COVID, começamos a ver uma mudança significativa do Triângulo Norte para os mexicanos, para começar. Agora, desde a COVID, porque vimos os países adotando suas próprias precauções e quarentenas e tornando as viagens mais difíceis, isso também levou a um aumento no percentual. O número de cidadãos mexicanos que vêm pela fronteira aumenta ligeiramente se as porcentagens estão subindo, porque os encontros estão realmente diminuindo. Mas os mesmos fatores que estamos vendo agora são aqueles que vinham do México, quando conversamos com eles e os entrevistamos, eles ainda estão vindo pelos mesmos motivos de sempre: por razões econômicas. Como começamos a ver os impactos da COVID não apenas neste país, mas no México e em outros países, estamos vendo a situação econômica deles sendo impactada negativamente. Isso continua levando agora mais cidadãos mexicanos a tentarem entrar ilegalmente nos Estados Unidos por razões econômicas. É isso que estamos vendo agora. Obrigado.

Moderadora: Nossa próxima pergunta vem de Jorge Agobian, da Voice of America.

Pergunta: Olá? Oi, bom dia.

Moderadora: Prossiga.

Pergunta: Meu nome é Jorge Agobian; sou da Voice of America, o serviço espanhol. Minha pergunta é se o senhor sabe quantos migrantes que estão esperando no México no âmbito do programa MPP continuam esperando no México e se sabemos quantos foram aceitos sob a lei de asilo aqui nos EUA? Obrigado.

Sr. Cuccinelli: Bem, eu vou responder essa e os comentários do comissário são bem-vindos. O MPP, como chamamos, protocolos de proteção a migrantes, foi adiado por causa da COVID-19. Esses casos estão programados para recomeçar em julho. Vamos – isso será um processo logístico desafiador, mas a última contagem de que eu tenho conhecimento era de mais de 50.000 pessoas aguardando processos judiciais no México. Essa foi uma das grandes parcerias com o México, nossos amigos do sul, e estamos ansiosos para retomar esse processo, mesmo diante da franqueza da COVID-19. Este não é um ambiente ideal, mas estamos tentando manter esses processos em movimento.

E antes da COVID, o comissário observou alguns outros sucessos que tivemos antes da COVID, e o MPP foi um deles. Eles estavam avançando a uma taxa muito mais rápida em casos nos Estados Unidos, incluindo nosso registro de detidos. Por isso, esperamos voltar a esse sucesso e esperamos usar o maior número possível de ferramentas e métodos criativos para que esse processos continuem novamente. E não sei se o comissário gostaria de acrescentar algo.

Sr. Morgan: Sim, senhor. E assim os números, como o vice-comissário [sic] mencionou, continuamos a trabalhar com o Departamento de Estado e, é claro, com o Governo do México para continuar a garantir que tenhamos uma fidelidade forte a esses números. Mas acho importante notar que os abrigos do governo em face da COVID foram fechados. Muitas pessoas deixaram abrigos por conta própria, ou saíram para a economia ou optaram por voltar para casa. Então, exatamente quantos estão do outro lado no México agora é definitivamente um alvo em movimento que estamos tentando acertar.

O que eu gostaria de acrescentar também, para deixar marcado, é mais uma vez que o que está motivando isso é uma preocupação de saúde pública. Agora, ao longo da fronteira sudoeste, como tenho certeza que muitos de vocês estão acompanhando, estamos vendo um aumento significativo nos casos relacionados a COVID, e isso inclui nossa força de trabalho. O CBP também viu um aumento substancial no número de casos entre nosso pessoal. Portanto, quando falamos sobre por que estamos atrasando, é realmente do melhor interesse da saúde pública dos próprios migrantes, bem como de nossa força de trabalho, que continuamos a adiar isso enquanto monitoramos os impactos da COVID e como ela continua se espalhando. Mas posso garantir que continuamos trabalhando com o governo do México, trabalhando com o Departamento de Estado, para preparar e ver como podemos efetivamente começar a abrir essas áreas de volta para começar a lidar com o atraso existente, mas nós temos que equilibrar isso com o risco real à saúde pública.

Moderadora: E temos tempo para uma última pergunta. Essa pergunta vai para Lori Montenegro, da Telemundo.

Pergunta: Bom dia a todos e obrigado por essa coletiva. Esta é para o Sr. Cuccinelli e também para o Sr. Morgan, comissário Morgan. Eu queria perguntar rapidamente, apenas para acompanhar algo que o senhor acabou de dizer: o senhor tem um número ou pode nos dar mais tarde, para aqueles que estão na ligação – qual é o número de funcionários do CBP que pegaram a COVID-19? E também, para o Sr. Cuccinelli, eu queria ver se o senhor poderia acompanhar algo que não mencionou nesta ligação, mas numa ligação anterior referente à Ordem Executiva que o presidente assinou. O senhor falou sobre a última peça a respeito das autorizações de trabalho a serem canceladas para as pessoas, e eu gostaria de esclarecer – nunca tive um esclarecimento sobre isso – o senhor estava se referindo ao cancelamento das autorizações de trabalho para pessoas que têm ordens de deportação? Isso foi relacionado apenas àqueles que procuram asilo? O senhor poderia me explicar melhor sobre o que exatamente estava se referindo? O que a Ordem Executiva cobre? E obrigada novamente pela coletiva.

Sr. Cuccinelli: Claro, então, vou começar e depois deixarei o comissário responder com relação à sua força de trabalho da linha de frente que sofre de COVID. A Ordem Executiva – mencionei em minha introdução a esta chamada todas as pausas temporárias de vistos e participantes do green card que o presidente incluiu em sua Ordem Executiva. A Ordem Executiva faz outras coisas também. Ele ordenou que o Departamento do Trabalho e o Departamento de Segurança Interna fizessem certas alterações regulatórias no programa H-1B, que é o programa de vistos de alta tecnologia. Também nos instruiu a eliminar as autorizações de trabalho, chegamos à sua pergunta, para aqueles com ordens de remoção e aqueles que estão ilegalmente presentes nos Estados Unidos. Anualmente, isso equivale a cerca de 50.000 autorizações de trabalho por ano, e isso será feito por regulamento, e você pode esperar começar a ver isso – não serão dias ou semanas, mas você o verá nas próximas – mediria isso em semanas ou meses para que seja implementado. E isso faz parte da Ordem Executiva da segunda-feira passada.

Então, obrigado pela sua pergunta e, se o comissário quiser abordar a questão do PFC com a COVID, convido-o a fazê-lo.

Sr. Morgan: Obrigado, vice-secretário. Sim, então, no momento, temos 499 casos ativos positivos para COVID, com mais de 1.000 em quarentena, combinados. Portanto, 1.053 pessoas, 499 tiveram resultado positivo e o restante se colocou em quarentena. Acho que é importante mencionar que há realmente um rastreamento com a propagação nos EUA. Portanto, se você olhar agora, os três principais estados do CBP são Texas, Califórnia e Arizona. Isso se alinha com a propagação nos Estados Unidos, e não faz muito tempo que – enquanto Nova York era o epicentro, a alta dos números estava alinhada com o que acontecia no CBP. Então, a última coisa que direi é que incentivo todos a irem ao site cbp.gov, e é aí que todas essas estatísticas, desde casos positivos e auto-quarentena, estão publicadas.Moderadora: Muito obrigado. Isso conclui a coletiva de hoje. Quero agradecer ao funcionário sênior Cuccinelli e ao comissário interino Morgan por se juntarem a nós, e agradecer a todos os nossos interlocutores pela participação. Se você tiver alguma dúvida sobre a ligação de hoje, entre em contato com o Centro de Mídia de Miami em [email protected] Obrigado e tenha um ótimo dia.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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