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Sean Cairncross CEO da Millennium Challenge Corporation

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Departamento de Estado dos Estados Unidos
Para Divulgação Imediata
CONFERÊNCIA ESPECIAL ONLINE
Centro de Mídia Regional da África
27 de outubro de 2020

 

Moderadora: Boa tarde a todos do Centro de Mídia Regional da África do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Gostaria de dar as boas-vindas aos nossos participantes de todo o continente e agradecer a todos por participarem nesta discussão. Hoje estamos muito satisfeitos com a companhia de Sean Cairncross, CEO da Millennium Challenge Corporation. O Sr. Cairncross discutirá a nova parceria entre a MCC e a Africa50, que criará uma plataforma de investimento global para atrair capital para África, e discutirá a sua recente viagem à África Ocidental. O Sr. Cairncross veio de Washington, D.C.

Sr. Cairncross: Bem, obrigado, Marissa, e estou muito feliz por estar com todos vós hoje, e bom dia, boa tarde ou boa noite, dependendo de onde estiverem. Agradeço ao Centro de Mídia Regional do Departamento de Estado dos EUA para África por proporcionar este momento para eu poder falar com todos hoje. E espero que a Millennium Challenge Corporation precise de poucas apresentações para vós. Mas, para aqueles de vós que não estão familiarizados com a MCC, somos uma pequena agência do governo dos EUA criada em 2004 para combater a pobreza em países de renda baixa e média baixa com um compromisso dedicado à boa governação. Os nossos investimentos em subsídios com prazo limitado promovem o crescimento económico e ajudam as pessoas a sair da pobreza, criando países mais estáveis e seguros com economias prósperas. A MCC tem projetos em todo o mundo, mas mais de dois terços do nosso portfólio está em África, onde estamos trabalhando ou desenvolvendo programas em 15 países em todo o continente.

Deixem-me então apresentar alguns destaques recentes do nosso trabalho que acho que serão de vosso interesse. Em agosto passado, a MCC assinou um compacto de US$ 450 milhões com o Burkina Faso para sustentar e ampliar o crescimento económico do país por meio de investimentos no setor elétrico. O compacto vai concentrar-se em lidar com o alto custo, má qualidade e baixo acesso à eletricidade em Burkina, melhorando a infraestrutura de energia, capacidade de geração e diversificação de fontes. O novo compacto também apoiará o aumento da participação do Burkina num mercado de energia regional e apoiará o desenvolvimento de um potencial compacto regional da MCC com a Costa do Marfim.

O compacto bilateral, o nosso segundo com o Burkina, terá como base o sucesso do nosso primeiro compacto lá, que investiu US$ 480 milhões em posse de terras agrícolas, gestão de água, estradas e educação. O governo do Burkina prometeu US$ 50 milhões para este compacto, consolidando seu compromisso com o seu sucesso. Além disso – isso é uma adição aos US$ 450 milhões fornecidos pela MCC. Com um investimento combinado de US$ 500 milhões, estima-se que este compacto beneficiará oito milhões dos 19 milhões do Burkina Faso. Portanto, para saber mais sobre este compacto, encorajo-os a visitarem o nosso site em MCC.gov.

OK. No início deste mês, viajei para dois países parceiros da MCC, o Benim e a Serra Leoa. No Benim, a MCC está a implementar um compacto de US$ 375 milhões assinado com o Governo do Benim em 2015 para modernizar e melhorar o setor de energia do país. O compacto, o nosso segundo no Benim também, é apoiado por uma contribuição de US$ 20 milhões do Governo do Benim, e visa fortalecer a concessionária nacional, atrair investimentos do setor privado e financiar investimentos em infraestrutura na distribuição de eletricidade, bem como fora da rede eletrificação para famílias pobres e carentes.

Durante a minha visita, tive uma reunião muito produtiva com o Presidente Talon, onde discutimos o progresso do compacto da MCC e reforçámos o nosso compromisso comum com a parceria Estados Unidos-Benim. E gostei de ir a alguns dos locais do projeto para ver o trabalho que está em andamento para apoiar as necessidades de energia para a próxima geração no Benim, e de me encontrar com os beneficiários do compacto, como Ismè Zounmenou, uma das poucas mulheres empresárias de uma empresa de energia renovável no Benim.

A MCC está também a desenvolver um potecncial compacto regional com o Governo do Benim e o Governo do Níger para melhorar o transporte de mercadorias ao longo do corredor principal entre Cotonou e Niamey. Este investimento visará também facilitar a passagem da fronteira Benim-Níger, uma das passagens mais movimentadas da região. E esta foi uma visita produtiva, e estou ansioso para um relacionamento forte e contínuo com o Benim.

Na Serra Leoa, vi progresso na implementação do nosso programa limiar de US$ 44,4 milhões. Este programa está a trabalhar para fornecer serviços de água e eletricidade de forma mais eficaz aos cidadãos da Serra Leoa. Tive a oportunidade de me juntar ao vice-presidente da Serra Leoa, Juldeh Jalloh, na inauguração de um novo quiosque de água na comunidade de Aberdeen em Freetown, um dos 11 quiosques que o programa limiar está a construir, levando água potável diretamente para as casas e comunidades locais.

Discuti o programa limiar durante uma reunião com o presidente Bio, que tem sido um excelente parceiro e demonstrou forte desempenho para o programa em toda a nossa parceria. Quando concluído, este programa limiar terá construído uma base de reforma política para transparência e responsabilidade, coordenação do setor e gestão operacional nos setores de eletricidade e água na Serra Leoa. Esses investimentos também permitirão que a Serra Leoa enfrente melhor os impactos do COVID-19 e, como vimos durante esta pandemia, saúde e economia estão intimamente ligadas. Portanto, esta foi uma visita bem-sucedida, e a MCC está muito orgulhosa de nosso trabalho em Serra Leoa.

E, finalmente, como mencionou, na semana passada a MCC e a Africa50 assinaram um MdE para lançar o Millennium Impact for Infrastructure Accelerator, ou MIIA, uma nova parceria de desenvolvimento. Esta parceria está bem alinhada com uma das principais prioridades da MCC – buscar oportunidades novas e inovadoras para financiamento combinado, uma meta que compartilhamos com a Africa50 e uma prioridade para o governo de Trump. O investimento de impacto em infraestrutura é limitado, muitas vezes devido à falta de projetos financiáveis ​​e à dificuldade de medir o impacto de desenvolvimento desses investimentos, mas o MIIA vai ajudar a superar esses desafios com recursos como um processo de certificação para o impacto social e ambiental de projetos de infraestrutura, recursos para preparar projetos financiáveis ​​com impacto certificado e a estrutura para combinar esses projetos com investidores de impacto que podem fornecer capital. Os investimentos por meio do MIIA cobrirão projetos em setores como água, saúde, educação, transporte, energia e telecomunicações.

Obrigado pela oportunidade de compartilhar o nosso trabalho impactante convosco e estou ansioso para responder às vossas perguntas.

Moderadora: Obrigada. Agora vamos para o Zimbabué. Pearl Matibe do Open Parliament tem uma pergunta: “Dado o crescente extremismo islâmico em Moçambique, pode comentar sobre a vossa ação sobre o assunto este ano e no futuro, e porquê?”

Sr. Cairncross: Claro. Bem, a primeira coisa que diria sobre essa questão é que selecionámos, o conselho selecionou Moçambique para um potencial compacto no ano passado. Temos trabalhado em Moçambique para desenvolver isso ao longo deste ano. Esses projetos normalmente levam cerca de dois anos para serem desenvolvidos e esperamos em algum momento – no decorrer do próximo ano e meio, ter um projeto que então apresentaríamos ao nosso conselho de administração para aprovação.

Então, estamos focados em fazer isso, é um compromisso contínuo com os critérios de seleção que são importantes para nós. Ao apoiar esses critérios, a nossa esperança é – e acho que foi demonstrado – que o progresso nesses critérios também esteja relacionado à redução do papel que os extremistas desempenham em qualquer país. Não é um foco direto nosso, mas certamente estamos muito cientes dos ambientes de segurança nos países em que trabalhamos. Mas a nossa esperança é que continuemos a avançar, que continuemos a ver progresso e que ao longo do tempo o nosso projeto em Moçambique tenha um resultado positivo e benéfico para o ambiente geral em Moçambique.


Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.
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