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Mulheres, Paz, Segurança – Tornando o Invisível Visível

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Departamento de Estado dos EUA
DipNote: Militar e Segurança
Embaixadora Jean Manes
Bureau of Assuntos Político-Militares
1 de julho de 2020

 

A autora, embaixadora Manes, acompanhada de René Francis Merino, ministro da Defesa de El Salvador, e do almirante Craig Faller, comandante do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), com um grupo de mulheres militares que servem nas forças de segurança dos EUA e de El Salvador. (Foto cortesia do SOUTHCOM dos EUA)

Em 12 de junho, o Departamento de Estado dos EUA e o Departamento de Defesa dos EUA divulgaram seus planos para implementar os objetivos da Estratégia dos Estados Unidos sobre Mulheres, Paz e Segurança (WPS). Ao longo dos anos, trabalhei em estratégias para capacitar mulheres em todo o mundo. Depois de servir como embaixadora dos EUA e liderar nossa missão em El Salvador, entrei para o Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) como adjunto civil do comandante e  consultora sênior de política exterior (POLAD). Tendo servido no Departamento de Estado e no Departamento de Defesa – os pilares institucionais de nossa democracia, cada um com sua própria cultura e influência –, posso dizer que uma coisa é certa: não há paz e segurança duradouras sem a inclusão sustentada e significativa de mulheres em todos os níveis da sociedade, seja político, econômico ou de segurança.

No SOUTHCOM, trabalhamos com militares da América Central, da América do Sul e do Caribe para formar forças profissionais que se associam aos Estados Unidos para melhorar a segurança no Hemisfério Ocidental. Como parte dessa função, o almirante Craig Faller, comandante de combate do Comando Sul dos EUA, colocou o portfólio de Mulheres, Paz e Segurança no nível de liderança sênior para garantir que seja uma peça central de nossas parcerias no Hemisfério.

As forças armadas profissionais exigem, em sua essência, o respeito de seus cidadãos para serem realmente eficazes e bem-sucedidas. As mulheres desempenham um papel central na construção desse respeito. As habilidades de mediação e negociação das mulheres, desenvolvidas por meio do alcance da comunidade, costumam servir como ponte entre instituições governamentais e comunidades locais. Com as mulheres representando mais de 50% da população mundial, elas trazem habilidades diversas e necessárias às forças de segurança que ajudarão a construir a próxima geração de líderes, dentro e fora das forças armadas.

Em todo o Hemisfério Ocidental, militares e forças de segurança estão chegando à mesma conclusão. Em conversas com ministras e chefes de defesa, é evidente que a total integração das mulheres não é apenas a coisa certa a ser feita, mas também abre o caminho para um futuro mais seguro e próspero.

A estratégia Mulheres, Paz e Segurança estabelece um novo padrão arrojado para todos os líderes seniores do Departamento e para nossos aliados e parceiros, e o SOUTHCOM está encarando este desafio.

 A autora (ao centro), acompanhada do almirante Craig S. Faller, comandante do Comando Sul dos EUA, do general colombiano Luis Navarro e do general do exército colombiano Eduardo Zapateiro, se encontrou com um grupo de mulheres do exército colombiano. (Foto cortesia do SOUTHCOM dos EUA)

Às vezes, parte de nosso trabalho na diplomacia e na defesa é usar nossas posições seniores de liderança para tornar o invisível visível. Por exemplo, em uma recente viagem à Colômbia, fizemos uma sessão com 50 mulheres do exército colombiano e o chefe de defesa delas. Foi o último evento de um dia longo e quente e estava prestes a ser cancelado; no entanto, insistimos porque essas mulheres são importantes. Uma a uma, as mulheres começaram a compartilhar suas histórias de por que se juntaram às forças armadas colombianas. Suas histórias de luta e compromisso. Suas histórias de desafio e triunfo. Tudo o que fizeram para servir. Servir seu país e fazer parte da melhoria na segurança de seus filhos e comunidades. A energia dentro daquela sala era paupável. Até os mais céticos ficaram comovidos.

O tempo passou, e nós realmente precisamos pegar o avião de volta a Bogotá. Desta vez, foi a liderança colombiana que não quis sair. Eles nunca haviam conhecido essas mulheres. Como geralmente ocorre em um sistema separado por posições, essas mulheres eram em grande parte invisíveis para as pessoas que estavam no comando. Mas, como indivíduos e como grupo, as mulheres mostraram seu valor e poder. Embora as mudanças estruturais nos sistemas de recrutamento, treinamento e promoção sejam fundamentais, há também a parte importante de levantar e mostrar mulheres talentosas em todo o setor de segurança, um elemento crítico da WPS.


“Uma a uma, as mulheres começaram a compartilhar suas histórias de por que se juntaram às forças armadas colombianas. Suas histórias de luta e compromisso. Suas histórias de desafio e triunfo. Tudo o que fizeram para servir. Servir seu país e fazer parte da melhoria na segurança de seus filhos e comunidades. A energia dentro daquela sala era paupável. Até os mais céticos ficaram comovidos.” – Embaixadora Jean Manes


 Em 2019, a comodoro Antonette Wemyss-Gorman tornou-se a mulher oficial de mais alto escalão nas Forças de Defesa da Jamaica (JDF). Cdre Wemyss-Gorman é agora a oficial executiva da força (segunda em comando) do JDF. (Foto cortesia do SOUTHCOM dos EUA)

Destacar mudanças estruturais também é essencial, assim como elevar entre seus pares aqueles que estão liderando o caminho. O SOUTHCOM recebeu recentemente os Chefes de Defesa e Segurança do Caribe. Todos no grupo eram homens. Incluímos uma sessão sobre Mulheres, Paz e Segurança na agenda, usando o poder do SOUTHCOM para sinalizar a importância dessas questões. Nessa sessão, destacamos o trabalho realizado pelo chefe de Defesa da Jamaica, Rocky Meade. Ele compartilhou as mudanças estruturais feitas no recrutamento e promoção, ressaltando o fato de que não há nada mais poderoso do que ouvir de um de seus colegas como eles estão liderando o caminho e conseguindo tornar sua sociedade mais segura.

Após esta apresentação, tivemos outra sessão em que outros chefes compartilharam seus exemplos. Um orgulhosamente citou os cinco melhores graduados de uma turma recente de recrutamento, todas mulheres, enquanto outro chefe de Defesa compartilhou a taxa média de abandono do treinamento básico em seu país é de cerca de 15%, mas é de 0% para as mulheres. Ele observou: “As mulheres que começam são comprometidas; elas não desistem e vão lutar até o fim.” Como mulheres, sabemos que ainda devemos ser melhores que nossos pares, que todos os olhos estão voltados para nós e que nosso sucesso ou fracasso afeta a perspectiva de outras mulheres terem sucesso nesses papéis.

Quando levantamos a questão como os Estados Unidos – quando lideramos – quando sinalizamos que algo é importante – isso realmente importa. Ainda temos muito progresso adiante nos Estados Unidos, especialmente nos ranks mais altos, e é por isso que mostrar mulheres quebrando barreiras ainda é tão importante. Ser o primeiro nunca é fácil, mas abre o caminho. Quando tivermos a segunda, terceira e décima mulher em posições-chave, quando deixar de ser notável, nosso sucesso terá sido conquistado.

Daqui do SOUTHCOM, estamos comprometidos em promover mudanças estruturais que levem a um hemisfério mais seguro e resiliente ao tornar o invisível e visível.

Sobre a autora: A embaixadora Jean Manes atua como consultora sênior para política exterior no Gabinete de Assuntos Político-Militares do Escritório de Coordenação do Programa Consultivo de Política Externa (POLAD).  A embaixadora Manes também atua como adjunto civil do comandante do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM).


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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