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Elliott Abrams, Representante Especial para o Irã e a Venezuela, Sobre Recentes Acontecimentos no Irã e na Venezuela

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Gabinete da Porta-Voz
Para Divulgação Imediata
BRIEFING PARA A IMPRENSA
16 de Setembro de 2020
Teleconferência

 

SRA. ORTAGUS: Boa tarde a todos, muito obrigada. Sei que essa teleconferência está sendo realizada logo após a entrevista coletiva com o Secretário e teremos outro briefing hoje mais tarde, então desculpem por estarmos segurando todos vocês hoje. Vamos tentar deixar o maior tempo possível para as perguntas (inaudível) que muitos de vocês querem fazer. Mas gostaria de apenas reiterar, claro, que este é um briefing oficial com o Representante Especial para a Venezuela e agora também para o Irã, Elliott Abrams. Embora este seja um briefing oficial, o conteúdo deste briefing está embargado até o fim da chamada, por favor.      

Esta é, na verdade, a primeira coletiva de imprensa de Elliott desde que ele assumiu os dois cargos. É claro que ele começará com uma declaração introdutória e depois passaremos às perguntas. Apenas um lembrete: vocês podem pressionar 1 e 0 a qualquer momento no (inaudível) para entrar na fila de perguntas.  

Então, com isso, passo a palavra para o representante especial Abrams.

SR. ABRAMS: Obrigado, Morgan. Quero começar comentando sobre a Venezuela e a eleição fraudulenta para a Assembleia Nacional, agora marcada para 6 de dezembro, e depois volto a falar do Irã.  

A Venezuela não tem nenhuma das condições básicas para eleições livres. Partidos da oposição foram roubados e agentes do regime foram indicados para dirigi-los; a comissão eleitoral nacional está totalmente sob o controle do regime; liberdade de imprensa não existe; a repressão e a intimidação pela polícia e por gangues colectivos continuam. Não existem urnas de votação confiáveis ​​e testadas na Venezuela. As regras do jogo foram recentemente alteradas pelo regime, que criou mais de 100 novos assentos na Assembleia Nacional e alterou as linhas de votação distrital. Eu poderia continuar. E é exatamente por isso que o presidente interino Juan Guaido e uma coalizão de 37 partidos disseram que não legitimariam essa fraude participando da eleição. Desnecessário dizer que essas condições não serão corrigidas apenas com adiamento; eleições fraudulentas não são menos fraudulentas se realizadas alguns meses depois.      

Um pilar de nossa política na Venezuela tem sido apoiar a ampla e diversificada gama de atores democráticos que lutam pela liberdade e pela democracia naquele país. Aos que decidiram participar das eleições para a Assembleia Nacional, a nossa mensagem é que vocês têm uma obrigação especial de exigir as condições necessárias e internacionalmente aceitas para eleições livres e justas e de falar abertamente sobre a repressão e a corrupção do regime de Maduro. 

Somos capazes de distinguir agentes democráticos que divergem quanto à estratégia de pessoas que trabalham com o regime para minar a democracia. Não hesitaremos em aplicar as sanções dos Estados Unidos com toda força sobre este último grupo, como temos feito nos últimos anos. A todos os venezuelanos que lutam por eleições livres e pela restauração da democracia, continuamos a oferecer nosso total apoio. E, como vocês sabem, o Secretário Pompeo visitará todos os vizinhos da Venezuela – Colômbia, Brasil e Guiana – durante uma viagem que começa amanhã.    

Gostaria de chamar a atenção de vocês para o relatório do Conselho de Direitos Humanos das Organizações das Nações Unidas (ONU), feito hoje, pela Missão Independente de Apuração dos Fatos da ONU sobre a Venezuela. Esta missão da ONU, abre aspas, “encontrou motivos razoáveis ​​para acreditar que as autoridades venezuelanas e as forças de segurança planejaram e cometeram desde 2014 graves violações dos direitos humanos, algumas das quais” – ainda entre aspas – “algumas das quais – incluem assassinatos arbitrários e o uso sistemático de tortura – constituindo crimes contra a humanidade”, fecha aspas. E então, em uma declaração extraordinária para um relatório da ONU, o documento diz, abre aspas, “a missão tem motivos razoáveis ​​para acreditar que tanto o presidente quanto os ministros do poder popular das relações interiores, da justiça e paz e da defesa, comandaram ou contribuíram para a prática desses crimes documentados neste relatório”, fecha aspas. Esses crimes, diz a ONU, crimes contra a humanidade, começam pelo topo.   

Agora, estamos cientes de relatos sobre navios-tanque adicionais vindo do Irã para a Venezuela, e esse é outro lembrete de como Maduro destruiu a economia e a infraestrutura da Venezuela com incompetência, má gestão e corrupção e criou a necessidade de importar gasolina para este país rico em petróleo. A capacidade da refinaria instalada de petróleo bruto na Venezuela é de 1.300.000 barris por dia. Mas a corrupção e a negligência reduziram a gasolina real refinada a menos de 5% disso. Assim, o regime recorreu a outro pária internacional, o Irã, enviando ouro para comprar gasolina.   

Como vocês sabem, virtualmente todas as sanções da ONU contra o Irã voltarão a vigorar neste fim de semana, às 20h, horário do leste dos EUA, no sábado, 19. O embargo de armas agora será reimposto indefinidamente e outras restrições retornarão, incluindo a proibição de o Irã se envolver em atividades relacionadas ao enriquecimento e reprocessamento, a proibição de testes e desenvolvimento de mísseis balísticos e as sanções sobre a transferência de tecnologias relacionadas a mísseis e armas nucleares para o Irã. 

O Secretário disse há poucas horas que esperamos que todos os Estados membros da ONU implementem suas sanções integralmente e respeitem o processo e as obrigações de manter essas sanções. Teremos muito mais a dizer sobre isso, em detalhes, na segunda-feira. 

Este é um bom momento para refletir sobre o compromisso quase religioso de alguns países com esse acordo nuclear. Mas cinco anos de reuniões do JCPOA não moderaram em nada as táticas ou escolhas do Irã. É hora de as nações que prezam pela paz reconhecerem essa realidade e se juntarem a nós na imposição de sanções ao Irã. É surpreendente que alguém ainda julgava sensato permitir que o embargo de armas ao Irã expirasse no mês que vem, dado o papel desse regime em desestabilizar o Iraque, a Síria, o Iêmen e o Líbano e seu apoio contínuo ao terrorismo.   

Quero encerrar com a história de Navid Afkari, um jovem campeão de luta iraniano. No verão de 2018, Navid se juntou a um protesto pacífico junto com seus dois irmãos. O regime prendeu os três e os torturou para que confessassem um assassinato ocorrido quando eles estavam em uma parte completamente diferente da cidade. O regime quis fazer deles um exemplo e, como sabem, executou Navid no fim de semana passado.    

Esta é uma lembrança terrível de quão brutal e opressivo é esse regime com que estamos lidando. Gostaria de lembrar que ontem Siamak Namazi comemorou seu aniversário de 49 anos na famosa prisão de Evin. A data marcou 1.800 dias – 1.800 dias desde que o regime iraniano o levou como refém. Siamak, seu pai Baquer e Morad Tahbaz continuam sendo vítimas inocentes do regime iraniano e trabalhamos todos os dias para conseguir a liberdade deles.   

Obrigado, e fico feliz de responder suas perguntas sobre a Venezuela ou o Irã.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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