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Secretário de Estado, Michael R. Pompeo Discurso no Museu e Biblioteca Presidencial Richard Nixon: “A China comunista e o Futuro do Mundo Livre”

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Departamento de Estado dos Estados Unidos
Gabinete da Porta-Voz
Para Divulgação Imediata
Discurso
23 de julho de 2020

Biblioteca e Museu Presidencial Richard Nixon
Yorba Linda, Califórnia

 

GOVERNADOR WILSON:  Bem, muito obrigado, Chris. Muito generoso. Não sei se o seu avô teria me reconhecido.

Tenho o grande prazer – além de receber todos vocês no local de nascimento e na biblioteca de Nixon, tenho o grande prazer de apresentar a vocês um americano extraordinário que está aqui em um momento extraordinário. Mas o mais divertido é apresentar nosso convidado de honra. Eu o recebo não apenas na Biblioteca Nixon, mas também de volta a sua terra natal, Orange County. (Aplausos.) Isso mesmo. Mike Pompeo nasceu em Orange County. (Aplausos.)

Ele frequentou a Los Amigos High School em Fountain Valley, onde era um excelente aluno e atleta. De fato, ouvi de fontes confiáveis que, entre os fãs dos dias gloriosos da equipe de basquete Lobo, um silêncio reverente sempre toma conta da multidão quando o nome “Pompeo” é mencionado. (Riso.)

O Secretário foi o primeiro de sua classe em West Point. Ele ganhou o prêmio de cadete mais ilustre. Ele ganhou outro prêmio pelo melhor desempenho em gestão de engenharia. Ele passou seus anos de serviço, seus anos no Exército, na Alemanha Ocidental e, como ele mesmo diz, patrulhando a Cortina de Ferro antes da queda do Muro de Berlim.

Em 1988 – com licença – aposentando-se como capitão, ele ingressou no Curso de Direito de Harvard, onde foi editor da Law Review. Em 1988, ele retornou ao estado natal de sua mãe, o Kansas, e iniciou uma carreira empresarial incrivelmente bem-sucedida. Ele foi eleito para a Câmara dos Deputados do Kansas em 2011, onde logo ganhou grande respeito e reputação como um dos membros mais diligentes e astutos da Câmara de Armas – desculpe, do Comitê de Inteligência da Câmara.

Em 2017, o presidente Trump o nomeou diretor da Central de Inteligência. E, em 2018, ele foi confirmado como nosso 70º Secretário de Estado.

Você tem de admitir, esse é um currículo impressionante. Por isso, é triste que apenas uma coisa esteja faltando, impedindo que esse currículo seja perfeito. Se ao menos Mike tivesse sido fuzileiro naval. (Risos.) Não se preocupe, ele vai conseguir se equiparar.

Mike Pompeo é um homem dedicado à sua família. Ele é um homem de fé, grande patriotismo e maiores princípios. Uma de suas iniciativas mais importantes no Departamento de Estado foi a criação de uma Comissão de Direitos Inalienáveis, em que acadêmicos, filosófos e especialistas em ética o aconselham sobre direitos humanos baseados nos princípios da criação da América e nos direitos da Declaração Universal de Direitos Humanos de 1948.

Ele está aqui hoje por uma razão muito especial. O epitáfio do túmulo do presidente Nixon é uma frase do seu primeiro discurso de posse. Diz o seguinte: “A maior honra que a História pode conceder é o título de pacificador”. Richard Nixon recebeu esse título. Ele ganhou essa honra não apenas porque foi reconhecido até pelos seus críticos como um estrategista de política externa brilhante, mas muito mais porque ele a conquistou. Ele aprendeu, como congressista, senador, presidente e, posteriormente, como um cidadão embaixador, que a paz não é conquistada ao se assinar documentos e declarar que o trabalho foi feito. Pelo contrário, ele sabia que a paz é sempre um trabalho em andamento. Ele sabia que é preciso lutar pela paz e conquistá-la novamente a cada geração.

Foi a visão, determinação e coragem do Presidente Nixon que abriu a China para a América e o mundo ocidental. Como presidente e pelo resto de sua vida, Richard Nixon trabalhou para criar um relacionamento com a China baseado em benefícios e obrigações mútuos que respeitavam os interesses nacionais dos EUA.

Hoje, nós na América temos a obrigação de avaliar se os esforços e esperanças do presidente Nixon de alcançar aquele relacionamento deram certo ou estão sendo destruídos.

Por tudo isso, é notável que o nosso convidado de honra, o secretário Pompeo, tenha escolhido a Biblioteca Nixon para fazer uma declaração política tão importante sobre a China. Prometo que será uma declaração às claras, apresentada com força e convicção, porque é de crucial importância.

Senhoras e senhores, é uma grande honra e prazer dar as boas-vindas neste pódio e com este público ao nosso convidado de honra, o Secretário de Estado dos Estados Unidos da América, o honorável e realmente notável – honorável Michael R. Pompeo. (Aplausos.)

SECRETÁRIO POMPEO: Obrigado. Obrigado a todos. Obrigado, Governador, por essa introdução muito, muito generosa. É verdade: quando você entra naquele ginásio e diz o nome “Pompeo”, há sussurros. Eu tinha um irmão, Mark, que era muito bom – um jogador de basquete muito bom.

E que tal outra salva de palmas para a Guarda de Honra Blue Eagles e para a aviadora sênior Kayla Highsmith e sua maravilhosa versão do hino nacional? (Aplausos.)

Agradeço também à pastora Laurie por essa oração emocionante, e gostaria de agradecer a Hugh Hewitt e a Fundação Nixon por seu convite para falar nesta instituição americana tão importante. Foi ótimo ouvir uma pessoa da Força Aérea cantar, ser apresentado por um fuzileiro naval, e eles ainda deixaram o cara do Exército diante da casa do cara da Marinha. (Risos.) Está tudo bem.

É uma honra estar aqui em Yorba Linda, onde o pai de Nixon construiu a casa em que ele nasceu e foi criado.

A todos os membros da diretoria e equipe do Nixon Center que tornaram o dia de hoje possível –é difícil atualmente –, obrigado por tornar esse dia possível para mim e para minha equipe.

Somos abençoados por ter pessoas incrivelmente especiais na plateia, incluindo Chris, que eu conheci – Chris Nixon. Também quero agradecer a Tricia Nixon e Julie Nixon Eisenhower pelo apoio nessa visita.

Quero reconhecer vários dissidentes chineses corajosos que se juntaram a nós aqui hoje e fizeram uma longa viagem.

E a todos os outros convidados ilustres – (aplausos) – a todos os outros convidados ilustres, obrigado por estarem aqui. Para aqueles que ficaram debaixo da tenda, vocês deveriam ter pago mais.

E vocês assistindo ao vivo, obrigado por nos assistirem.

E, finalmente, como o governador mencionou, nasci em Santa Ana, não muito longe daqui. Hoje tenho minha irmã e seu marido na plateia. Obrigado a todos por terem vindo. Aposto que você nunca pensou que eu estaria aqui de pé.

Minhas declarações hoje são o quarto conjunto de declarações em uma série de discursos sobre a China que pedi ao conselheiro de segurança nacional Robert O’Brien, ao diretor do FBI Chris Wray e ao procurador-geral Barr para fazerem comigo.

Tínhamos um objetivo muito claro, uma missão real. Era para explicar as diferentes facetas do relacionamento dos Estados Unidos com a China, os enormes desequilíbrios que surgiram nesse relacionamento ao longo de décadas e os projetos de hegemonia do Partido Comunista Chinês.

Nosso objetivo era deixar claro que as ameaças aos americanos que a política do presidente Trump na China pretende abordar são claras e nossa estratégia para garantir essas liberdades foi estabelecida.

O embaixador O’Brien falou sobre ideologia. O diretor do FBI, Wray, falou sobre espionagem. O procurador-geral Barr falou sobre economia. E meu objetivo hoje é colocar isso tudo junto para o povo americano e detalhar o que a ameaça da China significa para nossa economia, nossa liberdade e, de fato, para o futuro das democracias livres em todo o mundo.

O próximo ano marca meio século desde a missão secreta do Dr. Kissinger na China, e o 50º aniversário da viagem do Presidente Nixon, em 2022, não está muito longe.

O mundo era muito diferente.

Imaginávamos que o envolvimento com a China produziria um futuro com uma promessa brilhante de cortesia e cooperação.

Mas hoje – hoje ainda estamos todos usando máscaras e vendo o número de corpos da pandemia aumentar porque o PCCh falhou em suas promessas para o mundo. Estamos lendo todas as manhãs novas manchetes de repressão em Hong Kong e Xinjiang.

Estamos vendo estatísticas impressionantes de abusos comerciais dos chineses que custam os empregos de americanos e causam enormes golpes nas economias de toda a América, inclusive aqui no sul da Califórnia. E estamos assistindo a um exército chinês que se torna cada vez mais forte e ameaçador.

Eu ecoarei as perguntas que estão nos corações e mentes dos americanos desde aqui na Califórnia até o meu estado de Kansas, e além:

O que o povo americano tem para mostrar agora, 50 anos depois do envolvimento com a China?

As teorias de nossos líderes que propuseram uma evolução chinesa em direção à liberdade e à democracia provaram serem verdadeiras?

Esta é a definição da China de uma situação em que todos saem ganhando?

E, de fato, centralmente, da perspectiva do Secretário de Estado, a América está mais segura? Temos uma maior probabilidade de paz para nós mesmos e paz para as gerações seguintes?

Olha, temos que admitir uma dura verdade. Devemos admitir uma dura verdade que deve nos guiar nos próximos anos e décadas: se quisermos ter um século 21 livre, e não o século chinês dos sonhos de Xi Jinping, o velho paradigma do compromisso cego com a China simplesmente não servirá. Não devemos continuar e não devemos voltar a ele.

Como o presidente Trump deixou bem claro, precisamos de uma estratégia que proteja a economia americana e, de fato, nosso estilo de vida. O mundo livre deve triunfar sobre essa nova tirania.

Agora, antes que eu pareça ansioso demais para derrubar o legado do presidente Nixon, quero deixar claro que ele fez o que acreditava ser o melhor para o povo americano na época, e ele devia estar certo.

Ele foi um estudante brilhante sobre a China, um guerreiro feroz e frio e um tremendo admirador do povo chinês, assim como penso que todos nós somos.

Ele merece um enorme crédito por perceber que a China era importante demais para ser ignorada, mesmo quando o país estava enfraquecido por causa de sua própria brutalidade comunista autoinfligida.

Em 1967, em um artigo de Relações Exteriores muito famoso, Nixon explicou sua estratégia futura. Aqui está o que ele disse:

Ele disse, “A longo prazo, simplesmente não podemos deixar a China para sempre fora da família de nações… O mundo não será seguro até que a China mude. Assim, nós temos como objetivo – na medida do possível, nós devemos influenciar os eventos. Nosso objetivo deve ser induzir mudanças.”

E acho que essa é a frase-chave de todo o artigo: “induzir mudanças”.

Então, com essa viagem histórica a Pequim, o presidente Nixon deu início à nossa estratégia de engajamento. Ele procurou de maneira nobre um mundo mais livre e seguro, e esperava que o Partido Comunista Chinês retornasse esse compromisso.

Com o passar do tempo, os formuladores de políticas americanas presumiram cada vez mais que, à medida que a China se tornasse mais próspera, ela se abriria, se tornaria mais livre em casa e, de fato, apresentaria menos ameaças ao exterior, seria mais amigável. Tudo parecia, tenho certeza, tão inevitável.

Mas essa era de inevitabilidade acabou. O tipo de compromisso que estamos buscando não trouxe o tipo de mudança dentro da China que o presidente Nixon esperava induzir.

A verdade é que nossas políticas – e de outras nações livres – ressuscitaram a economia falida da China, apenas para ver Pequim morder as mãos internacionais que a alimentavam.

Abrimos nossos braços para os cidadãos chineses, apenas para ver o Partido Comunista Chinês explorar nossa sociedade livre e aberta. A China enviou propagandistas para nossas coletivas de imprensa, nossos centros de pesquisa, nossas escolas secundárias, nossas faculdades e até para nossas reuniões de associações de pais e professores (PTA).

Nós marginalizamos nossos amigos em Taiwan, que mais tarde floresceram em uma vigorosa democracia.

Demos ao Partido Comunista Chinês e ao próprio regime um tratamento econômico especial, apenas para ver o PCCh insistir no silêncio sobre seus abusos dos direitos humanos como o preço de admissão para empresas ocidentais entrarem na China.

O embaixador O’Brien destacou alguns exemplos outro dia: Marriott, American Airlines, Delta, United… todas removeram referências a Taiwan de seus sites corporativos para não irritar Pequim.

Em Hollywood, não muito longe daqui – o epicentro da liberdade criativa americana e árbitros auto-designados da justiça social –, é autocensurada, até as referências mais levemente desfavoráveis à China.

Essa aquiescência corporativa com o PCCh também acontece em todo o mundo.

E como essa lealdade corporativa funcionou? Sua lisonja é recompensada? Vou citar o discurso do general Barr, procurador-geral Barr. Em um discurso na semana passada, ele disse que “a ambição final dos governantes da China não é negociar com os Estados Unidos. É saquear os Estados Unidos”.

A China tomou nossos valiosos segredos comerciais e propriedades intelectuais, causando a perda de milhões de empregos [1] em toda a América.

A China sugou as cadeias de suprimentos da América e depois adicionou um dispositivo de trabalho escravo.

Tornou as principais hidrovias do mundo menos seguras para o comércio internacional.

O Presidente Nixon disse uma vez que temia ter criado um “Frankenstein” ao abrir o mundo para o PCCh, e aqui estamos.

Agora, pessoas de boa fé podem debater por que nações livres permitiram que essas coisas ruins acontecessem por todos esses anos. Talvez tenhamos sido ingênuos com a virulenta tensão do comunismo da China, ou triunfalistas após nossa vitória na Guerra Fria, ou capitalistas covardes, ou talvez tenhamos sido enganados pela conversa de Pequim sobre uma “ascensão pacífica”.

Seja qual for o motivo – seja qual for o motivo, hoje a China é cada vez mais autoritária em casa e mais agressiva com sua hostilidade à liberdade em qualquer outro lugar.

E o presidente Trump disse: basta.

Não acho que muitas pessoas de ambos os lados discutam os fatos que expus hoje. Mas mesmo agora, alguns estão insistindo em que preservemos o modelo de diálogo, pelo bem do diálogo.

Agora, para deixar claro, continuaremos conversando. Mas as conversas são diferentes nos dias de hoje. Eu viajei para Honolulu agora, apenas algumas semanas atrás, para me encontrar com Yang Jiechi.

Era a mesma velha história – muitas palavras, mas literalmente nenhuma oferta para mudar nenhum dos comportamentos.

As promessas de Yang, como tantas que o PCCh fez antes dele, estavam vazias. As expectativas dele, suponho, eram de que eu cederia às demandas deles, porque francamente é isso que muitos governos anteriores fizeram. Eu não, e o presidente Trump também não.

Como o embaixador O’Brien explicou tão bem, devemos ter em mente que o regime do PCCh é um regime marxista-leninista. O secretário-geral Xi Jinping crê realmente em uma ideologia totalitária falida.

É essa ideologia, é essa ideologia que informa seu desejo de décadas pela hegemonia global do comunismo chinês. Os Estados Unidos não podem mais ignorar as diferenças políticas e ideológicas fundamentais entre nossos países, assim como o PCCh nunca as ignorou.

Minha experiência no Comitê de Inteligência da Câmara e, em seguida, como diretor da Agência Central de Inteligência, e meus mais de dois anos como Secretário de Estado dos Estados Unidos, me levaram a esse entendimento central:

Essa é a única maneira – a única maneira de realmente mudar a China comunista é agir não com base no que os líderes chineses dizem, mas como eles se comportam. E você pode ver a política americana respondendo a essa conclusão. O presidente Reagan disse que lidou com a União Soviética com base no “confie, mas verifique”. No que diz respeito ao PCCh, digo que devemos desconfiar e verificar. (Aplausos.)

Nós, as nações que prezam a liberdade do mundo, devemos induzir a China a mudar, exatamente como o presidente Nixon queria. Devemos induzir a China a mudar de maneiras mais criativas e assertivas, porque as ações de Pequim ameaçam nosso povo e nossa prosperidade.

Devemos começar mudando a maneira como nosso povo e nossos parceiros enxergam o Partido Comunista Chinês. Temos que dizer a verdade. Não podemos tratar esta encarnação da China como um país normal, como qualquer outro.

Sabemos que negociar com a China não é como negociar com uma nação normal e cumpridora da lei. Pequim ameaça acordos internacionais como – trata sugestões internacionais como – ou acordos como sugestões, como condutores para o domínio global.

Mas, ao insistir em termos justos, como nosso representante comercial fez quando garantiu a primeira fase de nosso acordo comercial, podemos forçar a China a reconsiderar seu roubo de propriedade intelectual e as políticas que prejudicaram os trabalhadores americanos.

Também sabemos que fazer negócios com uma empresa apoiada pelo PCCh não é o mesmo que fazer negócios com, digamos, uma empresa canadense. Eles não respondem a conselheiros independentes e muitos deles são patrocinados pelo estado e, portanto, não precisam buscar lucros.

Um bom exemplo é a Huawei. Paramos de fingir que a Huawei é uma empresa de telecomunicações inocente que está aparecendo para garantir que você possa conversar com seus amigos. Nós chamamos isso como realmente é – uma verdadeira ameaça à segurança nacional – e tomamos medidas em conformidade.

Também sabemos que, se nossas empresas investem na China, podem apoiar, intencional ou involuntariamente, as graves violações dos direitos humanos do Partido Comunista.

Nossos Departamentos do Tesouro e Comércio sancionaram e colocaram na lista negra líderes e entidades chinesas que estão prejudicando e abusando dos direitos mais básicos para pessoas de todo o mundo. Várias agências trabalharam juntas em uma consultoria de negócios para garantir que nossos CEOs sejam informados sobre o comportamento de suas cadeias de suprimentos na China.

Também sabemos, também sabemos que nem todos os estudantes e funcionários chineses são apenas estudantes e trabalhadores normais que vêm aqui para ganhar um pouco de dinheiro e adquirir algum conhecimento. Muitos deles vêm aqui para roubar nossa propriedade intelectual e levá-la de volta a seu país.

O Departamento de Justiça e outras agências adotaram vigorosamente a punição por esses crimes.

Sabemos que o Exército de Libertação Popular também não é um exército normal. Seu objetivo é defender o domínio absoluto das elites do Partido Comunista Chinês e expandir um império chinês, não para proteger o povo chinês.

E assim nosso Departamento de Defesa aumentou seus esforços, operações de liberdade de navegação nos maresda China Oriental e Meridional e também no estreito de Taiwan. E criamos uma Força Espacial para ajudar a impedir a China de agressão nessa última fronteira.

E também, francamente, desenvolvemos um novo conjunto de políticas no Departamento de Estado que lidam com a China, pressionando as metas de justiça e reciprocidade do presidente Trump para reescrever os desequilíbrios que cresceram ao longo de décadas.

Agora nesta semana, anunciamos o fechamento do consulado chinês em Houston, porque era um centro de espionagem e roubo de propriedade intelectual. (Aplausos.)

Invertemos, há duas semanas, oito anos de dar a outra face com relação ao direito internacional no mar do Sul da China.

Apelamos à China para adequar suas capacidades nucleares às realidades estratégicas de nosso tempo.

E o Departamento de Estado – em todos os níveis, em todo o mundo – se envolveu com nossos colegas chineses simplesmente para exigir justiça e reciprocidade.

Mas nossa abordagem não pode ser apenas difícil. É improvável que alcancemos o resultado que desejamos. Também devemos envolver e capacitar o povo chinês – um povo dinâmico e amante da liberdade que é completamente distinto do Partido Comunista Chinês.

Isso começa com a diplomacia pessoal. (Aplausos.) Conheci homens e mulheres chineses de grande talento e diligência em todos os lugares onde estive.

Eu me encontrei com uigures e cazaques que escaparam dos campos de concentração de Xinjiang. Conversei com os líderes democráticos de Hong Kong, desde o cardeal Zen até Jimmy Lai. Dois dias atrás, em Londres, eu me encontrei com o combatente da liberdade de Hong Kong Nathan Law.

E, no mês passado, no meu escritório, ouvi as histórias de sobreviventes da Praça da Paz Celestial. Um deles está aqui hoje.

Wang Dan foi um estudante importante que nunca parou de lutar pela liberdade do povo chinês. Sr. Wang, por favor, fique de pé para que possamos reconhecê-lo? (Aplausos.)

Hoje, conosco, também está o pai do movimento democrático chinês, Wei Jingsheng. Ele passou décadas em campos de trabalho chineses por sua luta. Sr. Wei, por favor, levante-se. (Aplausos.)

Eu servi ao Exército durante a Guerra Fria. E, se há uma coisa que aprendi, os comunistas quase sempre mentem. A maior mentira que eles contam é que falam por 1,4 bilhão de pessoas, que são vigiadas, oprimidas e têm medo de falar.

Pelo contrário. O PCCh teme as opiniões honestas do povo chinês mais do que qualquer inimigo e, exceto por perder o controle do poder, eles têm razão – não têm razão.

Imagine o quão melhor o mundo seria – sem mencionar as pessoas dentro da China – se pudéssemos ouvir os médicos de Wuhan e eles pudessem dar o alarme sobre o surto de um novo vírus.

Por muitas décadas, nossos líderes ignoraram e menosprezaram as palavras de bravos dissidentes chineses que nos alertaram sobre a natureza do regime que estamos enfrentando.

Não podemos mais ignorar. Eles sabem tão bem quanto qualquer um que nunca podemos voltar ao status quo.

Mas mudar o comportamento do PCCh não pode ser uma missão solitária do povo chinês. As nações livres têm de trabalhar para defender a liberdade. Não é uma tarefa fácil.

Mas tenho fé que podemos fazê-lo. Eu tenho fé porque já fizemos isso antes. Nós sabemos como é.

Tenho fé porque o PCC está repetindo alguns dos mesmos erros que a União Soviética cometeu – alienando aliados em potencial, quebrando a confiança em casa e no exterior, rejeitando os direitos de propriedade e o estado de direito previsto.

Eu tenho fé. Tenho fé por causa do despertar que vejo entre outras nações que sabem que não podemos voltar ao passado da mesma maneira que fazemos aqui na América. Eu ouvi isso de Bruxelas, Sydney, Hanói.

E acima de tudo, acredito que podemos defender a liberdade por causa do doce apelo da própria liberdade.

Veja os cidadãos de Hong Kong que imploram para migrar para o exterior enquanto o PCCh esmaga essa cidade orgulhosa. Eles agitam bandeiras americanas.

É verdade, há diferenças. Ao contrário da União Soviética, a China está profundamente integrada à economia global. Mas Pequim é mais dependente de nós do que deles. (Aplausos.)

Olha, eu rejeito a noção de que estamos vivendo uma era de inevitabilidade, que alguma armadilha está por vir, que a supremacia do PCCh é o futuro. Nossa abordagem não está fadada ao fracasso porque os EUA estão em declínio. Como eu disse em Munique no início deste ano, o mundo livre ainda está ganhando. Só precisamos acreditar, conhecê-lo e ter orgulho disso. Pessoas de todo o mundo ainda querem vir para sociedades abertas. Eles vêm aqui para estudar, eles vêm aqui para trabalhar, eles vêm aqui para construir uma vida para suas famílias. Eles não estão desesperados para se estabelecer na China.

Está na hora. É ótimo estar aqui hoje. O momento é perfeito. É hora de nações livres agirem. Nem todas as nações abordarão a China da mesma maneira, nem deveriam. Toda nação terá que entender como proteger sua própria soberania, como proteger sua própria prosperidade econômica e como proteger seus ideais dos tentáculos do Partido Comunista Chinês.

Mas apelo a todos os líderes de todas as nações para começarem a fazer o que os Estados Unidos fizeram – simplesmente insistir na reciprocidade, insistir na transparência e responsabilidade do Partido Comunista Chinês. É um quadro de governantes que está longe de ser homogêneo.

E esses padrões simples e poderosos alcançarão muita coisa. Por muito tempo, deixamos o PCCh definir os termos do compromisso, mas não mais. As nações livres devem definir o tom. Nós devemos operar com os mesmos princípios.

Temos que traçar linhas em comum na areia que não podem ser lavadas pelas barganhas do PCCh ou por seus dotes. De fato, foi isso que os Estados Unidos fizeram recentemente quando rejeitamos de uma vez por todas as alegações ilegais da China no Mar do Sul da China, pois incentivamos os países a se tornarem Países Limpos para que as informações privadas de seus cidadãos não acabem nas mãos do Partido Comunista Chinês. Fizemos isso estabelecendo padrões.

Agora, é verdade, é difícil. É difícil para alguns países pequenos. Eles temem ser escolhidos. Alguns deles, por esse motivo, simplesmente não têm a capacidade, a coragem de permanecer conosco por um momento.

De fato, temos um aliado da OTAN que não se posicionou da maneira que precisa em relação a Hong Kong, porque temem que Pequim restrinja o acesso ao mercado da China. Esse é o tipo de timidez que levará ao fracasso histórico, e não podemos repeti-lo.

Não podemos repetir os erros dos últimos anos. O desafio da China exige esforço e energia das democracias – na Europa, na África, na América do Sul e especialmente na região Indo-Pacífico.

E se não agirmos agora, em última análise, o PCCh destruirá nossas liberdades e subverterá a ordem baseada em regras que nossas sociedades trabalharam tanto para construir. Se dobrarmos os joelhos agora, os filhos de nossos filhos podem estar à mercê do Partido Comunista Chinês, cujas ações são o principal desafio hoje no mundo livre.

O Secretário Geral Xi não está destinado a tiranizar dentro e fora da China para sempre, a menos que permitamos.

Agora, não se trata de contenção. Não compre isso. Trata-se de um novo e complexo desafio que nunca enfrentamos antes. A União Soviética foi fechada para o mundo livre. A China comunista já está dentro de nossas fronteiras.

Portanto, não podemos enfrentar esse desafio sozinhos. As Nações Unidas, a OTAN, os países do G7, o G20, nosso poder econômico, diplomático e militar combinado são certamente suficientes para enfrentar esse desafio se o direcionarmos com clareza e coragem.

Talvez seja hora de um novo agrupamento de nações que pensam da mesma forma, uma nova aliança de democracias.

Nós temos as ferramentas. Eu sei que nós podemos fazer isso. Agora precisamos da vontade. Para citar as escrituras, pergunto: “nosso espírito está disposto, mas nossa carne é fraca?”

Se o mundo livre não muda – não mudar, a China comunista certamente nos mudará. Não pode haver retorno às práticas passadas só porque elas são confortáveis ​​ou convenientes.

Proteger nossas liberdades do Partido Comunista Chinês é a missão de nosso tempo, e a América está perfeitamente posicionada para liderá-la porque nossos princípios fundadores nos dão essa oportunidade.

Como expliquei na Filadélfia na semana passada, olhando para o Independence Hall, nossa nação foi fundada com a premissa de que todos os seres humanos possuem certos direitos inalienáveis.

E é trabalho do nosso governo garantir esses direitos. Esta é uma verdade simples e poderosa. Isso nos tornou um farol de liberdade para pessoas de todo o mundo, inclusive pessoas que estão dentro da China.

De fato, Richard Nixon estava certo quando escreveu em 1967 que “o mundo não pode ser seguro até que a China mude”. Agora cabe a nós ouvir suas palavras.

Hoje o perigo está claro.

E hoje o despertar está acontecendo.

Hoje o mundo livre deve responder.

Não podemos voltar ao passado.

Que Deus abençoe cada um de vocês.

Que Deus abençoe o povo chinês.

E que Deus abençoe o povo dos Estados Unidos da América.

Obrigado a todos.

(Aplausos.)


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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